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Ricardo Callado10/05/20183min

A Terceira Via, que depois passou a ser chamada de “A Via”, vai ter que decidir até sexta-feira o que fazer para enfrentarem Jofran Frejat num possível segundo turno

Por Poliglota…

O grupo, liderado pelo senador Cristovam Buarque (PPS) e o deputado federal Rogério Rosso (PSD) deverão se reunir na próxima sexta-feira para escolher entre Alírio Neto (PTB), Izalci Lucas (PSDB) e Wanderley Tavares (PRB) quem será o cabeça de chapa para enfrentar o candidato do PR Jofran Frejat num possível segundo turno.

Isso porque após tomarem conhecimento de levantamentos internos onde Frejat continua na frente e Rollemberg só despencando, mesmo com índices baixos dos três postulantes a expectativa é que consigam surpreender e crescer naturalmente.

A ideia do grupo é que dessa reunião saiam os nomes do pré-candidato ao governo, do vice-governador e do senador. A arma que o grupo tem nas mãos é a possível adesão de pelo menos 10 partidos que já sinalizaram apoio, isso se na hora H não abandonarem o barco.

Um dos trunfos para a aceleração da escolha é o cenário ruim porque passa o governo Rollemberg com o aumento vertiginoso do atual mandatário no quesito rejeição que não para de subir. Para o grupo, é praticamente impossível Rollemberg reverter tamanha ojeriza do eleitorado brasiliense, mesmo tendo sob suas rédeas a máquina administrativa.

Apesar do grupo afirmar que Frejat estagnou na liderança, o que se presencia nas redes sociais e nos locais de evento por onde o pré-candidato passa é exatamente o contrário. Parece que o eleitorado já tomou sua decisão e ir para o embate nas redes sociais com adversários já não desperta muito interesse. Por outro lado, Frejat continua sua caminhada levantando a bandeira de que sem união não haverá consenso, pois Brasília é muito maior do que todos juntos.

Ao que tudo indica, a corrida não será atrás de Rollemberg mas sim de Frejat, que devagar continua subindo na preferência do eleitorado.

Tudo está indefinido…mas também definido!


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Ricardo Callado27/04/20183min
Deputado izalci Lucas
Por Ricardo Callado

O pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, Izalci Lucas (PSDB), reafirmou que o acordo firmado entre as legendas que compõem a pré-coligação Via Alternativa deve ser mantido. Ele negou a existência de movimentação para abrir mão da disputa a cabeça de chapa em favor do também pré-candidato Alírio Neto (PTB). “O nome será escolhido através de pesquisas que estão sendo realizadas neste fim de semana”, afirmou.

A próxima semana será decisiva para a Via Alternativa, que reúne até o momento o maior número de legendas dispostas a se coligar para as Eleições 2018. Após o resultado da pesquisa, explica Izalci, os partidos irão se reunir e definir a chapa majoritária.

Definidos até o momento somente os nomes de Rogério Rosso (PSD) e Cristovam Buarque (PPS) para o Senado. Izalci e Alírio, além de Wanderley Tavares são os nomes colocados para a disputa ao Palácio do Buriti.

Izalci também ressaltou que na Via Alternativa não existe imposições de nomes. E que vale o que foi acordado. O tucano também disse que se trabalha para buscar o pré-candidato ao GDF, Jofran Frejat (PR) para a sua coligação. Seria oferecido a Frejat uma vaga para disputar o Senado. Para isso, Rosso abriria mão da disputa e cederia o lugar para o republicano.

O tucano voltou a repetir que sua única disposição é concorrer ao governo. Se seu nome não for o escolhido pelos critérios acordados, ele não disputará nenhuma cargo nas Eleições de 2018.


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Ricardo Callado26/04/20185min

Por Ricardo Callado

A composição de chapas majoritárias está sendo desenhada pelas principais coligações. Vários movimentos marcam os bastidores da pré-campanha de 2018. Enquanto o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e o ex-deputado Jofran Frejat (PR) buscam o vice perfeito, uma reviravolta está em curso na aliança que tem o deputado federal Izalci Lucas (PSDB) e Alírio Neto (PTB).

Até a semana passada a aposta era Izalci como cabeça de chapa e Alírio na vice. Algumas movimentações apontam que o quadro está prestes a se inverter.

A primeira foi o ultimato do presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson, que condicionou o apoio da legenda ao presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) se os tucanos desistissem da disputa ao Palácio do Buriti e marchassem com Alírio. Caberia a Izalci a vaga de vice-governador na aliança. Se ele não aceitar, sobraria a reeleição à Câmara dos Deputados. Seu substituto seria alguém do segmento evangélico.

Dois outros partidos importantes da coligação concordariam com a nova formação da chapa. O PSD de Rogério Rosso, e o PPS de Cristovam Buarque, não pretendem se opor. Rosso e Cristovam serão candidatos ao Senado.

Nessa nova configuração se negocia que além de Izalci ocupar a vice, o partido indicaria o primeiro suplente de Cristovam. Também existe o acordo de que, sendo reeleito, ele não ficaria até o final do mandato. Cristovam mira, mais uma vez, um cargo na Unesco para encerrar a sua carreira política.

Novidade também nas bandas do Palácio do Buriti. Rollemberg negocia com a ex-deputada Eliana Pedrosa (Pros) para a vaga de vice-governadora. Interlocutores contam que a negociação está avançada. Seria mais um partido que iria embarcar no palaque de reeleição de Rollemberg.

Eliana acabou ficando isolada nas negociações com antigos aliados de centro e está prestes a cair no canto do Buriti. A aliança causa estranhamento, mas fica compreensível quando se analisa com mais profundidade o cenário político-econômico.

Outra novidade é a negociação do ex-deputado federal Luiz Pitiman (MDB) para ser vice de Jofran Frejat. A indicação partiria do ex-vice-governador Tadeu Filippelli.

Pitiman foi candidato ao GDF em 2014 e se manteve afastado da política nos últimos anos. Recentemente se desfiliou do PSDB e voltou ao MDB. Ele é sócio-político de Filippelli.

Também avançam nos bastidores as negociações com os financiadores de campanha. Atuarão no suporte financeiro dos candidatos empresas de TI, do transporte ferroviário, da área de saúde e da construção civil.


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Ricardo Callado25/04/20182min
Bispo Renato diz que houve “caça às bruxas”

A exoneração de seis oficiais do Corpo de Bombeiros realizada ontem pelo governador Rodrigo Rollemberg recebeu críticas de alguns deputados distritais, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (25). Segundo notícia publicada no site Metrópoles, os oficiais teriam sido exonerados depois que fotos deles com o candidato ao GDF, Jofran Frejat, circularam em redes sociais.

O deputado Bispo Renato Andrade (PR), correligionário de Frejat, classificou o episódio como uma “caça às bruxas” e um desrespeito à democracia. “Trata-se de um gesto mesquinho de quem tem que governar para todos”, assinalou.

A deputada Celina Leão (PP) também condenou o ato é chamou o governador de “Imperador Rollemberg 1º e último”. Para ela, o gesto do governador deixa claro o seu tamanho político: “pequeno”. Segundo Celina, esta não foi a primeira vez que o governador exonerou servidores por demonstrarem simpatia por outros candidatos, o fato já teria acontecido com delegados da polícia civil.

Os deputados Wellington Luiz (MDB) e Cláudio Abrantes (PDT) também criticaram o governador Rollemberg e destacaram a falta de compromisso do governante com a polícia civil.

 


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Ricardo Callado20/04/20182min

Objetivo do encontro desta quinta-feira (19) foi saber quais as propostas do pré-candidato para sua gestão, caso eleito ao governo do Distrito Federal, principalmente no ramo empresarial

Por Poliglota – O pré-candidato a governador do Distrito Federal, Jofran Frejat (PR), participou nesta quinta-feira (19) de um encontro empresarial na Associação Comercial do DF para debater o futuro da nossa cidade. As reuniões acontecem com os pré-candidatos e a ideia é debater as propostas de cada um.

De acordo com Frejat, a reunião foi válida porque ele teve a chance de responder os questionamentos dos participantes.

Na oportunidade, Frejat falou do grave problema que enfrenta a saúde pública do Distrito Federal e de sua recuperação. Ele lembrou também do caos da mobilidade urbana. Jofran Frejat entende que é fundamental estabelecer uma política para o transporte público.

Frejat destacou a importância da valorização do capital humano na segurança pública e a utilização de novas tecnologias no setor. Outro tema abordado foi um plano para a recuperação da educação e das escolas da região.

Da redação com informações da ACS Frejat


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Ricardo Callado16/04/20184min

Por Delmo Menezes

As recentes movimentações no tabuleiro político da capital, mostram o quanto o quadro está indefinido em relação as chapas majoritárias para o pleito de outubro no Distrito Federal.

O que parecia uma disputa tranquila ao Buriti, entre no máximo três grupos políticos, tende a se pulverizar, mudando totalmente o cenário que se apresentava até então.

A esquerda se esforça para lançar um nome em condições de competir, mas até o momento parece que estão “batendo cabeça”, sendo que os tradicionais candidatos como Geraldo Magela, Arlete Sampaio e Wasny de Roure, tendem a disputar uma vaga à Câmara Legislativa e ao Senado.

O pré-candidato Jofran Frejat (PR), que caminhava para uma eleição tranquila, começa a enfrentar desconforto com a disputa interna dentro do próprio grupo político para indicação do seu vice e os dois senadores.

De acordo com analistas políticos ouvidos pelo Agenda Capital, se não houver um destronamento de alguns caciques que ainda tentam impor “goela abaixo” a indicação de nomes para compor a chapa de Frejat, o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que apesar da alta rejeição, não está morto politicamente, poderá chegar ao segundo turno, disputando com a chapa encabeçada por Alírio ou Izalci, considerado por muitos, uma composição de peso.

Segundo estes analistas, o pré-candidato Jofran Frejat, apesar de liderar em todas as pesquisas, terá que enfrentar os caciques do PR e aliados, para definir os nomes considerados “fichas limpas”, para o fechamento da chapa majoritária.

Informações de bastidores dão conta, que alguns nomes do segmento evangélico (que responde por parcela significativa de eleitores), não enfrentam nenhum tipo de rejeição e que poderia definir uma eleição, têm chegado aos ouvidos do ex-secretário de saúde.

Enquanto isso, Rollemberg está com o discurso pronto para a campanha. Ele dirá que: assumiu o DF como uma terra arrasada e conseguiu equilibrar as contas públicas; que os salários dos servidores públicos estão em dia, enquanto na maioria dos estados estão atrasados; que o seu governo não responde por nenhum ato de corrupção; Rollemberg dirá também que conseguiu controlar a crise hídrica, tomando medidas emergenciais, a médio e a longo prazo; que no próximo mandato terá condições de investir na saúde, educação e segurança e que o seu governo é “ficha limpa”.

Resta saber se Frejat terá autonomia para indicar o seu vice ou entregará a eleição para seus opositores. Só o tempo dirá! Enquanto isso, Rollemberg assiste a tudo de camarote.

O que se vê na prática, é que há “muito cacique para pouco índio”.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado12/04/20184min

Por Ricardo Callado – O jogador conhece o jogo pela regra. A regra em uma eleição é clara: o candidato precisa ter voto, partido e história. Não necessariamente nessa ordem. Tampouco precisa dos três requisitos.

O momento é de afunilamento das candidaturas. E só três jogadores devem chegar competitivos na disputa pelo Palácio do Buriti. Essa eleição não cabe espaço para surpresas.

Os candidatos que irão protagonizar são o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), o ex-deputado Jofran Frejat (PR) e o deputado federal Izalci Lucas (PSDB). A partir daí, tudo é perfumaria.

Rollemberg tem a máquina do governo; Frejat, os maiores caciques políticos; e, Izalci, a maior coligação. Será uma disputa interessante.

Rollemberg tem a maior rejeição; Frejat, o recall da eleição de 2014; e, Izalci, a menor rejeição.

Nenhum dos três tem presença garantida num segundo turno, mesmo com uma leve dianteira de Frejat.

A máquina do governo pode abater parte da alta rejeição de Rollemberg, basta saber usar.

A baixa rejeição e o palanque robusto de Izalci pode coloca-lo num segundo turno, mas vai ser preciso de mais empatia junto ao eleitorado.

O recall coloca Frejat numa boa, mas os caciques que o apoiam, alguns bem encrencados, ao mesmo tempo que atraem votos, também podem manchar a campanha.

Rollemberg, Frejat e Izalci também pretendem polarizar o discurso da honestidade na política. Mas só isso não basta, isso é obrigação. Devem apresentar um programa de governo que a sociedade anseia.

Teremos ainda uma penca de 5 ou 6 outros candidatos ao GDF. Algumas candidaturas para constar, outras francos atiradoras. Do DCE ao quartel. Da lanchonete a enrolado na Lava Jato. Todos estarão na disputa, mas sem chances.


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Ricardo Callado15/03/201814min

Por Fred Lima

A sede do PR-DF estava cheia na manhã desta quarta-feira (14), com ares de pré-campanha. Os assentos quase todos ocupados. Dois parlamentares saíram da sala de reunião e cumprimentaram os visitantes. Sorridentes, Laerte Bessa e Bispo Renato apertaram a mão de cada um dos presentes. Não parece ser um partido dividido. De repente, Jofran Frejat, 80, apareceu e alguém o chamou de “meu governador!”. Ele olhou e sorriu. Não aparenta ter a idade que tem.

Durante a entrevista concedida ao Blog do Fred Lima, o ex-secretário de Saúde demonstrou tranquilidade ao responder todas as perguntas, inclusive as mais difíceis. “Compromisso” foi a palavra mais dita pelo republicano. Ele apontou as áreas prioritárias de seu eventual governo: saúde, educação, segurança e mobilidade. Na questão da ética pública, afirmou que não abrirá mão de seus princípios. Confira:

 

De acordo com a última pesquisa de intenção de voto, o senhor figura na frente dos demais pré-candidatos, mas é o segundo mais rejeitado da oposição, atrás somente do deputado Alberto Fraga (DEM-DF). Isso pode ser um empecilho para conquistar os indecisos?

Não acredito. A rejeição é pequena. Ela existe para todos os pré-candidatos. Como fui quatro vezes secretário de Saúde e deputado federal pode existir alguma rejeição, mas não vejo isso como empecilho. No momento em que se apresenta a candidatura, uns conhecem, outros não. Em geral, quem não conhece o candidato acaba demonstrando rejeição porque já tem compromisso com outro postulante. Por exemplo: se você é o candidato A e está disputado com o candidato B, aqueles que escolheram o candidato B seguramente vão dizer que rejeitam o candidato A. Então nem sempre é uma coisa real. O que temos que fazer é mostrar as nossas propostas para que o cidadão que hoje diz que vai votar no candidato B, vote no A.

 

Não tenho mais idade para errar. Quero fazer um trabalho para que Brasília volte a ser a capital da esperança.

 

Oficialmente, o PR é oposição ao Buriti. Porém, o líder do governo na Câmara Legislativa do DF é do seu partido. Isso não confunde a opinião pública, passando a impressão de que a sua legenda pode estar na base?

Minha posição tem sido muito clara. Cada um escolhe o caminho que quer seguir. Se alguém do meu partido está fazendo um bom trabalho pela população, não estou preocupado se apoia fulano ou beltrano. Em política temos que nos preocupar é com as pessoas.

 

Um governo Jofran Frejat teria maioria na CLDF?

Ainda sou pré-candidato, mas se eventualmente for eleito governador pretendo ter um bom relacionamento com todos os deputados, mostrando que o nosso compromisso é com a população do DF. Não tenho mais idade para errar. Quero fazer um trabalho para que Brasília volte a ser a capital da esperança. Estamos assistindo com tristeza várias famílias vendo os seus filhos irem embora da cidade por falta de oportunidades. Esse não é o nosso objetivo.

 

Quem tem dinheiro não precisa de hospital público. Estamos preocupados com aqueles que estão precisando do estado.

 

Remanescentes do grupo da direita reclamam nos bastidores de que não é fácil negociar com o senhor. O problema está em uma suposta intransigência de sua parte ou em hábitos da velha política praticados por eles?

A pergunta deveria ser feita a eles. Sei que algumas pessoas dizem que sou duro e incontrolável. Fui secretário de Saúde exatamente pelo fato de ser rígido e não abrir mão de certos princípios. Na época, muitos me criticaram, mas o meu compromisso era com o povo. Se for escolhido para gerenciar um governo, não posso abrir mão dos meus ideais. Se começasse a negociar, transformando o governo em um balcão de negócios, com certeza estaria cometendo um grande equívoco. Todos aqueles que fazem isso acabam se dando mal. Está aí o exemplo no país inteiro, de políticos que transformaram o estado em balcão e deu no que deu.

 

Em algum momento já pensou em desistir da disputa por causa dos ataques que vem recebendo?

Pelos ataques, não. Como na eleição passada, não era a minha pretensão ser pré-candidato a governador. Acontece que o meu nome foi inserido pela população. Não tenho o direito de dizer “não” ao povo. Governar o DF não é fácil. Tem que contrariar interesses e lutar para fazer alguma coisa pelos mais necessitados. Veja a questão da saúde, onde as pessoas estão chorando, implorando por atendimento. Quem tem dinheiro não precisa de hospital público. Estamos preocupados com aqueles que estão necessitando do estado. Quando fui secretário, a saúde era um exemplo para o país inteiro. O que aconteceu? A culpa é do servidor? Claro que não. Está faltando gestão. Não tenho medo algum de enfrentar os problemas de Brasília. Não vou desperdiçar essa chance.

 

Antigamente, os moradores do entorno vinham se tratar em Brasília. Agora, o brasiliense está indo procurar atendimento no entorno. Tem alguma coisa de errada nessa história.

 

A possibilidade de concorrer ao Senado está descartada?

Não é a minha pretensão. Darcy Ribeiro dizia: “O Senado é melhor do que o céu, porque nem é preciso morrer para estar nele”. Todavia, acho que sou um bom executivo. Já demonstrei isso várias vezes, tanto na Secretaria de Saúde quanto no Ministério da Previdência, quando fui secretário-executivo e ministro interino. Posso colaborar mais com Brasília estando no governo. Poderia disputar o Senado, pois é uma eleição mais tranquila, mas não é esse o meu objetivo. Já que estão me colocando na pista de corrida para o Buriti, então vou prosseguir em frente.

 

Quem seria o vice ideal?

Aquele que tenha qualificação, que não seja o adversário político do governador. Não posso aceitar alguém diferente do meu perfil.

 

Se ele (Rollemberg) não cumpriu promessas de campanha, de duas uma: ou encontrou grandes dificuldades ou então não conhecia o orçamento do DF.

 

Por ter sido quatro vezes secretário de Saúde, a pasta pode vir a ser a prioridade de seu governo, caso vença a eleição?

Saúde é sempre uma prioridade. Tudo começa com a prevenção da doença. No momento em que você deixa o cidadão adoecer porque não fez a prevenção, seguramente o governo terá um gasto muito maior com a UTI. Temos que trabalhar com a prevenção. Conseguimos fazer esse trabalho construindo hospitais e polos. Qual hospital novo foi construído desde que deixei a secretaria? Nenhum. Até a planta do Hospital de Santa Maria fui eu que mandei fazer, independentemente se foi ampliada depois. O Hospital da Ceilândia, o Hospital da Asa Norte, o Hospital do Paranoá, o Hospital de Apoio, o Hemocentro, o Bloco Materno Infantil – HMIB e a Faculdade de Medicina foram obras da minha gestão na pasta. E o que os meus sucessores fizeram? Hoje, lamentavelmente, o inverso está ocorrendo na capital. Antigamente, os moradores do entorno vinham se tratar em Brasília. Agora, o brasiliense está indo procurar atendimento no entorno. Tem alguma coisa de errada nessa história. Segurança pública também é prioridade. No passado, costumava dizer que o policial saia de sua residência para trabalhar e não sabia se voltava no final do dia, podendo ir a óbito. Hoje, qualquer um de nós está correndo o mesmo risco. Um pai de família é morto a sangue frio. Na educação, a cada dia o padrão vem caindo. Tenho uma proposta não apenas na área de educação básica, com horário integral. Só temos duas faculdades públicas no DF. Se você quiser estudar medicina pagará R$ 7 mil de mensalidade em uma faculdade particular. Se eu tiver oportunidade, vou transformar o Centro Administrativo (Centrad) na universidade do governo do DF, com faculdades de engenharia, direito, medicina e outros cursos. Vai ser muito bom para os jovens de Taguatinga, Samambaia, Ceilândia e Águas Claras. Na mobilidade urbana, um dos grandes problemas é o estacionamento, além do engarrafamento. Tente ir para Taguatinga ou Gama no horário de pico. É uma loucura! Temos que investir no transporte público, melhorando tanto o Metrô quanto o ônibus. Precisamos sentar e conversar com os setores responsáveis para encontrar uma solução.

 

A alta rejeição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) é em decorrência da falta de dinheiro por causa da crise ou pelo descumprimento de promessas de campanha?

Se ele não cumpriu promessas de campanha, de duas uma: ou encontrou grandes dificuldades ou então não conhecia o orçamento do DF. Uma dessas respostas está correta. A população não consegue fazer uma avaliação positiva de seu governo. A desculpa da crise financeira não foi aceita. Temos que achar uma saída. Só reclamar também não adianta. Precisamos buscar pessoas capacitadas e comprometidas com a cidade.

 

Um governo Frejat teria mais a cara da era Joaquim Roriz?

Fui secretário do Aimé Lamaison, José Ornellas e Roriz. Vou manter todo programa feito por outros governos que seja bom para a população. Cada um responde pelos seus erros e acertos. Ninguém responde pelos meus erros, então por que vou responder por erros de terceiros? Não faço julgamentos. Fui alvo também de críticas injustas. Quando abri a Faculdade de Medicina, o Ministério Público entrou com uma ação para impedir que fosse feito o vestibular, utilizando o argumento de que Brasília ainda não tinha 100% de atendimento fundamental. Em nenhum estado ocorre atendimento por completo. Perdeu na primeira instância. Isso aconteceu em 2001. A ação só foi concluída em 2007, com os alunos formados. O MP perdia e recorria. Fizeram isso várias vezes comigo, por isso tenho medo de fazer julgamento. Não sou juiz. O maior juízo é o de Deus. O padre Vieira, em sermão, disse que preferia ser julgado pelo demônio a ser acusado pelos homens. O juízo dos homens muitas vezes supõe alguma coisa e já te condena. Existe uma coisa que muita gente perdeu: a misericórdia.

 


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Ricardo Callado07/03/20184min

Por Delmo Menezes – Com a aproximação da data de definição das chapas majoritárias e escolha dos partidos políticos, as conversas de bastidores tem se intensificado nos últimos dias no Distrito Federal. Pré-candidatos ao Buriti começam a lançar seus nomes, como um termômetro para saber se a candidatura vai decolar ou não.

O líder das pesquisa em todos os cenários, Jofran Frejat (PR), tem o apoio incondicional do seu partido tanto a nível regional como nacional. Frejat tem sempre mantido a coerência nos seus discursos, afirmando que aquele que estiver melhor nas pesquisas, será o escolhido do grupo para o Buriti.

O anúncio do lançamento da pré-candidatura do ex-deputado distrital Alírio Neto (PTB) ao GDF nesta quarta-feira (07), sem dúvida nenhuma alterou o tabuleiro político da capital. Abriu-se uma brecha para que novas composições políticas sejam colocadas na mesa.

Uma das negociações em curso, considerada por estrategistas políticos como uma aliança muito forte, seria Jofran Frejat (PR) e Joe Valle (PDT). Nesta composição, Frejat seria o cabeça de chapa e Joe Valle o vice. Neste cenário, Cristovam Buarque (PPS) seria a primeira opção para o Senado, e Chico Leite (Rede) ou Fraga (DEM) como segunda opção. Não é difícil entender que nesta composição, eleitores de centro-direita e centro-esquerda, se uniriam.

A dupla Jofran Frejat e Joe Valle com certeza seria o “dream team” que uniria a experiência com a jovialidade e ambos com ficha limpa. Joe já demonstrou ser um bom executivo nos cargos que ocupou no governo. Apesar de novo, é um político experiente, com bom trânsito tanto na direita quanto na esquerda, tem apoio do setor produtivo, e atualmente é o presidente da Câmara Legislativa do DF. Na sua gestão a frente da Câmara, não teve nenhum problema que pudesse manchar seu mandato.

O médico Jofran Frejat, tem a seu favor uma larga experiência no Executivo, onde ocupou por quatro vezes a direção da Secretaria de Saúde. Eleito por cinco vezes Deputado Federal, Frejat até hoje é o recordista em mandatos pelo DF, tendo participado como constituinte, na elaboração da Carta Magna de 1988. Nas eleições de 2014 faltando pouco mais de 40 dias para o pleito, o ex-secretário de saúde obteve 44,44% dos votos válidos no segundo turno. Tem a seu favor, o “recall” de ter concorrido no último pleito, estando presente na memória do eleitorado.

Como dizia o saudoso Magalhães Pinto:“Política é igual uma nuvem. Você olha está de um jeito, olha de novo e já mudou“.

Da Redação do Agenda Capital


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Ricardo Callado01/03/20188min
Frejat quer unir toda a oposição para derrotar Rollemberg. Foto: Júlio Pontes

Por Orlando Pontes, do Brasília Capital –  Líder nas pesquisas de intenção de votos para suceder o governador Rodrigo Rollemberg, o ex-deputado Jofran Frejat (PR) estranha que aliados tenham reagido mal ao lançamento de sua pré-candidatura. “Todos os outros candidatos se lançaram como pré-candidatos, e eu não. Tanto que falavam: ‘O Frejat não se define’. Depois que todo mundo se lançou, o PR resolveu apresentar o meu nome como pré-candidato”, conta, em entrevista exclusiva ao Brasília Capital. Mas alerta: “Temos que manter a união. Se nos desunirmos, seguramente daremos espaço para o adversário”.

Quais as maiores dificuldades o senhor tem encontrado nas tratativas com possíveis aliados para as eleições de outubro após o lançamento de sua pré-candidatura pelo PR?

Nosso entendimento é o seguinte: nós nos unimos, várias pessoas de vários partidos, com o objetivo de eleger alguém que não fosse do grupo do (Rodrigo) Rollemberg. Nessa reunião estavam Alberto Fraga, Alírio Neto, Paulo Octávio, Eliana Pedrosa, Tadeu Fillipelli, Izalci e eu. Foi proposto e decidido que aquele que estivesse melhor nas pesquisas à época da eleição teria o apoio dos demais.

Esse momento já chegou?

Ainda não chegou. Porém, partir do momento que o meu nome despontou – por razões simples: o recall da última eleição e o trabalho realizado na saúde – em vez de unir o grupo, nós percebemos algumas resistências. Todos os outros candidatos se lançaram como pré-candidatos, e eu não. Tanto que falavam: “O Frejat não se define”. Depois que todo mundo se lançou, o PR resolveu apresentar o meu nome como pré-candidato.

O partido está fechado com o seu nome?

Fechado. Tanto nacional, como local.

Mas há críticas de que é o senhor que está se lançando…

A partir do momento em que foi lançada a pré-candidatura e o nome apareceu, já me colocam como o cara que está “se lançando”. Coisa nenhuma. Disse: se tiver alguém em melhor condição, não tem problema. Vou respeitar o acordo.

Em que o senhor se sustenta para manter sua pré-candidatura?

As pesquisas apresentam meu nome bem, e em boa condição. Aí resolveram, numa nova reunião, que deveria ser feita outra pesquisa, com um instituto de fora de Brasília, porque muitos não acreditavam na pesquisa local. Por mim, sem problemas.

Mesmo assim, pelo visto, as divergências não cessaram…

Eu disse, numa entrevista, que não estava sendo mantido o entendimento anterior. Nada pessoal contra ninguém. Mas, se não mantém o entendimento agora, como a gente fica? Faça uma pesquisa. Não tenho nenhum problema. Temos que manter a união. Se nos desunirmos, seguramente damos espaço para o adversário.

O senhor fez uma sinalização de que poderia encabeçar uma aliança de centro-esquerda, com o PPS e com o PDT. Isso significaria o senhor ir para o lado de lá ou atrair esses partidos para o seu lado?

Evidentemente, trazê-los para cá. Já me convidaram para vários partidos. Eu digo: “vem pra cá, junta!”.

Sair do PR está fora de cogitação?

Não tenho interesse nenhum. Todo mundo conversou com o Cristovam Buarque, com o Joe Valle, com o Valmir Campelo… Eu não posso? Conversar eu converso. Ontem mesmo me convidaram para mudar de partido.

Para qual?

Para o PDT, novamente. E eu digo: “Não, vem para cá!”. O Valmir tentou me levar para o PPS e eu disse a mesma coisa.

Acha que é possível unir essas legendas em torno do seu nome?

Claro! Mas não preciso mudar de partido. É o que eu digo pra eles. Aqui eu tenho apoio nacional e local. Para quê eu vou para um partido onde não sei se terei o apoio? O que eu quero é estar aqui no PR e dizer: Vem MDB, vem PDT, PPS, DEM, PSDB, vem PTB, todo mundo! Junta aqueles que estão entendendo que o governo atual não está correspondendo.

Num eventual governo do senhor teriam espaço aliados ficha-suja?

Vou usar uma expressão que um amigo me ensinou: nós procuramos pessoas “qualificadas”. Esse entendimento é consenso no nosso grupo político.

E o seu vice? Se ainda não tem um nome, tem pelo menos um perfil?

A escolha do vice será no momento certo. A prioridade agora é manter a união do nosso grupo. Mas posso adiantar, que será uma pessoa qualificada, leal e em perfeita sintonia com as forças que apoiam nossa candidatura.

Qual é a sua perspectiva para Brasília a partir de 2019, após o processo eleitoral?

Brasília foi criada com o rótulo de “capital da esperança”. E nós estamos perdendo a esperança. As pessoas, em vez de fazerem uma escolha equilibrada, onde política e moral tenham que estar confundidas entre elas, só estão preocupadas em reclamar. Reclamar não resolve nada. Temos que mudar nossa cabeça. Brasília tem que ser o modelo, para ser o exemplo. Aqui é a Capital da República.

O atual governo está atendendo às expectativas da população?

Esta é uma pergunta que a população está respondendo todo dia. Ele tem muita dificuldade em corresponder. Não é meu estilo bater em ninguém. Faço minhas colocações daquilo que eu acho que deve ser dito. Durante a campanha de 2014 eu disse o tempo todo que ele não tinha experiência para administrar Brasília, pois não conhece a cidade e seus problemas. Nunca administrou outra coisa. Agora, o povo é que vai avaliar se eu tinha ou não razão quando falei aquilo. Aí, alguém diz: “Ah, você não fala mal do Rodrigo!”. E precisa?



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