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Arquivos Crise hídrica - Blog do Callado

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Ricardo Callado03/05/20188min

Medida foi tomada após o nível do reservatório do Descoberto, responsável por abastecer 65% de Brasília, ultrapassar 90% da sua capacidade

O governador Rodrigo Rollemberg anunciou nesta quinta-feira (3) o fim do rodízio no fornecimento de água no Distrito Federal em 15 de junho. A medida, tomada em virtude da crise hídrica que atingiu a capital do País, será encerrada após o reservatório do Descoberto ultrapassar 90% da sua capacidade.

O fim do racionamento de água no DF foi anunciado em coletiva de imprensa pelo governador Rollemberg, nesta quinta-feira (3)
O fim do racionamento de água no DF foi anunciado em coletiva de imprensa pelo governador Rollemberg, nesta quinta-feira (3). Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

O chefe do Executivo local atribuiu o resultado ao “esforço da população nesse 1 ano e 3 meses [de racionamento], e dos agricultores, que mudaram a forma de irrigação, e das obras de captação de água inauguradas pelo governo de Brasília.”

Rollemberg destacou que a população reduziu em cerca de 12 a 13% o consumo de água, o que ele considera o “grande legado” no rodízio de fornecimento. Ele enfatizou, ainda, que as captações no Ribeirão Bananal e no Lago Paranoá incrementaram o sistema em 1,4 mil litros por segundo.

“O menor nível de afluência do Descoberto fica para o fim de novembro, algo em torno de 21,9% da capacidade do reservatório, quando já teremos novamente o período de chuvas e, em dezembro, o sistema Corumbá em operação, com 2,8 mil litros por segundo a mais de água para o DF”, disse.

Soma-se a isso o fato de que, hoje, 550 litros de água que são captados a cada segundo no Ribeirão Bananal, no Lago Paranoá e no Sistema Santa Maria-Torto são usados para abastecer cidades antes que antes recebiam água da Barragem do Descoberto.

Obras para reverter a crise hídrica no DF

Após 17 anos sem intervenções para ampliar o abastecimento de água na capital do País, o governo de Brasília entregou a Estação de Tratamento de Água do Lago Norte e o Subsistema Produtor de Água do Bananal, interligou os dois principais sistemas produtores de água permitindo a transferência do Santa Maria-Torto para o Descoberto e avança nas obras do Sistema Corumbá.

Mais de 70% das obras da adutora de água tratada do Sistema Produtor Corumbá, em Santa Maria (DF), estão prontos.

Em outubro de 2017, o governador Rodrigo Rollemberg inaugurou a Estação de Tratamento de Água do Lago Norte. Nela, foram investidos R$ 42 milhões, com recursos provenientes do governo federal. A obra teve duração de cinco meses.

A unidade capta água por meio de balsas flutuantes e faz o tratamento do recurso no próprio local. A estrutura fica na ML 4, no Setor de Mansões do Lago Norte, e trata-se de uma estação compacta, com membranas de ultrafiltração, uma das mais modernas tecnologias na área.

No mesmo mês, o Distrito Federal também ganhou reforço de até 726 litros por segundo com a captação de água por meio do Subsistema Produtor de Água Bananal. A estrutura fica em uma saída da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), entrada da Granja do Torto.

O investimento foi de R$ 20 milhões, do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, do Banco do Brasil.

Além disso, a elevatória da Estação de Tratamento de Água Brasília (ETA Brasília), que foi entregue em abril deste ano, é fundamental para levar água captada no Ribeirão Bananal e no Lago Paranoá para regiões tradicionalmente abastecidas pelo Sistema Produtor Descoberto.

O início do racionamento no DF

Em 2016, a escassez de chuvas em Brasília levou a Barragem do Rio Descoberto a atingir o nível mais baixo de sua história. O reservatório, responsável à época por abastecer 65% do Distrito Federal, estava com apenas 40% da capacidade no dia 16 de setembro.

Por isso, na época, a Adasa declarou estado de alerta por situação crítica de escassez hídrica para a capital do País. O diretor-presidente da agência, Paulo Salles, assinou a Resolução nº 15, de 2016, que recomendava medidas para assegurar a manutenção dos recursos, pois o ideal é que o reservatório se mantenha acima de 60% de seu volume útil.

As primeiras medidas anunciadas foram intensificar as campanhas educativas e aumentar a fiscalização para coibir captação ilegal de água.

Ainda em setembro, a Caesb começou a fechar, como medida temporária, o abastecimento de algumas regiões para preservar os níveis de reservação e evitar falta de água em maior proporção.

Em outubro, quando o volume de água do Rio Descoberto atingiu 24,97%, a Caesb começou a aplicar 20% de tarifa de contingência na conta de água do consumidor. O recurso foi utilizado, entre outras ações, para promover campanhas publicitárias de conscientização, intensificar a fiscalização para evitar fraudes e substituir redes com vazamento.

Por fim, para assegurar a capacidade hídrica da cidade, em janeiro de 2017 foi anunciado pelo governo rodízio no fornecimento de água das regiões administrativas abastecidas pela Barragem do Descoberto. E as regiões abastecidas pelo Reservatório de Santa Maria, responsável pelo fornecimento de água de 24% da população de Brasília, entraram no rodízio em fevereiro do mesmo ano.


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Ricardo Callado12/04/20185min

Por Cristiano Carlos

A Lei que estabelece as diretrizes para o saneamento básico no país foi publicada em 2007. A norma prevê que os gestores dos recursos hídricos adotem medidas que assegurem o abastecimento de água à toda população e para determinar os deveres dos consumidores como forma de proteger o recurso.

No Distrito Federal, o consumo de água nas regiões de maior poder aquisitivo é até seis vezes maior do que os gastos nas localidades consideradas mais pobres. No Lago Sul, o consumo médio de água por pessoa é de 366 litros, por dia.

O gasto é quase sete vezes maior se comparado com o consumo dos moradores do Itapoã, com média de 54 litros de água por pessoa ao dia, por exemplo. Os dados são da Companhia de Água e Esgoto de Brasília, a CAESB.

O senador Cristovam Buarque, do PPS brasiliense, é a favor do pagamento proporcional ao consumo de água, ou seja, quem consome mais deveria pagar mais pela água. Para ele, o método poderia ajudar a garantir o abastecimento de todos.“Nós temos que garantir o direito de cada casa ter água. Mas nós temos que exigir a responsabilidade de cada pessoa usar a água com parcimônia, com austeridade. E quem gasta muito tem que pagar muito. Para ter responsabilidade é preciso ter consciência. Para ter consciência é preciso ter clareza do custo”, ponderou.

Organização Mundial da Saúde

O consumo médio de água por pessoa recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de 110 litros por dia. No DF, o uso médio do recurso caiu de 153 litros por pessoa ao dia, em 2015, para 129 litros, em 2017. Mesmo assim, o consumo médio de água no Distrito Federal por pessoa ainda está 19 litros/dia acima do recomendado pela OMS.

O especialista em Hidrosedimentologia da UnB, Henrique Leite Chaves, lembra que a responsabilidade de cuidar dos recursos hídricos não pode ser apenas dos governos. Para ele, a população precisa saber dos riscos que o desperdício de água pode gerar para também buscar zelar e não sofrer com a falta do recurso.“O manejo dos recursos hídricos no Brasil, a despeito da nossa legislação hídrica ser bastante avançada, ainda merece muita atenção de todos, dos gestores e da população em geral. Porque não adianta, apenas, governos ou setores técnicos estarem buscando avançar com essa agenda, mas toda a sociedade deve estar participando também porque ela, em última análise, é que pode sofrer as consequências de uma má gestão da água”, defende o especialista.

Regiões que mais consomem água

Além do Lago Sul, as asas Norte e Sul, Lago Norte e Águas Claras estão entre as regiões que mais consomem água no DF. Fercal, Varjão e Recanto das Emas são as localidades com menor consumo por pessoa. Riacho Fundo dois e Paranoá foram as únicas cidades do Distrito Federal que registram aumento de consumo de água entre os anos de 2016 e 2017, de acordo com a CAESB.


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Ricardo Callado19/03/20186min

Governador discursou para autoridades de quase 170 países. Encontro é considerado principal evento do mundo sobre água

Por Marília Marques, G1 DF – Na abertura oficial do Fórum Mundial da Água, no Ministério das Relações Exteriores, o governador Rodrigo Rollemberg destacou a expectativa do Distrito Federal em superar a crise hídrica vivenciada há mais de um ano na região.

No discurso para autoridades mundiais, na manhã desta segunda-feira (19), o representante do Buriti afirmou que os investimentos do GDF são suficientes para superar a restrição de água.

“Os investimentos realizados por nosso governo permitem vislumbrar, com convicção, tempos de segurança hídrica para o DF.”

No início de março, o governador já tinha afirmado, durante a inauguração de uma obra no Gama, que o racionamento em Brasília será encerrado “sem dúvida até o fim do ano”.

Considerado o principal evento para discutir o tema, o Fórum Mundial da Água ocorre pela primeira vez no Hemisfério Sul. O encontro teve início no domingo (18), e a previsão é de que cerca de 45 mil pessoas passem por Brasília até sexta (23).

No discurso, Rollemberg afirmou ainda que o fórum deve deixar um legado para as futuras gerações. “Estamos tratando do tema mais importante para o futuro da humanidade, fundamental para atingirmos objetivos de desenvolvimento sustentável.”

Na cerimônia no Itamaraty, participam o presidente Michel Temer e mais 10 chefes de Estado, além do representante do Conselho Mundial da Água – organizador do fórum –, Benedito Braga.

Durante a fala, Temer destacou o fato da segurança hídrica estar “sempre no centro das políticas públicas do país”. O presidente afirmou que “assegurar água, portanto, dignidade” é o “propósito que nos reúne em Brasília”.

Trânsito

Devido ao evento, na manhã desta segunda (19), no Itamaraty, o trânsito na Esplanada dos Ministérios precisou ser alterado. O Eixo Monumental foi parcialmente fechado, às 6h, na altura da Esplanada dos Ministérios.

O congestionamento nas vias S1 e S2 e no Setor de Administração Federal começou por volta das 7h30. Por volta das 10h, o trânsito continuava praticamente parado.

Além disso, a segurança no local também foi reforçada. No Palácio do Itamaraty, o Gabinete de Segurança Insitutcional (GSI) ficou responsável pela segurança do presidente Michel Temer no evento. De carro, moto e a pé, integrantes das polícias do Exército, a Militar do DF e a Polícia Rodoviária Federal também patrulhavam a área.

 O acesso aos arredores da sede do Ministério das Relações Exteriores só foi permitido para autoridades, imprensa e convidados credenciados.

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Ricardo Callado16/03/20188min

Redução no tempo do banho e aproveitamento da chuva estão entre as medidas listadas no levantamento apresentado pela Codeplan nesta quinta (15). Consumo diário per capita caiu 12,2% em 2017, segundo a Caesb

Os efeitos da maior crise hídrica da história do Distrito Federal podem ser percebidos nas atitudes dos brasilienses em relação ao uso da água.

Pesquisa da Codeplan sobre consumo de água pelos brasiliensesÉ o que apontam as respostas dos entrevistados da pesquisa Comportamento Sustentável no DF: Visões sobre Conservação, Preservação e Coletividade, divulgada nesta quinta (15) pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan).

O objetivo do levantamento, segundo o presidente da empresa pública, Lucio Rennó, é aproveitar o 8º Fórum Mundial da Água — que ocorrerá de 18 a 23 de março no Centro de Convenções Ulysses Guimarães — para conscientizar a população.

“Existe uma discrepância entre o que as pessoas dizem e o que acreditam que a sociedade faz. É muito comum cobrar, mas raramente se pensa nas responsabilidades de cada um”, destacou, sobre diferenças notadas nas respostas obtidas pela equipe.

Um exemplo é que 90% disseram ter reduzido o tempo do banho, enquanto apenas 33% acreditam que isso seja hábito no DF, quando perguntados sobre a visão do comportamento de outras pessoas.

Noventa e sete por cento afirmaram fechar a torneira ao escovar os dentes. Já a percepção sobre a frequência do ato na sociedade foi de 28%. A pesquisa foi feita de 26 de janeiro a 20 de fevereiro, com 2.683 moradores das 31 regiões administrativas.

No caso de reutilização da água da chuva e do banho ou da máquina de lavar, as respostas positivas representam 56% e 74% dos casos, respectivamente.

O início do racionamento no abastecimento de água, em janeiro de 2017, converge com a resposta dos 61% que disseram ter comprado reservatórios para armazenar água no último ano. Desses, 46% apostam que outros fizeram a mesma coisa.

Trato dos resíduos sólidos

A pesquisa da Codeplan também abrange a atitude do brasiliense no trato dos resíduos sólidos. De acordo com o levantamento, 58% separam os materiais recicláveis no lixo de casa para a coleta seletiva. Mesmo assim, 78% dizem ter visto alguém jogar lixo nas ruas.

“Existe uma discrepância entre o que as pessoas dizem e o que acreditam que a sociedade faz. É muito comum cobrar, mas raramente se pensa nas responsabilidades de cada um”Lucio Rennó, presidente da Codeplan

Apesar das diferenças entre as respostas das atitudes e do que se acredita que os outros fazem, a diretora-presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Kátia Campos, vê os dados com otimismo.

“Com base no nosso trabalho, percebo que o discurso vem antes da prática. Muita gente compreende que é errado jogar lixo no chão, mas faz assim mesmo. No entanto, a pessoa tem a intenção de melhorar e alcançar o comportamento correto.”

Para Kátia, a apresentação da Codeplan foi além do comportamento do brasiliense com os recursos hídricos e tratou de cidadania. “Se alguém economiza água, tende a não jogar lixo na rua. Essa pesquisa levanta essa noção de responsabilidade e coletividade.”

Consumo per capita de água cai para 129 litros por dia em 2017

As respostas dadas à Codeplan estão alinhadas a informações levantadas pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb).

“Precisamos que a sociedade se conscientize e melhore ainda mais esses índices. Cada gota é importante”Jorge Werneck, diretor da Adasa

De acordo com a estatal, o consumo de água caiu em Brasília, em 2017, para 129 litros per capita por dia — o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 110 litros. Levantamento em 2016 apontou um uso por pessoa de 147 litros por dia. Em anos anteriores, o gasto também foi maior: 189 litros em 2014 e 153 em 2015.

A região residencial de maior consumo per capita ainda é o Lago Sul, que apresentou redução de 16,2%, de 437, em 2016, para 366 litros, em 2017. As localidades de menores consumos foram a Fercal (55 litros/habitantes/dia), o Itapoã (57) e a Estrutural/Scia (58).

Os dados levam em conta a população divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o volume de consumo apurado pela Caesb.

As únicas áreas onde houve aumento per capita foram o Paranoá e o Riacho Fundo II, regiões em que a Caesb passou a abastecer programas residenciais, como o Paranoá Parque e novas etapas do Morar Bem.

Pesquisa da Codeplan sobre consumo de água pelos brasilienses

Economia de água no DF deve continuar em 2018

O aumento da conscientização pode ser associado a um conjunto de fatores, como explica o diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), Jorge Werneck.

“Percebemos uma maior mobilização e conscientização, mas também houve um período de readequação da tarifa de água, a diminuição da pressão e o racionamento em si, medidas importantes durante a fase mais crítica da crise”, atribui.

De acordo com o Werneck, a população teve de se adaptar em um tempo curto, devido à grande variação do clima, do nível das chuvas e, consequentemente, da vazão dos rios que abastecem o DF.

“Precisamos que a sociedade melhore ainda mais esses índices para que possamos associar esse empenho a uma gestão adequada. Cada gota é importante”, reforça.


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Ricardo Callado08/02/20182min

Principal reservatório de água do Distrito Federal, o Descoberto atingiu hoje (8) 50,1% de volume útil, segundo a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico da capital (Adasa), atingindo a meta estabelecida para maio.  Esse volume, de acordo com a agência, garante “segurança hídrica” para o período de seca, mas não altera o racionamento em vigor na região há mais de um ano.

A agência atribui o aumento do volume útil do reservatório à redução do consumo pelos cidadãos e às medidas da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) para buscar novas fontes de água, como a captação em lagos da região.

Apesar da melhora, a Adasa reforça que é preciso continuar economizando água. “É de fundamental importância a colaboração da população, que precisa conservar hábitos de uso racional da água e reduzir ainda mais o consumo”, recomenda a agência.

Crise hídrica

Brasília atravessa uma crise hídrica há mais de um ano. Desde o começo de 2017, o volume de água do Descoberto está reduzido, prejudicando o abastecimento de parte do DF atendida por esse reservatório.

Em janeiro do ano passado, o volume útil estava em 19%. O governo do Distrito Federal instituiu um racionamento por meio de um rodízio. A cada dia, algumas regiões administrativas ficam sem água. Esta dinâmica não tem previsão de alteração, segundo a Adasa. Em 7 de novembro de 2017, o reservatório atingiu seu menor nível, com 5,3%.


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Ricardo Callado17/01/20186min

Governador Rodrigo Rollemberg visitou as intervenções nesta quarta-feira (17). Segundo ele, captação de até 2,8 mil litros de água por segundo dará segurança hídrica para a capital federal pelos próximos 30 anos 

O Distrito Federal executou 72% de sua parte das obras daquele que deve ser o principal agente da segurança hídrica para as próximas décadas na capital federal: o Sistema Produtor de Água Corumbá.

Nesta quarta-feira (17), o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, vistoriou as construções da Estação de Tratamento de Água Valparaíso e da adutora de água tratada, ambas de responsabilidade do DF.

Segundo Rollemberg, o objetivo é concluir os trabalhos até o fim do ano. “Esta é a maior obra de captação de água em curso no Brasil e vai acabar com qualquer crise hídrica pelos próximos 30 anos”, disse.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, esteve no local para acompanhar o ritmo das intervenções. A captação da água em Luziânia (GO) e a construção de 12,7 quilômetros de adutora de água bruta são de responsabilidade do governo goiano.

As obras ficaram paralisadas por meses após suspeita de superfaturamento por parte de Goiás. Perillo assegurou, no entanto, que os trabalhos serão entregues a tempo. “Todos os ajustes necessários foram feitos. A sintonia entre os governos e as empresas é perfeita, vamos cumprir o cronograma.”

Também participaram da vistoria o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco; o ministro das Cidades, Alexandre Baldy; o diretor-presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF, Maurício Luduvice; e o presidente da Saneamento de Goiás S.A. (Saneago), Jalles Fontoura.

“O esforço de engenharia bem-sucedido feito pela Caesb tem dado versatilidade ao sistema de abastecimento de água do DF. [A chuva] foi importante, mas a recuperação do nível dos reservatórios não seria tão rápida se não fossem as obras”, disse.

Ele ressaltou que, desde janeiro de 2015, quando não havia perspectiva imediata de crise hídrica, separou recursos do primeiro financiamento que conseguiu, de R$ 500 milhões com o Banco do Brasil, para a obra do Sistema Corumbá.

“Fazia 16 anos que não havia investimentos em captação de água no DF. Bastou 3 anos de chuvas abaixo do nível para termos problemas. Entregamos duas outras captações — Lago Paranoá e Bananal — e inauguramos nessa segunda-feira o booster do Noroeste, para transpor ainda mais água para o Descoberto”, completou o governador.

O que são as obras do Sistema Produtor Corumbá

As obras do Sistema Produtor Corumbá são fruto de um consórcio entre DF e Goiás. Além da adutora de água tratada, cabe à Caesb a construção da Estação de Tratamento de Água, em Valparaíso (GO) e de 15,3 quilômetros de adutora de água bruta. A parte do DF está 72% executada.

Os 12,7 quilômetros restantes de adutora (97% executada), a captação e a estação de bombeamento (60% executadas), em Luziânia (GO), são de responsabilidade da Saneago.

O orçamento é de R$ 540 milhões, divididos de forma igualitária entre DF e Goiás.

“Esta obra é um grande desafio de união de forças entre os governos federal, do DF e de Goiás. Conseguimos retomar essas intervenções em 2015. Ela vai dar segurança hídrica para o DF e Entorno, além de garantir emprego e renda na região”, destacou o diretor-presidente da Caesb, Maurício Luduvice.

As regiões administrativas do DF que vão receber a água serão Gama e Santa Maria, em um primeiro momento; depois, Planaltina, Recanto das Emas e Riacho Fundo. Quatro municípios goianos do Entorno fecham a lista: Cidade Ocidental, Luziânia, Novo Gama e Valparaíso.

As intervenções vão beneficiar cerca de 1,3 milhão de pessoas no início da operação do sistema — 650 mil no Distrito Federal e 650 mil em municípios goianos do Entorno. Em uma segunda etapa, esse número vai chegar a 2,5 milhões, metade em cada unidade da Federação.

Serão captados 2,8 mil litros de água por segundo na primeira etapa dos trabalhos — 1,4 mil para o DF e 1,4 mil para Goiás. Em um segundo momento, para além de 2018, chegarão a 5,6 mil litros por segundo, metade para cada um.


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Ricardo Callado15/01/20183min

Com a inauguração do booster do Noroeste nesta segunda-feira (15), serão transferidos até 280 litros por segundo da captação no Lago Norte para a Estação de Tratamento de Água de Brasília, no Plano Piloto

O booster do Noroeste, inaugurado na manhã desta segunda-feira (15), vai permitir o bombeamento de água do Lago Paranoá, captada no Lago Norte, para os reservatórios da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Brasília, no Plano Piloto.

O investimento foi de R$ 1,49 milhão. Com ele, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) poderá transferir até 280 litros de água por segundo e, dessa maneira, ajudar a diminuir a demanda dos reservatórios de Santa Maria e do Descoberto.

“Completaremos amanhã um ano de racionamento com quase o dobro do volume do Descoberto. [Desde então,] inauguramos a captação no Lago Paranoá e no Bananal”, disse o governado de Brasília, Rodrigo Rollemberg, na cerimônia de inauguração. A estrutura fica às margens da via W7, no Noroeste.

“Agora, com o booster, podemos transferir mais água do Sistema Santa Maria-Torto para regiões abastecidas pelo Descoberto, que amanhã deve chegar a 39%.”

A quantidade de água captada no Lago Norte que vai para a ETA Brasília é o excedente da região abastecida pelo manancial. Os 700 litros por segundo são mais que o necessário para abastecer Asa Norte, Itapoã, Lago Norte, Paranoá, parte de Sobradinho II e Taquari.

“O que lançamos hoje aqui é uma elevatória de pressurização. Invertemos o fluxo, trazendo água do Lago Norte para o Plano Piloto e aumentando a transposição de água”, disse o presidente da Caesb, Maurício Luduvice. “Antes, a água ia da região central para o Lago Norte. Com o booster e a ETA, passa a fazer o caminho inverso.”

A inversão de fluxo citada por Luduvice já leva água para Asa Sul, Asa Norte, Noroeste e Sudoeste. Em breve, outras áreas do DF, como Águas Claras, Guará e Vicente Pires também vão poder receber recursos hídricos do Lago Paranoá.

O booster entrou em funcionamento na quinta-feira (11) e hoje foi inaugurado oficialmente.


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Ricardo Callado26/12/20174min

Nesta terça-feira (26), o nível de água marcou 28,5%. A média para o mês era de 26%. Curva de acompanhamento para os primeiros meses de 2018 já está definida

Há poucos dias para acabar o mês, o reservatório de Santa Maria supera a média esperada para dezembro. Nesta terça-feira (26), o nível de água na represa marcou 28,5% — o esperado era de 26%. No entanto, os cuidados para economia de recursos hídricos devem continuar.

Metas para o reservatório de Santa MariaDe acordo com a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa), a captação no Santa Maria tem sido fortalecida com a chuva mais intensa este ano e com o volume mais abundante de água do Ribeirão do Torto. Tudo isso somado ao programa de economia de consumo que o governo adotou.

O diretor-presidente da agência, Paulo Salles, explica a importância desse tributário. “Numa época como esta, em que tem chovido bastante, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) retira maior volume do ribeirão, o que mantêm o nível do reservatório mais estável”.

As novas metas mensais da curva de acompanhamento para o reservatório de Santa Maria já foram divulgadas. A resolução nº 28 foi publicada nesta terça-feira (26) no Diário Oficial do Distrito Federal.

O manancial do Santa Maria é responsável pelo abastecimento da maior parte do Plano Piloto de Brasília, do Lago Sul e da região do Paranoá.

Os níveis mínimos de volume estipulados valem para o período de dezembro de 2017 a maio de 2018. De acordo com a projeção, as metas para os primeiros meses do ano são:

  • Janeiro: 28%
  • Fevereiro: 36%
  • Março: 41%
  • Abril: 46%
  • Maio: 47%

As porcentagens são definidas por critérios como precipitação e vazão dos afluentes, aferidas semanalmente pela Adasa.

Para Salles, as curvas de acompanhamento são cheias de incertezas, pois não há como prever um período de chuvas a longo prazo. No entanto, a autarquia trabalha com três cenários possíveis:

  • com o ciclo de chuvas nos próximos meses semelhante ao dos primeiros cinco meses de 2017
  • com 20% a menos de chuvas no referido período
  • com 20% a mais de chuvas

Previsão para 2018 é de chuvas na média

Pelas projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os primeiros meses de 2018 terão chuvas dentro da média.

De acordo com o instituto, é esperada para janeiro uma precipitação de 247,4 milímetros. Já em fevereiro, a quantidade de chuva deve atingir a média de 217,5 milímetros. Em março, o esperado é de 180,6 milímetros.


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Ricardo Callado26/12/20174min

Setor da companhia recolhe amostras dos medidores de água residenciais e de comércios para análise de qualidade. Serviço prestado no DF é aprovado pelo Inmetro desde 2013 e mostra resultados satisfatórios em 100% das medições desde 2015

Para garantir a cobrança justa dos consumidores e evitar perdas no sistema de abastecimento de água, o laboratório de micromedição da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb-DF) analisa a qualidade dos hidrômetros usados pela população.

O serviço prestado pelo laboratório recebe duas avaliações externas. Uma é anual, feita pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Nessa, o órgão distrital consegue nível de excelência desde 2013.

A outra é organizada por empresas de saneamento, fabricantes de hidrômetros e laboratórios de medição. O objetivo é estabelecer um padrão para as análises de medidores de água no Brasil. Desde 2015, o laboratório da Caesb apresenta resultados satisfatórios em 100% das medições.

Medições feitas pela Caesb

Os laboratórios de macromedição da Caesb medem a quantidade de água que sai de reservatórios e estações de tratamento. Já o de micromedição inspeciona a qualidade dos medidores residenciais e de comércios.

Segundo o coordenador de Tecnologia de Micromedição, da Caesb, Clóvis Ribeiro, a avaliação é feita por amostragem de lotes, para não precisar recolher todos os hidrômetros de uma vez. “Digamos que uma série tenha 4 mil medidores. Nós recolhemos cerca de 200 para analisar”, explica.

De acordo com Ribeiro, aproximadamente 300 contadores de água são aferidos por mês no laboratório. O número, na prática, representa os milhares de equipamentos dos lotes dos quais eles fazem parte.

Assim, apenas em 2016, com base nas amostras, a Caesb concluiu que 78 mil hidrômetros não estavam dentro dos padrões de qualidade. Por isso, todos foram trocados.

Hidrômetros são avaliados de acordo com normas do Inmetro e da ABNT

Na avaliação dos contadores usados, o laboratório no DF segue a Portaria nº 246 do Inmetro. Para os recém-fabricados, a norma é a 15.538, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Quando a companhia precisa de novas unidades, faz uma licitação. “A empresa ganhadora manda a amostra, e a gente determina se a Caesb pode fazer a aquisição”, informa o coordenador de Tecnologia de Micromedição.

Se um lote é reprovado pelo laboratório, a empresa deve fazer outra série de hidrômetros, sem custos extras para a Caesb.

Para os medidores instalados em residências, o órgão tem registro dos anos em que foram colocados e dos resultados das avaliações. “A média de troca é de oito anos, mas existem diferenças nos padrões de qualidade de cada lote”, detalha Clóvis Ribeiro.

Como exemplo, ele mostra, na tabela de lotes dos registradores instalados em Brasília, uma série implementada há 15 anos que ainda passa nas avaliações.


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Ricardo Callado12/12/20173min

Diante da escassez de água em todo o Brasil e da grave crise hídrica que o Distrito Federal enfrenta, e pensando no crescimento constante de toda essa região e do entorno de Brasília, que gera consumo ainda maior de água potável, é fundamental que os prédios comerciais e residenciais reutilizem água da chuva. Essa água também pode ser utilizada para outras finalidades, em substituição à água potável, como já vem ocorrendo em outras unidades da federação. Foi a partir dessas constatações que o deputado Cristiano Araújo (PSD) apresentou o Projeto de Lei 339/2015, que institui a Política de Incentivo ao Aproveitamento da Água da Chuva no DF. A iniciativa foi aprovada na Câmara Legislativa e agora vai para sanção do governador Rodrigo Rollemberg.

De acordo com o texto, será obrigatória a implantação de sistema de captação da água da chuva e seu reaproveitamento como água não potável nos projetos de edificações, residenciais ou não, no DF. A aprovação de licenças de construções estará condicionada à observância do que a lei estabelecer. Inclusive as novas edificações voltadas para programas de habitação de interesse social seguirão a nova regra.

O poder público também ficará autorizado a promover incentivos fiscais para as residências ou prédios comerciais que tiverem equipamentos de coleta e reaproveitamento da água da chuva, além de promover campanhas educativas de esclarecimento sobre os benefícios do uso de águas pluviais.

“A nossa região ainda possui um manancial considerável, que precisa ser preservado por todos. A reutilização da água da chuva em prédios públicos e privados, comerciais ou residenciais, será uma grande conquista para a nossa população”, argumenta Cristiano.

O parlamentar lembra que muitos brasilienses estão tomando a iniciativa de implantar sistemas inteligentes de captação de água das chuvas para vários usos, como banhos, lavagem de roupas e de calçadas, regar plantas e dar descarga. E que essa também foi uma das razões que o levaram a apresentar a proposta. “O nosso projeto foi inspirado nessa preocupação cada vez maior de pessoas conscientes e determinadas em preservar e economizar água em momentos tão críticos que vivenciamos. ”



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