Escolas utilizam música como instrumento de ensino e despertar de habilidades

Ricardo Callado06/08/20196min

Lei que torna ensino musical obrigatório na grade curricular de escolas públicas e privadas completou 10 anos

A legislação que torna o ensino de música obrigatório nas escolas da rede pública e privada do Brasil completou dez anos em 2018. A obrigatoriedade de incluir o ensino de música na grade curricular ocorreu por meio da lei número 11.769, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases Orçamentárias (LDB), de agosto de 2008.

A disciplina da música não precisa ser necessariamente exclusiva, podendo fazer parte, por exemplo, do ensino de arte, ou seja, o conteúdo é obrigatório, mas a disciplina como matéria/aula não. Cada instituição de ensino teve autonomia e foco para decidir como incluir esse conteúdo de acordo com seu programa de ensino.

Diante do desafio, algumas iniciativas se destacam no âmbito do setor educacional público e privado.  No colégio CIMAN, os alunos da Educação Infantil, entre 2 e 6 anos,  trabalham com música ao longo de toda a sua formação. Os estudantes desse ciclo têm a música presente em diversos momentos do aprendizado, como uma ferramenta de assimilação de conteúdos, além de ajudar as crianças a desenvolver um nível mais aguçado de escuta além da linguagem, despertar noções de matemática e relações afetivas.

Assim como a narração de histórias, a música é um instrumento para despertar conhecimento, estimular o aprendizado e também valores como sensibilidade, criatividade, concentração, respeito ao próximo e afetividade. Além das atividades ao longo da semana, a escola também proporciona aulas específicas de música, semanalmente, onde os alunos têm contato com conceitos básicos como ritmo, volume, compasso, percussão, melodias e repetição de estrofes, com professor especializado.

“A melodia, o trabalho com ritmo e sons estimula até mesmo a escrita e a interpretação de texto pelos pequenos. Somado ao lúdico, que desperta interesse e promove um momento de interação e diversão em equipe. É uma atividade que trabalha diferentes formas de comunicação na criança”, explica a coordenadora do Ensino Infantil,  Valéria Ramos Martins.

As turmas do Jardim II, por exemplo, desenvolvem o projeto Cantigas de Roda, uma forma lúdica de trabalhar com habilidades de comunicação, atividades em equipe, percepção rítmica e memória de músicas.  No dia 30 de agosto, eles mostram o que captaram no palco da escola, quando apresentam músicas tradicionais da infância. Oito turmas participantes, totalizando 120 alunos na faixa dos 5 anos, apresentam cantigas como “Ciranda Cirandinha”, “Pirulito que bate bate”, “Fui morar numa casinha” e “Sabiá na gaiola”.

Com incentivo do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, o CEF 11 do Gama recebe o projeto Musicalizando na Escola nos dias 5, 7, 12 e 14 de agosto. O projeto promove uma rodada de oficinas para alunos de 11 a 17 anos com o tema “Música para a Vida”. A iniciativa tem por objetivo aproximar os alunos das técnicas e do processo de concepção da música, percepção de estilos e ritmos, além de propor um contato inicial com partituras e instrumentos.

As aulas acontecem em quatro encontros, cada um com duração de duas horas. A iniciativa é conduzida por cinco professores da Escola de Música de Brasília: Eugênio Matos, Daniel Baker, Dani Baggio, George Lacerda e Felipe Pessoa. Além de aulas de iniciação à teoria musical, os professores também fazem uso de instrumentos como violão, teclado, triângulo, zabumba, pandeiro e chocalho para as aulas práticas, colocando os alunos em contato com conceitos como ritmos, compassos, escalas e notas.


Colégio CIMAN

CIMAN Octogonal

(61) 3213-3737 – Entre áreas 1/4

Projeto Musicalizando na Escola

“Oficinas Música para a Vida”

CEF 11 do Gama

St. Sul Q 15 – Gama, Brasília – DF

Dias 5, 7, 12 e 14 de agosto

Apoio: Fundo de Apoio à Cultura – FAC/DF

Ricardo Callado

Jornalista, blogueiro, escritor e consultor político. Exerceu a função de secretário de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal. Foi Diretor de Redação do Grupo Comunidade de Comunicação – responsável pelos jornais da Comunidade e O Coletivo. É autor do livro PANDORA – e outros fatos que abalaram a política de Brasília.


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