Arquivos Opinião - Página 2 de 43 - Blog do Callado

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Ricardo Callado02/05/20197min

Por Osnei Okumoto, secretário de Saúde Pública do DF

Quatro meses à frente da Secretaria de Saúde, sob a batuta do governador Ibaneis Rocha, foram suficientes para mostrarmos à população que a crise na saúde pública tem conserto, soluções viáveis e caminhos a serem trilhados de forma segura e transparente. É possível levar adiante uma gestão que supere o caos deixado por gestões anteriores, de forma a oferecer um serviço de qualidade, humanizado, com dignidade e respeito às pessoas, principalmente aos mais humildes.

O ponto de partida estabelecido, de forma acertada, pelo governador, foi a decretação do estado de emergência, com o lançamento do programa SOS DF Saúde.  No horizonte, a recuperação e ampliação da infraestrutura, a garantia de medicamentos e insumos, a busca de soluções para o déficit de pessoal com o objetivo de assegurar a manutenção das unidades de saúde. Nesse contexto, o mutirão para realizar cirurgias emergenciais e eletivas é destaque e está trazendo resultados consideráveis.

Simultaneamente, o governador decidiu ampliar o Instituto Hospital de Base, ajustando-o ao formato Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do DF, que, aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, assume a missão de estender os parâmetros e os benefícios desse modelo ao Hospital de Santa Maria e às seis unidades de pronto atendimento (UPAs). Essas melhorias estão em prática, com a reforma de pisos, tetos, sanitários, bebedouros, mobiliário, ar-condicionado, além de conserto e manutenção de equipamentos médicos nas seis UPAs do DF. Todas elas foram devidamente abastecidas de insumos e medicamentos.

Estamos fechando os quatro meses de gestão com mais de 20 mil cirurgias realizadas. Quase 8 mil dessas intervenções foram eletivas. Reorganizamos o mapa da saúde e organizamos a estrutura física e de profissionais. Demos insumos e leitos de retaguarda para que as cirurgias ocorressem, aliviando um pouco o sofrimento de milhares de pacientes que aguardavam, havia meses, até mesmo anos, na fila de espera. Abrimos 30 leitos de UTI pediátrica no Hospital da Criança de Brasília, 26 leitos de internação no Hospital de Base, e iniciamos processo de contração de leitos de UTI com a rede hospitalar privada. Nesse quesito, ainda falta muito a ser feito. Mas demos os primeiros passos de forma segura e eficiente.

Outro ponto atacado com determinação foi a regularização de dívidas e débitos em atraso com prestadores de serviços e empresas. Vários deles estavam em descompasso com o ritmo imposto pela nova gestão, principalmente em razão da necessidade de buscar soluções rápidas, emergenciais, para o caos na saúde pública. Cerca de R$ 1 bilhão de exercícios anteriores foram pagos em quatro meses. Servidores desestimulados, com créditos a receber desde 2002, também foram contemplados por pagamentos nesta gestão. Mais de R$ 37 milhões foram executados em Trabalho em Período Definido (TPD), horas-extras, licenças-prêmios e outros débitos.

Estamos investindo na atenção integral à saúde. Novas unidades básicas de saúde para as populações de Santa Maria, Gama, Estrutural e Planaltina estão em atendimento. Nesta semana, entregamos uma ambulância adaptada à equipe do Consultório na Rua da Região de Saúde Central. O objetivo é melhorar os atendimentos de atenção primária às pessoas em situação de vulnerabilidade social e marginalizadas da sociedade.

A gestão dos últimos quatro meses foi coroada com o sucesso da cirurgia delicada de separação das irmãs siamesas craniópagas, de 11 meses de idade, realizada no Hospital da Criança de Brasília. O procedimento, de alta complexidade e raríssimo, foi o primeiro dessa natureza realizado no DF, a terceira no Brasil e a décima ocorrida em todo o mundo. A operação contou com a participação de profissionais da rede pública, médicos e enfermeiros de outros estados e até de Nova Iorque (EUA). Os pais das meninas, Rodrigo Martins e Camila Vieira, disseram-se felizes, esperançosos e demonstraram agradecimento a todos os participantes do procedimento, desde o pré-natal e o parto, no Hospital Materno Infantil de Brasília, até os cuidados e o profissionalismo da equipe de cirurgiões do Hospital Regional da Asa Norte. A rede pública atuou de forma coordenada e eficiente.

Demos os primeiros passos, que não serão os únicos nem os últimos, de uma caminhada que tem o propósito claro e determinado de tirar a saúde do caos em que foi abandonada e, fundamentalmente, garantir que ela seja sempre pública, torne-se humanizada e capaz de dar dignidade aos seres humanos que dela necessitam. É esse o propósito. É dessa forma que continuaremos organizando nossos trabalhos e as nossas ações.

* Artigo publicado na edição desta quinta-feira (2) do jornal Correio Braziliense


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Ricardo Callado26/04/20194min

Por Ricardo Gennari

O Estado Islâmico (ISIS) reivindicou a autoria dos atentados realizados no último domingo, 21 de abril, em igrejas católicas e hotéis de luxo no Sri Lanka. No entanto, o governo do país atribuiu os ataques a outro grupo extremista, o National Thowheeth Jama´ath, NTJ, em conjunto com outra organização terrorista menos conhecida, aJMI (Jamaat-ul-Mujahideen India).

De acordo com as últimas informações, o número de mortos chegou a 359. Segundo o que foi apurado, a motivação aponta para uma retaliação dos ataques em mesquitas na Nova Zelândia, realizados em março deste ano, e que deixaram 50 mortos.

O domingo de páscoa foi a data ideal escolhida a dedo pelos extremistas para promover um massacre cristão no Sri Lanka, mesmo que os católicos sejam em menor número no país.

Todavia, uma curiosidade macabra foi apontada pelo especialista em segurança, inteligência e estratégia Prof. Ricardo Gennari: o incêndio da Catedral de Notre-Dame, em Paris.  “Teria sido mesmo um acidente? As duas tragédias foram motivo de comemoração pelo o Estado Islâmico. Duas coincidências?”, inquiriu Gennari.

Na opinião dele, mesmo tendo ciência da probabilidade de um ataque terrorista em um feriado cristão, nenhuma providência foi tomada por parte das autoridades. “Situações como essas continuam se alastrando pelo mundo e matando centenas de inocentes. As autoridades precisam começar a agir antes, para que a sociedade consiga dormir sem ter medo de acordar com outra notícia trágica”, afirmou o especialista.

No caso das ações terroristas no Sri Lanka, os serviços de inteligência internacionais como Interpol e FBI vão ajudar ao país asiático nas investigações.

Ricardo Ferreira Gennari – Graduado em Ciências Econômicas pela Faculdade de Ciências Econômica de São Paulo, Ricardo Gennari é especialista em Inteligência Estratégica e Segurança. Pós com MBA em Inteligência Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Política e Estratégia pela Universidade de São Paulo (USP). E ainda, Gerência de Sistemas e Serviços de Informação; Logistics and Transportation for the Executive Manager pela School of Business Administration – University of Miami. Mestrando em Gestão de Políticas Públicas pela FGV.

Tem cursos de Especialização na Brookings Executive Education – Washington D.C. – USA; na Academy of Competitive Intelligence; no Internacional Police Executive – New York; na Escola Superior de Guerra e na Escola de Governo, conveniada à Universidade de São Paulo; no Institute of Terrorism Research and Response de Israel; na Defense Academy of the United Kingdom (Inglaterra); na Academy for Advanced Security & Anti-Terror Training (Israel) e na National Intelligence Academy (Estados Unidos).


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Ricardo Callado22/04/20196min

Por Eduardo Ferraz

O tema deste artigo costuma chocar algumas pessoas, mas a intenção é alertar sobre o perigo de acreditar em “pensamentos mágicos”, e ao mesmo tempo apontar caminhos mais assertivos e realistas.

Muitos pais e professores, por falta de informação, repetem uma historinha para as crianças, digna de um conto de fadas: “você pode ser tudo que quiser, basta esforço”. Nos tornamos adolescentes, depois adultos e continuamos ouvindo a mesma ladainha por todos os lados. “Leia o livro X, faça o seminário Y, participe do retiro Z e alcance tudo aquilo que deseja”.

Na grande maioria dos casos, especialmente na vida profissional, isso é pura ilusão, e conhecer a realidade chega a ser libertador: você pode ser excelente em pouquíssimas atividades, medíocre em várias e incompetente na grande maioria delas. Portanto, esqueça as áreas em que não tenha afinidade e prioriza aquelas em que tem talento.

Para deixar claro: talento é algo que fazemos bem feito, naturalmente e com facilidade. Ser uma pessoa engraçada, ou ter raciocínio rápido ou ser articulada, ou organizada, ou criativa, ou ter jogo de cintura, ou até boa memória são alguns dos incontáveis talentos que aparecem com frequência. Na prática é muito mais fácil evoluir de nota 7 para 9 em uma atividade profissional em você tenha afinidade do que passar de nota 3 para 5, em outra que você não tem aptidão. No primeiro caso, você transforma algo bom em excelente e, no segundo, um desempenho ruim em medíocre, na melhor das hipóteses.

Quando identificamos e aprimoramos nossos talentos (que repito, são poucos), os resultados aparecem com maior rapidez, a carreira evolui e nos tornamos cada vez mais produtivos. Por outro lado, esforçar-se em algo em que você não tem vocação é perda de tempo, energia e dinheiro.

Isso ocorre por causa de nossa configuração cerebral. Sempre que somos obrigados a fazer uma tarefa complexa que não temos aptidão, sentimos enorme fadiga mental. Essa exaustão é resultado de uma ação mais intensa dos neurônios relacionados a esta atividade, que leva à produção de adenosina, substância que causa sonolência e nos obriga a desistir ou desacelerar e nos impede de sustentar o mesmo nível de atividade por muito tempo. Essa substância age como uma proteção, pois, ao nos deixar cansados (e com sono), evita que os neurônios envolvidos na ação entrem em colapso e morram.

O problema é que essa exaustão é muito mais rápida em atividades que não gostamos ou temos dificuldades. Uma pessoa tímida fica extenuada quando precisa passar o dia conversando com estranhos, já o extrovertido cansa quando precisa trabalhar em silêncio por muitas horas. O impaciente sofre quando precisa fazer atividades repetitivas e que exijam calma, enquanto a pessoa paciente tem enorme dificuldade em trabalhar sob pressão e assim por diante. Ao contrário, quando você executa uma função que seja compatível com sua personalidade, seus neurônios resistem ao esgotamento por muito mais tempo e sustentam tarefas complexas, eficazmente.

Por isso, quanto mais você conseguir usar seus talentos, maior será sua produtividade. Não quero dizer aqui para você se acomodar ou nunca fazer tarefas desagradáveis de vez em quando, e sim para definir prioridades e gastar energia em carreiras, profissões ou trabalhos em que você tenha oportunidade de se destacar.

Para que isso aconteça, o ideal seria gastar cerca de 70 a 80% do tempo disponível para aproveitar e aprimorar suas potencialidades, e 20% a 30% para ajustar ou consertar pontos fracos que estão limitando seu crescimento profissional.

Portanto, independentemente de sua idade atual, é fundamental obter profundo autoconhecimento para planejar com antecedência os caminhos de sua vida profissional, já que as opções, que são muitas, continuarão aumentando cada ano e será provável que as pessoas tenham três ou mais carreiras nos próximos 40 ou 50 anos.

A conclusão é: esqueça esta frase infeliz (“você pode ser qualquer coisa”) e priorize aquilo que você realmente gosta e tem talento, pois ali está a grande oportunidade de ser verdadeiramente bem-sucedido.


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Ricardo Callado16/04/20198min

Por Edson Jardim

Há muito tempo se fala a respeito da necessidade de uma reforma da Previdência Social em nosso país. Parece, que desta vez, há uma alta probabilidade de que ela realmente ocorra. A proposta de reforma, apresentada recentemente pelo governo Jair Bolsonaro, será submetida em breve à Câmara e ao Senado Federais. A expectativa é de que, até junho de 2019, novas diretrizes para a previdência sejam efetivamente implementadas.

Considerada essencial para o equilíbrio das contas públicas, quais os impactos da reforma na vida da população e das empresas brasileiras? O envelhecimento dos profissionais na ativa e o crescimento do mercado de planos de previdência complementar são alguns dos mais relevantes.

Certamente, a consequência mais significativa é a postergação da idade para aposentadoria. Isto significa que os cidadãos terão que trabalhar mais e será inevitável o envelhecimento da força de trabalho. Nesse novo cenário, será essencial uma revisão no planejamento das carreiras e um maior investimento em aprimoramento e desenvolvimento, pois as novas tecnologias, que surgem quase que diariamente, implicam em repensar a forma de trabalhar o tempo todo. Um ônus para os empreendedores será o aumento nos custos com benefícios que apresentam forte correlação com a idade, como, por exemplo, o seguro de vida e o seguro saúde.

Como as carreiras deverão ser mais longas, questões relativas à motivação e ao engajamento também estarão sob os holofotes, assim como o convívio entre gerações, que se tornará ainda mais evidente.

Um fator que pode ajudar nesse processo é que cada vez mais as companhias estão apostando na redução dos níveis hierárquicos. Os projetos, geralmente, já são realizados por equipes que reúnem as competências adequadas para concluí-los. Outro grande desafio para os gestores e líderes será montar times que tragam conhecimento e experiência, sem que isso implique que esse grupo pertença efetivamente ao quadro fixo da empresa.

A contratação de freelancers, portanto, é outra tendência que deve se intensificar. A principal vantagem deste tipo de profissional é a habilidade que ele possui de se encaixar na necessidade momentânea do contratante. A tecnologia aqui também ajuda muito, visto que não importa mais a cultura, a localização, a língua ou até mesmo a moeda: qualquer escritório e projeto podem caber em um smartphone.

Outra força a ser explorada neste novo contexto é o potencial dos millennials ou aqueles nascidos após 1982. Estes profissionais, que já representam uma boa parte da força de trabalho, têm características interessantes que acabam refletindo na modernização das relações de trabalho. Eles valorizam mais o propósito da empresa e não o seu lucro, contribuem para a manutenção de um ambiente participativo e valorizam aspectos relacionados à qualidade de vida. Em contrapartida, trocam de emprego com mais frequência.

Outro resultado bastante esperado com a reforma é o crescimento econômico. Todos nós estamos torcendo para que, de fato, esta expansão aconteça. No entanto, recentemente (entre 2009 e 2012), o Brasil experimentou um bom momento econômico e, ao mesmo tempo, um genuíno apagão profissional. Não ocorreram ações concretas e consistentes para amenizar essa falta de qualificação profissional, infelizmente. Talvez, a necessidade de uma aposentadoria tardia passe a ser uma solução (necessidade) para esse impasse.

Por fim, a reforma também potencializará o mercado de previdência complementar (privada). Cada vez mais, este tipo de plano terá um peso maior na composição da renda do aposentado. Com isso, as entidades e suas patrocinadoras precisarão investir com mais ênfase em sua comunicação e transparência, de forma a oferecer subsídios a cada indivíduo para uma tomada de decisão mais assertiva. Especial atenção deverá ser dada no momento da transição, sem dúvidas. Os planos atuais terão a oportunidade de rever alguns aspectos do seu desenho, tais como: idade de aposentadoria, tempo de acumulação, valor da contribuição (lembrando que, teoricamente seu valor poderá ser menor para cumprir o mesmo objetivo de nível de benefício).

Para acolher tantos brasileiros, as soluções de previdência complementar precisarão evoluir e ainda deverão buscar uma adequação à nova realidade a ser enfrentada. A inclusão do mercado informal; melhores canais e produtos para o atendimento de profissionais autônomos e freelancers; portabilidade total e a qualquer tempo, com possibilidade de duas gestões (acumulação de capital e pagamento de rendas que poderão ser diferentes instituições); amplas regras de acesso e foco em eficiência, além da redução de custos e alternativas para uma escolha mais completa, isto é, introdução do conceito de propriedade do plano (onde investir as contribuições, onde e como receber as rendas, beneficiários, valor da renda etc.) são mudanças a serem pensadas.

Concluindo, este é um importante momento para o Brasil. Além de pavimentar um caminho para um projeto de previdência social mais equilibrado para o país, esta é uma oportunidade única de reavaliar e fortalecer as relações de trabalho e, ainda, consolidar o mercado de previdência complementar. Você já refletiu sobre isso?

(*) Edson Jardim é diretor da área Atuarial da LUZ Soluções Financeiras. O profissional tem MBA em finanças pelo INSPER e é bacharel em Ciências Atuariais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Possui mais de 30 anos de experiência, atuando diretamente em previdência privada aberta e fechada e planos de saúde autossegurados, além de possuir experiência nos aspectos de benefícios em fusões e aquisições de empresas.


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Ricardo Callado10/04/20194min
Deputado distrital Robério Negreiros
Por Robério Negreiros

Não sou um cientista político versado e catedrático, logo minha opinião é apenas isso: o ponto de vista de um observador atento. No meu caso, até de alguém que assiste de um ponto privilegiado. Por isso, aconselho que não tratem o tema deste artigo como uma verdade fechada. Feita a observação, prossigo. O mundo está em uma transformação virulenta e as ideologias dominantes de esfacelaram e hoje são incapazes de explicar as relações sociais e políticas.

Muita gente acreditou que a disseminação generalizada de valores do capitalismo pela comunicação de massa seria uma espécie de final da história. Todas as demais linhas de pensamento se curvariam à supremacia das ideias liberais e estas seriam a temática dos governos pelo mundo. Mas os últimos anos e as muitas revoltas espontâneas ocorridas pelo mundo, seja no Ocidente, seja no Oriente, têm deixado evidente que, pelo jeito, todas as formas de pensamento que prevaleceram até então, simplesmente, falharam.

Como efeito prático dessa derrocada das matizes ideológicas e econômicas, muitos aventureiros ganharam os corações dos eleitores e parte do mundo, incluindo o Brasil e o DF, jaz na incerteza do desconhecido. Sem nenhum juízo de valor, até pela incipiência dos governos – no caso brasileiro e candango – podemos dizer que dificilmente teremos governos amplamente aprovados, como já ocorreu por aqui, ou extremamente rejeitados, como foram os dois últimos governantes do Distrito Federal.

Isso porque, penso, a ideologia tende a condicionar um conjunto de características culturais partilhadas por amplos segmentos da sociedade, moldando suas visões de mundo. Mas qual é a ideologia dominante hoje? Em Brasília, a maioria é azul, vermelho ou verde? Essa lógica, parece, está enterrada e as torcidas organizadas extintas juntamente com as lideranças que um dia representaram essas ideias.

Ainda é difícil prever o que emergirá como eixo do pensamento desse admirável mundo novo, mas um contorno, acredito, já está meio claro: não se faz mais política sem ouvir o povo, sem entender e atender às graves questões e diferenças sociais e, acima de tudo, sem zelar pela lisura de ações e sinceridade dos mandatos. Quem não entender essa roda viva que está sugando todas as ideias para um enorme vórtice será tragado pelo ostracismo e, aí sim, as histórias destes terão um ponto final.

Deputado Robério Negreiros (PSD), 2º Secretário da Mesa Diretora da CLDF


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Ricardo Callado10/04/20196min

Por Jacques Veloso de Melo

Está em tramitação no Congresso Nacional a MP 873/2019 que trata da proibição da cobrança da contribuição sindical, inclusive proibindo o desconto em folha da contribuição, mesmo que autorizado pelo sindicalizado.

A tramitação da referida MP se tornou um novo ringue para debate da reforma trabalhista, foram apresentadas 513 emendas que tratam em sua maioria sobre as modificações nela introduzidas, tais como: trabalho da empregada gestante e lactante; contribuição sindical; terceirização, horas itinere; negociado sobre o legislado; assistência sindical, trabalho intermitente; regras de rescisão do contrato de trabalho; trabalho intermitente; organização sindical, dentre outros temas.

Porém, a latere de todo este debate que promete ser intenso, duas emendas propostas pelo Deputado Tiago Mitraud, do Partido Novo de Minas Gerais, acendem uma imensa luz amarela para todo o sistema de regramento e fiscalização das profissões no Brasil.

O Deputado propõe o fim da obrigatoriedade das contribuições para os Conselhos Profissionais, ou seja, deixariam de ser obrigatórias as contribuições de interesse de categoria profissional devidas aos Conselhos, como CREA, CRM, CRA, CRC, OAB, dentre outros. Na justificativa de sua proposta, o Deputado alega que atualmente a excessiva regulamentação imposta pelas entidades e taxas cobradas serviriam para criar reserva de mercado e encarecer o exercício da profissão. Na sua visão a contribuição ao Conselho deve ser facultativa e de acordo com a avaliação do profissional sobre a importância ou não da atuação do seu Conselho.

A proposta ao nosso sentir, possui várias impropriedades, senão vejamos.

Inicialmente a proposta me parece claramente inconstitucional, pois a Contribuição de Interesse de Categoria Profissional está prevista na Constituição Federal em seu artigo 149, dentro do Sistema Tributário Constitucional, in verbis:

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.

Portanto a retirada da sua obrigatoriedade dependeria de emenda constitucional, que excluísse do artigo 149 esta espécie tributária. O fim da obrigatoriedade da Contribuição implica na mudança de sua natureza jurídica, pois uma vez facultativa, perderia a natureza jurídica de tributo, logo, somente mediante emenda à Constituição. Além disto, tal mudança alteraria, em tese, também a natureza jurídica dos próprios Conselhos Profissionais, atualmente considerados autarquias públicas.

Não bastasse a impropriedade técnica da proposta, a mesma ignora completamente a importância destas entidades na regulamentação e fiscalização das atividades profissionais em nosso país. Os Conselhos Profissionais não são exclusivamente entidades de representação, como ocorre com os sindicatos, eles possuem a missão de regulamentar o exercício da atividade profissional e fiscalizar a atividade.

Os Conselhos também defendem os interesses da sociedade, regulamentando o exercício ético da profissão e punindo os maus profissionais, com a possibilidade,  inclusive de cassação de seus registros profissionais. Além disto, os Conselhos combatem o exercício ilegal da profissão, buscando, em colaboração com as demais autoridades públicas, a repressão desta prática nefasta da venda de serviços profissionais com pessoas sem a devida habilitação. Não são poucas as denúncias de falsos médicos, falsos dentistas, por exemplo, que atendem a população como se habilitados fossem, trazendo prejuízos enormes a saúde pública.

Tornar facultativa a contribuição é tornar facultativa a fiscalização. Não tenho dúvida de que existem excessos, entraves desnecessários e talvez uma excessiva regulamentação em algumas profissões e melhorias na atividade dos Conselhos podem e devem ser feitas, inclusive com ajustes legislativos, porém, desestruturar seu funcionamento, eliminando a sua fonte de financiamento será prejudicial a sociedade.

Desta forma, como todo respeito ao nobre deputado, sua proposta além de inconstitucional, é contrária ao interesse da sociedade e demonstra um desconhecimento da importância do sistema de controle e fiscalização do exercício profissional no Brasil.

 

*Advogado especialista em Direito Tributário e sócio do escritório Veloso de Melo Advogados.


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Ricardo Callado08/04/20195min

Nenhum casamento é um mar de rosas. Todo casal passa por dificuldades e por problemas e, alguma vezes, pensa em pedir o divórcio. No entanto, nesses momentos, o melhor a fazer é pensar com calma se vale mesmo a pena tomar essa decisão.

Algumas vezes, o casamento ainda pode ser salvo, se houver um esforço conjunto nesse sentido, exceto quando uma dessas setes coisas acontecem no casamento. Aí, é hora de pedir o divórcio.

  1. Falta de diálogo

Vocês simplesmente não conseguem mais manter um diálogo. E, quando conseguem, a conversa se transforma em uma briga que se arrasta por dias e até semanas. Por que você continuaria em uma relação na qual você não consegue nem conversar para resolver os problemas?

Casamentos assim não são saudáveis.

  1. Excesso de críticas

Tudo o que você diz é motivo para críticas? O contrário também é verdade? Quando nada mais te agrada na pessoa que está ao seu lado, significa que aquele não é mais o lugar dela. É hora de pôr fim a essa relação.

  1. Indiferença e desprezo

Você simplesmente não consegue mais se interessar pela vida de quem está ao seu lado. A outra pessoa, não consegue mais ficar feliz pelas suas conquistas. Não há um motivo exato para isso, vocês apenas não possuem mais interesse pelo que o outro está fazendo, sonhando, desejando.

Se isso acontece em seu casamento, só significa que você não quer mais ter um relacionamento com essa pessoa e está prolongando o fim, por medo ou por não saber o que fazer.

  1. Grosseria

Tratar o outro bem é um sinal de que o casamento é saudável e está indo bem. No entanto, a partir do momento que vocês não conseguem dialogar sem um ofender o outro, algo está errado.

A base de qualquer relacionamento é o respeito mútuo, portanto, se ele não existe mais, o melhor a fazer é se divorciar antes que o casamento traga mais sofrimento a vocês dois.

  1. Foco nos defeitos da relação

Se você não consegue mais enxergar o lado bom de seu casamento e tudo o que tem a dizer para as outras pessoas sobre ele está relacionado aos problemas que vocês dois enfrentam, talvez não exista mais lado bom na sua relação.

Quando o foco volta-se para os defeitos da relação e esquece-se das qualidades, é um sinal de que a pessoa não consegue mais enxergar os pontos positivos daquele casamento.

  1. Não passam tempo juntos

É muito saudável sair com os amigos ou passar um tempo sozinho. O que não é saudável é quando essas saídas são apenas uma desculpa para não ficar ao lado de sua esposa. Quando nem você e nem ela passam tempo juntos ou fazem planos juntos, seja uma viagem ou uma ida ao cinema, vocês dois tem um problema e o divórcio, provavelmente, é a solução.

  1. Houve uma traição

Não importa quem traiu e quais os motivos. Quando uma pessoa trai a outra, não apenas acaba com toda a relação de confiança entre o casal, como desrespeita quem está ao seu lado.

Se houve uma traição em seu casamento, provavelmente, ele não será mais o mesmo, ainda que haja o perdão. O melhor, então, é terminar a relação.

VLV Advogados – Escritório de Advocacia Valença, Lopes e Vasconcelos.

 


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Ricardo Callado07/04/20196min
Por Rafael Parente 
Quando o governador Ibaneis Rocha me estendeu o honroso convite para ser secretário de Educação, eu já conhecia boa parte dos riscos envolvidos. Para se embrenhar na vida pública em um cargo como este, especialmente nos dias atuais, é preciso ter coragem, disposição, comprometimento e, obviamente, integridade. Na ocasião, conversamos sobre como nossas visões se alinhavam rumo à transformação efetiva e sustentável da área e o governador me concedeu a autonomia essencial para implementar esta missão, que apresenta desafios gigantescos.

Durante o período de transição e os primeiros dias de governo, tratamos de compor a melhor equipe de gestores e especialistas em educação que poderíamos ter, diagnosticamos os principais problemas e partimos para a criação de um plano de estratégias inteligentes, pensadas com muita cautela. Em nossas primeiras ações, incluímos a manutenção emergencial de duzentas escolas e a implementação do piloto da gestão compartilhada, por orientação do governador. Além disso, nossas prioridades abarcaram o planejamento e a implementação da semana pedagógica e do início do ano letivo da melhor forma possível, sem a falta de professores em nossas salas de aula. Diante das negociações com os sindicatos e em total alinhamento com a Fazenda, começamos a fazer nomeações e planejamos o aumento de gratificações para diretores.

O plano estratégico EducaDF foi criado com todo o zelo, baseado em pesquisas científicas nacionais e internacionais e diálogos com especialistas. Organizamos grupos de ações, projetos e programas em cinco diferentes bandeiras, com focos específicos. Logo após o seu lançamento, muitos o consideraram um plano ousado e ambicioso, talvez mais do que o adequado, especialmente em um contexto de crise financeira e orçamentos apertados. Temos consciência dessas limitações. Ao mesmo tempo, estamos certos de que nossas propostas são perfeitamente executáveis quando projetadas ao longo dos próximos quatro anos.

É nossa obrigação, por exemplo, inaugurar quarenta novas escolas e cem creches, já que a Lei determina o oferecimento de ensino público e gratuito para todas as nossas crianças e jovens. Os resultados da matrícula deste ano combinados com o déficit de vagas em creches nos mostram que a população precisa dessas obras. Neste caso específico, planejamos construir as escolas e creches por meio de parcerias público-privadas que preveem o uso de terrenos em locais onde não há demanda em troca da construção de novas unidades.

Para a entrega de computadores, a instalação de câmeras e outras ações prometidas, também estamos criando saídas alternativas ao orçamento. Contamos, por exemplo, com recursos do governo federal: de acordo com o FNDE, ainda durante a transição, teríamos mais de R$ 30 milhões a serem utilizados durante o ano de 2019. Contamos, além disso, com emendas parlamentares (os valores não executadas nos anos anteriores e os valores disponibilizados para este ano), parcerias com institutos e fundações nacionais, internacionais e multinacionais (temos R$ 3 milhões para executar com a UNESCO) e parcerias com o setor privado (a Inframérica investirá quase R$ 4 milhões na compra de computadores).

Finalmente, é importante salientar que, dentre as medidas do EducaDF, não há apenas promessas. Há 18 iniciativas em curso, já observáveis por toda a população e 31 programadas com foco na melhoria do ensino público do Distrito Federal. Cronogramas e orçamentos detalhados serão apresentados ao longo das próximas semanas. Devemos ser criativos e corajosos na busca dos recursos onde eles estiverem, para prestar o verdadeiro serviço público. Ousar até o limite prescritos em nossas leis não é apenas uma opção, mas uma obrigação no cumprimento da missão de oferecer educação pública de excelência para todos. Foi para isso que o governador Ibaneis Rocha nos convocou, é isso que nossas crianças e jovens precisam e é exatamente isso o que estamos fazendo.

*Rafael Parente é secretário de Educação do Distrito Federal
(Artigo publicado no Correio Braziliense em 6/4/19)


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Ricardo Callado04/04/20194min

Por Dora Ramos

 Se a época de declaração do Imposto de Renda já é complicada, para os empreendedores detentores do MEI, ela é ainda mais desafiadora. A grande confusão feita é que quem opta por ter o MEI é obrigado a entregar uma declaração como pessoa jurídica, na forma da Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN-SIMEI). Porém, a pessoa ainda deve declarar seu Imposto de Renda como pessoa física, o que causa um nó na cabeça de muitos.

Basicamente, a lei dita que quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$28.559,70 em 2018 é obrigado a entregar a declaração do IR. Até aí, tudo bem. Mas, no caso do MEI, é preciso calcular a fatia de seus lucros gerados e distribuídos ao Empreendedor do MEI a partir do rendimento que a empresa MEI teve durante o ano. Então, o lucro distribuído é isento desde que as regras determinadas pela Receita Federal sejam seguidas.

É aí que muitos se enganam. Uma simples busca na internet vai te dizer que o MEI não precisa de contabilidade, que é um processo simplificado. No entanto, é importante que o empreendedor do MEI realize, durante o ano, um controle, talvez até na forma de um livro-caixa, para entender qual dinheiro é dele e qual é do MEI. Explico: dependendo do setor de atuação, há uma parcela do lucro que é isenta. Por exemplo: transporte de passageiros isenta 16% da receita bruta total, enquanto comércio, indústria e o transporte de carga isentam apenas 8%. Já para outros serviços em geral, essa porcentagem sobe para 32%.

Agora, é a hora de pegar o lápis e papel e colocar todas as aulas de matemática da escola em prática. Pegue sua receita ou faturamento (quanto sua empresa faturou) e subtraia o valor de quanto a empresa gastou (as despesas durante o ano). O resultado desta operação será seu lucro isento de imposto de renda. Caso o empreendedor não tenha feito esse controle ou não tenha condições de efetuar esse levantamento, a solução é efetuar o cálculo de acordo com seu ramo de atuação. Basta, então, pegar seu lucro e subtrair sua parcela isenta – o resultado será seu rendimento tributável. Se esse valor ultrapassar os R$28.559,70, você deve, sim, entregar a declaração de Imposto de Renda de pessoa física.

A distinção mais importante a ser feita é entre o seu rendimento e os lucros de sua empresa. Ambos devem ser declarados e de maneira diferente, se atentando às regras acima. Não passe nervoso com o Leão, nem emocionalmente e nem financeiramente.

*Dora Ramos é orientadora financeira e contadora



Ricardo Callado03/04/20196min

Por João Marques da Fonseca

Diferentemente do que muitos imaginam, a revalidação de diplomas no Brasil não tem sido uma tarefa árdua apenas para quem atua no setor da saúde, como os médicos. Pelo contrário, esta tem sido uma missão, muitas vezes insana, para profissionais brasileiros e estrangeiros que atuam também em outras áreas, sejam engenheiros, físicos, químicos, entre outros. Mesmo com certificações de diversos graus de formação (Tecnólogos, Pós-Graduado, Doutores, Mestres, Pós-Doutores e PhD) estes especialistas passam pela mesma frustração de não conseguirem ter a sua formação reconhecida em nosso País.

Nos últimos anos, milhares de brasileiros foram aprimorar os seus conhecimentos em universidades internacionais. Inclusive, grande parcela destes estudantes são funcionários públicos ou conquistaram bolsas de estudos para tal ação. O que isso quer dizer? O investimento para estes estudos foi realizado, muitas vezes, com o dinheiro do Estado. Só que o aprendizado obtido por estas pessoas, em sua maioria, não poderá ser aplicado e aproveitado no Brasil, já que estes profissionais não conseguem a revalidação de seus diplomas.

Você pode estar se perguntando, mas qual a relevância deste tema para o País? Sem dúvida, é um assunto de extrema importância. Já que essas pessoas, altamente qualificadas, poderiam estar auxiliando o desenvolvimento econômico do Brasil, agregando o conhecimento trazido de fora em nosso mercado de trabalho, bem como contribuindo imensamente com o mundo acadêmico (que está extremamente fechado e atrasado). O que seria um grande avanço para toda a nação.

Neste quesito, somos atrasados, pelo menos, meio século em relação aos demais países. Se pararmos para analisar, o Brasil recebeu cerca de 300 mil pessoas de alta qualificação nos últimos 30 anos, com graduação, pós-graduação, doutorado, mestrado etc., desde as privatizações das telecomunicações, por exemplo, além dos investimentos empresariais produtivos. Entretanto, nem 1% destas pessoas tiveram seus diplomas e certificados reconhecidos por aqui, o que torna o Brasil nada competitivo, quando o assunto é atrair (e reter) ‘cérebros’.

Se fizermos um comparativo com o Canadá e a Austrália, estes 300 mil profissionais correspondem a, no máximo, três anos de imigração laboral canadense ou australiana, onde o reconhecimento e inclusão destes cérebros é de interesse da nação e não visa proteção Cartorial Acadêmica. Agora, pergunto: Será que eles estão errados e nós certos? Acredito que não. Já que não precisamos de muitas pesquisas para vermos que os percentuais de desenvolvimento de cada um desses países são imensamente superiores ao do Brasil.

Com a falta clara de inovação, intercâmbio, retenção e não reconhecimento destes cérebros nacionais e estrangeiros e com a criação de milhares de novos cursos e Universidades nos últimos anos, qual é a qualidade técnica de ensino que está sendo aplicada aos nossos filhos e netos? A não correção dessas práticas nocivas ao nosso desenvolvimento, nos coloca em atraso e desvantagem intelectual, obrigando-nos a cada vez mais garantir a reserva de mercado por falta de oportunidades inovadoras.

Portanto, precisamos atrair pessoas capacitadas para o trabalho no Brasil (atendendo ao interesse nacional); facilitar a migração e o retorno de brasileiros mediante a desburocratização da revalidação dos diplomas. Desta forma, conseguiremos mesclar conhecimentos, culturas, aprimorar mercados/setores que carecem de pessoas capacitadas. Será que mais vidas deverão ser ceifadas por intermédio de falha humana para que o Brasil reconheça a real carência de profissionais, nacionais e estrangeiros, de alta qualificação acadêmica?

*João Marques da Fonseca é presidente da EMDOC, consultoria especializada em mobilidade global, bacharel em Administração de Empresas, Ciências Jurídicas e RelGov. O tema migração e refúgio são algumas de suas especialidades. Apaixonado por essas temáticas, Marques é coautor de oito livros sobre migração e é idealizador do PARR (Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados), projeto que visa recolocar refugiados no mercado de trabalho brasileiro, sendo a EMDOC 100% mantenedora desta ação. 



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