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Ricardo Callado15/08/20173min

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou, nesta segunda-feira (14), ação de improbidade administrativa contra quatro envolvidos na Operação Delfos. Eles são acusados de se aproveitar dos cargos que ocupavam no Governo do Distrito Federal para exigir propina do Sindsaúde. O dinheiro seria lavado por meio de contrato fictício com a empresa Netsaron Corretora de Seguros.

Edvaldo Simplício da Silva, Valdecir Marques de Medeiros e Christian Michael Popov teriam exigido propina de Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde. O pagamento seria a forma de resolver um suposto problema na renovação do código de desconto para consignação em folha dos filiados ao sindicato. A quarta envolvida, Beatriz Casagrande Simplício da Silva, é filha de Edvaldo e administradora da empresa Netsaron Corretora de Seguros.

Se considerados culpados, os quatro podem ser condenados à perda dos cargos públicos; à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de três a cinco anos; ao pagamento de multa de até cem vezes o valor da remuneração recebida; e à proibição de contratar com o Poder Público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais pelo prazo de três anos.

Edvaldo, Valdecir e Christian já respondem a ação penal pelos crimes de concussão e lavagem de dinheiro relacionados aos fatos investigados pela Operação Delfos. Se condenados no processo criminal, eles também podem receber pena de reclusão, multa e perda do cargo público.

Saiba mais

A Operação Delfos, deflagrada em agosto de 2016, investiga a associação criminosa de servidores públicos e comissionados do Distrito Federal para obter vantagens ilícitas. Participaram das investigações a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Usuários da Saúde (Prosus) e a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap), com apoio da 5ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (Prodep).

Clique aqui para ler a íntegra da ação.


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Ricardo Callado17/11/20169min
Presidente afastada Celina Leão apresenta dossiê da investigação da CPI da Saúde e entrega aos parlamentares as mídias gravadas pela presidente do Sindisaúde nesta quinta-feira (17) (Foto: Rinaldo Morelli/CLDF)

A deputada esteve em reunião para entregar gravações feitas por sindicalista.
Suposto articulador de esquema de propinas ficou calado durante sessão

Por Alexandre Basto, do G1 DF – A presidente afastada da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), pôs à disposição os próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico na manhã desta quinta-feira (17) durante a 20ª sessão da CPI da Saúde. A parlamentar não compõe a comissão, mas compareceu para “manifestar apoio e colaborar” com as investigações.

Celina entregou aos distritais as gravações feitas pela presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados em Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues, que não teriam sido cedidas aos parlamentares até esta quinta. O vazamento dos áudios, que revelariam um esquema de propina usando emendas parlamentares, levou ao afastamento da deputada.

Celina contestou as citações feitas aos deputados investigados pela CPI –  ela e os membros da Mesa Diretora, o primeiro secretário, Raimundo Ribeiro (PPS), o segundo secretário, Júlio César (PRB), e o terceiro secretário Bispo Renato Andrade (PR). “São tantas as denúncias que não se consegue ter foco na corrupção endêmica que acontece na Secretaria de Saúde. Nos áudios que constam no inquérito não há menção ao nome dos deputados, e é importante que a CPI tenha acesso a essas gravações”, afirmou a parlamentar.

O deputado Robério Negreiros (PSDB) questionou se a comissão tinha prerrogativas legais para acessar o material, uma vez que as gravações eram investigadas sob sigilo. Celina afirmou que o Tribunal de Justiça quebrou o sigilo das gravações, o que permite o acesso das partes envolvidas às gravações, segundo a distrital.

A CPI da Saúde adiou a votação do requerimento que determina a prorrogação por 90 dias das atividades da comissão, inicialmente prevista para terminar no dia 26 de novembro. Ela só deve acontecer na semana que vem. Com isso, os trabalhos devem ocorrer, pelo menos, até o Carnaval de 2017.

Depoimento

A previsão para a 20ª sessão era o depoimento do ex-ouvidor da Vice-Governadoria do do Distrito Federal, Valdecir Medeiros, apontado como articulador no pagamento de propinas para liberação de contratos junto à Secretaria de Fazenda. Ele apresentou um habeas corpus garantindo que poderia ficar em silêncio.

O pedido foi feito por um dos quatro advogados do ex-ouvidor da Vice-Governadoria, Sebastião Duque da Silva, e concedido pelo desembargador Angelo Passareli, da 5ª Turma Cível. Nenhum dos questionamentos feitos pelos membros da comissão foi respondido. A 20ª sessão da comissão foi encerrada sem respostas, cerca de 35 minutos após iniciada.

“Quando convidamos um cidadão para colaborar com as investigações da CPI e ele já vem amparado por um habeas corpus, isso prejudica não somente o senhor, mas também os trabalhos da comissão. Todos que vieram com HC prestaram um desserviço à sociedade de Brasília”, afirmou o deputado Lira (PHS).

O parlamentar foi o primeiro a questionar o depoente e teve todas as perguntas recusadas por Valdecir. O presidente da CPI, Wellington Luiz (PMDB), não questionou o depoente e comentou que a decisão judicial deve ser respeitada. O peemedebista foi seguido pelo distrital Wasny de Roure (PT) que questionou o envolvimento do ex-servidor com a presidente do Sindisaúde.

Valdecir Medeiros olha para os advogados enquanto o deputado Lira (PHS) conduz a oitiva da CPI da Saúde da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quinta-feira (17) (Foto: Alexandre Bastos/G1)
Valdecir Medeiros olha para os advogados enquanto o deputado Lira (PHS) conduz a oitiva da CPI da Saúde da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quinta-feira (17) (Foto: Alexandre Bastos/G1)

“Lamentavelmente nós temos aqui na CPI mais um ‘mudinho’, com defesa de um HC. Ele tem algo a temer, até porque vem com quatro advogados, coisa que eu nunca vi”, afirmou o deputado Robério Negreiros (PSDB), que pediu a cessão das informações bancária, fiscal e telefônico de Medeiros. Em agosto, o Ministério Público do Distrito Federal quebrou os sigilos do ex-servidor do GDF.

O servidor, que recebia R$ 11.723,16 no cargo governamental, de acordo com o Portal da Transparência, foi exonerado da função em 27 de julho, de acordo com o GDF. À época, o governo do DF informou que ele saiu por conta das denúncias da presidente do Sindisaúde, Marli Rodrigues. Em uma gravação, Marli diz que Medeiros faria gestões para impedir que o sindicato continuasse a receber os recursos.

Em 17 de agosto, o Ministério Público e a Polícia Civil recolheram documentos e computadores no Palácio do Buriti em uma operação que investigou o suposto esquema de pagamento de propina no governo. A operação foi coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) e cumpriu buscas na casa de Medeiros.

Entenda a denúncia

Marli relatou aos investigadores que procurou Valdecir Medeiros após receber um documento assinado por Christian Popov, que cobrava entrega de uma série de documentos para que o SindSaúde continuasse recebendo a verba sindical repassada pelo GDF.

Na ocasião, Marli disse que passou 36 anos sem ser cobrada desta forma e resolveu pedir ajuda a Valdecir Medeiros porque já o conhecia. Foi então que, segundo ela, o servidor da Secretaria de Planejamento Edvaldo Silva a procurou alegando que se pagasse R$ 214 mil em várias prestações, poderia “encurtar o caminho”. Para denunciar a cobrança, a sindicalista resolveu gravar os envolvidos.

Responsável pela denúncia de pagamento de propina, Marli disse ao G1 que relatou o suposto esquema ainda em dezembro do ano passado. Ela afirmou que espera que as investigações mostrem que ela não mentiu. “Eu ainda acredito que a Justiça vai ser feita. Acredito que nenhuma pessoa merece esse tipo de coação. Acho que os maus servidores públicos é exceção, não é regra. Sinceramente, acho que a polícia vai esclarecer a situação.”


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Ricardo Callado11/11/20164min

Por Manuela Rolim, do Jornal de Brasília – Brasília promete parar hoje. Categorias garantiram começar esta sexta-feira de braços cruzados e assim permanecer até o fim do expediente. O ato marca o Dia Nacional de Greve em todo o País, organizado pela Central Única dos Trabalhadores e demais centrais sindicais. Apesar de a CUT não ter divulgado o número exato de servidores paralisados, na prática, significa dizer que o DF não contará com serviços básicos, como transporte e educação.

Funcionários do Departamento de Estrada de Rodagem (DER), DFTrans, Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e Secretaria de Agricultura também não trabalharão. Entre as reivindicações estão a reforma no Ensino Médio e na previdência e o congelamento dos gastos públicos.
Já os rodoviários aderiram ao movimento apenas das 4h às 9h. Depois disso, os cerca de 2,5 mil ônibus voltarão a circular. “São quase cinco mil rodoviários unidos contra a violação dos nossos direitos. Vamos nos aliar às outras categorias. Queremos fazer uma pressão maior no governo”, afirmou o diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários e da CUT Brasília, Marcos Júnior Duarte.

Os professores também aderiram à greve geral. Em assembleia em frente ao Palácio do Buriti, representantes de diversas categorias realizaram um ato ontem. Na ocasião, os docentes aprovaram o início da contagem regressiva para a próxima assembleia de campanha salarial, com indicativo de greve, em 13 de fevereiro.

Até lá, a categoria se manterá mobilizada e poderá paralisar, caso o GDF atrase os pagamentos. Para a dirigente do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Rosilene Corrêa, esse período servirá para que o governo mostre compromisso.

Na cola de Rollemberg

Hoje, representantes de várias categorias vão marcar presença na inauguração do terminal rodoviário, em Ceilândia, que terá a participação do governador Rodrigo Rollemberg. “A intenção é pressionar e manifestar contra a má gestão do governo, que sucateia o serviço público”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do DF (Sindser) , André Luiz.

Os trabalhadores terceirizados da limpeza nos hospitais e escolas públicas, assim como os da merenda escolar, também decidiram paralisar, devido o não recebimento do salário e tíquete-alimentação que já deveriam ter sido pagos desde o último dia 7.

O secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, destacou a importância de as categorias se unirem nesse momento de ataques: “Rollemberg mente ao dizer que não tem dinheiro para pagar o reajuste dos servidores. Vamos continuar denunciando essas mentiras e lutando para que mais nenhum direito seja tirado. Nossa resposta será amanhã (hoje)”.

O Metrô-DF garantiu que seus servidores não cruzariam os braços. Da mesma forma, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde) assegurou que os trabalhadores vão paralisar somente na próxima semana.
Em comunicado à população, o GDF afirma que, no DF, “77% dos recursos são para pagar os salários dos servidores e só 23% para remédios, merenda e todo o resto”.


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Ricardo Callado10/11/20162min

A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, acaba de protocolar pedido de impeachment do governador Rodrigo Rollemberg, na Câmara Legislativa. O pedido está fundamentado no não cumprimento de leis, que é caracterizado como crime de responsabilidade no art. 101, inciso VII, da Lei Orgânica do DF.

As leis que vem sendo descumpridas se referem à Carreira de Assistência Pública à Saúde do DF. São elas: 5008/12 (Gata); 5.174/13 (Isonomia de carga horária) e 5.249/13 (Especialistas).

Marli Rodrigues argumenta que “há muitas razões para pedir o impedimento do governador, mas a principal delas é o descumprimento das leis”.

Ela aponta ainda que “outra razão é ele [governador] abandonar o Distrito Federal e a Saúde, ver a população morrendo e permanecer de braços cruzados como se nada estivesse acontecendo. Tudo isso é a ausência completa do Estado na vida do cidadão. Brasília não suporta mais e seu povo está largado e doente”, concluiu.

Após o pedido ser protocolado, caberá à Mesa Diretora da CLDF aceitar ou não. O SindSaúde já encabeça um grupo de cidadãos no Facebook que querem o impeachment do governador. Insatisfeitos, servidores de diversas classes vêm deflagrando greves e paralisações e a população também está revoltada. O endereço é https://www.facebook.com/groups/624796664394445/


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Ricardo Callado04/10/20166min

Principal reivindicação dos sindicalistas são a reposição das perdas inflacionárias da categoria

Por Delmo Menezes


Os Sindicatos que representam a área de saúde do DF, prometem realizar uma paralisação por 24 horas em frente ao Palácio do Buriti a partir desta sexta-feira (07), para pressionar o governo em suas reivindicações.

DSCN4673De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate), Jorge Viana, “os servidores estão dando o máximo para honrar com seus compromissos em fazer o trabalho extraordinário, porém já se passam 6 meses, e o GDF não paga as horas extras”.  Segundo o sindicalista, as Upas, Samu e UTI’s, só estão funcionando devido a realização de horas-extras, já que não há servidores suficientes. “O governo além de estar brincando com a saúde do povo, está subestimando os servidores, não cumprindo o que foi prometido em 2015, que é o pagamento das perdas inflacionárias”, declarou Viana.

DSCN4661Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico), Gutemberg Fialho, além das horas extras que os profissionais realizaram e ainda não receberam, “temos a questão das condições de trabalho em alguns hospitais, como é o caso do centro cirúrgico do Hospital Regional do Paranoá, que está sem ar condicionado e os pacientes aguardando por uma cirurgia a muito tempo”. De acordo com Gutemberg, já foi solicitado interdição do hospital do Paranoá junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM-DF), pela falta de condições mínimas de funcionamento. O sindicalista afirma ainda, que os médicos assim como todos os servidores da saúde, querem o cumprimento do que foi acordado ano passado, ou seja, a reposição das perdas inflacionárias, concedidas pela gestão anterior.

Márcio da MataO Sindicato dos Enfermeiros do DF (SEDF), através do seu diretor Márcio da Mata, informou ao Agenda Capital, que os servidores irão fazer paralisação por 24h a começar desta sexta-feira (07), em ato em frente ao Palácio do Buriti. Para o sindicalista Márcio, o documento com reivindicações e indicativo de paralisação, já foi encaminhado ao Buriti conforme determina a Lei.

Of´cio ao GDF.

Ofício ao GDF

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde-DF), informa que o governo do DF poderá colocar em “exercício findo a dívida com a categoria”. Segundo o Sindicato, os servidores “correm o risco de serem pagos somente após ação na justiça, ou por meio de ordem cronológica, o que poderá levar anos de espera”.

A Secretaria de Saúde informou que por enquanto não irá se manifestar sobre esta possível paralisação.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado15/08/20166min

cpi da saude

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Por Francisco Dutra, do Jornal de Brasília


Caso faltem com a verdade na acareação marcada para hoje no CPI da Saúde, a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, e o vice-governador, Renato Santana, terão sérios problemas sobre os ombros. Segundo o presidente da comissão, deputado distrital Wellington Luiz (PMDB), os parlamentares estarão com atenção redobrada para falsos testemunhos. Por ter foro privilegiado, Santana poderá ser responsabilizado juridicamente. Mas no caso da sindicalista, uma eventual falta com a verdade poderá resultar em voz de prisão.

Ambos são os pivôs do escândalo dos grampos. A sindicalista gravou uma série de conversas com membros do governo, incluindo o vice-governador. Os polêmicos áudios levantaram a suspeita da existência de um grande esquema de corrupção no governo. Em uma das conversas, Santana admite para Marli a existência de cobrança de propina. Os tentáculos das irregularidades estariam mais presentes dentro da Secretaria de Saúde.

Marli levou as denúncias para órgãos de fiscalização e controle. Santana diz ter alertado o próprio governador sobre parte do suposto esquema. Quando caso chegou a público, a CPI da Saúde na Câmara Legislativa decidiu entrar nas investigações. No entanto, para Wellington Luiz, nos primeiros depoimentos para comissão os dois mentiram em pontos importantes para o esclarecimento do caso.

Por exemplo, Santana declarou para os deputados que só havia tido uma conversa com a sindicalista. Poucos dias depois, descobriu-se que ele ocorreram mais reuniões com Marli. “Quero crer que ambos foram infelizes ao não falar a verdade quando tiveram a oportunidade. Desta vez, nossa assessoria levantou um grande volume de informações. Se identificarmos alguma mentira, vamos agir. A CPI não é brincadeira”, alertou o parlamentar.

Do ponto de vista da gestão Rollemberg, as denuncias de Marli são uma cortina de fumaça para barrar a implantação de Organizações Sociais (OSs) na rede pública de saúde do DF. A questão, polêmica, é abertamente criticada por servidores, Câmara e órgãos de controle, a exemplo do Tribunal de Contas do DF e do Ministério Público.

Composição de comissão deve mudar

Em determinados trechos, as gravações despertam questionamentos sobre a conduta de outros personagens, a exemplo dos deputados distritais Cristiano Araújo (PSD) e Robério Negreiros (PSDB), do governador Rodrigo Rollemberg e da própria Marli. No entanto, cautela tem sido a palavra de ordem para oposição e situação, seja para evitar erros e atritos desnecessários, seja para não abrir brechas a desmentidos e contra-ataques.

“Até o momento não temos nada de concreto contra os deputados e nem sobre o governador Rollemberg. Se surgirem evidências ou provas, é claro que a CPI tomará as providências. Não seremos e nem podemos ser omissos, sob pena de a CPI ficar totalmente desacreditada. E também não há de se falar do impeachment do governador. Ainda não há fatos e precisamos de cautela”, avaliou Wellington Luiz, que preside a comissão e integra a oposição na Câmara.

Com a iminente volta de Joe Valle (PDT) para a Câmara, seu suplente Roosevelt Vilela (PSB) deixará a CPI. O substituto será o líder do governo na Casa, deputado Julio Cesar (PRB). O parlamentar promete continuar com a defesa do Buriti, mas com um estilo mais prudente do que o colega, apelidado de “Pit bull do Buriti”. Da mesma forma que Wellington, Julio Cesar considera que cautela é palavra-chave nos trabalhos da comissão.

“Deixa eu falar uma coisa. Há muitas falas, mas ainda não se comprovou a materialidade de muita coisa. Faltam fatos mais claros”, resumiu. Mesmo de fora da CPI, o distrital vem mapeando as falas de Marli e Santana. E nesse trabalho, também identificou várias inconsistências.

Saiba mais

Na última sessão da CPI, os deputados esperavam ouvir o depoimento de outro personagem das polêmicas gravações, o ex-subsecretário de Infraestrutura de Logística da Secretaria de Saúde, Marcos Júnior.

Respaldado por uma decisão judicial, Marcos Júnior pouco falou para a comissão. No entanto, como existe a informação que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil, Ministério Público e outros órgãos de controle, o silêncio dele foi considerado sinificativo: “falou muito” para os deputados.

A CPI pretende derrubar a proteção judicial do ex-subsecretário para colher a sua versão do caso.

Outros nomes da pasta durante a gestão Rollemberg estão na fila para convocação, a exemplo do próprio ex-secretário de Saúde Fábio Gondim.


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Ricardo Callado03/08/20165min
Foto Silvio Abdon
Foto Silvio Abdon

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde se reuniu hoje (3) para definir o calendário dos próximos depoimentos relativos a denúncias de corrupção na Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal, trazidos à tona por meio de gravações realizadas pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, com autoridades do governo.

Os distritais presentes à reunião da CPI marcaram as datas das oitivas de cinco nomes citados nas gravações e aprovaram a convocação de outros três. Também foi marcada para o dia 15/08, às 10h, a acareação entre o vice-governador, Renato Santana, e Marli Rodrigues. No mês passado, a CPI ouviu os dois separadamente, mas diante de divergências entre os depoimentos, levantou-se a necessidade de uma acareação para apurar a verdade dos fatos.

Na próxima sexta-feira (5), às 10h, deverá ser ouvido o ex-subsecretário de Saúde, Marco Júnior, que aparece nas gravações realizadas por Marli afirmando que há pessoas do alto escalão do GDF envolvidas num esquema de corrupção na Saúde. Convocado a depor, Marco Júnior se antecipou e entrou com pedido de habeas corpus no TJDFT para não ser obrigado a falar. A medida foi mal recebida pelo presidente da CPI, deputado Wellington Luiz (PMDB). “Ele quer esconder algo de muito grave, mas vamos tentar evitar essa manobra. Negando-se a falar, ele assina um atestado de culpa”, reclamou o distrital. De qualquer forma, para o caso de não ser possível ouvir Marco Júnior nesta sexta, a CPI aprovou também a convocação do ex-assessor de comunicação da Secretaria de Turismo, Caio Barbieri, que também aparece nas gravações de Marli Rodrigues comentando um suposto esquema de corrupção no GDF.

Os outros convocados a prestar depoimento à CPI são o ex-secretário de Saúde, Fábio Gondim, no dia 18/08, às 10h, o subsecretário de Saúde, Marcelo Nóbrega, no dia 19/08, às 10h, e o ex-diretor do Fundo de Saúde do DF, Ricardo Cardoso, no dia 25/08, às 10h. A CPI aprovou também a convocação, ainda sem data marcada, do ex-funcionário do SindSaúde, Valdeci Marques, e dos ex-servidores do GDF, Edivaldo Simplício e Cristian Popov.

Também foram aprovados pelos membros da CPI requerimentos solicitando documentos e informações ao Ministério Público Federal relativos ao depoimento de Marli Rodrigues aos promotores. Além disso, também foi solicitada cópia das gravações de vídeo realizadas na cafeteria Fran´s Café, onde segundo Marli Rodrigues as gravações foram realizadas.

O deputado Roosevelt Vilela (PSB) voltou a desqualificar as denúncias da sindicalista. “A imprensa vem noticiando a verdade sobre Marli Rodrigues, que tem seu nome envolvido em denúncias graves de desvio de verbas do sindicato. Ela veio aqui e se contradisse por diversas vezes. Essa mulher não passa de uma fofoqueira de marca maior”, acusou. Wellington Luiz ponderou: “Ela sonegou informações à CPI e também disse inverdades que já não se sustentam mais. Porém, parte das denúncias é consistente e precisamos levar o trabalho de investigação adiante”. A reunião de hoje contou com a presença de Wellington Luiz, Roosevelt Vilela, Lira (PHS) e Wasny de Roure (PT).


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Ricardo Callado18/07/20167min

Rollemberg entrevista TV Globo

Diálogo foi entre vice do GDF e presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues. Governador diz que gravação visa a prejudicar projeto de OSs na saúde

Do G1 DF


O governador Rodrigo Rollemberg disse considerar “chula e leviana” a conversa entre o vice-governador, Renato Santana, e a presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues, na qual abordam um suposto esquema de propina na administração pública. Em entrevista à TV Globo, ele disse que o vice já tinha lhe alertado informalmente sobre a suspeita, e que o governo investigou, mas não encontrou nada.

“O vice-governador me disse informalmente, uma única vez, que uma pessoa estaria pedindo vantagens para ter liberação de pagamentos na Secretaria de Fazenda. Imediatamente eu peguei esse nome, convoquei o secretário de Fazenda, ele pesquisou e me disse: ‘Olha, não tem ninguém com esse nome, isso aqui é absolutamente desconhecido no âmbito da Secretaria de Fazenda”, disse Rollemberg.

Questionado se confia no vice-governador, Rollemberg foi evasivo. “Olha, eu fiquei muito decepcionado com o teor da conversa. É uma conversa chula, é uma conversa leviana, é uma conversa de baixo nível, e desqualifica os interlocutores”, afirmou.

O governador anunciou que vai à Justiça contra a presidente do Sindsaúde por entender que os áudios não apresentam provas, e sim ilações. Segundo ele, por trás das gravações, há interesses da entidade presidida por Marli Rodrigues.

“O sindicato está se colocando radicalmente contra as organizações sociais [empresas privadas chamadas para participar da gestão da saúde pública]. Ao tentar passar uma imagem para a população de que há qualquer tipo de corrupção no governo, especialmente nessa área, procura tirar a credibilidade do governo”, declarou.

Em nota, a presidente do SindSaúde disse que vai provar todas as alegações dela. O vice-governador afirmou repudiar com veemência ter sido alvo de gravação ilegal e disse que informou ao governador sobre o suposto esquema assim que tomou conhecimento dele.

Repercussão

A divulgação dos áudios, revelados pela revista “IstoÉ” nesta sexta-feira (15), fez o governador convocar uma reunião de emergência com deputados aliados e o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, neste domingo (17). O objetivo era dar explicações sobre as providências tomadas pelo GDF sobre as denúncias. A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS) também convoocu reunião extraordinária às 10h desta segunda para discutir o assunto.

No fim de semana, Rollemberg determinou à Polícia Civil e à Controladoria-Geral do DF a abertura de investigação para apurar o suposto esquema de propina. Ele disse que também iria pedir investigação do Ministério Público sobre o assunto conversado entre a presidente do SindSaúde e o vice-governador.

Na conversa, a presidente do sindicato pergunta a Santana se ele tem conhecimento de pagamento de 30% de propina em contratos da Secretaria de Saúde. O vice-governador responde saber de pagamentos de 10% na Secretaria de Fazenda. “Autorizou a pagar 10% de propina”, diz Santana, sem revelar quem teria concordado com o suposto repasse de valores. “Eu não autorizei, mas o assunto chegou para mim”, disse na sequência.

O vice-governador Renato Santana e o governador Rodrigo Rollemberg durante coletiva no Palácio do Buriti (Foto: Raquel Morais/G1)
Em imagem de arquivo, o vice-governador Renato Santana e o governador Rodrigo Rollemberg durante evento no Palácio do Buriti (Foto: Raquel Morais/G1)

Investigação

Ao G1, o controlador-geral do DF Henrique Moraes Ziller afirmou que as denúncias foram feitas ao governador há três meses, mas que, por “falta de elementos mínimos”, não se instaurou processo à época.

“A única informação concreta que havia era o nome do funcionário que seria da Secretaria de Fazenda. Ele não foi encontrado no quadro do órgão e não houve prosseguimento da investigação.” Por “elementos mínimos”, Ziller menciona, como exemplo, que são necessários contratos, valores concretos do recebimento de propina e nomes de servidores que supostamente estejam envolvidos com atividades ilícitas.

O controlador-geral explicou que, a partir da divulgação do caso, é possível que novos aspectos de supostos esquemas de corrupção surjam para os órgãos fiscalizadores. “O governador Rollemberg quer se liste informações mínimas que possam dar indícios a novas investigações. Na próxima segunda-feira (18) vamos retomar esses procedimentos.”

Questionado a respeito do tempo necessário para apuração, Henrique Ziller afirmou que o prosseguimento da investigação foi um pedido de urgência do GDF. “Obviamente que a apuração irá depender dos elementos que a gente dispuser. Mas o governador pediu que não passe de 30 dias e reafirmou que não compactua com o desvio de recursos públicos”, comentou.



Ricardo Callado16/07/20164min

 

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Por Ricardo Callado


A notícia de uma suposta cobrança de propina na Secretaria de Fazenda chama atenção para detalhes. A primeira é a forma como foi feita a gravação. A primeira impressão é que o vice-governador Renato Santana caiu numa armadilha.

Os interlocutores de Santana são a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, e o ex-funcionário do sindicato, Valdeci Rodrigues. A gravação foi feita num apartamento em Águas Claras, num momento de aparente descontração.

Santana diz na gravação que recebeu a denúncia de que estaria sendo cobrado 10% de propina na Secretaria de Fazenda e si dirigindo a Marli diz: “Eu me sinto… Seria um escroto não te falar”.

Mas Santana poderia fazer e não apenas falar para a presidente do sindicato. Na semana passada, durante uma viagem de três dias do governador Rodrigo Rollemberg, ele assumiu o governo e teve a oportunidade de buscar explicações sobre a denúncia que teria recebido.

Santana poderia ter aberto um procedimento para investigar o caso. Não o fez. Se sabia e não tomou providências, então prevaricou.

Outro detalhe é que em determinado ponto da gravação Valdecir de dirige a Santana e pergunta se ele estaria preparado para assumir o governo. O ex-funcionário do sindicato sugere que o vice poderia substituir definitivamente Rollemberg, em caso de impedimento.

Só para se situar, a conversa aconteceu duas semanas após a abertura da CPI da Saúde na Câmara Legislativa.

Marli Rodrigues ganhou notoriedade após uma matéria que foi ao ar pela TV Globo, no telejornal, DFTV 2ª Edição, em 17 de abril de 2013, sobre calotes de servidores, apropriação indébita de Fundo de Garantia Sobre Tempo de Serviço (FGTS), Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de servidores, além de transferência de contribuição de sindicalizados para contas de funcionários de confiança, diretores e até familiares da atual presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

A denúncia narra a demissão de 46 funcionários do Sindicato que foram vítimas de calote, uma vez que o SindSaúde não havia efetuado as homologações das rescisões de dos trabalhadores demitidos em janeiro daquele ano. A matéria aborda também uma denúncia de transferências ilegais realizadas entre 2009 e 2012, que somam mais de R$ 2 milhões, das contribuições dos sindicalizados, para contas de funcionários de ‘confiança’, da filha e do genro, da então tesoureira do Sindicato, Marli Rodrigues, além de diretores do Sindicato.

As transferências ocorreriam em ocasiões que a Secretaria de Saúde, ao transferir as contribuições dos sindicalizados para a conta corrente de titularidade do SindSaúde-DF, este repassava recursos para as contas particulares sem justificativas plausíveis.

Voltando a gravação do vice-governador, o assunto deve ecoar na próxima semana dentro da CPI da Saúde, que foi convocada para uma reunião extraordinária na segunda-feira (18). Ali, a batata do governador vai assar.

Resumindo: o enredo é formado por um vice que recebeu uma denúncia e prevaricou, uma sindicalista enrolada, um discurso da moda de impeachment e uma briga entre Executivo e Legislativo. Para quem gosta de teoria de conspiração, é um prato cheio.


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Ricardo Callado27/05/20163min

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Por Milena Lopes, da Coluna Ponto do servidor

Ingerências na Secretaria de Saúde seriam o principal motivo de insatisfação do atual secretário, Humberto Lucena. Ele teria pedido exoneração e o governador Rodrigo Rollemberg estaria a sondar prováveis substitutos no comando da pasta. A pasta desmente e garante que Lucena não tem a mínima intenção de sair. Muito menos de cair. O governador, no entanto, já teria chamado para uma conversa séria o ex-diretor do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) Renato Lima (foto). Querido pelos servidores, Lima foi homenageado recentemente na Câmara Legislativa: recebeu moção de louvor pelo Dia do Médico, por iniciativa do deputado Bispo Renato (PR).

 

Ingerências

“Se for um secretário sério, não vai conseguir administrar as ingerências”, arrisca a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues. Ao enumerar os problemas que a população tem enfrentado nas unidades públicas de saúde do DF, ela menciona o serviço de oncologia. “Os pacientes que estão na fila, esperando tratamento para o câncer, estão com o plano funerário garantido”, criticou, citando que o governo não tem dado a atenção necessária para o setor. Nesta semana, os deputados distritais acertaram a destinação de R$ 20 milhões em emendas parlamentares para a área de oncologia da rede pública.

 

Deputados de olho

Uma visita da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa, na semana passada, ao Centro de Tratamento de Câncer do Hospital de Base constatou falta de medicamentos, aparelhos quebrados e longas filas. Capitaneado pelo deputado Reginaldo Veras (PDT) e presidente do colegiado, os deputados levaram o relato dos problemas ao governador e ao secretário de Saúde. “Queremos que o DF seja referencial de bom atendimento para tratamento do câncer”, disse o pedetista.

 



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