Os impactos da crise na Venezuela

Ricardo Callado13/05/20195min

A Venezuela é um país cheio de belezas naturais e com uma cultura extremamente rica, mas tudo isso está sendo destruído devido à crise política e econômica que o país vem sofrendo nos últimos anos. A crise começou ainda durante o governo de Hugo Chávez e só piorou com o governo de Nicolás Maduro.

A crise é marcada por uma hiperinflação, fome, doenças, aumento das taxas de criminalidade e de morte e uma grande emigração da população venezuelana, principalmente para a Colômbia, país vizinho e também para o norte do Brasil. Estima-se que a crise já dura mais de 8 anos e não há previsão de quando ela poderá acabar.

Em números, mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2014 em busca de emprego para poderem comprarem alimentos e medicamentos, o que é mais de 10% da população. E os que estão na venezuela estão em sua grande maioria, em mais de 80%, vivendo na linha da pobreza, ou seja sem recursos básicos. Estima-se que a taxa de inflação na Venezuela chegou aos 10 milhões% agora em 2019.

Grande parte da economia venezuelana, se não mesmo sua totalidade, vem do petróleo, e com a queda do preço dele em 2015, e também com a queda da produção dele dentro da própria Venezuela por falta de manutenção e investimentos, a crise se intensificou em níveis nunca visto antes. Um ponto importante é que a Venezuela é o país com a maior reserva de petróleo do mundo, superando até mesmo a Arábia Saudita.

Essa falta de cuidado com a principal fonte de riqueza do país é resultado de um governo extremante corrupto e totalitário. Como resultado veio o desemprego, o racionamento de comida e de remédios e também a violação dos direitos humanos, com mortes aleatórias de quem é contra o governo.

Recentemente, para trazer um pouco de esperança ao país, surgiu o nome de Juan Gauidó, deputado venezuelano da Assembleia Nacional, o qual no começo de 2019 tinha se autoproclamado como presidente interino da Venezuela com o apoio de Trump, presidente dos Estados Unidos e de Bolsonaro, presidente do Brasil. Mesmo com este ato, Maduro segue no poder e continua tomando ações totalitárias aos seus oponentes.

Entre os últimos contornos da atual crise na Venezuela estão: os Estados Unidos também está fazendo sanções econômicas, as quais poderão interromper a exportação de petróleo ao país, ou seja quebrando ainda mais a economia venezuelana. Enquanto o Brasil continua recebendo venezuelanos, após a reabertura da fronteira entre os países que estava fechada devido a decisão de Maduro em fevereiro de 2019.

Acredita-se que somente uma ruptura dentro da estrutura militar venezuelana pode colocar fim a crise. E que o Maduro tem apoio da Rússia, por exemplo. Para Trump é preciso ser mais impositivo e usar da força física, já para o Bolsonaro, é preciso usar mais de diplomacia e fazer com que através de negociações com aliados internos, Maduro perca o seu apoio e caia. Infelizmente, a crise na Venezuela não tem previsão de finalização ou pelo menos melhora.

 

 

 

Ricardo Callado

Jornalista, blogueiro, escritor e consultor político. Exerceu a função de secretário de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal. Foi Diretor de Redação do Grupo Comunidade de Comunicação – responsável pelos jornais da Comunidade e O Coletivo. É autor do livro PANDORA – e outros fatos que abalaram a política de Brasília.


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