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Ricardo Callado17/05/20183min

O esfacelamento da chamada terceira via expôs as vísceras de  um caminho sem volta para o presidente do PTB-DF, Alírio Neto, junto a aliança partidária liderada pelo pré-candidato ao Buriti Jofran Frejat (PR). O aceno de Alírio para ocupar o lugar de vice, do ex-secretário de Saúde, foi descartado. A vaga tem dono. Pertence ao MDB

Por Toni Duarte, do Radar-DF

Faltando menos de 60 dias  para o inicio do registro oficial de candidaturas para a eleição de outubro no Tribunal Superior Eleitoral com prazo limite  em 15 de agosto, a aliança partidária liderada pelo médico Jofran Frejat começa a ser redesenhada com o esfacelamento do grupo da terceira via após a implosão provocada pela guerra de egos de seus integrantes.

Cristovam Buarque (PPS) e Rogério Rosso (PSD) e Wanderley Tavares (PRB), foram os primeiros a pular do barco e coube ao senador fazer a ponte para religar a interlocução com Jofran Frejat, líder imbatível em todas as pesquisas de intenções de votos realizada no DF pela corrida ao Buriti.

Dois motivos políticos teriam levado o senador Cristovam Buarque  a pular do  barco furado das madalenas: o primeiro foi a briga pela vaga de governador travada entre Alírio (PTB) e Izalci (PSDB). Ambos não chegaram a um acordo de quem seria o vice de quem.

O outro motivo de Cristovam para procurar Frejat, foi a possibilidade de disputar o Senado na vaga prometida ao empresário Paulo Octávio (PP).

Segundo se informa, o ex-vice-governador do DF pode sair do jogo diante das orientações jurídicas dadas pelos seus advogados. P.O pode até disputar as eleições esse ano, mas em uma situação subjúdice já que é réu em sete processos judiciais.

Essa mesma vaga vem sendo perseguida pelo deputado distrital e presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT). O distrital abandonou a ideia de ser pré-candidato a governador pelo seu partido e trabalha para ter um lugar na majoritária liderada por Frejat.

Depois do racha da terceira via o próprio José Roberto Arruda (PR) deu uma forcinha para Alírio Neto para retornar a trincheira de onde nunca deveria ter saído, na opinião de um cacique político que integra a aliança de Frejat.

Alírio só viria com uma condição: para  ser o vice.

“Sem chance”, reagiu ao Radar um dirigente de partido.


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Ricardo Callado15/05/20185min

Com disputa interna de terceira via e estratégias equivocadas de Rollemberg PR explora favoritismo de Frejat

Por Por Kleber Karpov – Politica Distrital

No fim de semana, o senador Cristovam Buarque (PPS) publicou um vídeo para anunciar que embora a terceira via para a disputa ao cargo do governado do DF tivesse um nome, deixaria para o ‘anunciar’ em um segundo momento. Enquanto isso, no sábado (12/Mai), o Partido da República (PR) realizou a posse da comissão provisória zonal de Santa Maria. Quase espalhadas pelo DF.

No vídeo, ao lado de nomes como os deputados federais Izalci Lucas (PSDB), Rogério Rosso (PSD), o vice-governador do DF, Renato Santana, do mesmo partido e Wanderley Tavares (PRB), o anúncio de Cristovam foi recebido com críticas. Afinal, a mensagem foi recebida como uma espécie de ‘estou anunciando que não vou anunciar’.

Por outro lado, membros do próprio grupo patrocinam, o ‘fogo amigo’ para consumir, ou melhor, desgastar de modo a ver quem sobrevive para disputar o Buriti, se Izalci e Alírio.  Se soma a isso, a estratégia do governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), de tentar associar as imagens dos rivais, à práticas de corrupção, para se contrapor aos aproximadamente 90% de rejeição na disputa eleitoral.

Estratégia que podem ser consideradas um ‘tiro no pé’, como analisa o ex-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle (PDT), que também pode ser lançado, nos próximos dias. Em entrevista ao Panorama Político (PD)(10/Mai), Doyle condenou a estratégia adotada por Rollemberg, “Acho que não é isso o tom que se deve ter na campanha. O tom que se deve ter é o seguinte, o que vai ser feito para melhorar a vida dos brasilienses. Essa é a questão.”, disse.

Porém, para blindar uma chance real de emplacar o próximo governador, com o ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde, o médico, Jofran Frejat (PR), o Partido da República (PR) que trabalha para desvincular os nomes do ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde, o médico, Jofran Frejat, das sombras do ex-governador do DF, José Roberto Arruda e do ex-vice-governador, Tadeu Filippelli.

Esses, juntamente, com o ex-governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), e outro nomes ligados a política do DF, de acordo com fontes de Política Distrital (PD) podem ser retirados de cena. Pois além de denúncias de desvio de dinheiro do Estádio Nacional Mané Garrincha, também devem responder por ações provenientes da segunda fase da Operação Panatenaico da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de fraudes no processo licitatório das obras do BRT Sul, além do pagamento de vantagens financeiras indevidas a autoridades públicas.

Nesse contexto, a militância de Rollemberg e demais rivais tentam colar Frejat ao aliados políticos, réus em esquemas de corrupção, ao sugerir que esses devem ser responsáveis pela indicação do vice-governador.

Porém, com a resposta na ponta da língua, Frejat, faz questão de deixar claro que, mesmo na condição de secretário de saúde, em nenhum momento cedeu a pressão do ex-governador Joaquim Roriz, em permitir nomeações políticas naquela pasta. O postulante ao GDF deixa claro que a escolha do vice-governador será realizada, sem pressa e com muito critério.

Nesse contexto, o PR sob condução do economista, Alexandre Bispo, mesmo sobre terreno árido, aproveita o charminho da ‘terceira via’ e mais uma sequência de atrapalhadas de Rollemberg e cia para pavimentar a corrida de Frejat rumo ao Buriti.


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Ricardo Callado11/05/20181min

Por Ricardo Callado

A chapa da Terceira Vida já foi definida, mas não anunciada oficialmente. O deputado federal Izalci Lucas (PSDB) será o candidato a governador, como o presidente do PRB, Wanderley Tavares, como candidato a vice-governador.

Os candidatos ao Senado serão Cristovam Buarque (PPS) e Rogério Rosso (PSD). A aliança composta por 10 partidos pretende ampliar ainda mais o leque. As conversas continuam com outras legendas, como o PDT do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, e a Rede do deputado distrital Chico Leite.

A composição poderia mudar com a chegada de novos integrantes na Terceira Via. Rogério Rosso poderia abrir mão da vaga ao Senado para Joe ou Leite.

O presidente do PTB, ex-deputado Alírio Neto, será um dos principais nomes a ser lançado pela aliança para a Câmara dos Deputados, cargo que ele tentou em 2014 e ficou na suplência.


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Ricardo Callado11/05/20185min

A guerra instalada dentro da terceira via pode levar a sua implosão. O clima entre o deputado Izalci Lucas (PSDB) e Alírio Neto (PTB), não é nada amistoso e o caldo pode entornar nesta sexta-feira (11), em que o grupo decidirá quem será o candidato a governador

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Nenhum quer ser o vice do outro. Pelo menos é isso que revela o clima hostil estabelecido dentro do grupo formado por partidos como PSDB, PPS, PTB, PRB e PSD, que pode quebrar um acordo que serviria de balizamento para a escolha do pré-candidato a governador para disputar as eleições desse ano pelo grupo.

O acordo diz que, quem estivesse melhor pontuado em uma pesquisa, encomendada pelo grupo, este seria o escolhido.

O resultado da pesquisa realizada por um instituto de São Paulo é do conhecimento dos principais cardeais das “madalenas arrependidas” e a importante decisão do grupo ocorrerá nesta sexta, às 10 horas, na casa de Cristovam.

Ao invés de sair a fumaça branca da paz e anunciar o candidato de todos, do meio do grupo pode surgir labaredas de fogo atiçadas entre os seguidores de Izalci Lucas e de Alírio Neto, capazes de devastar o reino das madalenas.

Durante a semana, Izalci ardeu no fogo dos infernos das redes sociais, com um fato requentado sobre processos que responde no STF, os quais deve descer, com o fim do foro privilegiado, para TJDFT.

Ao Radar, Izalci nega que tenha cometido tais delitos, que é inocente e que implora, há cinco anos, que os tribunais façam o seu julgamento.

Ontem, rodava a notícia de que o senador Cristovam Buarque (PPS), já havia batido o martelo sobre o nome que iria apoiar para governador. O ungido seria Alírio Neto, presidente do PTB.

Procurado, o senador Cristovam desmentiu e disse que tal decisão será tomada pelo grupo na reunião dessa sexta-feira que contará com as presenças de Rogério Rosso (PSD), Wanderley Tavares (PRB), além de Alírio e Izalci.

O climão na mesa de Cristovam será tenso. Izalci e sua turma não escondem e sabe de onde parte todas as pedradas e chicotadas que o deputado tem levado no lombo nos últimos dias.

“Temos consciência que as pedras não foram jogadas nem por Frejat e nem por Rollemberg. Elas estão sendo atiradas, traiçoeiramente  por Alírio, que sabe que não será escolhido como pré-candidato a governador pelo grupo”, disse um tucano de ligação umbilical com Izalci.

Ele disse ainda ao Radar, que Izalci, na maioria dos critérios estabelecidos pela pesquisa, está na frente de Alírio e se o acordo prevalecer o tucano será o pré-candidato a governador e Alírio o vice.

Disse também que se Alírio não aceitar ser vice, ela será ocupada por Egmar, que teve 15 mil votos na eleição passada para distrital e é irmão de Wanderley Tavares, presidente do PRB-DF.

Alírio Neto foi procurado pelo Radar mas não respondeu as ligações e mensagens.

No entanto, a assessoria dele informou que o presidente do PTB-DF, é candidato a governador  queira Izalci ou não. Disse que Alírio terá o nome anunciado por Cristovam, Rosso e Wanderlei nesta manhã de sexta-feira.

A Assessoria também disse que Alírio se recusa a aceitar o resultado da pesquisa, encomendada pelo grupo, por não ser isenta.

O instituto escolhido para a coleta de dados é ligado ao PSDB de São Paulo e que deixou de apontar o grau de rejeição de Izalci.

O fato é que o pau vai quebrar. As madalenas podem arder no fogo do inferno nesta pré-campanha eleitoral e sair cada um para o seu lado.


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Ricardo Callado10/05/20183min

A Terceira Via, que depois passou a ser chamada de “A Via”, vai ter que decidir até sexta-feira o que fazer para enfrentarem Jofran Frejat num possível segundo turno

Por Poliglota…

O grupo, liderado pelo senador Cristovam Buarque (PPS) e o deputado federal Rogério Rosso (PSD) deverão se reunir na próxima sexta-feira para escolher entre Alírio Neto (PTB), Izalci Lucas (PSDB) e Wanderley Tavares (PRB) quem será o cabeça de chapa para enfrentar o candidato do PR Jofran Frejat num possível segundo turno.

Isso porque após tomarem conhecimento de levantamentos internos onde Frejat continua na frente e Rollemberg só despencando, mesmo com índices baixos dos três postulantes a expectativa é que consigam surpreender e crescer naturalmente.

A ideia do grupo é que dessa reunião saiam os nomes do pré-candidato ao governo, do vice-governador e do senador. A arma que o grupo tem nas mãos é a possível adesão de pelo menos 10 partidos que já sinalizaram apoio, isso se na hora H não abandonarem o barco.

Um dos trunfos para a aceleração da escolha é o cenário ruim porque passa o governo Rollemberg com o aumento vertiginoso do atual mandatário no quesito rejeição que não para de subir. Para o grupo, é praticamente impossível Rollemberg reverter tamanha ojeriza do eleitorado brasiliense, mesmo tendo sob suas rédeas a máquina administrativa.

Apesar do grupo afirmar que Frejat estagnou na liderança, o que se presencia nas redes sociais e nos locais de evento por onde o pré-candidato passa é exatamente o contrário. Parece que o eleitorado já tomou sua decisão e ir para o embate nas redes sociais com adversários já não desperta muito interesse. Por outro lado, Frejat continua sua caminhada levantando a bandeira de que sem união não haverá consenso, pois Brasília é muito maior do que todos juntos.

Ao que tudo indica, a corrida não será atrás de Rollemberg mas sim de Frejat, que devagar continua subindo na preferência do eleitorado.

Tudo está indefinido…mas também definido!


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Ricardo Callado27/04/20183min
Deputado izalci Lucas
Por Ricardo Callado

O pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, Izalci Lucas (PSDB), reafirmou que o acordo firmado entre as legendas que compõem a pré-coligação Via Alternativa deve ser mantido. Ele negou a existência de movimentação para abrir mão da disputa a cabeça de chapa em favor do também pré-candidato Alírio Neto (PTB). “O nome será escolhido através de pesquisas que estão sendo realizadas neste fim de semana”, afirmou.

A próxima semana será decisiva para a Via Alternativa, que reúne até o momento o maior número de legendas dispostas a se coligar para as Eleições 2018. Após o resultado da pesquisa, explica Izalci, os partidos irão se reunir e definir a chapa majoritária.

Definidos até o momento somente os nomes de Rogério Rosso (PSD) e Cristovam Buarque (PPS) para o Senado. Izalci e Alírio, além de Wanderley Tavares são os nomes colocados para a disputa ao Palácio do Buriti.

Izalci também ressaltou que na Via Alternativa não existe imposições de nomes. E que vale o que foi acordado. O tucano também disse que se trabalha para buscar o pré-candidato ao GDF, Jofran Frejat (PR) para a sua coligação. Seria oferecido a Frejat uma vaga para disputar o Senado. Para isso, Rosso abriria mão da disputa e cederia o lugar para o republicano.

O tucano voltou a repetir que sua única disposição é concorrer ao governo. Se seu nome não for o escolhido pelos critérios acordados, ele não disputará nenhuma cargo nas Eleições de 2018.


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Ricardo Callado26/04/20185min

Por Ricardo Callado

A composição de chapas majoritárias está sendo desenhada pelas principais coligações. Vários movimentos marcam os bastidores da pré-campanha de 2018. Enquanto o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e o ex-deputado Jofran Frejat (PR) buscam o vice perfeito, uma reviravolta está em curso na aliança que tem o deputado federal Izalci Lucas (PSDB) e Alírio Neto (PTB).

Até a semana passada a aposta era Izalci como cabeça de chapa e Alírio na vice. Algumas movimentações apontam que o quadro está prestes a se inverter.

A primeira foi o ultimato do presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson, que condicionou o apoio da legenda ao presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) se os tucanos desistissem da disputa ao Palácio do Buriti e marchassem com Alírio. Caberia a Izalci a vaga de vice-governador na aliança. Se ele não aceitar, sobraria a reeleição à Câmara dos Deputados. Seu substituto seria alguém do segmento evangélico.

Dois outros partidos importantes da coligação concordariam com a nova formação da chapa. O PSD de Rogério Rosso, e o PPS de Cristovam Buarque, não pretendem se opor. Rosso e Cristovam serão candidatos ao Senado.

Nessa nova configuração se negocia que além de Izalci ocupar a vice, o partido indicaria o primeiro suplente de Cristovam. Também existe o acordo de que, sendo reeleito, ele não ficaria até o final do mandato. Cristovam mira, mais uma vez, um cargo na Unesco para encerrar a sua carreira política.

Novidade também nas bandas do Palácio do Buriti. Rollemberg negocia com a ex-deputada Eliana Pedrosa (Pros) para a vaga de vice-governadora. Interlocutores contam que a negociação está avançada. Seria mais um partido que iria embarcar no palaque de reeleição de Rollemberg.

Eliana acabou ficando isolada nas negociações com antigos aliados de centro e está prestes a cair no canto do Buriti. A aliança causa estranhamento, mas fica compreensível quando se analisa com mais profundidade o cenário político-econômico.

Outra novidade é a negociação do ex-deputado federal Luiz Pitiman (MDB) para ser vice de Jofran Frejat. A indicação partiria do ex-vice-governador Tadeu Filippelli.

Pitiman foi candidato ao GDF em 2014 e se manteve afastado da política nos últimos anos. Recentemente se desfiliou do PSDB e voltou ao MDB. Ele é sócio-político de Filippelli.

Também avançam nos bastidores as negociações com os financiadores de campanha. Atuarão no suporte financeiro dos candidatos empresas de TI, do transporte ferroviário, da área de saúde e da construção civil.


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Ricardo Callado17/04/20184min

Ação do MP se refere a atos na presidência do Legislativo local, em 2007

Por Mateus Rodrigues e Rosanne, do G1 – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, nesta terça-feira (17), o ex-deputado distrital Alírio Neto (PTB) por improbidade administrativa. O processo, movido pelo Ministério Público do DF, se refere a atos supostamente cometidos na presidência da Câmara Legislativa em 2007. Cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

À TV Globo, Alírio Neto afirmou que “ganhou as ações do caso em primeira e segunda instâncias”, e que recorrerá da decisão ao STF.

Segundo o MP, Alírio descumpriu o limite legal para preenchimento de cargos comissionados por servidores efetivos. Nestes casos, a função comissionada representa uma espécie de “bônus salarial”, sem aumentar o efetivo do órgão público.

No entendimento da 1ª Turma do STJ, os atos apontados configuram improbidade contra os princípios da administração pública. A condenação prevê que Alírio Neto pague multa equivalente a seis salários recebidos na época.

A decisão foi emitida na tarde desta terça e, segundo o STJ, só deve aparecer no sistema eletrônico do tribunal nos próximos dias. De acordo com a assessoria do tribunal, a 1ª Turma não fixou nenhuma pena restritiva.

Isso significa que Alírio Neto não será detido em razão da sentença, e nem teve direitos políticos cassados. O ex-distrital é pré-candidato pelo PTB ao governo do Distrito Federal.

Enquanto o processo tramitava no Tribunal de Justiça do DF, a ação foi considerada improcedente duas vezes – pelo juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara de Fazenda Pública, e pelos três desembargadores da 5ª Turma Cível. Nas duas vezes, o MP recorreu para insistir na condenação.

Segundo o STJ, essa diferença de análise é causada pela diferença entre “dolo específico” e “dolo genérico”. No entendimento do STJ, mesmo que não seja possível indicar o dano exato ao erário, ou a intenção de Alírio Neto no ato irregular, é possível “presumir” que a ação atentou contra os cofres públicos.

Nas decisões anteriores, a Justiça do DF adotou entendimento diferente. Na primeira sentença, por exemplo, o juiz Álvaro Ciarlini definiu que não era possível apontar “a efetiva transgressão de quaisquer das cláusulas gerais” da lei.

“A atuação do réu, no entanto, embora questionável, em tese, do ponto de vista jurídico ou ético, não pode ser considerada ímproba para o fim da aplicação das reprimendas previstas no art. 12 da Lei nº 8429/1992, por não se trata, na hipótese, por certo, dos delitos civis acima explicitados.”


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Ricardo Callado26/09/20173min

Ederson Marques (*)

 

O cenário político do Distrito Federal pode sofrer uma reviravolta nesta segunda-feira (25). O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar o deputado Rôney Nemer (PP) por envolvimento na Caixa de Pandora. E, em caso de condenação, algumas peças serão movidas no tabuleiro das eleições de 2018.

A primeira pedra que avançará casas trata do presidente regional do PTB, Alírio Neto. Com votação expressiva nas eleições de 2014, o suplente da coligação assumiria a cadeira na Câmara dos Deputados pela possível perda de mandato de Nemer.

Alírio tem rodado o DF para angariar apoio em prol de sua candidatura ao GDF no próximo ano. Com mandato, o sonho ganha força. Vale lembrar que a perspectiva de poder é que move a grande roda de apoios a um cargo majoritário. Com mandato, palanque e discurso de oposição ao governador Rodrigo Rollemberg, Alírio avançaria várias casas nesta direção.

Mas alguns vão dizer: a possibilidade de Rôney perder o mandato é mínima. Sim, as chances existem e cresceram com as últimas mudanças no Ministério Público Federal. É bom lembrar que as investigações que culminaram na Caixa de Pandora tiveram participação decisiva da procuradora Raquel Dodge, que hoje é a Procuradora Geral da República. Dodge conhece como poucos os detalhes da maior crise política enfrentada pelo DF. E, neste caso, Rôney não contou com a sorte.

O julgamento está previsto para hoje. No entanto, como tudo no STF, pode se arrastar por mais um bom tempo. Talvez este seja o grande desejo de Rôney Nemer, uma vez que a Justiça possa usar de sua condenação para dar uma resposta à sociedade sobre a Caixa de Pandora. Afinal, já são quase 10 anos do maior escândalo da política brasiliense e até agora ninguém foi condenado, de fato e direito.

* Ederson Marques é jornalista e cientista político.


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Ricardo Callado26/05/20176min

Por Ricardo Callado


Na década passada, quando a polarização da política era entre vermelhos e azuis, os maiores determinantes do voto eram renda e escolaridade. Se fosse pelos mais escolarizados e de renda mais alta, os candidatos do PT não perdiam eleições no DF. Eram outros tempos.

As classes baixa e média, por ser maioria, davam a vitória ao grupo do ex-governador Joaquim Roriz.

A dicotomia foi encerrada com a inesperada união, em 2010, de Agnelo Queiroz (PT) e Tadeu Filippelli (PMDB), representantes dos dois grupos políticos.

Juntos, PT e PMDB conseguiram vencer a eleição com a derrocada do ex-governador José Roberto Arruda (PR), preso na Operação Caixa de Pandora.

Por coincidência, Agnelo e Filippelli estão presos. E juntos com Arruda, novamente levado as grades. Os três, na Operação Panatenaico. Isso mostra que a corrupção do Distrito Federal não tem ideologia.

O próximo governador do Distrito Federal, ou de Brasília, como queiram, vai ser escolhido pela classe C.

É nesse segmento onde a insatisfação é maior com os políticos. Se sentem enganados com os fatos de que várias de suas escolhas nos últimos anos foram caindo, um a um, em investigações de corrupção.

As classes média e alta têm a noção do que acontecem. E muitas dos escândalos políticos, antes de serem deflagrados, já são de conhecimento bem antes.

Muitos em Brasília já sabiam do esquema criminoso na construção do Mané Garrincha. E de outras tantas obras. O que faltava era uma ação da Justiça e da polícia.

A tática será derrubar candidaturas dos adversários. E isso vai se intensificar no segundo semestre deste ano, as vésperas das eleições de 18. Candidatos terão a personalidade e o caráter atacados excessivamente.

Nos tempos atuais, muitos evitam entrar na política para não sofrer esses tipos de ataques. Ter a sua imagem desconstruída.

Sobraram alguns candidatos, representantes da política tradicional. E alguns ainda devem ficar pelo caminho.

PMDB e PT mais uma vez estarão fora do protagonismo eleitoral.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) tem o desafio de mostrar que o governo funciona. E, o mais importante, diminuir a sua rejeição.

Uma candidatura com mais cerca de 35% de rejeição tem dificuldade de vitória. Se passar dos 40%, as chances são mínimas ou quase nulas. Rollemberg, segundo pesquisas que circularam nos últimos meses, tem quase o dobro disso.

A rejeição alta é hoje o maior adversário de Rollemberg. E não se pode ser ingênuo de acreditar em eleição por WO. Sempre haverá um candidato que pode se viabilizar na disputa.

Hoje, os nomes que podem fazer frente ao governador são os deputados federais Izalci Lucas (PSDB) e Alberto Fraga, além do segundo colocado em 2014, Jofran Frejat (PR), que possuem um bom recall da eleição anterior.

A saída do presidente Michel Temer (PMDB) e um possível nome do PSDB no Planalto pode dar o impulso que Izalci precisa. É um dos nomes com menor rejeição e aposta nisso.

Fraga vai intensificar o discurso de oposição, apostando que os eleitores querem mudanças. Na prática, busca o voto estratégico daqueles que estão insatisfeitos com a atual situação política.

Frejat terá que convencer outros candidatos que o seu nome seria o mais viável, mas encontra resistência.

Outros políticos também trabalham nos bastidores e se apresentam como alternativas. Entre eles, os ex-deputados Eliana Pedrosa (sem partido) e Alírio Neto (PTB).

Como estão sem mandatos, não têm nada a perder. Ganham exposição na mídia e podem se viabilizar para outros cargos. Mas vai que dá certo, e o campo fica limpo. É o que aposta o grupo que está em volta de Alírio. Na política, a aposta tem seu ônus. Às vezes, bônus.

No próximo ano não haverá a bipolarização. A eleição será resolvida pela capacidade de alavancagem da rejeição do adversário. Vai depender, para o bem e para o mal, da qualidade das campanhas políticas dos candidatos.

A eleição está aberta, sem favoritos e ainda terá desdobramentos policiais na pré-campanha. E quem não agregar, ficará pelo caminho.



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