GDF abre o ano com reforço em ações de inclusão

Callado1 de janeiro de 20208min
População participa do tradicional show na Esplanada. Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília4111

Prestes a comemorar 60 anos, Brasília marca a chegada de 2020 com ações de acessibilidade e sustentabilidade

Comandada pelo cantor sertanejo Luan Santana, a tradicional festa na Esplanada dos Ministérios para celebrar a chegada de 2020, na madrugada desta terça-feira (1º), foi marcada pelas boas práticas voltadas a acessibilidade, sustentabilidade, transparência e valorização dos artistas locais.

Com um número expressivo de pessoas, a festa que deu o pontapé inicial às comemorações dos 60 anos de Brasília, data a ser celebrada em abril, já deixou claras as mudanças propostas pelo GDF voltadas a ações socioeducativas.  A festa contou com intérpretes de libras, que se revezaram ao longo dos shows para passar aos deficientes auditivos as letras das músicas cantadas pelos artistas.

Responsável pela organização do evento, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) ofereceu ampla estrutura às pessoas com deficiência de mobilidade. “É uma festa para todos, sem separação ou distinção”, destacou o titular da pasta, Bartolomeu Rodrigues.

Inclusão, o diferencial

Um espaço exclusivo aos cadeirantes também foi priorizado. O ambiente, de 100 metros quadrados, tinha rampa de acesso de frente para as apresentações da noite, que foram reproduzidas em telões de LED. Sheila, mãe de Marcos Vinícius, que nasceu com paralisia cerebral e é fã de Luan Santana, elogiou a iniciativa do GDF.

“Esse suporte que o governo tem dado aos deficientes físicos é de extrema importância, pois a gente não podia trazê-lo [o filho] aos eventos e hoje eu vim mais tranquila, pois tem espaço reservado a ele”, destacou. “O governador vem respeitando o deficiente e pensando mais neles e não só em nós”.

Luan Santana, que se disse honrado por fazer a virada na capital federal, também ressaltou as ações de inclusão do governo. “Estou muito feliz de estar aqui reencontrando os meus fãs de Brasília”, declarou. “Esta super iniciativa que o GDF tem trazido aos seus eventos, voltada à acessibilidade, é massa, porque os nossos shows são feitos para todo mundo, e isso é essencial num show da virada. Pensar nos deficientes físicos é muito importante não só para a população, mas para a nossa música”.

Luan também foi responsável por fazer a contagem regressiva para a chegada do novo ano. As comemorações tiveram aproximadamente dez minutos de queima de fogos, celebração que começou pontualmente à meia-noite da terça-feira (31/12).

Prata da casa

Os artistas locais foram priorizados para participar dos shows na Esplanada dos Ministérios. Numa iniciativa de valorização da categoria, o governo abriu edital de seleção por chamamento público para cantores, bandas e DJs da cidade.

“É muito importante os artistas de Brasília também ocuparem seus espaços nos palcos, e não só os artistas de fora”, disse a sambista Dhi Ribeiro. “O samba sofre muito, mas este governo tem dado ênfase ao nosso pessoal e eu estou achando isso maravilhoso. Estou muito feliz com esta administração, mais ligada no que está acontecendo com a gente aqui da cidade. Isso nos faz um bem que não tem tamanho.”

A cantora aproveitou a ocasião para falar sobre a importância dos intérpretes de libras nos shows. “Eu tenho uma enteada surda e considero louvável a iniciativa do governo”, relatou. “Assistir a um show e entender o que se fala, pelo menos o que nós estamos cantando, isso é acessibilidade. Nós ainda temos muito o que fazer, temos vários passos a serem dados, mas essa gestão tem dado essa prioridade e eu acho isso importante”.

Segurança e organização

Já com os novos aprovados no último concurso público realizado pelo GDF e sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública (SSP), 1.054 policiais reforçaram a segurança no local. O evento foi monitorado pelo Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), que reúne 20 órgãos, instituições e agências do GDF voltados para segurança, mobilidade, saúde, prestação de serviços públicos e fiscalização.

O recém-contratado policial militar Raul, em formação pela PMDF, falou sobre a experiência de atuar em uma festa de grande porte como a que aconteceu na Esplanada.  “É muito importante, porque nos permite o contato com diversas realidades do Distrito Federal. Apesar de ser uma área pequena, nós temos moradores das cidades satélites e também dos bairros nobres. Essa realidade de uma localidade à outra muda bastante, e a experiência nos ensina a lidar com a população de uma maneira mais próxima. É uma operação de cunho preventivo. Quando a população pode desfrutar de um alto contingente de policiais nas ruas, ela se sente muito mais segura e protegida”.

Sustentabilidade

Com foco na chegada de 2020 e ao sexagésimo aniversário de Brasília, a ser comemorado em abril, a Secec promoveu, para seus servidores, workshops sobre como inserir a sustentabilidade de forma transversal nos eventos culturais da capital.

Foram trabalhados 12 eixos, entre os quais a produção zero de lixo e oferta de insumos orgânicos. Durante os shows da virada, houve farta distribuição de sementes de ipê, árvore símbolo do DF. Lonas e materiais recicláveis utilizados no evento serão distribuídos para organizações não governamentais (ONGs) e artesãos da cidade, o que vai gerar renda para mais de 60 famílias.

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