Retomada do mercado imobiliário impulsiona compra da casa própria no DF

Ricardo Callado21/11/20195min

Até julho de 2019, foram comercializadas 2.165 unidades — mais do que todo o ano de 2018

O momento é ideal para a compra de imóveis no Distrito Federal. Pelo menos essa é a opinião do presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF), Eduardo Aroeira. Em entrevista para o CB.Poder, programa do Correio em parceria com a TV Brasília, o dirigente disse que o mercado está aquecido e deve gerar 110 mil empregos diretos e indiretos em um prazo de seis meses, em decorrência do lançamento de novos imóveis.

“Os dados que temos trazem muita confiança para a gente de que esse é um momento de comprar o imóvel e de recuperação do mercado. Não é aquele ‘boom’ que a gente teve há vários anos (2010/2011), que não foi sustentável, mas acreditamos em um crescimento sustentável do mercado”, disse Aroeira. De acordo com pesquisa da Ademi-DF, até o mês de julho de 2019, foram comercializadas no DF 2.165 unidades, mais do que ano passado inteiro (1.761 unidades). A expectativa é de que esses resultados sejam observados nos índices de empregabilidade da região em até seis meses. Durante todo o ano de 2018, foram R$ 1,24 bilhões acumulados em lançamentos, e até julho deste ano esse montante foi de R$ 1,28 bilhões, com perspectiva para chegar a R$ 2,4 bilhões até o final do ano.

A retomada do mercado imobiliário também tem a ver com o movimento de investidores à procura de imóveis novos ou usados. Para estes, além de adquirir unidades diretamente com as imobiliárias, é possível participar de um leilão de imóveis. Nessa modalidade, as casas e os apartamentos são disponibilizados por débitos com alguma instituição financeira.

“O investidor de alto padrão geralmente sabe fazer conta financeira, e o maior impacto que a gente tem tido de aumento de volume de vendas e de velocidade de vendas é no setor noroeste, que é um imóvel de valor mais alto. A atratividade da renda fixa realmente está muito ruim por conta da taxa Selic baixa, então várias dessas pessoas já estão identificando o imóvel como o melhor investimento para o momento”, esclareceu Aroeira, na mesma entrevista para o CB.Poder.

No dia 30 de outubro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou mais um corte na taxa básica de juros, na 226ª reunião do colegiado. A Selic, que antes era de 5,5%, passou a vigorar em 5% por ano. “O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2020 e, em grau menor, o de 2021”, justificou o Copom.

Essa redução desestimula o investimento em renda fixa, que toma como base a taxa Selic para os rendimentos. As alternativas para esse cenário são outros investimentos a longo prazo, como ações e a compra e venda de imóveis.

Ricardo Callado

Jornalista, blogueiro, escritor e consultor político. Exerceu a função de secretário de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal. Foi Diretor de Redação do Grupo Comunidade de Comunicação – responsável pelos jornais da Comunidade e O Coletivo. É autor do livro PANDORA – e outros fatos que abalaram a política de Brasília.


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