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Arquivos PDT - Blog do Callado

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Ricardo Callado17/10/20172min

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, cumpriu a ameaça e começa a retirar os indicados do PDT do governo. O Diário Oficial desta terça-feira (17) traz a exoneração do secretário Gutemberg Gomes da secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh). Interinamente, assume a secretária-adjunta, Marlene de Fátima Azevedo Silva.

O rompimento do PDT com o governo foi anunciado há uma semana. O partido havia colocado os cargos ocupados por seus filiados à disposição. A justificativa para o PDT abandonar Rollemberg foi a de não concordar com a reforma da previdência dos servidores distritais, aprovada pela Câmara Legislativa. Em nota, o Palácio do Buriti disse lamentar a decisão do partido, “que o obrigará a rever o espaço administrativo que o partido ocupava até então”.

O PDT ocupou cargos importantes no governo, inclusive tendo o atual presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle, como secretário. O PDT era considerado um dos principais aliados de Rollemberg. Joe chefiou a supersecretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e foi o único deputado a ocupar cargo de primeiro escalão no atual governo.


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Ricardo Callado04/10/20171min

Em reunião realizada na sede do Partido Democrático Trabalhista (PDT), na noite desta terça-feira (3), o presidente nacional do partido, Carlos Lupi; o presidente da legenda no Distrito Federal, Georges Michel e os deputados distritais Joe Valle e Reginaldo Veras , marcaram a data do encontro da Executiva do PDT no DF para deliberar sobre a relação do partido com o Governo de Rodrigo Rollemberg.

A decisão de permanecer ou não na base de sustentação do Governo de Brasília será tomada daqui há uma semana. Na noite da próxima terça-feira (10), na sede nacional do partido, os dirigentes do PDT -DF definirão a situação da legenda.

Pedido de definição- No dia 28 de setembro, o deputado Prof. Reginaldo Veras protocolou requerimento no PDT pedindo que a reunião da Executiva do partido para definir os rumos que PDT-DF tomará em relação a sua relação com o Governo de Brasília fosse agendada.

O parlamentar defende que a legenda se posicione com urgência sobre a questão.


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Ricardo Callado13/09/20172min

O deputado Professor Reginaldo Veras (PDT) demonstrou insatisfação com o governo de Rodrigo Rollemberg na sessão da Câmara Legislativa desta terça-feira (12). Depois de ler nota do presidente do PDT/DF, Georges Michel, afirmando que o governador tem intimidado e pressionado os parlamentares a votarem favoravelmente ao projeto de lei complementar que cria a nova previdência dos servidores, Veras adiantou que irá votar pelo “afastamento ou independência total” do partido em relação ao governo, na próxima convenção do PDT no dia 17 de setembro.

O distrital disse ter feito o compromisso de manter uma postura de independência desde o início de seu mandato, “conforme prometido aos eleitores”. Ele lembrou ter votado contra o projeto do “Pacto por Brasília” – que previa o aumento de impostos – em 2015, e ter sido contrário, também, ao projeto que criou o Instituto Hospital de Base, ambos apresentados pelo governo. Veras reforçou, ainda, ser contra o PLC nº 122/2017, que trata da previdência. “A proposta contraria bandeiras históricas do partido e retira direitos dos trabalhadores”, argumentou.

Ontem, o Diário Oficial do DF anunciou a exoneração de servidores indicados pelo PDT para os quadros da Secretaria do Trabalho, e nesta terça-feira o governador Rollemberg afirmou que “quem não vota com o governo não participa do governo”.

Além de Reginaldo Veras, também é filiado ao PDT o presidente da CLDF, deputado Joe Valle.


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Ricardo Callado13/03/20178min
Foto: Myke Sena

Por Millena Lopes, do Jornal de Brasilia – Recém eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa, o deputado distrital estreante Reginaldo Veras conta que o PDT trabalha com a possibilidade de lançar um nome alternativo aos já postos para a disputa eleitoral do ano que vem: o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle. Isso se o governador Rodrigo Rollemberg não se viabilizar para a reeleição. Para garantir a eleição de Joe, Veras fala em aliança com Rede, PV, PSOL, PT e até o PSD, do vice-governador Renato Santana.

O que o governo pode esperar da CCJ?

A condução com muita responsabilidade da comissão, sem barganha política, sem atrapalhar o governo, sem atender a interesses pessoais e corporativos.

O governo tem mandado projetos em cima da hora, para análise a jato pelas comissões. Como o senhor pretende tratar estes textos na sua gestão?

Eu entendo que o colégio de líderes só não é mais soberano que o plenário. Se decidirem que vai a plenário, irá. Independentemente da minha posição pessoal. Agora, havendo interesse da coletividade dos deputados, não tem sentido eu barrar um projeto.

Quando o seu nome foi posto para a CCJ, o governador Rodrigo Rollemberg apoiou de pronto. A que se deve essa aceitação?

Justamente por ter conduzido o meu mandato e a Comissão de Educação com a responsabilidade que quero implementar na CCJ. O governo sabe que, comigo, não vai ter barganha. Vou conduzir de forma técnica. E no que puder ajudar ao governo, desde que não fira minhas posições ideológicas e a sociedade, vou ajudar.

O bloco Sustentabilidade e Trabalho já é um indício de aliança para as eleições de 2018?

Sim. A constituição do bloco entre PDT, Rede e PV foi a partir de afinidade ideológica. As posturas e os projetos políticos são semelhantes. E pode ser uma aliança, no futuro.

O que já tem de conversa formal do partido para 2018?

O nosso comandante ainda é o governador Rodrigo Rollemberg. Se o comandante, em 2018, não tiver condições de tocar o barco, aí a gente segue um novo caminho.

O que indicaria a falta de condições de Rollemberg?

Isso está relacionado à própria capacidade de gestão, à popularidade e às perspectivas eleitorais do nosso governador. A gente trabalha com possibilidades de tentar lançar algum nome. Já temos até um nome para o Senado, caso a aliança com a Rede se concretize: deputado Chico Leite (Rede). Mas essas conversas são dos parlamentares do bloco, não das executivas dos partidos.

E o senhor, vai se candidatar novamente a distrital?

90% de chance é de eu vir candidato à reeleição; 10%, eu sou franco atirador.

O senhor acha que ainda há tempo para que Rollemberg decole nesta gestão?

Eu tenho certeza que o governo vai melhorar a popularidade. O grande legado do governo Rollemberg é a austeridade. Isso é inquestionável. Ele pegou o caixa com um rombo e já conseguiu minimizá-lo, mantendo os salários em dia. É um governo austero, que está honrnando compromissos de 2013 e 2014. Faltam habilidade e capacidade de se comunicar com a população. Eu tenho certeza que a popularidade do governador vai melhorar, só não sei se será suficiente para garantir a capacidade eleitoral dele. Mas eu torço por isso.

Rollemberg tem uma dívida com os servidores, quando resolveu não pagar os reajustes salariais concedidos na gestão passada. Os servidores são grande parte do eleitorado…

E são eleitores formadores de opinião. Com relação aos servidores, eu não tenho nenhuma perspectiva de mudança.

Joe Valle (PDT) é um nome que o partido considera para concorrer ao Governo do DF?

Sim, o PDT considera este nome. Em 2016, eu mesmo cheguei a cogitar como um potencial candidato para 2018. Os partidos mais progressistas, hoje, não têm um nome material e concreto, de tal maneira que, com a presidência da Câmara, que vai dar mais visibilidade ao nome dele, e se ele fizer um trabalho de resignificação da Casa e conseguir mostrar para a população que tentou mudar alguma coisa, ele se fortalece ainda mais. Agora, a gente não trabalha ainda com essa perspectiva de lançá-lo, mas não trabalha com a perspectiva de escondê-lo.

Quando o senador Cristovam Buarque fez o anúncio de que o PPS estava deixando oficialmente a base de Rollemberg, Joe sentou à mesa com ele. Isso é um sinal de que pode haver aliança no ano que vem?

Se depender de mim, não. Até porque eu não considero hoje o PPS uma força progressista. O Cristovam ainda é uma força progressista em mutação. Por minha vontade, no contexto atual, essa aliança não se concretizaria.

O senhor foi um dos grandes entusiastas da candidatura de Joe para a Mesa Diretora. Essas articulações já tinham mira na eleição para o governo?

Da minha parte, sim. Da parte dele, acho que não. Joe continua mantendo o nome dele como potencial candidato a deputado federal. Eu que vislumbro a possibilidade de algo melhor.

E, com a possibilidade de ele ser o candidato ao governo, a quais partidos o PDT se aliaria?

Para efeitos de aliança, 2018 está longe. Em princípio, já trabalhamos com a possibilidade de aliança com a Rede, PV, PSOL e com campos ligados à área do centro, a exemplo do PSD e do PSB, caso não tenham candidatura própria.

E com o PT?

Tem possibilidade. Por causa da vinculação histórica. Mas nunca conversamos a respeito.


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Ricardo Callado16/11/20167min

Governador promete reformular estratégia e pode mudar primeiro escalão

Por Francisco Dutra, do Jornal de Brasília – As críticas ao governo de Rodrigo Rollemberg partem de todos os lados, inclusive de seu próprio partido, o PSB. Na última reunião da executiva regional da legenda, realizada na noite de anteontem na sede local da agremiação, pela primeira vez, o governador admitiu abertamente os erros políticos na condução do GDF e pediu desculpas para os correligionários. Na interpretação da cúpula partidária, o movimento de Rollemberg é uma tentativa de reunificação e pacificação da sigla.

Rollemberg não parou no mea-culpa e prometeu reformular a estratégia política na condução do Buriti. Esta reconfiguração não implica necessariamente em uma nova reforma administrativa, pontual ou ampla, mas abre brecha para eventual troca de cadeiras em secretarias, administrações regionais e empresas e demais órgãos públicos. A princípio a reunião trataria de três temas: avaliação do GDF, perspectivas para 2018 e Câmara Legislativa.

A fala do governador pegou no contrapé a maioria dos participantes. Pelo perfil de Rollemberg, ninguém esperava o movimento. Em uma conversa reservada, um membro do partido avaliou que o reconhecimento das falhas é primeiro passo a melhoria da gestão, não apenas na política mas também nos serviços públicos. A prova da fragilidade política do governo é o isolamento do PSB. Grupos de direita, centro e esquerda se movimentam para 2018 sem conversar com o partido.

No quesito alianças, a maior parte dos militantes presentes deixou clara a preferência por uma reaproximação com as forças de esquerda e de uma mudança de tom no embate entre GDF e servidores públicos. Os correligionários concordam em que não existem recursos e nem condições para a concessão dos reajustes, mas o governo deveria priorizar a negociação.

Motivo de tensão

Por outro lado, um ponto tenso é a relação com PSD, do vice-governador Renato Santana. A cúpula do partido considera que a parceria está estremecida, mas ainda não deve ser rompida. Mas alguns segundo parte dos filiados, não existe mais sentido em manter os laços, com a sigla capitaneada pelo deputado federal Rogério Rosso.

Mesmo sem comentar o discurso do governador, o presidente regional do PSB e secretário de Turismo, Jaime Recena, contou que o partido pretende fortalecer as alianças políticas, especialmente PDT, Solidariedade, Rede e, inclusive o PSD. “Esse alinhamento é constante. Na semana passada, almocei com o presidente do PDT, Georges Michel. Quando chega na metade do governo, é preciso reforçar as alianças”, afirmou.

Indo da política para a avaliação popular, o grandes desafio do GDF é mostrar para população os primeiros resultados consolidados. Para Recena, o governo precisa se conectar melhor com o povo, pois poucas pessoas estão analisando o desempenho da gestão PSB como um todo. Em relação a briga com os servidores, Jaime ressaltou que o GDF não consegue conceder os reajustes, mas está pagando os salários em dia, enquanto estados, a exemplo Rio de Janeiro, mal conseguem ficar de pé.

Meta é quatro distritais

Para evitar um novo ciclo de percalços na Câmara Legislativa, o PSB definiu a meta de eleger quatro deputados distritais nas eleições de 2018. O partido não conseguiu um parlamentar em 2014 e pagou um preço caro por isso, ficando por muito tempo alheio às movimentações do Legislativo.

Para emplacar o suplente Roosevelt Villela, precisou ceder muitos espaços para Joe Valle e PDT. O arranjo foi por terra, quando Valle voltou para o mandato. E a sigla só conseguiu se firmar na Casa com as filiações de Juarezão e Luiza de Paula.

“Nós queremos ampliar a nossa bancada, se possível para quatro deputados. Também é importante elegermos um deputado federal em 2018”, contou Jaime Recena. Dentro dos próximos dias, o partido também deverá definir uma posição em relação à eleição para a presidência da Câmara Legislativa para o próximo biênio.

“Não é só o PSB que está fazendo essa discussão. Outros partidos também estão discutindo isso. E a Câmara é primordial para o sucesso dos próximos dois anos do governo”, argumentou.

Sobre a próxima corrida pelo Palácio do Buriti, Recena afiançou que Rollemberg é a opção da sigla. “O governador é o nome do partido. Não tem porque ser diferente. Os primeiros dois anos de governo foram difíceis, mas tivemos resultados. O governador tem plenas condições de se reeleger e ter mais quatro anos de governo em melhores condições”, concluiu.

Saiba mais

Jaime Recena enumerou seis ações bem sucedidas da gestão Rollemberg: as obras no Sol Nascente, o ajuste fiscal do GDF, o pagamento de salários dos servidores em dia, as obras na Saída Norte, o programa habitacional e o combate a grilagem.

Do ponto de vista do presidente do PSB, à má avaliação do GDF deve-se dar um desconto, levando em consideração as crises que caíram sobre a capital. Além do rombo de R$ 6,5 bilhões nas contas públicas, a gestão Rollemberg também é afetada pela crise nacional (política, econômica e institucional) e agora pelo drama da falta de água.

A reunião do PSB teve participação de pelo menos 25 membros da executiva regional, além de convidados.


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Ricardo Callado03/11/20167min
“Estamos conversando com partidos de esquerda. A ideia é fazer frente aos partidos de direita nas majoritárias”, Roberto Policarpo, presidente regional do PT. Foto: Kleber Lima

A frente teria ainda PSOL, PCdoB, PDT e PT. Existe a chance de participação da Rede e do PV

Por Francisco Dutra, do Jornal de Brasília – Presidentes regionais do PSOL, PCdoB, PDT e PT planejam fazer uma reunião para debater o posicionamento das legendas nas eleições de 2018. Na mesa de debate, o principal ponto é possibilidade de um programa de governo comum, capaz de unificar uma ampla chapa de esquerda majoritária em busca do Governo do Distrito Federal. A roda de conversa pode ampliar-se. Existe a chance de participação da Rede e do PV.

Neste ano, lideranças locais da esquerda começaram a debater 2018 bilateralmente, em almoços, jantares e encontros reservados. A tendência de aglutinação ganhou força nas últimas semanas, em função de uma série de episódios. O primeiro deles é o movimento dos partidos tidos como de direita ou conservadores para a construção de um “chapão” na corrida pelo Palácio do Buriti. O segundo foi o baixo desempenho da esquerda nas eleições municipais deste ano.

O primeiro sinal de uma possível aliança foi feito por Toninho do PSOL. Depois de quatro eleições candidatando-se a governador em chapa solitária, ele anunciou que não disputará o Buriti em 2018 e que o partido está aberto para discutir coligação mais ampla.

Do ponto de vista do presidente regional do PCdoB, Augusto Madeira, o cenário das próximas eleições está indefinido. Afinal a crise econômica, política e a Operação Lava Jato ainda deverão influenciar os humores dos eleitores e do mercado. “O mais importante é abrir os horizontes para conversas. A direita está na onda de todos juntos para voltar ao poder. Falam apenas de candidatos. Queremos falar de um programa e soluções para o DF. Incluindo não só setores partidários, mas também lideranças empresarias, acadêmicas e sociais”, comentou.

Segundo o presidente regional do PT, Roberto Policarpo, no momento a discussão está restrita ao cenário majoritário. Ou seja, à princípio, as articulações não passarão pelas disputas para deputados distritais e federais. “Não dá para falar das eleições proporcionais. Temos que esperar para ver se o Congresso votará a reforma política com cláusula de barreira partidos ou impedindo coligações proporcionais”, explicou.

Um fator complicador para a aliança será a eleição nacional. Afinal, os partidos concorrentes ao Palácio do Planalto buscarão palanques exclusivos em cada unidade da federação. O PDT trabalha o nome de Ciro Gomes, enquanto a Rede deverá voltar com Marina Silva. O PT não descarta uma candidatura, inclusive do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo com a sombra da Lava Jato sobre ele.

PSB acena com retomada de um diálogo

“Nossa grande dúvida e preocupação é com o PSB. Hoje, a unidade da esquerda deveria partir do governador Rodrigo Rollemberg. Mas não sabemos qual será a posição do PSB em 2018. Se a unidade da esquerda partir de outros partidos será pela ausência dele”, afirmou o presidente regional do PDT, Georges Michel. Entre os partidos de esquerda, é unânime o descontentamento com as posturas do governo do PSB.

Segundo Augusto Madeira, Rollemberg justificou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e sinalizou aprovação à PEC 241, que define um teto para os gastos públicos. “Essas posições vão contra a esquerda e dificultam qualquer dialogo”, afirmou. O decreto antigreve dos servidores públicos, derrubado pela Câmara Legislativa também pesa contra Rollemberg.

Do ponto de vista do secretário das Cidades e aliado de primeira hora de Rollemberg, Marcos Dantas, a gestão do PSB está entrando nos eixos e vai gerar resultados concretos nos próximos meses. Sobre a polêmica do impeachment, Dantas argumentou que o governador adotou uma postura de neutralidade, para evitar que o DF se tornasse palco de violência.

“A política é dinâmica. As coisas começarão a estar definidas para 2018 a partir do segundo semestre do ano que vem”, ponderou Dantas. O diretório regional do PSB deverá reunir-se hoje. De acordo com Dantas, o partido pretende participar, provocar e pautar novas reuniões da esquerda.

Saiba mais

  • Toninho do PSOL planeja candidatar-se a um cargo proporcional nas próximas eleições, seja para deputado distrital ou federal. Não volta agora a disputar o Buriti.
  • Marcos Dantas afirma que o governo do PSB já tem predicados para 2018: ajuste fiscal, credibilidade e combate à corrupção.



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Ricardo Callado24/08/20163min

A bancada do PT, aliada a Rede, PV e PDT, que formam o Bloco Sustentabilidade e Trabalho emitiram notas pedindo o afastamento dos denunciados na operação, deflagrada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). A ação teve como alvo membros da Mesa Diretora da CLDF, Celina Leão (PPS), presidente; Raimundo Ribeiro (PPS), 1º secretário; Julio Cesar (PRB), 2º secretário; e Bispo Renato Andrade (PR), 3º secretário; além do deputado Cristiano Araújo (PSD). Os membros da Mesa foram afastados de suas atribuições por determinação judicial até o final das investigações.

Em nota, o Bloco Sustentabilidade e Trabalho reafirma a posição de cobrar a apuração rigorosa dos fatos, com transparência, em todas as esferas – judicial e legislativa. “Por isso, defendemos que os deputados envolvidos nas denúncias se afastem de seus mandatos até que o caso seja totalmente esclarecido”, finaliza o texto assinado por Chico Leite (Rede), Cláudio Abrantes (Rede), Joe Valle (PDT), Professor Israel (PV) e Professor Reginaldo Veras (PDT).

Já o Partido dos Trabalhadores cobra medidas rápidas para o restabelecimento dos trabalhos da Casa, bem como a apuração isenta das denúncias e a punição dos culpados. “Primeiramente, a bancada cobra a imediata renúncia dos membros da Mesa Diretora, alvo das denúncias e da Operação Drácon deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do DF”, afirma a nota.

Os deputados petistas Wasny de Roure, Chico Vigilante e Ricardo Vale também esperam que a Mesa Diretora em exercício – sob o comando temporário do vice Juarezão (PSB) – requisite a abertura imediata de representação no Conselho de Ética da Casa e a substituição dos deputados distritais da CPI da Saúde envolvidos nas investigações do Ministério Público.

Além dos distritais, foram alvo da operação da Polícia Civil e do Ministério Público o servidor Alexandre Braga Cerqueira; o ex-secretário-geral da Casa Valério Neves Campos, e o ex-presidente do Fundo de Saúde Ricardo Cardoso dos Santos.



Ricardo Callado26/02/20165min

 

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Por Ricardo Callado

A janela para troca de partidos de parlamentares animou o governador Rodrigo Rollemberg. Considera uma oportunidade de organizar sua base aliada. Ou fazê-la existir de fato. Buscar um rótulo mais a esquerda ou de centro esquerda. E, é claro, sem largar mão os apoiadores de direita e de centro direita, se é que ainda existe essas denominações nos dias de hoje.

Ideologias praticamente não existem mais. Raras são as exceções. Governos buscam governabilidade. Parlamentares querem um naco da administração pública. Independente de que lado ou partido estão os prováveis aliados. E com Rollemberg não é diferente. O termo velha política está na moda para atacar adversários. Quando viram aliados, continuam sendo atacados, mas em outro sentido: para não sobressair.

A política não deve ser feita nem de forma velha ou nova. Deve ser feita de forma limpa e honesta. Olho no olho. Com palavra dada e cumprida.

É sempre aconselhável desconfiar daqueles que bradam xingamentos as quatro redes sociais que fulano ou sicrano são da velha política.

Esse xingamento é a própria velha política. Apenas trocou os panfletos de antigamente por ativismo digital.

Voltando a base aliada, Rollemberg quer um novo rótulo, uma marca positiva. Só que ela não existe. Os personagens são os mesmos. Ou seja, os deputados. Não adianta mudar de partido se não mudar a essência. É preciso reciclar as ideias, as formas de fazer política.

O governador ensaia uma base com quatro partidos que, teoricamente, são de esquerda. São eles o PDT, o PSB, o PV e a Rede. Se esses partidos toparem o desgaste de ser governo, formarão um grupo com seis deputados.

Rollemberg precisa no mínimo de 13 parlamentares. E pode até conseguir. Até porque distritais de outros partidos já fazem parte da base aliada de forma envergonhada. Vergonha reciproca, é bom que se diga.

Na vida real, Rollemberg vai governar com deputados de todos os partidos que conseguir atrair. Mas pretende usar os quatro partidos mais a esquerda para dá uma cara moderna ao Buriti. E usará o capital político e as bandeiras dessas legendas para melhorar a sua imagem.

Se o governo der certo, os méritos serão do governador. Será tratado com um político habilidoso. Se der errado, PDT, PSB, PV e a Rede abonarão o desgaste. E terão seus projetos políticos atrapalhados.

Enquanto isso, na outra parte da base aliada é vida que segue. Terão suas imagens preservadas, até porque o próprio governo terá cautela em expor esses apoios. Só que isso é a maior bobagem.

No momento atual, a percepção da sociedade é que todos os políticos são iguais. E os próprios políticos cuidam para que essa percepção não mude. As práticas são as mesmas. As armadilhas estão por todas as partes.

Basta um político ou partido se destacar, que armações sujas são feitas para puxa-los de volta a planície enlameada da política. Recentemente, PSD e Rede foram alvos da sujeira política. E, em toda armação, ficam digitais.

Quando formatar sua nova-velha base aliada, Rollemberg terá mais um desafio. Fazer o seu governo dialogar com diferentes setores da sociedade. Passar a sensação que os problemas estão sendo resolvidos. Uma sensação de esperança. De otimismo. O que não acontece hoje. E se fizer a política da forma correta, terá a chance de ser diferente. Porque se continuar igual, não sairá do lugar.


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Ricardo Callado25/02/20162min
Deputada Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa
Deputada Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa

 

Deputada acompanhou decisão de Cristovam e Reguffe

Por Zildenor Ferreira Dourado – A deputada Celina Leão (PPS), presidente da Câmara Legislativa, leu em plenário uma carta de despedida na qual não escondeu emoção e manifestou “agradecimento” aos líderes partidários, colegas parlamentares e também à militância. “Por causa das minhas atribuições na Presidência, não pude fazer antes este dever de casa. Agradeço agora a boa acolhida que sempre tive no PDT”, exortou, lembrando em que a sua decisão não foi “repentina, nem improvisada”.

Celina ressaltou ainda que não saiu rompida com os dirigentes do PDT, locais e nacionais. E agradeceu o apoio e o suporte que recebeu durante sua permanência no partido. “Saí do PDT para acompanhar decisão dos senadores Cristovam Buarque e Reguffe, que decidiram tomar novos rumos. Acredito que foi o mais coerente”, ponderou a distrital, defendendo ainda que os políticos atuais precisam resgatar a confiança da população, com novas atitudes. Ela destacou que foi muito bem acolhida no PPS, na solenidade de filiação.

Em aparte, o deputado Reginaldo Veras (PDT) lamentou a saída da deputada dizendo que foi uma “perda” para o partido que, segundo ele, como instituição é mais forte do que todos eles. “Confesso que não aprovei a sua entrada no PDT, por divergências ideológicas, mas passei a respeitar a deputada e senhora Celina. Sua saída do partido aconteceu de forma “honrada e digna”, afirmou.



Ricardo Callado19/02/20165min

 

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Por Ricardo Callado

O PDT está em baixa. Perdeu de uma tacada só dois senadores, a presidente da Câmara Legislativa e um suplente de senador. Cristovam Buarque, Celina Leão e José Carlos Vasconcellos embarcaram no PPS. José Reguffe vai ficar um tempo sem partido.

Dos quatro, apenas Reguffe não será candidato em 2018. Cristovam encerra seu segundo mandato. Irá completar 16 anos no Senado. Pode tentar um terceiro. Se eleito, chegará aos 24 anos na mais alta casa do Legislativo.

Cristovam ensaia voos maiores. Não esconde seu desejo de disputar novamente a presidência da República em 2018. Tem seu nome especulado também para ser vice na chapa da pré-candidata Marina Silva (Rede) ao Planalto. Pode ser ainda candidato novamente ao Palácio do Buriti. Mas deve ficar mesmo na disputa pelo Senado.

Celina pode entrar na briga por um cargo majoritário nas próximas eleições. Para o governo ou Senado. O projeto político passa pela definição de Cristovam. E pela sua recondução por mais dois anos na presidência da Câmara Legislativa. Se não conseguir, será um nome forte para uma cadeira de deputada federal.

Já Reguffe está de boa. Foi deputado distrital, federal e é senador eleito pelo PDT. Depois de vários anos e três mandatos pelo partido, fez seu discurso de despedida. Vai dar um tempo na vida partidária. O senador não tem pretensões de ser candidato em 2018.

Assim, Reguffe mantém o seu discurso ético de cumprir integralmente todos os mandatos. E de não sair para reeleição em nenhum deles. Como só sairá do Senado em 2023, será um nome forte para eleição em 2022. E virá com mais experiência política e com grandes chances de chegar ao Buriti. Em 2018, será um forte cabo eleitoral.

Um dia após a sua saída do PDT, José Reguffe defendeu o estatuto da Rede. Os Artigos 51 e 52 do partido de Marina Silva dizem que os parlamentares que assumirem cargos no Executivo devem, obrigatoriamente, renunciar ao mandato e a reeleição é permitida apenas uma vez.

O artigo 51 da Rede foi a inspiração do senador Reguffe para defender proposta de emenda à Constituição que exige de parlamentares a renúncia ao mandato caso queiram assumir algum cargo no poder Executivo.

Em plenário, Reguffe explicou que o objetivo é evitar casos como o ocorrido nesta semana, quando Marcelo Castro se exonerou do cargo de ministro da Saúde. Ele reassumiu o mandato de deputado federal apenas para votar no candidato apoiado pelo governo na eleição para líder do PMDB na Câmara dos Deputados.

Para o senador, essa manobra não passa de um desrespeito ao eleitor, que ajuda a eleger um candidato para ocupar uma vaga no Poder Legislativo. Mas acaba vendo o eleito ocupando um cargo no Executivo.

Em sintonia com o Estatuto da Rede, Reguffe continua: “Não pode estar um dia no Poder Legislativo, dia no Executivo, depois voltar para o Legislativo. Isso Está errado. Se a pessoa pedir a procuração da população para representá-la em um cargo, ela tem que ocupar esse cargo”.

Reguffe e Marina são muito próximos. Seu nome chegou a ser anunciado como filiado a Rede Sustentabilidade, mas preferiu esperar um pouco mais. O senador também recebeu proposta de outros partidos.

No Distrito Federal, o deputado Chico Leite (Rede) segue seus passos na Câmara Legislativa, na defesa da ética, transparência e moralização da coisa pública. Reguffe e Chico Leite também são afinados politicamente.

Nas eleições de 2018, Rede e PPS chegam com força política e devem assumir o protagonismo da esquerda e da centro-esquerda. A direita deve se organizar em duas chapas. PMDB e PT lutam pela sobrevivência política no DF. E Rollemberg busca ampliar a sua frente de partidos. Esse é um esboço inicial para a disputa do Buriti.



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