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Ricardo Callado09/05/20162min
Eduardo Cunha
Eduardo Cunha

Deputado e presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) criticou a decisão do presidente em exercício da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular as sessões da Câmara dos dias 15, 16 e 17 de abril, quando foi aprovada a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e, consequentemente, anular a  admissibilidade do processo. Em nota, Cunha diz que a decisão é “antirregimental”.

“A decisão do presidente em exercício da Câmara dos Deputados é absurda, irresponsável, antirregimental e feita à revelia do corpo técnico da Casa, que já tinha manifestado a posição de negar conhecimento ao recurso, cuja assinatura eu iria apor na quinta-feira (5), data do meu afastamento”, diz trecho da nota de Cunha.

Em outro trecho do documento, Eduardo Cunha critica a participação do advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardoso, e do governador do Maranhão, Flávio Dino, na elaboração da decisão de Waldir Maranhão no recurso da AGU. “A participação do advogado-geral da União e do governador do Maranhão na confecção da decisão mostra a interferência indevida na tentativa desesperada de evitar a consumação, pelo Supremo Tribunal Federal, da instauração do processo de impeachment da presidente da República”.

Eduardo Cunha condenou também insinuações feitas por alguns veículos de comunicação de que ele (Cunha) teria participado do episódio que levou ao deferimento do recurso do AGU, para mostrar que a Câmara dependeria dele para levar adiante o processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff. “Condeno as insinuações de qualquer natureza publicadas por jornalistas inescrupulosos de qualquer participação minha no episódio”.


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Ricardo Callado09/05/20166min
Preparativos na Esplanada para receber manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment, durante votação do relatório do senador Antonio Anastasia no plenário do Senado Wilson Dias/Agência Brasil
Preparativos na Esplanada para receber manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment, durante votação do relatório do senador Antonio Anastasia no plenário do Senado Wilson Dias/Agência Brasil

Presidente interino da Câmara anulou votação da Casa do dia 17 de abril. Esquema de segurança separou manifestantes pró e contra impeachment

Do G1 DF – Mesmo com a anulação da sessão do impeachment na Câmara, o governo do Distrito Federal decidiu manter o esquema de segurança montado para evitar confrontos durante a votação do Senado sobre o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff. O GDF informou que vai aguardar uma decisão do Senado sobre um possível adiamento das votações, previstas para começar nesta quarta-feira (11).

Nesta segunda-feira (9), o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu monocraticamente anular a votação do impeachment da presidente – realizada na Casa no dia 17 de abril. Ele acolheu pedido feito pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Um dos argumentos era o fato de partidos terem orientado deputados sobre como deveriam votar.

Responsável pelo pagamento do muro que separa manifestantes pró e contra impeachment, o Senado não se posicionou até a publicação desta reportagem sobre a estrutura na Esplanada dos Ministérios. Com 1 km de extensão e cerca de 500 grandes placas de ferro, o alambrado também foi montado durante a votação do impeachment na Câmara.

Segundo um dos donos da empresa contratada para montar a separação, Agnaldo Costa, são necessários três dias para instalar o muro e dois para retirá-lo. “Nós devemos concluir [a instalação] ainda hoje, por volta das 20h”, disse o empresário. Foram deslocados 15 funcionários para realizar a montagem.

Mapa mostra divisão de grupos contra e favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff durante votação do processo (Foto: Secretaria de Segurança Pública do DF/Divulgação)
Mapa mostra divisão de grupos contra e favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff durante votação do processo (Foto: Secretaria de Segurança Pública do DF/Divulgação)

Esquema de segurança
O governo do DF informou que não vai mudar o esquema de segurança aplicado durante a votação da Câmara, caso o Senado mantenha o crongrama de votação. Na ocasião, manifestantes pró-impeachment ficaram do “lado Sul” do Eixo Monumental. Já o grupo favorável à manutenção do governo ficou no “lado norte”.

O trânsito foi fechado na Esplanada no dia 17 de abril. O GDF determinou que a área em frente ao Congresso Nacional ficasse isolada e restrita apenas a policiais, bombeiros e militares da Força Nacional.

Balões aéreos de identificação dos movimentos e bonecos considerados ofensivos e provocativos, independentemente do tamanho, estavam proibidos por poderem “inflar” os ânimos dos grupos antagônicos. O pato inflável de 20 metros de altura montado pela Fiesp e o “placar do impeachment” chegaram a ser retirados da área central por causa disso.

Acampamentos na Esplanada dos Ministérios e nas adjacências foram proibidos. Manifestantes a favor do impeachment ficaram em barracas no Parque Ana Lídia, a cerca de cinco quilômetros de distância do Congresso. Grupos contrários ao afastamento da presidente Dilma Rousseff chegaram a montar estruturas no Teatro Nacional, mas foram remanejados para o estacionamento do ginásio Nilson Nelson – a quatro quilômetros de distância.


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Ricardo Callado09/05/20161min

waldirmaranhao-eduardocunha

Por Guilherme Amado

A decisão de Waldir Maranhão de anular a tramitação do impeachment de Dilma Rousseff foi uma orientação de Eduardo Cunha (foto).

Maranhão e Cunha encontraram-se na sexta-feira em Brasília, quando Cunha tocou no assunto com ele.

O objetivo do peemedebista é tentar retomar o controle do processo de impeachment.

Seguindo esse raciocínio, Cunha poderia ter novamente ascendência sobre o fim do governo Dilma e/ou o começo do governo Michel Temer.

Inicialmente, Maranhão rejeitou a ideia, mas foi convencido diante do argumento de que, ao fazer isso, manteria também sua coerência por ter chamado de “golpe” o processo contra Dilma, na votação do impeachment na Câmara.

(Com informações da coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo)


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Ricardo Callado09/05/20162min
Claudio Lamachia
Claudio Lamachia

A Ordem dos Advogados do Brasil informou hoje (9) que vai recorrer no Supremo Tribunal Federal da decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados Waldir, Maranhão (PP-MA), de anular as sessões da Câmara que aprovaram a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O presidente da entidade, Claudio Lamachia, disse que  “a OAB não aceita que, neste momento em que a sociedade brasileira espera que a crise seja superada, com respeito à Constituição Federal, coloque-se em prática um vale-tudo à margem da Carta”.

“A OAB vê com extrema preocupação a decisão tomada pelo presidente interino da Câmara. Esse tipo de ação atende a interesses momentâneos de alguns grupos políticos, mas ignora as decisões legítimas já tomadas. O Brasil está na UTI política, vivendo o ápice de uma crise ética e institucional. A OAB não aceita que, neste momento em que a sociedade brasileira espera que a crise seja superada com respeito a Constituição Federal, coloque-se em prática um vale-tudo à margem da Carta”, afirmou Lamachia.


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Ricardo Callado09/05/20161min
Presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão
Presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão

Da Folha de S.Paulo – O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-­MA), assinou decisão nesta segunda-­feira (9) para anular a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso.
Ainda não há detalhes completos da decisão, que será publicada na edição do Diário da Câmara desta terça (10).
A Folha apurou, porém, que o motivo seria a interpretação de que a votação ultrapassou os limites da denúncia oferecida contra Dilma por crime de responsabilidade –tratando da questão da Lava Jato e não só das supostas irregularidades orçamentárias.
Maranhão é aliado do governador Flávio Dino (PC do B­-MA), um dos principais correligionários de Dilma.



Ricardo Callado08/05/20163min
Preparativos na Esplanada para receber manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment, durante votação do relatório do senador Antonio Anastasia no plenário do Senado Wilson Dias/Agência Brasil
Preparativos na Esplanada para receber manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment, durante votação do relatório do senador Antonio Anastasia no plenário do Senado Wilson Dias/Agência Brasil

O governo do Distrito Federal já começa a montar o esquema de segurança na Esplanada dos Ministérios para a primeira votação sobre o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que ocorrerá esta semana no Senado.

As grades que vão dividir o público contrário e favorável ao impeachment já estão no gramado em frente ao Congresso Nacional. Um muro de metal dividindo a Esplanada ao meio deve começar a ser erguido neste fim de semana, nos mesmos moldes do isolamento que foi feito para a votação no plenário da Câmara, no último dia 17. Manifestantes pró e contra o governo devem comparecer para acompanhar a decisão do plenário do Senado sobre o afastamento da presidenta.

O esquema de segurança também deve incluir um vão dos dois lados do muro, onde poderão ser feitos atendimentos de emergência pelo Corpo de Bombeiros, caso seja necessário. Além disso, o gramado logo em frente ao Congresso Nacional ficará isolado, com os manifestantes sendo mantidos distantes do prédio.

Nesta semana foi aprovado o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma na Comissão Especial do Impeachment no Senado. A aprovação abre caminho para a votação do parecer no plenário. A sessão deverá começar na quarta-feira (11), mas a votação só deve ocorrer na quinta-feira (12).



Ricardo Callado06/05/20168min

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POR RICARDO CALLADO

Depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, se confirmado pela Senado, abre-se uma porteira. Governadores que não possuem base política real e tem baixa popularidade serão os primeiros alvos.

A ameaça é real. E é construída aos poucos. Com notas na imprensa, discursos de parlamentares, insatisfação de setores da sociedade, até chegar a uma denúncia concreta. De seus palácios e gabinetes, governadores e assessores não conseguem ter uma visão do mundo real aqui fora.

Falta de base política e baixa popularidade atualmente é uma combinação explosiva. Junta-se a isso, as dificuldades financeiras. O governador Rodrigo Rollemberg se enquadra bem nesse cenário.

Para começar, basta procurar um motivo contábil grave. Um erro cometido pela administração pública. Uma pedalada.

Uma vez achado o motivo, deve-se criar um clima junto a sociedade. Amadurecer as razões que podem levar um governador ao impedimento. Se o Executivo não consegue organizar uma base legislativa, não sabe se comunicar com o povo e seu governo é mal avaliado, não tem muito o que fazer. É bom ficar de olhos bem abertos.

E não só Rollemberg está sob ameaça. Uma rápida olhada nos dados do Banco Central sobre a situação financeira dos estados e dos municípios traz uma surpresa. Os números mostram que, de janeiro a outubro de 2015, os governos estaduais e municipais acumularam 17 bilhões de reais nos cofres públicos.

O resultado foi alcançado mesmo diante de um cenário de queda das receitas, por causa da crise econômica, e de aumento das despesas, provocado pela escalada da inflação.

Nos estados, os governadores estão usando manobras para fechar as contas. Ao longo de 2015, eles postergaram o pagamento de fornecedores e salários e sacaram dinheiro depositado em juízo de causas em que o estado nem sequer é parte do processo — contas que terão de ser pagas um dia. Não é de hoje que o cobertor é curto em todas as esferas da administração pública.

Sistematicamente, os governos são tentados a usar a criatividade para bancar as contas e driblar a legislação. As famosas pedaladas do governo federal — o atraso no repasse de dinheiro aos bancos públicos para pagar programas sociais — são um exemplo disso. Mas, desta vez, a manobra não deve passar impune.

Assim como ocorre no âmbito federal, os estados têm apelado para suas pedaladas. Uma delas é inflar o que se convencionou chamar de “restos a pagar”.

Nessa linha do orçamento estão os pagamentos que não foram efetuados para os serviços prestados e os produtos comprados pelos gestores. Itens como consultorias, execução de obras e até a conta de luz acabam entrando nessa rubrica. Na prática, os governos estão apenas empurrando as despesas de um ano para o outro. É fiado que fica para o ano seguinte.

Não há punição para o empurrão das obrigações de um ano para o outro. A Lei de Responsabilidade Fiscal só prevê sanções para quem deixar contas para o sucessor sem dinheiro em caixa ao final do mandato.

Na busca por elevar as receitas, os estados estão correndo atrás de qualquer dinheiro disponível. Uma das fontes encontradas tem sido os depósitos judiciais que envolvem litígios privados. Só o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal mantêm 179 bilhões de reais de depósitos em juízo. Os governadores publicaram leis estaduais que permitem o saque de até 95% desses recursos.

A prática não é nova: os gaúchos começaram em 2004. Mas os saques têm se intensificado, e novas legislações surgem pelo país afora.

Estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais já retiraram 18 bilhões de reais dos depósitos — só o Rio sacou 6,5 bilhões em 2015 para pagar as aposentadorias de servidores.

As regras estaduais estão sendo discutidas em ações movidas pela Procuradoria-Geral da República no Supremo Tribunal Federal.

O STF já determinou que os estados de Minas Gerais, Bahia, e Paraíba não estão autorizados a fazer novos saques até que as ações sejam julgadas.

Essas leis colocam em risco a norma que diz que o depósito tem de estar disponível ao juiz para entrega imediata ao final da ação judicia. Os governos alegam usar apenas parte do recurso, deixando nos bancos um volume suficiente para pagar a execução das ações.

Mas a manobra é tão arriscada que uma lei federal aprovada em 2015 só permite aos governos estaduais sacar até 20 bilhões de reais, referentes aos depósitos de disputas judiciais em que os estados são parte do litígio. A nova legislação federal não anula as estaduais.

A Constituição estabelece que os estados devem gastar 25% da receita de impostos com educação e 12% com saúde. Uma vez desrespeitados os percentuais, os governos ficam impedidos de tomar novos créditos. A alternativa é usar a criatividade. Os estados beneficiam-se de um princípio que determina que todas as leis criadas pelo poder público são legais até que um tribunal declare o contrário.

Aceitamos uma ficção jurídica de que o governo pode usar o que não é dele para fechar um rombo. Apesar da Constituição ser rigorosa na exigência de que se gaste apenas aquilo que se arrecada, o fato é que isso não tem acontecido.

O que se percebe é uma tolerância dos tribunais de contas estaduais, até pela sua proximidade com o Executivo.

Pelas regras em vigor, dos sete conselheiros dos tribunais, um terço é escolhido pelos governadores. Quem não escolheu nenhum ou não faz parte de um grupo político consolidado, está sob ameaça. É o caso de Rollemberg.

A oposição vê nesse conjunto uma oportunidade de emparedar o governador. E, repito, os fatores influem negativamente Rollemberg. Se pudesse dar um conselho, diria para organizar de fato sua base aliada – hoje é uma peça de ficção -; aprenda a comunicar-se de forma correta, o que vai melhorar a sua popularidade; e faça um pente fino nas contas públicas. Um comitê de crise é uma alternativa. E uma nova forma de dialogar.

 


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Ricardo Callado29/04/20168min
Por Noelle Oliveira – O plenário do Senado Federal vai ser palco, pela segunda vez na história, de uma votação que pode afastar um presidente da República do cargo por um processo de impeachment. Dos atuais 81 senadores que participam da análise do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado Federal, 14 vivenciam pela segunda vez em suas carreiras políticas essa experiência, já que também estavam presentes em alguma das fases do processo que declarou o impedimento do ex-presidente Fernando Collor, em 1992. O grupo representa pouco mais de 17% do total de parlamentares da Casa.

Isso sem falar no próprio ex-presidente condenado, Fernando Collor de Mello, que agora, como senador reeleito pelo estado de Alagoas em 2015, passa da posição de réu, para julgador.

À época, apenas dois políticos desse grupo de parlamentares ocupavam a cadeira de senadores: Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e Raimundo Lira (PMDB-PB), o último, inclusive, preside agora a comissão especial de impeachment, tendo sido eleito nesta terça-feira (26). Em 1992, ambos votaram contra Collor, ou seja, a favor do impeachment.

Os outros 12 senadores que repetem a participação em um processo de  impeachment eram deputados federais quando votaram no caso Collor. Dentre eles, apenas um apoiou o ex-presidente, o então deputado e hoje senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). Na ocasião, o parlamentar goiano era deputado pelo hoje extinto PFL.

Votação no Senado do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor
Votação no Senado do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil

Caiado, à época, afirmou que “estavam impedindo o direito de defesa do Presidente da República e montando todo esse teatro, esse pano de fundo da moralidade para poder dividir o poder e ocupá-lo”. Os outros 11 então deputados, hoje senadores, votaram a favor do impeachment de Collor. Os discursos de 1992 estão registrados no Diário Oficial da época e também trazem palavras repetidas no debate de hoje, como “golpe”, “democracia” e “corrupção”.

Confira quem são os 14 senadores que votaram o impeachment em 1992 e o que alguns deles disseram ao defender suas posições relativas ao processo de Collor.

Eram senadores em 1992 e ocupam o mesmo cargo em 2016:

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

Raimundo Lira (PFL-PB)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

Eram deputados em 1992 e ocupam o a cadeira de senador em 2016:

Aécio Neves (PSDB-MG)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

“Cada cidadão, por mais humilde que seja, aguarda que a Câmara dos Deputados seja hoje a caixa de ressonância do que sente o nosso povo. A população brasileira espera que esta Casa referende a decisão que já foi tomada nas ruas do Brasil inteiro: a destituição do Presidente da República”.

“Trago meu voto para que possamos, daqui para frente, viver num País onde haja respeito ao dinheiro público e, acima de tudo, vontade de trabalhar pelo povo e não por meia dúzia de homens”.

Eduardo Braga (PDC-AM)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

José Maranhão (PMDB-PB)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

José Serra (PSDB-SP)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

“Dizem: mas, se este não é o primeiro Governo desonesto da nossa história, por que deve ser punido? É verdade – infelizmente, não é o primeiro – mas deverá, sim, ser o primeiro a ser punido para que todos os outros o sejam no futuro. Ou nós aprendemos hoje novamente a ser uma nação digna, ou num dia próximo deixaremos de ser uma nação”.

Lúcia Vânia (PMDB- GO)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

Paulo Bauer (PSDB-SC)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

Paulo Paim (PT-RS)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

“Seria por demais lamentável para este País se votarem ao lado da corrupção, mostrando à nação que faltaram com a palavra já empenhada” (referindo-se à lista com deputados que já haviam declarado que votariam favoravelmente ao processo de impeachment de Collor).

Paulo Rocha (PT-PA)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

Ronaldo Caiado (PFL-GO)
Como votou: não ao processo de impeachment de Collor

“Cidadão simples lá do interior sabe muito bem que há uma montagem, uma farsa que não convence ninguém. Isso nada mais é do que um golpe pela tomada ao poder, que parte de quem não teve competência para ganhar na urna e não se curvou diante da decisão maior em 1989”.

Rose de Freitas (PSDB-ES)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor

Wellington Fagundes (PL-MT)
Como votou: sim ao processo de impeachment de Collor


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Ricardo Callado27/04/20167min

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Por Celson Bianchi

Estamos vivenciando um momento único da vida nacional e da vida de Brasília. Desde Tiradentes, a indignação com o comando do País não se mostrava tão pujante e mobilizou tanta gente, quanto ao longo do processo de impeachment que ora tramita no Congresso Nacional.

Alguns poderiam dizer que o impeachment de Collor também mexeu com a nação. Ocorre, que em 1992 o jogo foi ganho por W.O. Collor não tinha militância, respaldo político e muito menos capacidade de articulação com a sociedade. Foi derrotado quase sem tocar na bola. A maior prova disto foi o próprio PT do Senado, quando durante a recente reunião de líderes para tratar do impeachment de agora, reconheceu, sem qualquer constrangimento, que o processo que levou ao afastamento do então presidente Collor foi no sistema express, abalizado por tudo e por todos com toda a pressa que a situação requer. Embora integralmente dentro dos preceitos constitucionais.

Agora a coisa é diferente. O PT que começou como partido hoje mais se aproxima de uma seita. Deixou-se de lado a razão dos fatos graves e incontestáveis da corrupção e do desvio, que balançam o comando do país, para simplesmente quedar-se a adoração construída na base de favores, do patrimonialismo e dos repasses com dinheiro público. Daí o jogo atual do impeachment encontrar tamanha resistência, apenas na lógica da vinculação comandada por partidos, sindicatos e movimentos sociais que se embeveceram com as riquezas nacionais e o aporte fácil do dinheiro público.

Não fosse a ideologia patriótica do cidadão comum, primeiro a acreditar no impeachment, e que por sua mobilização arrastou partidos e personalidades políticas, até então descrentes, nada disto estaria acontecendo. Nos submeteríamos ao caos dos serviços públicos essenciais, ao quadro de mentiras eleitorais e principalmente ao manuseio sem pudor dos números fiscais, que nos levaram a recessão, a falta de perspectivas e as costumeiras mentiras eleitorais, sem qualquer contestação.

Ao povo somaram-se organizações da sociedade civil que não dependem do dinheiro público, tal qual nossa Associação Comercial do DF, e desta mobilização e indignação que foi transportada das redes sociais para as ruas do Brasil, que hoje nos permitimos a oportunidade de um recomeço.

JK que sempre teve na democracia um livro de conduta inseparável, assiste com satisfação inquebrantável sua filha consolidar-se como palco das grandes manifestações nacionais.

Se alguns ainda tinham dúvida da força pulsante das veias de aço e cimento que cortam nossa cidade, esta dúvida se espraiou como nuvem de fumaça, para nos permitir bradar com todas as forças: Brasília tem corpo e alma.

E é esta alma de brasilidade que JK sonhou ver retratado no dia a dia nacional, e que nos fez enxergar para dentro do nosso próprio País, que agora nos autoriza a catalisar a indignação nacional como combustível inesgotável de um processo que caminha a passos largos para voltarmos, dentro da mais perfeita quadra de constitucionalidade, a dizer não às práticas de conduta que ceifaram nossas riquezas, em especial da maior empresa brasileira.

Enganam-se mais ainda aqueles que acreditam ser o impeachment um processo que se encerra em si mesmo. Apesar de todas as tentativas vãs de se construir uma guerra de guerrilha pautada em falsos argumentos disseminados com o único propósito de barrar o processo de impedimento  em curso, valendo-se das mais reprováveis teses ao seu alcance, como se fôssemos idiotas, manipuláveis ao mais simples aceno, com destaque para a malfadada tentativa de deslegitimar o Congresso Nacional, por um passado que o condena, mas com um presente, que longe de absolver quem quer que seja individualmente, se dá em perfeita sintonia com os reclamos da esmagadora maioria da população.

Não terão êxito. O impedimento da atual presidente da República é o começo e não o fim, e deve servir de alerta para todos os políticos que se acham acima do bem e do mal. O povo sabe o que quer, e num país abençoado por Deus não se deixará manipular por quem quer que seja, pois estamos convictos de que força de JK e o simbolismo do que representou sua epopeia em favor do Brasil, nos permite, neste mês de aniversário de Brasília, voltar a sonhar com um país que olhe para seus filhos com a compreensão de que há muito a fazer para resgatar nossa dignidade, mas acima de tudo com a certeza de que não foi o povo que nos colocou neste caos e se há conta a ser paga, não é no bolso dos brasileiros que se deve principiar o indispensável resgate econômico e social.

Na Brasília de corpo e alma que vislumbramos, nestes 56 anos da sua inauguração, a base de sustentação de uma verdadeira democracia do povo, para o povo e pelo povo, deve saber distinguir onde apontar os caminhos da salvação nacional, sem permitir que alguns ganhem em prejuízo de todos.

Que o novo governo que se avizinha tenha a exata noção de que, tão importante quanto acertar, é fundamental não errar. De corpo e alma eu acredito nisto, assim como em Brasília e no Brasil.

 

  • Celson Bianchi é jornalista

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Ricardo Callado26/04/20163min

Temer ministerio

Antes mesmo de ser confirmado presidente pelo Senado, o vice Michel Temer praticamente definiu qual será sua equipe, caso a presidente Dilma Rousseff seja afastada temporariamente do cargo; a confirmação mais importante veio com Henrique Meirelles, na Fazenda; além dele, Temer escalou três de seus auxiliares mais próximos para postos-chave: Eliseu Padilha na Casa Civil, Romero Jucá no Planejamento e Moreira Franco na Infraestrutura; para a Educação, José Serra deve aceitar o cargo, mesmo enfrentando resistências no PSDB; Paulo Skaf, da Fiesp, é o mais cotado para o Desenvolvimento, que está acima do BNDES; além deles, Ricardo Barros deve ir para a Saúde e Henrique Alves voltaria para o Turismo

247 – O vice-presidente Michel Temer praticamente fechou a definição do primeiro escalão de seu eventual governo, que poderá se tornar realidade no dia 12 de maio, caso o Senado confirme o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff.

A definição mais importante aconteceu no dia de ontem, quando Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, venceu a disputa interna contra o senador José Serra (PSDB-SP), que também almejava o Ministério da Fazenda. Temer avalia que Meirelles, que presidiu o Banco Central durante oito anos do governo Lula, simboliza a credibilidade diante do mercado internacional. Na Fazenda, Meirelles poderá também indicar o chefe do BC.

Em seu primeiro escalão, Temer também contaria com seus principais aliados, no PMDB, para a concretização do impeachment. Eliseu Padilha iria para a Casa Civil, tornando-se responsável pela articulação política. Moreira Franco comandaria o superpoderoso ministério da Infraestrutura, que uniria pastas como Transportes, Portos e Aviação Civil. Romero Jucá, por sua vez, assumiria o Planejamento. Além deles, Henrique Alves deve voltar para o Turismo.

Dos partidos aliados, o PSDB indicaria José Serra para a Educação, mesmo com resistências de políticos como Geraldo Alckmin e Aécio Neves. Do PP, viriam os deputados Ricardo Barros (PP-PR), para a Saúde, e Cacá Leão (PP-BA), para a Integração Nacional. O Desenvolvimento, que desenvolve políticas de comércio exterior e está também acima do BNDES, deve ser ocupado por Paulo Skaf, atual presidente da Fiesp.

Tudo depende, evidentemente, da votação do relatório da comissão especial do Senado, no dia 12 de maio, que pode afastar a presidente Dilma temporariamente do cargo – até que seja julgado o mérito do processo de impeachment.



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