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Callado22 de janeiro de 20204min

Ajustes pontuais foram determinados pelos conselheiros. Medida beneficiará, pela primeira vez, 456 mil alunos desde a da pré-escola até jovens e adultos

Por Ana Luiza Vinhote

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) autorizou, na tarde desta terça-feira (21), a licitação para compra de uniformes dos estudantes da rede pública da capital. Por unanimidade, a corte decidiu pela continuação do processo, garantindo aos alunos roupas escolares completas e gratuitas desde a pré-escola até a educação de jovens e adultos. Com a medida, 456 mil estudantes serão beneficiados.

Segundo os conselheiros, a continuidade do processo será condicionada a alguns ajustes, como “os valores de referência apresentados pela própria jurisdicionada, ancorados somente em preços públicos, no patamar de R$ 22,58 e R$ 22,26, respectivamente, para os itens short-saia e bermuda”. Também ficam estabelecidas a possibilidade de formação de consórcio a partir de Microempreendedores Individuais (MEI) e a devida republicação do edital.

456 mil alunosda rede pública receberão uniformes gratuitos

A iniciativa do governo local é inédita e atende a um compromisso do programa de governo. Em gestões anteriores, o uniforme completo só foi fornecido a beneficiários de programas sociais para famílias de baixa renda.

Os demais alunos, que são a grande maioria, pagavam pelas peças. O investimento é estimado em R$ 120,9 milhões, mas a expectativa é de que o valor seja reduzido durante os lances do pregão.

Distribuição

Por uma questão de logística, a entrega será gradativa. Os primeiros uniformes chegarão aos alunos até o mês de abril. No começo do ano letivo as escolas deverão apurar as numerações de roupa e calçado dos estudantes e enviar às Coordenações Regionais de Ensino (CREs). À medida que a Secretaria de Educação receber as informações de cada CRE, serão emitidas ordens de serviço para a empresa vencedora do certame.

Por sua vez, a empresa, a contar da emissão das ordens, terá até 60 dias para entregar os uniformes à pasta. Por isso, quanto mais antecipadamente as escolas levantarem tais informações, mais rapidamente os alunos receberão os uniformes.

Os 16 mil beneficiados pela Gestão Compartilhada, projeto conduzido pela Secretaria de Educação em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, receberão uniformes próprios. A data da entrega dos uniformes aos estudantes será divulgada posteriormente.


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Callado22 de janeiro de 20207min
Os laboratórios de robótica vão atender, a princípio, as regiões administrativas de Sol Nascente/Pôr do Sol, Estrutural, Samambaia, Brazlândia, Paranoá e Itapoã. Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Crianças e adolescentes de 10 a 18 anos terão acesso a laboratórios e equipamentos para serem inseridas no mundo e mercado da tecnologia

Por Ian Ferraz e Emanuelle Coelho

O universo da robótica e da tecnologia estará ao alcance da população do Distrito Federal. Essa conexão será feita com crianças e adolescentes de 10 a 18 anos por meio da implantação de laboratórios nas regiões administrativas. Nesses espaços, os alunos vão aprender desde a manusear softwares livres e impressoras 3D até construir robôs e drones e conceitos de web design. É o que estabelece o programa Passaporte para o Futuro, uma ação conjunta de governo entre as secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação, de Juventude e de Justiça e Cidadania em parceria com o Instituto Campus Party.

Os laboratórios de robótica vão atender, a princípio, as regiões administrativas de Sol Nascente/Pôr do Sol, Estrutural, Samambaia, Brazlândia, Paranoá e Itapoã. As aulas vão ser gratuitas e destinadas ao público jovem para inseri-los numa área cada vez mais presente e importante no mundo.

Esses cursos serão oferecidos em espaços que pertencem às administrações regionais, nos Centro de Juventude – administrados pela Sejus (Secretaria de Justiça e Cidadania) – e demais equipamentos públicos aptos a receber os estudantes em salas climatizadas de 40m² a 50m². As turmas serão compostas de 30 alunos por turno (matutino e vespertino), com monitores e orientadores.

O laboratório do Sol Nascente/Pôr do Sol será o primeiro inaugurado entre as 13 unidades previstas nessa primeira fase do programa. Em seguida, a comunidade do núcleo rural do Café sem Troco, no Paranoá, terá o espaço disponibilizado dentro do Centro Comunitário. Outro local confirmado para as próximas semanas é a unidade do Parque Tecnológico Biotic.

“A ideia é fazer com que esses jovens possam se tornar desenvolvedores, programadores. São mais de 30 profissões nessa área de tecnologia que eles terão acesso e estarão aptos a atuar no mercado de trabalho”, explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gilvam Máximo.

Oportunidade

O critério de seleção dos estudantes será os mesmos usados para o Cadastro Único. As vagas serão destinadas para alunos de baixa renda, sendo 50% delas para o sexo feminino e 50% para o masculino. Será analisada também a frequência escolar do estudante.

Estudante da rede pública de ensino, Marco Antônio Moura, 16 anos, será monitor da unidade do Sol Nascente/Pôr do Sol. Oportunidade que ele faz questão de agradecer antes mesmo de ter início o projeto. “Isso é tudo para mim, vai mudar minha vida. Além de aprender vou ajudar os outros para que as pessoas tenham uma profissão”, comenta.

“Vamos atender meninas e meninos para ter esse primeiro contato com a tecnologia. É um novo tipo de emprego e vida. Além dos cursos, tem a construção de materiais, de robôs. Eles vão ter sua primeira experiência com tecnologia aliando com facilidades para o dia a dia deles. Até por isso escolhemos regiões de maior vulnerabilidade social”, explica o secretário da Juventude, Léo Bijos.

Segundo o secretário de Justiça e Cidadania, Gustavo Rocha, o laboratório de robótica representará uma oportunidade de inclusão tecnológica e qualificação profissional. “Essa iniciativa vai aproximar os jovens em situação de vulnerabilidade da tecnologia, levando conhecimento e despertando o interesse deles para este tema”, disse. E complementou: “A instalação do laboratório no Centro de Juventude, que já é reconhecido pela comunidade como um espaço de promoção da cidadania, significa a união e o fortalecimento de dois projetos que tem o mesmo objetivo: dar um futuro melhor para os nossos jovens e promover uma transformação social em áreas pobres e com altos índices de violência”, disse.

Os laboratórios de robótica são mais uma ação integrada do Governo do Distrito Federal com a sociedade civil. Todo o material didático e físico será disponibilizado pelo Instituto Campus Party, maior acontecimento tecnológico do Brasil. O projeto consiste em laboratórios com mobiliário, equipamentos de eletrônica para ensino de robótica, impressora 3D, computadores, material didático e internet de alta velocidade.

A concretização dos laboratórios também contou com a participação dos deputados distritais Júlia Lucy, Eduardo Pedrosa e Leandro Grass e do ex-deputado distrital Joe Valle. Além de ideias, eles colaboraram com emendas parlamentares.

As aulas vão ficar a cargo de Organizações de Sociedade Civil (OSC) selecionadas dentro de critérios legais pela secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. Os profissionais serão escolhidos e treinados pela Campus Party.



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