OPINIÃO | Uma chapa de oposição para o governo chamar de sua

Callado18 de agosto de 20175min

Por Ricardo Callado


No atual cenário apenas três candidaturas estão postas com viabilidade. E apenas duas tem realmente condições de chegar competitivas e repetir a disputa de 2014. Uma espécie de tira-teima da última eleição.

O resto é balão de ensaio ou tentativa de cacife. Algumas, inclusive, com sucesso.

As três candidaturas são a do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), a de Jofran Frejat (PR) e de Izalci Lucas (PSDB). Este último está ameaçado de perder o apoio da legenda.

O projeto de Izalci vem sofrendo ataques especulativo dentro do PSDB. Essas ações são patrocinadas tanto por desafetos tucanos, quanto por seus adversários diretos.

A situação de Izalci é de desconforto, mas que não chega a inviabilizar sua candidatura. Ele conta a seu favor possuir uma das menores taxas de rejeição junto ao eleitorado. E ter posta a pré-campanha com bastante antecedência.

Se o tucano não superar as adversidades criadas pelo próprio partido, a disputa tende a ser polarizada por Rodrigo e Jofran.

O atual governo sente dificuldade em montar a sua própria chapa, mas tem dado contribuições na montagem da principal chapa de oposição.

Os mais recentes bastidores políticos mostram a proximidade de governistas e/ou esquerdistas a chapa de centro direita de Jofran. Nomes como o do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), Chico Leite (Rede) e Cristovam Buarque (PPS) estariam cotados para formar o que chamaram de a “chapa dos sonhos”. Do sonho do governo. O desenho da oposição é outro e não tem traços de tinta governista.

Joe seria o vice de Jofran. Chico e Cristovam os candidatos ao Senado. Basta uma olhada superficial para se vê a inviabilidade dessa chapa. Um exemplo simples: Rede e PR no mesmo palanque. E o PPS também não embarcaria nessa.

E a oposição verdadeira, onde ficaria? Os três deputados mais combativos ao governo na Câmara legislativa, Celina Leão (PPS), Wellington Luiz (PMDB) e Raimundo Ribeiro (PPS), não caberiam nesse palanque.

O grupo de oposição terá Jofran. E ainda os deputados Izalci Lucas e Alberto Fraga (DEM), os ex-deputados Tadeu Filippelli (PMDB), Alírio Neto (PTB) e Eliana Pedrosa (sem partido). Num segundo momento ganhará o apoio do deputado Rogério Rosso (PSD). Fica para anotação.

Atrair Jofran Frejat para a esquerda só acrescenta um desgaste político que ele não tem. E nivela as candidaturas. Hoje, tanto esquerda quanto a direita estão bastante queimadas junto a população. A política está criminalizada. Mas, como está (ou ficou) no poder há mais tempo, tanto na esfera federal quanto local, a esquerda tende a perder mais pontos.

Não se comenta, mas Rollemberg sofrerá com o desgaste do governo ruim de Agnelo, tanto quanto aos erros da sua administração. A sensação junto a população é de continuidade. E é preciso para trabalhar nessa desvinculação. O adversário de Rollemberg é o seu próprio governo. E também as aberrações cometidas e ditas pela esquerda recentemente.

A eleição de 2018 será um comparativo entre dois modelos de gestão, o de esquerda e o de direita. É assim que o eleitor vai enxergar. E a população vai decidir qual deles vai governar o DF nos próximos anos. Por isso é importante mostrar as diferenças entre Agnelo e Rollemberg. Trazer isso para o campo político. Do contrário, Rollemberg pagará por seus erros e também pelos de Agnelo.

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