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Ricardo Callado04/06/20184min

Nova novela pode reabilitar ficção da Record e impor saudável concorrência à Globo

Dudu Azevedo, protagonista de “Jesus”, durante o processo de caracterização do personagem Foto: Instagram @duduazevedo / Reprodução

Por Jeff Benício, do Blog Dala de TV  – Líder isolada, a emissora da família Marinho não vê no horizonte ameaça à audiência de suas novelas.

As médias no Ibope das atuais tramas inéditas Malhação – Vidas Brasileiras (17 pontos), Orgulho e Paixão (21 pontos), Deus Salve o Rei (25 pontos) e Segundo Sol (32 pontos) colocam a Globo em situação confortável no ranking.

No SBT , As Aventuras de Poliana se tornou um sucesso imediato, com 14 pontos de média. Mas este índice é insuficiente para ameaçar a hegemonia global.

Os 8 pontos e Apocalipse deixaram a RecordTV para trás.

No momento, a teledramaturgia do canal paulista em nada lembra o ápice vivido em 2015, com o fenômeno Os Dez Mandamentos .

O folhetim bíblico conquistou o público e gerou valiosa publicidade espontânea para a RecordTV na mídia. A imprensa deu amplo espaço à novela.

Com picos acima de 30 pontos e média geral de 16, a produção que reproduziu a abertura do Mar Vermelho impôs derrotas seguidas ao Jornal Nacional e fez a Globo se sentir ameaçada.

Em qualquer mercado, quanto mais concorrência, melhor para o consumidor. A disputa exige investimento em qualidade.

A Globo já tem seu ‘padrão’ – altíssimo aliás, porém não isento de falhas.

SBT e RecordTV produzem novelas com competência, porém ainda precisam investir mais para atingir o primor técnico da grande concorrente.

Espera-se que a nova aposta da RecordTV, Jesus , com estreia prevista para julho, represente a ressurreição da teledramaturgia da emissora.

Somente uma série de intempéries seria capaz de prejudicar uma novela protagonizada pelo personagem mais popular da história do Cristianismo.

A RecordTV está com o pão e o peixe em mãos para dar a volta por cima e, sem precisar de um milagre, dar a volta por cima no Ibope com uma novela atrativa.

O sucesso da teledramaturgia recordista será bom para os telespectadores e garantirá emprego a centenas de profissionais envolvidos na complexa produção de uma telenovela.

Tomara que a cúpula do canal não permita que qualquer ingerência dogmática prejudique o projeto de ‘Jesus’.

As interferências indevidas em Apocalipse resultaram no desastre da trama.

Televisão não é para amadores ideólogos. O veículo exige profissionalismo e estratégia.

A família Marinho faz o certo: escala especialistas para comandar a teledramaturgia da Globo e intervém o mínimo possível.


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Ricardo Callado04/06/20186min

Emissora é a que dá mais visibilidade à diversidade sexual na TV brasileira

Elis Miranda (Silvero Pereira), a travesti de ‘A Força do Querer’: a ficção usada para representar a cruel realidade dos LGBT+ no Brasil
Elis Miranda (Silvero Pereira), a travesti de ‘A Força do Querer’: a ficção usada para representar a cruel realidade dos LGBT+ no Brasil Foto: Raquel Cunha/TV Globo

Por Jeff Benício – A 22ª edição da Parada Gay de São Paulo, com o tema ‘Eleições: Poder para LGBT+, Nosso Voto, Nossa Voz’, atraiu milhares de pessoas à Avenida Paulista e lotou o entorno da Praça da República, no centro, no domingo (3).

Emissora líder em audiência, a Globo costuma ter atuação tímida na cobertura do gigantesco evento.

Restringe-se a exibir matérias burocráticas nos telejornais, sem aprofundamento das reivindicações do movimento tampouco da realidade violenta que faz do Brasil o País onde mais se mata gays, lésbicas, travestis e transexuais (uma morte a cada 19 horas).

Já no campo da ficção, a emissora da família Marinho pode ser considerada uma importante apoiadora da causa.

É comum ver personagens não-heterossexuais em suas novelas e séries.

A teledramaturgia global ousa ao mostrar a diversidade sexual que a sociedade em geral ainda finge não existir para, assim, não ter que aceitar.

Em ‘Amor à Vida’ (2015), houve casal gay – Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) – com direito a final feliz com beijo na boca.

Uma versão lésbica com o mesmo desfecho foi mostrada no folhetim ‘Em Família’, de 2014, com Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller).

‘A Força do Querer’ (2017) fez os brasileiros entenderem melhor a transexualidade por meio da transição física vivida por Ivana/Ivan (Carol Duarte).

Na mesma trama havia a travesti Elis Miranda, papel de Silvero Pereira. Em seus discursos didáticos, a personagem evidenciava a diferença entre o travestismo e a condição de transexual.

O amor entre mulheres na terceira idade gerou polêmica logo no primeiro capítulo de ‘Babilônia’ (2015), quando Tereza (Fernanda Montenegro) e Stella (Nathália Timberg) deram um selinho.

A rejeição ao amor das octogenárias foi apontada como principal causa do fracasso da novela. Um exagero, obviamente.

Na ocasião, os debates inflamados entre conservadores e liberais, especialmente nas redes sociais, serviram para escancarar o preconceito e, dessa maneira, o tornar mais visível para ser combatido.

No momento, o lesbianismo volta ao horário nobre da Globo com o romance secreto da policial Maura (Nanda Costa) com a dona de casa Selma (Carol Fazu) em ‘Segundo Sol’.

A teledramaturgia da Globo já mostrou também a barbárie contra os LGBT+.

Em 2011, o jovem Gilvan (Miguel Roncato) foi brutalmente espancado até a morte pela gangue de pitboys liderada pelo homofóbico Vinícius (Thiago Martins) em ‘Insensato Coração’.

Esses poucos exemplos fazem parte de uma galeria com dezenas de outros personagens LGBT+ apresentados na teledramaturgia da emissora carioca desde o primeiro deles, o costureiro Rodolfo Augusto (Ary Fontoura) na novela ‘Assim na Terra como no Céu’, em 1970.

Em quase 50 anos, a Globo produziu mais de 60 novelas com tipos fora da heteronormatividade.

Tornou-se uma vitrine relevante para conscientizar a população a respeito da diversidade sexual flagrada em qualquer esquina do País.

Se peca ao não fazer uma abordagem jornalística consistente sobre os dramas e as necessidades da numerosa população LGBT+ brasileira, a Globo se destaca em relação às concorrentes ao usar sua produção de ficção para dar cara e voz às pessoas com orientações sexuais variadas.


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Ricardo Callado01/04/20162min

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Criadores cortaram a menção após o original ter sido divulgado; ator alega que não sabia do conteúdo; veja o vídeo completo

Por Implicante – Um vídeo publicado por um canal de Youtube chamado “TV Poeira”  causou constrangimento para alguns artistas da Globo. Nomes como José de Abreu, Zezé Polessa e Letícia Sabatella gravaram mensagem a favor de Dilma e contra o impeachment para a peça, que responsabilizava a emissora pelo “sétimo maior caso de corrupção no Brasil” por “sonegação” no valor de R$ 615 milhões. O vídeo original foi divulgado pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e trocado horas depois por uma versão sem a menção à emissora: a lista com os “onze maiores casos de corrupção” do país continua lá, mas agora só tem os seis primeiros. O petrolão e outros escândalos revelados pela operação Lava Jato não constam da relação.

Entrevistado sobre a polêmica, o ator Tonico Pereira classificou o episódio de “uma sacanagem” e afirmou que não conhecia os autores do vídeo antes de gravar o depoimento. A “TV Poeira” é ligada ao “Teatro Poeira”, que pertence às atrizes Marieta Severo e Andréa Betrão.

https://www.youtube.com/watch?v=xp7myVJU9Bk



Ricardo Callado09/03/20163min

globo

Integrantes do movimento Sem-Terra picharam paredes e gritaram palavras de ordem contra a empresa

Por Hellen Leite – Aproximadamente 70 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram a sede do Grupo Jaime Câmara, na noite desta terça-feira (08/3), em Goiânia. O prédio abriga, entre outros veículos, a TV Anhanguera, – afiliada da Rede Globo em Goiás-, a rádio CBN e o jornal O Popular. Em um vídeo postado no Instagram do jornal goiano é possível ver e ouvir os manifestantes gritando palavras de ordem como “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

Uma jornalista da TV Anhanguera contou ao Correio que os ônibus com os sem-terra estacionaram diante da empresa por volta das 18h40. “Consegui ver três ônibus pela janela. Dentro deles, havia homens mascarados. Eles já desceram gritando ‘Não vai ter golpe’ e ‘Fora, Globo golpista'”. A ocupação durou cerca de três horas e as paredes do prédio foram pichadas com mensagens: “não vai ter golpe”, “Globo e ditadura de mãos dadas” e “Rede esgoto fora”. Não houve confronto e o grupo saiu do local escoltado pela polícia, que acompanhou o protesto.

O ato acontece quatro dias depois da condução coercitiva do ex-presidente Lula pela Polícia Federal e atende a uma convocação da direção nacional do MST, que orientou que grupos locais se manifestassem nas sedes regionais da Rede Globo. Na semana passada, um grupo pró-PT também realizou um ato de protesto na frente da sede da Rede Globo Brasília, mas a única invasão ocorrida até o momento aconteceu em Goiânia.

Através do twitter, o líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), manifestou repúdio à invasão do MST ao Grupo Jaime Câmara. Para Caiado, o vandalismo e as agressões promovidas pelos militantes estão associadas à incitação feita por Lula nos últimos dias contra a ordem e as instituições democráticas do país. “Estamos assistindo a esse crime sendo cometido por pessoas que se julgam acima da lei e que respondem ao apelo do chefe maior. Atacam a imprensa livre e afrontam a democracia. O MST se configura aqui como o verdadeiro exército de Lula que foi provocado a ir às ruas para agir como agem os coletivos bolivarianos na Venezuela”, protestou Caiado. (Com informações do Correio Braziliense)



Ricardo Callado05/03/20162min

globo

Militantes reclamam da cobertura da 24ª fase da Lava Jato

Do Diário do Poder – Manifestantes petistas atacaram a sede da Rede Globo em Brasília no início da noite desta sexta-feira (4), como se a emissora tivesse alguma responsabilidade pelos atos cometidos por integrantes do próprio partido, na gatunagem ocorrida na Petrobras.

De acordo com imagens de cinegrafistas amadores, líderes da manifestação reclamam da cobertura da 24ª fase da operação Lava Jato, como se fosse possível esconder o fato de o ex-presidente Lula ter sido conduzido coercitivamente, ou seja, à força, para depor na Polícia Federal sobre as suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro que pesam contra ele.

Além de líderes do PT incentivar os militantes a chamar a emissora de “rede esgoto”, há relatos de depredação do patrimônio da emissora. O vídeo abaixo mostra o que parece ser um princípio de incêndio.

 



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