Categoria: Saúde

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Callado18 de maio de 20204min

Documento, que formaliza normas, ficará disponível para consulta pública, críticas e sugestões

A fim de estabelecer um fluxo correto na hora de atender pessoas em situação de violência doméstica, familiar e sexual, a Secretaria de Saúde (SES) elaborou um documento que formaliza toda a linha de cuidado para com esse público.  Após a finalização, o material será distribuído em toda a rede de Atenção da secretaria, além de delegacias e órgãos de assistência social.

“O objetivo é organizar a rede de atenção à violência no âmbito da SES, com elaboração e definição de fluxos e protocolos padronizados em todos os níveis de atenção, possibilitando assim implementar ações de enfrentamento à violência no Distrito Federal”, explica a chefe do Núcleo de Estudos, Prevenção e Atenção à Violência (Nepav), Elizabeth Maulaz.

Ação integrada

Dentro dessa meta, a SES instituiu o Colegiado Gestor Técnico da Atenção Integral à Violência para estruturação da linha de cuidado às pessoas em situação de violência, em todos os ciclos de vida e em todos os níveis de atenção. “É muito importante a interação de todos nesse processo, para ampliar a discussão e contribuir para a formulação de políticas públicas”, frisa Elizabeth.

Participam da ação os trabalhadores da saúde pública, nos diferentes níveis de Atenção à Saúde, representados pela Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde (Sais), Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS), pelas unidades do Núcleo de Prevenção e Assistência às Situações de Violência (Nupav) das sete regiões de Saúde e pelos centros de especialidades de atenção às pessoas em situação de violência sexual e doméstica (Cepavs).

Consulta pública

O material, que já tem uma versão preliminar, estará disponível para consulta pública por um mês, abrindo a participação da sociedade na finalização da linha de cuidado para pessoas em situação de violência. Opiniões, recomendações, críticas e sugestões poderão ser enviadas ao e-mail consultapublicaviolencia@gmail.com.

“Esse é um documento muito importante, porque organiza todo o fluxo de atendimento às pessoas em situação de violência”, destaca a gerente da Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde da SES, Fernanda Falcomer. “Através dele, os profissionais da saúde terão conhecimento sobre como fazer o devido acolhimento e humanização.”


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Callado17 de maio de 20202min

Itens já começaram a ser distribuídos em unidades da rede. Secretaria também providenciou a compra de 27,5 mil do modelo N-95, com investimento de R$ 2,4 milhões

A Secretaria de Saúde recebeu 500 mil máscaras cirúrgicas compradas no dia 16 de março. O investimento foi de R$ 1,9 milhão. “Nosso maior desafio de estoque é com as máscaras cirúrgicas, já que são as consumidas mais rápido”, afirma a diretora de Logística da Secretaria de Saúde, Manuela Swerts Batista. Estas específicas começaram a ser distribuídas, já neste sábado (16), nas unidades da rede.

Mesmo com estoques ainda suficientes, a Secretaria de Saúde realizou, também, a compra de 27.518 máscaras do modelo N-95 totalizando um investimento de 2.398.543,40.

Durante a semana, as máscaras N-95 passarão por um atesto – procedimento padrão, um tipo de avaliação do material e da proteção-, realizado por um médico do trabalho, para avaliar a qualidade do produto, garantindo a segurança dos profissionais e pacientes.


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Callado14 de maio de 20205min

As ações são realizadas diariamente com objetivo de minimizar o número de servidores infectados

Por meio de educação continuada e permanente, a direção do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) faz o possível para manter sua equipe longe do contágio pelo coronavírus. Os desafios são inúmeros, pois as recomendações são diferentes e atualizações das normas de segurança são constantes.

Mesmo sendo o hospital de referência nos atendimentos de Covid-19 e com todos os profissionais trabalhando na linha de frente, com contato direto de pacientes contaminados pelo coronavírus, as capacitações fazem a diferença.

A contaminação de profissionais de saúde no Hran é baixíssima, comparando com o perfil mundial. O caso mais grave foi de um enfermeiro que já se recuperou, fez a quarentena e retornou ao trabalho. Além dele, mais sete profissionais testaram positivo para a Covid-19 e foram afastados. Nesses outros casos, não há como comprovar que os profissionais foram contaminados durante o período de trabalho.

Atendimentos

 De 14 de abril a 13 de maio, foram internados 163 pacientes no Hran, transferidos 124, receberam alta domiciliar 129 e 16 óbitos, totalizando 432 atendimentos.

As capacitações diárias, com todas as equipes de profissionais sobre a maneira correta de se paramentar, desparamentar, os cuidados redobrados com a higienização das mãos e sobre o coronavírus fazem a diferença”, afirma o diretor do Hran, Ulysses de Castro.

Há escala semanal e plantão de dúvidas para auxiliar os servidores. Além disso, todos os protocolos estabelecidos pelo Plano de Contingência para o enfrentamento do coronavírus são seguidos.

“Estamos tendo cuidado redobrado com nossos servidores. Todas as equipes são capacitadas, até porque, não temos como parar. O nosso objetivo é sempre deixar o servidor preparado, já que vimos que a maioria de casos de profissionais infectados se dão na hora da desparamentação ou do uso de um ambiente coletivo como banheiros, refeitório”, explica.

De acordo com o diretor do Hran, o uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPIs), o respeito aos protocolos e as capacitações já realizados com os profissionais da unidade resultam na não contaminação por coronavírus.

“Capacitando os nossos profissionais corretamente damos segurança a eles, a seus familiares e aos pacientes também. Já contabilizamos mais de 100 treinamentos em menos de dois meses”, frisa. Ullysses destaca que todos os profissionais que fazem parte do grupo de risco para a Covid-19 estão fazendo o teletrabalho.

Geralmente, o Núcleo de Segurança do Paciente e o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar fazem as capacitações in loco, nos diferentes setores do hospital  e nas unidades básicas de saúde , inclusive com produção de vídeos educativos na tentativa de minimizar o número de infectados.

Refeitório

 Com o objetivo de evitar a proliferação do coronavírus, foi feito o redimensionamento do refeitório do Hran. As mesas foram distanciadas e as cadeiras sinalizadas. Além disso, outras medidas foram adotadas de acordo com as recomendações do Conselho Federal de Nutrição (CFN) como, por exemplo, a retirada das toalhas das mesas e uma nova forma de servir as refeições.


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Callado12 de maio de 20205min

Camas e bombas de infusão, desfibriladores e aparelhos de raios-x portáteis já estão instalados no local

Por Ary Filgueira

O enfrentamento à pandemia de Covid-19 pelas autoridades públicas do Distrito Federal ganhou importantes elementos para reforçar o diagnóstico e o tratamento da doença. O principal foi o hospital de campanha no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, em fase final de instalação, com 173 leitos.

O governador Ibaneis Rocha visitou a estrutura nesta segunda-feira (11). Ele conheceu a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e os leitos ambulatoriais e demonstrou satisfação com a disponibilidade do novo conjunto de leitos de UTIs e de Internação.

O hospital fica na cobertura da arena e numa área de seis mil metros quadrados. O funcionamento será gradativo e feito em três etapas.

A previsão é que no dia 20 deste mês sejam abertos 100 leitos de enfermaria. Dez dias depois, esse número será incrementado em mais 70 e, por fim, respiradores artificiais vão chegar para compor os equipamentos.

A maior parte dos equipamentos usados no tratamento de Covid-19 já está disponível no hospital.  As bombas de infusão, desfibriladores e aparelhos de raio-X portáteis (que vão à beira do leito fazer o exame de imagem do paciente) estão prontos para serem utilizados. As camas também já estão arrumadas para acomodar os pacientes.

Estrutura

Ibaneis elogiou a estrutura disponibilizada pela arena de futebol por já ter toda a tubulação necessária para ligar os equipamentos, inclusive com ar condicionado. O governador frisou que isso dava uma vantagem a Brasília em relação aos demais estados que montaram unidades parecidas.

“É uma área muito mais fácil de se fazer um hospital de campanha. Basta vocês compararem com o hospital (de campanha) de Águas Lindas, que teve dificuldade para terminar de montar porque não tem essa estrutura com essa qualidade”, disse.

A novidade apresentada durante a visita foi um equipamento que o Governo do Distrito Federal (GDF) importou. Um tablet que é capaz de aferir a respiração das pessoas e saber se elas estão infectadas. O uso visa aplicar o exame nos alunos que forem autorizados a retornar às salas de aulas na reabertura das escolas.

Para demonstrar sua eficácia, Ibaneis fez questão de se submeter à avaliação do equipamento por leitura facial. Diante do resultado negativo para qualquer alteração em sua respiração, o governador até brincou: “Deu luzinha verde. Não tenho nenhuma doença respiratória”.

Ao ser questionado sobre o prazo de entrega do hospital, o governador atribuiu a questões burocráticas. “Nós temos de fazer licitação para compra de equipamentos. O Estado tem as suas dificuldades porque temos de seguir todas as regras. Já vemos unidades serem alvos de operações policiais por conta desses erros. Muito melhor termos um erro programado pela questão dessa data. O que mais temos visto nos outros estados é que comprou e não recebeu. Ou comprou com preço elevado. Aqui não veremos isso”, afirmou.

Máscara

No encontro com a imprensa, que esteve presente na visitação, Ibaneis respondeu a perguntas dos jornalistas com temas relacionados à pandemia. Sobre o uso da máscara, que passou a ser obrigatório a partir desta segunda-feira, ele informou que, por enquanto, orientou seu secretariado a não aplicar multa a quem não estiver usando o equipamento. Somente em quem se recusar a usá-la.

“Estamos primeiro conscientizando a população e entregando as máscaras. Nesta terça-feira, teremos equipes do Corpo de Bombeiros, DF Legal e Polícia Militar nas ruas, fazendo não uma campanha punitiva inicialmente, mas educativa, para que as pessoas utilizem máscara antes da abertura do comércio. O brasiliense aprendeu a usar a faixa de pedestres e o cinto de segurança muito mais fácil do que outros estados. Então, pretendemos que ele também aprenda a usar a máscara. Mesmo que, para isso, tenhamos de usar o instrumento da multa”, disse.


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Callado12 de maio de 20201min

Entrega será feita às 14h, no Parque de Apoio da Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde (SES) receberá, nesta terça-feira (12), às 14h, um lote com 150 mil testes rápidos para detecção de Covid-19. Todo o lote será empregado em exames gratuitos para a população.

Eles foram importados da China pela Precisa Medicamentos, empresa do ramo de saúde vencedora da licitação para o fornecimento. De acordo com a diretora técnica da empresa, Emanuela Medrades, os testes possuem altíssima precisão, um percentual de cerca de 95% de acerto.

Os testes, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), chegarão em dois caminhões devidamente identificados e serão entregues no Parque de Apoio da SES (SGAP – Bloco G – Lote 6).


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Callado12 de maio de 20203min

A unidade será o Materno-Infantil depois que essa pandemia passar

Por Ary Filgueira

O governador Ibaneis Rocha anunciou, durante visita às instalações do hospital de campanha no Mané Garrincha nesta segunda-feira (11), a construção de uma unidade hospitalar em Ceilândia, especializada também no tratamento de Covid-19, com mais 60 leitos. No futuro, quando a pandemia passar, o local deverá acomodar uma estrutura voltada para o atendimento materno-infantil.

A ampliação de leitos faz parte de uma estratégia de vanguarda no País adotada pelo GDF, primeira Unidade da Federação a decretar o isolamento, iniciado nas escolas públicas.

“Estamos procurando internar a pessoa infectada com a Covid-19 antes mesmo de a doença se agravar. Existe um estudo desenvolvido por nossos especialistas em saúde que diz que, quando você acompanha a pessoa no período de 48h a 72h e percebe que o paciente manteve a respiração constante durante três dias, ele pode receber alta porque não vai ter um agravamento na doença”, explicou o governardor.

Quanto ao fato de a Covid-19 ter chegado em cidades distantes do centro de Brasília, como em Samambaia, que ocupa a terceira posição no ranking do DF, o chefe do Executivo disse que sua equipe já estava preparada para esse avanço sobre as regiões administrativas.

“Isso era esperado. Quando interrompemos o fluxo de pessoas nas cidades, sabíamos que a doença chegaria primeiro no Plano Piloto, no Lago Sul e que, depois, iria se estender para as regiões administrativas. Isso não está fora da nossa perspectiva. O rito de leitos vem seguindo exatamente nesse sentido. Temos um número grande de pessoas curadas. Por isso, estamos tranquilos nesse avanço”, esclareceu.

Comércio

Sobre a abertura do comércio, o governador voltou a afirmar que tem segurança da medida anunciada na semana passada, que é a de abertura do comércio a partir de 18 de maio. “Estamos preparados para isso. Em conjunto com o estado de Goiás, estamos desenvolvendo um plano para auxiliar as prefeituras do Entorno. Pretendemos ativar leitos de UTI e Enfermaria e vamos fazer uma compra internacional de testes para aplicar em toda a população do Entorno que vem para cá comprar em nossas lojas ou até mesmo trabalhar nelas”, concluiu.

Além disso, a Secretaria de Saúde vai enviar testes rápidos para as prefeituras das cidades da Região Metropolitana – que fazem divisa com a capital federal – para uso na população.


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Callado12 de maio de 20205min

GDF mantém rotina de exames nos dez pontos de testagem em massa espalhados por diferentes regiões administrativas

A Secretaria de Saúde testou, nesta segunda-feira (11), 4.061 pessoas para Covid-19 nos dez pontos de testagem, por drive-thru, do Distrito Federal. Desse total, 139 receberam o diagnóstico positivo para a doença. O novo posto do Paranoá, que começou a funcionar hoje, foi o que mais detectou casos de infecção por coronavírus, com 29 registros, seguido do ponto de Ceilândia e Planaltina, com 23 e 22 casos, respectivamente.

Desde o dia 21 de abril, já foram realizados 59.378 testes, os quais diagnosticaram 602 pessoas para o novo coronavírus.

Os testes são agendados pelo site testa.df.gov.br, ou pelo aplicativo e-GDF. O resultado é enviado para o e-mail cadastrado na plataforma. No site é possível obter a informação de quantas vagas cada local possui. A atualização ocorre a cada dois dias. Diariamente, são disponibilizadas em média 4 mil vagas nos postos de atendimento. A procura por testes tem sido alta, com registro de 400 a 500 acessos simultâneos.

Confira os números desta segunda-feira e o acumulado das últimas semanas, por região administrativa:

Posto de Testagem Testes realizados11/05/2020 Resultados positivos11/05/2020 Testes realizados até o momento Resultados positivos
Plano Piloto – Parque da Cidade 294 7 16.103 74
Águas Claras – Unieuro 326 7 15.994 122
Lago Norte – Iguatemi Shopping 301 2 3.327 8
Ceilândia – Iesb 566 23 4.555 87
Guará – ParkShopping 679 16 5.437 80
Gama – Bezerrão 287 8 1.894 23
Planaltina – Loja Maçônica 356 22 1.576 49
Taguatinga – JK Shopping 431 13 2.304 53
Samambaia – anexo da Administração Regional 463 12 463 12
Paranoá – estacionamento do Estádio JK 358 29 358 29
Sobradinho – Sesi (Desativado) 369 11 3.202 24
Lago Sul – Paróquia S. Pedro de Alcântara (Desativado) 478 14 4.165 41
Total 4.125 116 59.378 602

Testagem

O teste no drive-thru é exclusivo para pessoas sintomáticas ou que tenham histórico de contato com algum caso confirmado e residam com idosos, e que moram nas regiões administrativas abrangidas pelo local onde o posto está montado.

A realização do exame não descarta a necessidade de procurar uma Unidade Básica de Saúde na ocorrência de sintomas.

O exame detecta a presença de anticorpos gerados pelo organismo para enfrentar o vírus. Eles costumam ser detectáveis com maior segurança a partir do sétimo dia da exposição.

 


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Callado10 de maio de 20206min

Terceira etapa da campanha começa segunda-feira (11) e será destinada às pessoas com deficiência

A Secretaria de Saúde vacinou no Distrito Federal, até esta sexta-feira (8), 563.489 pessoas durante a campanha nacional contra a Influenza. A fase mais recente começou no início desta semana, voltada às gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto) e crianças de 6 meses a 5 anos, onze meses e vinte e nove dias. Até o momento, 14.626 deles já foram vacinados.

“Todo ano temos mais dificuldade de vacinar esses grupos. Por isso, fazemos um apelo e um alerta a eles: procurem as salas de vacina. Lembrando que a campanha vai até 5 de junho para todos os grupos”, alertou a gerente de Imunização da Secretaria de Saúde, Renata Brandão.

Diferente da sintomatologia do coronavírus, que na maioria das vezes é mais leve ou sem sintomas em crianças, a Influenza pode causar com maior frequência casos graves nesse grupo e até levar a morte, informou a gestora. Já em relação às gestantes e puérperas, o risco de complicações é maior, principalmente entre o último trimestre da gestação até o primeiro mês após o parto. “Por isso a importância de vacinar esse público-alvo”, ressaltou a gerente.

Conforme o levantamento, já foram vacinadas 3.726 crianças de até 2 anos, correspondendo a 5,7% da meta estabelecida para esse público. Os menores de cinco anos totalizaram 5.092, chegando a 4,4% de cobertura vacinal. A partir dos cinco anos, foram vacinados 2.573 crianças, alcançando 6,5% de cobertura.Até sexta-feira, 2.491 gestantes procuraram as salas de vacina do DF, alcançando 7,7% da meta estabelecida. Enquanto isso, 744 puérperas foram vacinadas no momento, correspondendo a 13,9% do público-alvo estimado.

“Historicamente, esses grupos são o de maior vulnerabilidade e risco, com mais dificuldade de vacinação. Por isso, devem ir para as salas de vacina o quanto antes e se protegerem contra a Influenza, para evitar o desenvolvimento de casos graves”, ressaltou a gestora.

Demais grupos

 Em termos de números absolutos e porcentagem, os integrantes do público-alvo que mais têm se vacinado são os idosos. Atualmente, 287.263 já passaram pelas salas de vacina do DF, ultrapassando a meta estabelecida e chegando a 141,1% de cobertura vacinal.Os trabalhadores da saúde também superaram as estimativas e chegaram a 106,6% da meta pactuada, com 108.744 vacinados até o momento.

As pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais totalizaram 98.279. Isso representou 65,4% da meta para esse grupo prioritário.

Já a população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e jovens sob medidas socioeducativas chegaram a 19.488 vacinados, alcançando 94,4% do pactuado para esses públicos.

Funcionários das forças de segurança e salvamento chegaram a 83,3% de cobertura, com 23.905 vacinados. Também está na lista 6.787 motoristas e cobradores de transporte coletivo, com 41,6% desse grupo protegido contra a Influenza, e 3.661 caminhoneiros e portuários vacinados, o que totalizou 20,6% da meta estabelecida para esse público.

Prioridade

 Em nota circular, a Secretaria de Saúde enfatizou a importância de começar imediatamente a vacinação das crianças, gestantes e puérperas, por estarem mais suscetíveis à Influenza. Por isso, a pasta adiantou a primeira fase da terceira etapa da campanha para começar a partir de 4 de maio, ao invés de 9 de maio. Dessa forma, esses grupos seriam beneficiados mais cedo.Conforme a programação, a segunda fase da terceira etapa da campanha será de 11 de maio a 5 de junho, destinada às pessoas com deficiência. De 18 de maio em diante, será a vez dos adultos de 55 a 59 anos de idade e professores das escolas públicas e privadas.

Enquanto isso, os demais grupos prioritários das primeiras etapas também terão até junho para se vacinar.

Fazem parte das etapas iniciais idosos de 60 anos ou mais; profissionais da saúde; profissionais das forças de segurança e salvamento; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; povos indígenas; caminhoneiros, portuários e trabalhadores do transporte coletivo (motoristas e cobradores).


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Callado9 de maio de 20204min

Uma está confirmada com Covid-19, e outra sob suspeita; bebês estão saudáveis

A vida não espera, mesmo em uma pandemia global. Prova disso foram os dois partos realizados esta semana no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em uma mãe confirmada com Covid-19 e outra com suspeita da doença. Em tempos de coronavírus e devido as condições do nascimento, os bebês já precisaram usar pequenas máscaras de proteção facial logo após o parto, para estarem protegidos de qualquer risco de contaminação.
Com isso, o Hran entra para a história da saúde do Distrito Federal com o primeiro parto realizado em uma paciente com Covid-19 na rede pública local. O bebê de 2,930kg nasceu saudável, na noite desta quinta-feira (7). A mãe, de 28 anos e moradora de Planaltina, permanece internada, mas não teve complicações e se recupera bem.Para a que está com suspeita de Covid-19, o presente foi duplo. As gêmeas vieram ao mundo na madrugada de quarta-feira (6). As duas pesam 2,380kg e 2,305kg e também estão saudáveis. Ambas receberam alta, nesta sexta-feira (8), e foram para a casa dos familiares. A mãe, de 31 anos e moradora de Águas Lindas de Goiás, ainda está em observação e aguarda o exame de contraprova para a doença.

Enquanto isso, os dois casos mostram que a forma de fazer partos no Hran tem passado por mudanças significativas devido as condições atuais. Como o hospital é referência no atendimento a casos de Covid-19, bebês de pacientes confirmadas ou sob suspeita de coronavírus serão esperados.

Para isso, o chefe da Unidade de Ginecologia e Obstetrícia do Hran, Claudio Albuquerque, conta que além das máscaras de proteção facial nos bebês – confeccionadas pela própria equipe para não machucar os pequenos –, os profissionais de saúde adotaram mudanças no fluxo dos serviços durante os partos, para evitar riscos de contaminação.

Devidamente paramentados, com luvas, capotes, máscaras equivalentes a N95 e ainda as de proteção facial acrílica do modelo Face Shield, a equipe ajuda a trazer novos bebês ao mundo com menos profissionais que anteriormente, para não ter aglomeração.

“Nesses casos, temos trabalho somente com os profissionais necessários. Com a equipe mais enxuta, reduzimos ainda mais a possibilidade de contaminação”, explica o chefe da unidade. “Além disso, durante a assistências às puérperas, deixamos um profissional destacado para o paciente até o final do plantão dele, para evitar contatos com mais de uma pessoa”, ressaltou.

Na avaliação do gestor, os cuidados tomados pela equipe, inclusive nos detalhes, não é nada mais do que sua obrigação. “Nós, profissionais de saúde, nos formamos para tentar amenizar o sofrimento do outro no seu momento de maior vulnerabilidade. Queremos sempre o melhor para eles”, destacou.


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Callado8 de maio de 20208min

O levantamento foi feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Por Ian Ferraz, Renata Moura e Rosi Araújo 

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta o Distrito Federal como a unidade da federação do país com maior número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), respiradores, médicos e enfermeiros a cada 100 mil habitantes. Os dados reforçam a importância que o governo local emprega na área de saúde e que cresceu ainda mais com a chegada do novo coronavírus (Covid-19).

As informações utilizadas pelo IBGE tiveram como base o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde 2019 (DataSUS), a pesquisa Regiões de Influência das Cidades 2018, o Censo Demográfico 2010 e a pesquisa Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil 2015. Dados que foram gerados em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pesquisa feita pelo IBGE mostra, então, que o DF lidera nos seguintes quesitos:

– Leitos de UTI a cada 100 mil habitantes: 30

– Respiradores a cada 100 mil habitantes: 63

– Médicos a cada 100 mil habitantes: 338

– Enfermeiros a cada 100 mil habitantes: 198

reportagem afirma que o DF tem a melhor distribuição de médicos do país, com 338 profissionais por 100 mil habitantes. Segundo o coordenador de Geografia e Meio Ambiente do IBGE, Cláudio Stenner, o recomendável são 80 médicos generalistas por 100 mil habitantes, condição que o DF ultrapassa com folga.

O secretário de Saúde, Francisco Araújo garante que esforços não são medidos para aprimorar, dia a dia, o enfrentamento ao coronavírus. “Temos um compromisso humano com a população de dar nosso melhor e incentivamos os profissionais da saúde pela dedicação, esforço e suor para dar resultados”, diz. O titular da pasta compara a pandemia a uma guerra: “Vivemos um dia de cada vez com o objetivo de proteger as pessoas”.

De acordo com ele, o processo envolve fortalecer as políticas públicas de saúde, com movimentos diários para montar leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) caso a população precise. “Defendemos os princípios do SUS, inclusive de humanidade. No meio de toda a crise, abrir o sorriso das pessoas e incentivar nossos trabalhadores vulneráveis, do front, que usem equipamentos de proteção individual e não tenham medo. Estamos colocando nossas vidas para salvar as vidas dos outros”, aponta.

Taxa baixa de mortalidade

O Distrito Federal registra, nesta sexta-feira (8), 2.296 casos confirmados de infecção por Covid 19 e 35 óbitos por complicações originárias da doença. A taxa de mortalidade do novo coronavírus é, portanto, de 1,55%. Índice bem abaixo da média nacional, que atualmente está em torno de 7%.

No ranking nacional, o Distrito Federal só fica atrás do estado de Roraima, cuja taxa está em 1,37%. Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, a capital da República está em situação mais favorável que outras regiões com grandes centros metropolitanos, como é o caso do Rio de Janeiro (9,84%); São Paulo (8,02%) e Minas Gerais (3,82%).

O vizinho goiano também tem uma taxa relativamente baixa se comparada à média nacional. Dos 1.027 infectados, o estado de Goiás contabiliza 44 mortes, registrando um índice de mortalidade de 4,28%.

Medidas adotadas

O cenário da saúde pública no Distrito Federal pode ser ainda melhor que o retrato apresentado na pesquisa do IBGE. Isto porque, com a chegada do novo coronavírus, o governo reforçou a pasta com novas contratações de profissionais de saúde, a ampliação da rede de leitos de UTI e aquisições de novos equipamentos.

“Estamos monitorando tudo e reforçando a força de trabalho. Conforme o perfil epidemiológico vai se alterando ao longo da pandemia, seguiremos com a ampliação dos leitos e tomadas de outras medidas”, explica o secretário-adjunto de Saúde, Ricardo Tavares Mendes.

Segundo a Secretaria de Saúde, a rede pública sozinha já conta com 604 respiradores e planeja a compra de mais 300 unidades. Além, disto já contratou mais 20 Leitos de UTI da rede privada para o atendimento exclusivo aos pacientes de COVID-19.

O governo também planeja, em breve, a inauguração de um hospital de campanha no Estádio Nacional Mané Garrincha. No local, está prevista a instalação de pelo menos 200 leitos com suporte respiratório.

Neste ano, o governo nomeou um total de mil servidores da área de saúde. Foram chamados 773 médicos, 152 enfermeiros, 74 especialistas e um técnico. A título de comparação, em 2019 foram nomeados 376 profissionais de saúde, sendo 200 médicos, 131 técnicos de enfermagem, 27 especialistas em Saúde e 18 enfermeiros.

Vale destacar ainda, o reforço do executivo em aprovar o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 39/2020, que garantirá mais R$ 1,38 bilhão no orçamento destinado à rede de saúde pública distrital. O texto garante um auxílio financeiro da União aos estados e municípios e suspende pagamento de dívidas a fim de diminuir os impactos da crise causada pela pandemia do coronavírus.



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