SALA DE IMPRENSA ABBP | PAULO OCTÁVIO : “Brasília vai sofrer menos no pós-pandemia”

21 de maio de 2020

Presidente da Lide –DF e empresário, calcula uma queda de 6% na economia no Distrito Federal, e 8% no país: “2020 será um ano perdido, mas vamos começar a se recuperar no segundo semestre”

Por Ricardo Callado

“2020 é um ano perdido”. A frase dita pelo presidente do Grupo de Líderes Empresariais do Distrito Federal (Lide-DF), Paulo Octávio, parece devastadora, quando vista fora do contexto. Mas, segundo o empresário, é uma mensagem de otimismo e deve servir para a união de todos os que estão envolvidos na recuperação da economia de Brasília. “Minha mensagem sempre foi de otimismo. Estamos nos preparando para gerar mais de 10 mil empregos apenas na construção civil, no segundo semestre”, prevê.

Paulo Octávio lembra que a expectativa para 2020 era das melhores. Era um ano que a economia estava muito otimista. “A cidade estava num momento maravilhoso, todos os setores esperavam crescimento. Agora, para recuperar, entendo que vamos viver um momento diferente. O governo vai ter que se unir ao setor produtivo. O empresário não pode esmorecer”.

Vai ser necessário a união e muito otimismo, segundo Paulo Octávio, mais participação. É o momento de um incentivar o outro. Segundo ele, as decisões das autoridades de Brasília estão muito bem tomadas. Mesmo assim, o empresário prevê uma queda de 6% na economia do Distrito Federal. O índice será menor do que a queda do PIB nacional, que deverá ficar em torno de 8%. “Brasília vai sofrer menos do que outros estados. E isso graças ao trabalho que vem sendo feito pelo governador Ibaneis, com união da sociedade e do setor produtivo”.

Paulo Octávio destaca que está no grupo que tem que produzir. Para ele, Brasília não pode parar e que é preciso união para sobreviver a essa crise. “A participação do setor privado, dos empresários pequenos ou grandes, temos que dar as mãos, senão dá a pouco o governo não consegue comprar mascaras, dá o apoio que os hospitais precisam. Sou apenas um soldado nessa guerra e quero contribuir.

Para o empresário, o que estamos vivendo é único, e que nossa geração nunca viveu uma crise como essa. “É uma guerra, e nessa guerra temos que sair vitoriosos com a união. Aqui não tem general, somos todos soldados”, ressaltou.

O exemplo de Valparaíso de Goiás, cidade do Entorno de Brasília, foi citado por Paulo Octávio. Lá o comércio, inclusive o shopping, já está funcionando, adotando todos os cuidados de higienização e de distanciamento social.

Temos nos preparar para o segundo semestre. A construção civil deve puxar a recuperação do setor produtivo, com novos negócios. A partir de julho o setor vai gerar mais de 10 mil empregos. Para isso, Paulo Octávio espera a agilidade do governo na liberação de projetos. “É possível sair dessa crise com muito trabalho, o setor produtivo vai arregaçar as mangas e ajudar. Temos que ser positivistas”.

Para o empresário, Brasília continua sendo a cidade que mais cresce no Brasil, em termos populacionais. E a construção civil ficou paralisada durante anos devido à demora na liberação de alvarás, o que gerou uma defasagem de moradias. Mas nesse governo estão sendo tomadas medidas responsáveis e agilizando a burocracia para que o setor possa trabalhar e gerar mais empregos.

“As empresas da construção civil estavam preparadas para investir em 2020. Com a pandemia muitas ficaram com dificuldade. As dificuldades existem. No meu caso, estamos preparando para gerar no segundo semestres mais de mil empregos, com quatro empreendimentos, inclusive um shopping em Planaltina”, destacou.

Shoppings centers

Paulo Octávio citou, ainda, o prejuízo dos shoppings centers do Distrito Federal. E questionou o porquê estabelecimentos como os shoppings que possuem a maior capacidade de higienização, os locais os mais asseados, arejados, tem brigadistas, médicos, álcool em gel, não poderem funcionar, enquanto atacadistas podem funcionar, vendem de tudo e oferecem uma menor condições de higienização aos clientes.

O setor de shoppings tem hoje mais de 10 mil lojistas que estão sendo prejudicados. E que muitos podem fechar as portas e aumentar o desemprego. “Os shoppings não estão questionando as decisões governamentais, só que fica aquela questão do porque só que os atacadistas estão podendo vender tudo e os shoppings com melhores condições estão sendo prejudicados. Essa desigualdade vai causar o fechamento de muitos lojistas”.

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