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Ricardo Callado15/05/20182min

Por Isadora Teixeira

O Progressistas, antigo PP, reuniu pré-candidatos e assessores para anunciar apoio à pré-candidatura de Jofran Frejat (PR) para o Governo do Distrito Federal (GDF). O partido, que já havia manifestado interesse em formar alianças com a oposição ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB), se une oficialmente a outros no bloco formado por siglas como MDB, Avante e DEM.

A manifestação pública a favor de Frejat ocorreu na Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade). Na plateia, estavam em torno de 320 pessoas, de acordo com o presidente do Progressistas-DF e deputado federal, Rôney Nemer.

O parlamentar explicou o motivo de ter escolhido a chapa encabeçada pelo republicano: “Ele diz que quer resgatar Brasília. Aos 81 anos, mantém uma história limpa e não é agora que vai fazer diferente”, disse Nemer.

Rôney Nemer, porém, ainda esconde o jogo sobre seu próprio futuro político: não fala se tem pretensão de concorrer em outubro nem qual seria o cargo. O deputado federal tornou-se inelegível desde que foi condenado como possível beneficiário do esquema que ficou conhecido como Caixa de Pandora. Atualmente, o parlamentar tenta reverter a situação na Justiça.

Da Redação com informações do Metrópoles


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Ricardo Callado22/11/20171min

A nomeação do novo ministro das Cidades, Alexandre Baldy Sant’ Anna Braga, pelo presidente Michel Temer, está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22). Baldy substitui Bruno Araújo, que deixou a pasta na semana passada.

Em seu primeiro mandato como deputado federal pelo estado de Goiás, Alexandre Baldy está sem partido atualmente. Ele deixou o Podemos e deverá se filiar ao PP. Nessa segunda-feira (20), em nota, a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), anunciou a desfiliação do deputado dos quadros do partido.

A cerimônia de posse do novo ministro das Cidades está marcada para hoje, às 15h30, no Palácio do Planalto.


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Ricardo Callado26/04/20166min

analise politica

Por Mara Paraguassu

Depois de hesitar, o PSDB resolveu trabalhar para tirar a presidente Dilma Rousseff da presidência da Republica. Tudo consumado na Câmara com evidencias de desfecho igual no Senado, o partido agora lava as mãos. Não quer responsabilidade na gestão Michel Temer, que se prepara para ser o chefe da nação, a comandar uma transição complicada, com mais de dez milhões de desempregados e com a confiança da população na capacidade dos políticos resolverem graves problemas do país abaixo do chão. O que não é bom para o governante e tampouco para governados.

 

O PSDB cai fora, o PSB anuncia o mesmo caminho, sobram então legendas de pequeno porte, algumas sem um tico de credibilidade, quadro técnico e histórico de contribuição positiva ao país, como o PP, o que tem maior número de envolvidos na Lava Jato e arruinou a possibilidade de Dilma Rousseff alcançar os votos que precisava na Câmara dos Deputados.

 

Bandeou-se, claro, para Temer, que diz preferir a discrição, mas informações aqui e ali dão conta de preocupante condução na formação de seu eventual governo. Se o fermento da orquestra sob seu comando for o balcão de negócios de sempre, o toma-lá-dá-cá responsável por grande parte do descrédito na política, a transição nasce contaminada e a oportunidade de mudança existente hoje na formação das alianças será perdida.

 

O PSDB poderia fazer alguma diferença. Mas a narrativa política que a legenda tucana expressa é a da pusilanimidade. E não é de hoje. Nunca se sabe direito o que querem os tucanos. Divididos como qualquer partido, mas sem firmeza para sustentar estratégia coletiva para novamente ocupar o poder central, o PSDB vagueia indeciso em grave momento da vida pública nacional.

 

Não apenas por falta de coragem. É o cálculo eleitoral em jogo: o PSDB, ou parte expressiva de suas lideranças, de olho nas eleições de 2018, não quer pagar o preço de uma transição que poderá falhar na emergência de medidas a ser adotadas.  Medidas impopulares inclusive. São o caso do senador Aécio Neves e governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, que já anteciparam a porção Pôncio Pilatos, para eles bastando que a legenda empreste apoio ao PMDB e Temer no Congresso Nacional.

 

O PSDB deveria então dizer a Michel Temer, convidado a integrar o governo com bons nomes de que dispõe, que seria incoerente ser parceiro de alguém que pode ser cassado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como resultado de ação de perda de mandato da chapa Dilma-Temer, proposta por ele próprio, PSDB. Talvez encontre aí uma narrativa plausível, e convença seu eleitorado de que faz todo sentido se apartar da união de forças políticas para superar a crise econômica, moral e política.

 

A desculpa de Aécio Neves de que o partido “não se vinculará à lógica de ministérios”, é só aparente preocupação com o fisiologismo. Na verdade, prevalece a lógica eleitoreira, a lógica da disputa partidária simplesmente, e não os interesses nacionais, o clamor do país.

 

O senador José Serra achou “bizarro” o PSDB ajudar no afastamento de Dilma e agora “fugir as suas responsabilidades”. Individualmente faz seu cálculo eleitoral – ganhando um ministério, como tem se especulado, talvez possa alcançar a visibilidade para colocá-lo em condição de disputar com proeminências tucanas da vez a candidatura para presidente em 2018. Mas seu discurso, e mais recentemente do deputado federal Carlos Sampaio, indica espírito público, o único que deveria prevalecer em momento difícil para o Brasil.

 

O PSDB decidirá se participa ou não do governo Temer em 3 de maio. Até lá, com as declarações dissonantes de suas lideranças, acrescentou à narrativa política mais uma pitada de tibieza. Não é à toa que Aécio Neves murchou nas pesquisas.

 

O Brasil precisa de união e renúncia dos interesses individuais para repor as coisas no lugar. Para recuperar a capacidade de crescimento, utilizando-se de quadros com estatura técnica e moral. O agir oportunista e de curto prazo, pensando na eleição de 2018, só agrava a situação e o sentimento crescente na sociedade brasileira de que os partidos para nada mais servem, a não ser brigar pelo poder, ocupando a esfera pública para urdir elevados ganhos de interesse privado.

* Mara Paraguassu é jornalista desde 1989 e escreve sobre política, Amazônia, cidadania

Email: maraparaguassu1@gmail.com


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Ricardo Callado01/04/20165min
Givaldo Barbosa (Foto: Agência O Globo)
Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Por Ricardo Noblat – Quatro líderes de partidos importantes, ouvidos, ontem, por este blog, coincidiram no diagnóstico: a aprovação do impeachment de Dilma na Câmara depende, no momento, da definição do voto de cerca de 40 deputados, a maioria deles do Partido Popular (PP), Partido da República (PR) e Partido da Social Democrático (PSD).

O impeachment será aprovado com folga pela Comissão Especial da Câmara. Ali, o governo já jogou a toalha. Espera reunir, apenas, 25 de um total de 65 votos. O governo admite que a oposição terá mais votos para aprovar o impeachment no plenário da Câmara. Só está empenhado em impedir que ela atraia 342 ou mais dos 513 votos possíveis .

Daí a “Operação Varejão”, deflagrada pelo governo atrás de 172 votos de deputados capazes de barrar o impeachment. Os escrúpulos, que sempre foram poucos, deixaram simplesmente de existir. Vale tudo por um voto – cargos, liberação de emendas de parlamentares ao Orçamento da União, favores inomináveis, sinecuras a dar com o pau.

 

O PP, por exemplo, conta com 49 deputados e já controla o Ministério da Integração Nacional com Gilberto Occhi. Mas ele será trocado, em breve, pelo deputado Cacá Leão (PP-BA), filho de João Leão (PP), vice-governador da Bahia e amigo de Jaques Wagner, atual chefe do Gabinete Pessoal da presidente Dilma. Occhi enfrenta problemas de saúde.

O governo ofereceu mais um ministério ao PP: o da Saúde. É o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios, mas não tem dinheiro nem mesmo paga pagar as despesas do SUS. A presidência da Caixa Econômica Federal também foi oferecida ao PP. Que ficou de responder na segundo semana de abril, tão logo a Comissão Especial vote o impeachment.

O PP tem um problema: é o partido com maior número de deputados investigados pela Lava-Jato – 32, cinco dos quais já denunciados por corrupção ao Supremo Tribunal Federal. Mais da metade deles diz que votará pela aprovação do impeachment porque não quer arrumar confusão com suas bases eleitorais. Será? A conferir.

O PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto, indultado há pouco pela Justiça, está à caça de mais cargos no governo. Não terá dificuldade de conseguir. Ocorre que quase dois terços dos seus deputados tende mesmo assim a votar a favor da saída de Dilma, que evita conversar pessoalmente com Costa Neto porque pegaria mal. Mande emissários ao encontro dele.

O PDS liberou seus deputados para votarem como quiser. E o ministro de Cidades, Gilberto Kassab (PDS-SP), deverá renunciar ao cargo na próxima semana. Governo e oposição disputam os votos do PDS. Há deputados, ali, que negociarão seu apoio a um lado e ao outro até o dia da votação do impeachment no plenário da Câmara.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, acertou com líderes de partidos o calendário das votações do impeachment. Ele será votado pela Comissão Especial no próximo dia 11, uma segunda-feira. E pelo plenário a partir da sexta-feira dia 15. No plenário, a votação deverá se estender por três dias. Cada deputado terá um minuto para justificar seu voto.

Foi o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), do Distrito Federal, que pediu a Cunha para só votar o impeachment no final da semana. Razões de segurança. A Polícia Militar do Distrito Federal estima que entre 200 mil a 300 mil pessoas mobilizadas pela oposição e pelo governo acamparão diante do prédio do Congresso à espera do resultado da votação.



Ricardo Callado25/03/20168min
Pedro Correa
Pedro Correa

‘Folha de S.Paulo’ publicou trechos do acordo de delação do ex-deputado. Correa diz que ministro Augusto Nardes (TCU) recebia ‘mesada’. Ele nega

Por Vladimir Neto, da TV Globo – Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” cita partes do acordo de colaboração premiada assinado entre o ex-deputado Pedro Correa e o Ministério Público Federal. A TV Globo confirmou que esses trechos divulgados fazem parte da delação do ex-deputado.

Um dos anexos desse acordo de delação, segundo o jornal, é intitulado “mesada de Augusto Nardes”.

Nardes é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com a reportagem, Correa afirmou que, entre 2003 e 2005, quando Nardes era deputado federal pelo Partido Progressista, o PP, ele estava entre os nomes da bancada da Câmara que recebiam propina arrecadada pelo  deputado José Janene, morto em 2010, junto à Petrobras e a outros órgãos com diretorias indicadas pelo PP.

Também segundo o jornal, Pedro Correa apresentou uma lista de operadores de propina e incluiu o nome de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais, e uma de suas principais assessoras, como a responsável por conduzir movimentações financeiras ligadas ao tucano.

A citação à irmã de Aécio é a primeira numa lista que inclui nomes como Marcos Valério, operador do mensalão, e Benedito Oliveira, investigado na Operação Acrônimo, que apura suspeitas de irregularidades na campanha de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas Gerais em 2014.

A “Folha de S.Paulo” diz ainda que a delação do ex-deputado tem um anexo sobre o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que tem como foco a votação que aprovou a emenda constitucional da reeleição em 1997.

Segundo o relato, o ex-presidente contou com apoio financeiro do empresariado para aprovar o projeto da reeleição.

O então presidente do conselho de administração do Banco Itaú, Olavo Setubal, morto em 2008, é mencionado como alguém que ajudou FHC.

O ex-deputado disse, segundo jornal, que Olavo Setubal dava bilhetes a parlamentares que acabavam de votar, para que se encaminhassem a um doleiro de Brasília e recebessem propinas em dólares americanos.

A delação do ex-deputado Pedro Correa tem pouco mais de 70 anexos, cada um com um tema. Segundo o jornal, cinco desses anexos se referem à presidente Dilma Rousseff e outros cinco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nessa reunião, teria sido  acertada a nomeação de Paulo Roberto Costa para o cargo de diretor da Petrobras.

Segundo o relato, José Eduardo Dutra, que morreu no ano passado, era contra a nomeação mas Lula atuou a favor de Paulo Roberto Costa, que depois se tornaria o primeiro delator da Operação Lava Jato, acusado de receber propina.

De acordo com Pedro Correa, José Eduardo Dutra disse nessa reunião: “Mas Lula, eu entendo a posição do conselho. Não é da tradição da Petrobras, assim, sem mais nem menos, trocar o diretor”. Ao que o ex-presidente Lula respondeu: “Se fossemos pensar em tradição, nem você era presidente da Petrobras e nem eu era presidente da República”.

O jornal afirma que, apesar das revelações, há pouca prova documental apresentada pelo ex-parlamentar. Pedro Correa, depois de uma longa negociação, deve começar a prestar depoimentos e a apresentar as provas que tem a partir da semana que vem.

Versões dos mencionados
Augusto Nardes afirmou ao jornal que o envolvimento de seu nome na delação é “uma retaliação pela oposição que fazia dentro do PP”. Diz que foi candidato independente e não contou com o apoio de Pedro Correa, na época presidente do partido.

O senador Aécio Neves declarou à “Folha” que Andrea Neves, irmã dele, não conhece e jamais teve contato com Pedro Correa. O senador também enfatizou que repudia as falsas acusações mais uma vez repetidas sem indícios que possam minimamente comprová-las.

Ao tomar conhecimento da citação envolvendo a compra de votos na emenda de reeleição em seu governo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso classificou o relato como “ridículo”.

O presidente do Itaú, Roberto Setúbal, disse ao jornal que fica “profundamente indignado” ao ver o nome do pai dele, Olavo Setúbal, “absurdamente envolvido numa história sem comprovações”.

Setúbal disse que ele era “um homem absolutamente ético e tenho convicção de que jamais se envolveu em nada parecido com o que, covardemente, o ex-deputado descreveu.”

Setubal declarou ainda ao jornal que o pai dele não participava de qualquer atividade politico-partidária desde 1986 e não há nenhum indício de que essa história possa ter fundamento.

O Instituto Lula disse que não comenta falatórios e “quem quiser levantar suspeitas em relação a Lula que apresente provas.

A defesa de Pedro Correa não quis se manifestar.



Ricardo Callado25/03/20162min
Michel Temer e Tadeu Filippelli
Michel Temer e Tadeu Filippelli

 

Por Ana Maria Campos, do Eixo Capital – O ex-vice-governador Tadeu Filippelli foi o segundo peemedebista do diretório nacional a assinar a convocação da reunião, na próxima terça-feira, que vai definir o desembarque do PMDB do governo de Dilma Rousseff. Será um dos votos com o vice-presidente da República, Michel Temer. Alguém tem dúvida de que será a favor do rompimento?

Com o desembarque do governo Dilma, peemedebistas vão virar guerreiros a favor do impeachment no Congresso.

O ex-vice-governador Tadeu Filippelli será uma figura de destaque na formação das chapas para a próxima eleição no DF. Ele, que já tem o comando do PMDB, assumiu indiretamente o controle do PP. Os dois partidos somam quase oito minutos de tempo de televisão para a campanha de 2018, algo mais do que cobiçado na disputa ao Palácio do Buriti.

Numa roda de amigos, em almoço ontem, Tadeu Filippelli recebeu vários conselhos para os próximos passos políticos. Estavam lá o arquiteto Carlos Magalhães, o advogado Paulo Castelo Branco, o jornalista Silvestre Gorgulho, o ex-presidente da Adasa Vinícius Benevides e o engenheiro Austen Branco. “Chegou o ministro”, brincaram, assim que o ex-vice-governador, pisou no restaurante. A aposta é de que Filippelli será forte num eventual governo de Michel Temer. (Com informações do Correio Braziliense)



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