Categoria: Política & Opinião

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Callado26 de janeiro de 20202min

Presidente diz que nenhum ente federativo aceita perder arrecadação

Por Marcelo Brandão

O presidente Jair Bolsonaro vê dificuldades na aprovação de uma reforma tributária no Brasil. Em viagem oficial à Índia, ele conversou com jornalistas sobre o tema e disse que sua experiência como parlamentar mostra que nenhum ente federativo aceita perder arrecadação e que isso inviabiliza a reforma.

“Passei 28 anos na Câmara e nunca chegou até o final uma reforma tributária porque não atende estado, município e União. E não atendendo um dos três, e ninguém quer perder nada, acaba todo mundo perdendo muito e o Brasil continua nesse cipoal tributário que dificulta você produzir, empregar.”

Brasileiros deportados

Questionado se poderia aproveitar a boa relação com Donald Trump para pedir tratamento diferenciado aos brasileiros deportados dos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que não vai interferir nas leis norte-americanas.

“Você acha que eu vou pedir para ele descumprir a lei dele? Tenha santa paciência. A lei americana diz isso. É só você não ir para os Estados Unidos de forma ilegal”. Ontem (25), um avião com 50 brasileiros deportados chegou ao aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, vindo do estado americano do Texas.


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Callado25 de janeiro de 20203min
Presidente pode se sentir seguro em manter seu estilo polêmico

Em termos históricos, deter um terço de aprovação pode parecer pouco – mas em tempos de polarização, esses números mostram uma base sólida e fiel

Por Marco Antonio Araujo, do R7

A pesquisa CNT/MDA divulgada na quarta-feira (22) é um tapa na cara da oposição. A avaliação positiva do governo Bolsonaro subiu para 34,5% em janeiro, após atingir o piso de 29,4% em agosto último. É uma recuperação considerável e joga água fria nas tímidas faíscas que iluminavam o breu em que se enfiou a esquerda brasileira.

Em termos históricos, comparados a mandatos anteriores, deter um terço de aprovação pode parecer pouco. Mas em tempos de polarização, esses números dão uma base sólida, fidelíssima, praticamente inamovível. Mesmo convivendo com conflitos quase diários, o presidente pode se sentir seguro em manter seu estilo polêmico e, digamos, aguerrido.

O levantamento mostrou também que a avaliação negativa caiu para 31%, em comparação com os 39,5% de cinco meses atrás. Novamente, um outro terço se mostra inarredável. Uma análise fria, no entanto, permite afirmar que essa importante fração do eleitorado – sem Diário Oficial e em minoria no Congresso – tende a ficar mais amuada daqui para frente.

O que garante tranquilidade ao governo – mesmo, repetindo, com sua vocação para gerar crises intestinas – é a absoluta falta de agenda clara e positiva por parte de seus opositores. As críticas à gestão de Bolsonaro ganharam ares de ladainha, lamúrias e falta do que fazer. É mimimi que chama.

A presidência da República continua ocupada por um homem eleito democraticamente e fiel a seus compromissos de campanha. Para os que ainda duvidam da resiliência de seus apoiadores, aguardem os números da economia neste ano de 2020.

O país tem graves problemas? Sim. Por isso mesmo, qualquer brisa que sopre e dê algum alívio para a população trabalhadora vai ser como um murro na cara de quem estiver torcendo contra. Nocaute.


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Callado24 de janeiro de 20204min

Em time que está ganhando não se mexe”, disse o presidente

Por Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro descartou a possibilidade de recriação do Ministério da Segurança Pública. “O Brasil está indo muito bem. Segurança pública, os números demonstram que estamos no caminho certo e a minha máxima é ’em time que está ganhando não se mexe’. Lógico que está descartado”, disse.

“A chance no momento é zero, não sei amanhã. Mas não há essa intenção de dividir”, completou, em entrevista a jornalistas na sua chegada à Nova Delhi, na Índia, onde é convidado especial para as celebrações do Dia da República, no próximo domingo (26).

Ao assumir o governo, no ano passado, Bolsonaro decidiu fundir os ministérios da Segurança Pública e o da Justiça, resultando na pasta que vem sendo comandada desde então pelo ex-juiz Sergio Moro. Na quarta-feira (22), entretanto, integrantes do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) se reuniram com o presidente, em Brasília, e pediram a recriação do ministério exclusivo para o setor.

“Desde a transição já não queriam a fusão. Há interesse de parte de setores da política. Nós simplesmente aceitamos, recolhemos as sugestões educadamente, dissemos que vamos estudá-las e os ministérios continuam sem problema”, disse Bolsonaro.

“Os secretários, alguns, não são todos, estão querendo a divisão, alguns podem estar bem-intencionados, outros podem querem apenas enfraquecer o governo. Não existe qualquer atrito entre eu e o Moro, eu e o [ministro da Economia, Paulo] Guedes, eu e qualquer outro ministro”, destacou.

Além de pedirem a recriação da pasta especializada, os secretários estaduais pediram a ampliação das verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de equipamentos de segurança e a determinação nos contratos de concessão, para que operadoras de telefonia façam o bloqueio de sinal de celular em áreas de segurança, como presídios. Na ocasião, Bolsonaro disse que iria avaliar os pedidos “o mais rápido possível”.

Visita de Estado

Além das celebrações pelo Dia da República na Índia, a agenda do presidente brasileiro inclui reuniões com o presidente indiano, Ram Nath Kovind, e o primeiro-ministro e chefe de governo do país Narendra Modi, para assinatura de acordos entre os dois países. Devem ser assinados pelo menos dez acordos bilaterais, em áreas como segurança cibernética, bioenergia e saúde.

Bolsonaro também participa de café da manhã com empresários indianos para apresentar oportunidades de negócios no Brasil, com foco em investimentos no setor de infraestrutura e visita a cidade de Agra, que abriga o famoso mausoléu Taj Mahal, um dos principais monumentos da Índia.


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Callado23 de janeiro de 20204min

O deputado distrital Rodrigo Delmasso, vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal disse que o Banco de Brasília na gestão do governador Ibaneis Rocha foi transformado no maior instrumento de geração de emprego e renda da capital da República.

Por Toni Duarte – RADAR-DF

No lançamento do “Acreditar”, programa de Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) do Banco de Brasília, ocorrido nesta quarta-feira (22), o deputado Rodrigo Delmasso destacou que os pequenos empreendedores sempre foram geradores de renda e emprego e que o BRB estimula o setor ao oferecer empréstimos com taxas de juros a partir de 1,85% ao mês.

“Me lembro que em 2008, quando fui secretário do Trabalho do GDF, nós lançamos o Banco do Povo. Na época, era um projeto de microcrédito orientado voltado para os micros e pequenos empreendedores onde o BRB era apenas o operador financeiro. Lamentavelmente o programa foi abandonado por dois governos “, lembrou

Delmasso se diz feliz ao ver o programa de microcrédito orientado ressurgir pelas mãos do governador Ibaneis Rocha e pela experiência visionária do presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.

“O Banco resgata e assume o programa com a responsabilidade de ajudar o microempreendedor a gerar emprego e renda na capital da República. Quero destacar a nova gestão do Banco sob o comando do presidente Paulo Henrique Costa e a iniciativa política do governador Ibaneis Rocha”.

Nova gestão

Ainda na avaliação do distrital, o novo BRB do governo Ibaneis Rocha se firma no mercado como uma forte e competitiva instituição financeira do país.

“Sob o comando do  presidente Paulo Henrique Costa, o BRB provocou uma grande movimentação no mercado, no final do ano passado, ao reduzir suas taxas de financiamento imobiliário, obrigando a Caixa Econômica a fazer a mesma movimentação. O Banco de Brasília que parece pequeno, no entanto está incomodando os grandes”, disse Delmasso.

Microcrédito Produtivo

O produto nasce com a menor taxa do mercado, condições especiais e contratação ágil e digital. O Banco vai disponibilizar até R$ 15 milhões para o programa, que pretende beneficiar aproximadamente 10 mil famílias.

Por meio de um APP, o Acreditar – disponível nas lojas IOS e Android -, empreendedores (pessoas físicas e jurídicas, em especial os que estão à margem do sistema financeiro tradicional) podem ter acesso ao plano.

As taxas serão a partir de 1,85% ao mês e prazo de 24 meses para pagamento. O crédito ofertado vai variar entre R$ 300 a R$ 15 mil reais.

“É um programa de oportunidades. Ele atinge exatamente quem está na base: o microempreendedor. E dá resultado, o BRB vai entrar diretamente na casa daquelas famílias que querem voltar a trabalhar”, definiu o governador Ibaneis Rocha durante a cerimônia desta quarta-feira (22).

“Como banco público, temos o compromisso de transformar a vida das pessoas, de ser protagonista do desenvolvimento econômico social e humano no Distrito Federal. O Acreditar é mais um importante passo para poder fazer a diferença na vida dos brasilienses”, destacou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.


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Callado23 de janeiro de 20204min
Encontro com Regina Duarte
Foto: Carolina Antunes/PR/

A informação foi dada hoje pelo presidente Bolsonaro

Por Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (23) que a nomeação da atriz Regina Duarte para a Secretaria Especial de Cultura deve ser acertada após sua viagem à Índia. Bolsonaro embarcou na manhã desta quinta-feira para o país asiático e a previsão é que retorne ao Brasil na terça-feira (28).

Regina foi convidada pelo presidente para assumir o cargo de secretária especial da Cultura após a exoneração do dramaturgo Roberto Alvim, na semana passada. A atriz declarou que está “noivando” com o governo, mas ainda não confirmou se aceitará o convite. Segundo a assessoria da Presidência da República, a possibilidade dela assumir o cargo ainda está sendo debatida.

“Talvez na volta a gente acerte. Ela merece, realmente, quase que uma festa por ocasião da assinatura da posse. Deve ser na volta. É uma pessoa muito especial”, afirmou Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada nesta manhã.

Ontem (22), o presidente recebeu a atriz para um almoço no Palácio do Planalto. Ela também se reuniu com os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e visitou a sede da Secretaria Especial de Cultura, na Esplanada dos Ministérios.

A Secretaria Especial da Cultura informou que a atriz continua em Brasília e que hoje participará durante todo o dia de reuniões para ampliar o entendimento sobre a pasta. Entretanto, a agenda detalhada não será divulgada e ela não concederá entrevista à imprensa.

“Está indo bem, ela está perfeitamente adaptada, parece que está no governo há um tempão, está cheia de vontade, tenho conversado com ela, dando dicas como deve formar o perfil do seu secretariado. Acho que esse casamento vai dar o que falar, mas não é agora não”, disse Bolsonaro.

Mãe de três filhos e avó de seis netos, Regina Duarte nasceu no dia 5 de fevereiro de 1947 e trabalha como atriz há 54 anos, sendo um dos rostos mais conhecidos da televisão brasileira.

O cargo de secretário especial da Cultura ficou vago após a exoneração de Roberto Alvim na última sexta-feira (17), depois da repercussão negativa de um vídeo para anunciar o lançamento do Prêmio Nacional das Artes. Divulgado pelo então secretário, em sua conta no Twitter, o vídeo contém trechos que remetem a um discurso do ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels.

De acordo com a assessoria da secretaria, o edital do prêmio não chegou a ser publicado no Diário Oficial da União (DOU) [e o substituto de Alvim decidirá se ele será lançado de fato. Hoje, o secretário adjunto José Paulo Soares Martins, que ocupava interinamente as funções da pasta desde o desligamento de Alvim, foi exonerado do cargo. A exoneração foi publicada no DOU .


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Callado21 de janeiro de 20206min

Por Felipe Pontes

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou hoje (21) à Justiça Federal denúncia contra sete pessoas, incluindo o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, responsável pelo site The Intercept Brasil, no âmbito da Operação Spoofing, que apura a invasão de celulares de autoridades. São apontados indícios dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e interceptação telefônica ilegal.

Segundo a denúncia, assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, Greenwald teria auxiliado, orientado e incentivado as atividades criminosas do grupo.

O jornalista não chegou a ser investigado pela Polícia Federal (PF). Uma liminar (decisão provisória) concedida em agosto do ano passado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Greenwald não fosse investigado ou responsabilizado por receber, obter ou publicar informações de interesse jornalístico. O pedido de liminar havia sido feito pelo partido Rede Sustentabilidade. Desde junho do ano passado, o Intercept tem publicado mensagens trocadas por autoridades da República. Glenn afirma ter obtido o material de uma fonte anônima.

Denúncia

Na denúncia, o procurador Divino de Oliveira ressalta que, em respeito a tal decisão, não houve investigação contra Greenwald, mas que ainda assim resolveu denunciá-lo, após ter sido encontrado em um computador na casa de Luiz Henrique Molição, acusado de ser um dos hackers invasores de celulares de autoridades, um áudio em que o jornalista orienta a destruição de mensagens, segundo a acusação.

A orientação para que mensagens que ligavam os hackers ao Intercept fossem apagadas teria sido dada por Greenwald depois das primeiras notícias sobre a invasão do celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, diz a denúncia. Para Divino de Oliveira, isso caracterizaria “clara conduta de participação auxiliar no delito, buscando subverter a ideia de proteção à fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos”.

O procurador diz entender não ser crime somente a publicação do material obtido de forma ilícita, mas argumenta que Greenwald teria ido além ao orientar sobre como dificultar a investigação dos crimes. O MPF informou que a denúncia foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR) para eventual pedido para que seja revogada a liminar do Supremo que impede o jornalista de ser investigado.

Além de Greenwald e Molição, foram denunciados: Walter Delgatti Netto e Thiago Eliezer Martins Santos, apontados como mentores e líderes do grupo; Danilo Cristiano Marques, acusado de ser testa de ferro de Delgatti na obtenção de materiais para o cometimento dos crimes; o programador Gustavo Henrique Elias Santos, que teria desenvolvido as técnicas para a invasão dos celulares de autoridades; e Suelen Oliveira, esposa de Gustavo que teria atuado como laranja.

Fraude bancária

O grupo ainda deve ser alvo de outra denúncia pelo crime de fraude bancária, que ainda segue em investigação, de acordo com o MPF.

A denúncia apresentada nesta terça-feira (21) à 10ª Vara Federal de Brasília diz ter ficado provada a ocorrência de 126 interceptações telefônicas, telemáticas ou de informática e 176 invasões de dispositivos informáticos de terceiros, resultando na obtenção de informações sigilosas. Entre os envolvidos, somente Greenwald não foi acusado pelo crime de lavagem de dinheiro.

Defesa

A defesa do jornalista Greenwald disse, em nota, que recebeu a informação sobre a denúncia “com perplexidade”. “Trata-se de um expediente tosco que visa desrespeitar a autoridade da medida cautelar concedida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 601, do Supremo Tribunal Federal, para além de ferir a liberdade de imprensa e servir como instrumento de disputa política”, diz a nota, ao citar a liminar de Gilmar Mendes.

Para os advogados Rafael Borges e Rafael Fagundes, o objetivo da denúncia “é depreciar o trabalho jornalístico de divulgação de mensagens realizado pela equipe do The Intercept Brasil”. A defesa também diz que vai recorrer da decisão e pedir apoio à Associação Brasileira de Imprensa.

A Agência Brasil tenta contato com demais envolvidos e suas defesas e está aberta às suas manifestações.


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Callado20 de janeiro de 20209min

Por Rita D’Andrea*

O futuro já chegou, só não está uniformemente distribuído. (William Gibson)

A inteligência artificial (IA) é uma nova força produtiva que realiza tanto trabalhos físicos como abstratos e tem, como grande diferencial, a capacidade de aprender por si mesma a partir de dados coletados em campo. O quociente de inteligência (QI) da IA irá evoluir ainda mais no futuro. A pesquisa Intelligence Quotient and Intelligence Grade of Artificial Intelligence, realizada em 2018 por estudiosos da Chinese Academy of Sciences de Pequim, na China, em parceria com o College of Information Science and Technology University, de Nebraska, EUA, mostrou que, hoje, entre as várias plataformas de inteligência artificial do mercado, destaca-se o Google, com 47,28 de QI. Uma criança de seis anos tem, em média, um QI de 55,50. Mesmo sem atingir níveis geniais de QI – que começam em 140 –, a IA muda a face do mundo.

Um único critério – a capacidade de explorar a IA para fazer sua economia crescer – reclassifica, agora, países e povos. Dados da Fortune Business Insights apontam que esse mercado chegará a US$ 203 bilhões até 2025. A China, um dos líderes nesta tendência, está se preparando para ter ganhos de US$ 150 bilhões de dólares com IA em 2030 (informação da Analytics Insight).

Caminhamos de forma acelerada em direção à maturidade tecnológica: microprocessadores, Internet, sensores IoT, smartphones, blockchain, criptografia e data centers são elementos que colaboram entre si. Nesse contexto, a AI é a ponta do iceberg, o grande Norte que utiliza todo esse aparato para transformar em tarefa automatizada o trabalho que, antes, dependia da intervenção humana. Isso está acontecendo aqui e agora.

Um dos resultados da ação da IA é o encolhimento e, em alguns casos, desaparecimento de algumas categorias profissionais. É bom lembrar, porém, que é di­fí­cil con­se­guir au­to­ma­ti­zar com­ple­ta­men­te uma ta­re­fa – se uma má­qui­na ou um software fizerem 90% do tra­ba­lho hu­ma­no, ain­da se­rá pre­ci­so ter al­guém pa­ra os ou­tros 10% (dados do Boston Consulting Group, BCG). O me­lhor jei­to de usar IA é com­ple­men­tan­do o tra­ba­lho das pes­so­as. É o que comprova uma nova pesquisa do Gartner sobre o tema: segundo relatório de 2018, até 2023 vai aumentar em 300% a empregabilidade de profissionais com algum tipo de deficiência. Isso será possível por causa da IA.

Uma pesquisa da Microsoft realizada em 2019, por outro lado, aponta o tipo de carreira que não será afetada pela AI: enfermagem, assistência social, professores, terapeutas de todas as linhas. Há, também, profissões que estão surgindo por causa da IA: analista de cidade inteligente, projetista de interface entre tecnologias mais antigas e a IA, treinador de sistemas autônomos, economista de automação. Todo esse contexto colabora para que entendamos os prós e os contras da IA.

A realidade, porém, é que simplesmente não há como ficar à margem dessa onda.

Levantamento realizado em 2018 pelo BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento – em toda a América Latina tenta estimar os ganhos que a IA pode trazer para a economia da nossa região. A América Latina como um todo poderia, nos próximos anos, ampliar seu PIB de 3 para 4% ao ano. O crescimento do PIB do Brasil em 2020, por exemplo, está sendo estimado em 2% – dado do FMI divulgado em novembro de 2019.  De acordo com o BID, esse índice poderia avançar até 4,1% com a disseminação da IA pelas várias verticais da economia e várias regiões do Brasil. Vale destacar que mais da metade desses ganhos seriam proporcionados pelo aumento da produtividade das empresas – um dos pontos mais vulneráveis da economia brasileira.

O BID alerta, ainda, para o fato de que a automação em vários níveis trazida pela IA pode provocar, na nossa região, entre 10 e 65% de perda de posições na força de trabalho. Uma pesquisa sobre o mesmo tema feita pela FGV em maio de 2019 indica que, nos próximos 15 anos, a IA pode contribuir para que o desemprego no Brasil aumente em 4%. Qualquer que seja a estimativa correta, fica claro o impacto social da disseminação da IA.

Só há uma forma de aderir à IA sem aprofundar os abismos sociais e econômicos da sociedade brasileira: educação.

Esta é uma conclusão compartilhada por vários mercados globais – somente em 2018, investiu-se 1 bilhão de dólares em IA para educação (dado da consultoria MarketPlace-K12). Esse valor deve chegar a 6 bilhões de dólares até 2025.

Há exemplos de países que estão ativamente transformando sua educação para garantir o futuro da sua população. A China, por exemplo, lançou em 2017 um programa de incentivo ao desenvolvimento de novas gerações de IA. A meta da China é se tornar líder mundial em IA até 2030. Nessa jornada, o governo chinês acena com isenções em impostos para empresas que desenvolvem soluções de IA para escolas (níveis fundamental e médio). Uma das demandas mais prementes é complementar, com soluções de IA, a falta de professores para atender toda a população chinesa.

A Índia, por outro lado, já conta com dezenas de startups focadas em IA para o setor educacional. Têm produzido bons resultados as soluções que identificam os conteúdos que o aluno não conseguiu aprender em sala de aula e, a partir daí, desenham programas automatizadas de ensino sob medida para a demanda desta criança.

A meta é usar a IA aplicada à educação para formar pessoas preparadas para o novo mundo que a IA está criando.

China e Índia têm pontos em comum com o Brasil: uma população imensa, extensos territórios com profundas diferenças sociais e econômicas, falta de professores capacitados. Para que nossa economia cresça em 2020 e nas décadas que virão, é fundamental que o Brasil também realize as ações que irão formar profissionais com inteligência real sobre a inteligência artificial. Trata-se de uma tarefa urgente. Estamos vivendo um tsunami de inovações em que ou o país se transforma, ou ficará para trás.

*Rita D’Andrea é Diretora da Mundo Livre Digital.


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Callado19 de janeiro de 20203min

O ministro da Cidadania Osmar Terra e o senador Izalci Lucas (PSDB/DF) visitam nesta segunda-feira (20) a região administrativa do Sol Nascente para fazer o reconhecimento do terreno onde será construída a primeira unidade do projeto “Estação Cidadania” no Distrito Federal. A Estação Cidadania do Sol Nascente será custeada com recursos do Ministério. Outras oito estações serão erguidas no DF graças às emendas destinadas pelo senador Izalci.

O programa Estação Cidadania é voltado para a promoção do desenvolvimento social em regiões carentes, por meio da construção ou a adaptação de espaços físicos onde a população terá acesso a atividades esportivas, de lazer e cultura. O objetivo do governo é proporcionar às comunidades atendidas o acesso a serviços e projetos intersetoriais.

Para o senador Izalci Lucas, a iniciativa ajudará no desenvolvimento social do Distrito Federal. “Conseguimos um terreno no Sol Nascente, para instalação da Estação Cidadania, que ao ser concluída, será de grande importância para aquela área, levando cultura, esporte, lazer e educação para os moradores do local”, afirma o parlamentar.

Além de fazer o reconhecimento do terreno, o ministro Osmar Terra revelou ao senador que quer conversar com algumas famílias sobre as mudanças no programa Bolsa Família que está passando por reformulação. “Vou aproveitar essa visita para colher algumas opiniões sobre o atual programa. Estamos trabalhando para melhorar o atendimento às famílias”, apontou o ministro.

Além do Sol Nascente, serão construídas Estações Cidadania no Arapoanga, Itapoã, Estrutural, São Sebastião, Samambaia, Porto Rico, Santa Maria e Estância de Planaltina. A visita está agendada para às 10h e o ponto de encontro será no Centro Olímpico do Parque da Vaquejada, na QNP 21, em Ceilândia.

SERVIÇO:

Visita do Ministro Osmar Terra e Senador Izalci no Sol Nascente

Dia: 20/01/2020 (segunda-feira).

Horário: 10h.

Local: QNP 21, Área Especial S/N, Centro Olímpico do Parque da Vaquejada, Ceilândia.


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Callado18 de janeiro de 20203min
O presidente Jair Bolsonaro participa de evento do partido Aliança pelo Brasil – José Cruz/Agência Brasil

Presidente participou de evento de apoio ao Aliança pelo Brasil

Novo partido criado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil não usará a verba do fundo partidário de R$ 2 bilhões, sancionado ontem (17) à noite com o Orçamento de 2020. O presidente deu a declaração durante discurso em evento para mobilizar apoiadores da nova legenda, na Associação Comercial do Distrito Federal, em Brasília.

O presidente justificou que a não sanção do fundo aprovado pelo Congresso poderia implicá-lo em crime de responsabilidade. Ele disse que sancionou o fundo partidário a contragosto, mas assegurou que o Aliança não usará esses recursos para angariar apoiadores nem para disputar as eleições municipais deste ano, caso a legenda consiga levantar assinaturas suficientes para oficializar a criação.

“Temos que agir com inteligência. De vez em quando, recuar. Algumas coisas, eu sanciono contra a minha vontade. Outras, eu veto contra a minha vontade também. O Brasil não sou eu”, disse o presidente à plateia de apoiadores.

Em relação à economia, Bolsonaro disse que manterá a linha liberal, com a diretriz de diminuir o tamanho do Estado. O presidente afirmou que essa não era sua visão no passado, mas disse que, no governo, a cada dia se surpreende ao descobrir a existência de determinados órgãos. Como nos últimos dias, ele reafirmou a defesa da retirada de intermediários no transporte de combustíveis, para reduzir o preço final aos consumidores, e defendeu a venda direta de etanol das usinas para os postos de abastecimento.

O presidente disse que pretende se recandidatar a reeleição em 2022. Segundo ele, se o partido conseguir se mobilizar, pode formar uma bancada de até 100 parlamentares no Congresso daqui a dois anos. Ao fim do evento, centenas de apoiadores distribuíram fichas para coletar assinaturas para a criação da legenda, depois de o presidente deixar o local. Para disputar as eleições de 2020, o partido depende do reconhecimento de pelo menos 492 mil assinaturas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 


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Callado17 de janeiro de 20204min

Alvim divulgou vídeo que remete a trechos de discurso de Goebbels

Por Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro comunicou hoje (17) o desligamento do secretário Especial da Cultura, Roberto Alvim, do cargo:  “Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência”, diz a nota enviada pela Secretaria de Comunicação da Presidência de República.Na madrugada desta sexta-feira, Alvim divulgou um vídeo, em sua conta no Twitter, que remete a trechos de um discurso do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels. No vídeo, o secretário fala sobre o lançamento do Prêmio Nacional das Artes, e sobre o que seria o ideal artístico para a pasta. Como música de fundo, o secretário escolheu uma ópera de Wagner, compositor preferido do líder nazista, Adolph Hitler.

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”, disse Alvim.

Em um pronunciamento, Goebbels havia dito que “a arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”.

Na nota, o presidente Bolsonaro reiterou seu repúdio às ideologias totalitárias e genocidas, como o nazismo e o comunismo, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas. “Manifestamos também nosso total e irrestrito apoio à comunidade judaica, da qual somos amigos e compartilhamos valores em comum”, complementou.

Repercussão

Ao longo da manhã desta sexta-feira, o vídeo divulgado por Alvim repercutiu em várias esferas. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, pediram a saída de Alvim do cargo. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, também repudiou as declarações. A Embaixada da Alemanha no Brasil e da Confederação Israelita do Brasil (Conib) também se manifestaram.

Outro lado

Roberto Alvim informou, em postagem no Facebook, que, colocou o cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro. “Tendo em vista o imenso mal-estar causado por esse lamentável episódio, coloquei imediatamente meu cargo à disposição do Presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de protegê-lo.”

Alvim disse desconhecer a origem da frase semelhante à declaração de Goebbels. “O discurso foi escrito a partir de várias ideias ligadas à arte nacionalista, que me foram trazidas por assessores. Se eu soubesse da origem da frase, jamais a teria dito. Tenho profundo repúdio a qualquer regime totalitário, e declaro minha absoluta repugnância ao regime nazista”, escreveu.



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