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Ricardo Callado31/03/20173min

Já foi publicado no Diário Oficial o aumento de até 4,76% no preço dos medicamentos para 2017. É importante entender que o aumento não se dá por um índice fixo, mas variando por produto. Mas qual o impacto dos preços para os consumidores na hora de comprar esses produtos? Muito grande, como comprova pesquisa do IFEPEC

Importância do preço para o consumidor

O fato do consumidor priorizar o preço na hora de adquirir medicamentos foi comprovado por meio da pesquisa Análise do perfil de compra dos consumidores de medicamentos, realizada pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (IFEPEC). Segundo os resultados, 45% dos consumidores trocam os produtos que procuravam por genéricos ou similares de menor preço; a quase totalidade desses clientes buscava economia.

A pesquisa teve como objetivo apurar as características de compras de medicamentos dos brasileiros, o tipo de medicamento adquirido, o percentual de consumidores que portavam receituário e o índice de troca de medicamento, bem como os motivos que levaram a essa troca.

Segundo a pesquisa, dos entrevistados que foram às farmácias, 72% adquiriram os medicamentos, contudo, apenas 24% compraram exatamente o que foram comprar, 31% modificaram parte da compra e 45% trocaram os medicamentos por vontade própria ou por indicação dos farmacêuticos.

“Esse fato demonstra a existência de uma característica muito comum dos brasileiros, que é não ser fiel à marca que foi procurar em uma farmácia, ouvindo a indicação dos farmacêuticos. O principal fator de troca é o preço, demonstrando que as pessoas estão mais preocupadas com o bolso”, explica o presidente da Febrafar, Edison Tamascia.

Tal afirmação se baseia no fato de que a pesquisa constatou que 97% dos entrevistados que trocaram de medicamentos compraram uma opção de menor preço.

Força dos genéricos

A pesquisa também demonstrou a força que os medicamentos genéricos estão obtendo no mercado, sendo que 37% dos consumidores adquiriram medicamentos dessa modalidade, 32% compraram os de marcas e 31% compraram dos ambos os tipos.

“Os genéricos já venceram uma desconfiança inicial e natural que enfrentaram no mercado e, hoje, já fazem parte das opções de escolhas dos consumidores. Eles possuem um grande potencial competitivo por causa da economia que proporcionam e, como visto, os preços são fundamentais na escolha”, analisa Tamascia.

A pesquisa foi realizada com 4 mil consumidores de todo o Brasil, no momento em que saíam das farmácias nas quais efetuaram a compra.


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Ricardo Callado16/01/20172min

No entendimento da Procuradoria-Geral do DF, a Câmara Legislativa extrapolou suas atribuições ao aprovar medida de competência exclusiva do Poder Executivo

O governo de Brasília protocolou, nesta segunda-feira (16), ação direta de inconstitucionalidade (Adin) para anular os efeitos do decreto legislativo que suspendeu o reajuste nas tarifas do transporte público do Distrito Federal. No documento apresentado ao Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT), a Procuradoria-Geral do DF argumenta que a Câmara Legislativa extrapolou sua competência ao aprovar a medida, tema de atribuição exclusiva do Poder Executivo.

O relator do processo será o desembargador Getúlio Moraes de Oliveira. “No nosso entendimento, o decreto legislativo é inconstitucional porque representa uma intromissão numa questão que só diz respeito ao Executivo. Tal medida feriu o artigo 2º da Constituição Federal”, explicou René Rocha Filho, consultor jurídico do Distrito Federal.

Esse dispositivo trata da independência entre os poderes. Os deputados distritais aprovaram o projeto em sessão extraordinária realizada na quinta-feira (12).

Mobilidade ajusta o sistema

O decreto legislativo foi recebido pelo governo nesta segunda-feira (16) e a Secretaria de Mobilidade iniciou uma operação para readequar todo o sistema de transporte, de modo a retornar os validadores dos 3,4 mil ônibus e do metrô aos preços antigos.

Para garantir a segurança do sistema de bilhetagem, a readequação pode levar até 72 horas.


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Ricardo Callado04/01/20172min

Após novo encontro da Mesa Diretora com o governador sem conseguir a sustação de decreto que reajustou as passagens de ônibus e metrô em até 25%, o presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Joe Valle (PDT), anunciou no final da tarde desta terça-feira (3) a convocação extraordinária dos deputados distritais para 12 de janeiro (quinta-feira), às 15h, no Plenário.

Nesta sessão, os deputados debaterão o decreto que reajustou as passagens. Não há custos extras e nem pagamentos aos deputados por esta convocação. Os deputados, no entanto, insistem que querem acordo com o Executivo para reduzir o percentual do reajuste.

Depois da reunião na noite de ontem, no Palácio do Buriti, os deputados da Mesa Diretora novamente foram recebidos hoje por Rollemberg em Águas Claras. Levaram a ele uma proposta de suspensão temporária do aumento por 15 dias, mas o governador mais uma vez se negou a qualquer recuo na majoração das tarifas, que estão em vigência desde a última segunda-feira (2).

“Decidimos convocar a Câmara Legislativa para o dia 12, pois muitos deputados que estão fora de Brasília manifestaram que também querem participar desse processo”, explicou o presidente. Ele anunciou que um grupo de trabalho atuará no Legislativo para discutir tecnicamente o problema, ouvindo os mais variados segmentos interessados, como representantes de usuários do transporte coletivo e também do setor produtivo.

“Levamos ao governador a sugestão de que a Câmara Legislativa poderia abrir mão de cerca de 50 milhões do seu orçamento para ajudar a evitar o reajuste das passagens”, informou Valle. Ele garantiu ainda que os deputados distritais irão analisar também, na convocação extraordinária, a atual política da gratuidade nas tarifas e outras medidas “para acabar com o insustentável déficit anual de 600 milhões de reais bancado pelo governo”.


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Ricardo Callado03/01/20174min

Grupo dialogou sobre o reajuste feito nas tarifas de ônibus e de metrô, na noite desta segunda-feira (2), no Palácio do Buriti. Medida segue em vigor, segundo Rollemberg, para garantir o serviço à população

Após reunião com deputados distritais para debater o aumento nas passagens de ônibus e metrô, o governador Rodrigo Rollemberg afirmou que não é possível revogar o reajuste sem que haja alternativas para custear o serviço.

O grupo se reuniu na noite desta segunda-feira (2), no Palácio do Buriti, e dialoga em busca de opções para financiar o sistema, pois o Executivo local subsidia o transporte público em Brasília.

Ao final do encontro, o governador deu seu posicionamento. “O desafio é assegurar a continuidade dos serviços públicos. O reajuste está mantido por uma absoluta necessidade de manter o sistema funcionando”, explicou.

As tarifas de linhas circulares internas subiram de R$ 2,25 para R$ 2,50; de ligação curta, de R$ 3 para R$ 3,50; e as de longa distância, integração e metrô, de R$ 4 para R$ 5.

“O desafio é assegurar a continuidade dos serviços públicos. O reajuste está mantido por uma absoluta necessidade de manter o sistema funcionando.
Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília

Com o reajuste no transporte público, reduz-se o complemento tarifário que é bancado pelos cofres públicos (diferença entre o preço real da passagem e o repassado ao usuário). Assim, em 2017, a estimativa, com a medida, é deixar de arcar com R$ 180 milhões.

Atualmente, o governo local desembolsa cerca de R$ 600 milhões por ano com o subsidio, sendo aproximadamente R$ 400 milhões destinados aos custos com as gratuidades para estudantes, idosos e pessoas com deficiência.

Uma alternativa pontuada pelo governador para ajudar na sustentabilidade do sistema é que a Câmara Legislativa reveja o benefício concedido para alunos de escolas particulares. “Devemos garantir a gratuidade do estudante que realmente precisa. Ao dar gratuidade para quem não precisa, estamos penalizando outros usuários, como os trabalhadores”, reforçou.

Rollemberg também listou ações tomadas pelo governo para melhorar o transporte e reduzir custos: “Fizemos o recadastramento do Passe Livre e suspendemos 50 mil passes de pessoas que estavam utilizando sem ter o direito”, exemplificou. O governo trabalha, além disso, para implementar o bilhete único no DF e na instalação de GPS nos ônibus.

Além do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), e do vice, Wellington Luiz (PMDB), participaram da reunião os deputados distritais Chico Leite (Rede), Julio César (PRB), Raimundo Ribeiro (PPS), Rodrigo Delmasso (PTN) e Wasny de Roure (PT); o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, e a procuradora-geral do DF, Paola Aires Corrêa Lima.


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Ricardo Callado03/01/20172min

A tarifa da maioria dos ônibus de Belo Horizonte subiu, nesta terça-feira (3), de R$3,70 para R$4,05. As linhas circulares também tiveram aumento, passando de R$2,65 para R$2,85. O reajuste de 9,4% havia sido anunciado na semana passada pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).

A fórmula utilizada para definir os novos valores levou em conta variações dos preços do óleo diesel, da rodagem, dos veículos, da mão-de-obra operacional e das despesas administrativas. Segundo a BHTrans, essas variações são calculadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Durante a posse do novo prefeito , manifestantes presentes gritaram palavras de ordem pedindo a suspensão do aumento das passagens. Em entrevista coletiva, Alexandre Kalil afirmou que não iria reavaliar o reajuste, mas disse que técnicos da nova gestão vão analisar futuras alterações nos valores das tarifas, evitando distorções e abusos.

O Movimento Passe Livre e outras organizações sociais descontentes com o aumento estão convocando para hoje (3), às 16h30, uma manifestação. O ato irá se concentrar na Praça Sete, no centro da capital mineira, e sairá em marcha às 17h30. O trajeto não foi divulgado.

Desde domingo (1º), também vigoram novos valores para os ônibus que ligam as cidades da região metropolitana de Belo Horizonte. A Secretaria de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais autorizou um reajuste médio de 9,46%. O percentual foi calculado levando em conta variáveis como a alta de combustíveis, a folha de pagamento das empresas e a renovação e manutenção da frota. O aumento, porém, é superior a inflação. Em novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulava 6,98% nos últimos doze meses.


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Ricardo Callado30/12/20165min

Tarifas de linhas circulares internas sobem de R$ 2,25 para R$ 2,50; de ligação curta, de R$ 3 para R$ 3,50; e as de longa distância, integração e metrô, de R$ 4 para R$ 5

Reajuste nas tarifas de transporteOs preços das passagens de ônibus em Brasília vão aumentar na segunda-feira (2). Sobem de R$ 2,25 para R$ 2,50 as linhas circulares internas; de R$ 3 para R$ 3,50 as de ligação curta; e de R$ 4 para R$ 5 as viagens de longa distância e integração e as de metrô.

De acordo com a Secretaria de Mobilidade, o reajuste é necessário para acompanhar a elevação de custos do sistema, manter as gratuidades para estudantes e pessoas com deficiência e compensar os quase dez anos de congelamento das tarifas, enquanto outros índices cresciam (veja a arte).

Em 2006, o salário mínimo era de R$ 350 contra R$ 937 (a partir de 1º de janeiro) — variação de 168%. Os vencimentos de motoristas e cobradores subiram 165%: de R$ 880 para R$ 2.333,45 e de R$ 460,40 para R$ 1.219,84, respectivamente. A inflação aumentou 90,91%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e o litro do óleo diesel foi reajustado em 77% — passou de R$ 1,70 para R$ 3.

Os aumentos nas passagens nesse período, já incluídos os anunciados nesta sexta-feira (30), são inferiores a todas essas porcentagens. As linhas circulares internas foram reajustadas em 66,67%, assim como as de viagens de longa distância, do metrô e da integração. Em cifras, isso significa passar de R$ 1,50 para R$ 2,50 para as circulares internas e de R$ 3 para R$ 5,00 para longa distância, metrô e integração. Nas de ligação curta, o reajuste foi de 40%: de R$ 2,50 para R$ 3,50.

O secretário de Mobilidade, Fábio Damaceno, enfatiza os aspectos social e financeiro da medida. “O reajuste vem para garantir o nível de gratuidade no sistema, não interferir na parte social, e ajudar no reequilíbrio das contas do governo, pois o subsídio é muito além do que temos disponibilidade de pagar”, explica.

Em setembro de 2015, o governo de Brasília fez o primeiro reajuste nas tarifas do transporte público em dez anos. A medida reduziu em 23% o complemento tarifário (diferença entre o preço real da passagem e o repassado ao usuário), quantia bancada pelos cofres públicos. Ainda assim, o Estado gastou cerca de R$ 600 milhões em 2016 com o subsídio ao transporte público.

“É necessário reajustar para não estagnar o sistema, buscar um transporte melhor e trazer tecnologia”, complementa o secretário de Mobilidade. A estimativa é reduzir, em 2017, cerca de R$ 180 milhões de gastos — R$ 125 milhões com as cinco empresas de ônibus do DF; R$ 45 milhões com a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF); e R$ 10 milhões com a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB).

Em 2014, o governo bancava 16,7% das passagens de transporte público no DF com gratuidades. Esse número subiu para 22% em 2015 e para 27,8% neste ano — valor repassado às empresas de ônibus que integram o sistema do DF, à TCB, às cooperativas e ao Metrô. Em outubro e novembro, o porcentual chegou a 33%, enquanto a média nacional é de 15%.

No caso das empresas que operam as cinco bacias, o governo de Brasília subsidia 50% dos custos. Isso ocorre porque ainda há gastos com a tarifa técnica, e há diferença entre o preço real da passagem e o repassado à população.


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Ricardo Callado26/10/20161min

# Deputados aprovaram hoje (26) reajustes diferenciados de salário de policiais federais, rodoviários federais, peritos e servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).

# O incremento é definido por categoria e será parcelado em três anos a partir de 2017, caso o projeto de lei (PL 5.865) que foi enviado pelo Planalto consiga agora o aval do Senado.

# Outra possibilidade prevista no texto é a incorporação de gratificações de desempenho aos proventos de aposentadoria ou de pensão para algumas carreiras.

# A dois meses do início do prazo para que o pagamento seja efetivado, caso a proposta avance, deputados se comprometeram a dialogar com senadores para que o texto tramite com rapidez.

# A preocupação dos parlamentares é garantir que esse reajuste seja votado no Senado antes mesmo da votação da proposta de emenda à Constituição (PEC 241) que define um teto de gastos públicos, evitando que a matéria sofra qualquer alteração em função dessa limitação de despesas.

# A PEC, que foi aprovada na noite de ontem em segundo turno, será entregue na tarde de hoje aos senadores pessoalmente pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


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Ricardo Callado18/10/20161min

Para consumidores residenciais, aumento é de 4,62%. Indústrias e grandes comércios pagarão 1,04% a mais na conta de luz. Atualização das tarifas da CEB Distribuição foi autorizada pela Aneel nesta terça (18)

A partir de sábado (22), a energia elétrica para consumidores residenciais (baixa tensão) do Distrito Federal terá reajuste de 4,62%. Para indústrias e grandes comércios (alta tensão), o aumento será de 1,04%. A atualização das tarifas da CEB Distribuição — braço da Companhia Energética de Brasília (CEB) — foi autorizada nesta terça-feira (18) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) após audiência pública em agosto que discutiu a proposta da quarta revisão tarifária periódica da empresa.

A revisão tarifária periódica tem como principal objetivo analisar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão, com base nos custos, investimentos e ganhos de produtividade da empresa. O reposicionamento tarifário das empresas distribuidoras de energia é feito por meio de três mecanismos: revisão tarifária periódica, revisão tarifária extraordinária e reajuste tarifário anual.


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Ricardo Callado11/10/20165min
Servidores públicos ocupam as seis faixas do Eixo Monumental em frente ao Palácio do Buriti em manifestação pelo pagamento de reajuste salarial (Foto: Elielton Lopes/G1)

Arrecadação com imóveis, repasses da União e dívida ativa não se realizou. Ao todo, 32 categorias cobram aumentos prometidos na gestão Agnelo

Do G1 DF – Anunciadas como “soluções” para cobrir o rombo nas contas públicas do Distrito Federal, medidas adotadas pelo Palácio do Buriti desde janeiro não surtiram o efeito esperado. O resultado, segundo a Secretaria de Planejamento, é um rombo de R$ 1,4 bilhão no orçamento deste ano. Com isso, até esta segunda (10), o GDF ainda não sabia se conseguiria pagar o reajuste dos servidores.

“Nesse momento exato, nós estamos ainda sem uma posição firme. Mas, ainda [estamos] fazendo algumas projeções sobre como será o encerramento do ano, para verificar a possibilidade da implementação dos aumentos”, declarou a secretária de Planejamento, Leany Lemos, em entrevista à TV Globo.

No início do ano, o GDF esperava reforçar o cofre com três aportes grandes: R$ 500 milhões com a venda de terrenos, R$ 740 milhões de repasses do governo federal para a previdência de servidores cedidos, e R$ 300 milhões da securitização (venda de títulos da dívida ativa).

Somadas, as três ações gerariam R$ 1,54 bilhão ao governo, suficientes para pagar 15 meses de salários reajustados. A securitização não atraiu interesse dos bancos, e a União não fez o repasse. Com a lista de imóveis, o governo só conseguiu R$ 120 milhões.

Em busca do reajuste
No domingo (9), o governador Rodrigo Rollemberg se reuniu com secretários para discutir o tema – o encontro deve se repetir no feriado desta quarta (12). A equipe técnica também faz reuniões diárias para resolver o problema de caixa, mas ainda não encontrou saída para o reajuste devido a 32 categorias, que deveria começar a ser pago neste mês.

“A decisão tem que estar do lado da sociedade, das demandas da sociedade que, afinal de contas, são demandas pela qualidade dos serviços públicos, pela prestação dos serviços públicos”, diz Leany. A decisão final do governo deve ser anunciada até a próxima semana.

Por estar acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nos gastos com pessoal, o GDF não pode conceder novos reajustes. Apesar disso, o governo pode honrar aumentos que já tinham sido acordados. No caso em discussão, relativo a 32 categorias do funcionalismo público, os reajustes foram prometidos pelo ex-governador Agnelo Queiroz.

Ao descumprir a limitação da LRF, o governo também fica impedido de contratar funcionários, criar cargo de qualquer natureza, alterar carreiras aumentando a despesa ou contratar horas extras fora da área de Saúde pelos próximos 120 dias.

Greve e corte de ponto
Na quinta (6), o GDF anunciou que vai descontar os dias de falta ou de prestação irregular de serviço em caso de greve, paralisação, má prestação ou retardamento de serviços públicos. As regras se aplicam a servidores diretos, de autarquias e de fundações do GDF.

Presidente do sindicato que representa os servidores da administração direta (Sindireta), Ibrahim Yusef disse ao G1 que pretende recorrer à Justiça por considerar o decreto inconstitucional. “Com certeza é uma atitude antissindical que pode ser denunciada à Organização Internacional do Trabalho, pelo fato de intimidar e inibir os servidores de exercerem o direito de greve.”


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Ricardo Callado06/01/20166min

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A maior parte dos servidores terá reajuste de 5,5% em agosto deste ano e mais 5% em janeiro de 2017. Os militares também tiveram a garantia de uma correção de 25,5% entre 2016 e 2019

Rompendo a regra dos últimos quatro anos, o governo federal voltou a conceder reajustes diferenciados para os servidores públicos entre a carreira geral e o que considera-se servidores de Estado. Os aumentos vão ficar abaixo da inflação ocorrida em 2015 e prevista para 2016, mas vão representar um custo extra elevado a partir do ano que vem. Este ano, o governo estima impacto de R$ 3,9 bilhões, mas, entre 2017 e 2019, a despesa ficará sempre na casa de R$ 15 bilhões por ano.

A maior parte dos servidores terá reajuste de 5,5% em agosto deste ano e mais 5% em janeiro de 2017. Os funcionários das chamadas carreiras de Estado, no entanto, fecharam um acordo com reajuste de 27,9% divididos em quatro anos. Os militares também tiveram a garantia de uma correção de 25,5% entre 2016 e 2019.

A regra aplicada pelo governo nos últimos anos estabelecia correções lineares para todas as carreiras. A prática de diferenciar e dar prioridade a reajustes mais elevados para as chamadas carreiras de Estado foi feita durante do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Um dos motivos que levaram ao reajuste diferenciado agora foi a permissão, no novo Código de Processo Civil, de que as carreiras jurídicas da União passassem a receber honorários advocatícios. Com isso, a referência de salário das carreiras de Estado acabou subindo e o governo aceitou um reajuste maior, desde que houvesse também um prazo maior para acordo.

Tipicamente, as carreiras de Estado incluem a elite do funcionalismo público. Entre as categorias que aceitaram o acordo com o governo estão o Banco Central, analistas do Tesouro Nacional e da Controladoria-Geral da União, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O governo, no entanto, continua a queda de braço com servidores da Receita Federal, policiais federais e rodoviários e diplomatas, que não aceitaram os termos do reajuste proposto.

Caso as atuais projeções para a inflação se confirmem, as carreiras de Estado e os militares passarão a ter aumentos reais a partir de 2017. A expectativa do mercado é de aumento de preços de 5,2% em 2017, enquanto o aumento previsto para os salários dessas categorias no mesmo ano é de 6,99% e 6,59%, no caso dos militares.

Além dos aumentos de salários, o governo concordou com reajustes de benefícios como auxílio alimentação, creche e assistência-saúde. A partir de janeiro de 2017, as gratificações por desempenho, que não eram computadas para o cálculo das aposentadorias do setor público, passarão a integrar o cálculo.

Chama a atenção nos acordos feitos o salto no gasto previsto a partir do ano que vem. O gasto que em 2016 soma R$ 3,9 bilhões, praticamente quadruplica em 2017, subindo para R$ 15,586 bilhões. Há uma pequena redução em 2018 e novo aumento em 2019, quando os reajustes vão custar R$ 15,706 bilhões. O custo em 2016 é menor, porque o reajuste será aplicado apenas a partir de agosto. Já em 2017, o aumento passa a valer em janeiro e é aplicado sobre o ano cheio.

O maior impacto virá dos reajustes aos servidores da Educação e em seguida pelo chamado “carreirão”, onde estão os funcionários da carreira básica do Executivo, e pelos militares. O Orçamento de 2016 já inclui o gasto extra previsto para o ano.

A decisão do governo federal de fazer acordos plurianuais de reajuste com o funcionalismo público começou ainda no governo Lula e é vista como vantajosa para a União. Ao fixar a correção de salários por um horizonte mais longo, o governo considera ser capaz de negociar percentuais que sejam menos contaminados pelas expectativa de inflação corrente.

Na avaliação de integrantes da equipe econômica, esse é um dos motivos pelos quais o gasto do funcionalismo como proporção do PIB tem se mantido levemente em queda nos últimos anos.

O problema da estratégia deste ano é que categorias importantes ainda não fecharam o acordo com o governo. A Receita Federal é considerada um dos pontos de problema. Os auditores já fizeram paralisações temporárias no lançamento de multas, por exemplo. Não há prazo para que esses acordos sejam assinados.



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