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Ricardo Callado19/07/20182min
Dirigentes do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) estiveram nesta quarta, 18, com Jofran Frejat, ex-secretário de Saúde e médico legista aposentado.
Na última terça, 17, Frejat anunciou a desistência de se candidatar ao Governo do DF (GDF). Os diretores do Sinpol-DF foram lhe demonstrar apoio e solidariedade.
Estiveram com ele o presidente do sindicato, Rodrigo Franco Gaúcho; o vice-presidente Paulo Roberto Sousa e os diretores José Carlos Saraiva e Alex Galvão.
Ao grupo, Frejat manifestou preocupação com os rumos que Brasília e seus cidadãos, bem como a Polícia Civil do DF (PCDF), têm tomado.
Ele afirmou, ainda, que a desistência da candidatura está sendo reavaliada diante do amor que tem pela capital federal e pelo projeto de melhorar a vida de todos os brasilienses e os serviços públicos prestados à população.
Ao se solidarizar com Frejat, a diretoria do Sinpol-DF disse, por  nota, que torce para que, ao refletir sobre a decisão, ele considere a esperança dos policiais civis e da população da capital federal em um futuro melhor

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Ricardo Callado20/06/20183min
O primeiro final de semana de Copa do Mundo, com jogo do Brasil, registrou uma grande incidência de crimes, por todo o Distrito Federal, segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF).
De acordo com os dados do sindicato, foram 17 atentados contra a vida, sendo 5 homicídios consumados e 12 tentativas de homicídio. Além de uma tentativa de latrocínio.
De sexta-feira, 15, até segunda, 18, foram comunicados quase 300 roubos a pedestres. A segunda-feira foi considerada por haver um grande número de registros feitos neste dia. Isso deve-se ao fato de haver 16 delegacias fechadas. O que leva a crer que um número considerável de crimes não tenha sido registrado.
Os roubos com restrição da liberdade continuam crescente. Foram 3 casos no final de semana.
Ao todo, 100 veículos foram subtraídos de seus proprietários.
Outro número alarmante são os furtos em residência. Foram 60 comunicados em 4 dias.
Foram 70 veículos arrombados para que objetos fossem furtados de seu interior.
“O sucateamento da polícia investigativa tem graves consequências que não são enxergadas pelo Governo Rollemberg. Quando não há investigação, não há prisões. E, sem prisões, os criminosos continuam impunes e rescindindo no crime”, alerta Rodrigo Franco Gaúcho, presidente do Sinpol-DF.
Balanço da criminalidade
Principais naturezas de crime.
Período do levantamento: 15 a 18 de junho
Homicídios consumados: 5
Homicídios tentados: 12
Latrocínios tentados: 1
Estupros: 1
Roubo a pedestres: 296
Roubo com restrição de liberdade da vítima: 3
Roubo de veículo: 43
Roubo em coletivo: 15
Roubo em residência: 6
Furto de veículo: 57
Furto em interior de veículo: 70
Furto em residência: 60

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Ricardo Callado08/06/20184min
Dirigentes do Sindicato os Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), representantes das associações da Polícia Civil do DF (PCDF) e representantes sindicais de base estiveram reunidos na tarde desta quinta, 7, com o pré-candidato ao Governo do DF (GDF) Jofran Frejat (PR) e com o deputado federal Laerte Bessa (PR).
A reunião foi convocada pelo sindicato. Na pauta, a conjuntura atual da PCDF e a pauta de reivindicações da categoria, além do cenário que se desenha para as eleições no Distrito Federal.
O presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco “Gaúcho”, apresentou a Frejat um panorama dos pleitos da categoria, sobretudo a paridade com a Polícia Federal. “Estamos com uma perda salarial de 53%, acumulada ao longo dos últimos dez anos. No atual governo nós não vimos vontade política alguma: Rollemberg escolheu o servidor público como inimigo e os policiais civis como bode expiatório”, sentenciou.
A Frejat, que é perito médico-legista aposentado da PCDF, Gaúcho afirmou que é preciso resgatar a Polícia Civil, uma vez que ela vem sendo sucateada e desprestigiada, sendo que quem mais devia protege-la, deixa a desejar.
Nesse posicionamento, ele foi acompanhado pelo deputado federal Laerte Bessa. Delegado aposentado, o parlamentar assegurou que o principal pleito da categoria não avançou por causa do atual governador. “Trabalhamos diuturnamente para conseguir isso, mas faltou boa vontade”, ponderou.
Na condição de pré-candidato, Frejat assegurou que trabalhar para que Brasília “volte a ser a capital da esperança”. “Meu objetivo não é brincar e nem fazer promessa política. Mas o canal de diálogo comigo está aberto”, garantiu.
“Estou à disposição para contar com a contribuição de vocês na construção do nosso plano de governo”, acrescentou Frejat.
Ao fim do encontro, tanto ele quanto Bessa receberam uma camiseta e um boné do Sinpol-DF. Ambos vestiram os itens numa clara alusão de empatia com a categoria.
Além dos dirigentes do Sinpol-DF e dos representantes sindicais, participaram da reunião, ainda, os presidentes das associações  dos Peritos Papiloscopistas (Asbrapp), Alceu Mattos, dos Médicos Legistas (ABRML), Arthur Trindade, a diretora da Associação dos Agentes Policiais de Custódia (AAPC), Adriana Silva, o diretor da Associação dos Escrivães (AESP) Francisco Mello, o o diretor da Agepol, Félix Antônio, diretor da Associação Geral dos Policiais Civis AGEPOL) e o diretor da Associação dos Aposentados e Pensionistas da PCDF (APCAP), Ernani Lucena.
As impressões sobre a reunião serão repassadas pelos representantes sindicais nas suas bases. Outras reuniões estão programas para acontecer até as eleições.

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Ricardo Callado18/05/20184min
Um assalto a clientes e funcionários de uma lanchonete no Riacho Fundo, às 23h da terça-feira, 15, engrossa as estatísticas de roubo a comércio no Distrito Federal. Segundo levantamento exclusivo do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF), foram registradas 72 ocorrências desse tipo de crime apenas nas duas primeiras semanas de abril. O número é 28% maior que o mesmo período do ano passado, quando ocorreram 56 casos.
Toda a ação dos criminosos foi registrada pela câmera circuito de segurança da lanchonete. Dois homens entram e abordam clientes e funcionários com armas na mão. No vídeo, não é possível ouvir o que os assaltantes dizem, mas é possível acompanhar a abordagem violenta.
Um dos homens chega a revistar um dos clientes à procura de objetos para levar. Do momento e que eles entram na loja até a hora em que vão embora, foram apenas 58 segundos. Acuadas, nenhuma das vítimas reage.
O caso expõe a fragilidade a que está submetida a população. Há poucos dias um militar foi assassinado dentro de uma lanchonete, no centro de Ceilândia, em uma situação muito semelhante.
Área de anexos

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Ricardo Callado18/05/20188min
Mais um desdobramento da questão que envolve acidentes com as armas da Forjas Taurus utilizadas pelos policiais civis do DF veio à tona nesta quarta, 16, na coluna Eixo Capital, do Correio Braziliense.
De acordo com o jornal, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) cobra, na Justiça, uma indenização de R$ 11.656.223,90 da empresa. Desse montante, R$ 10 milhões se referem a um dano moral coletivo pelo perigo que esse armamento com defeito de fabricação representa à população do DF.
A ação do MP leva em consideração diversas ocorrências registradas por policiais civis, além de uma perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF (PCDF), que atestou os disparos acidentais das armas.
ATUAÇÃO DO SINPOL-DF
Entre as vítimas dos defeitos das pistolas produzidas pela Taurus está um ex-diretor do Sinpol-DF [link]. A entidade, inclusive, vem denunciando constantemente o problema nos últimos três anos.
Em maio de 2016, dirigentes do sindicato entregaram ao então procurador de Defesa dos Direitos do Consumidor, Trajano Sousa de Melo, e ao promotor da Justiça Militar, Nisio Tostes, uma uma série de documentos (laudos periciais e históricos vítimas) que confirmam os problemas recorrentes apresentados pelas armas.
Atualmente, informou o Correio Braziliense, as cerca de cinco mil armas usadas pela PCDF foram fabricadas pela empresa que detém o monopólio do mercado brasileiro nos órgãos de Segurança Pública. Apenas em casos excepcionais o Exército Brasileiro autoriza a compra de armas produzidas por empresas estrangeiras.
A ação do MPDFT se refere a um lote com 750 unidades, sendo 100 do modelo PT 100 Plus; 250 do tipo PR 24/7 PRO DS; e 400 PT 640 SA/DA, ao custo de R$ 1,6 milhão, em abril de 2014.
DISPAROS ACIDENTAIS
O problema principal é o risco de disparos acidentais em quedas das armas. Testes mostraram que essa possibilidade é grande, o que coloca em xeque a integridade do policial e dos cidadãos de bem que podem ser alvo de uma bala perdida justamente das armas que deveriam protegê-los.
Há também o chamado efeito chaminé, quando o cartucho fica preso no cano da pistola ou o disparo frustrado, quando a arma nega fogo.
O MPDFT aponta que o contrato da Taurus com a PCDF prevê que os armamentos sejam providos de um mecanismo contra disparos acidentais, mas esse item de segurança não está disponível, mesmo com a trava manual acionada.
A ação é assinada pelos promotores de Justiça Rodrigo Bezerra e Marcel Bernardi, do Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (Ncap), e Eduardo Gazzinelli e Marcelo Barenco, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social do DF (Prodep).
O MPDFT não é o único preocupado com a qualidade das armas fornecidas pela Taurus. O assunto é tratado em vários estados justamente pelos diversos problemas detectados com as pistolas de uso de policiais civis e militares. Um grupo de vítimas de vários estados brasileiros tenta, também desde 2016, instaurar uma CPI para investigar o caso – mas o lobby da Taurus na Câmara Federal tem impedido o avanço da Comissão.
CONDENAÇÃO CRIMINAL
Em outra frente, os promotores de Justiça pedem a condenação criminal de seis executivos da Taurus à época do contrato fechado com a PCDF.
Eles foram denunciados pelos crimes previstos na Lei 8137/90, de induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a veiculação ou divulgação publicitária; e vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo. As penas variam de dois a cinco anos de detenção, mais multa.
A ação tramita na 8ª Vara Criminal de Brasília.
Em outra frente, o Ministério Público do DF encaminhou ao diretor-geral da Polícia Civil do DF, Eric Seba, uma recomendação para que as armas usadas pela corporação sejam substituídas por modelos mais eficientes que não coloquem vidas em risco.
O Sinpol-DF também já fez essa reivindicação, por diversas vezes, nesses últimos três anos, ao diretor-geral.
Ao Correio Braziliense, Seba explicou que, realmente, há relatos de panes, especialmente da pistola modelo 24/7. Mas a Polícia Civil está promovendo uma licitação internacional para compra de três mil armas de fogo. Para o Sinpol, esse número é insuficiente uma vez que há 4.600 policiais em atividade e há uma expectativa de aprovados serem nomeados. Além disso, é preciso dimensionar que deverá haver concursos nos próximos anos.
O processo já recebeu autorização do Exército e deve ser concluído até o fim do ano. Com essa licitação, empresas estrangeiras poderão disputar o contrato. A PCDF destinou R$ 9 milhões para essa aquisição.
Outra questão indagada pelo Sinpol é que, ao invés das armas serem adquiridas por meio de recursos do Fundo Constitucional, a PCDF pretende utilizar recursos do Fundo de reestruturação da PCDF. O sindicato acredita que isso se deve ao fato de que o GDF vem cortando, rotineiramente, investimentos da PCDF para alocar em outras áreas. Esse tem sido um dos motivos do sucateamento da PCDF, denunciado pelo SINPOL/DF. aurus

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Ricardo Callado14/05/20186min

A criminalidade que assola Brasília já chega a níveis comparados com atentados terroristas. Segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), no último fim de semana, entre as 0h de sexta-feira (11) e as 6h de segunda-feira (14), a capital federal registrou 16 homicídios (10 tentados e seis consumados) e três latrocínios (dois consumados e um tentado) nas últimas 72 horas.

Isso dá uma média de seis casos por dia. Um deles, que ganhou bastante repercussão nesta segunda, 14, foi o latrocínio que vitimou o revisor do Correio Braziliense, Rubens Bonfim Leal. Em Surubaya, uma das maiores cidades na Indonésia, ocorreram dois atentados no último domingo, 13. Em um deles, 13 pessoas morreram. Os atos foram assumidos pelo Estado Islâmico.

Mas os números da capital federal não param ali: foram registrados, nas delegacias do DF, 227 roubos a transeuntes, 62 subtrações de veículos, cinco roubos a residência e dois roubos com restrição de liberdade. Foram mais de quatro crimes graves por hora, em média.

No caso dos roubos a residência, em três das ocorrências os bandidos entraram enquanto havia apenas mães e filhas em casa. Um acontecimento nada agradável para marcar o Dia das Mães nessas famílias.

Os números, contudo, podem ser bem piores: há quase dois anos, o governador Rodrigo Rollemberg ordenou o fechamento de 20 Delegacias de Polícia (DPs). Muitas das vítimas só conseguirão registrar os crimes a partir de hoje; tantas outras, infelizmente, não irão  comunicar a ocorrência.

As poucas DPs que ainda mantém o plantão em funcionamento não dispõem de efetivo suficiente. Na 21º DP, em Taguatinga Sul – e em quase todas as outras – havia apenas quatro policiais civis trabalhando no plantão do último final de semana. 

Na região da 21ª DP, ocorreram dois dos 16 casos de homicídios registrados. Os policiais civis se dividiram em duplas para dar conta dos trabalhos. Enquanto uma dupla foi até a cena dos dois crimes, a outra ficou na delegacia para atender à população e fazer o registro dos flagrantes.

“Está clara a sobrecarga de trabalho a que esses policiais civis foram submetidos sob anuência da Polícia Civil do DF (PCDF), um total desrespeito não só a esses profissionais, mas ao regimento interno da instituição que recomenda o mínimo de seis policiais civis para uma equipe do plantão.

Nessas condições, é humanamente impossível iniciar uma investigação. O trabalho de repressão criminal exercido pelos policiais civis tem como principal inimigo o tempo. É preciso agir o mais rápido possível para que as provas não sumam”, comentou o Sinpol em nota. 

Uma dupla de policiais civis não consegue, sozinha, dar conta também de preservar o local de crime até a perícia chegar e, ainda, ir atrás de testemunhas.

Em nota, o sindicato aponta que “o cenário catastrófico ao qual o Distrito Federal foi submetido é consequência direta da falta de investimentos na Segurança Pública. A PCDF, hoje, tem o efetivo defasado em mais de 50%. O Governo Rollemberg caminha para ser o primeiro que não realizará concurso para os cargos de Agente e Escrivão de Polícia. Não se adquiriu, neste governo, sequer viatura. Este sucateamento da Polícia Civil está não só levando nossa população a um sentimento de insegurança, mas a uma insegurança real”.

Mesmo com índices tão altos, a área ainda não tem recebido o tratamento prioritário que precisa – e a população está pagando caro por isso.


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Ricardo Callado12/05/20184min
Por Thallys Mendes Passos
As circunstâncias do assassinato do estudante José Carlos da Silva Carvalho, de 21 anos, durante um assalto a uma pizzaria em Ceilândia, ainda causam dúvidas.
Segundo relatos de testemunhas, ele entrou no estabelecimento comercial para encontrar com amigos que trabalham lá enquanto os bandidos abordavam os demais clientes e foi surpreendido pelos tiros.
José Carlos já havia sido assaltado nesta semana. A dupla responsável pelo crime – dois adolescentes – haviam atirado em outro cliente da pizzaria que tentou reagir e já tinha roubado mais seis pessoas que estavam perto do local.
Apenas o trabalho de investigação criminal dos policiais civis é capaz de desvendar todas essas questões. Somente por meio das técnicas de inteligência que o cercam é que será possível distinguir entre um fato e outro, dentro de toda a dinâmica do fato, qual foi exatamente o crime que ocorreu.
Isso será fundamental na tipificação do crime e na dosimetria da pena que será aplicada aos responsáveis, tão logo eles sejam encontrados.
Entretanto, com a criminalidade atingindo índices estratosféricos – Brasília está próxima de registrar um milhão de crimes apenas nos últimos três anos – e um efetivo de policiais civis defasado em mais da metade, casos como o do estudante estão cada vez mais difíceis de serem desvendados.
Desse total de crimes que vem se acumulando na capital federal, apenas 5% tem desfecho imediato, ou seja, quando há a prisão em flagrante. Os 95% restantes dependerão do trabalho desenvolvido pelos policiais civis para levar os responsáveis a responder na Justiça pelos crimes que cometeram.
Essa é a consequência direta do sucateamento que o Governo do Distrito Federal (GDF) vem promovendo, deliberadamente, na Polícia Civil do DF (PCDF): a situação se respalda não só na desvalorização e desmotivação dos policiais civis, mas, sobretudo, na precarização da PCDF decorrente da redução drástica nos investimentos e do fechamento das delegacias, como o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) fez nos últimos anos.
Na ponta desse problema, está o cidadão comum que, apesar de não ter culpa da gestão irresponsável de Rollemberg na Segurança Pública, é quem mais sofre com as consequências.
* Thallys Mendes Passos é Agente de Polícia Civil e diretor de Comunicação Adjunto do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF)

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Ricardo Callado17/04/20184min
Na madrugada do último domingo, 15, bandidos levaram R$ 40 mil de uma loja de de materiais para construção na QNM 33, em Ceilândia. O caso engrossa as estatísticas do crime de Roubo a Comércio no DF, que aumentou em 28%: de 1º a 14 de abril deste ano, foram registrados 72 casos; no mesmo período do ano passado, o número de ocorrências foi de 56, segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF).
Segundo informações, o proprietário da loja estava chegando em casa – imóvel que fica aos fundos do comércio -, por volta das 23h do sábado, 14, quando foi abordado por um homem armado. O criminoso lhe tomou o aparelho celular e exigiu que ele abrisse a loja.
No momento em que fez isso, mais três homens, todos armados, apareceram e entraram no prédio. O dono do estabelecimento e um funcionário, que mora no mesmo local, foram amarrados e deixados dentro da cozinha, onde permaneceram durante todo o roubo.
Os quatro criminosos – três deles encapuzados – permaneceram dentro da loja por cerca de seis horas, saindo por volta das 5h do domingo. O grupo levou, ainda, um veículo.
O crime foi registrado na 23ª Delegacia de Polícia, localizada no P. Sul, em Ceilândia, apesar de a loja estar sob a área de atuação da 15ª DP, que fica no Centro de Ceilândia.
A 15ª DP não funciona aos finais de semana porque é uma das 20 delegacias cujo plantão foi fechado pela falta de policiais civis – a PCDF enfrenta, hoje, um déficit de mais de 4 mil cargos. É a primeira vez na história de Brasília que delegacias são fechadas por falta de efetivo.
Ocorrências como esse roubo à loja de material de construção de Ceilândia ficam com as investigações seriamente prejudicadas porque o crime ocorreu na área de uma delegacia, mas será investigada por outra.
A delegacia que ainda se mantém em funcionamento tem um quadro reduzido de policiais civis, que já trabalham em sobrecarga e, além dos crimes da área em que já atuam, precisam lidar com as ocorrências de outras regiões.
“Enquanto o GDF comemora números fictícios da criminalidade, a população segue acuada e amedrontada vendo o patrimônio constituído ao longo de anos de trabalho ser tomado pelos bandidos. Enquanto o governo insistir na retirada de recursos da Segurança Pública, os números continuarão a piorar”, afirma o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco Gaúcho.

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Ricardo Callado22/03/20182min
O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) promoveu mais uma manhã de manifestações contra o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, durante o Fórum Mundial da Água.

A entidade tem aproveitado a visibilidade internacional do evento para chamar a atenção para o aumento da criminalidade no DF e a falta de investimentos em Segurança Pública.
Dois bonecos infláveis – de oito metros de altura e denominados Enrollemberg – com nariz de pinóquio foram erguidos na entrada do evento.
Além disso, um jornal em inglês alertando a violência na cidade era distribuído e faixas pediam que descontentes com o GDF buzinassem, promovendo um buzinaço que durou toda a manhã.
“O aumento da criminalidade no Distrito Federal e o sucateamento da Segurança Pública chegou a um patamar histórico e sem perspectivas de mudanças. O governador insiste em não valorizar os policiais civis e não investir na segurança da cidade, o que nos leva a crer que não é prioridade para a sua gestão, mesmo com os dados alarmantes”, denuncia Rodrigo Franco Gaúcho, presidente do Sinpol-DF.
Outras manifestações devem ser realizadas na cidade nos próximos dias.

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Ricardo Callado09/03/20184min
Na última sexta-feira (2), o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) impetrou, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 47, cumulada com Ação Direta de Inconstitucionalidade, que demanda a elaboração de Lei Federal para esclarecer a identidade da Polícia Civil do DF (PCDF).
Segundo a ação, aberta por meio da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), o novo dispositivo legal deverá ser norteado por princípios da predominância do interesse da União, observando a competência federal exclusiva e plena para legislar sobre organização e manutenção das forças de Segurança Pública do DF, bem como sobre regime jurídico e remuneração dessas instituições.
A peça jurídica do Sinpol-DF ressalta também que as dotações do Fundo Constitucional do Distrito Federal para a organização e a manutenção das polícias do DF devem ser geridas, executadas e aplicadas diretamente pela União Federal. Segundo o texto, a folha de pagamento das polícias distritais deve ser paga diretamente pela União, sem que haja repasse de valores ao Governo do Distrito Federal (GDF) para posterior pagamento aos servidores.
A peça também argumenta a inconstitucionalidade de serem efetuados pagamentos de inativos e pensionistas das áreas de Saúde e Educação com recursos provenientes do Fundo Constitucional. Tais pagamentos devem ser executados por meio da receita própria do GDF, por meio do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (IPREV). Os servidores da saúde e educação, quando em atividade, contribuem para o fundo do IPREV. E são os recursos do IPREV que devem custear as aposentadorias e pensões da saúde e educação. São estes recursos que também deveriam custear a terceira parcela da recomposição de servidores da saúde e educação inativos e pensionistas – que ainda não foi paga – recursos esses que também vem sendo desviados pelo Governo Rollemberg por meio de uma “reforma” no instituto de previdência do DF. Tais recursos serão utilizados para diversas obras e inaugurações no último ano da gestão do atual governador.
Além de todos esses questionamentos, a ADO denuncia a quebra do pacto federativo, uma vez que o Governo Distrital vem usurpando recursos federais, que deveriam estar sendo utilizados para prover a segurança pública da Capital de todos os brasileiros, onde trabalham agentes políticos nacionais e estrangeiros, a exemplo das demais capitais internacionais.
Além da ação no STF, o Sinpol já prepara representações junto ao Tribunal de Contas da União e Comissões de Finanças e Controle da Câmara dos Deputados e Senado Federal. Serão comunicadas ainda a Secretaria de Orçamento Federal, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, e a Controladoria Geral da União, órgãos esses que fiscalizam as verbas federais.


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