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Ricardo Callado26/07/20184min
Paula Belmonte é o nome do partido na disputa e conta com apoio do senador Cristovam Buarque e a simpatia do senador Reguffe

O PPS tem hoje condições reais de ocupar uma das 8 vagas do Distrito Federal em disputa para a Câmara dos Deputados. A administradora de empresa Paula Belmonte é a aposta do partido. Além de propostas renovadoras, imagem limpa, ela tem o apoio do senador Cristovam Buarque (PPS) e a simpatia do senador José Antônio Reguffe (sem partido)

A admiração de Reguffe por Paula foi demonstrada em uma reunião com apoiadores na casa da pré-candidata à Câmara Federal. Paula e Reguffe compartilham ideias semelhantes com relação a vida pública. Ambom criticam à reeleição de parlamentares, a regalias para políticos com mandato e defendem uma maior fiscalização do dinheiro público.

“Acredito que o número de vezes que um parlamentar pode ser reeleito para o mesmo cargo tem que ser delimitado”, defende Paula Belmonte. Essa também é uma das bandeira de Reguffe.

Para Paula, “a falta de renovação faz com que os projetos de lei que interessam a população sejam esquecidos. Os mesmos no poder perpetuam a corrupção e trazem danos enormes à democracia. O modelo ideal seria que cada deputado pudesse se reeleger apenas uma vez”.

Sobre as regalias para deputados e senadores, Paula afirma que, além de um salário altíssimo, os políticos têm auxílio moradia, carro e celular funcionais, cota de passagens aéreas e inúmeros benefícios.

“Cada parlamentar possui ainda uma verba indenizatória que significa mais desperdício de dinheiro público. Vivemos em um país onde muitas pessoas sobrevivem com um salário mínimo. Não é justo que uma pequena parcela da sociedade seja privilegiada. Os gabinetes estão lotados de assessores, muitos deles sem função. Se cada deputado diminuísse o número de comissionados, a economia faria uma diferença enorme”, ressalta Paula.

A proximidade e o apoio de Cristovam vem das ideias de Paula Belmonte na área da Educação. Entre as propostas, está a qualidade da Educação Pública. “Não adianta ter vagas para todos se o ensino for ruim. Mais qualidade na educação significa fazer investimentos conscientes e que gerem retornos reais para estudantes e professores. Além da contribuição do Estado, a educação pública pode ser abraçada pelas comunidades e pela iniciativa privada. Afinal, quanto melhor for a educação, melhor será o Brasil que construiremos”, destaca Paula.

É a primeira vez que Paula Belmonte vai disputar uma eleição. O sentimento de renovação política da sociedade e a seriedade exigida com o dinheiro público, fizeram Paula tomar a decisão de concorrer e somar, junto com Cristovam e Reguffe, em um novo modelo de fazer política.


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Ricardo Callado11/12/20174min

Nova modalidade do programa foi lançada, nesta segunda-feira (11), pelo governador Rodrigo Rollemberg. A medida entrará em vigor em 1º de janeiro de 2018

Os consumidores brasilienses poderão resgatar créditos de compras de medicamentos. A nova modalidade do programa Nota Legal foi lançada, nesta segunda-feira (11), pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg. A medida passa a valer em 1º de janeiro de 2018.

Rollemberg considerou a mudança um ato de justiça com os segmentos mais necessitados. “Isso significará a devolução de R$ 24 milhões (no primeiro ano do programa) para quem compra medicamentos. Beneficiará sobretudo a população mais idosa, que utiliza mais medicamentos”, disse o governador, que assinou o decreto nesta tarde. O senador José Reguffe (sem partido-DF) firmou a medida como testemunha.

No chamado Nota Saúde Legal, haverá uma metodologia específica para o cálculo do valor a ser devolvido. Além disso, o resgate terá cronograma diferente dos outros formatos do programa.

O resgate dos créditos de compras em geral para abatimentos de impostos ou para depósito em dinheiro é feito apenas uma vez ao ano. Nos créditos de compras de medicamentos, os valores estarão disponíveis em até 60 dias após o fim de cada quadrimestre.

Segundo a Secretaria de Fazenda, a previsão é que a primeira leva de créditos restituídos saia entre abril e junho do ano que vem.

Regras do Nota Saúde Legal

Serão válidas para a contagem apenas notas fiscais eletrônicas ao consumidor (NFCe), e somente podem se beneficiar aqueles que não têm nenhum débito tributário com o governo local.

O programa só aceitará documentos fiscais de medicamentos adquiridos em farmácias. Não são permitidas notas de distribuidoras.

Nas compras, serão considerados somente os valores referentes aos medicamentos — que possuem um código de cadastro. Não contam produtos de higiene, alimentícios e de perfumaria, por exemplo.

Os créditos poderão ser resgatados para abatimento de impostos (IPTU ou IPVA) ou para depósito do dinheiro em conta corrente ou poupança. Para isso, é importante manter o cadastro do programa atualizado, em especial as informações bancárias.

O saldo mínimo para resgate em conta — válido para quem não possui imóvel ou veículo vinculado ao CPF — é de R$ 25. Os créditos prescrevem após dois anos do lançamento.

O incentivo do governo de Brasília para estimular os consumidores a pedirem o CPF na nota fiscal, segundo a pasta, é uma maneira de ajudar no combate à sonegação, melhorar a arrecadação tributária e aumentar a competitividade das empresas.


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Ricardo Callado01/12/20173min

Ele garante que vai cumprir até o fim o mandato que termina em fevereiro de 2023, sob o fundamento de respeito ao compromisso assumido com o eleitor

Por Ana Maria Campos, do Correio Braziliense – O senador José Antônio Reguffe (Sem partido-DF) recebeu o convite para se filiar ao Livres, antigo PSL (Partido Social Liberal), e concorrer à Presidência da República no próximo ano. O parlamentar brasiliense esteve com o presidente nacional da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PE), e com membros da executiva nacional que tentam atraí-lo para a sucessão nacional.

A ideia é apresentar um candidato identificado com o discurso da responsabilidade fiscal e de uma nova forma de fazer política. Reguffe disse não. Ele garante que vai cumprir até o fim o mandato que termina em fevereiro de 2023, sob o fundamento de respeito ao compromisso assumido com o eleitor. Mas a cúpula do Livres não pretende desistir. Vai insistir.

Na tentativa de reaproximação com Reguffe, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) incumbiu o secretário de Fazenda, Wilson de Paula, de discutir com o senador do DF a proposta de isenção de impostos para medicamentos no DF. A ideia apresentada por Reguffe é de criar um programa aos moldes do Nota Legal, mas com devolução integral do ICMS incidente sobre os remédios a cada quatro meses. “Fiz vários pronunciamentos com críticas ao governo do DF, mas sou uma pessoa justa. Se tiver algo positivo, saberei reconhecer”, explica. “Enquanto outros pedem cargos, defendo um projeto que é para a população”, acrescenta.

A criação do programa de devolução de impostos de medicamentos foi um compromisso de Rollemberg com Reguffe na campanha de 2014, mas nunca foi colocado em prática sob o argumento de que o caixa do GDF não tinha condições de abrir mão dessa receita. Agora, na véspera da próxima eleição, o assunto volta a discussão. Reguffe afirma que, de sua parte, nada tem a ver com 2018.


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Ricardo Callado24/11/20174min
Senador Reguffe e Dayse Amarilio Donetts Diniz, presidente do SindEnfermeiro. Foto: Agenda Capital

Por Delmo Menezes- Na noite desta quinta-feira (23), em uma reunião de amigos no Guará II (IAPI), na residência da sindicalista Dayse Amarilio Donetts Diniz, presidente do SindEnfermeiro, o senador José Antonio Reguffe (sem partido), afirmou ao Agenda Capital, que não concorrerá ao pleito de 2018.

Segundo Reguffe, sua decisão é irrevogável. O senador mais votado da história do DF, destacou ainda que “político tem que ter palavra, e isso aprendi muito bem com o meu pai”. Para Reguffe, “tudo que eu prometi durante a campanha, eu cumpri na íntegra”.

O parlamentar destacou no encontro de amigos, “que enquanto os outros roubam, eu economizo dinheiro público para saúde, educação e segurança”. Segundo ele, “tem senadores que possuem mais de 80 assessores no gabinete. Tenho poucos e essa economia pode ser direcionada em áreas que necessitam de mais recursos, como a saúde por exemplo”, ressalta o senador.

Reguffe detalhou que pelo fato de não entrar na disputa ao GDF  no próximo pleito, não significa que não participará ativamente da campanha, no período certo.  De acordo com o parlamentar, “pretendo ajudar candidatos de ficha limpa e que desejam assim como ele, uma mudança significativa nos rumos da política do DF”, concluiu.

Reunião de amigos com a presença do senador Reguffe e do secretário geral do Sindvasc, Etieno de Sousa Pereira, na residência da sindicalista Dayse Diniz (SindEnfermeiro). Foto: Agenda Capital

A anfitriã Dayse Amarilio Donetts Diniz (SindEnfermeiro), ressaltou que é muito importante podermos participar da transformação da nossa sociedade. Segundo ela, “engajar, influenciar, capacitar e empoderar pessoas em seus diversos seguimentos sociais, é de suma importância para impulsionar valores e mudanças”. Na sua fala, Dayse invocou a famosa frase de Platão: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam“, destacou.

Além de Reguffe, o encontro contou com a presença de Dayse Amarilio Donetts Diniz – presidente do Sindicato dos Enfermeiros do DF (SindEnfermeiro-DF), de Etieno de Sousa Pereira – secretário geral do Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde e Agentes Comunitários de Saúde do DF (Sindivasc-DF), de Ubiratan Gonçalves Ferreira – vice-presidente do Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia do DF (SINTTAR-DF), da sindicalista Jeovânia Rodrigues Silva – presidente do Sindicato dos Odontologistas do DF (SODF), além de gestores, profissionais da saúde e convidados.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado28/04/201713min

Por Ricardo Callado


A eleição de 2018 no Distrito Federal será a teimosia de velhos personagens versus a ousadia de novos protagonistas. O antigo jeito de fazer política virá maquiado, em nova embalagem, mas a fórmula é mesma. O novo procura um discurso e, por enquanto, ensaia a negação da política.

Todos os atuais políticos podem ser colocados no mesmo balaio. Fazem a política tradicional, mesmo que de maneiras diferentes. Os rótulos de direita e esquerda existentes fazem parte do passado. Os dois lados precisam evoluir.

As duas vertentes polarizam tanto, que acabaram se assemelhando. E se misturaram. Difícil apontar hoje quem é de direita ou de esquerda. Os dois lados têm lados positivos e negativos. A corrupção é generalizada, mas felizmente existem aqueles que não se deixam contaminar.

Devemos ter três candidatos protagonistas disputando o Palácio do Buriti. Uns três figurantes, e francos atiradores.

Enquanto o governador Rodrigo Rollemberg buscará à reeleição, esquerda e direita buscam um rumo. Avaliam se a divisão mais ajuda ou atrapalha seus planos. O Judiciário faz a sua parte e limpa parte do terreno.

O palanque de Rollemberg não deve ser maior do que o de 2014. Nenhum candidato conseguirá formar grande coligações, como vistas em eleições anteriores. Será uma eleição rápida, fragmentada e com poucos recursos.

Entre os concorrentes aparecem Izaci Lucas, Joe Valle, Fraga, Alírio Neto, Rogério Rosso e Ibaneis Rocha.

 

CANDIDATOS A PROTAGONISTAS

 

Rodrigo Rollemberg (PSB)

Atual ocupante do Buriti tem a seu favor a máquina administrativa. Faz um governo seletivo, que ainda não empolga. Busca ampliar apoios, mas esbarra em questões ideológicas. Titubeia em decisões. Tenta escapar da armadilha herdada pelo antecessor, o petista Agnelo Queiroz. Mesmo com baixa popularidade, em pesquisas internas aparece embolado no pelotão da frente. Tem margem para reverter a situação, mas não será fácil. Em muitas áreas, mostra mudança de postura. Se não aglutinar, não conseguirá competitividade.

 

 

 

 

Izalci Lucas (PSDB)

Deputados federal e com bom trânsito na cúpula do tucanato nacional. Hoje é o nome da oposição melhor posicionado nas pesquisas. Aparece embolado com o governador em levantamentos internos. É a maior preocupação de Rollemberg devido, principalmente, a baixa rejeição do tucano. Sozinho não vai muito longe. O desafio é montar um grupo que dê viabilidade a sua candidatura.

 

 

 

 

 

 

Joe Valle (PDT )

Presidente da Câmara Legislativa, Joe é um político pragmático. Estuda cada passo, o que faz passar às vezes a imagem de político hesitante, cambaleante. É uma figura leve e que pode ser a grande novidade da disputa. Só sai se tiver certeza de uma candidatura viável. Não é aventureiro. Por enquanto, possui um grupo frágil e sem musculatura eleitoral. Pode atrair apoio da esquerda e do centro.

 

 

 

 

 

 

Alberto Fraga (DEM)

Deputado federal mais votado em 2014, após manter uma postura crítica ao governo Agnelo, Fraga é o tipo de político que dá o murro na mesa. Não foge do embate. Polêmico, pretende surfar na onda de presidenciável Jair Bolsonaro. Terá a mesma dificuldade de Izalci na montagem da coligação.

 

 

 

 

 

 

Ibaneis Rocha (sem partido)

Primeiro brasiliense a presidir a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, Ibaneis Rocha surge como a novidade na política da cidade. É o nome não-político que pode entrar na disputa. A sua aposta é no desgaste dos candidatos tradicionais e na apresentação de propostas modernas para a população.

 

 

 

 

 

 

Tadeu Filippelli (PMDB)

Assessor especial da Presidência da República, Tadeu Filippelli já esteve melhor posicionado. A citação do seu nome nas delações da empreiteira Odebrecht o fez caiu na bolsa de apostas. Os comentários de bastidor de que a delação de outra empreiteira, a Andrade Gutierrez, pode complicar ainda mais a sua situação, colocou a candidatura em banho-maria. Político bom de articulação, espera reverte esse quadro negativo para voltar a disputa. Por enquanto, oscila entre a lista de “candidatos a protagonistas” e os “não-candidatos”.

 

 

 

 

 

FRANCO-ATIRADORES

Alírio Neto (PTB)

Nos últimos meses muito tem se falado sobre uma candidatura do suplente de deputado Alírio Neto. Ele mesmo está empolgado com a ideia. E tem se mexido para que tudo não passe de um balão de ensaio. Vem explorando as redes sociais para se tornar mais popular. Vai precisar ainda de muito trabalho para ser candidato.

 

 

 

 

 

 

Rogério Rosso (PSD)

Ex-governador e atual deputado federal, Rogério Rosso espera os desdobramentos da Operação Lava Jato em Brasília, o posicionamento dos postulantes ao Buriti e a avaliação do governo Rollemberg. Se o cenário for favorável, pretende arriscar uma candidatura para retornar ao GDF. Se os fatores forem adversos, sai para o Senado.

 

 

 

 

 

 

Renato Rainha (sem partido)

Conselheiro do Tribunal de Contas do DF e ex-deputado distrital, o nome de Rainha é sempre lembrado nas listas de candidatos ao Buriti. Seu nome divide opiniões, indo desde a balão de ensaio até uma candidatura viável dependendo do cenário. Deve permanecer no TCDF por mais um tempo.

 

 

 

 

 

 

Eliana Pedrosa (sem partido)

A ex-deputada é conhecida por ser uma política habilidosa no bastidor. Teve boa atuação parlamentar na Câmara Legislativa e chegou a ser anunciada como candidata a vice-governadora em 2014. Acabou disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados e mesmo com uma boa votação, ficou na suplência. Se não conseguir viabilizar seu nome, deve disputar novamente uma vaga na CLDF.

 

 

 

 

 

 

FIGURANTES

 

PT

Com o estrago feito pela Operação Lava Jato e a administração mal avaliada do ex-governador Agnelo Queiroz, o PT deve figurar nas eleições de 2018. Sem um nome competitivo ao GDF, vai apostar em candidaturas para as câmaras Legislativa e Federal. O partido deve focar mais em sua sobrevivência política do que pretensões maiores.

 

 

 

 

 

 

PSOL

A legenda deve novamente apresentar um candidato ao Palácio do Buriti. Ao contrário das eleições passadas, não deve vir com Toninho do Psol como cabeça de chapa. Com forte atuação dentro da Universidade de Brasília (UnB), deve procurar um nome acadêmico para a disputa ao Buriti.

 

 

 

 

 

 

OS NÃO CANDIDATOS

Arruda (sem partido)

O ex-governador José Roberto Arruda é um dos políticos mais competitivos. O seu cacife eleitoral não pode ser desprezado. A Operação Caixa de Pandora o tirou do governo em 2009 e impediu de ser candidato em 2014. Em 2018, a Lava Jato deve reforçar a sua aposentadoria política. Ainda é um bom cabo eleitoral, mas alguns candidatos preferem manter uma distância mais que protocolar. Arruda pode lançar a sua esposa, Flávia, para uma cadeira na Câmara dos Deputados.

 

 

 

 


Reguffe (sem partido)

Líder em todas as pesquisas para o Palácio do Buriti, José Antônio Reguffe é o nome a ser batido. Se quisesse, poderia se tornar governador nas próximas eleições. Refém de sua palavra, não vai disputar nenhum cargo enquanto não encerrar seu mandato no Senado Federal.

 

 

 

 

 

 

Jofran Frejat (PR)

Frejat está bem posicionado nas pesquisas devido ao recall da eleição de 2014, quando ficou em segundo lugar, perdendo para Rollemberg no 2º turno. Mesmo sendo um político experiente e de bom caráter, não vão deixar ele formar um grupo para disputar novamente o Buriti. Um bom nome para o Senado ou Câmara dos Deputados.


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Ricardo Callado17/04/201720min

Delações de ex-executivos da Odebrecht alteram significativamente o cenário político para 2018 no DF. Novos candidatos deverão surgir após a divulgação dos vídeos com autorização do STF.

Por Delmo Menezes – Não resta dúvida que as delações da Odebrecht estão provocando um verdadeiro “Tsunami” no meio político, alterando significativamente o cenário pré-estabelecido para as eleições de 2018. Políticos que estavam “bem na fita”, passam a ficar em situação complicada, diante dos recentes episódios que atingiu em cheio a classe política, em todos os níveis.

No Distrito Federal, o “tabuleiro político” ganha uma nova configuração, com a entrada de novos concorrentes a corrida ao Buriti. Políticos que estavam com baixos índices de aprovação, voltam a ter chances reais de disputa, diante de uma situação totalmente anômala.

Coma divulgação dos vídeos, potenciais candidatos como é o caso do ex-vice-governador Tadeu Filippelli, terão que se explicar bastante, sem, contudo, ficar definitivamente fora do páreo. O assessor de Temer divulgou ontem um vídeo no Facebook para rebater as declarações de José Antônio Pacífico, ex-diretor da Odebrecht. No vídeo, Filippelli diz que a “Lava-Jato tem sido um instrumento para mudar a história do nosso país”.

Outros que se apresentavam apenas com uma terceira via, como é o caso do ex-deputado Alírio Neto (PTB), entram definitivamente na disputa ao Burti. Tudo vai depender do desenrolar da Lava Jato nos próximos dias.

Veja as chances dos possíveis candidatos ao Buriti

Alberto Fraga

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Deputado Alberto Fraga (DEM). Foto: reprodução internet

O deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), presidente do partido no DF, tem no seu segmento, a Segurança Pública, sua principal base de apoio. No entanto, necessita ampliar o seu espaço político, atraindo novos setores, para obter condições de disputa majoritária. Tem se mostrado um bom oposicionista ao atual governo, com um discurso mais populista. Necessita mudar seu temperamento explosivo, sem, contudo, perder as suas características de um bom combatente.

 

 

Izalci Lucas

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Deputado Izalci (PSDB). Foto: Assessoria Câmara dos Deputados

O tucano Izalci Lucas (PSDB-DF), tem crescido muito nos últimos meses, principalmente pela sua habilidade em angariar apoio dos diversos segmentos da sociedade, ampliando os diretórios regionais do partido em todo Distrito Federal. Izalci tem realizado reuniões constantes em todas as cidades do DF, ouvindo sugestões e dialogando com as principais lideranças comunitárias. O parlamentar que era tido apenas como uma opção de “terceira via”, entra pra valer na disputa ao Buriti com chances reais de vitória. Na Congresso Nacional, Izalci ganha a cada dia projeção nacional, por presidir várias comissões de grande relevância para o país, como a reforma do ensino médio e a regularização das terras da União. Recentemente foi escolhido por seus pares, como representante do PSDB no Conselho de Ética. Tem feito o “dever de casa direitinho”, o que demonstra que não está “brincando de ser candidato”. Interlocutores próximos, afirmam que o deputado está no páreo, e que pretende fazer uma grande aliança suprapartidária em torno do seu nome.

Rogério Rosso

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Deputado Rogério Rosso (PSD). Foto: reprodução internet

O presidente regional do PSD no DF, deputado Rogério Rosso, voltou a ter chances mesmo depois de ter sido derrotado pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na disputa para presidência da Câmara. O parlamentar tem conversado bastante com seu grupo político, avaliando os diversos cenários para não ficar fora da disputa. Nos bastidores comenta-se que Rosso deverá disputar uma cadeira no Senado ou em última hipótese, vir a reeleição para deputado federal, o que é o mais provável, deixando o seu fiel escudeiro, o vice-governador Renato Santana, na disputa a uma vaga na Câmara Legislativa do DF.

 

 

 

Reguffe

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Senador Reguffe (sem partido). Foto: reprodução internet

O senador Antônio Reguffe (sem partido), que até então havia dito em todas as rodas de conversas, que não disputaria o Buriti em 2018, começa a rever esta situação. Em todas as pesquisas aparece sempre nas primeiras colocações, isto é fato. No entanto, o senador tem ficado distante do seu eleitorado, evitando debater os principais temas políticos que afetam a população do DF. O seu discurso de “moralidade”, não é suficiente para empolgar o eleitorado, que urge por novos desafios, a fim de afastar a crise do desemprego que assola a população. O discreto senador, tem sempre se aconselhado com o seu colega senador Cristovam Buarque (PPS), que deverá concorrer a reeleição. Na sua passagem pela Câmara e agora pelo Senado, tem se mostrado um político um pouco apático diante dos graves problemas que o Distrito Federal enfrenta. Vamos aguardar um pouco mais, para confirmar se o nobre parlamentar vai mesmo cumprir aquilo que tem sempre falado, que é terminar o seu mandato de 08 anos na Câmara Alta.

(Atualização: O senador Reguffe entrou em contato com o Blog e afirmou que não será candidato em 2018. Ele disse que, ao contrario de outros, honra integralmente os compromissos que assumiu com a população. Sobre os problemas recentes ocorridos no Distrito Federal, o senador declarou: “Tenho falado muito sobre o DF, é só ver os meus pronunciamentos no Senado”.

 

Renato Rainha

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Conselheiro do TCDF Renato Rainha. Foto: reprodução internet

Um nome que circula nos bastidores da capital, é o de Renato Rainha, conselheiro do Tribunal de Contas do DF (TCDF). Rainha, tem afirmado frequentemente que não pretende participar do processo eleitoral em 2018. Diante da falta de novas lideranças no DF, e da crise política que se instalou depois das delações da Odebrecht, o conselheiro poderá rever sua decisão, e sair candidato ao Governo, ou numa ampla composição, disputar o Senado. Rainha já foi delegado da Polícia Civil e deputado distrital, com expressiva votação. As suas ações políticas à frente do TCDF, tem lhe dado visibilidade, e sabe como poucos, aproveitar isso de forma inteligente.

 

 

 

Rodrigo Rollemberg

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Governador do DF Rodrigo Rollemberg (PSB).Foto: Agência Brasília

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que todos achavam carta fora do baralho, passa a reunir condições de disputa, pois está “fora da lista de Fachin”. Pesa sobre o chefe do Executivo, os recentes embates com os servidores públicos, na área de Educação, Segurança e sobretudo na Saúde. Apesar dos esforços em melhorar a gestão principalmente em relação a crise hídrica, Rollemberg não consegue decolar na área da Saúde, que tem sido o seu principal entrave. Houve grande retrocesso nesta pasta. Os servidores estão desmotivados com a possibilidade de contratação de “OSs”, e o sucateamento da rede. As Upas que seriam responsáveis pela resolução de até 90% das demandas de urgência e emergência, diminuindo o fluxo de usuários nos hospitais, estão sem profissionais para atender a população. Quando foram inauguradas, estas unidades possuíam capacidade para atender até 450 pacientes/dia. Hoje, estas mesmas unidades, atendem em média 130 pacientes/dia. As Clínicas da Família que eram modelo para todo país, foram totalmente descaracterizadas, e os principais hospitais da rede, não funcionam como deveriam. Rollemberg tem sido mal assessorado, com uma equipe de gestores sofríveis, que não conseguem fazer uma gestão eficiente, principalmente nas áreas mais problemáticas do seu governo. Resta pouco tempo, mais ainda dá para reverter esta situação, que não lhe é tranquilo e muito menos favorável.

Alírio Neto

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Ex-deputado Alírio Neto (PTB). Foto: Agenda Capital

A convite de Roberto Jefferson, o ex-deputado Alírio Neto assumiu ano passado a presidência regional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB-DF), que o coloca definitivamente no páreo para disputa ao GDF. As chances de Alírio vão depender muito da união das forças políticas de centro-direita da capital, podendo vim a compor com o deputado Izalci, com quem tem se reunido frequentemente. Segundo Alírio, o presidente nacional da legenda lhe deu “carta branca” para fazer as mudanças que forem necessárias, no sentido de oxigenar o partido no Distrito Federal. Em recente entrevista ao Agenda Capital, o petebista afirmou que o partido vem com a proposta de unir forças. “Vamos buscar as pessoas que tem o mesmo raciocínio na busca da recuperação da máquina do governo, que possa voltar a prestar um serviço de qualidade, como nós prestávamos no “Na Hora”, por exemplo”, disse o ex-parlamentar.

 

 

Jofran Frejat

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Ex-deputado Jofran Frejat (PR). Foto: reprodução internet

O ex-deputado Jofran Frejat (PR), que é sempre cortejado para assumir a área da Saúde, tem um espólio eleitoral considerável. Frejat ficou em segundo lugar nas eleições para o governo em 2014, e tem fôlego suficiente para participar de mais uma disputa majoritária. Perguntado se participaria do processo eleitoral em 2018, Frejat esquivou-se e não quis comentar sobre o assunto. Nos bastidores comenta-se, que diante dos fatos recentes, poderá colocar novamente o seu nome à disposição do partido, que tem o ex-governador Arruda, citado nas delações da Odebrecht, com a principal “estrela” do partido no DF.

 

 

 

 

Joe Valle

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Deputado distrital Joe Valle (PDT). Foto: Agência Brasília

O presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Joe Valle (PDT), tem articulado nos bastidores, a possibilidade de colocar seu nome na disputa majoritária. Joe preside uma Câmara totalmente dividida e sem credibilidade, com denúncias veiculadas todos os dias na imprensa. Tem analisado calmamente o cenário político local e nacional, e no momento certo, deverá se pronunciar a respeito. As suas chances de uma eventual disputa ao Buriti, ainda são remotas. Porém, diante da falta de opções, poderá surpreender ao colocar o seu nome na disputa.

 

 

 

 

PT

O PT dificilmente lançará candidato em 2018. Geraldo Magela que seria o candidato natural do partido, teve seu nome citado na Lava Jato e não deverá participar do pleito. Wasny de Roure será o nome da legenda para o Senado. Nos bastidores comenta-se que o conselheiro Paulo Tadeu, deverá lançar seu nome em 2022 ao Buriti.

A cada dia somos surpreendidos com novos desdobramentos da Lava Jato, o que muda completamente o cenário político. Muita coisa ainda poderá acontecer, principalmente diante de um cenário instável que assola toda a classe política do DF e do Brasil. As delações da Odebrecht que foram divulgadas, são só o início do que ainda está por vir. Dentro em breve virão a público as delações das empreiteiras Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e outras.

O experiente político mineiro Magalhães Pinto dizia: “Política é igual a uma nuvem. Você olha ela está de um jeito, olha de novo, e ela já mudou”.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado28/12/20168min

Por Ricardo Callado


A pesquisa do conceituado Instituto Dados, encomendada pelo portal Metrópoles, sobre a corrida eleitoral de 2018, traz um quadro de momento que merece ser estudado. Claro que boa parte dos nomes deve ser descartada, mas é a vontade do eleitor que prevalece. E outros nomes não citados podem entrar na disputa.

O levantamento mostra que mais de um terço da população não tem candidato definido, o que é mais que normal pela distância do período eleitoral. E também porque não existem candidaturas postas oficialmente.

Dos nomes colocados, pelo menos dois estariam fora da disputa. Líder na pesquisa, o senador José Antônio Reguffe (sem partido) já deixou bem claro que não será candidato em 2018. Assumiu o compromisso de ir com seu mandato até o fim. E vai cumprir sua palavra com a coerência que sempre teve na vida pública.

Jofran Frejat (PR) também descarta ser candidato. Seu nome aparece bem posicionado, apenas atrás de Reguffe. É o recall de ter sido o segundo colocado nas eleições de 2014. Como o atual governo não vem conseguindo boa avaliação, o eleitor tende a remeter a lembrança ao principal adversário no pleito anterior. Daí Frejat aparecer como alternativa para o brasiliense.

O assessor da Presidência da República, Tadeu Filippelli é a novidade da pesquisa. Ele apareceu como o terceiro nome mais lembrado, atrás de Reguffe e Frejat. Da turma que realmente é candidato, Filippelli é o melhor colocado, mas para se viabilizar terá que construir um arco de apoios e apresentar um projeto político consistente.

Filippelli vem trabalhando nessa intenção adotando a estratégia do ciscar para dentro como o ex-governador Joaquim Roriz fazia tão bem.

Colado em Filippelli aparece o deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Sem espaço em emissoras de TV e nos jornalões, Izalci surge como a grande surpresa. Vem construindo a sua candidatura mostrando seu trabalho parlamentar através de espaços conseguidos nas Novas Mídias (blogs e portais), que será cada vez mais influente nas próximas eleições. Izalci é quem hoje tem maior potencial de crescimento.

Com a exposição de ter sido candidato a Presidência da Câmara dos Deputados, Rogério Rosso (PSD) surge em quinto. Rosso já foi governador e se o cavalo passar selado não descarta uma volta ao Palácio do Buriti. A dificuldade em construir uma aliança em torno do seu nome pode leva-lo a tentar uma vaga no Senado.

Filippelli, Izalci e Rosso podem até caminhar juntos nas próximas eleições. Soma-se a eles nomes como o do deputado Alberto Fraga (DEM), da deputada Celina Leão (PPS) e dos ex-deputados Eliana Pedrosa (sem partido) e Alírio Neto (PTB).

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi o que apresentou a maior queda nas intenções de votos, de 12,8% para 3,9%. Esse índice é a insatisfação de momento com o governo, mas numa eleição, com mais dois anos de governo e uma boa estratégia para apresentar o que conseguiu fazer, pode voltar facilmente para a casa dos dois dígitos.

Só se acontecer um desastre muito grande para Rollemberg conseguir chegar na eleição pior que Agnelo Queiroz (PT), mesmo alguns já comentando isso. Na política, nunca se pode subestimar,

No grupo de baixo, os outros nomes citados pela ordem são Chico Leite (Rede), Alberto Fraga, Agnelo Queiroz (PT), Celina Leão, Renato Santana (PSD) e Renato Rainha (sem partido).

Dos seis nomes, apenas Fraga é um nome cogitado para disputar realmente o Buriti. Eleito como o mais votado para a Câmara Federal em 2014, Fraga vai intensificar em 2017 o discurso de oposição ao governo Rollemberg. A estratégia deu certo no governo Agnelo.

Aliado de Rollemberg, Chico Leite é candidato ao Senado, inclusive com postulação já lançada pelo seu bloco na Câmara Legislativa formado por Rede, PV e PDT. Em 2010 e 2014, tentou entrar na disputa, mas o seu partido à época, o PT, não lhe deu a oportunidade. Agora na Rede, é nome certo para concorrer ao Senado.

Agnelo está fora da vida pública. Com um governo desastroso onde deixou a máquina pública quebrada, responde a várias ações de improbidade administrativa.

Celina terá que se desenrolar da Operação Drácon e provar sua tese de que fizeram uma armação contra ela para analisar qual será o seu caminho em 2018. Seu nome já foi forte ao governo, mas agora está em baixa e tem outros nomes a sua frente na fila.

Atual vice-governador, Renato Santana vai seguir o que o líder do seu partido, Rogério Rosso, desenhar. Pode ser candidato a distrital ou a federal. Já teve em alta no primeiro ano de governo, mas depois de polêmicas com o governador e gravações sobre irregularidades na Secretaria de Saúde, submergiu e quase não se fala mais no nome dele.

O atual presidente do Tribunal de Contas, Renato Rainha, deseja surgir como uma alternativa para o Buriti. Mesmo habilidoso politicamente, construir sua candidatura será uma missão muito difícil.

Faltaram pelo menos três nomes nesta pesquisa, que podem ser testados em futuros levantamentos. O presidente eleito da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), cogitado como a terceira via em 2018, é um deles.

O PPS também pode surgir com uma candidatura. Integrantes da Executiva do partido querem lançar o nome do deputado Raimundo Ribeiro para disputar o Governo do DF. Teria o apoio da deputada Celina Leão e do senador Cristovam Buarque.

Caso não apoie à reeleição do governador Rodrigo Rollemberg, um nome do PT deve ser colocado na disputa. Erika Kokay e Geraldo Magela são os mais prováveis.

Além disso, nunca se pode esquecer o nome do ex-governador José Roberto Arruda (PR). Ele tenta na justiça se livrar das ações da Caixa de Pandora. Os últimos andamentos da ação no Superior Tribunal de Justiça são favoráveis a Arruda, mas sua candidatura é incerta. Sempre se consegue algum empecilho jurídico para evitar que ele consiga ser candidato.

Esse é o desenho de hoje que o Instituto Dados nos permitiu analisar. Até lá, muita movimentações irão acontecer, mas na eleição de 2018 um desses nomes vai cruzar a linha de chegada. No atual cenário não há espaço para um novo nome.


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Ricardo Callado09/11/20162min

Da coluna do Alto da Torre (Jornal de Brasília) – Do ponto de vista do senador José Antônio Reguffe (sem partido), o Distrito Federal tinha plenas condições de evitar a ameaça de racionamento de água. A população está na iminência de pagar um amargo preço pelos sucessivos erros dos últimos governos, especialmente pela falta de campanhas educativas para a economia de água.

“Eu produzi uma lei sobre o tema. A Lei Distrital 4.341, de 2009. Ela foi sancionada pelo então governador e está valendo até hoje. Ela garante para o contribuinte o bônus-desconto de 20% sobre a economia de água do mesmo mês no ano anterior. Ou seja, se a pessoa economizou 10%, terá o direito a um desconto total de 12% na conta de água. Isso alívio o bolso do consumidor e incentiva a preservação. Essa lei está no verso de toda conta de água, mas ninguém sabe que ela existe. Por que? Porque os governos nunca fizeram campanhas de prevenção”, conta Reguffe.

A lei do bônus-desconto foi esquecida pelo DF. Mas ganhou espaço pelo Brasil, sendo copiada por outras Assembleias Legislativas. “O governo do Distrito Federal agora precisa fazer campanhas educativas! Precisa divulgar esta lei para incentivar a economia!”, cobra o senador.

Fim da taxa de assinatura básica

No Senado, Reguffe apresentou outro projeto sobre tema água, desta vez em escala nacional. O texto propõem a extinção da taxa de assinatura básica da conta de água. “É uma medida para preservar o bolso e economizar água. Hoje muito gente consome a mais só por causa desta taxa. Minha proposta é que o contribuinte pague efetivamente apenas o que consumir”, argumenta o parlamentar. O projeto tramita pela Casa desde o ano passado.


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Ricardo Callado27/09/20161min
Senador José Antônio Reguffe

Os candidatos do Partido Novo a vereador decidiram adotar uma, digamos assim, ‘política reguffiana’, na reta final deste pleito.

Segundo Severino Motta, do Radar On Line, tal como faz o senador Reguffe, que foi o mais votado em Brasília, os candidatos do partido, se eleitos, vão cortar verbas de gabinete, limitar a verba indenizatória, reduzir o número de funcionários e ainda apresentar projetos de lei para que os demais vereadores façam o mesmo.

O compromisso será registrado em cartório nesta segunda-feira.


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Ricardo Callado20/09/20162min

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Da coluna do Alto da Torre, do Jornal de Brasília

A crise hídrica do Distrito Federal poderia ter sido evitada, na opinião do senador Reguffe (sem partido), se uma lei de autoria dele fosse amplamente divulgada para a população. Quando era deputado distrital, o senador aprovou um projeto – Lei 4.341/ 2009 – que concede desconto de 20% sobre o valor economizado pelos consumidores na conta de água, tendo como base de cálculo o consumo do mesmo mês do ano anterior.

Na opinião de Reguffe, a lei, que está em vigor, é desconhecida, por falta de campanhas educativas do governo, que poderia incentivar a população a gastar menos. Hoje, o incentivo é divulgado em letras miúdas no verso da conta de água.

“A ameaça de racionamento é fruto da irresponsabilidade de governos que não se preocuparam com essa questão, porque, da aprovação da minha lei para cá, nada foi feito”, discursou Reguffe, ontem, na tribuna do Senado.

O problema vem desde 2009, quando a lei foi sancionada, conforme o senador.

“Vieram vários governos e ninguém fez uma campanha educativa sequer para avisar a população do Distrito Federal. A capital foi pioneira nessa tipo de iniciativa criativa e seguida depois por outras unidades da Federação. Quando há uma crise, querem penalizar o consumidor. Por que não se fez um trabalho preventivo?”, questiona Reguffe.

 



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