Força-tarefa do GDF reduz número de casos de dengue em quase 50%

Ricardo Callado28/06/20196min
Foto Mariana Raphael

A Secretaria de Saúde registrou uma queda de quase 50% no número de casos suspeitos e de casos novos de dengue nas duas últimas semanas, em comparação com a Semana Epidemiológica n° 25 (de 16 a 22 de junho). Nesse período, foram contabilizados 35.523 casos de dengue, sendo que 96,9% deles ocorreram em residentes do Distrito Federal.

Houve 31 óbitos (dois a mais do que na semana anterior), 47 casos graves que sobreviveram e 619 ocorrências de dengue com sinais de alarme. A Região de Saúde Norte apresentou o maior número, com dez óbitos (32,3%).

Para manter a tendência de queda de casos e notificações, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde irá intensificar as visitas domiciliares, preparar cursos de entomologia (sobre insetos), fazer parcerias para montar um laboratório de entomovirologia (para verificar os vírus circulantes entre os mosquitos) e ampliar a cobertura de armadilhas.

“Precisamos contar com a participação de toda a população no controle do vetor, que causa não só a dengue, mas a zika e a chikungunya”, pediu o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero. Ele lembrou que, durante o processo de combate ao mosquito transmissor da doença, a Secretaria de Saúde mobilizou mais de 3 mil pessoas. Valero enumerou: “Inspecionamos cerca de 900 mil imóveis utilizamos 40 máquinas fumacê contra o mosquito adulto, mobilizamos mais de 480 pessoas apenas da Divisão de Vigilância Ambiental”.

TENDAS

Atualmente, o DF está com sete tendas da força-tarefa para hidratação de pacientes com suspeita de dengue. Antes, eram dez, mas três foram desativadas, no Varjão, Estrutural e São Sebastião. As demais funcionarão até 30 de junho no Guará, Itapoã, Planaltina, Sobradinho II, Samambaia, Ceilândia e Brazlândia.

No período de 25 de maio a 26 de junho, as tendas de hidratação espalhadas por todo o DF atenderam 34.017 pessoas. Desse total, 23.303 estavam com suspeita de dengue, 7.221 receberam hidratação ou medicação e 651 precisaram ser levadas para hospitais. O atendimento vem apresentando declínio, conforme mostra o gráfico abaixo.

“As tendas cumpriram seu papel principal, que foi acolher e tratar os casos mais simples de suspeita de dengue,” confirmou o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Ricardo Ramos. Segundo ele, houve uma redução expressiva na procura por atendimento, justificando a desativação de todas as estruturas após o dia 30 de junho. Depois desta data, quem necessitar, deve procurar as unidades públicas de saúde.

Para aqueles que ainda buscam acolhimento nas tendas, a assistência é prestada por técnicos de enfermagem, enfermeiros e, quando necessário, são encaminhados para avaliação médica, que é soberana aos testes rápidos. Os pacientes com sintomas clássicos da dengue são acolhidos, fazem os exames para a confirmação da doença (se necessário), recebem hidratação oral e tratamento para os sintomas.

REDUÇÕES

Devido ao atendimento nas tendas, as emergências dos hospitais apresentaram redução na procura. No Hospital Regional do Guará, a taxa de ocupação na Clínica Médica reduziu em 34,25% desde que foi instalada a tenda próxima à Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Guará. No Hran, depois de colocada a tenda no Varjão, houve uma redução de 12%. O Hospital do Guará estimou melhora em 38%, e o Hospital do Paranoá, em 40%.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do DF, coronel Emilson Ferreira, relatou que a corporação já atua contra a dengue há três anos. “Colocamos mais de 2 mil militares atuando exclusivamente nas tendas, visitamos mais de 72 mil casas e tratamos mais de 40 mil imóveis”, contabilizou.

FORÇA-TAREFA

A Secretaria de Saúde recebeu o suporte de uma força-tarefa no combate ao mosquito Aedes aegypti. Contribuíram, nesse reforço, Casa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Marinha, Aeronáutica, Exército, SLU e Defesa Civil.

Atualmente, a Secretaria de Saúde conta com o trabalho de inspeção de aproximadamente 470 agentes em campo, entre servidores da Vigilância Ambiental, SLU e profissionais cedidos. Cada agente inspeciona uma média de 20 casas por dia.

A continuidade da tarefa de combate às arboviroses continua sendo executada pela saúde, com a colaboração da Defesa Civil, por meio do número de telefone 199, destinado a receber denúncias sobre espaços com acúmulo de lixo e de água. “A Defesa Civil se incorporou ao processo de combate à dengue, com ações rápidas e de prevenção ao mosquito”, confirmou o subsecretário de Proteção e Defesa Civil do DF, coronel Sérgio Bezerra.

Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal

Ricardo Callado

Jornalista, blogueiro, escritor e consultor político. Exerceu a função de secretário de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal. Foi Diretor de Redação do Grupo Comunidade de Comunicação – responsável pelos jornais da Comunidade e O Coletivo. É autor do livro PANDORA – e outros fatos que abalaram a política de Brasília.


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