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Ricardo Callado27/02/20187min

Por Ricardo Callado

Ao consultar ao Dicionário Aurélio, a verbete novela tem como sinônimos, pela ordem, romance curto, enredo, intriga, mentira e ficção. Então pode-se afirmar que a disputa pré-eleitoral ao Palácio do Buriti é uma novela. Todas as referências citadas pelo Aurélio são pontuais e verdadeiras.

O romance curto é notado nas rodas de cafés entre políticos, principalmente na oposição ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB). São eventos que servem mais para criar fatos políticos e gerar notinhas em colunas de jornais e citações em blogs.

Essas reuniões acontecem desde o final do ano passado. Não possuem serventia alguma. E também nada se decide.  São romances curtos que esbarram em egos.

O enredo da oposição tem como personagens, por ordem alfabética, Alberto Fraga (DEM), Alírio Neto (PTB), Eliana Pedrosa (Podemos), Izalci Lucas (PSD), Joe Valle (PDT), Jofran Frejat (PR) e Tadeu Filippelli (MDB). Dessa lista, todos querem ser candidatos ao governo do DF. Ninguém se entende, por enquanto. Na hora certa, se a razão prevalecer, uma candidatura forte e competitiva deve sair.

Nesse enredo, um personagem também flerta um outro bloco, a ser construído. Joe Valle, presidente da Câmara Legislativa, vem empolgado para viabilizar seu nome. Ele se une a ex-aliados do governador Rollemberg, como o deputado Rogério Rosso (PSD), a deputada Celina Leão, o senador Cristovam Buarque e o atual vice-governador Renato Santana. O próprio Joe foi secretário de Rollemberg e é ex-integrante do PSB. Mas só empolgação não vence eleição.

Essa ala dissidente do governo acredita que pode construir o seu próprio enredo. E tirar o governador de sua cadeira. Joe teve uma baixa nos últimos dias. O PPS de Celina e Cristovam lançou o nome de Valmir Campelo na disputa ao GDF. Teve ainda o apoio do deputado Raimundo Ribeiro (PPS).

O atual presidente da Câmara Legislativa jogou alto e colocou muitas fichas em sua pré-candidatura. É um caminho arriscado. Pode beliscar uma vaga em alguma chapa como vice. Ou disputar o Senado. Voltar para a CLDF o deixaria menor e a disputa a Câmara Federal não é garantida de sucesso.

As intrigas são muitas. E são plantadas diariamente. Seja no bastidor ou na imprensa. É um jogo sujo recheadas de mentiras e ficção. Ou, como queiram, fake News. O termo está na moda, mas sempre existiu. A grande imprensa publica mentiras desde quando existe o jornalismo. E sempre para ajudar um grupo político. Isenção é utopia. A verba quase sempre pauta o verbo nas redações. A diferença é que agora o fake news da grande imprensa tem a concorrência da internet. A democratização da mentira. Uma campanha política tem mais ficção do que realidade. E cabe ao eleitor a difícil missão de filtrar.

A união da direita é a única saída para a sua sobrevivência. Enquanto isso não acontece, Rollemberg vem agindo para minar algumas candidaturas e aglutinar apoios. Um dos alvos é o PSDB de Izalci Lucas. No cenário local, os tucanos já racharam. Se Izalci é oposição, nomes como a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia ocupa cargos no primeiro escalão do GDF.

No cenário nacional, o acordo para o PSB apoiar a candidatura do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio do Planalto, pode rubricar a ida dos tucanos ao palanque de Rollemberg. Izalci teria que procurar um novo abrigo. E se enfraquece na disputa.

Outro alvo de Rollemberg é o PPS. O partido abriga alguns dos mais ferrenhos opositores do governador. A negociação, novamente, é feita n o cenário nacional. Quem já passou pelo PPS e conhece o seu presidente, Roberto Freire, sabe que isso não é difícil acontecer. Se bem negociado, o PPS cai no colo e no palanque de Rollemberg.

Se o governador vem tendo algum sucesso nas negociações, por outro lado precisa melhorar a sua imagem. As referências negativas à sua administração prevalecem ao noticiário positivo. Vencer a guerra de comunicação é importante para chegar competitivo às eleições.

Hoje seu maior adversário é o ex-deputado Jofran Frejat, segundo colocado nas eleições ao Buriti em 2014. Uma disputa à reeleição é sempre uma espécie de referendo onde o eleitor irá dizer se aprova ou não a administração. Com Frejat na disputa, pode representar mais do que isso. O brasiliense poderá comparar propostas diferentes e decidir se continua no atual modelo e dar uma guinada a 2014.

Bem colocado nas pesquisas, Frejat se manteve até agora de forma discreta. As pesquisas o ajudaram a não se expor tanto e evitar ser alvo de aliados e adversários. A partir de março o jogo é para valer. E Frejat, experiente que é, sabe disso e terá presença mais frequente no cenário político. Acabou o período de especulação e balão de ensaio.

Existem ainda outras candidaturas em gestação. Mas nenhuma relevante. O PT não terá nome competitivo. O PSol, que apareceu bem em 2010 e 2014, será uma mero figurante. O Novo vem com um empresário Alexandre Guerra, herdeiro da rede de fast food Giraffas, e será uma incógnita.

Essa novela pré-eleitoral está em seus últimos capítulos. Dará vez a disputa de fato. Não mais no bastidor e sim no corpo a corpo com o eleitor. Até lá, ainda veremos um enredo com muitas intrigas e mentiras.

 


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Ricardo Callado04/02/20182min

O Movimento Democrático Brasileiro anunciou neste domingo (04) a retirada da pré-candidatura do advogado Ibaneis Rocha ao governo do Distrito Federal. A saída fortalece a pré-candidatura de Jofran Frejat (PR), segundo colocado nas eleições de 2014. A nota é assinada pelo presidente da legenda no DF, Tadeu Filippelli e pelo próprio Ibaneis Rocha. Veja integra da nota:

NOTA

O Movimento Democrático Brasileiro está retirando a pré-candidatura do advogado Ibaneis Rocha ao Governo do Distrito Federal.
A decisão foi tomada como forma de facilitar o diálogo entre as forças políticas que se opõem à atual e desastrosa administração do DF e visa abrir espaço para que a discussão em nome de um nome comum seja mais proveitosa e democrática.
Ibaneis Rocha continua filiado ao MDB e vai participar ativamente da campanha eleitoral deste ano, reafirmando sua preocupação com os destinos do Distrito Federal e mantendo os compromissos assumidos.
O partido agradece o empenho demonstrado por Ibaneis Rocha nesta caminhada e reconhece que ele contribuiu para arejar o ambiente político do Distrito Federal, trazendo novas ideias e comprometido com um futuro melhor para toda a população.
Desta forma, o MDB, como acordado desde o princípio da formação de uma ampla oposição ao atual governo, vai cumprir o compromisso de apoiar o candidato que reunir as melhores condições de representar este grupo, incluindo a busca de novas alianças.
O apoio do partido ao candidato de consenso será definido em tempo oportuno e de acordo com as demais correntes políticas que compõem esta frente.

Tadeu Filippelli                              Ibaneis Rocha


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Ricardo Callado29/01/20186min

Do Blog do Poliglota – Um dos favoritos ao governo do Distrito Federal na eleições deste ano, o ex-deputado federal, ex-secretário de Saúde do DF por quatro vezes e ex-secretário-geral do Ministério da Previdência Social e ainda ex-ministro interino da mesma pasta, Jofran Frejat (PR), concedeu uma entrevista exclusiva ao Blog do Poliglota neste domingo (28) para falar de projetos futuros e abriu seu coração.

Dentre os temas discutidos estava a sua indicação oficial pelo Partido da República (PR) para o cargo majoritário de governador do Distrito Federal, a possível saída do ex-governador Arruda do partido por não concordar com sua indicação (apesar de serem só especulações) e a criação do Instituto Hospital de Base. Frejat, sábio e de uma lucidez impressionante, respondeu a todas as perguntas com tremenda coerência e firmeza.

Veja abaixo a entrevista exclusiva com o candidatíssimo Dr Frejat ao governo do DF:

Dr Frejat, o senhor foi anunciado como candidato do PR ao Palácio do Buriti pelo presidente da legenda no DF. Isso pode ser dado como certo de sua parte?

Sim, essa decisão foi tomada em comum acordo e estou pronto para representar o PR em prol da população do DF, carente de um governo digno de seu tamanho e importância. Respiro Brasília desde o dia que pisei meus pés aqui.

Pela sua experiência política e sua característica independente, o senhor aceitaria alguma imposição do partido na escolha de seu vice-governador ou isso seria uma escolha exclusivamente sua?

Embora conhecido pela minha independência, não sou contrário a uma composição, desde que o compromisso com o Distrito Federal seja o objetivo.

Segundo dados apresentados recentemente, o deputado Fraga (DEM-DF), também candidato ao GDF, está muito bem colocado nas pesquisas. Seria possível uma união de dois membros que são ligados à segurança pública do DF para governador e vice?

Desde que seja o melhor para a população (e sei que o Fraga tem esse compromisso) não vejo obstáculo.

Já existe algum projeto específico para a segurança pública do DF, em especial nas questões ligadas aos efetivos, aparelhamento e vencimentos das corporações PMDF, CBMDF e PCDF?

Há técnicos e especialistas na área estudando propostas. Evidentemente os pontos apontados são extremamente importantes para responder positivamente aos três segmentos da segurança pública. Mas com certeza a segurança pública será uma prioridade de nossa gestão, principalmente pelo fracasso dos números apresentados até agora pelo atual governo.

Comenta-se nos bastidores a possível saída do ex-governador Arruda do PR por não concordar com a sua indicação ao governo sem que Flávia Arruda, esposa dele, seja a indicada para a vice-governadoria. Isso atrapalha de alguma forma o projeto do PR?

Tanto quanto eu saiba, são apenas comentários maledicentes. Fogo amigo. Estamos trabalhando e vamos continuar assim tendo como meta o bem da população de Brasília.

Caso o senhor seja o escolhido pelo eleitorado, sua plataforma de governo será voltada para os anseios da população ou as interferências políticas podem mudar os rumos de suas propostas de governo?

A minha atuação tanto como deputado, como secretário de saúde, como secretário-geral do Ministério da Previdência e ministro interino da mesma pasta falam por mim. A população em primeiro lugar.

O projeto de recursos do IPREV foi aprovado na CLDF por uma combinação de interesses. Em assumindo o governo o senhor irá rever essa questão por ser de suma importância para os servidores aposentados do DF?

As pancadas mais forte são sempre dadas nos aposentados pela pouca possibilidade de reagirem. Isso é próprio dos autoritários. Desamparar quem tem pouca chance de reagir é covardia. É matéria a ser revista.

O Instituto Hospital de Base foi muito criticado quando da sua criação. O senhor sendo eleito governador irá repensar esse caso? Até por que se comenta que essa é uma grande porta aberta para a corrupção na saúde no DF por permitir a licitação de insumos e medicamentos sem a burocracia da Lei 8.666?

Já me manifestei várias vezes sobre isso. É forma de terceirizar os serviços de saúde. No meu entendimento e demonstrado no meu trabalho na área, inaceitável.

 


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Ricardo Callado12/11/20175min

Esta semana promete fortes emoções no cenário político do Distrito Federal. Faltando menos de 01 ano para as eleições de 2018, as movimentações de bastidores ganham força e os principais caciques políticos se articulam no sentido de não ficar fora do páreo

Por Delmo Menezes, do Agenda Capital – Fontes confiáveis ouvidas pelo portal Agenda Capital, dão conta de que o líder em todas as pesquisas Jofran Frejat, ainda no Partido da República (PR), já se movimenta no sentido de avaliar outras opções partidárias. Segundo informações, o ex-governador José Roberto Arruda, tido como o “manda chuva” do PR, não gostaria de ser apenas coadjuvante neste processo. Arruda se articula para fazer em 2018, o mesmo que fez em 2014, quando aos 44’ minutos do segundo tempo tentou emplacar Frejat. Já se sabe que Frejat não é “pau mandado” e já tem conhecimento de toda esta trama. Ao menos cinco partidos já ofereceram legenda para o ex-deputado e ex-secretário de saúde viabilizar sua candidatura ao Buriti.

Quem pensa que o ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) está fora do páreo se engana. Rollemberg sabe como poucos articular nos bastidores usando a máquina de forma inteligente e no tempo certo. Com a saída do PSD de Rosso, o atual chefe do Executivo acelerou as conversas com outras legendas. Não será surpresa para ninguém se nos próximos dias ao menos dois grandes partidos políticos com tempo de televisão bastante generoso, vir a compor com o governo Rollemberg. Esta articulação está em curso desde a semana passada, quando Rollemberg disparou alguns telefonemas para “adversários políticos”, na tentativa de virar o jogo.

Nos próximos será crucial para o deputado Roney Nemer que comanda o PP na capital. O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá decidir a sorte de Nemer, condenado por unanimidade em novembro de 2014 pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal dos Territórios (TJDFT) por improbidade administrativa. O deputado é um dos envolvidos no chamado Mensalão do DEM. Diante da condenação em segunda instância de forma unânime pelo TJDFT, houve muitos questionamentos sobre a legalidade de sua posse como deputado federal. Quem acompanha com lupa este desfecho, é o ex-deputado Alírio Neto (PTB), que pretende colocar o seu nome na disputa majoritária no DF. Alírio é o atual suplente de Roney Nemer e poderá assumir a cadeira caso o parlamentar seja cassado.

Diante da situação do parlamentar, já há uma movimentação nos bastidores para que o Partido Progressista (PP) do DF passe para outro comando. Alguns pretendentes já começam a se articular com a executiva nacional do PP diante do atual cenário. Caso Nemer saia vitorioso no STF, nada mudará e o parlamentar deverá permanecer à frente da legenda no DF. Alguns figurões da política local pertencem ao PP, entre eles, o ex-governador Paulo Octávio e o ex-deputado e bispo Robson Rodovalho.

No cenário nacional, o presidente Michel Temer (PMDB) deverá antecipar a reforma ministerial com a iminente saída do PSDB. Fontes ligadas ao Planalto afirmam que os tucanos deverão desembarcar ainda este ano do governo. Haverá a famosa dança das cadeiras em ministérios importantes da Esplanada. O Centrão terá mais espaço no governo, devendo indicar nomes importantes na futura composição ministerial de Temer. O PP deverá assumir o comando do Ministério das Cidades, hoje chefiado pelo ministro Bruno Araújo do PSDB. O ministro Antônio Imbassahy (PSDB) da Secretaria de Governo, dará lugar a um deputado aliado do Planalto, provavelmente do Centrão.

Como dizia o mineiro Magalhães Pinto: “Política é igual uma nuvem. Você olha ela está de um jeito, olha de novo e já mudou”.


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Ricardo Callado29/09/201716min

Jofran Frejat abriu as portas do seu escritório político no centro de Brasília, para atender a redação do Agenda Capital. Nesta entrevista exclusiva, fala da possibilidade de concorrer ao governo do DF em 2018

Por Delmo Menezes – Eleito por 05 vezes Deputado Federal, Frejat até hoje é o recordista em mandatos pelo DF, tendo participado como constituinte, na elaboração da Carta Magna de 1988. Na pasta da Saúde, o médico/gestor foi por 04 vezes secretário de saúde. Nas eleições de 2014 faltando pouco mais de 40 dias para o pleito, torna-se postulante ao GDF, em substituição à ao ex-governador Arruda que foi impedido pela justiça. Frejat obteve 27,72% dos votos válidos no primeiro turno, e 44,44% dos votos válidos no segundo turno, sendo derrotado pelo então senador Rodrigo Rollemberg.

Nesta entrevista exclusiva ao Agenda Capital, Jofran Frejat (PR) fala abertamente sobre seus projetos políticos, sobre a pasta da saúde e avalia que o “recall” da última eleição, seja importante para concorrer ao governo do DF em 2018.

Veja entrevista na íntegra:

Como o senhor avalia o atual quadro político nacional em tempos de Lava Jato?

Há uma descrença nacional em relação aos políticos e a tendência é de se generalizar. Se existe um grupo de políticos que eventualmente se envolvem em irregularidades, acaba que a população fica imaginando que ninguém presta, o que não é realidade. Tem muita gente de altíssima qualidade, e lamentavelmente uns ou outros mancham a imagem da classe se envolvendo com ilícitos, contaminando assim todo o ambiente e opinião pública. Hoje há no meu entendimento, uma resposta negativa em relação a aprovação dos políticos pelo povo.

Os políticos de um modo geral não estão sendo bem avaliados pela população. Tem como reverter este quadro? 

A tendência nossa como disse anteriormente, é generalizar. Vou te dar um exemplo. Se você vai a um hospital e é mal atendido pela pessoa que está na portaria, você já começa a dizer que este hospital não presta. Se você vai à Câmara Federal ou ao Senado, e não é atendido naquilo que imagina que é bom para a população, a tendência é coletivizar. A mesma coisa ocorre com a corrupção. Hoje vemos que existem pessoas envolvidas em corrupção como foi mostrado pela operação Lava Jato. O resultado é uma grande rejeição que se verifica na classe política. Há uma tendência de não acreditar nas lideranças, o que é um equívoco. As vezes se imagina que alguém que não é político e aparece como um “salvador da pátria”, um “outsider”, um “novo”, e achamos que poderá dar certo. Isso não é verdade. Que tal se a gente colocar um político que não tenha se envolvido em irregularidades?

Apesar de ser ainda muito cedo, algumas pesquisas nos mostram que mais de 70% da população não sabem em quem votar. Como o senhor que é um político experiente avalia esta situação?

É uma pena que as pessoas se decepcionem com os candidatos. Bons tempos aqueles nos quais política e moral se confundiam. Hoje já não é assim. Você vê pessoas que não tem nenhuma representatividade, se tornam celebridades, e vão fazer política. Não sei se esse é o melhor caminho. No meu entendimento o correto é que as pessoas escolham seus candidatos, porque no momento em que você delega a escolha de seus representantes, se dá espaço para gente que não tem nenhum compromisso com você. É preciso lembrar que político é aquele indivíduo que quando você vota nele, quando você escolhe ele, ele vai te representar. Ele vai discursar por você, ele vai dar opiniões pensando no cidadão. Eu não gostaria de ver pessoas que não me representam, dando opiniões que absolutamente não corresponde à verdade. Essas coisas precisam ser colocadas claramente para a população, que está desestimulada, não acreditando no meio político. Os políticos são importantes, agora é preciso de uma boa escolha. Não se trata de apoiar alguém porque lhe deu uma cesta básica, fez um favor ou outro, isso não funciona. Isto é um “toma lá dá cá”. As pessoas devem ser imbuídas do espírito de moralidade e seriedade.

O senhor foi quatro vezes secretário de Saúde numa época em que a população do Distrito Federal era bem menor do que a de hoje que é de 3 milhões de habitantes. O que fazer para reverter a situação crítica em que se encontra a rede pública de saúde? O problema é somente falta de recursos financeiros?

Não com certeza não. Até porque o orçamento da Secretaria de Saúde aqui no Distrito Federal, é maior do que o orçamento da saúde do Rio de Janeiro, e maior do que todo orçamento do estado de Alagoas. Portanto tem recursos bastante razoáveis. O que estamos vendo é um grave problema de gestão. Não sei se você lembra na época do debate dos candidatos ao governo do DF. Teve alguém que disse assim; “poxa Frejat no tempo em que você foi secretário o máximo que conseguiu colocar na Secretaria de Saúde foi 2 bilhões de reais, e nós aqui conseguimos colocar 5 bilhões de reais”. Aí eu disse, pois é, se eu com 2 bilhões de reais fiz todos os Centros de Saúde, o Hospital de Ceilândia, o Hospital do HRAN, o Hemocentro, o Hospital de Apoio, o Bloco Materno Infantil – HMIB, o Hospital do Paranoá e a faculdade de Medicina do DF, imagina se eu tivesse 5 bilhões o que não faria. Acontece o seguinte, não aumentou a rede, a população quase triplicou, e não vimos nenhum hospital novo. Os Centros de Saúde cresceram muito pouco, houve o aparecimento das UPAS, mas em compensação, fecharam o sistema de atendimento em cada Centro de Saúde. Esse tipo de coisa tem que ter uma racionalidade. Cresceu o setor privado. Na nossa época o setor privado claudicava, funcionava muito mal. Os pacientes optavam pela rede pública. Os próprios médicos diziam sempre; “se tiver um acidente me leve para o hospital de Base”. “Se minha mulher foi ganhar bebê, me leve para o HMIB”. Os meus filhos nasceram lá naquele hospital. Você vê o HRAN que inauguramos, e a situação em que se encontra hoje. Era um hospital modelo, bonito, hoje infelizmente está com vários problemas. Isso é o que? Nós não temos mais a quantidade de médicos que tínhamos, não temos um sistema de atendimento dentro da atenção primária que seja eficiente, o sistema de referência se perdeu ao longo dos anos.

O senhor quer dizer que foi desmantelado todo o sistema de saúde que foi implantado na sua época?

Ah sim, ele não está funcionado. Criamos os Centros de Saúde para o paciente ser atendido perto de sua casa. Hoje você vê um paciente que mora em Planaltina e é atendido no Gama, por exemplo. Assim não pode funcionar.

Como o senhor avalia a atual gestão do governo Rollemberg?

Já me fizeram esta pergunta antes, e eu prefiro dizer que “enxergo de óculos”.

Na sua avaliação, ainda existe aquela divisão de ideologia como nos tempos do ex-governador Roriz e a esquerda?

Essa divisão esquerda-direita, praticamente desapareceu. Isso surgiu há muito tempo atrás, na Assembleia Francesa. Veja o que aconteceu com a esquerda no mundo. A União Soviética acabou, virou a Rússia. O que temos de esquerda hoje é somente a CUBA, a Venezuela e a Coréia do Norte. Por que outros países importantes que funcionam bem, como a Suíça e a Finlândia, não vão para a esquerda. Será que é por estupidez deles? Eles viram que quando você tira a competividade do ser humano, você liquida o sistema. Esse negócio de ser assistencialista para todo mundo não funciona. Você tem que dar chance para as pessoas crescerem, para elas se desenvolverem. É isso que elas precisam.

O senhor acredita que as principais lideranças de centro-direita irão caminhar juntas nas eleições de 2018 no DF?

É sempre muito difícil você ultrapassar a preocupação pessoal. Existe a questão do egoísmo de cada um, a vontade de cada um. Tem gente que se acha capaz de administrar, e nós já vimos os erros que aconteceram em várias épocas. É possível até que andem juntas. Não descarto nem a possiblidade de uma parte da esquerda andar junto com a direita, porque tem muita gente mudando de ideologia partidária. O que era esquerda do passado, agora quer ser de centro ou direita. Até eu brinco com algumas pessoas sobre esta questão de ideologia. Eu pergunto, se colocar um Centro de Saúde do lado de sua casa é ser de direita ou esquerda? Se você colocar nos Centros de Saúde as gestantes, para ser bem atendidas e bem orientadas, ensinando a amamentar, criar em todos os hospitais banco de leite humano, isto é ser de esquerda ou ser de direita? Se você colocar ressonância magnética no Hospital de Base, é de direita ou esquerda? Então é difícil se fazer esta avaliação.

Alguns pretensos concorrentes ao Buriti tem afirmado que pela sua idade, deveria concorrer ao Senado. Se houver união em torno do seu nome, mesmo assim abriria mão de concorrer ao governo?

Eu não faço mais nenhuma questão de fazer política. Eu já disse isso várias vezes. Eu acho que Brasília precisa ser resgatada. Se o meu trabalho, a minha competência, a minha seriedade, permitir que eu possa ir para o executivo, eu vou para o governo. Se não me permitir, eu vou ficar em casa, e tenho certeza que minha família vai ficar satisfeitíssima com esta decisão.

Na eleição passada o senhor ficou em 2º lugar na disputa para o GDF, com pouco mais de 40 dias de campanha. O tempo foi o principal obstáculo de não sair vitorioso?

É uma pergunta difícil. Eu sei que em aproximadamente 40 dias de campanha, cheguei a ter 650 mil votos, com 44% dos votos válidos. E hoje meu nome está em evidência. Considero que por esse “recall” da última campanha, temos uma importância fundamental. É isso. Meu trabalho na área de saúde que infelizmente foi desconstruído, e naturalmente meu nome limpo. Esses elementos são fatores que influenciam a população, tanto é, que nas pesquisas apareço bem classificado. Agora é difícil dizer se ganharia a eleição, porque o tempo da minha campanha foi muito curto, e essa dificuldade pesou de certa maneira.

Para finalizar, o que diria à população do Distrito Federal neste momento de crise?

Não perca a esperança. O Distrito Federal é maior do que nós todos. A gente tem que lutar para conseguir que Brasília seja resgatada, seja melhorada, que Brasília volte a ser a capital da esperança, porque nós estamos perdendo a esperança nesta cidade. As pessoas de fora que não conhecem a cidade, têm a tendência de colocar nossa cidade como centro da corrupção. E muita gente vem de fora fazer os malfeitos no DF. Brasília é uma cidade de trabalhadores, gente competente, séria, que construiu esta cidade. Eu tenho a honra em dizer que fiz parte deste grupo que construiu Brasília.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado28/08/20173min

Durante uma coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira (23), pela Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno (ABBP),  Jofran Frejat disse ao jornalista Ricardo Noronha que a blogosfera domina a mídia de Brasília.

Na coletiva Frejat fez um relato sobre sua carreira política e falou da sua possível candidatura ao Governo de Brasília em 2018. Aos blogueiros, ele deixou claro que não falaria nada sobre o governo de Rodrigo Rollemberg, confira:

“Conversar com vocês é sempre um prazer, pois fica um noticiário. Vocês dominam a mídia de Brasília. Eu fico muito satisfeito em falar daquilo que eu conheço e do que sei,” disse Jofran Frejat sobre os blogueiros.

Participaram da coletiva Sandro Gianelli (Blog do Sandro Gianelli / Programa Conectado ao Poder – Rádio OK FM / Coluna On´s e Off´s – Jornal Alô Brasília); Josiel Ferreira (Tudo OK Notícias); Mario Lima (Sol Melhor); Hamilton Silva (Blog do Hamilton Silva); Paulo Fernando (Rádio Maria FM e Rádio Federal); Ricardo Noronha (TV Brasília e Rádio Planalto); Paulo Melo (Blog do Paulo Melo); Toni Duarte (Radar DF); Poliglota (Blog do Poliglota), Gurgel (Guerrilheiro do Cerrado) e Danúbio Martins.

Sobre as entrevistas

A ABBP tem realizado coletivas com os pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal. Alberto Fraga (DEM), Izalci Lucas (PSDB), Alírio Neto (PTB) e Toninho do PSol foram os primeiros sabatinados. Os pré-candidatos ao GDF que quiserem agendar uma coletiva com os blogueiros da ABBP bastam entrar em contato com o diretor de Relações Institucionais, Hamilton Silva – (61) 99874-4201.


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Ricardo Callado23/08/20173min

Do Portal da ABBP – A Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno (ABBP) realizou, nessa quarta-feira (23) coletiva de imprensa com Jofran Frejat, na sede do Partido da República (PR), no Liberty Mall.

A ABBP tem realizado coletivas com os pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal. Alberto Fraga (DEM), Izalci Lucas (PSDB), Alírio Neto (PTB) e Toninho do PSol foram os primeiros sabatinados. Os pré-candidatos ao GDF que quiserem agendar uma coletiva com os blogueiros da ABBP bastam entrar em contato com o diretor de Relações Institucionais, Hamilton Silva, pelo telefone 61 99874-4201.

Para o presidente da ABBP, Sandro Gianelli, a entidade tem a missão de elevar o nível dos blogs de política do Distrito Federal e Entorno e para isso tem promovido cursos e realizado coletivas com o intuito de debater temas relevantes para a região.

“Somos apartidários e independentes. Nossa principal missão é fortalecer a categoria que é nova e vive num momento impar onde a informação deve ser cada vez mais rápida e precisa”, afirmou o presidente.

Durante a coletiva Frejat fez um relato sobre sua carreira política, deixou claro que não falaria nada sobre o governo de Rodrigo Rollemberg. “O que eu tinha para dizer foi dito durante a eleição”. Informações de bastidores, coligações, especulações e principalmente da saúde pública no Distrito Federal foram debatidas no encontro.

Participaram da coletiva Sandro Gianelli (Blog do Sandro Gianelli / Programa Conectado ao Poder – Rádio OK FM / Coluna On´s e Off´s – Jornal Alô Brasília); Josiel Ferreira (Tudo OK Notícias); Mario Lima (Sol Nascente Melhor); Hamilton Silva (Blog do Hamilton Silva); Paulo Fernando (Rádio Maria FM e Rádio Federal); Ricardo Noronha (TV Brasília e Rádio Planalto); Paulo Melo (Blog do Paulo Melo); Toni Duarte (Radar DF); Poliglota (Blog do Poliglota), Gurgel (Guerrilheiro do Cerrado) e Danúbio Martins.

Acompanhe as atualizações nos blogs que participaram da coletiva e fique por dentro de tudo que ocorreu durante a coletiva de imprensa com Jofran Frejat.


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Ricardo Callado18/08/20175min

Por Ricardo Callado


No atual cenário apenas três candidaturas estão postas com viabilidade. E apenas duas tem realmente condições de chegar competitivas e repetir a disputa de 2014. Uma espécie de tira-teima da última eleição.

O resto é balão de ensaio ou tentativa de cacife. Algumas, inclusive, com sucesso.

As três candidaturas são a do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), a de Jofran Frejat (PR) e de Izalci Lucas (PSDB). Este último está ameaçado de perder o apoio da legenda.

O projeto de Izalci vem sofrendo ataques especulativo dentro do PSDB. Essas ações são patrocinadas tanto por desafetos tucanos, quanto por seus adversários diretos.

A situação de Izalci é de desconforto, mas que não chega a inviabilizar sua candidatura. Ele conta a seu favor possuir uma das menores taxas de rejeição junto ao eleitorado. E ter posta a pré-campanha com bastante antecedência.

Se o tucano não superar as adversidades criadas pelo próprio partido, a disputa tende a ser polarizada por Rodrigo e Jofran.

O atual governo sente dificuldade em montar a sua própria chapa, mas tem dado contribuições na montagem da principal chapa de oposição.

Os mais recentes bastidores políticos mostram a proximidade de governistas e/ou esquerdistas a chapa de centro direita de Jofran. Nomes como o do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), Chico Leite (Rede) e Cristovam Buarque (PPS) estariam cotados para formar o que chamaram de a “chapa dos sonhos”. Do sonho do governo. O desenho da oposição é outro e não tem traços de tinta governista.

Joe seria o vice de Jofran. Chico e Cristovam os candidatos ao Senado. Basta uma olhada superficial para se vê a inviabilidade dessa chapa. Um exemplo simples: Rede e PR no mesmo palanque. E o PPS também não embarcaria nessa.

E a oposição verdadeira, onde ficaria? Os três deputados mais combativos ao governo na Câmara legislativa, Celina Leão (PPS), Wellington Luiz (PMDB) e Raimundo Ribeiro (PPS), não caberiam nesse palanque.

O grupo de oposição terá Jofran. E ainda os deputados Izalci Lucas e Alberto Fraga (DEM), os ex-deputados Tadeu Filippelli (PMDB), Alírio Neto (PTB) e Eliana Pedrosa (sem partido). Num segundo momento ganhará o apoio do deputado Rogério Rosso (PSD). Fica para anotação.

Atrair Jofran Frejat para a esquerda só acrescenta um desgaste político que ele não tem. E nivela as candidaturas. Hoje, tanto esquerda quanto a direita estão bastante queimadas junto a população. A política está criminalizada. Mas, como está (ou ficou) no poder há mais tempo, tanto na esfera federal quanto local, a esquerda tende a perder mais pontos.

Não se comenta, mas Rollemberg sofrerá com o desgaste do governo ruim de Agnelo, tanto quanto aos erros da sua administração. A sensação junto a população é de continuidade. E é preciso para trabalhar nessa desvinculação. O adversário de Rollemberg é o seu próprio governo. E também as aberrações cometidas e ditas pela esquerda recentemente.

A eleição de 2018 será um comparativo entre dois modelos de gestão, o de esquerda e o de direita. É assim que o eleitor vai enxergar. E a população vai decidir qual deles vai governar o DF nos próximos anos. Por isso é importante mostrar as diferenças entre Agnelo e Rollemberg. Trazer isso para o campo político. Do contrário, Rollemberg pagará por seus erros e também pelos de Agnelo.


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Ricardo Callado12/07/20172min
Frejat atribuiu o bom resultado ao recall das últimas campanhas
Do CB.Poder – O médico Jofran Frejat, ex-secretário de Saúde e deputado federal por cinco mandatos, foi o entrevistado da semana do programa CB.Poder. Na conversa, transmitida ao vivo pela TV Brasília, ele falou sobre as perspectivas de concorrer ao Palácio do Buriti no ano que vem.
Aos 80 anos, Frejat aparece com líder no levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados, divulgado pelo Correio Braziliense no último domingo. Mas ele garante que só entrará na disputa se houver um consenso em torno de seu nome. “Não serei candidato de mim mesmo”, diz o médico.
Frejat atribuiu o bom resultado ao recall das últimas campanhas – em 2014, o médico disputou o governo e chegou ao segundo turno, com Rodrigo Rollemberg. A insatisfação dos brasilienses com a saúde é, para o ex-deputado, outra justificativa para o bom desempenho. Durante a conversa, Frejat falou sobre o projeto do Instituto Hospital de Base, fez avaliações da gestão Rollemberg e garantiu que, se não for candidato, não apoiará concorrente ficha-suja.

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Ricardo Callado26/05/20176min

Por Ricardo Callado


Na década passada, quando a polarização da política era entre vermelhos e azuis, os maiores determinantes do voto eram renda e escolaridade. Se fosse pelos mais escolarizados e de renda mais alta, os candidatos do PT não perdiam eleições no DF. Eram outros tempos.

As classes baixa e média, por ser maioria, davam a vitória ao grupo do ex-governador Joaquim Roriz.

A dicotomia foi encerrada com a inesperada união, em 2010, de Agnelo Queiroz (PT) e Tadeu Filippelli (PMDB), representantes dos dois grupos políticos.

Juntos, PT e PMDB conseguiram vencer a eleição com a derrocada do ex-governador José Roberto Arruda (PR), preso na Operação Caixa de Pandora.

Por coincidência, Agnelo e Filippelli estão presos. E juntos com Arruda, novamente levado as grades. Os três, na Operação Panatenaico. Isso mostra que a corrupção do Distrito Federal não tem ideologia.

O próximo governador do Distrito Federal, ou de Brasília, como queiram, vai ser escolhido pela classe C.

É nesse segmento onde a insatisfação é maior com os políticos. Se sentem enganados com os fatos de que várias de suas escolhas nos últimos anos foram caindo, um a um, em investigações de corrupção.

As classes média e alta têm a noção do que acontecem. E muitas dos escândalos políticos, antes de serem deflagrados, já são de conhecimento bem antes.

Muitos em Brasília já sabiam do esquema criminoso na construção do Mané Garrincha. E de outras tantas obras. O que faltava era uma ação da Justiça e da polícia.

A tática será derrubar candidaturas dos adversários. E isso vai se intensificar no segundo semestre deste ano, as vésperas das eleições de 18. Candidatos terão a personalidade e o caráter atacados excessivamente.

Nos tempos atuais, muitos evitam entrar na política para não sofrer esses tipos de ataques. Ter a sua imagem desconstruída.

Sobraram alguns candidatos, representantes da política tradicional. E alguns ainda devem ficar pelo caminho.

PMDB e PT mais uma vez estarão fora do protagonismo eleitoral.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) tem o desafio de mostrar que o governo funciona. E, o mais importante, diminuir a sua rejeição.

Uma candidatura com mais cerca de 35% de rejeição tem dificuldade de vitória. Se passar dos 40%, as chances são mínimas ou quase nulas. Rollemberg, segundo pesquisas que circularam nos últimos meses, tem quase o dobro disso.

A rejeição alta é hoje o maior adversário de Rollemberg. E não se pode ser ingênuo de acreditar em eleição por WO. Sempre haverá um candidato que pode se viabilizar na disputa.

Hoje, os nomes que podem fazer frente ao governador são os deputados federais Izalci Lucas (PSDB) e Alberto Fraga, além do segundo colocado em 2014, Jofran Frejat (PR), que possuem um bom recall da eleição anterior.

A saída do presidente Michel Temer (PMDB) e um possível nome do PSDB no Planalto pode dar o impulso que Izalci precisa. É um dos nomes com menor rejeição e aposta nisso.

Fraga vai intensificar o discurso de oposição, apostando que os eleitores querem mudanças. Na prática, busca o voto estratégico daqueles que estão insatisfeitos com a atual situação política.

Frejat terá que convencer outros candidatos que o seu nome seria o mais viável, mas encontra resistência.

Outros políticos também trabalham nos bastidores e se apresentam como alternativas. Entre eles, os ex-deputados Eliana Pedrosa (sem partido) e Alírio Neto (PTB).

Como estão sem mandatos, não têm nada a perder. Ganham exposição na mídia e podem se viabilizar para outros cargos. Mas vai que dá certo, e o campo fica limpo. É o que aposta o grupo que está em volta de Alírio. Na política, a aposta tem seu ônus. Às vezes, bônus.

No próximo ano não haverá a bipolarização. A eleição será resolvida pela capacidade de alavancagem da rejeição do adversário. Vai depender, para o bem e para o mal, da qualidade das campanhas políticas dos candidatos.

A eleição está aberta, sem favoritos e ainda terá desdobramentos policiais na pré-campanha. E quem não agregar, ficará pelo caminho.



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