Arquivos Opinião - Página 2 de 44 - Blog do Callado

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Ricardo Callado13/06/20196min
A qualidade da nossa educação pública precisa estar diretamente associada à sua capacidade de oferecer uma ótima escola para todos

Por Patricia Mota Guedes*

Por que a educação é fundamental para o desenvolvimento de um país? Para responder essa pergunta, é necessário primeiro definir o que consideramos desenvolvimento. Desde a Cúpula das Nações Unidas de setembro de 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) têm dado o tom a este debate, com uma agenda que, para além do discurso econômico, dá luz à erradicação da pobreza e redução das desigualdades, preservação do planeta, padrões sustentáveis de produção e consumo, garantia de direitos à saúde e educação, entre outros.

Em 17 pontos elencados para serem atingidos até 2030, o Objetivo 4 determina que será preciso “garantir educação inclusiva para todos e promover oportunidades de aprendizagem equitativa e de qualidade ao longo da vida”. Portanto, para seu desenvolvimento pleno, um país tem que assegurar o direito à educação de qualidade para todas e todos.

E como está o Brasil nesse caminho de concretizar o Objetivo 4 dos ODS?  Embora o gasto em Educação no Brasil em termos de percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) tenha se destacado como um dos mais altos entre os países membros e não membros da OCDE, nosso gasto por aluno ainda é um dos mais baixos, sobretudo na Educação Básica. A divulgação do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostrou onde temos conseguido avanços significativos, e ao mesmo tempo as grandes desigualdades que ainda nos marcam. Por exemplo, são evidentes as desigualdades de aprendizagem entre estudantes por nível socioeconômico das escolas, embora haja alguns Estados que estejam conseguindo reduzir esse abismo com sucesso.  De forma geral, as disparidades regionais persistem.

 Por outro lado, considerando que o município acaba sendo o elo mais frágil do nosso sistema federativo – inclusive em termos de recursos disponíveis – merece atenção o sucesso das redes municipais em alcançar suas metas educacionais onde justamente houve uma maior colaboração entre Estado e municípios, e\ou entre municípios de uma mesma região. São experiências importantes que precisam continuar inspirando iniciativas semelhantes nos próximos anos.

 Como desenvolvimento sustentável não se constrói sem redução de desigualdades, a qualidade da nossa educação pública precisa estar diretamente associada à sua capacidade de oferecer uma ótima escola para todos. Envolve a redução tanto das desigualdades entre redes e suas escolas, quanto as existentes dentro de cada escola; e em suas mais distintas manifestações, como por nível socioeconômico, raça, pessoas com deficiência, gênero e região geográfica. Trata-se de investir de forma sistêmica em áreas-chave como a valorização e formação de professores e gestores escolares, desenvolvimento de proposta curricular, recursos financeiros e capacidade gerencial, mobilização e liderança. Em termos de liderança, precisamos dela não apenas nos escalões do Executivo e no Legislativo. Tomada de decisão também acontece no dia-a-dia do fazer da escola, de quem está mais próximo do estudante.  Nesse sentido, o engajamento de professores e demais membros da comunidade escolar é fundamental. Uma recente pesquisa nacional com docentes mostrou como querem ser bem mais escutados e envolvidos nas políticas e programas educacionais.  

Não pode haver qualidade na educação sem equidade, da mesma forma que não há desenvolvimento sustentável sem educação. As novas lideranças e equipes que assumiram o Executivo e o Legislativo precisam estar prontas para esse desafio, se inspirando nas experiências de sucesso, inovando sem descontinuar o que tem funcionado bem nas gestões anteriores. Enquanto sociedade civil, precisamos nos manter ativos na cobrança para que promessas se concretizem, mas também no nosso papel específico de colaborar nos esforços de melhoria da educação pública em nosso país. Mesmo tendo avançado, não podemos perder os ganhos obtidos, tampouco desacelerar o ritmo de transformação, tão urgente para os próximos anos.

* Patricia Mota Guedes é gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Itaú Social


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Ricardo Callado04/06/20196min

Por Luciana Gouvea

A sociedade conjugal termina pela nulidade ou anulação do casamento, pela morte de um dos cônjuges, pela separação judicial ou com a decretação do divórcio.

Nos 2 últimos casos (separação judicial ou divórcio) o juiz que for responsável por julgar o fim dessa sociedade conjugal poderá levar em conta qualquer fato que torne evidente a impossibilidade da vida em comum do casal, sendo que os motivos mais característicos são o adultério; a tentativa de morte; os maus tratos, crueldade ou injúria grave; o abandono voluntário do lar conjugal, durante o período de um ano contínuo; a condenação por crime infamante ou a conduta desonrosa.

É o instituto da partilha o meio que regula a transmissibilidade dos bens quando há necessidade de divisão do patrimônio nos casos de falecimento de familiar, de separação ou de divórcio de um casal, ou ainda nas dissoluções de união estável entre companheiros.

Com relação aos herdeiros, no caso de falecimento, ou, no caso de separação judicial, divorcio ou dissolução de união estável, se houver divergência de opiniões, ou se existir pessoa menor ou incapaz envolvida, a partilha nesses casos será sempre judicial. Caso contrário, é passível de feita pela via extrajudicial por intermédio dos serviços notariais (tabelionatos).

No caso de falecimento de um dos cônjuges, separada a metade do cônjuge sobrevivente (meação), a outra metade do patrimônio comum (herança), transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários, sendo certo que, havendo herdeiros necessários (descendentes, ascendentes e/ou cônjuge) o testamento só poderá tratar de dispor de metade da herança a ser partilhada.

Nos casos de união estável, a companheira ou o companheiro participarão da partilha dos bens do falecido, quanto àqueles que forem adquiridos onerosamente na vigência da união estável.

Se houverem filhos comuns do casal, o companheiro vivo terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho; se existirem descendentes só do autor da herança (falecido), o que sobrevive fará jus a metade do que couber a cada um dos filhos do companheiro falecido; se concorrer com outros parentes sucessíveis, o companheiro sobrevivente terá direito a um terço da herança; e não havendo parentes sucessíveis, o sobrevivente terá direito à totalidade da herança.

Enteados não têm direito à sucessão de bens deixados por madrasta ou padrasto eis que a herança é destinada aos parentes biológicos ou familiares adotados.

Nos casos de falecimento sem se deixar testamento nem herdeiro legítimo conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. Decorridos 5 anos os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal.

Havendo herdeiros, qualquer um deles pode requerer a partilha dos bens deixados pelo falecido. Se os herdeiros forem capazes poderão fazer partilha amigável, nos autos do inventário, na forma de escrito particular homologado por um juiz ou mesmo por escritura pública em Tabelionato de Notas.

Os herdeiros, o cônjuge sobrevivente ou o inventariante tendo a posse dos bens da herança, são obrigados a trazer ao acervo os rendimentos que perceberam desde a abertura da sucessão; com direito ao reembolso das despesas necessárias e úteis que fizeram, e responsáveis pelo dano a que, por dolo ou culpa, ocasionaram.

Ficam sujeitos à sobrepartilha os bens que deixaram de ser apresentados (sonegados) e quaisquer outros bens da herança de que se tiver ciência após a partilha, a qual, uma vez feita e julgada, tem extinguido em um ano o prazo para sua anulação

Luciana Gouvea é advogada atuante no Rio de Janeiro e nos Tribunais Superiores.  Pós-graduada em Neurociências Aplicadas à Aprendizagem (UFRJ) e em Finanças com Ênfase em Gestão de Investimentos (FGV). Coach. Especialista em Mediação e Conciliação de conflitos Proteção Patrimonial e Recuperação Judicial.


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Ricardo Callado03/06/20199min

Por Marcelo Olivieri

cid:image002.jpg@01D4A29D.F2CD8F30Ninguém duvida que a carreira é um caminho indispensável para a felicidade. Muito mais do que uma fonte de renda, o trabalho é uma forma importante de realização. É nele que concretizamos projetos, que nos desenvolvemos como pessoas e aprendemos, além de entregarmos valor para o mundo. Contudo, nossa vida pessoal nunca deve ser deixada de lado.

Infelizmente, muitas mulheres acabam perdendo espaço nas empresas quando se tornam mães. Já para os homens, o movimento é oposto. O mercado entende que o profissional que se torna pai vai se dedicar ainda mais, afinal ele agora terá mais gastos com a família e precisa se dedicar para ser promovido e crescer profissionalmente. Um pensamento um tanto quanto machista.

Recentemente, uma pesquisa qualitativa feita pelo Boston College Center for Work and Family, nos Estado Unidos, revelou que a maioria dos profissionais acredita que a paternidade foi positiva para a ascensão na carreira. É como se a paternidade fosse a porta de entrada para o mundo dos homens maduros, confiáveis e responsáveis.

Ainda que timidamente, as novas gerações estão transformando suas relações com a paternidade e maternidade. Enquanto nossos pais e avós viveram uma paternidade um pouco mais distante da rotina de cuidados com os filhos, hoje, muitos homens querem vivê-la de maneira presente e constante, assim como as mães. A minha experiência pessoal foi de viver a gravidez da minha esposa ao lado dela, participando de maneira ativa das escolhas que fizemos, de todo o processo de mudança e transformações que tivemos que viver para receber nossa filha. A gestação foi um período de preparação para ambos, não apenas para minha esposa. Durante a amamentação e puerpério – nome dado a fase pós-parto em que a recém-mãe experimenta modificações físicas e psíquicas – eu também estive presente, por mais que sendo homem eu não pudesse oferecer  leite a minha filha, eu estava acordado a cada mamada, trocando as fraldas, pondo para arrotar, dando banho, fornecendo o que quer que fosse para que as duas estivessem bem e saudáveis. Tenho certeza que a minha decisão, participação e experiência reflete uma mudança importante de comportamento de toda uma geração.

Os papéis culturais estão se transformando. Hoje a minha filha tem pouco mais de um ano e eu e a minha esposa dividimos igualmente os cuidados em relação a ela, eu particularmente, faço questão de estar presente na consulta com o pediatra, dedicar tempo diário à minha filha, estar presente nas decisões importantes, ter cuidado e carinho para fazer escolhas por ela. A partir do momento que eu me tornei pai eu entendi de forma mais clara o quanto era importante transformar também a minha relação com o trabalho.

Do ponto de vista da produtividade, precisei aprender a fazer mais em menos tempo. Afinal, madrugar no escritório se tornou algo impensável e me obrigo a chegar em casa todos os dias antes dela estar dormindo. Ao mesmo tempo, eu ainda preciso entregar resultados para a empresa e tenho metas escaláveis e agressivas para cumprir. Portanto, a produtividade se tornou o fio condutor do meu dia a dia. Evito ao máximo perder tempo com o que não é realmente importante. Entendi que o resultado e a conclusão dos projetos fazem mais sentido do que o tempo que você passa no escritório.

A organização e o planejamento também se tornaram algo obrigatório, tanto no trabalho quanto em casa. Cumprir os horários à risca, ser proativo frente aos desafios, fazer as coisas com antecedência, planejar e executar o planejamento, se tornaram parte do meu dia a dia. Um filho nos mostra o quanto não temos controle sobre nada. Os imprevistos são inerentes. Eles acontecem sempre e, por menores que possam parecer, são capazes de colocar tudo de pernas para o ar.

Também aprendi a compartilhar melhor o meu trabalho com a equipe. Todos precisam estar preparados para me substituir a qualquer momento. As coisas não podem depender de mim e, prepará-los para esse desafio, é uma responsabilidade minha. Aprendi a importância de ser um líder que delega e que prepara os funcionários para esses momentos de ausência. O mesmo deve acontecer em casa. Algumas tarefas domésticas precisam ser executadas por outras pessoas de confiança nos momentos em que os compromissos de trabalho são inadiáveis. Quando bem administrado, tudo funciona.

Sempre percebi muita compreensão das pessoas quando precisei desmarcar compromissos na última hora. Isso foi algo que me surpreendeu positivamente. A maioria dos profissionais, sejam clientes, parceiros ou candidatos que entrevisto, também tem filhos e vivem os mesmos dilemas. Desde que as entregas estejam sendo feitas com qualidade, tudo flui. As pessoas entendem que você tem responsabilidade sobre a vida de alguém e que isso é algo grandioso e inegociável.

E, apesar de todos os percalços da paternidade, minhas ambições de carreira não mudaram em absolutamente nada. Eu ainda desejo conquistar os mesmos objetivos profissionais, ainda me interesso pelos mesmos projetos e me dedico às minhas metas com a mesma garra e empenho. A paternidade, assim como a maternidade, só exigem uma boa dose de planejamento e força de vontade. No final, tudo sempre acaba bem e no final do dia, independentemente de como tenha sido os desafios do meu trabalho, ao chegar em casa e ver minha filha correndo em minha direção com um sorriso largo no rosto, é algo que me recarrega e me mostra que todo o meu esforço e adaptação são retribuídos nesse único instante.

Marcelo Olivieri é bacharel em psicologia e possui MBA em Gestão Estratégica. Com mais de 10 anos de experiência no recrutamento especializado nas áreas de marketing e vendas, Olivieri é headhunter diretor da Trend Recruitment.


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Ricardo Callado30/05/20196min

Por Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior

Não há como negar, o mundo mudou e a tecnologia se tornou determinante para a sustentabilidade econômica da maioria – senão todos – os segmentos de negócios. Vivemos a era da transformação digital, com soluções, aplicações e automação além de tudo o que já presenciamos. Especialmente porque a velocidade da evolução tecnológica atingiu um patamar que até então muitos de nós julgávamos impossível.

A competitividade das empresas, sejam elas corporações globais ou PMEs, está cada vez mais baseada no controle que passam a conquistar em seus processos graças a automação e a soluções que vão desde a linha de produção até o contato com o cliente. Investir em tecnologia não é, há tempos, um privilégio ou uma regalia para poucos, mas sim uma necessidade de todos.

Basta um olhar mais atento ao cenário econômico mundial para percebermos a importância de estarmos alinhados às novas tendências de Tecnologia da Informação e Comunicação. A consultoria IDC, por exemplo, em uma pesquisa com empresas do mundo todo, identificou que 89% dos entrevistados estão adotando algum modelo de digital-first. Além disso, 59% das organizações já apostam em dispositivos móveis.

Estes são dois exemplos claros de questões que já são realidade dentro da chamada transformação digital. A mobilidade, o uso de inteligência artificial, internet das coisas e dispositivos que se conectam com sistemas de gestão estão garantindo não só controle de dados, mas também um novo panorama de produção, tomada de decisão e análise dos negócios.

Vivemos a era da conectividade e precisamos entender que é preciso evoluir junto com nossos clientes. Áreas que há pouco tempo ainda eram analógicas agora ganham força com processos digitalizados. Um exemplo é o setor de logística. Na Black Friday de 2018, por exemplo, processamos mais de 6 milhões de pedidos – cerca de 48% de todos os realizados nos e-commerces do país – em nossas soluções para o segmento. Esse dado considerável mostra que a agilidade na entrega, a organização dos processos e a garantia de um negócio sustentável dependem da tecnologia aplicada.

O RH é outra área que passa por uma profunda transformação. Cada vez mais estratégico, tem visto conceitos como o de People Analytics, que mensura questões como produtividade e satisfação no ambiente de trabalho, ganham força com soluções de automação de dados. Tarefas antes comuns entre os profissionais passam a ser realizados por assistentes virtuais, enquanto as equipes focam em alternativas e estratégias que garantem a contratação e manutenção de talentos.

Em contrapartida, ainda presenciamos muita s empresas relutantes no investimento tecnológico. Um recente estudo da Dell revelou que 40% das companhias brasileiras ainda atuam de modo reativo, sem buscar soluções que possam colocá-las no mesmo patamar que concorrentes cada vez mais fortes e tecnológicos. Não priorizam estratégias de transformação digital nem tem planos para o futuro dos negócios. Um cenário preocupante, onde quem não aposta na inovação fica, cada vez mais, de fora da fatia de mercado que antes lhe pertencia.

Não estar atento a este movimento de constante evolução é tornar-se vulnerável diante de tantos negócios inovadores. Investir é necessário, a transformação digital é realidade e fechar os olhos para este novo universo pode ser um erro fatal.

*Carlênio Castelo Branco é CEO da Senior desde 2012. Formado em Ciências da Computação pela Universidade Católica de Pernambuco, possui pós-graduação em Administração Financeira pela Universidade de Pernambuco e MBA pela Universidad Mayor, do Chile.

Com mais de 20 anos de experiência profissional, iniciou sua carreira como programador no Instituto de Tecnologia em Informática, atuou na área comercial do Grupo Carlos Lyra e da Oi/Telemar, foi diretor executivo de Varejo e Marketing na Getnet Tecnologia. Sua forte atuação em varejo o levou a planejar e implementar as operações da companhia no Chile, onde ocupou a posição de diretor-Geral.

O executivo conta ainda com ampla vivência em processos de fusão e aquisição, implementação de operações em novas regiões e atividades com canais de distribuição.


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Ricardo Callado28/05/20196min

João Paulo Geroldo

Atualmente muito se fala sobre o empreendedorismo como uma opção de carreira, porém, sabemos que não é um caminho fácil. Como empreendedores, precisamos tomar decisões a todo instante. Mas como saber qual é a melhor decisão? Devo investir em marketing ou melhorar meu produto? Contratar um novo vendedor ou mais um desenvolvedor? Se o “cobertor é curto”, cada movimento precisa ser friamente calculado.

A grande maioria dos negócios foram construídos por empreendedores que tiveram estas dificuldades e as superaram. A boa notícia é que atualmente existem organizações que podem ajudá-lo a superar esses desafios: as aceleradoras.

Uma aceleradora é um agente conectado ao ecossistema empreendedor, cujo o objetivo é fomentar essa atividade, facilitando o acesso ao conhecimento, mentorias, investimentos e networking. Ela conecta parceiros, investidores e empresários bem-sucedidos para que, juntos, entreguem valor para os empreendedores iniciantes e, consequentemente, à sociedade.

Segundo Steve Blank, uma Startup é uma organização temporária em busca de um modelo de negócio escalável, repetitivo e rentável. O foco de uma aceleradora é apoiar o desenvolvimento de Startups. Caso seu empreendimento não possua essas características – o que não é necessariamente ruim – uma aceleração não é uma boa opção para você.

Se o empreendimento que está desenvolvendo passa por esse critério e você nunca participou de um negócio nestes moldes, uma aceleradora poderá lhe ajudar muito. Entrar em uma aceleradora não é uma garantia para o sucesso, mas pode fazer com que esse caminho seja menos doloroso.

Mas o que esperar de um programa de aceleração? Eis um pequeno resumo:

1) Um ponto quase que unânime entre as aceleradoras é a adoção de metodologias consagradas para o ambiente de inovação, como Lean Startup, Customer Development, Agile Development, Business Model Canvas, Growth Hacking, Customer Success, entre outras. Conhecer esses métodos e saber quanto e como colocá-los em prática pode ajudar muito.

2) Não basta só ensinar as metodologias. As aceleradoras deverão colocá-lo em contato com profissionais e empreendedores experientes, que poderão contribuir com sua experiência aplicando aquela determinada disciplina.

3) É comum entre as aceleradoras algum tipo de investimento financeiro. Esse investimento é importante para manter o time focado no negócio enquanto as receitas não chegam e, posteriormente, permite a ampliação e crescimento do negócio. Além do investimento direto que a aceleradora realiza, ela precisa proporcionar acesso facilitado a novas rodadas de investimento.

4) Quanto se está começando, muitas vezes falar com a pessoa certa é algo fundamental. A aceleradora precisa favorecer o acesso do empreendedor aos primeiros clientes, através de uma robusta rede de relacionamento.

5) Pacote de benefícios é algo importante que as aceleradoras oferecem. Quando alinhado às suas necessidades, eles podem poupar muito dinheiro. Entre os benefícios mais comuns estão o espaço físico, assessorias jurídicas, de comunicação e contábeis e parceiros fornecedores de tecnologias, entre outros.

Mas é preciso ter cuidado. Lembre-se que muitas vezes a aceleradora se tornará um sócio investidor no seu negócio, e a convivência com alguns gestores extrapolará o prazo do programa de aceleração. Portanto, ao escolher uma aceleradora, fique atento aos seguintes pontos:

Qual é a contrapartida da aceleradora? A aceleradora tem condições de lhe proporcionar o networking necessário de modo a facilitar seu acesso ao mercado? A aceleradora sabe quais são seus objetivos com esse negócio, como e quando pretende sair?

São informações que podem ajudar os empreendedores a tomar as melhores decisões na escolha de um programa de aceleração. Se atentar a esses cenários pode ajudar a fazer com que a escolha traga muitos resultados positivos.

João Paulo Geroldo, especialista em gestão de produtos e projetos de inovação na área de TI,é CEO da Sevna Startups

joao.geroldo@sevna.com.br


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Ricardo Callado22/05/20197min

Por Renata Bento

É muito comum em processos em Vara de Família observar filhos de pais em litígio ou divorciados sofrerem alienação parental por parte de um deles, ou seja, quando um dos genitores, ou ainda quem tem a guarda ou da tutela da criança, faz pressão para que ela tome partido de um lado, destruindo a imagem do outro e causando angústia e insegurança.

 A título de esclarecimento é relevante explicitar que a Alienação Parental pode ser observada também em situações em que o casal não está separado, mas neste caso, pode não ficar tão evidente ou pouco se falar a respeito, uma vez que todos ainda convivem sob o mesmo teto. Em situações como esta, a Alienação Parental não é deflagrada ou discutida porque a criança ainda não é objetivamente ou legalmente objeto de disputa entre os pais, ou seja, as brigas ainda estão no domínio doméstico do casal. Com alguma frequência se percebe, ao analisar através dos estudos periciais, os casos de separação litigiosa ou divórcio, que aquela queixa atual de que um dos cônjuges promove Alienação Parental, já poderia ter sido observada anteriormente, mas não havia na ocasião esta percepção. Ou seja, na reconstrução da história pregressa daquela família, através da perícia, se observa que a queixa é atual, mas o problema é antigo; o modo como a família convivia já demonstrava sinais disfuncionais. E que no momento da ruptura conjugal deflagrou.

Os efeitos psicológicos da Alienação Parental tem sido material de discussão e preocupação entre os saberes da Psicologia e do Direito, justamente porque os riscos são muitos. A criança que cresce sendo objeto de disputa e tendo que escolher emocionalmente seu cuidador pode apresentar uma série de dificuldades emocionais.

É importante mencionar que a alienação parental pode ser experimentada pela mãe ou pelo pai, e não somente pelo pai (homem), embora seja mais observável.  Sabe-se que pai e mãe são o primeiro suporte emocional para toda criança. Sendo assim, a família é considerada núcleo básico essencial e estruturante do sujeito. Como fica isso para a criança em meio a disputa judicial?

No Brasil, desde agosto de 2010, a alienação parental é definida por lei (Nº 12.318, ago/2010). No Art. 2º da Lei, “Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou o adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou a manutenção de vínculos.

Observamos, tanto na experiência clínica quanto nas avaliações para o judiciário, uma série de buracos emocionais no mundo psíquico dessas crianças e jovens; em uma época de suas vidas onde a estabilidade emocional oferecida pelas funções parentais deveria estar presente como alicerce, mas não estão. A perícia psicológica é um exame delicado que se desenrola através da investigação clínica da personalidade associada à análise dos fatos concomitante a dos sujeitos com base nos aspectos psíquicos e subjetivos, iluminando pontos conscientes e inconscientes do funcionamento mental dentro da dinâmica emocional, experimentada nas relações entre as pessoas.

O que se observa em estudos periciais ou em atendimentos de crianças em processo de guarda é que na medida em que os pais conseguem diminuir as desavenças entre eles, e passam a respeitar a criança como tal, e a proporia relação deles como pais,  a criança começa a apresentar uma melhora emocional significativa.  O que quero dizer, é que o estado emocional da criança vai depender e muito do modo como os pais manejam a separação conjugal, como eles lidam com suas funções parentais.Em situações em que através de uma perícia a Alienação Parental fica comprovada, algumas medidas deverão ser tomadas pelo magistrado para proteger e fazer valer o melhor interesse da criança. Essas medidas podem ser variadas, desde o encaminhamento para atendimento psicológico, ao manejo da convivência com o alienado, até a perda da guarda da criança. Cada caso será avaliado individualmente.

Renata Bento é psicóloga, psicanalista, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro. Perita em Vara de Família e assistente técnica em processos judiciais. Filiada a IPA – Internacional Psychoanalytical Association, a FEPAL – Federación Psicoanalítica de América Latina e a FEBRAPSI – Federação Brasileira de Psicanálise.


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Ricardo Callado16/05/20198min

Por Mylena Cuenca

O período de experiência é uma fase importante e que, de certa forma, ainda faz parte do processo seletivo dos candidatos. Afinal, somente após passar por essa etapa o profissional pode dizer que está contratado. Os primeiros 90 dias são cruciais para o sucesso do candidato em sua nova posição. Assim como o presidente do país precisa mostrar para o que veio nos primeiros 100 dias de governo, os três meses de experiência caracterizam-se como o momento do profissional se apresentar para a empresa e mostrar que a sua contratação valeu a pena.

Por se tratar de um período importante e delicado, essa fase é marcada por muitos desafios, oportunidades, inseguranças, disposição ao risco e muito, muito planejamento! Viver esse processo de imersão na empresa é necessário, mas pode ser também uma jornada muito construtiva para o profissional. O livro Os Primeiros 90 dias – Estratégias de Sucesso Para Novos Líderes, de Michael Watkins, aborda especificamente as estratégias que um executivo pode e deve utilizar para causar um impacto positivo já nesse período. O livro traz posturas, atitudes e comportamentos que farão desse um momento de oportunidade para a carreira e, por isso, recomendo a leitura.

Mudar de emprego, fazer uma transição lateral, recolocar-se no mercado são momentos marcados por muita ansiedade, afinal são períodos de mudança e toda modificação gera um certo nível de estresse. A ansiedade pode ser um estado positivo, que coloca o profissional para agir e ser bem hands on, ou pode ir para um lado não tão positivo assim, colocando em risco seu desempenho por estar muito aflito em querer fazer acontecer. Superar a ansiedade talvez seja o maior desafio dos primeiros 90 dias. Isso porque somos uma geração ansiosa, que deseja tudo pra ontem e desaprendeu a esperar o tempo de maturação das coisas. Na ânsia de mostrar resultado, o executivo pode meter os pés pelas mãos, pular algumas etapas do processo de adaptação e, consequentemente, falhar em seu período de experiência.

Por isso, preparei algumas dicas para ajudar nesse período crucial de experiência:

#1 – Analise o ambiente: O primeiro passo para se ter sucesso é desenvolver a capacidade de leitura do ambiente, ou seja, entender a cultura organizacional, as dinâmicas de relacionamentos, conhecer e perceber as pessoas que serão do seu time, quais os maiores entraves que existem no processo e na operação, quais as metas objetivas e subjetivas da sua posição. Essa leitura de cenário é importantíssima e quanto antes o executivo conseguir fazer esse raio x, mais adaptado ele estará para realmente traçar um planejamento das ações.

#2 – Aprenda ao máximo: Acelerar o aprendizado e diminuir a curva de adaptação deve ser a meta nas primeiras semanas. O quanto antes o profissional passar a dominar o mercado de atuação da empresa, entender as estruturas internas, conhecer quem são os parceiros do negócio, mais rápido o executivo estará pronto para tomar decisões estratégicas e, portanto, mais fácil será provocar as mudanças e os resultados que consolidarão sua posição dentro da empresa. Meu conselho é que o profissional se dedique totalmente à essa fase de adaptação e aprendizado. A observação, nesse momento, será sua maior aliada.

#3 – Escute e planeje-se: Fase inicial superada, está na hora de começar a planejar as ações, mas, antes de propor mudanças nos processos e na operação, o executivo deve integrar-se à equipe, ouvir as pessoas, entender os cenários e contextos, as metas e o funcionamento da área que ele recebeu para liderar. Os ganhos inicias serão resultado do que já existe e não de grandes revoluções. O papel do executivo é aprimorar a maneira como a equipe já trabalha e, entregar resultados pesa na avaliação do primeiro trimestre de trabalho.

#4 – Amplie sua rede de contatos e conecte-se com as pessoas: O período de experiência também é um excelente momento para construir vínculos e relações fortalecedoras. Um bom líder é avaliado sobre sua capacidade de criar conexões e pontes de relacionamentos. Portanto, tão precioso quanto entregar resultados é a capacidade de integrar a equipe, gerar expectativas positivas e criar um clima benéfico para todos. Os primeiros meses de trabalho são marcados por muito energia, e essa deve ser sempre empregada para criar vínculos e motivar as pessoas. Aproveite a ansiedade positiva e a energia do novo para contaminar a equipe com boas vibrações, ao invés de influenciá-los de maneira negativa e pressiona-los por resultados a todo custo.

#5- Gerencie as expectativas do seu trabalho: Trabalhar a expectativa com relação ao novo cargo é outra missão para que a experiência seja um período produtivo. Muitos profissionais não alinham seus anseios e valores com o que a empresa tem para oferecer. Aqui na Trend e também em outras consultorias de recrutamento, os consultores têm um papel fundamental nesse momento, apresentando para o profissional a estrutura organizacional, os desafios da vaga, entendimento da cultura e o que é esperado dele por parte da organização.

Por fim, os primeiros 90 dias podem sim ser muito produtivos, cheios de oportunidades e grandes aprendizados para todo profissional. Desde que esse esteja disposto a mergulhar no desafio de encarar a mudança como algo positivo e imprescindível para seu crescimento na carreira. Aproveite esse momento e não deixe de provar que você foi uma das melhores escolhas da empresa.

Mylena Cuenca é headhunter na Trend Recruitment e formada em administração de empresas pela Universidade presbiteriana Mackenzie.


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Ricardo Callado14/05/20197min

Por Sylvio Mode

O planejamento e implantação de um projeto de melhoria de infraestrutura foi realizado com eficiência graças a tecnologia. E isso aconteceu em São Paulo, quando a CPTM adaptou cinco estações para garantir acessibilidade aos usuários.

Mas se isso é possível, qual a lacuna a ser fechada para que a infraestrutura no Brasil decole de uma vez, reduzindo o déficit hoje estimado em R$ 1 Trilhão, tornando o País mais competitivo?

Apesar de sermos um País com alta carga tributária, como cidadãos, não conseguimos obter o retorno sobre que investimos, em forma de melhorias, tão necessárias em nosso País.

Isso porque ainda existem modelos ultrapassados de gestão na esfera pública, que por excesso de burocracia e opacidade, geram efeito negativo no planejamento, execução e controle de projetos, reduzindo a eficiência e a transparência entre os recursos da população e a estrutura que os administra.

A boa notícia é que a tecnologia tem sido uma grande aliada nesse processo de transformar e de contribuir com mais qualidade, transparência e eficiência sobre como os tributos podem ser aplicados. Quando falo de tecnologia estamos abordando diferentes possibilidades, em diferentes áreas – saneamento, energia, transporte, serviços, etc. Ela permite desde os mais simples processos de verificação, até a implantação de sistemas inteligentes mais complexos. Atualmente, órgãos públicos, por meio de tecnologia, conseguem analisar um grande volume de dados armazenados em nuvem, com segurança, com acesso por dispositivos móveis, descentralizados e próximos ao cidadão beneficiado. Com isso, se aprimora a tomada de decisões, facilitando e acelerando fluxos de aprovação, simulando resultados, entre outros exemplos.

Temos levado a vários gestores públicos inovações que podem evitar gastos desnecessários e melhorar as entregas de obras públicas. O uso da metodologia BIM (Building Information Modeling), por exemplo, possibilita o gerenciamento de todas as fases de uma obra, desde sua concepção, projeto, construção e manutenção, com informações detalhadas sobre seus componentes e controle imediato sobre execução, com análises preditivas e alertas sobre potenciais desvios de prazo e orçamento.

Isso significa que os projetos ganham transparência e clareza em relação às obras executadas e aos recursos utilizados. Podemos saber antes mesmo de começar qual será o valor final, tempo estimado, e possíveis imprevistos que poderiam ocorrer, corrigindo erros antes que impactem custo e prazo. Numa indústria como a da construção civil, que tem índices de desperdício acima de 30% e gera mais de 25% de todo o lixo do planeta, esta capacidade traz um ganho inestimável, tanto para quem constrói, quanto para quem paga a conta, e o planeta agradece.

Muitos projetos, tanto na área privada quanto na pública, já estão sendo realizados nesse novo formato. O governo federal já acena para que, a partir de 2021, novas obras sejam projetadas e implementadas de acordo com a metodologia BIM, como condição de contratação. Segundo estudos realizados pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), a expectativa é que o uso desta metodologia inovadora aumente em 10% a produtividade e reduza em 20% os custos das obras públicas. Se visualizarmos esse percentual em valor monetário, é possível ter uma visão melhor do quanto isso representaria de economia real.

É o caso da CPTM, que citei acima. A engenharia implementou a metodologia BIM, começou o seu uso em cinco estações e assim já foi possível otimizar o tempo gasto para levantar as condições existentes, criar um novo projeto e implementar as melhorias. O que antes demorava cerca de 1 mês, agora é concluído dentro de 1 ou 2 dias, e com muito mais assertividade. Isso porque com a visualização em 3D e os dados obtidos, a equipe responsável sequer precisa ir a campo na fase de levantamento e projeto. E ainda assim é possível ter informações detalhadas e fazer novos estudos de análise, impactos, desocupações etc. Com isso, já é possível reduzir custos, já que a solução consegue antecipar possíveis falhas e evita obras desnecessárias, por exemplo.

Uma gestão mais eficaz deve refletir em investimentos dedicados a áreas que são essenciais ao desenvolvimento econômico e social do Brasil, como saúde, educação, mobilidade e segurança. É a tecnologia aplicada ao bem público que retorna valor ao cidadão brasileiro.

No final, eficiência significa fazer mais com menos recursos. Utilizar e se valer de tudo o que for melhor sem perder a qualidade. É isso que queremos ver, é isso que dá para fazer com tecnologia e capacitação. Sabemos o caminho certo e temos muito trabalho pela frente.

Sylvio Mode é presidente da Autodesk no Brasil


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Ricardo Callado13/05/20196min

Na última sexta feira, o ministro da Economia Paulo Guedes visitou o BNDES mais uma vez e reafirmou o papel da nossa instituição em transformar a infraestrutura no Brasil. É um grande desafio, com tremendo potencial de mudar a vida dessa e das futuras gerações de brasileiros, fazendo valer o “S” do nosso banco em áreas como saneamento, energia, conectividade e logística. Ajudar a diminuir o enorme déficit de saneamento no Brasil é uma grande missão econômica e social, assim como ajudar a baixar o custo do gás para a indústria e dar espaço fiscal para os estados com a concessão de serviços em condições concorrenciais e sustentáveis.

É uma oportunidade extraordinária em um momento em que o Banco enfrenta um novo ambiente competitivo e novas expectativas do governo, das instituições e da sociedade. Temos que nos preparar para responder com rapidez e precisão, usando nossos talentos e nossa capacidade de imaginar, estruturar e implementar ações efetivas para responder aos desafios que estão diante de nós e para projetarmos o futuro do Banco em uma economia mais aberta e com maior participação do setor privado.

Neste momento, é natural também refletir em como podemos fazer a diferença para aumentar o desenvolvimento e a inclusão social nas nossas principais atividades: nos dedicando à preparação de projetos de concessão, assim como a novas formas de financiá-los; apoiando as privatizações, inclusive nos estados; e expressando uma visão que ajude o Brasil a entrar em um novo ciclo de crescimento e inovação, em que as oportunidades para as micro, pequenas e médias empresas e para todo o nosso povo aumentem rapidamente.

A nossa população é relativamente pequena, em um mundo em que nossos pares têm mais de bilhão de cidadãos. Então, como instituição de desenvolvimento, nosso trabalho é dar o máximo de oportunidades e instrumentos para cada brasileira e brasileiro, de todas as origens e idades, para que possam lutar, crescer e realizar seus sonhos.

Preparação e foco são importantes. Até porque hoje também vem à lembrança de que no Brasil se discutem assuntos cruciais por longo tempo e, muitas vezes, acaba-se dando uma resposta simplista quando não há mais opção. Desde o Império, transformações fundamentais são vistas como uma “ameaça à lavoura” e se arrastam, até que condições econômicas e pressões sociais forçam mudanças legislativas, mais das vezes sem preparação ou estratégia que permita tirar delas o máximo benefício social. E aí ficam consequências mal resolvidas por décadas. Mudanças que libertam valem a pena sempre, por mais imperfeitas que sejam ou custem a quem as promove. Mas, estrutura e planejamento em geral ajudam a ter resultados melhores. E uma instituição como o BNDES tem como contribuir para isso.

Nas conversas da diretoria do Banco com nossos superintendentes e chefes de departamento, tem ficado claro que a nossa visão precisa incluir novos modelos de negócios próximos do setor privado e considerando as nossas perspectivas financeiras, trabalhando em times que ultrapassam áreas específicas e com cada vez mais garra. Para isso, temos também de aumentar, de forma organizada, a interlocução com o governo, o setor privado e a sociedade. Aprendendo com os bons resultados e com os equívocos de nossas ações e de políticas de governo. E nos transformando e nos abrindo para darmos novas respostas ao país, que mostrem mais uma vez a perenidade e o valor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Esse é um trabalho que já estamos fazendo com todo o equilíbrio e a sabedoria que colhemos, muita motivação, e juntos para atender aos nossos donos, que são todo o povo brasileiro.

 


 

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Joaquim Levy é PhD em Economia pela Universidade de Chicago, mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e graduado em Engenharia Naval pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Iniciou sua carreira em 1984 e ocupou diversos cargos na administração pública, dentre os quais secretário do Tesouro Nacional (2003-2006), secretário de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (2007-2010) e Ministro da Fazenda (2015).

Foi ainda Diretor-geral de finanças do Banco Mundial e, em 2019, assumiu a presidência do BNDES.


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Ricardo Callado13/05/20198min

Por Robert Goldman

Agir de forma preventiva para tratar a saúde é o resultado de anos de estudos do Dr. Robert Goldman (EUA).  O ex-atleta, cofundador e presidente do Conselho de Administração de Academia Americana de Antienvelhecimento é conhecido por se dedicar, há mais de três décadas, pela detecção precoce de doenças, a regeneração de células e a mudança no estilo de vida. Tudo isso combinado, resulta em maior longevidade com uma saúde plena tanto física quanto mental.

Goldman estará no Brasil entre os dias 31 de maio e 1 de junho para participar do evento World Pro Health Conference (WPHC), evento de padrão internacional sobre inovações em medicina integrativa e de precisão, biotecnologia e genoma. Na ocasião, falará sobre suas experiências e novos tratamentos para prolongar a vida humana. Para aquecer a discussão, ele adiantou cinco dicas de como podemos frear o envelhecimento ou ainda envelhecer de forma mais saudável.

  1. Hidratação e dieta saudável

Segundo Dr. Goldman, é preciso ingerir muita água para manter o corpo saudável. Ela desempenha funções essenciais na vida como: transporte e absorção de nutrientes pelas células; para os processos fisiológicos de digestão, absorção e excreção; regula a temperatura corporal; desempenha papel importante no sistema circulatório já que seu consumo adequado diminui a pressão sanguínea e reduz o risco de ataque cardíaco, além da desintoxicação do corpo. Segundo ele também é fundamental para evitar fadiga precoce durante a realização de atividade física e os músculos são energizados com mais eficiência.

A alimentação é um dos principais fatores para manter a máquina funcionando bem. Evitar gorduras, “fast foods”, reduzir a ingestão de carne vermelha e aumentar a de peixes. Importante também ficar atento ao modo de preparo do alimento. “Quanto mais natural, mais saudável para o corpo”, explica Dr. Goldman.

  1. Atividade física

A atividade física deve ser dividida em dois tipos fundamentais para manter o corpo jovem por mais tempo. O primeiro é o exercício aeróbico. “É preciso treinar o coração. Mantenha-o batendo pelo menos três vezes por semana. Isso melhora o nível cardiorrespiratório, faz com que queime calorias e aumente o ponto de ajuste do funcionamento do corpo, aumentando o termostato interno.”, explica.

Além disso, ele sugere a musculação ou treino de resistência com pesos. “Isso ajuda a manter a massa muscular média e a massa óssea, tornando a pessoa mais forte, fundamental à medida que elas envelhecem.”

  1. Evitar ou reduzir ao máximo o estresse

O especialista explica que o estresse é um verdadeiro assassino. “O trabalho duro nunca matou ninguém, mas o estresse sim. Na verdade, a questão é como as pessoas lidam com ele. Ninguém está imune a uma situação mais difícil para ser resolvida. As pessoas precisam dar um passo atrás quando estão em uma situação realmente estressante e começar a se questionar como pode tornar sua vida mais feliz.” A forma de encarar a vida é de extrema importância para envelhecer bem. “Aproveite os momentos de romance, com a família e amigos para reduzir o estresse e aumentará suas experiências de vida.”, afirma Dr. Goldman.

  1. Colocar o cérebro para treinar também

Você sabia que o cérebro é como um músculo que você usa ou perde? Sendo assim, o Dr. Goldman recomenda o treinamento dele como se fosse um músculo. “Antes, pensávamos que ele era muito parecido com um hardware de um computador. No entanto, ele é muito plástico, móvel e, por isso, quanto mais for usado, mais forte ele fica e, consequentemente, a pessoa também.”

  1. Suplementação nutricional

O especialista defende que devemos combinar a dieta nutricional com atividade física, estilo de vida, controle do estresse e, finalmente, incluir a suplementação nutricional. “Sou um grande fã de suplementos nutricionais, porque é muito eficiente para complementar o que a pessoa consegue por meio somente da alimentação. Podemos suplementar desde a vitamina C, uma vez que a ingestão de frutas não será suficiente para a recomendação diária da mesma até mesmo de proteína, no qual é possível constituir músculos adicionais. Assim é possível aumentar a resistência imunológica e mudar o jeito em que está vivendo, prologando sua vida de forma saudável e sustentável”, finaliza  Goldman.

Robert Goldman é ex-atleta, recordista mundial por mais de 20 vezes e listado no Guinness Book. Cofundador e presidente do Conselho de Administração da Academia Americana Antienvelhecimento, se dedica, há mais de 30 anos a obter uma detecção precoce de doenças e aumentar eficácia no tratamento, regeneração e mudança de estilos de vida.

Serviço

World Pro Health Conference (WPHC)

Programação: https://www.wphc.com.br/

Datas: 31 de maio e 1º de junho de 2019

Local: World Trade Center – Av. das Nações Unidas, 12551, 17º andar, Brooklin Novo, São Paulo (SP)



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Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


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