Arquivos Celina Leão - Página 2 de 17 - Blog do Callado

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Ricardo Callado29/05/20173min

Câmara Legislativa realiza sessão solene sobre o tema ‘Minha Escolha faz a Diferença’

Neste mês em que se chama a atenção para a importância das escolhas dos motoristas na segurança do trânsito, é preciso despertar a conscientização do cidadão sobre a direção segura.  Em função desse tema, a Câmara Legislativa do DF (CLDF)  dá continuidade à sessão anual sobre o Maio Amarelo.

Na CLDF foi aprovado requerimento de autoria da deputada Celina Leão (PPS) para a realização de sessão solene que comemora o Maio Amarelo 2017, campanha que este ano tem como tema “Minha Escolha faz a diferença”. A sessão está marcada para esta segunda-feira (29), às 10h, no Plenário da Casa.

“A sessão prestará homenagem aos profissionais que trabalham no trânsito em prol da prevenção, redução e atendimento de acidentes no transito do Distrito Federal”, esclarece Celina, destacando que o Maio Amarelo é um movimento internacional que visa chamar a atenção da sociedade para o alto índice de morte e feridos no trânsito de todo o mundo. “O objetivo do movimento é colocar em pauta o tema segurança viária e, mais do que chamar a atenção da sociedade sobre os altos índices de mortes, feridos e sequelados permanentes no trânsito no país e no mundo, mobilizar o seu envolvimento”.

Celina diz que o tema deste ano, ‘Minha Escolha faz a diferença’, é voltado para a conscientização da sociedade sobre a importância da direção segura (a Melhor Escolha) e para ilustrar ações concretas que contribuam para mudar o trágico cenário dos acidentes de trânsito no Brasil, onde mais de 43 mil pessoas por ano perdem a vida.

Para a parlamentar, há pouco tempo Brasília celebrava a paz no trânsito, enquanto que hoje o cenário é de motoristas inconsequentes, veículos e álcool que se transformam em um filme com verdadeiras cenas de terror.

A exemplo de outros anos, a Câmara Legislativa do DF (CLDF) participa de ações do Maio Amarelo. “Em 2017 não poderia ser diferente. A continuidade da participação da Câmara só vem agregar forças a esse movimento tão importante”, justifica Celina.


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Ricardo Callado27/05/20172min

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) acatou o pedido da deputada Celina Leão (PPS) que reivindicou a concessão de adicional de periculosidade para todos os pilotos de trens da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal, o Metrô-DF. A Corte aceitou as argumentações da parlamentar que denunciou a ilegalidade da empresa ao não pagar a gratificação a esses servidores.

Segundo Celina Leão, dos 120 pilotos do Metrô-DF, apenas 40 recebem o adicional de periculosidade. “Os outros 80, apesar de desempenharem a mesma função, não gozam do mesmo benefício”, explica a deputada lembrando que a atitude do Metrô-DF fere diretamente o princípio básico constitucional da isonomia no serviço público.

De acordo com a representação da parlamentar junto ao TCDF, alguns pilotos do Metrô-DF já garantiram o seu direito na justiça. “Como o direito igualitário de recebimento do adicional de periculosidade não alcançou todos os pilotos, decidimos tomar essa atitude e já iremos descansar quando todos forem beneficiados”, concluiu Celina.

A assessoria do Metrô/DF confirmou que o órgão foi notificado e se pronunciará ao TCDF dentro do prazo de 15 dias.


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Ricardo Callado05/05/20173min

A deputada Celina Leão tomou duas medidas que poderão garantir ao cidadão o desconto de 40% no pagamento das multas de trânsito recebidas. A deputada representou, na quarta-feira (3), junto ao Tribunal de Contas do DF (TCDF) para que o órgão recomende ao Detran-DF a adesão ao Sistema de Notificação Eletrônica (SNE). E ainda protocolou uma ‘Ação Popular’, junto ao Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), para que a justiça determine ao Detran-DF a adesão ao Sistema.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), órgão máximo de trânsito brasileiro, criou o aplicativo Sistema de Notificação Eletrônico (SNE). Mas o cidadão precisa entender como funciona para obter o benefício, em tempo hábil.

O Sistema de Notificação Eletrônica (SNE) é um aplicativo que tem o objetivo de assegurar aos cidadãos a ciência das eventuais notificações de infrações de trânsito cometidas. O Denatran desenvolve o aplicativo e cada órgão de trânsito, de acordo com sua área de atuação (PRF, DNIT, DERs e Detrans, entre outros), deve aderir ao sistema para permitir que as infrações lavradas por seus agentes estejam disponíveis aos notificados.

Quando o cidadão faz a opção pela notificação eletrônica (cadastro no SNE) e não apresenta defesa prévia, assim como recurso contra a infração cometida, ele poderá pagar essa infração com 40% de desconto até a data de vencimento da multa. “O importante é que o desconto é disponibilizado multa a multa, ou seja, além da adesão à notificação eletrônica, o interessado deverá abrir mão da defesa e do recurso para cada infração existente”, explica Celina.

O SNE dinamiza e facilita o processo de notificação de trânsito. Se o usuário cometeu a infração, ele a recebe rapidamente e isso diminui custos ao Estado e também ao cidadão, que evita de ter que comparecer ao órgão de trânsito para retirar segunda via de infrações. “De acordo com o modelo atual de notificação, além da demora em recebê-las pelos correios, em algumas ocasiões estas são extraviadas”, destaca a parlamentar.

A deputada aposta no SNE para facilitar a comunicação entre órgãos autuadores e condutores. “Além de permitir a notificação das infrações de trânsito, outras possibilidades do app são, em um futuro bem próximo, permitir a entrega de outras comunicações pelos órgãos de trânsito, tais como: interposição de defesa e recurso, resultados de julgamentos, resultado de identificação de condutor infrator, entre outros”, exemplifica.


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Ricardo Callado04/05/20174min

Deputados aprovaram projeto de Celina Leão que incentiva o turismo na região Norte do DF

Trabalhar pelo Plano de Desenvolvimento de Turismo Sustentável Rota do Cavalo foi a meta traçada pela deputada Celina Leão (PPS) quando apresentou o Projeto de Lei 822/2015, que institui este plano na região norte do Distrito Federal. A matéria foi aprovada, nesta terça-feira (2), no plenário da Câmara Legislativa do DF (CLDF). “Este Plano deve diagnosticar e apresentar resultados acerca da infraestrutura de turismo na região. E mais: proporcionar o desenvolvimento de manifestações folclóricas, vaquejadas, leilões, exposições agropecuárias, rodeios, atividade equestre, entre outros”, apontou Celina Leão.

Celina defende que o crescimento do turismo é influenciado por diferentes fatores, como questões ambientais, avanços tecnológicos e mudanças políticas. “Esses elementos influenciarão a vida social e econômica das populações anfitriãs. Portanto, a participação das comunidades nas atividades de planejamento e desenvolvimento do turismo é que possibilitará um desenvolvimento sustentável”, avalia.

Para a parlamentar, as políticas de desenvolvimento do turismo começam a associar a proteção ambiental, a eficiência econômica e a justiça social. “Nesse sentido, a responsabilidade socioambiental surge como um grande diferencial competitivo para organizações do setor turístico que, ao promoverem o turismo sustentável, contribuem para o desenvolvimento econômico e socioambiental das comunidades”, ressalta.

Para Celina, existe um universo de atrações no contexto da Rota do Cavalo, especialmente naquelas ligadas às atividades equestres. “Além disso, inclui cachoeiras, trilhas, fauna, flora, belas paisagens e propriedades rurais. Na região, o turismo sustentável se apresenta como atividade de grande econômico para a região norte do Distrito Federal”. E justifica: “o desenvolvimento do turismo sustentável da Rota do Cavalo deverá ser orientado por um Plano de Turismo Sustentável a ser elaborado. O documento deverá ser o referencial de governo para o planejamento do turismo sustentável da Rota do Cavalo”.

A região fica a cerca de 20 quilômetros do Plano Piloto e já se consolidou definitivamente no itinerário turístico da Capital. Há mais de 30 anos, um grupo de pequenos proprietários de terra deu início a uma atividade que se transformou em roteiro turístico e que, hoje, é a Rota do Cavalo. Com restaurantes, centros de treinamento, haras e hotéis-fazenda, os estabelecimentos estão reunidos em um quadrilátero delimitado por quatro rodovias (BR-020, DF-001, DF-330 e DF-440).  A região onde se encontra a Rota do Cavalo é habitada há mais de um século. Antes do surgimento do Distrito Federal, ela pertencia a Planaltina de Goiás.


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Ricardo Callado01/03/20178min

Por G1 DF – Escutas instaladas com autorização da Justiça no gabinete da deputada distrital Celina Leão (PPS) mostram como Jefferson Rodrigues Filho diz ter clonado o celular do governador Rodrigo Rollemberg. Ele afirmou ter conseguido “duplicar” o chip do governador, para em seguida usar o aplicativo WhatsApp do governador para fazer nomeações e conseguir um emprego.

Sem saber que era gravado, Filho também afirmou ter sido ameaçado por Rollemberg para receber dinheiro de propina em nome do governador. Ele contou ter se encontrado com o governador duas vezes. Em nota, o governo afirma que foi vítima de um hacker. “Ele agiu de má fé e, tão logo se verificou a indevida invasão de privacidade, o governador o denunciou e pediu investigações à Polícia Civil.”

Segundo Filho, o governador afirmou que caso ele não aceitasse assumir este dinheiro, ele seria responsabilizado de qualquer forma. Ainda durante a conversa com a deputada, Filho contou que tinha conseguido nomear a si mesmo para um cargo no Fundo de Amparo à Pesquisa, além de ter nomeado a esposa e outras pessoas.

“Eu consegui obter a segunda via do número dele e instalei o WhatsApp. Com isso, logo no início do governo, nomeei minha esposa e nomeei algumas pessoas que mandaram mensagem para ele”, disse Filho na gravação.

Segundo Filho, o governador afirmou que caso ele não aceitasse assumir este dinheiro, ele seria responsabilizado de qualquer forma. Ele confessou estar respondendo a processo criminal pela clonagem do celular e a nomeação dos funcionários.

A deputada Celina Leão afirmou que sabia das denúncias de estelionato de Filho e chamou dois policiais civis para acompanhar a gravação da conversa. A parlamentar disse, no entanto, que não sabia que o gabinete também estava sendo vigiado por autorização da Justiça.

“Eu procurei a Polícia Federal antes de receber o estelionatário e recebi uma orientação de que não deveria recebe-lo sozinha, que teria que ter pelo menos dois policiais civis. Faz parte do processo da Polícia Civil acompanhar parlamentares diante de tentativa de extorsão, coisa absolutamente natural que não aconteceu no dia”, contou Celina.

Policiais civis deixam Câmara Legislativa com computadores e documentos apreendidos em gabinetes de parlamentares (Foto: Alexandre Bastos/G1)
Policiais civis deixam Câmara Legislativa com computadores e documentos apreendidos em gabinetes de parlamentares (Foto: Alexandre Bastos/G1)

Jefferson Rodrigues Filho tem ficha na polícia por estelionato e furto qualificado. Ele também é réu em sete processos na justiça do Distrito Federal. De acordo com a denúncia no Ministério Público, as suspeitas de clonagem começaram quando Jefferson pediu dinheiro emprestado, se passando por Rollemberg, ao chefe de gabinete do governador na época.

Quando foi verificar detalhes sobre o empréstimo com Rodrigo Rollemberg, o governador negou e o chefe de gabinete relatou o episódio. Ao julgar este caso, a Justiça determinou que Filho cumpra prestação de serviços comunitários.

Esse diálogo é um entre outros nas mais de 700 horas de gravação realizadas pelo Ministério Público nos gabinetes dos parlamentares investigados na Operação Drácon. O material está sendo analisado pelo instituto de criminalística da Polícia Civil e depois será avaliado pelos promotores do caso.


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Ricardo Callado21/02/20173min

Celina Leão reforça papel da Frente Parlamentar da Engenharia, Infraestrutura e desenvolvimento para contribuir com o crescimento do DF, em evento do Confea

O IV Encontro de líderes representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua, que está sendo realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), até quinta-feira (23), contou com a presença da deputada Celina Leão, que reforçou o papel fundamental da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional.

A deputada distrital participou do evento, nesta segunda-feira (20), dirigido a uma plateia seleta, reunindo mais de 600 participantes, ao lado de autoridades do setor, como o presidente do Confea, José Tadeu da Silva, o presidente do Crea-DF, Flávio Correia, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha; Carlos Monteiro, presidente da Ordem dos Engenheiros de Cabo  Verde; Lia Barbosa de Sousa Sá, representando as Câmaras Especializadas;  Modesto Ferreira dos Santos, coordenador do Colégio de Presidentes dos  Creas; Paulo Guimarães, presidente da Mútua; e Jorge Ney Brito,  coordenador do Colégio de Entidades, entre outros.

“Temos responsabilidades com o Brasil e seu desenvolvimento tecnológico, principalmente neste momento delicado da nossa economia”, afirmou o presidente do Confea.

Celina falou da satisfação de participar do evento, ressaltando a importância do encontro de lideranças nacionais, sendo um dos compromissos mais relevantes do trabalho. “Ele estabelece o plano anual de trabalho por meio da eleição de lideranças e prepara uma agenda prioritária dos fóruns consultivos do sistema”. E completou: “Estamos vivendo um momento ímpar neste país, e ouvir o chamado da Engenharia, engrenagem mestra do desenvolvimento, é acreditar na retomada do desenvolvimento”.

Ao lançar a Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, coordenada por seu presidente, o deputado Ronaldo Lessa, apoiado pelo sistema CONFEA/CREA E MÚTUA, Celina falou da importância da união de esforços para um momento de desenvolvimento nacional. “Vamos, juntos, promover um grande debate, em busca de soluções. A Frente servirá para promover um amplo debate com todos os interessados para a propulsão do desenvolvimento social e econômico do DF, buscar soluções viáveis para a habitação, recursos hídricos, transporte, mobilidade, saneamento, energia, segurança do trabalho e demais áreas ligadas à Engenharia, dando ensejo às áreas ligadas à formulação de proposições legislativas que proporão o bem-estar social da população do DF”.


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Ricardo Callado12/02/201713min
O deputado Joe Valle ao lado do governador Rodrigo Rollemberg (Foto: Toninho Tavares)

É a maior proporção dos últimos seis anos. Ao todo, 66 dos 114 textos que tinham sido barrados foram ‘ressuscitados’

Por Gabriel Luiz, G1 DF – A Câmara Legislativa do Distrito Federal derrubou em 2016 quase três em cada cinco vetos a projetos que tinham sido barrados pelo governador Rodrigo Rollemberg. Ao todo, os deputados “ressuscitaram” 66 dos 114 textos vetados pelo Palácio do Buriti – ou 58% do total.

É a maior proporção nos últimos seis anos. Durante os quatro anos do governo Agnelo Queiroz, os deputados derrubaram apenas 34 dos 230 vetos (15%). Em 2015, já na “gestão Rollemberg”, os distritais derrubam 23 vetos e mantiveram 20 (53%).

Ao G1, a ex-presidente da Câmara Celina Leão (PPS), à frente da Casa durante os últimos dois anos, afirmou que o número reflete uma postura de “independência” em relação ao governo.

“Ele [o governador Rodrigo Rollemberg] não tem articulação que respeite quando os deputados propõem os projetos. Então veta sem discutir com a gente, sem colocar o ponto de vista dele, sem dialogar”, declarou Celina.

A ex-presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS) (Foto: CLDF/Divulgação)
A ex-presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS) (Foto: CLDF/Divulgação)

O atual presidente da Câmara, Joe Valle (PDT), negou que os vetos representem uma postura de “rebeldia” por parte dos colegas e disse que vai tentar estreitar ainda mais o diálogo com o Executivo.

“Faremos um mandato sem ser de oposição sistemática ao governo, mas também sem ser subserviente”, disse Joe Valle.

“Nossa ideia é fazer com que todos os projetos cheguem ao Plenário depois de uma ampla discussão com o governo e a sociedade civil, no sentido de que as leis sejam efetivas”, continuou o distrital.

Críticas do governo

Para o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, o governo sempre tenta melhorar a relação com a Câmara. No entanto, ele criticou o fato de deputados aprovarem projetos mesmo sabendo que serão barrados depois.

“Muitas vezes, acabam passando leis ou inconstitucionais ou que acabam trazendo mais despesas para o governo, sem previsão orçamentária”, disse Sampaio.

Um dos projetos que ele citou é o do deputado professor Israel Batista (PV) que prevê passe livre por um ano a estudantes de cursinho – ou seja, quem terminou o ensino médio e que ainda não tenha passado na universidade.

O secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, em entrevista (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)
O secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, em entrevista (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

No começo de 2017, o governo aumentou a tarifa do transporte público justamente alegando que não tinha mais como cobrir a gratuidade para os alunos já garantidos pelo benefício.

Segundo a assessoria do deputado Israel Batista, a lei é necessária porque “o estudante sofre um apagão do Estado ao concluir o ensino médio”. A equipe dele também disse que uma estimativa de impacto orçamentário foi calculada quando a medida foi proposta.

“O parlamentar apresentou ainda uma emenda para que a lei entrasse em vigor somente em 2017, a tempo de incluir a previsão na Lei Orçamentária de valor equivalente a R$ 275 mil mensais”, continuou a assessoria. “É preciso garantir aos jovens a continuidade dos estudos para assegurar o ingresso na universidade.”

Deputados discutem em plenário projetos em última sessão do ano, quando parte dos vetos foi derrubada (Foto: CLDF/Divulgação)
Deputados discutem em plenário projetos em última sessão do ano, quando parte dos vetos foi derrubada (Foto: CLDF/Divulgação)

Ao G1, o secretário Sérgio Sampaio também criticou a forma com que os vetos são derrubados. Segundo ele, cada deputado “escolhe” dois projetos que foram vetados pelo governador. Depois, tudo é juntado em um bloco, para que seja derrubado de uma só vez em Plenário.

O atual presidente da Câmara, Joe Valle, disse que isso deve mudar. “A gente vai interferir nisso para que não aconteça esse acúmulo de vetos. É um acordo de líderes, mas em alguns casos é errado. A Comissão de Constituição e Justiça também não pode deixar passar projetos inconstitucionais.”

Quadro mostra análise de vetos pela Câmara Legislativa (Foto: Arte/G1)
Quadro mostra análise de vetos pela Câmara Legislativa (Foto: Arte/G1)


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Ricardo Callado08/02/20173min

Por Ricardo Callado


A declaração pública de que o PPS é oposição ao governo Rodrigo Rollemberg não trouxe novidade. Na prática, isso já vinha acontecendo. A coletiva de imprensa serviu para ratificar a posição do partido.

Nas entrelinhas, o PPS mostrou que está organizado, unido e mira 2018. O PPS quer ter candidato. Ou compor a coligação vencedora.

As perguntas dos jornalistas eram mais voltadas para as eleições do próximo ano, do que para o momento atual. A mesa formada para o anúncio foi carregada de simbolismo. O senador e ex-governador Cristovam Buarque, maior liderança do partido, estava lá, assim como o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), o vice-presidente da Casa, Wellington Luiz (PMDB), e na parte final, a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB).

O PPS tem dois deputados, Raimundo Ribeiro e Celina Leão, que reforçaram a posição do partido. O presidente da legenda, Chico Andrade, completou a mesa.

Estrategicamente, Raimundo Ribeiro foi o primeiro a usar a palavra. Com uma fala equilibrada, fez duras críticas ao governo, mas sem partir para o discurso pequeno de oposição por oposição.

Mostrou erros do Buriti e lembrou que é preciso ser construído um projeto que envolva lideranças que pensem antes de tudo no Distrito Federal. E que isso só pode ser feito através da humildade na política.

Cristovam completou as palavras de Raimundo. Afirmou que o PPS tem pressa em construir as alianças para 2018. Elogiou o senador Reguffe (sem partido) e disse que ele poderia um bom militante da legenda para a eleição e que o ex-vice-governador Tadeu Filippelli precisa construir uma face mais progressista para agregar apoio. E deixou claro que a posição do PPS não é de oposição ao partido, mas sim o governo que, segundo ele, não busca o diálogo.

O posicionamento coloca o PPS no jogo. Dá protagonismo a legenda. E preocupa o Buriti. E tem motivos para isso. O grupo político que está se aglutinando é aquele que sempre esteve do lado de Rollemberg. Para 2018, o governador terá que procurar novas parcerias. Artigo raro hoje no mercado político.


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Ricardo Callado08/02/20172min

Decisão dos magistrados foi unânime em favor da parlamentar

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e Territórios absolveu a deputada Celina Leão (PPS) ao julgar queixa-crime impetrada pelo ex-governador Agnelo Queiroz (PT) contra a parlamentar. À época, Celina estava na presidência da Câmara Legislativa e apontou o envolvimento de Agnelo em casos de corrupção, especialmente, em torno da construção do estádio Nacional Mané Garrincha. Durante o mandato de Agnelo, Celina foi uma parlamentar opositora ao governo.

A deputada Celina Leão (PPS) disse que ganhou o processo no mérito, porque estava no pleno exercício do mandato. “Eu estava em plena função parlamentar, fiscalizando e denunciando um esquema de corrupção, sem ultrapassar o limite de difamação. E não há crime nisso. Só que temos, ainda, uma delação da empresa Odebrecht que cita o ex-governador Agnelo como beneficiário de um grande esquema de corrupção. Por isso, o TJDFT nos deu ganho de causa por unanimidade. Isso é importante para a população do DF e uma grande oportunidade de esclarecer o que ocorreu no estádio”, sugere Celina.

A ação foi motivada por Celina ter falado, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, publicada em dezembro de 2015, quando a parlamentar ocupava o cargo de  presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF). Na ocasião, Celina apontou o envolvimento do ex-governador  Agnelo Queiroz em casos de corrupção.  A parlamentar falou das suspeitas de superfaturamento na construção do estádio Nacional Mané Garrincha. Chega a dizer que Agnelo é “ladrão”. “Ele é um bandido, um ladrão, um cara que rouba”, apontou Celina.

O desembargador Getúlio Moraes Oliveira, relator da ação, julgou a queixa-crime improcedente e seu voto foi acompanhado por seus pares, por unanimidade.


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Ricardo Callado28/12/20168min

Por Ricardo Callado


A pesquisa do conceituado Instituto Dados, encomendada pelo portal Metrópoles, sobre a corrida eleitoral de 2018, traz um quadro de momento que merece ser estudado. Claro que boa parte dos nomes deve ser descartada, mas é a vontade do eleitor que prevalece. E outros nomes não citados podem entrar na disputa.

O levantamento mostra que mais de um terço da população não tem candidato definido, o que é mais que normal pela distância do período eleitoral. E também porque não existem candidaturas postas oficialmente.

Dos nomes colocados, pelo menos dois estariam fora da disputa. Líder na pesquisa, o senador José Antônio Reguffe (sem partido) já deixou bem claro que não será candidato em 2018. Assumiu o compromisso de ir com seu mandato até o fim. E vai cumprir sua palavra com a coerência que sempre teve na vida pública.

Jofran Frejat (PR) também descarta ser candidato. Seu nome aparece bem posicionado, apenas atrás de Reguffe. É o recall de ter sido o segundo colocado nas eleições de 2014. Como o atual governo não vem conseguindo boa avaliação, o eleitor tende a remeter a lembrança ao principal adversário no pleito anterior. Daí Frejat aparecer como alternativa para o brasiliense.

O assessor da Presidência da República, Tadeu Filippelli é a novidade da pesquisa. Ele apareceu como o terceiro nome mais lembrado, atrás de Reguffe e Frejat. Da turma que realmente é candidato, Filippelli é o melhor colocado, mas para se viabilizar terá que construir um arco de apoios e apresentar um projeto político consistente.

Filippelli vem trabalhando nessa intenção adotando a estratégia do ciscar para dentro como o ex-governador Joaquim Roriz fazia tão bem.

Colado em Filippelli aparece o deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Sem espaço em emissoras de TV e nos jornalões, Izalci surge como a grande surpresa. Vem construindo a sua candidatura mostrando seu trabalho parlamentar através de espaços conseguidos nas Novas Mídias (blogs e portais), que será cada vez mais influente nas próximas eleições. Izalci é quem hoje tem maior potencial de crescimento.

Com a exposição de ter sido candidato a Presidência da Câmara dos Deputados, Rogério Rosso (PSD) surge em quinto. Rosso já foi governador e se o cavalo passar selado não descarta uma volta ao Palácio do Buriti. A dificuldade em construir uma aliança em torno do seu nome pode leva-lo a tentar uma vaga no Senado.

Filippelli, Izalci e Rosso podem até caminhar juntos nas próximas eleições. Soma-se a eles nomes como o do deputado Alberto Fraga (DEM), da deputada Celina Leão (PPS) e dos ex-deputados Eliana Pedrosa (sem partido) e Alírio Neto (PTB).

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi o que apresentou a maior queda nas intenções de votos, de 12,8% para 3,9%. Esse índice é a insatisfação de momento com o governo, mas numa eleição, com mais dois anos de governo e uma boa estratégia para apresentar o que conseguiu fazer, pode voltar facilmente para a casa dos dois dígitos.

Só se acontecer um desastre muito grande para Rollemberg conseguir chegar na eleição pior que Agnelo Queiroz (PT), mesmo alguns já comentando isso. Na política, nunca se pode subestimar,

No grupo de baixo, os outros nomes citados pela ordem são Chico Leite (Rede), Alberto Fraga, Agnelo Queiroz (PT), Celina Leão, Renato Santana (PSD) e Renato Rainha (sem partido).

Dos seis nomes, apenas Fraga é um nome cogitado para disputar realmente o Buriti. Eleito como o mais votado para a Câmara Federal em 2014, Fraga vai intensificar em 2017 o discurso de oposição ao governo Rollemberg. A estratégia deu certo no governo Agnelo.

Aliado de Rollemberg, Chico Leite é candidato ao Senado, inclusive com postulação já lançada pelo seu bloco na Câmara Legislativa formado por Rede, PV e PDT. Em 2010 e 2014, tentou entrar na disputa, mas o seu partido à época, o PT, não lhe deu a oportunidade. Agora na Rede, é nome certo para concorrer ao Senado.

Agnelo está fora da vida pública. Com um governo desastroso onde deixou a máquina pública quebrada, responde a várias ações de improbidade administrativa.

Celina terá que se desenrolar da Operação Drácon e provar sua tese de que fizeram uma armação contra ela para analisar qual será o seu caminho em 2018. Seu nome já foi forte ao governo, mas agora está em baixa e tem outros nomes a sua frente na fila.

Atual vice-governador, Renato Santana vai seguir o que o líder do seu partido, Rogério Rosso, desenhar. Pode ser candidato a distrital ou a federal. Já teve em alta no primeiro ano de governo, mas depois de polêmicas com o governador e gravações sobre irregularidades na Secretaria de Saúde, submergiu e quase não se fala mais no nome dele.

O atual presidente do Tribunal de Contas, Renato Rainha, deseja surgir como uma alternativa para o Buriti. Mesmo habilidoso politicamente, construir sua candidatura será uma missão muito difícil.

Faltaram pelo menos três nomes nesta pesquisa, que podem ser testados em futuros levantamentos. O presidente eleito da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), cogitado como a terceira via em 2018, é um deles.

O PPS também pode surgir com uma candidatura. Integrantes da Executiva do partido querem lançar o nome do deputado Raimundo Ribeiro para disputar o Governo do DF. Teria o apoio da deputada Celina Leão e do senador Cristovam Buarque.

Caso não apoie à reeleição do governador Rodrigo Rollemberg, um nome do PT deve ser colocado na disputa. Erika Kokay e Geraldo Magela são os mais prováveis.

Além disso, nunca se pode esquecer o nome do ex-governador José Roberto Arruda (PR). Ele tenta na justiça se livrar das ações da Caixa de Pandora. Os últimos andamentos da ação no Superior Tribunal de Justiça são favoráveis a Arruda, mas sua candidatura é incerta. Sempre se consegue algum empecilho jurídico para evitar que ele consiga ser candidato.

Esse é o desenho de hoje que o Instituto Dados nos permitiu analisar. Até lá, muita movimentações irão acontecer, mas na eleição de 2018 um desses nomes vai cruzar a linha de chegada. No atual cenário não há espaço para um novo nome.



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