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Força-tarefa realizou 587 cirurgias de catarata em 5 meses no HRT

Ricardo Callado03/10/20195min
Cirurgia de catarata é rápida e simples. Procedimentos mais complexos são feitos em dia específico. Foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde

Fila foi diminuída e pacientes com um ano de espera já estão sendo chamados. Foram organizados três turnos extras para realizar os procedimentos

Enxergar através de um vidro sujo e embaçado incomoda e não deixa ver os detalhes do que está do outro lado. É mais ou menos assim que fica a visão de alguém com catarata. Para diminuir o tempo de espera de pacientes com a doença, oftalmologistas do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) organizaram uma força-tarefa, no período de 2 de abril a 30 de setembro, e contabilizaram 587 operações. As sextas-feiras foram reservadas para os procedimentos em pacientes com situação mais complexa.

“Conseguimos diminuir a fila com a força-tarefa. Já estamos chamando pacientes com um ano de espera. Quando iniciamos, os primeiros pacientes aguardavam pela cirurgia desde 2017”, explica o oftalmologista e responsável técnico da Oftalmologia, José Alberto Paiva de Aguiar Júnior. Quando a ação teve início, havia quase 1,2 mil pacientes esperando pelo procedimento.

José Alberto explica que uma cirurgia para a retirada do cristalino comprometido é rápida, embora delicada, mas pode ser algo mais complicado em certos casos, como no de Rosângela Gonçalves dos Santos, 50 anos, moradora de Samambaia. Enxergando apenas de um olho, ela percebeu, ao longo do tempo, a sua visão embaçar e, há um ano, recebeu a indicação para a retirada da catarata.

“Foi rápido depois que fui chamada. Fiz os exames solicitados para o procedimento e logo me convocaram para a cirurgia. Foi tudo tranquilo, muito bom”, afirmou a paciente, após sair do Centro Cirúrgico do HRT. O caso dela é considerado complicado pelo fato de Rosângela enxergar apenas com um olho.

As intervenções consideradas difíceis são os casos de catarata muito avançada, operadas com a técnica tradicional; pupila que não dilata; as situações envolvendo pacientes especiais, como autistas e com síndrome de Down; e outros tipos mais complicados, como a catarata branca. O oftalmologista José Alberto relata que há situações em que é necessário realizar anestesia geral e com procedimentos que requerem maior cuidado. “É uma cirurgia que não pode ter erro. Por isso, reservamos um dia só para esses casos”, explica.

Resultados

A ação foi organizada para diminuir a fila de espera dos pacientes do hospital por uma cirurgia de catarata. Atualmente, os pacientes mais antigos da fila datam do segundo semestre de 2018. Para que fosse possível atender a essas demandas foram organizados três turnos extras para realizar os procedimentos, dobrando a capacidade. Um dos turnos foi reservado apenas para os casos complicados.

Catarata

A opacidade do cristalino é uma das principais causas de cegueira no mundo. A doença se caracteriza pela perda de transparência do cristalino, a lente natural do olho com a função de favorecer o foco da visão em diferentes distâncias. O único tratamento para a catarata é o cirúrgico. O objetivo da operação, que é simples, rápida e feita com anestesia local, é substituir o cristalino danificado por uma lente artificial que recupera a função perdida.

A catarata geralmente aparece em pessoas com mais de 50 anos de idade, embora haja casos de crianças que já nascem com a doença por problemas genéticos ou porque as mães tiveram rubéola, sífilis ou toxoplasmose no primeiro trimestre de gestação. Outras causas são o diabetes; o uso sistemático e sem indicação médica de colírios, especialmente dos que contêm corticoides; inflamações intraoculares; traumas decorrentes de socos ou batidas fortes nos olhos; e excesso de radiação.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Ricardo Callado

Jornalista, blogueiro, escritor e consultor político. Exerceu a função de secretário de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal. Foi Diretor de Redação do Grupo Comunidade de Comunicação – responsável pelos jornais da Comunidade e O Coletivo. É autor do livro PANDORA – e outros fatos que abalaram a política de Brasília.


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