Arquivos Crise hídrica - Página 2 de 8 - Blog do Callado

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Ricardo Callado05/12/20173min

A Caesb tem realizado, desde agosto, várias obras, em etapas, para a transferência de água do Sistema Santa Maria/Torto para o Sistema Descoberto. Essa transferência objetiva poupar o Lago Descoberto, que é o manancial mais impactado pela atual crise hídrica e o principal do DF. O processo de transferência começou com 220 L/s e agora já está sendo possível transferir cerca de 370 L/s. O objetivo da Caesb é aumentar essa capacidade para algo em torno de 700 L/s.

Após o início do racionamento (iniciado em 16/01/17 no Sistema Descoberto e em 27/02/17 no Sistema Santa Maria/ Torto), a vazão captada no Descoberto estabilizou, entre 3.700 a 3.800 L/s. As obras de transferência, levaram a captação nesse manancial a uma redução até o patamar atual de 3.350 L/s. A Caesb trabalha para reduzir ainda mais esse volume de captação.

Inicialmente, a área atendida pela transferência era somente o Guará I e II (220 L/s), depois foram interligadas áreas do Lúcio Costa, Núcleo Bandeirante, Park Way e Candangolândia (mais 80 L/s, totalizando 300 L/s). Na semana passada a interligação e a transferência foram ampliadas e novas áreas antes atendidas pelo Sistema Descoberto passaram a receber água do Sistema Santa Maria/Torto, abastecendo outras áreas do Park Way, Núcleo Bandeirante e Vila Metropolitana (mais 70 L/s, totalizando 370 L/s). Outras intervenções estão em curso e irão ampliar essa capacidade de transferência em até 700 L/s.

As obras de interligação estão sendo realizadas com recursos da Tarifa de Contingência, aplicada entre outubro de 2016 e junho deste ano. “A Caesb tem trabalhado incessantemente para ajudar o DF a superar a crise hídrica. A transferência de água do Sistema Santa Maria/Torto para o Sistema Descoberto só é possível devido a ampliação da capacidade de produção de água da Caesb com a inauguração da ETA do Lago Norte e do Subsistema do Bananal”, exaltou o presidente da Caesb, Maurício Luduvice.


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Ricardo Callado27/11/20173min

Medida permite fazer compras sem licitação e pode servir de argumento para pedir verba federal. Ela renova decreto publicado em janeiro.

Por Gabriel Luiz e Pedro Borges, G1 DF e TV Globo – O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, voltou a decretar nesta segunda-feira (27) situação de emergência devido à crise hídrica. A medida foi publicada no Diário Oficial desta segunda e tem validade de 180 dias. Na prática, isso permite fazer compras sem licitação para obras emergenciais e pode servir como argumento para pedir verba do governo federal.

A justificativa remete a um documento do Ministério da Integração que compila desastres naturais. Segundo Rollemberg, cabe decretar situação de emergência por causa do “período prolongado de baixa ou nenhuma pluviosidade, em que a perda de umidade do solo é superior à sua reposição”.

A primeira vez em que o governador decretou situação de emergência do tipo foi em 25 de janeiro deste ano. A medida venceria em 24 de julho. No entanto, três dias antes, foi prorrogada por 120 dias. Na prática, a situação de emergência havia perdido a validade em 18 de novembro.

De acordo com este novo decreto, deve ser restringida a captação de água para as atividades agropecuária, industrial, comercial e de lazer na bacia do Descoberto. A única exceção é quando o objetivo é o abastecimento humano.

O governador também atribuiu à Agência Reguladora de Águas do DF (Adasa) o papel de definir restrições para o uso de água potável da rede pública – seja domiciliar, comercial, industrial ou para lazer. É também a agência quem fica com o papel de fiscalizar o cumprimento dessas restrições.

A Secretaria de Agricultura fica com a missão de implementar medidas de apoio aos agricultores, com o objetivo de melhorar a eficiência no uso da água pelo setor. Também deverá fiscalizar o cumprimento das restrições para não captar água no Descoberto.

A Agefis é órgão responsável por fiscalizar todas as medidas previstas no decreto, aplicando sanções se for necessário. Todos deverão fazer campanhas de conscientização para economia de água.


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Ricardo Callado23/11/20172min

Informação foi dada pelo Inmet ao governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, em reunião na sede do instituto na tarde desta quinta (23)

Para avaliar a situação climática do Distrito Federal, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg reuniu-se com o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Francisco de Assis Diniz, na tarde desta quinta-feira (23). O encontro ocorreu na sede do instituto.

Na saída, o governador disse que estão previstas chuvas dentro da normalidade na última semana de novembro, e, na primeira de dezembro, devem ter maior intensidade.

“Vamos esperar que se confirme, porque, com isso, teremos aumento no volume das águas na Barragem do Descoberto.”

A previsão para o fim de novembro condiz com as chuvas do mês até o momento, que ficaram dentro da média normal.

Rollemberg também falou sobre medidas para aumentar a capacidade de abastecimento no DF.

“Já inauguramos duas unidades de captação e de tratamento [Subsistema do Bananal e Estação de Tratamento de Água do Lago Norte]. Com isso, fazemos com que cidades abastecidas pelo Reservatório do Descoberto recebam pelo de Santa Maria”, exemplificou.

O governador disse ainda que a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) e a Companhia de Saneamento Básico do DF (Caesb-DF) trabalham com os irrigantes da região do Descoberto para que a água seja usada com mais eficiência.

“Concluímos o terceiro ano seguido com volume de chuvas abaixo da média histórica, mas estamos otimistas com a previsão de chuvas associada com as medidas tomadas para garantir o abastecimento da população”, finalizou Rollemberg.


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Ricardo Callado06/11/20178min

Em menos de um ano, mais de 1.576 l/s de água foram colocados no sistema

Em menos de um ano, a Caesb aumentou sua capacidade de produção de água nova para o sistema de abastecimento em 1.576 l/s, correspondendo a um acréscimo de 16,5% na sua capacidade de 9.500 l/s. Esse ganho foi obtido pela Companhia por meio de obras como a da ETA Lago Norte e Subsistema do Bananal. Recuperação e melhorias de antigas captações e implantação de poço profundo. Para o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, “é uma conquista relevante, em um momento em que vivemos a maior crise hídrica da história de Brasília, e não teria sido alcançado se não fosse o esforço dos empregados da Caesb, o apoio que recebemos do Governo de Brasília e o uso consciente da água pela população”.

Esse acréscimo na produção de 1.576 l/s seria suficiente para abastecer uma população de aproximadamente 880 mil habitantes, o que representaria as cidades de Ceilândia, Samambaia e Recanto das Emas. Com a capacidade total aumentada para 11.076 litros por segundo, a Caesb ganhou fôlego no enfrentamento da maior crise hídrica da história do Distrito Federal. Segundo Maurício Luduvice, “outras medidas como investimentos para redução de perdas no sistema, combate às ligações clandestinas, intervenções para possibilitar a transferência de água do Santa Maria/Torto/Bananal para cidades abastecidas pelo Descoberto, campanhas educativas de uso consciente e racional da água estão sendo fundamentais para enfrentarmos toda essa crise”.

Sistema Produtor do Lago Norte

Inaugurado no dia 02 de outubro, o Sistema Produtor de Água do Lago Norte consiste em captar água por meio de balsas flutuantes e tratamento no próprio local, com capacidade para captar até 700 l/s. A água está sendo captada no braço do Torto, no Lago Paranoá. Trata-se de uma estação de tratamento de água compacta, com membranas de ultrafiltração, uma das mais modernas tecnologias para tratar e oferecer uma água de excelente qualidade. O local também foi escolhido pela boa qualidade da água apresentada no braço do Torto, que já foi testada durante os estudos para implantação do sistema definitivo de captação no Lago Paranoá.

Com a produção de novos 700 l/s, a Caesb irá abastecer o Lago Norte, Paranoá, Itapoã e Taquari. Dessa forma, a água proveniente do Sistema Santa Maria/Torto, que abastecia essas regiões, será transferida para outros dois reservatórios — um no Parque da Cidade e outro no Cruzeiro – e ficará disponível para reforçar o abastecimento pelo Sistema Descoberto.

A Caesb assinou o contrato para aquisição e montagem dos equipamentos para captação emergencial de água no Lago Paranoá no dia 26 de abril, no valor de R$ 42 milhões. Os recursos foram destinados pelo Ministério da Integração Nacional.

Subsistema Produtor de Água do Bananal

O subsistema de captação de água do Ribeirão Bananal entrou em operação no dia 30 de outubro e tem capacidade para uma vazão média de 726 l/s. Ele irá ampliar o abastecimento das regiões atendidas pelo Sistema Santa Maria/Torto e beneficiar diretamente cerca de 200 mil habitantes, moradores da Asa Norte, Sudoeste, Cruzeiro e Noroeste. Os investimentos são da Caesb, da ordem de R$ 20 milhões, provenientes de financiamentos junto ao FCO/Banco do Brasil.

Pequenas captações

Desde novembro de 2016, cerca de 15 mil moradores do Gama já estão sendo abastecidos pelo córrego Crispim, localizado na cidade. Neste córrego, estão sendo captados cerca de 30 litros por segundo. Para tanto, foram reativados 3 km e construídos mais 180 metros de redes de 300 mm de diâmetro. A água captada passa por tratamento e depois é encaminhada para o Reservatório do Gama, de onde é distribuída para a população.

Outra importante medida adotada pela Caesb foi a reativação da captação no Rio Alagado, localizado no Gama. Estão sendo captados 60 L/s, que beneficiam cerca de  30 mil habitantes da região. Para isso, a Caesb restaurou uma unidade de tratamento, melhorando a infraestrutura do local. Foram recuperados 4 km de trechos da adutora e instalada uma válvula redutora de pressão. A água captada passa por tratamento e é encaminhada para a própria rede de distribuição.

A Caesb também realizou melhorias na captação do Córrego Cabeça de Veado, que nasce dentro de área protegida, passa perto do Jardim Botânico e do Lago Sul e depois deságua no Lago Paranoá. Este córrego é responsável por complementar o abastecimento da população do Jardim Botânico e Lago Sul. A Empresa fez uma análise da elevatória e aumentou a eficiência das bombas, com a troca de seus rotores. Ao todo, quatro bombas foram revitalizadas e possibilitou o aumento da vazão de captação no córrego de 110 para 150 litros por segundo, um acréscimo de 40 L/s.

Em São Sebastião, foi realizada a ativação de um poço, com capacidade de produção de 12 litros de água por segundo. Este poço está em operação e contribuiu para o abastecimento da região administrativa, beneficiando aproximadamente 4 mil pessoas.

Outra importante obra foi a interligação do Condomínio Total Ville ao Pólo JK que contribui com 8L/s. Foram implantados cerca de 515 metros de rede por método não destrutivo.


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Ricardo Callado21/10/20175min

O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Maurício Luduvice, voltou a afirmar nesta sexta-feira (20) que o racionamento de 48 horas não tem data certa para começar e que notícias de que as interrupções começariam no próximo domingo (22) são falsas. “O que eu posso assegurar é que a população será devidamente avisada, com antecedência. Ninguém será pego de supresa”, disse Luduvice, em entrevista coletiva.

Ontem a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) autorizou a ampliação do racionamento no Distrito Federal das atuais 24 horas de suspensão de abastecimento para 48 horas. Nas redes sociais, circula uma tabela atribuída à Caesb que mostra que o racionamento começaria neste fim de semana. Luduvice informou, no entanto, que na segunda-feira (23) a Caesb encaminhará um projeto para ser avaliado pela Adasa e que, mesmo após aprovado, o racionamento não começará imediatamente.

Luduvice não adiantou quais serão as regiões em que o racionamento será ampliado, nem como o projeto será aplicado, mas ressaltou que a situação mais crítica é do reservatório do Descoberto, que atingiu nesta sexta-feira (20) o volume útil mais baixo já registrado, de 10,2%. Até o momento, a Adasa considera que as medidas adotadas conseguem sustentar o abastecimento, no limite, até 9% desse volume.

Com o início da captação de água no Lago Norte, e outras medidas estruturais, a Caesb conseguiu retirar algumas regiões do Descoberto, como Guará I e Guará II. Atualmente, são abastecidas pelo reservatório regiões como Taguatinga, Ceilândia e Gama. Luduvice alertou, porém, que outras regiões, abastecidas por Santa Maria, também podem entrar no racionamento ampliado. “Como eu disse, a gente se prepara para o pior e torce para o melhor. Temos que estar preparados. Estamos desenvolvendo planos [de rodízio], tanto para o Descoberto quanto para Santa Maria.”

Luduvice lembrou que a Caesb têm feito otimizações do sistema de captação e que isso possibilitou um aumento da retirada de água do Descoberto, o que poderá trazer certa segurança. Essas medidas constam no relatório que será apresentado à Adasa. De acordo com o presidente da Caesb, isso poderá reduzir o limite de 9% estabelecido até agora para cerca de 5%, dando uma margem maior de abastecimento.

Ele disse que “é preciso pensar na comunidade em geral” e que é difícil decidir pelo racionamento ou ampliação, mas que é mais difícil ainda, uma vez que se entra, sair desse sistema. Por isso, a Caesb busca outras medidas para tentar adiar o início do racionamento de 48 horas e não descarta a possibilidade de chuva.  “A chuva está chegando, a gente espera ganhar volume e é importante que, quando a chuva vier, a população continue economizando”, afirmou Luduvice.

Hoje a Adasa autorizou também a captação de água do volume morto do Descoberto, ou seja, da parte do reservatório abaixo dos tubos de captação. Para isso, a Caesb informa que fará as obras necessárias, mas que espera não usar esse volume. Até janeiro essa obra estará concluída.

Segundo a Caesb, outras medidas que podem dar maior segurança para o abastecimento de água no DF já começaram a ser implementadas. Bananal, entra em operação no fim deste mês e Corumba IV, no fim do ano que vem. A empresa também diz que reduziu o desperdício de água que ocorre nas tubulações por vazamentos e com furto de água, os chamados gatos. No final do ano passado, 35% da água não chegava ao destino final. Essa porcentagem caiu para 30%.

“Importante dizer que não existe perda zero”, enfatizou a companhia, acrescentando que um valor admitido internacionalmente é 20%. “Estamos trabalhando na melhoria de redes, colocação de válvulas redutoras de pressão. Mais importante: estamos trabalhando nos gatos, que são um problema serio para nós”.


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Ricardo Callado20/10/20173min

Responsável pelo fornecimento de água de mais de 60% do DF, o Reservatório do Descoberto está com o nível em apenas 10,5%.

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) autorizou a Caesb a ampliar o período de rodízio de fornecimento de água de 24 para 48 horas semanais, mas ainda não há previsão para o início desse aumento. Já existe um plano estruturado para ser colocado em prática, caso necessário. Em nota oficial, a companhia garante, no entanto, “que, neste momento, o rodízio não será ampliado” e que “a decisão será amplamente divulgada e com antecedência”.

O governador Rodrigo Rollemberg ressaltou, nesta sexta-feira (20), que não há previsão para ampliar o racionamento. “Não há uma decisão ainda. E, quando houver, seguirá critérios absolutamente técnicos”, disse, durante o lançamento da estação solar da Guariroba, em Ceilândia.

A autorização da Adasa está na Resolução nº 23, publicada nesta sexta (20) no Diário Oficial do DF.

Como a chuva não tem aparecido, a Adasa autorizou ainda, na Resolução nº 24, também publicada hoje (20), a Caesb a utilizar R$ 6,25 milhões para a captação do volume morto do principal manancial de seu sistema. São R$ 5 milhões da tarifa de contingência e R$ 1,25 milhão (25% de reserva adicional).

Outros R$ 15 milhões (R$ 12 milhões da tarifa de contingência e R$ 3 milhões de 25% da reserva adicional) poderão ser usados para a construção da adutora e elevatória Olhos d’Água (R$ 7 milhões), da adutora e elevatória Alagado (R$ 4,5 milhões) e da elevatória Ponte da Terra (R$ 500 mil). Todas essas estruturas ficam no Subsistema Gama, parte do Descoberto.

Além disso, a Adasa determinou a suspensão da captação superficial em dias pares nos córregos Chapadinha, Olaria, Capão Comprido, Rodeador e Ribeirão das Pedras, afluentes do Descoberto. O objetivo é reduzir de todos os modos a perda de água na região.

 


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Ricardo Callado09/10/20179min

As obras do Sistema Produtor Corumbá são fruto de um consórcio entre DF e Goiás. Além da adutora de água tratada, cabe à Caesb a construção da Estação de Tratamento de Água, em Valparaíso (GO), e de 15,3 quilômetros de adutora de água bruta. Ao todo, a parte do DF está 68% executada

Com entrega prevista para abril de 2018, a obra de construção de uma elevatória de água e da linha de recalque para transferência de água tratada de Corumbá 4 é parte importante do Sistema Produtor Corumbá.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, vistoriou as intervenções na manhã desta segunda-feira (9), na BR-040, Km 5, onde está sendo instalada a adutora de água tratada.

“A parte do DF está muito bem, tanto aqui quanto na estação de tratamento, em Valparaíso [GO]. A boa notícia é que Goiás já retomou sua parte da obra e comprou as bombas da captação”, disse Rollemberg.

Os investimentos dessa área do Sistema Produtor Corumbá são de R$ 70,6 milhões. O valor compreende a execução de 14 quilômetros de tubulação em aço e três conjuntos de motobombas centrífugas com capacidade para captar até 2,8 mil litros de água por segundo.

O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Maurício Luduvice, explicou o caminho da água. “Ela é captada no lago Corumbá 4, passa por uma adutora de água bruta de 28 quilômetros e desemboca na estação de tratamento de Valparaíso. De lá, trazemos nesta adutora de água tratada até o centro de distribuição, em Santa Maria.”

Questionado sobre a possibilidade de sair do racionamento, o governador afirmou que tudo depende dos níveis dos reservatórios. “A curva histórica mostra que em novembro os níveis começam a subir. As chuvas e as obras de captação de água são os principais fatores.”

O que são as obras do Sistema Produtor Corumbá

As obras do Sistema Produtor Corumbá são fruto de um consórcio entre DF e Goiás. Além da adutora de água tratada, cabe à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) a construção da Estação de Tratamento de Água, em Valparaíso (GO), e de 15,3 quilômetros de adutora de água bruta. Ao todo, a parte do DF está 68% executada.

Os 12,7 quilômetros restantes de adutora (97% executada), a captação e a estação de bombeamento (60% executadas), em Luziânia (GO), são de responsabilidade da Saneamento de Goiás S.A. (Saneago).

As regiões administrativas do DF que vão receber a água serão Gama e Santa Maria, em um primeiro momento; depois, Planaltina, Recanto das Emas e Riacho Fundo. Quatro municípios goianos do Entorno fecham a lista: Cidade Ocidental, Luziânia, Novo Gama e Valparaíso.

As intervenções vão beneficiar cerca de 1,3 milhão de pessoas — 650 mil no Distrito Federal e 650 mil em municípios goianos do Entorno — no início da operação do sistema. Em uma segunda etapa, esse número vai chegar a 2,5 milhões, metade em cada unidade da Federação.

Serão captados 2,8 mil litros de água por segundo na primeira etapa dos trabalhos, sendo 1,4 mil para o DF e 1,4 mil para Goiás. Em um segundo momento, para além de 2018, chegará a 5,6 mil litros por segundo, metade para cada um.

Captação no Lago Paranoá fica em operação assistida por três meses

Na segunda-feira (2), foi entregue o Subsistema Produtor do Lago Norte, com captação de água no Lago Paranoá. A Caesb fará o trabalho a partir de 2019, pois nos primeiros três meses será assistida pela Enfil S.A Controle Ambiental, empresa que tocou as obras.

O investimento ficou em R$ 42 milhões, 15% abaixo do inicialmente — R$ 49.437.958. O Ministério da Integração Nacional liberou R$ 55 milhões para as obras — a diferença volta para a pasta federal.

A captação é de 700 litros de água por segundo no braço do Torto, no Lago Paranoá. A estrutura fica na ML 4, no Setor de Mansões do Lago Norte. Trata-se de uma estação compacta de tratamento de água, com membranas de ultrafiltração, uma das mais modernas tecnologias.

Depois, a água vai para dois reservatórios: um no Lago Norte e um no Paranoá. Os locais abastecidos serão Asa Norte, Itapoã, Lago Norte, Paranoá, parte de Sobradinho II e Taquari. O fornecimento para essas regiões é feito pelo Sistema Produtor Santa Maria-Torto.

A Caesb tem também um projeto, já licitado, para captar, armazenar, tratar e distribuir água do Lago Paranoá de forma definitiva. As obras estão orçadas em R$ 480 milhões — o governo de Brasília negocia financiamento com a Caixa Econômica Federal.

O Sistema Produtor Paranoá vai atender 600 mil pessoas no Paranoá, no Lago Oeste, no Tororó, em Sobradinho e nos Condomínios Jardim ABC, Jardim Botânico e Alphaville.

Andamento das obras no Bananal

Com entrega também prevista para outubro, as obras do Subsistema Produtor do Bananal estão 75% executadas. A elevatória 1 e a captação estão prontas, e a elevatória 2, em processo de finalização. Todos os equipamentos e materiais já foram comprados e estão no canteiro da obra.

O Bananal significa um reforço de 726 litros por segundo para o Sistema Produtor Santa Maria-Torto. O investimento é de R$ 20 milhões, do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, do Banco do Brasil.

Cerca de 170 mil pessoas serão beneficiadas com as intervenções, que incluem captação no Ribeirão Bananal e bombeamento para a Estação de Tratamento de Água de Brasília.

Pequenas obras de captação no Distrito Federal

No fim de março, a Caesb reativou a captação no Rio Alagado, no Gama. São 20 litros por segundo, que beneficiam cerca de 16 mil pessoas na região. Foram recuperados 4 quilômetros de trechos da adutora e instalada uma válvula redutora de pressão. A água captada passa por um tratamento simplificado e é encaminhada para a própria rede de distribuição.

Ainda no Gama, cerca de 15 mil moradores são abastecidos pelo Córrego Crispim desde novembro de 2016. São captados 40 litros por segundo desde a reativação de 3 quilômetros de adutora e a construção de mais 180 metros de redes. A água é tratada e encaminhada para o Reservatório do Gama.

Nas proximidades do Jardim Botânico e no Lago Sul, a captação do Córrego Cabeça de Veado — que desemboca no Lago Paranoá e complementa o abastecimento nas duas regiões administrativas — foi aprimorada. Quatro bombas para essa finalidade foram revitalizadas. Isso possibilitou o aumento da vazão de captação no córrego de 110 litros para 150 litros por segundo.

Outra medida foi a ativação de um poço, em São Sebastião, com capacidade de produção de 10 litros de água por segundo. A estrutura beneficia aproximadamente 4 mil pessoas.


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Ricardo Callado05/10/20173min

Mesmo com a chegada das chuvas, o Governo de Brasília vem mantendo o estado de alerta no fornecimento de água e vai continuar com o rodízio diário em determinadas regiões, segundo a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). Os reservatórios da região ainda estão em observação. Na manhã de hoje (5), a medição no Descoberto registrava 16,2% do volume útil, e o de Santa Maria com 28,3%.

“A crise hídrica ainda é muito grave. Precisamos da colaboração de todos para continuar usando água de maneira racional, com economia e sem desperdício”, observou o diretor-presidente da Adasa, Paulo Salles.

Apesar da alta na umidade do ar, a previsão é que o sol apareça novamente no final de semana. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), outubro é um mês de transição do inverno para a primavera, e é normal a oscilação do clima.

“O clima no mês de outubro é muito irregular por ser o período da transição de estação. A previsão é que a partir do dia 13 [de outubro] as chuvas cheguem com mais força. Mas é nos meses de novembro, dezembro e janeiro que se espera a maior intensidade”, disse Hamilton Carvalho, meteorologista do Inmet.

O abastecimento de água no DF é suprido pelos reservatórios de Santa Maria, do Descoberto, que, desde segunda-feira (2), conta com o suporte da Estação Tratamento de Água do Lago Norte, que capta 700 litros de água por segundo do lago Paranoá e fornece para as regiões administrativas do Lago Norte, Paranoá, Itapoã e Taquari.

Previsão

A região tem previsão de sol para o final de semana. Com a chegada da primavera e as chuvas que ocorrem desde de o dia 28 do mês passado no DF, se encerrou o período de seca que já durava 127 dias. A estação provocou queimadas, baixa no nível de água nos reservatórios e alterou o cotidiano da população.

De acordo com as previsões, o final de semana será de clima ameno, com temperaturas que variarão entre 15 e 31 graus. “Estamos prevendo um final de semana sem chuvas. O clima ficará parcialmente nublado e com sol”, afirmou Hamilton Carvalho. Com oscilação no clima, segundo o Inmet, a previsão é que o volume de chuvas para outubro chegue a 166 milímetros.


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Ricardo Callado04/10/20177min

Financiamento — que depende de aprovação da Câmara Legislativa — será destinado ao programa Brasília Capital das Águas, que prioriza o uso racional dos recursos hídricos e a manutenção da qualidade da água do Rio Descoberto e do Lago Paranoá

O governo de Brasília negocia a liberação de US$ 41,1 milhões (cerca de R$ 130 milhões) para formalizar o programa Brasília Capital das Águas, que prevê uma economia de até 747 litros por segundo de água e propõe ações para manter a boa qualidade dos recursos hídricos do Rio Descoberto e do Lago Paranoá.

Como a liberação desse tipo de financiamento depende de aprovação do Poder Legislativo, o Executivo local protocolou, nesta terça-feira (3), na Câmara Legislativa, o Projeto de Lei nº 1.762, de 2017.

No âmbito do Brasília Capital das Águas, os novos recursos serão destinados a três grandes frentes de atuação: o incentivo ao uso sustentável da água na atividade agropecuária da região do Descoberto; a implementação de infraestrutura urbana e recuperação de áreas degradadas, na orla do Lago Paranoá; e a gestão do próprio programa.

“O resultado mais importante do programa Brasília Capital das Águas será o aumento de 747 litros por segundo do volume de água que chegará ao Reservatório do Descoberto. Somado à captação que começou a ser feita no Lago Paranoá [700 litros por segundo] e à que virá do Bananal [726 litros por segundo], teremos um volume maior do que retiramos atualmente da represa de Santa Maria [1,6 mil litros por segundo]”, diz o secretário adjunto da Casa Civil, Fábio Pereira.

A Casa Civil vai executar o Brasília Capital das Águas em parceria com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

De onde vêm os recursos

O programa Brasília Capital das Águas está orçado em US$ 61,5 milhões. Desse montante, US$ 41,1 milhões são negociados com o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), organismo multilateral de crédito ligado aos governos da Argentina, da Bolívia, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai para financiar, entre outros, projetos ambientais na Bacia do Prata. O governo de Brasília entrará com uma contrapartida de R$ 20,356 milhões, com garantia da União.

“Temos, desde abril, a recomendação da Comissão de Financiamento Externo, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão”, informa a subsecretária de Captação de Recursos, da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, Suzana Braga.

A aprovação do projeto na Câmara Legislativa é um dos passos fundamentais para que o governo de Brasília possa dispor dos recursos. Depois, o pedido de financiamento é enviado à Secretaria do Tesouro Nacional, que dá o aval para a negociação.

O processo chega, então, à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que se manifesta e encaminha ao Senado Federal, para mais uma rodada de aprovação legislativa. Por meio de resolução, o processo volta à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, para assinatura do contrato.

A Bacia do Prata engloba a bacia do Rio Paraná, para a qual segue a maior parte dos rios do DF, incluindo o Descoberto e o Paranoá.

O que é o Programa Brasília Capital das Águas

O programa Brasília Capital das Águas tem como objetivo proteger os principais mananciais do Distrito Federal que se encontram fora do Parque Nacional de Brasília, onde fica o Reservatório de Santa Maria.

As ações previstas englobam intervenções na área do Alto Descoberto, de ocupação predominantemente rural, e na orla do Lago Paranoá, com características urbanas.

Na região do Descoberto, o DF poderá economizar até 747 litros por segundo de água, com cinco ações:

  • Projetos específicos para cada propriedade: técnicos vão avaliar o uso da água de cada produtor rural e apontar como o recurso hídrico pode ser mais bem aproveitado. Só com esse trabalho, o governo estima que a economia de água fique em 128 litros por segundo.
  • Conversão de sistemas de irrigação convencional em poupadores de água: o programa prevê a substituição de aspersores pela irrigação por gotejamento. O gasto com água pode cair até 296 litros por segundo.
  • Revitalização do Canal do Rodeador: permitirá a retirada de água com mais controle e menos desperdício, o que acarretará uma redução de 170 litros por segundo da água captada no canal.
  • Revestimento de reservatórios de água nas propriedades rurais: tanques de armazenamento dos produtores receberão reforço de impermeabilização para diminuir a quantidade de água que se perde por infiltração na terra. A economia potencial é de até 27 litros por segundo.
  • Revitalização de canais de menor extensão: semelhante às ações no Canal do Rodeador, com economia de até 126 litros por segundo.

No Lago Paranoá, o trabalho atende à decisão da Justiça que determinou a recuperação de áreas degradadas e a implementação de infraestrutura para uso público ao longo da orla.

Os recursos vão permitir a revitalização da Concha Acústica; a interligação do Deck Norte, via Trevo de Triagem Norte, com o Parque Vivencial do Lago Norte; a ligação do Deck Sul ao Lago Sul na Ponte das Garças por ciclovias e calçadas; entre outros projetos.


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Ricardo Callado04/10/20173min

O governador Rodrigo Rollemberg está em São Paulo nesta quarta-feira (4), onde foi um dos palestrantes do Congresso Abes Fenasan na capital paulista, que tem como tema Saneamento Ambiental: Desenvolvimento e Qualidade de Vida na Retomada do Crescimento.

Rollemberg falou da abertura do Aterro Sanitário de Brasília e as obras de saneamento e infraestrutura que ocorrem em algumas regiões do DF. Para o governador do DF, a desativação do lixão da Estrutural é uma experiência que orgulha muito. “Já conseguimos inaugurar o nosso aterro sanitário e estamos construindo e reformando galpões que servirão como centros de triagem para os catadores de material reciclável”, disse o Executivo local ao destacar a incorporação produtiva desses trabalhadores, como prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Neste momento de retomada do crescimento do País, segundo Rollemberg, os investimentos em infraestrutura e saneamento básico têm papel fundamental na melhoria da qualidade de vida da população brasileira.

Ele citou as obras de saneamento e infraestrutura que ocorrem no Sol Nascente (Ceilândia), em Vicente Pires e em comunidades como Porto Rico (Santa Maria) e Butirizinho (Sobradinho). Ao todo, o governo investiu cerca de R$ 1 bilhão nessas intervenções, segundo Rollemberg.

Um dos focos do evento em São Paulo é apresentar práticas e modelos que garantam a eficiência da gestão da água em diversos locais do Brasil — captação, abastecimento e coleta e tratamento de esgoto.

Rollemberg falou sobre a crise hídrica enfrentada por Brasília e as medidas do governo para amenizar o problema. Em 2 de outubro, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água do Lago Norte, que reforça o abastecimento de água em 700 litros por segundo e diminui a demanda do Sistema do Descoberto. Estão em andamento ainda outras obras de captação, como do Subsistema Produtor do Bananal e Corumbá.

O congresso é um evento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) e da Associação dos Engenheiros da Sabesp (AESabesp). Cerca de mil pessoas entre congressistas e visitantes de todo o País, além de delegações internacionais, assistiram às palestras desta quarta.

O encontro começou na terça-feira (3) e vai até sexta-feira (6) com mesas redondas, apresentações de trabalhos técnicos e palestras comerciais.



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