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Ricardo Callado12/09/20189min

As âncoras que afundam a candidatura de Rosso ao Palácio do Buriti assombram integrantes da sua coligação, entre eles o candidato ao Senado, Cristovam Buarque. Os dois foram responsáveis pelo desmonte da chamada Via Alternativa

Rogério Rosso

Talvez nenhuma candidatura tenha tantos questionamentos a responder, quanto á de Rogério Rosso (PSD). São muitos os casos em que seu nome é citado, vão desde a Operação Caixa de Pandora até a Operação Lava Jato. Alia-se a isso a baixa aprovação do seu governo-tampão.

As âncoras que afundam a candidatura de Rosso ao Palácio do Buriti assombram integrantes da sua coligação, entre eles o candidato ao Senado, Cristovam Buarque. Os dois foram responsáveis pelo desmonte da chamada Via Alternativa, uma grande aliança para concorrer contra o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) nas eleições deste ano.

Resultado da desastrosa articulação de Rosso e Cristovam foi a dispersão do grupo e a formação de quatro chapas, que acabou favorecendo Rollemberg, hoje o mais cotado para ir ao segundo turno entre os que estão no segundo pelotão.

 

Operação Caixa de Pandora

Rosso foi acusado em 12 de julho de 2016, a respeito de um escândalo de corrupção que derrubou, em 2009, o então governador José Roberto Arruda (PR), no caso que ficou conhecido como “mensalão do DEM” – esquema de corrupção desvendado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Civil do Distrito Federal.

Seu colega de bancada do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), foi flagrado em vídeo divulgado pelo site Os Divergentes assumindo ter visto gravações que flagram pessoas ligadas a Rosso recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM.

Em outra nota, de julho de 2016, publicada pelo site o Antagonista, com o título “Quem manda em Rogério Rosso?”, o candidato do PSD também é citado nos depoimentos de Francinei Arruda, técnico em informática que gravou e editou os vídeos do escândalo do mensalão do DEM. À Justiça do Distrito Federal, ele revela a existência de gravações inéditas em que Rogério Rosso apareceria recebendo dinheiro do esquema.

Na mesma época, o jornal a Folha de S.Paulo, publica novos trechos do depoimento de Francinei em que ele sugere que Durval Barbosa, delator do mensalão que planejou os vídeos, usa a gravação de Rosso para chantageá-lo.

Em agosto deste ano, confrontado no debate da TV Brasília/Correio sobre um comentário de Fraga, Rosso disse que o colega “mentiu”.

Em resposta, Fraga afirmou que quem está mentindo é Rosso. “Eu disse que teria visto o Francinei, numa delação, afirmar que tinha editado os vídeos com relação ao Rogério Rosso. Disse que vi vários vídeos e me neguei a comentar o assunto”, disparou. O caso ainda não foi esclarecido.

 

Tribunal de Justiça do DF

Em 2010, Rosso foi eleito governador do Distrito Federal, em primeiro turno com 13 votos dos 24 parlamentares em eleição indireta na Câmara Legislativa. Seu governo foi marcado pela desaprovação popular, segundo pesquisas da época.

Em 2010, o Tribunal de Justiça do DF acusou Rosso por extinção e criação de cargos com aumento de remuneração sem autorização legal na Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), à frente do GDF. A Justiça determinou ainda ele ressarcisse os cofres públicos pelo prejuízo causado. Houve recurso no primeiro grau, porém, a sentença foi mantida.

 

Operação Lava Jato

Rosso também tem seu nome citado na Lava Jato, a principal operação que combate a corrupção no país. O ex-diretor da Andrade Gutierrez Rodrigo Lopes, um dos delatores da empresa, contou aos investigadores da Lava-Jato que Rogério Rosso  teria pedido propina de R$ 12 milhões pelas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha.

“Em 2010, antes da assinatura do contrato, houve o pedido de propina para o então governador Rosso, através de um operador indicado, no valor de R$ 12 milhões, proposta refutada pela Andrade Gutierrez. Em 2011, após a assinatura do contrato, foi feito um ajuste e pagamento no valor de R$ 500 mil, ao mesmo operador indicado pelo ex-governador”, diz um trecho.

Em nota, Rosso negou as denúncias e disse estar “profundamente consternado e indignado com as mentiras, citações caluniosas e ofensivas envolvendo meu nome na questão do Estádio de Brasília”.

“A licitação da obra do Estádio já estava em andamento com análise e avaliação pelos órgãos de fiscalização e controle, e apenas quando autorizada por esses órgãos é que foi dada continuidade no certame pela Novacap, responsável pela obra e de seus desdobramentos administrativos técnicos e administrativos”, disse Rosso à época.

 

Operação Panatenaico

Em maio de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação Panatenaico, um braço da Lava Jato. Dez pessoas foram presas, incluindo dois ex-governadores do DF: Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR), além de Tadeu Filippelli (MDB), ex-vice de Agnelo e ex-assessor especial do presidente Michel Temer (MDB). Rosso também foi citado, mas como é deputado federal e tem foro privilegiado, acabou ficando fora.

Em abril deste ano, a juíza da 12ª Vara da Justiça Federal no DF remeteu ao Supremo Tribunal Federal (STF) as cópias das peças relativas a supostas irregularidades cometidas pelo então governador-tampão do DF em 2010, Rogério Rosso (PSD), no âmbito da Operação Panatenaico.

Embora a magistrada Pollyana Kelly Maciel Medeiros Martins tenha aceitado denúncia contra 12 pessoas suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos nas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014, a ação do Ministério Público Federal (MPF) que envolve Rosso voltará ao STF. A decisão ocorre devido à prerrogativa de foro do ex-governador do DF, pelo fato de ele ser deputado federal.

Em novembro de 2017, o relator do pleito no STF, ministro Edson Fachin, já havia indeferido pedidos de diligências prévias contra Rosso no caso. No processo, Fachin afirmou que afastaria a competência da Suprema Corte para analisar a ação devido à “insuficiência dos elementos indiciários até então colhidos em face do parlamentar”.

Novamente, Rosso se mostrou indignado: “Repudio veementemente qualquer tentativa de associar meu nome nesse ou em qualquer outro episódio sobre irregularidades na minha gestão. Estou tranquilo quanto à lisura de todos os atos por mim praticados enquanto governador ou no exercício de qualquer função pública”, afirmou.


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Ricardo Callado23/08/20185min
Os dois deputados trocaram farpas em 2016, inclusive com ameaça de processo. Fraga afirmou que viu Rosso em vídeo gravado pro Durval Barbosa, durante a Caixa de Pandora. Fato ainda não foi esclarecido

A campanha eleitoral vai colocar frente a frente os deputados Alberto Fraga (DEM) e Rogério Rosso (PSD). Os dois protagonizaram bate boca e troca de acusações em julho de 2016, num caso que não foi esclarecido até hoje. Hoje, ambos são candidatos ao Governo do Distrito Federal. O assunto deve vir a tona novamente

Para relembrar o caso, em 12 de julho de 2016, Rosso foi alvo de acusação a respeito de um escândalo de corrupção que derrubou, em 2009, o então governador José Roberto Arruda (PR), no caso que ficou conhecido como “mensalão do DEM” – esquema de corrupção desvendado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Civil do Distrito Federal.

Seu colega de bancada do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), foi flagrado em vídeo divulgado pelo site Os Divergentes assumindo ter visto gravações que flagram pessoas ligadas a Rosso recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM.

Rosso disse ainda que Fraga, se realmente viu os vídeos, “tinha que ter mostrado”. Uma testemunha do caso disse em depoimento judicial que até a mulher de Rosso aparece nas gravações.

Rosso, na época candidato à presidência da Câmara, negou que tenha participado do escândalo conhecido como Caixa de Pandora e acusou seus adversários de estarem por trás de “ataques, mentiras e agressões pequenas que mostram o submundo da política distrital”, com o objetivo de atrapalhar sua candidatura.

O deputado federal pelo PSD garantiu à época que tomaria as providências judiciais sobre acusações de que existem vídeos dele em poder de Durval Barbosa. Além de Fraga, Rosso foi citado pelo técnico em informática Francinei Arruda Bezerra.

A ligação do deputado com Durval Barbosa começou ainda no governo Arruda, quando ele substituiu Durval no comando da Codeplan (Companhia de Planejamento do DF).

Por meio de nota publicada no Facebook, Durval se diz “indignado” com a versão de Fraga. “Fiquei estarrecido com as declarações do Deputado Cel. Fraga, onde se intitulou detentor de fitas constantes do processo decorrente da “Caixa de Pandora”. Esse senhor, que conviveu comigo em face dos trabalhos que desempenhávamos no Governo Arruda, nunca foi digno de minha confiança, a tal ponto. Ele mente descaradamente quando afirma uma versão dessa, enganando seus 155.000 eleitores. A nossa convivência era protocolar. Apesar de haver tentado ser meu tutor, com intenções outras, que era para garantir a vaga de Senador, apoiada pela chapa de reeleição a ser disputada pelo cassado Arruda”, disse Durval.

Em setembro do mesmo ano, Alberto Fraga prestou depoimento como testemunha, em audiência de processo da Caixa de Pandora. Durante a sessão, realizada na 7° Vara Criminal de Brasília, Fraga reafirmou que Rogério Rosso aparece em gravações de Durval Barbosa. “Ele me procurou antes do início das investigações. Alegou que precisava me mostrar algo, porque eu era um homem confiável. Então, entregou as filmagens. Rosso aparece mais de uma vez”, declarou.

No entanto, o democrata disse nunca ter relatado o recebimento de propina por parte do parlamentar do PSD. “Vi ele entrando na sala, mas não havia dinheiro ou sinais de propina nas imagens”, ressaltou.

Também em setembro, depois de ter o nome citado em ao menos duas audiências da Caixa de Pandora, Rosso prestou depoimento como testemunha no processo, no dia 16/9, na 7ª Vara Criminal do TJDFT. Irritado, Rosso afirmou que “tomará providências judiciais” contra quem afirma que o delator do escândalo, Durval Barbosa, tem vídeos com o parlamentar.

Embora não tenha citado os nomes de quem fez essas afirmações, duas pessoas disseram ter vistos vídeos de Rosso em posse de Durval: Fraga o técnico Francinei Arruda Bezerra, que editava os vídeos do delator.

A campanha eleitoral deve dar um desfecho para essa polêmica.


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Ricardo Callado25/07/20183min

Durante toda a terça-feira (24), integrantes da terceira via cogitaram possibilidades para encabeçar a chapa após Frejat (PR) deixar disputa

 Por Manoela Alcântara e Isadora Teixeira

O deputado federal Rogério Rosso (PSD) não será candidato ao Palácio do Buriti em outubro. Durante reunião ao longo desta terça-feira (24/7) que avançou noite adentro, a terceira via decidiu voltar à formação original da coalizão. Assim, Izalci Lucas (PSDB) se mantém como o cabeça de chapa, a vaga de vice deve ficar para o PRB, e os postulantes ao Senado – até o momento – são Rosso e Cristovam Buarque (PPS). A composição conserva juntos PPS, PSDB, PSD, PRB, PSC e DC.

Logo após ser cogitada a desistência de Jofran Frejat (PR) à disputa pelo Governo do Distrito Federal (GDF), no último dia 13, Rosso foi indicado por aliados para representar o grupo. No entanto, com a confirmação de que o médico estará fora do páreo, também nesta terça, a intenção não se manteve: Rosso não quis concorrer ao posto de governador.

“Vamos continuar conversando com todo mundo, ver quais outros partidos podem vir com a gente, mas a majoritária está definida”, afirmou Izalci Lucas. Mesmo após a maior parte da aliança defender a troca do deputado pelo colega de Congresso Rogério Rosso, Izalci se manteve irredutível e declarou a intenção de ser candidato, ainda que precisasse sair sozinho ou com, no máximo, mais três siglas.

Rosso já tinha propostas

Anunciado por aliados como como pré-candidato ao Senado, Rogério Rosso ressaltou a necessidade de “fazer um exercício gigantesco de desprendimento e serenidade, pois estão em primeiro lugar os interesses da população e o resgate do DF”, disse. As mudanças na composição da coalizão foram confirmadas pelo coordenador da terceira via, senador Cristovam Buarque.

Na última sexta-feira (20/7), Rosso declarou o desejo de validar propostas com os apoiadores antes de decidir se aceitava a indicação da terceira via. Entre os temas tratados, estavam a retomada da gestão pública do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), com a extinção do instituto criado pelo atual chefe do Executivo local, Rodrigo Rollemberg (PSB), e a reabertura de delegacias.

Da Redação com informações do Metrópoles


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Ricardo Callado20/07/20185min

Até esta quinta-feira, coligação de seis partidos apoiava nome do presidente do PSDB como pré-candidato.

Por Mateus Rodrigues e Gabriel Luiz, G1 DF

Deputado federal Izalci (PSDB-DF) em discurso na Câmara dos Deputados (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Divulgação)

Mesmo não sendo mais o “pré-candidato oficial” da coligação envolvendo o partido dele, o deputado federal Izalci Lucas (PSDB) disse que não vai desistir de concorrer ao cargo de governador do Distrito Federal.

“Continuo candidato. Meu compromisso é com a cidade. Não abro mão disso. Até abriria se conhecesse um projeto melhor que o meu.”

Nesta quinta-feira (19), a coligação que une PSDB, PRB, PPS, PSC, PSD e DC anunciou o nome do também deputado federal Rogério Rosso (PSD) como pré-candidato a governador. Para vice-governador, ainda não há definição. Até então, o grupo de partidos apoiava o nome de Izalci.

Tanto Izalci quanto Rosso são presidentes das legendas deles no Distrito Federal. Segundo a nota emitida pela coligação, o nome de Rosso tem apoio de PRB, PSC, PSD e PPS. As siglas PSDB e DC manifestaram oposição à escolha.

Também na quinta, a coligação anunciou que o atual senador Cristovam Buarque (PPS) será candidato à reeleição.

Coligações em contato

Ao longo da semana, os representantes da legenda chegaram a se reunir com o ex-secretário de Saúde do DF Jofran Frejat (PR) – que era pré-candidato, mas anunciou desistência da disputa nos últimos dias.

A coligação de Frejat é composta por PR, PP, MDB e DEM. Sem o médico como cabeça de chapa, até esta quinta, os partidos ainda não haviam anunciado uma nova candidatura para o Buriti.

Prazos eleitorais

O calendário eleitoral tem prazos a serem observados por candidatos, partidos, eleitores e pela própria Justiça Eleitoral.

As convenções para a escolha dos candidatos deverão ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. O último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem o requerimento de registro de candidatos é 15 de agosto.

A disputa ocorrerá no dia 7 de outubro, em primeiro turno, e no dia 28 de outubro, nos casos de segundo turno.


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Ricardo Callado20/07/20185min

Grupo chegou a se reunir com Jofran Frejat, do PR, que diz ter desistido de competir. Falta, ainda, definir vice

O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), durante sessão na Câmara dos Deputados (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Por G1 DF – Uma aliança formada por seis partidos – PSDB, PRB, PPS, PSC, PSD e DC – anunciou, nesta quinta-feira (19), o nome do deputado federal Rogério Rosso (PSD) como pré-candidato ao governo do Distrito Federal.

Até agora, o grupo trabalhava com a pré-candidatura do também deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Até as 19h, os partidos ainda não tinham definido o nome do candidato a vice-governador na chapa.

Segundo a nota emitida pela coligação, o nome de Rosso tem apoio de PRB ,PSC, PSD e PPS. As siglas PSDB e DC manifestaram oposição à escolha. O texto diz, ainda, que Rosso “pediu tempo para pensar”.

Além de Rogério Rosso na disputa pelo Palácio do Buriti, a coligação também anunciou que o atual senador Cristovam Buarque (PPS) será candidato à reeleição.

Coligações em contato

Ao longo da semana, os representantes da legenda chegaram a se reunir com o ex-secretário de Saúde do DF Jofran Frejat (PR) – que era pré-candidato, mas anunciou desistência da disputa nos últimos dias.

A coligação de Frejat é composta por PR, PP, MDB e DEM. Sem o médico como cabeça de chapa, até esta quinta, os partidos ainda não haviam anunciado uma nova candidatura para o Buriti.

Prazos eleitorais

O calendário eleitoral tem prazos a serem observados por candidatos, partidos, eleitores e pela própria Justiça Eleitoral.

As convenções para a escolha dos candidatos deverão ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. O último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem o requerimento de registro de candidatos é 15 de agosto.

A disputa ocorrerá no dia 7 de outubro, em primeiro turno, e no dia 28 de outubro, nos casos de segundo turno.


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Ricardo Callado13/07/20186min

O presidenciável e presidente do PSDB Geraldo Alckmin (PSDB) fechou uma aliança com o PSD para as eleições 2018, que mexe diretamente bna disputa pelo Palácio do Buriti. O partido tiraria o deputado Izalci Lucas (PSDB) do páreo e apoiaria o ex-governador e deputado federal Rogério Rosso (PSD) para o governo do Distrito Federal. A informação foi publicada pelo jornal Estado de S.Paulo. Izalci negou e disse que sua candidatura está mantida.

Segundo o jornal, o anúncio oficial deverá ocorrer na convenção da sigla, prevista para o dia 28 deste mês ou 4 de agosto. O acordo injetou ânimo na pré-campanha tucana no momento em que partidos do Centrão, bloco partidário liderado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vivem um impasse sobre a corrida pelo Palácio do Planalto.

Nas eleições de 2014, o PSD elegeu 36 deputados – a quinta maior bancada da Câmara. Isso garantiria à legenda fundada pelo ministro Gilberto Kassab cerca de 1 minuto e 40 segundos de tempo de rádio e TV por dia nos dois blocos do horário eleitoral. O PSD tem 7,02% da fatia total do palanque eletrônico. Para efeito de distribuição de tempo de exposição no horário eleitoral, o critério é o tamanho da bancada eleita há quatro anos.

O acordo com o PSD é tratado por tucanos com uma vitória política em uma etapa decisiva das articulações partidárias. As convenções começam em menos de 15 dias e a campanha do ex-governador de São Paulo é vista com desconfiança por potenciais aliados por causa do seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto – considerado aquém das expectativas.

Na negociação com Kassab, o PSDB abriu mão de lançar candidatos ao governo para apoiar nomes do PSD. É o caso do deputado Izalci Lucas, que abdicou da disputa no Distrito Federal em favor do deputado Rogério Rosso. No Rio Grande do Norte, o PSDB tirou da disputa o ex-governador Geraldo Melo para apoiar a reeleição do governador Robinson Faria. O PSD espera ainda suporte dos tucanos para a candidatura de Índio da Costa no Rio.

Com esse acordo, Alckmin caminha para cumprir a meta traçada por seus aliados no começo do ano: formar até julho um arco de alianças com pelo menos quatro partidos médios e grandes. O tucano já tem promessas de apoio do PPS, PTB e PV. Isso garantiria cerca de 20% do tempo reservado aos presidenciáveis no horário eleitoral.

“Esse bloco assegura um tempo de TV competitivo. Não dá para saber qual será o peso das redes sociais, mas a TV ainda tem a centralidade”, disse o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB.

“Não vai ter outra candidatura com um bloco maior que esse”, afirmou Roberto Freire, presidente nacional do PPS. O partido se ofereceu para abrigar a candidatura do apresentador Luciano Huck, que acabou desistindo de entrar na disputa presidencial. Depois disso, foi procurado por interlocutores de Marina Silva (Rede), mas optou por ficar com Alckmin.

A cúpula do PSDB também comemorou o que considera um refluxo na negociação entre o DEM e o ex-ministro e presidenciável do PDT, Ciro Gomes. Os tucanos já davam como certo que o partido de Maia subiria no palanque pedetista. A avaliação é de que, se isso ocorrer, outras legendas do Centrão seguirão o mesmo caminho.

Para atrair o DEM, o PSDB também oferece apoio à sigla em disputas estaduais, como na Bahia, Pará e Amapá, ampliando o sacrifício de pré-candidaturas tucanas a governador.

Pré-campanha reforça ofensiva para convencer Alvaro Dias a ser vice de Alckmin

Em outra frente considerada essencial, o núcleo político da pré-campanha de Alckmin reforçou uma ofensiva para convencer o senador Alvaro Dias (Podemos) a desistir de sua pré-candidatura e aceitar ser vice na chapa encabeçada pelo tucano. As conversas, segundo um aliado próximo ao ex-governador, estão acontecendo em “tons objetivos”.

Dias ainda resiste à ideia, mas aceitou conversar com seu antigo partido. O interlocutor é o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM). A avaliação no entorno de Alckmin é de que o presidenciável do Podemos agrega pouco tempo de TV, mas fortalece a campanha na Região Sul.

A vaga de vice também pode ficar com um nome indicado pelo Centrão. Coordenador político da campanha tucana, o ex-governador Marconi Perillo citou três opções a empresários recentemente: Aldo Rebelo (Solidariedade), Flávio Rocha (PRB) e Mendonça Filho (DEM). A definição ficará para agosto.


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Ricardo Callado17/05/20183min

O esfacelamento da chamada terceira via expôs as vísceras de  um caminho sem volta para o presidente do PTB-DF, Alírio Neto, junto a aliança partidária liderada pelo pré-candidato ao Buriti Jofran Frejat (PR). O aceno de Alírio para ocupar o lugar de vice, do ex-secretário de Saúde, foi descartado. A vaga tem dono. Pertence ao MDB

Por Toni Duarte, do Radar-DF

Faltando menos de 60 dias  para o inicio do registro oficial de candidaturas para a eleição de outubro no Tribunal Superior Eleitoral com prazo limite  em 15 de agosto, a aliança partidária liderada pelo médico Jofran Frejat começa a ser redesenhada com o esfacelamento do grupo da terceira via após a implosão provocada pela guerra de egos de seus integrantes.

Cristovam Buarque (PPS) e Rogério Rosso (PSD) e Wanderley Tavares (PRB), foram os primeiros a pular do barco e coube ao senador fazer a ponte para religar a interlocução com Jofran Frejat, líder imbatível em todas as pesquisas de intenções de votos realizada no DF pela corrida ao Buriti.

Dois motivos políticos teriam levado o senador Cristovam Buarque  a pular do  barco furado das madalenas: o primeiro foi a briga pela vaga de governador travada entre Alírio (PTB) e Izalci (PSDB). Ambos não chegaram a um acordo de quem seria o vice de quem.

O outro motivo de Cristovam para procurar Frejat, foi a possibilidade de disputar o Senado na vaga prometida ao empresário Paulo Octávio (PP).

Segundo se informa, o ex-vice-governador do DF pode sair do jogo diante das orientações jurídicas dadas pelos seus advogados. P.O pode até disputar as eleições esse ano, mas em uma situação subjúdice já que é réu em sete processos judiciais.

Essa mesma vaga vem sendo perseguida pelo deputado distrital e presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT). O distrital abandonou a ideia de ser pré-candidato a governador pelo seu partido e trabalha para ter um lugar na majoritária liderada por Frejat.

Depois do racha da terceira via o próprio José Roberto Arruda (PR) deu uma forcinha para Alírio Neto para retornar a trincheira de onde nunca deveria ter saído, na opinião de um cacique político que integra a aliança de Frejat.

Alírio só viria com uma condição: para  ser o vice.

“Sem chance”, reagiu ao Radar um dirigente de partido.


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Ricardo Callado14/05/201827min

Alberto Fraga, Erika Kokay, Izalci Lucas, Rogério Rosso e Rôney Nemer seriam julgados pelo Supremo. Veja quais processos já ‘desceram’ para o TJDFT

Por Marília Marques, G1 DF – Um levantamento do G1 mostra que pelo menos cinco dos oito deputados federais eleitos pelo Distrito Federal respondem a inquéritos que estão sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a restrição do foro privilegiado, algumas ações começaram a ser remetidas a instâncias inferiores da Justiça.

No início de maio, os ministros do STF definiram que o foro privilegiado de deputados federais e senadores só se refere a processos ligados ao mandato atual que também envolvam a atuação política do parlamentar. A aplicação desse entendimento a outros políticos ficará a cargo de cada órgão julgador.

Veja a situação dos deputados federais eleitos pelo DF:

O deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), durante discurso em março deste ano na Câmara (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), durante discurso em março deste ano na Câmara (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Alberto Fraga

Já na sexta (4), dia seguinte à decisão do STF, o ministro Dias Toffoli enviou à Justiça do DF o processo por porte ilegal de arma de fogo contra o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF). O caso estava sob análise do Supremo desde 2015, quando o político assumiu mandato na Câmara dos Deputados.

Em nota, Fraga afirma que “sempre foi favorável ao fim do foro privilegiado em todas as esferas, afinal todos devem ser iguais perante a lei”. O deputado diz que a demora na conclusão do caso “gera desgaste de sua honra”, e que acredita “nos homens de bem e em uma justiça séria e imparcial”.

Segundo levantamento do G1, o parlamentar também responde por peculato (crime praticado por servidor público contra a própria administração pública), crime contra a honra e concussão (ato de exigir para si algum tipo de vantagem indevida).

Até esta publlicação, a reportagem não conseguiu contato com a defesa do deputado.

A deputada Érika Kokay (PT-DF), durante audiência pública na Câmara (Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados)
A deputada Érika Kokay (PT-DF), durante audiência pública na Câmara (Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados)

Erika Kokay

O ministro do STF Marco Aurélio Mello foi o responsável pelo envio à Justiça do DF dos inquéritos da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), na terça (8). A mudança também é resultado da restrição do foro privilegiado.

Um desses processos se refere a um suposto desvio de recursos do Sindicato dos Bancários de Brasília, em 2003, quando a parlamentar assumiu mandato na Câmara Legislativa do DF. O outro diz respeito ao suposto desvio de parte do salário de uma assessora, também na Câmara do DF.

Em 2011, quando Kokay foi empossada deputada federal, as denúncias passaram a ser analisadas pelo STF.

Procurada pelo G1, Erika Kokay afirmou que é favorável à decisão da Corte em restringir o foro. Para a parlamentar, “não tem que haver diferenciação para qualquer tipo de autoridade”.

Deputado federal Izalci (PSDB-DF) em discurso na Câmara dos Deputados (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Divulgação)
Deputado federal Izalci (PSDB-DF) em discurso na Câmara dos Deputados (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Divulgação)

Izalci Lucas

Os dois inquéritos e uma ação penal a que o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF) responde ainda estão no gabinete da ministra Rosa Weber, do Supremo. Do total de processos, o G1 só teve acesso a um – o que aponta irregularidades na aquisição de bens quando ele era secretário de Ciência e Tecnologia do DF, no governo de José Roberto Arruda (então filiado ao DEM, hoje no PR).

Não foi possível confirmar o conteúdo dos demais documentos. No sistema do STF, eles constam como “segredo de Justiça”.

Em um dos inquéritos, o parlamentar responde pelo crime de peculato. Segundo as investigações, R$ 28 mil em bens doados pela Receita Federal teriam sido “incorporados” à campanha do parlamentar para uma vaga na Câmara Federal. A quantia deveria atender comunidades carentes do DF, no âmbito do programa DF Digital. Izalci nega a denúncia.

Nos autos, o deputado afirmou que sua campanha foi “bem depois da doação”. Negou também a utilização de computadores doados em seu comitê e disse que “nunca deu ordem para que isso acontecesse”. “Acredito que as denúncias, que surgiram em época de eleição, foram feitas por represália política”, diz o documento.

Ao G1, Izalci defendeu que as denúncias que tramitam no STF são “vazias” e as classificou de “retaliações do governo petista do Agnelo (Queiroz), em função das auditorias feitas no (programa) Segundo Tempo, quando ele foi ministro do Esporte”.

O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), candidato à presidência da Câmara (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), candidato à presidência da Câmara (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Rogério Rosso

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, é o responsável pelo inquérito que apura se o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) atuou em suposto esquema de compra de votos para beneficiar a deputada distrital Liliane Roriz (PTB). As suspeitas são de compra de votos e peculato.

Segundo o inquérito, a suspeita é de que Rogério Rosso tenha nomeado servidores em regime de comissão entre julho e agosto de 2010, quando era governador do Distrito Federal, para que eles trabalhassem, com “dedicação exclusiva”, na campanha de Liliane Roriz.

Durante três dias, o G1 tentou contato com o advogado e a assessoria do deputado, mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem.

O processo no STF cita nomeações na região administrativa de Samambaia de pessoas que prestariam serviço no comitê eleitoral de Liliane Roriz. “Nomeações estas que, conjugadas com supostas dispensas ao trabalho, consistiram em dádiva em troca de votos em favor da referida candidata”, afirma o inquérito.

Ainda não há definições sobre quando e se o processo será remetido à Justiça do DF.

Em 2010, o parlamentar do PSD comandou o governo do Distrito Federal por oito meses em um mandato-tampão após a renúncia de Arruda por conta dos desdobramentos da operação Caixa de Pandora.

Deputado Federal Rôney Nemer, em sessão na Câmara dos Deputados (Foto: Divulgação)
Deputado Federal Rôney Nemer, em sessão na Câmara dos Deputados (Foto: Divulgação)

Rôney Nemer

A acusação contra Rôney Nemer (PP), assim como os demais citados no “mensalão do DEM”, é resultado da operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal em 2009. O caso foi revelado após delação premiada do ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF Durval Barbosa.

De acordo com a delação, deputados da base aliada, empresários e integrantes da gestão de José Roberto Arruda montaram um esquema de propina para garantir apoio às decisões do governo.

Na quinta (10), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux enviou de volta para a Justiça do Distrito Federal a denúncia contra o parlamentar. Com a restrição do foro privilegiado, o caso agora será julgado pelo tribunal local.

No fim de abril, a TV Globo mostrou que, passados nove anos do escândalo, nenhum citado foi preso após alguma condenação relacionada ao “mensalão do DEM”. No período, 15 pessoas foram condenadas por improbidade – incluindo Rôney Nemer –, e multadas em R$ 9,1 milhões.

Sobre o caso, o advogado de Nemer, José Eduardo Alckmin, disse ao G1 que o retorno do inquérito à primeira instância já era esperado, e que a decisão não deve alterar a estratégia de defesa.

“A instrução corre normalmente, e está demonstrando que a acusação não procede. Agora, com outros processos apreciados em conjunto, vai-se ter certeza de que esse caso é diferente, e que não se pode condenar com base só na fala de um delator”, diz Alckmin.

Foro restrito

No julgamento inicial dos ministros, ficou definido que só permanecerão no STF os processos ligados ao cargo atual de deputados federais e senadores – e que estejam ligados às funções do cargo.

Na última quarta (9), o ministro Dias Toffoli enviou ofício à presidente da Corte, Cármen Lúcia, propondo a aprovação de duas súmulas vinculantes: uma para estender a restrição do foro privilegiado a todas as autoridades do Executivo, Judiciário e Legislativo em nível federal; e a outra para eliminar a prerrogativa de foro privilegiado nas esferas estadual e municipal.


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Ricardo Callado11/05/20181min

Por Ricardo Callado

A chapa da Terceira Vida já foi definida, mas não anunciada oficialmente. O deputado federal Izalci Lucas (PSDB) será o candidato a governador, como o presidente do PRB, Wanderley Tavares, como candidato a vice-governador.

Os candidatos ao Senado serão Cristovam Buarque (PPS) e Rogério Rosso (PSD). A aliança composta por 10 partidos pretende ampliar ainda mais o leque. As conversas continuam com outras legendas, como o PDT do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, e a Rede do deputado distrital Chico Leite.

A composição poderia mudar com a chegada de novos integrantes na Terceira Via. Rogério Rosso poderia abrir mão da vaga ao Senado para Joe ou Leite.

O presidente do PTB, ex-deputado Alírio Neto, será um dos principais nomes a ser lançado pela aliança para a Câmara dos Deputados, cargo que ele tentou em 2014 e ficou na suplência.


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Ricardo Callado28/04/201713min

Por Ricardo Callado


A eleição de 2018 no Distrito Federal será a teimosia de velhos personagens versus a ousadia de novos protagonistas. O antigo jeito de fazer política virá maquiado, em nova embalagem, mas a fórmula é mesma. O novo procura um discurso e, por enquanto, ensaia a negação da política.

Todos os atuais políticos podem ser colocados no mesmo balaio. Fazem a política tradicional, mesmo que de maneiras diferentes. Os rótulos de direita e esquerda existentes fazem parte do passado. Os dois lados precisam evoluir.

As duas vertentes polarizam tanto, que acabaram se assemelhando. E se misturaram. Difícil apontar hoje quem é de direita ou de esquerda. Os dois lados têm lados positivos e negativos. A corrupção é generalizada, mas felizmente existem aqueles que não se deixam contaminar.

Devemos ter três candidatos protagonistas disputando o Palácio do Buriti. Uns três figurantes, e francos atiradores.

Enquanto o governador Rodrigo Rollemberg buscará à reeleição, esquerda e direita buscam um rumo. Avaliam se a divisão mais ajuda ou atrapalha seus planos. O Judiciário faz a sua parte e limpa parte do terreno.

O palanque de Rollemberg não deve ser maior do que o de 2014. Nenhum candidato conseguirá formar grande coligações, como vistas em eleições anteriores. Será uma eleição rápida, fragmentada e com poucos recursos.

Entre os concorrentes aparecem Izaci Lucas, Joe Valle, Fraga, Alírio Neto, Rogério Rosso e Ibaneis Rocha.

 

CANDIDATOS A PROTAGONISTAS

 

Rodrigo Rollemberg (PSB)

Atual ocupante do Buriti tem a seu favor a máquina administrativa. Faz um governo seletivo, que ainda não empolga. Busca ampliar apoios, mas esbarra em questões ideológicas. Titubeia em decisões. Tenta escapar da armadilha herdada pelo antecessor, o petista Agnelo Queiroz. Mesmo com baixa popularidade, em pesquisas internas aparece embolado no pelotão da frente. Tem margem para reverter a situação, mas não será fácil. Em muitas áreas, mostra mudança de postura. Se não aglutinar, não conseguirá competitividade.

 

 

 

 

Izalci Lucas (PSDB)

Deputados federal e com bom trânsito na cúpula do tucanato nacional. Hoje é o nome da oposição melhor posicionado nas pesquisas. Aparece embolado com o governador em levantamentos internos. É a maior preocupação de Rollemberg devido, principalmente, a baixa rejeição do tucano. Sozinho não vai muito longe. O desafio é montar um grupo que dê viabilidade a sua candidatura.

 

 

 

 

 

 

Joe Valle (PDT )

Presidente da Câmara Legislativa, Joe é um político pragmático. Estuda cada passo, o que faz passar às vezes a imagem de político hesitante, cambaleante. É uma figura leve e que pode ser a grande novidade da disputa. Só sai se tiver certeza de uma candidatura viável. Não é aventureiro. Por enquanto, possui um grupo frágil e sem musculatura eleitoral. Pode atrair apoio da esquerda e do centro.

 

 

 

 

 

 

Alberto Fraga (DEM)

Deputado federal mais votado em 2014, após manter uma postura crítica ao governo Agnelo, Fraga é o tipo de político que dá o murro na mesa. Não foge do embate. Polêmico, pretende surfar na onda de presidenciável Jair Bolsonaro. Terá a mesma dificuldade de Izalci na montagem da coligação.

 

 

 

 

 

 

Ibaneis Rocha (sem partido)

Primeiro brasiliense a presidir a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, Ibaneis Rocha surge como a novidade na política da cidade. É o nome não-político que pode entrar na disputa. A sua aposta é no desgaste dos candidatos tradicionais e na apresentação de propostas modernas para a população.

 

 

 

 

 

 

Tadeu Filippelli (PMDB)

Assessor especial da Presidência da República, Tadeu Filippelli já esteve melhor posicionado. A citação do seu nome nas delações da empreiteira Odebrecht o fez caiu na bolsa de apostas. Os comentários de bastidor de que a delação de outra empreiteira, a Andrade Gutierrez, pode complicar ainda mais a sua situação, colocou a candidatura em banho-maria. Político bom de articulação, espera reverte esse quadro negativo para voltar a disputa. Por enquanto, oscila entre a lista de “candidatos a protagonistas” e os “não-candidatos”.

 

 

 

 

 

FRANCO-ATIRADORES

Alírio Neto (PTB)

Nos últimos meses muito tem se falado sobre uma candidatura do suplente de deputado Alírio Neto. Ele mesmo está empolgado com a ideia. E tem se mexido para que tudo não passe de um balão de ensaio. Vem explorando as redes sociais para se tornar mais popular. Vai precisar ainda de muito trabalho para ser candidato.

 

 

 

 

 

 

Rogério Rosso (PSD)

Ex-governador e atual deputado federal, Rogério Rosso espera os desdobramentos da Operação Lava Jato em Brasília, o posicionamento dos postulantes ao Buriti e a avaliação do governo Rollemberg. Se o cenário for favorável, pretende arriscar uma candidatura para retornar ao GDF. Se os fatores forem adversos, sai para o Senado.

 

 

 

 

 

 

Renato Rainha (sem partido)

Conselheiro do Tribunal de Contas do DF e ex-deputado distrital, o nome de Rainha é sempre lembrado nas listas de candidatos ao Buriti. Seu nome divide opiniões, indo desde a balão de ensaio até uma candidatura viável dependendo do cenário. Deve permanecer no TCDF por mais um tempo.

 

 

 

 

 

 

Eliana Pedrosa (sem partido)

A ex-deputada é conhecida por ser uma política habilidosa no bastidor. Teve boa atuação parlamentar na Câmara Legislativa e chegou a ser anunciada como candidata a vice-governadora em 2014. Acabou disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados e mesmo com uma boa votação, ficou na suplência. Se não conseguir viabilizar seu nome, deve disputar novamente uma vaga na CLDF.

 

 

 

 

 

 

FIGURANTES

 

PT

Com o estrago feito pela Operação Lava Jato e a administração mal avaliada do ex-governador Agnelo Queiroz, o PT deve figurar nas eleições de 2018. Sem um nome competitivo ao GDF, vai apostar em candidaturas para as câmaras Legislativa e Federal. O partido deve focar mais em sua sobrevivência política do que pretensões maiores.

 

 

 

 

 

 

PSOL

A legenda deve novamente apresentar um candidato ao Palácio do Buriti. Ao contrário das eleições passadas, não deve vir com Toninho do Psol como cabeça de chapa. Com forte atuação dentro da Universidade de Brasília (UnB), deve procurar um nome acadêmico para a disputa ao Buriti.

 

 

 

 

 

 

OS NÃO CANDIDATOS

Arruda (sem partido)

O ex-governador José Roberto Arruda é um dos políticos mais competitivos. O seu cacife eleitoral não pode ser desprezado. A Operação Caixa de Pandora o tirou do governo em 2009 e impediu de ser candidato em 2014. Em 2018, a Lava Jato deve reforçar a sua aposentadoria política. Ainda é um bom cabo eleitoral, mas alguns candidatos preferem manter uma distância mais que protocolar. Arruda pode lançar a sua esposa, Flávia, para uma cadeira na Câmara dos Deputados.

 

 

 

 


Reguffe (sem partido)

Líder em todas as pesquisas para o Palácio do Buriti, José Antônio Reguffe é o nome a ser batido. Se quisesse, poderia se tornar governador nas próximas eleições. Refém de sua palavra, não vai disputar nenhum cargo enquanto não encerrar seu mandato no Senado Federal.

 

 

 

 

 

 

Jofran Frejat (PR)

Frejat está bem posicionado nas pesquisas devido ao recall da eleição de 2014, quando ficou em segundo lugar, perdendo para Rollemberg no 2º turno. Mesmo sendo um político experiente e de bom caráter, não vão deixar ele formar um grupo para disputar novamente o Buriti. Um bom nome para o Senado ou Câmara dos Deputados.



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