OPINIÃO: Eleição ao Buriti e o freio de arrumação para definição de chapas

Callado26 de março de 20184min

A primeira quinzena de março foi marcada pelo corre-corre de lançamentos de pré-candidaturas ao Palácio do Buriti. Várias dessas postulações de mentirinha. O candidato sem-voto tenta valorizar o passe e uma boa colocação nas chapas a serem formadas.

O grupo de centro-direita, que havia anunciado marchar unido, blefou. O acordo de que aquele melhor posicionado nas pesquisas seria o escolhido não passou de balela. Na hora do vamos vê todos se declararam pré-candidatos.

Abril será decisivo. Vai chegar a hora da verdade. Veremos quem são os blefes e quem realmente estão no jogo para valer.

 No cenário atual só existe dois candidatos competitivos, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e seu adversário de 2014, ex-deputado Jofran Frejat (PR). Um repeteco das últimas eleições.

Todas as outras postulações são legítimas, mas será preciso filtrar. Não existe espaços para um número grande de candidaturas de um mesmo campo. Ou seja, Jofran Frejat (PR), Alírio Neto (PTB), Alberto Fraga (DEM) e Izalci Lucas (PSDB) terão que se entender. Se chegarem divididos às eleições deste ano, a centro-direita terá novamente dificuldades.

Rollemberg aposta numa virada nos próximos meses. O noticiário negativo nos três anos de seu governo atrapalhou bastante, mas se começar a colher notícias positivas pode chegar competitivo no segundo semestre. É uma desafio e tanto. A desunião da centro-direita é outro fator que ajuda Rollemberg.

A terceira via será ocupada por um candidato não-político. Podem crescer Alexandre Guerra (Novo) e o general de Brigada Paulo Chagas (PSL). Guerra tem um discurso moderno e que agrada boa parte do eleitorado. Chagas será alavancado pelo presidenciável Jair Bolsonaro e pelo discurso contra a violência.

O PT e o Psol farão figuração nessa eleição. Não tem candidato competitivo e sofrem com o desgaste dos casos de corrupção que envolveu a esquerda nos últimos anos, além da avaliação negativa do governo Agnelo. A radicalização do discurso também afugenta o eleitor. o Brasil está cansado do “nós contra eles”, da disseminação do ódio e de que qualquer discordância com a agenda de esquerda seja taxada de “fascismo”.

Toda eleição deixa um ensinamento, mas a de 18 poderá servir de tese. O que parece é que ninguém quer vencer a disputa, tamanha é a quantidade de estupidez cometida pelos candidatos. Um freio de arrumação nesse momento coloca a casa em ordem.

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