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Ricardo Callado14/06/20162min

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POR ANDRÉA DUTRA


Hoje se deu mais uma queda de Eduardo Cunha. Será uma sequencia de derrotas a partir de agora. O presidente afastado da Câmara dos Deputados era até pouco tempo um dos homens mais poderosos do País.

Pode se falar tudo sobre Cunha, não que lhe falte coragem. Enfrentou Dilma, Lula e o PT. E agoniza abraçado numa luta de iguais.

Mas a coragem de Eduardo Cunha não lhe ajudou. Faltaram-lhe outras qualidades.

Coragem é uma grande virtude. Junto com a humildade e autorreflexão é um trio imbatível. Isso faltou em Cunha. Assim como falta em boa parte dos homens públicos. Lula é outro exemplo. Ídolos de barro.

Nada mais lastimável do que ver uma pessoa medrosa. Mais lastimável é ver um medroso que está num cargo para defender a sociedade. Coloca vários “poréns técnicos”, mas por trás está só o medo. Medo de ser pego. De ser descoberto.

A soberba ou outra característica que causa repulsa proposital não raro esconde fraquezas, na melhor das hipóteses.


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Ricardo Callado12/06/20162min

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Por Andréa Dutra


As declarações da presidenta afastada Dilma Rousseff, em entrevista à TV Brasil, defendendo eleições antecipadas é balela. Algo muito improvável. Seria uma busca de uma saída honrosa.

E querer passar uma borracha em tudo que aconteceu no seu governo. Desde os desmandos administrativos, escândalos de corrupção e a falência econômica do país.

A proposta teria de passar inicialmente pelo Congresso Nacional com três quintos dos votos para uma emenda constitucional. Teria que ser feita uma discussão sobre a constitucionalidade da proposta.

Dilma não conseguiu um terço de votos para impedir o impeachment. E terá dificuldade de obter três quintos para aprovar uma emenda constitucional.

A proposta de Dilma e do PT não vai prosperar. Se acontecer uma nova eleição, deve ser por força do TSE. O tribunal vota em breve ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

Historicamente, o titular da campanha é o responsável por todo o processo. O tribunal tem feito essa distinção. Mas a decisão pode sair somente no ano que vem.

 


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Ricardo Callado08/05/20162min

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POR ANDRÉA DUTRA

Uma das frases mais ouvidas esta semana em Brasília entre políticos influentes: “O Supremo comanda o Brasil”. A política foi judicializada. Não tem nada que não passe pelo crivo dos ministros da Suprema Corte.

Vem sendo assim nos últimos anos. Decisões de competências do Executivo e do Legislativo são contestadas. E o Supremo Tribunal Federal é chamado para dar a decisão final.

Há no Brasil hoje uma desarmonia entre os poderes. Enquanto o Legislativo coloca como refém o Executivo, implantando um semiparlamentarismo, o Judiciário surge como um poder acima dos outros dois.

A incontestada politicamente retirada de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara dos deputados e o afastamento do seu mandato é uma mostra disso. A decisão agradou as mais diversas tendências políticas. Mas há quem diga no meio jurídico que houve uma extrapolação por parte do STF.

Foi assim também quando se definiu o rito do impeachment. Uma interferência no regimento da Câmara.

Um poder interferir de forma direta em outro mostra a fragilidade de nossa democracia. O amadurecimento de nossas instituições anda muito lento.

É preciso que cada poder assuma as suas responsabilidades. E que a harmonia entre eles seja reestabelecida. Um poder com poder demais não é saudável para o país.



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