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Ricardo Callado12/05/20172min

Um por muito pouco não está sentado hoje na cadeira ocupada pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB). O outro comanda hoje, em âmbito regional, o principal partido de oposição ao PT no Brasil. É nessas condições que o ex-deputado Jofran Frejat (PR) e o deputado Izalci Lucas (PSDB), têm conversado  em busca de uma unidade em torno das eleições para o GDF em 2018.

Na manhã desta sexta-feira (12) Frejat e Izalci se reuniram numa padaria da Asa Sul. Ambos conhecem a máquina do GDF de dentro, pois exerceram cargos de secretário nos governos Roriz e Arruda.  “Conversamos muito sobre o quadro político atual do DF, o que não poderia deixar de passar pela crise por que passa a administração de Rollemberg”, lembrou Izalci.

Izalci também fez questão de elogiar a história política de Frejat:  “É um nome que está na história política de Brasília, não só pela competência com a qual várias vezes comandou saúde pública do DF, como também pelo papel de destaque e equilíbrio que teve como deputado federal por Brasília”.

Nenhum dos dois quis se aprofundar no quesito sucessão do DF. Entretanto, a opinião reinante ao final do café era de que a disposição de ambos por uma aliança anti-Rollemberg não é coisa de principiante.


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Ricardo Callado28/04/201713min

Por Ricardo Callado


A eleição de 2018 no Distrito Federal será a teimosia de velhos personagens versus a ousadia de novos protagonistas. O antigo jeito de fazer política virá maquiado, em nova embalagem, mas a fórmula é mesma. O novo procura um discurso e, por enquanto, ensaia a negação da política.

Todos os atuais políticos podem ser colocados no mesmo balaio. Fazem a política tradicional, mesmo que de maneiras diferentes. Os rótulos de direita e esquerda existentes fazem parte do passado. Os dois lados precisam evoluir.

As duas vertentes polarizam tanto, que acabaram se assemelhando. E se misturaram. Difícil apontar hoje quem é de direita ou de esquerda. Os dois lados têm lados positivos e negativos. A corrupção é generalizada, mas felizmente existem aqueles que não se deixam contaminar.

Devemos ter três candidatos protagonistas disputando o Palácio do Buriti. Uns três figurantes, e francos atiradores.

Enquanto o governador Rodrigo Rollemberg buscará à reeleição, esquerda e direita buscam um rumo. Avaliam se a divisão mais ajuda ou atrapalha seus planos. O Judiciário faz a sua parte e limpa parte do terreno.

O palanque de Rollemberg não deve ser maior do que o de 2014. Nenhum candidato conseguirá formar grande coligações, como vistas em eleições anteriores. Será uma eleição rápida, fragmentada e com poucos recursos.

Entre os concorrentes aparecem Izaci Lucas, Joe Valle, Fraga, Alírio Neto, Rogério Rosso e Ibaneis Rocha.

 

CANDIDATOS A PROTAGONISTAS

 

Rodrigo Rollemberg (PSB)

Atual ocupante do Buriti tem a seu favor a máquina administrativa. Faz um governo seletivo, que ainda não empolga. Busca ampliar apoios, mas esbarra em questões ideológicas. Titubeia em decisões. Tenta escapar da armadilha herdada pelo antecessor, o petista Agnelo Queiroz. Mesmo com baixa popularidade, em pesquisas internas aparece embolado no pelotão da frente. Tem margem para reverter a situação, mas não será fácil. Em muitas áreas, mostra mudança de postura. Se não aglutinar, não conseguirá competitividade.

 

 

 

 

Izalci Lucas (PSDB)

Deputados federal e com bom trânsito na cúpula do tucanato nacional. Hoje é o nome da oposição melhor posicionado nas pesquisas. Aparece embolado com o governador em levantamentos internos. É a maior preocupação de Rollemberg devido, principalmente, a baixa rejeição do tucano. Sozinho não vai muito longe. O desafio é montar um grupo que dê viabilidade a sua candidatura.

 

 

 

 

 

 

Joe Valle (PDT )

Presidente da Câmara Legislativa, Joe é um político pragmático. Estuda cada passo, o que faz passar às vezes a imagem de político hesitante, cambaleante. É uma figura leve e que pode ser a grande novidade da disputa. Só sai se tiver certeza de uma candidatura viável. Não é aventureiro. Por enquanto, possui um grupo frágil e sem musculatura eleitoral. Pode atrair apoio da esquerda e do centro.

 

 

 

 

 

 

Alberto Fraga (DEM)

Deputado federal mais votado em 2014, após manter uma postura crítica ao governo Agnelo, Fraga é o tipo de político que dá o murro na mesa. Não foge do embate. Polêmico, pretende surfar na onda de presidenciável Jair Bolsonaro. Terá a mesma dificuldade de Izalci na montagem da coligação.

 

 

 

 

 

 

Ibaneis Rocha (sem partido)

Primeiro brasiliense a presidir a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, Ibaneis Rocha surge como a novidade na política da cidade. É o nome não-político que pode entrar na disputa. A sua aposta é no desgaste dos candidatos tradicionais e na apresentação de propostas modernas para a população.

 

 

 

 

 

 

Tadeu Filippelli (PMDB)

Assessor especial da Presidência da República, Tadeu Filippelli já esteve melhor posicionado. A citação do seu nome nas delações da empreiteira Odebrecht o fez caiu na bolsa de apostas. Os comentários de bastidor de que a delação de outra empreiteira, a Andrade Gutierrez, pode complicar ainda mais a sua situação, colocou a candidatura em banho-maria. Político bom de articulação, espera reverte esse quadro negativo para voltar a disputa. Por enquanto, oscila entre a lista de “candidatos a protagonistas” e os “não-candidatos”.

 

 

 

 

 

FRANCO-ATIRADORES

Alírio Neto (PTB)

Nos últimos meses muito tem se falado sobre uma candidatura do suplente de deputado Alírio Neto. Ele mesmo está empolgado com a ideia. E tem se mexido para que tudo não passe de um balão de ensaio. Vem explorando as redes sociais para se tornar mais popular. Vai precisar ainda de muito trabalho para ser candidato.

 

 

 

 

 

 

Rogério Rosso (PSD)

Ex-governador e atual deputado federal, Rogério Rosso espera os desdobramentos da Operação Lava Jato em Brasília, o posicionamento dos postulantes ao Buriti e a avaliação do governo Rollemberg. Se o cenário for favorável, pretende arriscar uma candidatura para retornar ao GDF. Se os fatores forem adversos, sai para o Senado.

 

 

 

 

 

 

Renato Rainha (sem partido)

Conselheiro do Tribunal de Contas do DF e ex-deputado distrital, o nome de Rainha é sempre lembrado nas listas de candidatos ao Buriti. Seu nome divide opiniões, indo desde a balão de ensaio até uma candidatura viável dependendo do cenário. Deve permanecer no TCDF por mais um tempo.

 

 

 

 

 

 

Eliana Pedrosa (sem partido)

A ex-deputada é conhecida por ser uma política habilidosa no bastidor. Teve boa atuação parlamentar na Câmara Legislativa e chegou a ser anunciada como candidata a vice-governadora em 2014. Acabou disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados e mesmo com uma boa votação, ficou na suplência. Se não conseguir viabilizar seu nome, deve disputar novamente uma vaga na CLDF.

 

 

 

 

 

 

FIGURANTES

 

PT

Com o estrago feito pela Operação Lava Jato e a administração mal avaliada do ex-governador Agnelo Queiroz, o PT deve figurar nas eleições de 2018. Sem um nome competitivo ao GDF, vai apostar em candidaturas para as câmaras Legislativa e Federal. O partido deve focar mais em sua sobrevivência política do que pretensões maiores.

 

 

 

 

 

 

PSOL

A legenda deve novamente apresentar um candidato ao Palácio do Buriti. Ao contrário das eleições passadas, não deve vir com Toninho do Psol como cabeça de chapa. Com forte atuação dentro da Universidade de Brasília (UnB), deve procurar um nome acadêmico para a disputa ao Buriti.

 

 

 

 

 

 

OS NÃO CANDIDATOS

Arruda (sem partido)

O ex-governador José Roberto Arruda é um dos políticos mais competitivos. O seu cacife eleitoral não pode ser desprezado. A Operação Caixa de Pandora o tirou do governo em 2009 e impediu de ser candidato em 2014. Em 2018, a Lava Jato deve reforçar a sua aposentadoria política. Ainda é um bom cabo eleitoral, mas alguns candidatos preferem manter uma distância mais que protocolar. Arruda pode lançar a sua esposa, Flávia, para uma cadeira na Câmara dos Deputados.

 

 

 

 


Reguffe (sem partido)

Líder em todas as pesquisas para o Palácio do Buriti, José Antônio Reguffe é o nome a ser batido. Se quisesse, poderia se tornar governador nas próximas eleições. Refém de sua palavra, não vai disputar nenhum cargo enquanto não encerrar seu mandato no Senado Federal.

 

 

 

 

 

 

Jofran Frejat (PR)

Frejat está bem posicionado nas pesquisas devido ao recall da eleição de 2014, quando ficou em segundo lugar, perdendo para Rollemberg no 2º turno. Mesmo sendo um político experiente e de bom caráter, não vão deixar ele formar um grupo para disputar novamente o Buriti. Um bom nome para o Senado ou Câmara dos Deputados.


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Ricardo Callado17/04/201720min

Delações de ex-executivos da Odebrecht alteram significativamente o cenário político para 2018 no DF. Novos candidatos deverão surgir após a divulgação dos vídeos com autorização do STF.

Por Delmo Menezes – Não resta dúvida que as delações da Odebrecht estão provocando um verdadeiro “Tsunami” no meio político, alterando significativamente o cenário pré-estabelecido para as eleições de 2018. Políticos que estavam “bem na fita”, passam a ficar em situação complicada, diante dos recentes episódios que atingiu em cheio a classe política, em todos os níveis.

No Distrito Federal, o “tabuleiro político” ganha uma nova configuração, com a entrada de novos concorrentes a corrida ao Buriti. Políticos que estavam com baixos índices de aprovação, voltam a ter chances reais de disputa, diante de uma situação totalmente anômala.

Coma divulgação dos vídeos, potenciais candidatos como é o caso do ex-vice-governador Tadeu Filippelli, terão que se explicar bastante, sem, contudo, ficar definitivamente fora do páreo. O assessor de Temer divulgou ontem um vídeo no Facebook para rebater as declarações de José Antônio Pacífico, ex-diretor da Odebrecht. No vídeo, Filippelli diz que a “Lava-Jato tem sido um instrumento para mudar a história do nosso país”.

Outros que se apresentavam apenas com uma terceira via, como é o caso do ex-deputado Alírio Neto (PTB), entram definitivamente na disputa ao Burti. Tudo vai depender do desenrolar da Lava Jato nos próximos dias.

Veja as chances dos possíveis candidatos ao Buriti

Alberto Fraga

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Deputado Alberto Fraga (DEM). Foto: reprodução internet

O deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), presidente do partido no DF, tem no seu segmento, a Segurança Pública, sua principal base de apoio. No entanto, necessita ampliar o seu espaço político, atraindo novos setores, para obter condições de disputa majoritária. Tem se mostrado um bom oposicionista ao atual governo, com um discurso mais populista. Necessita mudar seu temperamento explosivo, sem, contudo, perder as suas características de um bom combatente.

 

 

Izalci Lucas

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Deputado Izalci (PSDB). Foto: Assessoria Câmara dos Deputados

O tucano Izalci Lucas (PSDB-DF), tem crescido muito nos últimos meses, principalmente pela sua habilidade em angariar apoio dos diversos segmentos da sociedade, ampliando os diretórios regionais do partido em todo Distrito Federal. Izalci tem realizado reuniões constantes em todas as cidades do DF, ouvindo sugestões e dialogando com as principais lideranças comunitárias. O parlamentar que era tido apenas como uma opção de “terceira via”, entra pra valer na disputa ao Buriti com chances reais de vitória. Na Congresso Nacional, Izalci ganha a cada dia projeção nacional, por presidir várias comissões de grande relevância para o país, como a reforma do ensino médio e a regularização das terras da União. Recentemente foi escolhido por seus pares, como representante do PSDB no Conselho de Ética. Tem feito o “dever de casa direitinho”, o que demonstra que não está “brincando de ser candidato”. Interlocutores próximos, afirmam que o deputado está no páreo, e que pretende fazer uma grande aliança suprapartidária em torno do seu nome.

Rogério Rosso

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Deputado Rogério Rosso (PSD). Foto: reprodução internet

O presidente regional do PSD no DF, deputado Rogério Rosso, voltou a ter chances mesmo depois de ter sido derrotado pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na disputa para presidência da Câmara. O parlamentar tem conversado bastante com seu grupo político, avaliando os diversos cenários para não ficar fora da disputa. Nos bastidores comenta-se que Rosso deverá disputar uma cadeira no Senado ou em última hipótese, vir a reeleição para deputado federal, o que é o mais provável, deixando o seu fiel escudeiro, o vice-governador Renato Santana, na disputa a uma vaga na Câmara Legislativa do DF.

 

 

 

Reguffe

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Senador Reguffe (sem partido). Foto: reprodução internet

O senador Antônio Reguffe (sem partido), que até então havia dito em todas as rodas de conversas, que não disputaria o Buriti em 2018, começa a rever esta situação. Em todas as pesquisas aparece sempre nas primeiras colocações, isto é fato. No entanto, o senador tem ficado distante do seu eleitorado, evitando debater os principais temas políticos que afetam a população do DF. O seu discurso de “moralidade”, não é suficiente para empolgar o eleitorado, que urge por novos desafios, a fim de afastar a crise do desemprego que assola a população. O discreto senador, tem sempre se aconselhado com o seu colega senador Cristovam Buarque (PPS), que deverá concorrer a reeleição. Na sua passagem pela Câmara e agora pelo Senado, tem se mostrado um político um pouco apático diante dos graves problemas que o Distrito Federal enfrenta. Vamos aguardar um pouco mais, para confirmar se o nobre parlamentar vai mesmo cumprir aquilo que tem sempre falado, que é terminar o seu mandato de 08 anos na Câmara Alta.

(Atualização: O senador Reguffe entrou em contato com o Blog e afirmou que não será candidato em 2018. Ele disse que, ao contrario de outros, honra integralmente os compromissos que assumiu com a população. Sobre os problemas recentes ocorridos no Distrito Federal, o senador declarou: “Tenho falado muito sobre o DF, é só ver os meus pronunciamentos no Senado”.

 

Renato Rainha

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Conselheiro do TCDF Renato Rainha. Foto: reprodução internet

Um nome que circula nos bastidores da capital, é o de Renato Rainha, conselheiro do Tribunal de Contas do DF (TCDF). Rainha, tem afirmado frequentemente que não pretende participar do processo eleitoral em 2018. Diante da falta de novas lideranças no DF, e da crise política que se instalou depois das delações da Odebrecht, o conselheiro poderá rever sua decisão, e sair candidato ao Governo, ou numa ampla composição, disputar o Senado. Rainha já foi delegado da Polícia Civil e deputado distrital, com expressiva votação. As suas ações políticas à frente do TCDF, tem lhe dado visibilidade, e sabe como poucos, aproveitar isso de forma inteligente.

 

 

 

Rodrigo Rollemberg

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Governador do DF Rodrigo Rollemberg (PSB).Foto: Agência Brasília

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que todos achavam carta fora do baralho, passa a reunir condições de disputa, pois está “fora da lista de Fachin”. Pesa sobre o chefe do Executivo, os recentes embates com os servidores públicos, na área de Educação, Segurança e sobretudo na Saúde. Apesar dos esforços em melhorar a gestão principalmente em relação a crise hídrica, Rollemberg não consegue decolar na área da Saúde, que tem sido o seu principal entrave. Houve grande retrocesso nesta pasta. Os servidores estão desmotivados com a possibilidade de contratação de “OSs”, e o sucateamento da rede. As Upas que seriam responsáveis pela resolução de até 90% das demandas de urgência e emergência, diminuindo o fluxo de usuários nos hospitais, estão sem profissionais para atender a população. Quando foram inauguradas, estas unidades possuíam capacidade para atender até 450 pacientes/dia. Hoje, estas mesmas unidades, atendem em média 130 pacientes/dia. As Clínicas da Família que eram modelo para todo país, foram totalmente descaracterizadas, e os principais hospitais da rede, não funcionam como deveriam. Rollemberg tem sido mal assessorado, com uma equipe de gestores sofríveis, que não conseguem fazer uma gestão eficiente, principalmente nas áreas mais problemáticas do seu governo. Resta pouco tempo, mais ainda dá para reverter esta situação, que não lhe é tranquilo e muito menos favorável.

Alírio Neto

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Ex-deputado Alírio Neto (PTB). Foto: Agenda Capital

A convite de Roberto Jefferson, o ex-deputado Alírio Neto assumiu ano passado a presidência regional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB-DF), que o coloca definitivamente no páreo para disputa ao GDF. As chances de Alírio vão depender muito da união das forças políticas de centro-direita da capital, podendo vim a compor com o deputado Izalci, com quem tem se reunido frequentemente. Segundo Alírio, o presidente nacional da legenda lhe deu “carta branca” para fazer as mudanças que forem necessárias, no sentido de oxigenar o partido no Distrito Federal. Em recente entrevista ao Agenda Capital, o petebista afirmou que o partido vem com a proposta de unir forças. “Vamos buscar as pessoas que tem o mesmo raciocínio na busca da recuperação da máquina do governo, que possa voltar a prestar um serviço de qualidade, como nós prestávamos no “Na Hora”, por exemplo”, disse o ex-parlamentar.

 

 

Jofran Frejat

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Ex-deputado Jofran Frejat (PR). Foto: reprodução internet

O ex-deputado Jofran Frejat (PR), que é sempre cortejado para assumir a área da Saúde, tem um espólio eleitoral considerável. Frejat ficou em segundo lugar nas eleições para o governo em 2014, e tem fôlego suficiente para participar de mais uma disputa majoritária. Perguntado se participaria do processo eleitoral em 2018, Frejat esquivou-se e não quis comentar sobre o assunto. Nos bastidores comenta-se, que diante dos fatos recentes, poderá colocar novamente o seu nome à disposição do partido, que tem o ex-governador Arruda, citado nas delações da Odebrecht, com a principal “estrela” do partido no DF.

 

 

 

 

Joe Valle

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Deputado distrital Joe Valle (PDT). Foto: Agência Brasília

O presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Joe Valle (PDT), tem articulado nos bastidores, a possibilidade de colocar seu nome na disputa majoritária. Joe preside uma Câmara totalmente dividida e sem credibilidade, com denúncias veiculadas todos os dias na imprensa. Tem analisado calmamente o cenário político local e nacional, e no momento certo, deverá se pronunciar a respeito. As suas chances de uma eventual disputa ao Buriti, ainda são remotas. Porém, diante da falta de opções, poderá surpreender ao colocar o seu nome na disputa.

 

 

 

 

PT

O PT dificilmente lançará candidato em 2018. Geraldo Magela que seria o candidato natural do partido, teve seu nome citado na Lava Jato e não deverá participar do pleito. Wasny de Roure será o nome da legenda para o Senado. Nos bastidores comenta-se que o conselheiro Paulo Tadeu, deverá lançar seu nome em 2022 ao Buriti.

A cada dia somos surpreendidos com novos desdobramentos da Lava Jato, o que muda completamente o cenário político. Muita coisa ainda poderá acontecer, principalmente diante de um cenário instável que assola toda a classe política do DF e do Brasil. As delações da Odebrecht que foram divulgadas, são só o início do que ainda está por vir. Dentro em breve virão a público as delações das empreiteiras Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e outras.

O experiente político mineiro Magalhães Pinto dizia: “Política é igual a uma nuvem. Você olha ela está de um jeito, olha de novo, e ela já mudou”.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado28/03/20175min

Durante visita na manhã de hoje ao Trevo de Triagem Norte, o governador Rodrigo Rollemberg lembrou que já está na Câmara Legislativa um projeto que cria a Previdência Complementar do Servidor Público.

Passo importante

Rollemberg classificou o projeto como um passo muito importante, que em muitos estados já foi adotado. Referente a outras medidas das reformas previdenciárias, o governador afirmou que vai aguardar a decisão do Congresso Nacional para definir qual estratégia o Governo de Brasília vai adotar.

Mudanças no secretariado

Sobre as mudanças anunciadas nesta segunda-feira no primeiro escalão do governo, Rollemberg disse que todas as trocas foram no sentido de melhorar a qualidade dos serviços prestados à população. “No âmbito da Secretaria de Segurança Pública nós estamos trazendo uma pessoa extremamente experiente em duas áreas da segurança pública moderna, a de tecnologia e de inteligência de informação”

Nota do Sinpol

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) divulgou uma nota parabenizando pela posse e desejando sorte ao novo secretário de Segurança Pública e Paz Social do DF, o delegado da Polícia Federal Edval de Oliveira Novaes.

Polícia Civil

O Sinpol-DF espera, sobretudo, que haja um fortalecimento da Polícia Civil, uma vez que se percebe não só em Brasília, mas em todo o Brasil, o sucateamento da polícia investigativa. Diz a nota: “Essa situação de desmantelamento da investigação vai na contramão do que deseja a sociedade. Hoje, mais do que nunca, os brasileiros anseiam pelo fortalecimento dos órgãos de investigação contra o crime organizado, o tráfico de drogas e a corrupção – que é o caso da Polícia Civil e da própria Polícia Federal, instituição de origem do novo secretário e co-irmã da PCDF”.

ENQUANTO ISSO…

# O aniversário do deputado Bispo Renato Andrade (PR), comemorado durante um jantar em uma churrascaria, foi marcado por manifestações de apoio ao parlamentar.

# O evento reuniu líderes evangélicos e políticos, entre eles o presidente e vice da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT) e Wellington Luiz (PMDB), respectivamente, e o candidato ao governo do DF em 2014, Jofran Frejat (PR).

# Bispo Renato fez um desabafo e afirmou que está tranquilo com relação as denúncias da Operação Drácon.

# À frente da Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável a partir da próxima semana, Antônio Valdir Oliveira Filho terá o objetivo de focar na tomada do desenvolvimento, na criação de empregos e em novos modelos para o setor produtivo local.

# “Ter pessoas saindo da zona de conforto para ajudar Brasília é uma demonstração clara do compromisso. Eles vão aprofundar nossos resultados no caminho certo”, afirmou Rollemberg.

# Ao agradecer a dedicação dos que deixam os cargos ou trocam de função, Rollemberg explicou que os primeiros dois anos foram de organização e que, agora, é um novo momento.

# “O governo tem de estar sempre se renovando para melhorar os serviços para a população”, disse ele. “Nesse momento, a questão política absolutamente não entrou em pauta”, assegurou.

# Para o governador, o que houve foi “a percepção de que algumas mudanças poderiam contribuir na qualidade dos serviços”. É essa a principal missão que ele atribuiu aos três secretários.


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Ricardo Callado28/12/20168min

Por Ricardo Callado


A pesquisa do conceituado Instituto Dados, encomendada pelo portal Metrópoles, sobre a corrida eleitoral de 2018, traz um quadro de momento que merece ser estudado. Claro que boa parte dos nomes deve ser descartada, mas é a vontade do eleitor que prevalece. E outros nomes não citados podem entrar na disputa.

O levantamento mostra que mais de um terço da população não tem candidato definido, o que é mais que normal pela distância do período eleitoral. E também porque não existem candidaturas postas oficialmente.

Dos nomes colocados, pelo menos dois estariam fora da disputa. Líder na pesquisa, o senador José Antônio Reguffe (sem partido) já deixou bem claro que não será candidato em 2018. Assumiu o compromisso de ir com seu mandato até o fim. E vai cumprir sua palavra com a coerência que sempre teve na vida pública.

Jofran Frejat (PR) também descarta ser candidato. Seu nome aparece bem posicionado, apenas atrás de Reguffe. É o recall de ter sido o segundo colocado nas eleições de 2014. Como o atual governo não vem conseguindo boa avaliação, o eleitor tende a remeter a lembrança ao principal adversário no pleito anterior. Daí Frejat aparecer como alternativa para o brasiliense.

O assessor da Presidência da República, Tadeu Filippelli é a novidade da pesquisa. Ele apareceu como o terceiro nome mais lembrado, atrás de Reguffe e Frejat. Da turma que realmente é candidato, Filippelli é o melhor colocado, mas para se viabilizar terá que construir um arco de apoios e apresentar um projeto político consistente.

Filippelli vem trabalhando nessa intenção adotando a estratégia do ciscar para dentro como o ex-governador Joaquim Roriz fazia tão bem.

Colado em Filippelli aparece o deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Sem espaço em emissoras de TV e nos jornalões, Izalci surge como a grande surpresa. Vem construindo a sua candidatura mostrando seu trabalho parlamentar através de espaços conseguidos nas Novas Mídias (blogs e portais), que será cada vez mais influente nas próximas eleições. Izalci é quem hoje tem maior potencial de crescimento.

Com a exposição de ter sido candidato a Presidência da Câmara dos Deputados, Rogério Rosso (PSD) surge em quinto. Rosso já foi governador e se o cavalo passar selado não descarta uma volta ao Palácio do Buriti. A dificuldade em construir uma aliança em torno do seu nome pode leva-lo a tentar uma vaga no Senado.

Filippelli, Izalci e Rosso podem até caminhar juntos nas próximas eleições. Soma-se a eles nomes como o do deputado Alberto Fraga (DEM), da deputada Celina Leão (PPS) e dos ex-deputados Eliana Pedrosa (sem partido) e Alírio Neto (PTB).

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi o que apresentou a maior queda nas intenções de votos, de 12,8% para 3,9%. Esse índice é a insatisfação de momento com o governo, mas numa eleição, com mais dois anos de governo e uma boa estratégia para apresentar o que conseguiu fazer, pode voltar facilmente para a casa dos dois dígitos.

Só se acontecer um desastre muito grande para Rollemberg conseguir chegar na eleição pior que Agnelo Queiroz (PT), mesmo alguns já comentando isso. Na política, nunca se pode subestimar,

No grupo de baixo, os outros nomes citados pela ordem são Chico Leite (Rede), Alberto Fraga, Agnelo Queiroz (PT), Celina Leão, Renato Santana (PSD) e Renato Rainha (sem partido).

Dos seis nomes, apenas Fraga é um nome cogitado para disputar realmente o Buriti. Eleito como o mais votado para a Câmara Federal em 2014, Fraga vai intensificar em 2017 o discurso de oposição ao governo Rollemberg. A estratégia deu certo no governo Agnelo.

Aliado de Rollemberg, Chico Leite é candidato ao Senado, inclusive com postulação já lançada pelo seu bloco na Câmara Legislativa formado por Rede, PV e PDT. Em 2010 e 2014, tentou entrar na disputa, mas o seu partido à época, o PT, não lhe deu a oportunidade. Agora na Rede, é nome certo para concorrer ao Senado.

Agnelo está fora da vida pública. Com um governo desastroso onde deixou a máquina pública quebrada, responde a várias ações de improbidade administrativa.

Celina terá que se desenrolar da Operação Drácon e provar sua tese de que fizeram uma armação contra ela para analisar qual será o seu caminho em 2018. Seu nome já foi forte ao governo, mas agora está em baixa e tem outros nomes a sua frente na fila.

Atual vice-governador, Renato Santana vai seguir o que o líder do seu partido, Rogério Rosso, desenhar. Pode ser candidato a distrital ou a federal. Já teve em alta no primeiro ano de governo, mas depois de polêmicas com o governador e gravações sobre irregularidades na Secretaria de Saúde, submergiu e quase não se fala mais no nome dele.

O atual presidente do Tribunal de Contas, Renato Rainha, deseja surgir como uma alternativa para o Buriti. Mesmo habilidoso politicamente, construir sua candidatura será uma missão muito difícil.

Faltaram pelo menos três nomes nesta pesquisa, que podem ser testados em futuros levantamentos. O presidente eleito da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), cogitado como a terceira via em 2018, é um deles.

O PPS também pode surgir com uma candidatura. Integrantes da Executiva do partido querem lançar o nome do deputado Raimundo Ribeiro para disputar o Governo do DF. Teria o apoio da deputada Celina Leão e do senador Cristovam Buarque.

Caso não apoie à reeleição do governador Rodrigo Rollemberg, um nome do PT deve ser colocado na disputa. Erika Kokay e Geraldo Magela são os mais prováveis.

Além disso, nunca se pode esquecer o nome do ex-governador José Roberto Arruda (PR). Ele tenta na justiça se livrar das ações da Caixa de Pandora. Os últimos andamentos da ação no Superior Tribunal de Justiça são favoráveis a Arruda, mas sua candidatura é incerta. Sempre se consegue algum empecilho jurídico para evitar que ele consiga ser candidato.

Esse é o desenho de hoje que o Instituto Dados nos permitiu analisar. Até lá, muita movimentações irão acontecer, mas na eleição de 2018 um desses nomes vai cruzar a linha de chegada. No atual cenário não há espaço para um novo nome.


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Ricardo Callado27/10/20164min

O ex-deputado Alírio Neto tomou posse no início da noite de hoje na Presidência Regional do PTB. A solenidade acabou se tornando um ato político e reuniu vários postulantes a candidato ao Governo do Distrito Federal em 2018. Além de demonstrar unidade, o grupo também fez críticas ao atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

Entre os presentes, o presidente do PMDB e assessor especial da Presidência da República, Tadeu Filippelli, os deputados federais Izalci Lucas (PSDB), Alberto Fraga (Democratas), o candidato a governador em 2014, Jofran Frejat (PR), o ex-governador Paulo Octávio, o ex-presidente do Tribunal de Contas da União, Valmir Campelo, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, os deputados distritais Raimundo Ribeiro (PPS), Wellington Luiz (PMDB), Agaciel Maia (PR), Joe Valle (PDT), Rodrigo Delmasso (PTN) e os ex-deputados Eliana Pedrosa, Washington Mesquita e Geraldo Naves, além de presidente de vários partidos como PHS, PRP e PR.

Alírio disse em seu discurso que todos os pré-candidatos ao Palácio do Buriti estavam presentes, e disse em tom de brincadeira que só faltou o ex-presidente do PSD, deputado Rogério Rosso.

alirio-ptb-1O discurso de todos foi de unidade contra o atual governo. O deputado Fraga disse, inclusive, que eles teriam que se despir de vaidades e caminhar juntos em 2018. E que os erros cometidos nas duas últimas eleições não poderiam se repetir na próxima.

O deputado Izalci Lucas fez uma homenagem a Jofran Frejat, que ficou em segundo lugar nas eleições de 2014. O deputado tucano reconheceu o erro de ter apoiado o governador Rollemberg na última campanha. “Senti muito por isso, porque o Frejat é um amigo pessoal, mas infelizmente questões partidárias ficaram acima disso e não me levaram a apoiar o Frejat no segundo turno”, explicou Izalci. “Mas reconheço que se o Frejat estivesse no comando do governo, Brasília não estaria com os problemas que vem sofrendo nesse momento, não estaria nesse caos”, completou.

Para o deputado Fraga, todos os presentes ao ato são fortíssimos candidatos ao governo nas próximas eleições e repetiu que é preciso deixar a vaidade de lado e penar no futuro de Brasília. “Não tenho dúvida que o candidato a governador está nesta sala e será o vitorioso nas próximas eleições”, disse Fraga.

alirio-ptb-2No discurso de Alírio ele agradeceu ao presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, pelo convite e confiança. E que o PTB também deve ser colocado na fila dos candidatos ao governo e que a legenda quer disputar um cargo majoritário em 2018. “O momento é de união e de pensar no futuro de Brasília. A cidade não suporta mais as péssimas gestões dos últimos anos. Estou esperando o governador Rollemberg governar, porque faz dois anos que ele só coloca a culpa nos outros. Ninguém mais aguenta isso. Brasília precisa de um governador”, afirmou Alírio.


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Ricardo Callado21/10/20162min

Por Delmo Menezes, do Agenda Capital – Em jantar na noite desta quinta-feira (20) na residência do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF) no Lago Sul, futuros postulantes ao Buriti, se reuniram para definir um “chapão”  com vistas as eleições de 2018 no Distrito Federal.

Participaram do encontro, Izalci Lucas (PSDB), Tadeu Filippelli (PMDB), Alberto Fraga (DEM), Jofran Frejat (PR), Paulo Octávio (PP), Alírio Neto (PEN) e Antonio Gomes (ex-secretário de Roriz).

Segundo um interlocutor ouvido pelo Agenda Capital, a reunião serviu para os pretensos candidatos ao Buriti  fazerem a uma avaliação da atual conjuntura política no DF, e a perspectiva de Rollemberg não se reeleger em 2018.

O articulador político da reunião, ex-deputado Alírio Neto, ficou de marcar outro encontro com o grupo, na residência de um dos participantes, para definir as estratégias futuras

Por ocasião do encontro, “foi pregado a união de todos” e ficou pré-definido que aquele que estiver em melhores condições até o período das eleições, será o escolhido do grupo para concorrer ao Palácio do Buriti nas eleições de 2018.

Da Redação do Agenda Capital 



Ricardo Callado02/03/20165min

liliane ptb

 

Parlamentar, apontada pela mãe como “herdeira do rorizismo” ressalta importância de cuidar dos mais humildes e do trabalhador

A vice-presidente da Câmara Legislativa, deputada Liliane Roriz, se filiou ao PTB na noite desta segunda-feira (29), em um evento que contou com diversos políticos e lideranças da capital. Emocionada com as centenas de pessoas que compareceram ao evento e não paravam de gritar seu nome e o nome de seu pai, o ex-governador Joaquim Roriz, a distrital chegou à festa ao lado da mãe, Weslian Roriz.

Em seu discurso, Liliane lembrou a importância do ex-presidente Getúlio Vargas – fundador do Partido Trabalhista Brasileiro – e fez comparações entre Vargas e Roriz, ambos conhecidos como “pai dos pobres”.  “Para mim é inevitável trazer para estas minhas palavras a figura de meu pai, Joaquim Roriz.Não só por que ele e Getúlio tem em comum a mesma preocupação com os mais necessitados. Mas pelo fato de que é justamente o passado e o jeito de ser do meu pai, que eu trago como herança para o PTB”, disse Liliane, que destacou ainda a importância do trabalhador brasileiro.

Entre as autoridades presentes, os federais Fraga (DEM) e Izalci (PSDB) também discursaram e ressaltaram a importância de Roriz para o Distrito Federal. O ex-senador Gim Argelo, presidente do PTB no DF, afirmou que a presença de Liliane Roriz entre os trabalhista representa a força da “mais importante família do Centro-Oeste”. Também se filiando ao PTB, o ex-deputado Romeu Tuma Jr. lembrou, em discurso, a dificuldade que, muitas vezes, filhos de políticos têm quando também entram para a vida pública. Tuma Jr. é filho do ex-senador Romeu Tuma. Também estiveram presentes na festa de filiação de Liliane o ex-candidato ao GDF, Jofran Frejat, o senador Helio José, a distrital Telma Rufino, o presidente do PTdoB, Paco Brito, o advogado Eri Varela, o secretário de Desenvolvimento, Arthur Bernardes e o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar.

Responsável pelo convite a Liliane para se filiar ao PTB, a presidente nacional do partido, deputada federal Cristiane Brasil, posou para fotos aos lado de Liliane e Tuma Jr., enquanto abonava a ficha de filiação dos dois mais novos trabalhistas. Cristiane, que é filha do ex-deputado Roberto Jefferson, também falou sobre a responsabilidade de políticos vindos de família política e destacou a importância da família Roriz para o Distrito Federal.

Liliane Roriz fez questão de deixar claro que levava para o PTB “o modo de trabalhar de Roriz, a forma de cuidar da cidade e das pessoas, o jeito carinhoso como ele protege os que mais precisam”. Além, claro, de levar os pais, Joaquim e Weslian afinal, ambos se filiarão ao PTB.

Herdeira – Em um breve discurso, Weslian Roriz agradeceu a forma carinhosa que Cristiane Brasil e o PTB recebiam a filha Liliane no quadro do partido e sacramentou: “Liliane é a herdeira política de Joaquim Roriz. A única. A responsável por unir o Rorizismo ao trabalhismo do PTB”.

E coube às lideranças comunitárias presentes na festa – cerca de 350 pessoas – reforçarem as palavras de Weslian. Liliane chegou ao evento no melhor estilo Roriz: fogos de artifícios e foguetes, narrador ao microfone fazendo suspense e anunciando a chegada da filha do ex-governador, abraçada pelo povo que gritava o nome da família Roriz o tempo todo.


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Ricardo Callado21/12/20154min

reguffe

O pedetista seria o escolhido por 11,1% da população. O governador Rollemberg aparece em quarto lugar, atrás de Frejat e Celina Leão. Líder da Rede Sustentabilidade, deputado Chico Leite é a novidades na lista

Por Priscilla Borges e Lilian Tahan, do portal Metrópoles – O senador José Antônio Reguffe (PDT) lidera a preferência dos brasilienses para assumir o cargo de governador do Distrito Federal. Pesquisa encomendada pelo Metrópoles ao Instituto Dados mostra que, se as eleições para o governo fossem hoje, o pedetista seria o escolhido por 11,1% da população. Em segundo lugar, está Jofran Frejat, com 5,5% dos votos. O político perdeu as últimas eleições para Rodrigo Rollemberg.

O levantamento, realizado entre os dias 12 e 15 de dezembro, mostra que o resultado de 2014 não se repetiria agora. O atual governador só aparece em quarto lugar na lista dos políticos apontados pela população para liderar o Executivo. O socialista teria 2,2% das intenções de voto. Ele fica atrás também da presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT). A distrital foi apontada como favorita por 3,7% dos eleitores.

O desgaste do governador Rodrigo Rollemberg, há menos de um ano na liderança do Palácio do Buriti, foi revelado em outras questões feitas na pesquisa. Os brasilienses reprovaram o primeiro ano de mandato do chefe do Executivo, conferindo notas abaixo da média para o desempenho de Rollemberg. Além disso, 58% das pessoas abordadas revelaram que não votariam nele em uma nova eleição.

O cenário eleitoral apresentado na pesquisa incluía ainda outros oito candidatos: Chico Leite (PT), Rogério Rosso (PSD), Agnelo Queiroz (PT), Renato Santana (PSD), Alberto Fraga (DEM), Izalci Lucas (PSDB), Tadeu Filippelli (PMDB) e o presidente do Tribunal de Contas do DF, Renato Rainha. Todos têm menos de 2% da preferência dos entrevistados. Joaquim Roriz e José Roberto Arruda não foram incluídos na sondagem. Em função da Lei da Ficha Limpa, eles estão impedidos de participar de eleições.

A desilusão com o futuro do governo da capital e com as atuais lideranças políticas que se apresentam fica explícita na quantidade de pessoas que não votaria em nenhum dos candidatos: um total de 40,8% dos participantes do levantamento. Quase um terço (27,7%) preferiu não se posicionar. Confira o gráfico.

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Ricardo Callado16/10/20159min

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Por Jofran Frejat – Em 1979 foi iniciado o Plano de Assistência à Saúde no Distrito Federal que estabelecia o princípio da universalização, regionalização e hierarquização dos serviços públicos de saúde. Posto em prática com a construção de centros e postos de saúde, hospitais e serviços correlatos, distribuídos uniformemente de acordo com a densidade populacional, ofereceu resultados surpreendentes. Profissionais engajados na nova sistemática, além da novidade da ação dos recém-criados agentes de saúde junto à comunidade, proporcionaram, não só facilidade ao atendimento, como resposta epidemiológica expressiva.  Para ter-se uma ideia, a mortalidade infantil na cidade satélite de Ceilândia, então com 300.000 habitantes, que era de 100 crianças, no primeiro ano de vida, em cada 1000 nascidas vivas, caiu para 30 em pouco mais de dois anos. Eram 70 bebês salvos a cada ano, só em Ceilândia.

Os novos hospitais, a reforma dos antigos, o hemocentro, o hospital de apoio, novos equipamentos, os bons serviços de emergência, UTIs e transplantes transformaram a rede pública de saúde do DF não só em referência, mas também em preferência dos seus habitantes. E, por via de consequência, dos que aqui não habitavam. Não era incomum ouvir-se, até mesmo de médicos: “se eu tiver algum acidente me levem para o Hospital de Base”. Ou de uma gestante: ”se eu entrar em trabalho de parto me leve para o HRAS (HMIB)”. Até então pouco se falava em Planos de Saúde, Seguro Saúde, etc. A rede pública absorvia a demanda. Os hospitais particulares patinavam no atendimento a apenas alguns.

O sistema de atendimento implantado no DF foi legitimado na nossa Carta Constitucional de 1988 com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS).  Era modelo e serviu de exemplo.

Não resta dúvida que o SUS foi e tem sido o maior plano de inclusão social que esse país já viu. Maior mesmo que o bolsa-família que se restringe às famílias de baixa renda. Mas, da mesma forma como o de Brasília, todo plano pronto e acabado envelhece precocemente. O tempo e a demanda estão em permanente mudança. É preciso, pois, acompanhá-los.  A paralisia diante da crença de uma rede de atendimento satisfatória em determinado momento, conduz à suspensão de sua ampliação e modernização e, consequentemente, ao seu descrédito.  Assim os planos privados vão ocupando os espaços vazios. Basta olhar o crescimento dessa alternativa. Aliás, nem sei bem se a palavra apropriada é alternativa ou necessidade. Além de, naturalmente, representar um falso “status”.

Tem solução? Mas é claro que tem! É difícil erguer uma boa reputação. Mais difícil, ainda, recuperá-la.  A solução, entretanto, seguramente não passa pela entrega, ao setor privado ou a terceiros, a gerência dos serviços de saúde.  A leitura para esse tipo de atitude é de que, além de driblar a lei de responsabilidade fiscal, dá-se, ao servidor público, o rótulo de incompetente, incapaz de oferecer e prestar bons serviços. A própria história dos serviços públicos de saúde de Brasília desmente essa premissa. Como explicar, por exemplo, que foram competentes em passado recente e hoje não mais o são? Onde está o nó górdio? Nos servidores ou na gerência?  Nós que fomos modelo e exemplo copiado, precisamos copiar outros modelos de eficiência duvidosa? Será que hospitais terceirizados vão atender além de sua capacidade, colocando pacientes graves em macas nos corredores das emergências, ou vão permanecer bonitinhos e arrumadinhos, transferindo-os para os hospitais públicos que não os pode recusar? Alguém acredita que uma organização privada, social ou não, dispõe-se a administrar um hospital sem perspectiva de lucro? Aos que têm dúvida perguntem-se se essas organizações se envolvem com a medicina preventiva (vacinação, etc.) que não dá retorno imediato. O lucro está nos procedimentos hospitalares de média e alta complexidade. Esses, sim, dão resposta financeira e notoriedade. É a exploração do filão do velho adágio popular de que só se dá valor à saúde, quando se perde. Prevenir? Isso é função do Estado! Ora bolas! Nem mesmo os hospitais mais famosos, eficientes e ricos abrem mão do título de filantrópicos cujo objetivo é escapar do desconto patronal à combalida Previdência.

Vivemos em uma sociedade em que as pessoas se mostram cada vez mais egoístas. O lema é mais ou menos o seguinte: “eu me dando bem o resto que se dane”. Com certeza, aqueles que conseguirem se internar no hospital “arrumadinho” irão elogiar a hotelaria. Mais vale a aparência que o conteúdo. É o esvaziamento do princípio da universalização do atendimento instituído pelo SUS.

O Sistema Único de Saúde, durante os seus pouco mais de 20 anos de existência, vem sendo sorrateiramente desconstruído, até mesmo por alguns que empunharam a sua bandeira. Tendo se mostrado socialmente inclusivo a crítica frontal tornou-se insustentável.  Aos poucos foram apontando os percalços do plano que engatinhava. Paulatina e repetidamente divulgam os gargalos no acesso aos serviços de saúde, ignorando os milhões de brasileiros que até então não dispunham de qualquer atendimento e que passaram a tê-lo, aumentando, extraordinariamente, a demanda. É a tentativa de comer pelas beiradas. Minar as esperanças dos antigos excluídos e desacreditar o Sistema aos que dispõem de meios para alternativas.

A quem serve a precarização do sistema de saúde público? É através dele que os pobres têm a chance de acesso aos serviços de saúde; não só os preventivos como os de maior complexidade, tais como transplantes, implantes, cirurgias cardíacas, medicamentos de alto custo. Quando no passado eles tiveram acesso a esses procedimentos?

Minar o SUS da forma sub-reptícia como tem sido feito, proclamando apenas suas mazelas – em geral decorrente do extraordinário aumento da demanda – sem o reconhecimento do grande êxito de que se reveste, é um desserviço à população mais pobre e um bom serviço prestado aos que fazem da doença um bom negócio.

* Jofran Frejat é ex-secretário de Saúde por quatro vezes



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