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Ricardo Callado15/08/20182min

A poucas horas do prazo final para registro de candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a chapa do candidato ao Governo do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), continua indefinida. Mesmo com tempo escasso – o prazo termina às 19 horas de hoje – os idealizadores da chapa não se entendem. Fraga e o ex-governador José Roberto Arruda (PR) discordam em relação ao nome do vice.

PR e do DEM fizeram conjuntamente suas convenções no dia 4 de agosto, um sábado, quando definiram Fraga como cabeça de chapa, deixando o nome do vice em aberto. Na segunda-feira (6), Alexandre Bispo (PR) foi escolhido como companheiro de chapa.

Nas últimas horas, Fraga barrou o nome de Alexandre e anunciou que seu vice é o empresário Luis Felipe Belmonte. Arruda bateu o pé, fez concessões para aceitar a troca e os dois não se entenderam.

Arruda ameaça abandonar a candidatura de Fraga e tirar o PR da coligação se não foi mantido o nome de Alexandre Bispo ou que suas exigências para aceitar o nome de Luis Felipe não serem atendidas.

Fraga também faz ameaças. Nos bastidores, afirma que pode abandonar a candidatura ao Palácio do Buriti.

A aliança Fraga-Arruda foi firmada buscando unir o campo liberal e conservador contra o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB). “Aqui não tem pão com mortadela não. Aqui é na base do amor, da amizade. Acho que todo mundo que está aqui veio porque acredita em uma mudança para a cidade”, afirmou Fraga durante a convenção. Os últimos lances da chapa deixaram o amor e a amizade entre os dois abalados.


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Ricardo Callado12/06/20182min

No Distrito Federal, Brunny será mais uma a disputar a preferência dos evangélicos

Do Antagonista – A deputada federal Brunny trocou seu domicílio eleitoral de Minas Gerais para Brasília e vai concorrer a uma vaga de deputada distrital pelo PR — quem teve a ideia foi Valdemar Costa Neto, dono do partido.

Bruniele Ferreira Gomes — também apresentadora de TV e ex-estilista — tem 28 anos e chegou ao Congresso incentivada pelo marido, o ex-deputado estadual Hélio Gomes — dono de rede de postos de combustíveis –, que bancou boa parte da campanha da mulher em 2014.

Em entrevista a O Globo quando assumiu o mandato, a deputada polemizou ao dizer ser fã de bolsas Chanel, mas “como lida com pessoas humildes, não dá para ficar ostentando”.

Ao longo do seu mandato, votou contra o impeachment de Dilma Rousseff e contra as denúncias de Rodrigo Janot contra Michel Temer.


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Ricardo Callado15/05/20182min

Por Isadora Teixeira

O Progressistas, antigo PP, reuniu pré-candidatos e assessores para anunciar apoio à pré-candidatura de Jofran Frejat (PR) para o Governo do Distrito Federal (GDF). O partido, que já havia manifestado interesse em formar alianças com a oposição ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB), se une oficialmente a outros no bloco formado por siglas como MDB, Avante e DEM.

A manifestação pública a favor de Frejat ocorreu na Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade). Na plateia, estavam em torno de 320 pessoas, de acordo com o presidente do Progressistas-DF e deputado federal, Rôney Nemer.

O parlamentar explicou o motivo de ter escolhido a chapa encabeçada pelo republicano: “Ele diz que quer resgatar Brasília. Aos 81 anos, mantém uma história limpa e não é agora que vai fazer diferente”, disse Nemer.

Rôney Nemer, porém, ainda esconde o jogo sobre seu próprio futuro político: não fala se tem pretensão de concorrer em outubro nem qual seria o cargo. O deputado federal tornou-se inelegível desde que foi condenado como possível beneficiário do esquema que ficou conhecido como Caixa de Pandora. Atualmente, o parlamentar tenta reverter a situação na Justiça.

Da Redação com informações do Metrópoles


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Ricardo Callado27/03/20181min

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, pedirá ainda hoje (27) à Presidência da República exoneração do cargo.

Deputado federal (PP-RR) licenciado, Barros é pré-candidato à reeleição em outubro e precisa deixar o cargo até o dia 7 de abril, prazo definido para desincompatibilização de quem ocupa cargos públicos. Barros vai concorrer ao sexto mandato parlamentar pelo Paraná.

“Pedirei exoneração hoje e espero a decisão do presidente da República. Da minha parte, eu já terminei a minha tarefa. Estou pronto para sair, mas é preciso que haja um entendimento para a sucessão, e o presidente da República é quem decidirá se é conveniente que eu fique mais, ou não. De qualquer forma, antes de 7 de abril, preciso estar exonerado porque preciso me desincumbir para disputar a reeleição na Câmara dos Deputados.”


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Ricardo Callado26/04/20163min

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Por André Richter – A Justiça Federal negou hoje (25) pedido de liberdade feito pela defesa do ex-senador Gim Argello, preso no dia 12 deste mês, em Brasília, na 28ª fase da Operação Lava Jato. A decisão foi proferida pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre.

De acordo com o magistrado, depoimentos de delação premiada confirmam que o ex-senador recebeu e repassou R$ 5 milhões a quatro partidos políticos para evitar a convocação de empreiteiros na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que já foi encerrada. Além disso, Gebran Neto afirmou que não há garantias de que Argello não tenha mais influência política por não ser mais senador.

“Se, em qualquer circunstância, a corrupção é um mal que precisa ser extirpado, no contexto descortinado pelas investigações, mostra-se ainda mais premente interromper a continuidade delitiva. Mais perturbador ainda é ver que o investigado, na condição de membro da CPI, deveria agir justamente na apuração de tais ilícitos, mas age à margem da lei e da confiança depositada por seus eleitores”, argumentou o juiz.

No pedido de habeas corpus protolocado, a defesa de Gim Argello alegou que não há provas de que o ex-senador recebeu propina e que ele não tem mais influência política para interferir nas investigações.

28ª fase da Lava Jato

A Operação Lava Jato investiga, em sua 28ª fase, se o ex-senador Gim Argello recebeu propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras.

Segundo os procuradores da Lava Jato, a prisão do ex-senador foi autorizada após terem sido recolhidas provas de que ele recebeu R$ 5 milhões em propina da empreiteira UTC Engenharia, conforme depoimento do dirigente da empresa, Ricardo Pessoa, em delação premiada.

Argello teria orientado o empreiteiro a destinar o dinheiro na forma de doações eleitorais aos diretórios nacionais de quatro partidos indicados por ele: DEM (R$ 1,7 milhão), PR (R$ 1 milhão), PMN (R$1,15 milhão) e PRTB (R$1,15 milhão). Em 2014, as siglas integravam uma coligação com o PTB, partido pelo qual o ex-senador tentava a reeleição.

Em depoimento prestado na Polícia Federal em Curitiba, Argello ficou em silêncio e não respondeu às perguntas dos delegados.


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Ricardo Callado01/04/20165min
Givaldo Barbosa (Foto: Agência O Globo)
Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Por Ricardo Noblat – Quatro líderes de partidos importantes, ouvidos, ontem, por este blog, coincidiram no diagnóstico: a aprovação do impeachment de Dilma na Câmara depende, no momento, da definição do voto de cerca de 40 deputados, a maioria deles do Partido Popular (PP), Partido da República (PR) e Partido da Social Democrático (PSD).

O impeachment será aprovado com folga pela Comissão Especial da Câmara. Ali, o governo já jogou a toalha. Espera reunir, apenas, 25 de um total de 65 votos. O governo admite que a oposição terá mais votos para aprovar o impeachment no plenário da Câmara. Só está empenhado em impedir que ela atraia 342 ou mais dos 513 votos possíveis .

Daí a “Operação Varejão”, deflagrada pelo governo atrás de 172 votos de deputados capazes de barrar o impeachment. Os escrúpulos, que sempre foram poucos, deixaram simplesmente de existir. Vale tudo por um voto – cargos, liberação de emendas de parlamentares ao Orçamento da União, favores inomináveis, sinecuras a dar com o pau.

 

O PP, por exemplo, conta com 49 deputados e já controla o Ministério da Integração Nacional com Gilberto Occhi. Mas ele será trocado, em breve, pelo deputado Cacá Leão (PP-BA), filho de João Leão (PP), vice-governador da Bahia e amigo de Jaques Wagner, atual chefe do Gabinete Pessoal da presidente Dilma. Occhi enfrenta problemas de saúde.

O governo ofereceu mais um ministério ao PP: o da Saúde. É o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios, mas não tem dinheiro nem mesmo paga pagar as despesas do SUS. A presidência da Caixa Econômica Federal também foi oferecida ao PP. Que ficou de responder na segundo semana de abril, tão logo a Comissão Especial vote o impeachment.

O PP tem um problema: é o partido com maior número de deputados investigados pela Lava-Jato – 32, cinco dos quais já denunciados por corrupção ao Supremo Tribunal Federal. Mais da metade deles diz que votará pela aprovação do impeachment porque não quer arrumar confusão com suas bases eleitorais. Será? A conferir.

O PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto, indultado há pouco pela Justiça, está à caça de mais cargos no governo. Não terá dificuldade de conseguir. Ocorre que quase dois terços dos seus deputados tende mesmo assim a votar a favor da saída de Dilma, que evita conversar pessoalmente com Costa Neto porque pegaria mal. Mande emissários ao encontro dele.

O PDS liberou seus deputados para votarem como quiser. E o ministro de Cidades, Gilberto Kassab (PDS-SP), deverá renunciar ao cargo na próxima semana. Governo e oposição disputam os votos do PDS. Há deputados, ali, que negociarão seu apoio a um lado e ao outro até o dia da votação do impeachment no plenário da Câmara.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, acertou com líderes de partidos o calendário das votações do impeachment. Ele será votado pela Comissão Especial no próximo dia 11, uma segunda-feira. E pelo plenário a partir da sexta-feira dia 15. No plenário, a votação deverá se estender por três dias. Cada deputado terá um minuto para justificar seu voto.

Foi o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), do Distrito Federal, que pediu a Cunha para só votar o impeachment no final da semana. Razões de segurança. A Polícia Militar do Distrito Federal estima que entre 200 mil a 300 mil pessoas mobilizadas pela oposição e pelo governo acamparão diante do prédio do Congresso à espera do resultado da votação.



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