Arquivos Artigos - Página 2 de 22 - Blog do Callado

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Ricardo Callado30/05/20196min

Por Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior

Não há como negar, o mundo mudou e a tecnologia se tornou determinante para a sustentabilidade econômica da maioria – senão todos – os segmentos de negócios. Vivemos a era da transformação digital, com soluções, aplicações e automação além de tudo o que já presenciamos. Especialmente porque a velocidade da evolução tecnológica atingiu um patamar que até então muitos de nós julgávamos impossível.

A competitividade das empresas, sejam elas corporações globais ou PMEs, está cada vez mais baseada no controle que passam a conquistar em seus processos graças a automação e a soluções que vão desde a linha de produção até o contato com o cliente. Investir em tecnologia não é, há tempos, um privilégio ou uma regalia para poucos, mas sim uma necessidade de todos.

Basta um olhar mais atento ao cenário econômico mundial para percebermos a importância de estarmos alinhados às novas tendências de Tecnologia da Informação e Comunicação. A consultoria IDC, por exemplo, em uma pesquisa com empresas do mundo todo, identificou que 89% dos entrevistados estão adotando algum modelo de digital-first. Além disso, 59% das organizações já apostam em dispositivos móveis.

Estes são dois exemplos claros de questões que já são realidade dentro da chamada transformação digital. A mobilidade, o uso de inteligência artificial, internet das coisas e dispositivos que se conectam com sistemas de gestão estão garantindo não só controle de dados, mas também um novo panorama de produção, tomada de decisão e análise dos negócios.

Vivemos a era da conectividade e precisamos entender que é preciso evoluir junto com nossos clientes. Áreas que há pouco tempo ainda eram analógicas agora ganham força com processos digitalizados. Um exemplo é o setor de logística. Na Black Friday de 2018, por exemplo, processamos mais de 6 milhões de pedidos – cerca de 48% de todos os realizados nos e-commerces do país – em nossas soluções para o segmento. Esse dado considerável mostra que a agilidade na entrega, a organização dos processos e a garantia de um negócio sustentável dependem da tecnologia aplicada.

O RH é outra área que passa por uma profunda transformação. Cada vez mais estratégico, tem visto conceitos como o de People Analytics, que mensura questões como produtividade e satisfação no ambiente de trabalho, ganham força com soluções de automação de dados. Tarefas antes comuns entre os profissionais passam a ser realizados por assistentes virtuais, enquanto as equipes focam em alternativas e estratégias que garantem a contratação e manutenção de talentos.

Em contrapartida, ainda presenciamos muita s empresas relutantes no investimento tecnológico. Um recente estudo da Dell revelou que 40% das companhias brasileiras ainda atuam de modo reativo, sem buscar soluções que possam colocá-las no mesmo patamar que concorrentes cada vez mais fortes e tecnológicos. Não priorizam estratégias de transformação digital nem tem planos para o futuro dos negócios. Um cenário preocupante, onde quem não aposta na inovação fica, cada vez mais, de fora da fatia de mercado que antes lhe pertencia.

Não estar atento a este movimento de constante evolução é tornar-se vulnerável diante de tantos negócios inovadores. Investir é necessário, a transformação digital é realidade e fechar os olhos para este novo universo pode ser um erro fatal.

*Carlênio Castelo Branco é CEO da Senior desde 2012. Formado em Ciências da Computação pela Universidade Católica de Pernambuco, possui pós-graduação em Administração Financeira pela Universidade de Pernambuco e MBA pela Universidad Mayor, do Chile.

Com mais de 20 anos de experiência profissional, iniciou sua carreira como programador no Instituto de Tecnologia em Informática, atuou na área comercial do Grupo Carlos Lyra e da Oi/Telemar, foi diretor executivo de Varejo e Marketing na Getnet Tecnologia. Sua forte atuação em varejo o levou a planejar e implementar as operações da companhia no Chile, onde ocupou a posição de diretor-Geral.

O executivo conta ainda com ampla vivência em processos de fusão e aquisição, implementação de operações em novas regiões e atividades com canais de distribuição.


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Ricardo Callado28/05/20196min

João Paulo Geroldo

Atualmente muito se fala sobre o empreendedorismo como uma opção de carreira, porém, sabemos que não é um caminho fácil. Como empreendedores, precisamos tomar decisões a todo instante. Mas como saber qual é a melhor decisão? Devo investir em marketing ou melhorar meu produto? Contratar um novo vendedor ou mais um desenvolvedor? Se o “cobertor é curto”, cada movimento precisa ser friamente calculado.

A grande maioria dos negócios foram construídos por empreendedores que tiveram estas dificuldades e as superaram. A boa notícia é que atualmente existem organizações que podem ajudá-lo a superar esses desafios: as aceleradoras.

Uma aceleradora é um agente conectado ao ecossistema empreendedor, cujo o objetivo é fomentar essa atividade, facilitando o acesso ao conhecimento, mentorias, investimentos e networking. Ela conecta parceiros, investidores e empresários bem-sucedidos para que, juntos, entreguem valor para os empreendedores iniciantes e, consequentemente, à sociedade.

Segundo Steve Blank, uma Startup é uma organização temporária em busca de um modelo de negócio escalável, repetitivo e rentável. O foco de uma aceleradora é apoiar o desenvolvimento de Startups. Caso seu empreendimento não possua essas características – o que não é necessariamente ruim – uma aceleração não é uma boa opção para você.

Se o empreendimento que está desenvolvendo passa por esse critério e você nunca participou de um negócio nestes moldes, uma aceleradora poderá lhe ajudar muito. Entrar em uma aceleradora não é uma garantia para o sucesso, mas pode fazer com que esse caminho seja menos doloroso.

Mas o que esperar de um programa de aceleração? Eis um pequeno resumo:

1) Um ponto quase que unânime entre as aceleradoras é a adoção de metodologias consagradas para o ambiente de inovação, como Lean Startup, Customer Development, Agile Development, Business Model Canvas, Growth Hacking, Customer Success, entre outras. Conhecer esses métodos e saber quanto e como colocá-los em prática pode ajudar muito.

2) Não basta só ensinar as metodologias. As aceleradoras deverão colocá-lo em contato com profissionais e empreendedores experientes, que poderão contribuir com sua experiência aplicando aquela determinada disciplina.

3) É comum entre as aceleradoras algum tipo de investimento financeiro. Esse investimento é importante para manter o time focado no negócio enquanto as receitas não chegam e, posteriormente, permite a ampliação e crescimento do negócio. Além do investimento direto que a aceleradora realiza, ela precisa proporcionar acesso facilitado a novas rodadas de investimento.

4) Quanto se está começando, muitas vezes falar com a pessoa certa é algo fundamental. A aceleradora precisa favorecer o acesso do empreendedor aos primeiros clientes, através de uma robusta rede de relacionamento.

5) Pacote de benefícios é algo importante que as aceleradoras oferecem. Quando alinhado às suas necessidades, eles podem poupar muito dinheiro. Entre os benefícios mais comuns estão o espaço físico, assessorias jurídicas, de comunicação e contábeis e parceiros fornecedores de tecnologias, entre outros.

Mas é preciso ter cuidado. Lembre-se que muitas vezes a aceleradora se tornará um sócio investidor no seu negócio, e a convivência com alguns gestores extrapolará o prazo do programa de aceleração. Portanto, ao escolher uma aceleradora, fique atento aos seguintes pontos:

Qual é a contrapartida da aceleradora? A aceleradora tem condições de lhe proporcionar o networking necessário de modo a facilitar seu acesso ao mercado? A aceleradora sabe quais são seus objetivos com esse negócio, como e quando pretende sair?

São informações que podem ajudar os empreendedores a tomar as melhores decisões na escolha de um programa de aceleração. Se atentar a esses cenários pode ajudar a fazer com que a escolha traga muitos resultados positivos.

João Paulo Geroldo, especialista em gestão de produtos e projetos de inovação na área de TI,é CEO da Sevna Startups

joao.geroldo@sevna.com.br


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Ricardo Callado22/05/20197min

Por Renata Bento

É muito comum em processos em Vara de Família observar filhos de pais em litígio ou divorciados sofrerem alienação parental por parte de um deles, ou seja, quando um dos genitores, ou ainda quem tem a guarda ou da tutela da criança, faz pressão para que ela tome partido de um lado, destruindo a imagem do outro e causando angústia e insegurança.

 A título de esclarecimento é relevante explicitar que a Alienação Parental pode ser observada também em situações em que o casal não está separado, mas neste caso, pode não ficar tão evidente ou pouco se falar a respeito, uma vez que todos ainda convivem sob o mesmo teto. Em situações como esta, a Alienação Parental não é deflagrada ou discutida porque a criança ainda não é objetivamente ou legalmente objeto de disputa entre os pais, ou seja, as brigas ainda estão no domínio doméstico do casal. Com alguma frequência se percebe, ao analisar através dos estudos periciais, os casos de separação litigiosa ou divórcio, que aquela queixa atual de que um dos cônjuges promove Alienação Parental, já poderia ter sido observada anteriormente, mas não havia na ocasião esta percepção. Ou seja, na reconstrução da história pregressa daquela família, através da perícia, se observa que a queixa é atual, mas o problema é antigo; o modo como a família convivia já demonstrava sinais disfuncionais. E que no momento da ruptura conjugal deflagrou.

Os efeitos psicológicos da Alienação Parental tem sido material de discussão e preocupação entre os saberes da Psicologia e do Direito, justamente porque os riscos são muitos. A criança que cresce sendo objeto de disputa e tendo que escolher emocionalmente seu cuidador pode apresentar uma série de dificuldades emocionais.

É importante mencionar que a alienação parental pode ser experimentada pela mãe ou pelo pai, e não somente pelo pai (homem), embora seja mais observável.  Sabe-se que pai e mãe são o primeiro suporte emocional para toda criança. Sendo assim, a família é considerada núcleo básico essencial e estruturante do sujeito. Como fica isso para a criança em meio a disputa judicial?

No Brasil, desde agosto de 2010, a alienação parental é definida por lei (Nº 12.318, ago/2010). No Art. 2º da Lei, “Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou o adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou a manutenção de vínculos.

Observamos, tanto na experiência clínica quanto nas avaliações para o judiciário, uma série de buracos emocionais no mundo psíquico dessas crianças e jovens; em uma época de suas vidas onde a estabilidade emocional oferecida pelas funções parentais deveria estar presente como alicerce, mas não estão. A perícia psicológica é um exame delicado que se desenrola através da investigação clínica da personalidade associada à análise dos fatos concomitante a dos sujeitos com base nos aspectos psíquicos e subjetivos, iluminando pontos conscientes e inconscientes do funcionamento mental dentro da dinâmica emocional, experimentada nas relações entre as pessoas.

O que se observa em estudos periciais ou em atendimentos de crianças em processo de guarda é que na medida em que os pais conseguem diminuir as desavenças entre eles, e passam a respeitar a criança como tal, e a proporia relação deles como pais,  a criança começa a apresentar uma melhora emocional significativa.  O que quero dizer, é que o estado emocional da criança vai depender e muito do modo como os pais manejam a separação conjugal, como eles lidam com suas funções parentais.Em situações em que através de uma perícia a Alienação Parental fica comprovada, algumas medidas deverão ser tomadas pelo magistrado para proteger e fazer valer o melhor interesse da criança. Essas medidas podem ser variadas, desde o encaminhamento para atendimento psicológico, ao manejo da convivência com o alienado, até a perda da guarda da criança. Cada caso será avaliado individualmente.

Renata Bento é psicóloga, psicanalista, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro. Perita em Vara de Família e assistente técnica em processos judiciais. Filiada a IPA – Internacional Psychoanalytical Association, a FEPAL – Federación Psicoanalítica de América Latina e a FEBRAPSI – Federação Brasileira de Psicanálise.


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Ricardo Callado16/05/20198min

Por Mylena Cuenca

O período de experiência é uma fase importante e que, de certa forma, ainda faz parte do processo seletivo dos candidatos. Afinal, somente após passar por essa etapa o profissional pode dizer que está contratado. Os primeiros 90 dias são cruciais para o sucesso do candidato em sua nova posição. Assim como o presidente do país precisa mostrar para o que veio nos primeiros 100 dias de governo, os três meses de experiência caracterizam-se como o momento do profissional se apresentar para a empresa e mostrar que a sua contratação valeu a pena.

Por se tratar de um período importante e delicado, essa fase é marcada por muitos desafios, oportunidades, inseguranças, disposição ao risco e muito, muito planejamento! Viver esse processo de imersão na empresa é necessário, mas pode ser também uma jornada muito construtiva para o profissional. O livro Os Primeiros 90 dias – Estratégias de Sucesso Para Novos Líderes, de Michael Watkins, aborda especificamente as estratégias que um executivo pode e deve utilizar para causar um impacto positivo já nesse período. O livro traz posturas, atitudes e comportamentos que farão desse um momento de oportunidade para a carreira e, por isso, recomendo a leitura.

Mudar de emprego, fazer uma transição lateral, recolocar-se no mercado são momentos marcados por muita ansiedade, afinal são períodos de mudança e toda modificação gera um certo nível de estresse. A ansiedade pode ser um estado positivo, que coloca o profissional para agir e ser bem hands on, ou pode ir para um lado não tão positivo assim, colocando em risco seu desempenho por estar muito aflito em querer fazer acontecer. Superar a ansiedade talvez seja o maior desafio dos primeiros 90 dias. Isso porque somos uma geração ansiosa, que deseja tudo pra ontem e desaprendeu a esperar o tempo de maturação das coisas. Na ânsia de mostrar resultado, o executivo pode meter os pés pelas mãos, pular algumas etapas do processo de adaptação e, consequentemente, falhar em seu período de experiência.

Por isso, preparei algumas dicas para ajudar nesse período crucial de experiência:

#1 – Analise o ambiente: O primeiro passo para se ter sucesso é desenvolver a capacidade de leitura do ambiente, ou seja, entender a cultura organizacional, as dinâmicas de relacionamentos, conhecer e perceber as pessoas que serão do seu time, quais os maiores entraves que existem no processo e na operação, quais as metas objetivas e subjetivas da sua posição. Essa leitura de cenário é importantíssima e quanto antes o executivo conseguir fazer esse raio x, mais adaptado ele estará para realmente traçar um planejamento das ações.

#2 – Aprenda ao máximo: Acelerar o aprendizado e diminuir a curva de adaptação deve ser a meta nas primeiras semanas. O quanto antes o profissional passar a dominar o mercado de atuação da empresa, entender as estruturas internas, conhecer quem são os parceiros do negócio, mais rápido o executivo estará pronto para tomar decisões estratégicas e, portanto, mais fácil será provocar as mudanças e os resultados que consolidarão sua posição dentro da empresa. Meu conselho é que o profissional se dedique totalmente à essa fase de adaptação e aprendizado. A observação, nesse momento, será sua maior aliada.

#3 – Escute e planeje-se: Fase inicial superada, está na hora de começar a planejar as ações, mas, antes de propor mudanças nos processos e na operação, o executivo deve integrar-se à equipe, ouvir as pessoas, entender os cenários e contextos, as metas e o funcionamento da área que ele recebeu para liderar. Os ganhos inicias serão resultado do que já existe e não de grandes revoluções. O papel do executivo é aprimorar a maneira como a equipe já trabalha e, entregar resultados pesa na avaliação do primeiro trimestre de trabalho.

#4 – Amplie sua rede de contatos e conecte-se com as pessoas: O período de experiência também é um excelente momento para construir vínculos e relações fortalecedoras. Um bom líder é avaliado sobre sua capacidade de criar conexões e pontes de relacionamentos. Portanto, tão precioso quanto entregar resultados é a capacidade de integrar a equipe, gerar expectativas positivas e criar um clima benéfico para todos. Os primeiros meses de trabalho são marcados por muito energia, e essa deve ser sempre empregada para criar vínculos e motivar as pessoas. Aproveite a ansiedade positiva e a energia do novo para contaminar a equipe com boas vibrações, ao invés de influenciá-los de maneira negativa e pressiona-los por resultados a todo custo.

#5- Gerencie as expectativas do seu trabalho: Trabalhar a expectativa com relação ao novo cargo é outra missão para que a experiência seja um período produtivo. Muitos profissionais não alinham seus anseios e valores com o que a empresa tem para oferecer. Aqui na Trend e também em outras consultorias de recrutamento, os consultores têm um papel fundamental nesse momento, apresentando para o profissional a estrutura organizacional, os desafios da vaga, entendimento da cultura e o que é esperado dele por parte da organização.

Por fim, os primeiros 90 dias podem sim ser muito produtivos, cheios de oportunidades e grandes aprendizados para todo profissional. Desde que esse esteja disposto a mergulhar no desafio de encarar a mudança como algo positivo e imprescindível para seu crescimento na carreira. Aproveite esse momento e não deixe de provar que você foi uma das melhores escolhas da empresa.

Mylena Cuenca é headhunter na Trend Recruitment e formada em administração de empresas pela Universidade presbiteriana Mackenzie.


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Ricardo Callado14/05/20197min

Por Sylvio Mode

O planejamento e implantação de um projeto de melhoria de infraestrutura foi realizado com eficiência graças a tecnologia. E isso aconteceu em São Paulo, quando a CPTM adaptou cinco estações para garantir acessibilidade aos usuários.

Mas se isso é possível, qual a lacuna a ser fechada para que a infraestrutura no Brasil decole de uma vez, reduzindo o déficit hoje estimado em R$ 1 Trilhão, tornando o País mais competitivo?

Apesar de sermos um País com alta carga tributária, como cidadãos, não conseguimos obter o retorno sobre que investimos, em forma de melhorias, tão necessárias em nosso País.

Isso porque ainda existem modelos ultrapassados de gestão na esfera pública, que por excesso de burocracia e opacidade, geram efeito negativo no planejamento, execução e controle de projetos, reduzindo a eficiência e a transparência entre os recursos da população e a estrutura que os administra.

A boa notícia é que a tecnologia tem sido uma grande aliada nesse processo de transformar e de contribuir com mais qualidade, transparência e eficiência sobre como os tributos podem ser aplicados. Quando falo de tecnologia estamos abordando diferentes possibilidades, em diferentes áreas – saneamento, energia, transporte, serviços, etc. Ela permite desde os mais simples processos de verificação, até a implantação de sistemas inteligentes mais complexos. Atualmente, órgãos públicos, por meio de tecnologia, conseguem analisar um grande volume de dados armazenados em nuvem, com segurança, com acesso por dispositivos móveis, descentralizados e próximos ao cidadão beneficiado. Com isso, se aprimora a tomada de decisões, facilitando e acelerando fluxos de aprovação, simulando resultados, entre outros exemplos.

Temos levado a vários gestores públicos inovações que podem evitar gastos desnecessários e melhorar as entregas de obras públicas. O uso da metodologia BIM (Building Information Modeling), por exemplo, possibilita o gerenciamento de todas as fases de uma obra, desde sua concepção, projeto, construção e manutenção, com informações detalhadas sobre seus componentes e controle imediato sobre execução, com análises preditivas e alertas sobre potenciais desvios de prazo e orçamento.

Isso significa que os projetos ganham transparência e clareza em relação às obras executadas e aos recursos utilizados. Podemos saber antes mesmo de começar qual será o valor final, tempo estimado, e possíveis imprevistos que poderiam ocorrer, corrigindo erros antes que impactem custo e prazo. Numa indústria como a da construção civil, que tem índices de desperdício acima de 30% e gera mais de 25% de todo o lixo do planeta, esta capacidade traz um ganho inestimável, tanto para quem constrói, quanto para quem paga a conta, e o planeta agradece.

Muitos projetos, tanto na área privada quanto na pública, já estão sendo realizados nesse novo formato. O governo federal já acena para que, a partir de 2021, novas obras sejam projetadas e implementadas de acordo com a metodologia BIM, como condição de contratação. Segundo estudos realizados pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), a expectativa é que o uso desta metodologia inovadora aumente em 10% a produtividade e reduza em 20% os custos das obras públicas. Se visualizarmos esse percentual em valor monetário, é possível ter uma visão melhor do quanto isso representaria de economia real.

É o caso da CPTM, que citei acima. A engenharia implementou a metodologia BIM, começou o seu uso em cinco estações e assim já foi possível otimizar o tempo gasto para levantar as condições existentes, criar um novo projeto e implementar as melhorias. O que antes demorava cerca de 1 mês, agora é concluído dentro de 1 ou 2 dias, e com muito mais assertividade. Isso porque com a visualização em 3D e os dados obtidos, a equipe responsável sequer precisa ir a campo na fase de levantamento e projeto. E ainda assim é possível ter informações detalhadas e fazer novos estudos de análise, impactos, desocupações etc. Com isso, já é possível reduzir custos, já que a solução consegue antecipar possíveis falhas e evita obras desnecessárias, por exemplo.

Uma gestão mais eficaz deve refletir em investimentos dedicados a áreas que são essenciais ao desenvolvimento econômico e social do Brasil, como saúde, educação, mobilidade e segurança. É a tecnologia aplicada ao bem público que retorna valor ao cidadão brasileiro.

No final, eficiência significa fazer mais com menos recursos. Utilizar e se valer de tudo o que for melhor sem perder a qualidade. É isso que queremos ver, é isso que dá para fazer com tecnologia e capacitação. Sabemos o caminho certo e temos muito trabalho pela frente.

Sylvio Mode é presidente da Autodesk no Brasil


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Ricardo Callado13/05/20196min

Na última sexta feira, o ministro da Economia Paulo Guedes visitou o BNDES mais uma vez e reafirmou o papel da nossa instituição em transformar a infraestrutura no Brasil. É um grande desafio, com tremendo potencial de mudar a vida dessa e das futuras gerações de brasileiros, fazendo valer o “S” do nosso banco em áreas como saneamento, energia, conectividade e logística. Ajudar a diminuir o enorme déficit de saneamento no Brasil é uma grande missão econômica e social, assim como ajudar a baixar o custo do gás para a indústria e dar espaço fiscal para os estados com a concessão de serviços em condições concorrenciais e sustentáveis.

É uma oportunidade extraordinária em um momento em que o Banco enfrenta um novo ambiente competitivo e novas expectativas do governo, das instituições e da sociedade. Temos que nos preparar para responder com rapidez e precisão, usando nossos talentos e nossa capacidade de imaginar, estruturar e implementar ações efetivas para responder aos desafios que estão diante de nós e para projetarmos o futuro do Banco em uma economia mais aberta e com maior participação do setor privado.

Neste momento, é natural também refletir em como podemos fazer a diferença para aumentar o desenvolvimento e a inclusão social nas nossas principais atividades: nos dedicando à preparação de projetos de concessão, assim como a novas formas de financiá-los; apoiando as privatizações, inclusive nos estados; e expressando uma visão que ajude o Brasil a entrar em um novo ciclo de crescimento e inovação, em que as oportunidades para as micro, pequenas e médias empresas e para todo o nosso povo aumentem rapidamente.

A nossa população é relativamente pequena, em um mundo em que nossos pares têm mais de bilhão de cidadãos. Então, como instituição de desenvolvimento, nosso trabalho é dar o máximo de oportunidades e instrumentos para cada brasileira e brasileiro, de todas as origens e idades, para que possam lutar, crescer e realizar seus sonhos.

Preparação e foco são importantes. Até porque hoje também vem à lembrança de que no Brasil se discutem assuntos cruciais por longo tempo e, muitas vezes, acaba-se dando uma resposta simplista quando não há mais opção. Desde o Império, transformações fundamentais são vistas como uma “ameaça à lavoura” e se arrastam, até que condições econômicas e pressões sociais forçam mudanças legislativas, mais das vezes sem preparação ou estratégia que permita tirar delas o máximo benefício social. E aí ficam consequências mal resolvidas por décadas. Mudanças que libertam valem a pena sempre, por mais imperfeitas que sejam ou custem a quem as promove. Mas, estrutura e planejamento em geral ajudam a ter resultados melhores. E uma instituição como o BNDES tem como contribuir para isso.

Nas conversas da diretoria do Banco com nossos superintendentes e chefes de departamento, tem ficado claro que a nossa visão precisa incluir novos modelos de negócios próximos do setor privado e considerando as nossas perspectivas financeiras, trabalhando em times que ultrapassam áreas específicas e com cada vez mais garra. Para isso, temos também de aumentar, de forma organizada, a interlocução com o governo, o setor privado e a sociedade. Aprendendo com os bons resultados e com os equívocos de nossas ações e de políticas de governo. E nos transformando e nos abrindo para darmos novas respostas ao país, que mostrem mais uma vez a perenidade e o valor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Esse é um trabalho que já estamos fazendo com todo o equilíbrio e a sabedoria que colhemos, muita motivação, e juntos para atender aos nossos donos, que são todo o povo brasileiro.

 


 

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Joaquim Levy é PhD em Economia pela Universidade de Chicago, mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e graduado em Engenharia Naval pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Iniciou sua carreira em 1984 e ocupou diversos cargos na administração pública, dentre os quais secretário do Tesouro Nacional (2003-2006), secretário de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (2007-2010) e Ministro da Fazenda (2015).

Foi ainda Diretor-geral de finanças do Banco Mundial e, em 2019, assumiu a presidência do BNDES.


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Ricardo Callado13/05/20198min

Por Robert Goldman

Agir de forma preventiva para tratar a saúde é o resultado de anos de estudos do Dr. Robert Goldman (EUA).  O ex-atleta, cofundador e presidente do Conselho de Administração de Academia Americana de Antienvelhecimento é conhecido por se dedicar, há mais de três décadas, pela detecção precoce de doenças, a regeneração de células e a mudança no estilo de vida. Tudo isso combinado, resulta em maior longevidade com uma saúde plena tanto física quanto mental.

Goldman estará no Brasil entre os dias 31 de maio e 1 de junho para participar do evento World Pro Health Conference (WPHC), evento de padrão internacional sobre inovações em medicina integrativa e de precisão, biotecnologia e genoma. Na ocasião, falará sobre suas experiências e novos tratamentos para prolongar a vida humana. Para aquecer a discussão, ele adiantou cinco dicas de como podemos frear o envelhecimento ou ainda envelhecer de forma mais saudável.

  1. Hidratação e dieta saudável

Segundo Dr. Goldman, é preciso ingerir muita água para manter o corpo saudável. Ela desempenha funções essenciais na vida como: transporte e absorção de nutrientes pelas células; para os processos fisiológicos de digestão, absorção e excreção; regula a temperatura corporal; desempenha papel importante no sistema circulatório já que seu consumo adequado diminui a pressão sanguínea e reduz o risco de ataque cardíaco, além da desintoxicação do corpo. Segundo ele também é fundamental para evitar fadiga precoce durante a realização de atividade física e os músculos são energizados com mais eficiência.

A alimentação é um dos principais fatores para manter a máquina funcionando bem. Evitar gorduras, “fast foods”, reduzir a ingestão de carne vermelha e aumentar a de peixes. Importante também ficar atento ao modo de preparo do alimento. “Quanto mais natural, mais saudável para o corpo”, explica Dr. Goldman.

  1. Atividade física

A atividade física deve ser dividida em dois tipos fundamentais para manter o corpo jovem por mais tempo. O primeiro é o exercício aeróbico. “É preciso treinar o coração. Mantenha-o batendo pelo menos três vezes por semana. Isso melhora o nível cardiorrespiratório, faz com que queime calorias e aumente o ponto de ajuste do funcionamento do corpo, aumentando o termostato interno.”, explica.

Além disso, ele sugere a musculação ou treino de resistência com pesos. “Isso ajuda a manter a massa muscular média e a massa óssea, tornando a pessoa mais forte, fundamental à medida que elas envelhecem.”

  1. Evitar ou reduzir ao máximo o estresse

O especialista explica que o estresse é um verdadeiro assassino. “O trabalho duro nunca matou ninguém, mas o estresse sim. Na verdade, a questão é como as pessoas lidam com ele. Ninguém está imune a uma situação mais difícil para ser resolvida. As pessoas precisam dar um passo atrás quando estão em uma situação realmente estressante e começar a se questionar como pode tornar sua vida mais feliz.” A forma de encarar a vida é de extrema importância para envelhecer bem. “Aproveite os momentos de romance, com a família e amigos para reduzir o estresse e aumentará suas experiências de vida.”, afirma Dr. Goldman.

  1. Colocar o cérebro para treinar também

Você sabia que o cérebro é como um músculo que você usa ou perde? Sendo assim, o Dr. Goldman recomenda o treinamento dele como se fosse um músculo. “Antes, pensávamos que ele era muito parecido com um hardware de um computador. No entanto, ele é muito plástico, móvel e, por isso, quanto mais for usado, mais forte ele fica e, consequentemente, a pessoa também.”

  1. Suplementação nutricional

O especialista defende que devemos combinar a dieta nutricional com atividade física, estilo de vida, controle do estresse e, finalmente, incluir a suplementação nutricional. “Sou um grande fã de suplementos nutricionais, porque é muito eficiente para complementar o que a pessoa consegue por meio somente da alimentação. Podemos suplementar desde a vitamina C, uma vez que a ingestão de frutas não será suficiente para a recomendação diária da mesma até mesmo de proteína, no qual é possível constituir músculos adicionais. Assim é possível aumentar a resistência imunológica e mudar o jeito em que está vivendo, prologando sua vida de forma saudável e sustentável”, finaliza  Goldman.

Robert Goldman é ex-atleta, recordista mundial por mais de 20 vezes e listado no Guinness Book. Cofundador e presidente do Conselho de Administração da Academia Americana Antienvelhecimento, se dedica, há mais de 30 anos a obter uma detecção precoce de doenças e aumentar eficácia no tratamento, regeneração e mudança de estilos de vida.

Serviço

World Pro Health Conference (WPHC)

Programação: https://www.wphc.com.br/

Datas: 31 de maio e 1º de junho de 2019

Local: World Trade Center – Av. das Nações Unidas, 12551, 17º andar, Brooklin Novo, São Paulo (SP)


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Ricardo Callado13/05/20194min

Por Luiz Monteiro

Anúncios recentes do fechamento de multinacionais farmacêuticas no Brasil, que planejam investir na produção de medicamentos mais inovadores ao invés da produção em escala de produtos considerados mais simples e baratos, alertam para um problema que a área da saúde enfrenta no país: falta de incentivo do governo. Os altos impostos para os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento de drogas inovadoras recolhidos pelo governo brasileiro das multinacionais, tornando a produção extremamente onerosa e inviabilizando o processo, está entre a principal razão para a fuga dessas indústrias para países onde o custo é bem menor.

A atual situação expõe uma situação que se arrasta há tempos. O Brasil passa por um longo período de crise na saúde pública, falta iniciativas capazes de gerar saltos de qualidade na sua gestão. É urgente nossos governantes buscarem meios de aprimorá-la e otimizar os recursos dispensados para a área, promovendo uma reforma da estrutura do financiamento do sistema para que se alcance a necessária universalização do atendimento e da qualidade dos serviços de saúde prestados à população.

É indispensável que se aumente a capacidade do investimento estatal, mas o investimento público pode e deve estar acompanhado da iniciativa privada. Para isso, é necessário que sejam criados atrativos para tal. Esse quesito, há tempos, deveria fazer parte de qualquer programa de governo. É necessário que se pense, por exemplo, em um modelo de incentivo fiscal às empresas que queiram oferecer benefícios de custeio das prescrições médicas a seus colaboradores e dependentes, para garantir a possibilidade de um tratamento adequado.

Segundo dados da PNAD – Pesquisa Nacional do Amostra de Domicílios, do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a maior despesa das famílias brasileiras em saúde é com acesso a medicamentos. De acordo com o órgão, os gastos com farmácia se aproximam de 80% dos gastos com saúde. Infelizmente, a falta de condição em custear o remédio prescrito pelo especialista muitas vezes leva a pessoa a interromper o tratamento. Além de colocar a própria vida em risco, essa situação agrava ainda mais os custos que se tem com os cuidados com a saúde.

Para melhorar o quadro da saúde no Brasil basta uma boa gestão. Mas, principalmente, da boa vontade dos nossos governantes.

* Presidente da PBMA – Associação Brasileira das Empresas Operadoras de PBM (Programa de Benefício em Medicamentos), formada pelas empresas ePharma, Funcional, Orizon e Vidalink


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Ricardo Callado09/05/201911min

Por Ana Paula Tozzi e Jéssica Costa

Tudo tem uma primeira vez, assim diz o ditado popular. Não vamos fugir à regra: este será o primeiro Papo Jedi em 14 anos de AGR Consultores com conteúdo político. Por quê? Porque acreditamos que temos que nos posicionar. Todos nós. Empresários, colaboradores, profissionais liberais e todos os brasileiros que não fazem parte da pequena elite* que se aposenta com benefícios exclusivos e inacessíveis à grande maioria.

Estive em Brasília na semana passada e o que eu vi por lá, logo ao passar pelas portas do desembargue, foram manifestações contrárias à reforma da Previdência. As faixas, disseminando mentiras deslavadas foram um gatilho para uma sensação de revolta crescente. Brasília, cidade tão distante do “Brasil Real”, onde os políticos se aposentam com “aposentadoria especial” (seriam eles mais especiais que nós?) de até 100% do salário, onde ministros comem lagosta com champanhe, liderando a discussão contra a previdência? Não! Temos que nos unir e começar um movimento de transparência e clareza de forma a sensibilizar o país inteiro desta urgência.

Grandes números

A previdência e a seguridade social são deficitárias em mais de R$290 bilhões de reais. Os argumentos que grupos contrários usam normalmente são apenas para desviar da verdade: você e eu pagamos para que eles possam ganhar mais que nós. Não deveríamos ser todos iguais?

Para entendermos de onde vem o déficit, fiz uma matemática simples, com dados de dezembro de 2017, que apontam um total de 29 milhões de beneficiários que consomem um déficit anual total próximo de R$280 bilhões. No pódio, o funcionalismo público, representado por 737 mil beneficiários, 2,5% do total, consome 20% do déficit. Em segundo lugar, os militares representam 3% do total de pessoas e consomem 7% do déficit. Finalmente, o setor privado representa 94,5% dos beneficiários e consomem 74%. Deu para entender por que Brasília está unida contra o Brasil?

Quais os principais argumentos contra a reforma?

De forma simplista, uns falam que a rigidez da DRU (desvinculação das receitas da união) deveria ser revista, de forma a alocar para a conta da previdência a receita alocada em outras rubricas. Mas, não resolve! Simplesmente porque o bolso é o mesmo. A não existência da DRU deixaria o Tesouro com déficit pois a receita total não é suficiente.

Mas, e se não tivéssemos corrupção? E, se as empresas devedoras da previdência pagassem suas dívidas com a Previdência? Claro que ajuda no momento zero. Porém, ambos os valores somados são da ordem de R$ 600 bi (R$ 150 bi de corrupção* + R$ 450 bilhões* de dívidas). Ou seja, cobrem no máximo dois anos de déficit. Lembre-se que o déficit é gerado de forma recorrente e crescente e esses valores são valores acumulados de décadas e décadas.

Outros grupos de interesse (nome chique de quem tem mais a perder do que nós) afirmam que a reforma é contra os pobres e que a população vai morrer trabalhando para ter direito à aposentadoria. Duas grandes mentiras. Em primeiro lugar, a nova previdência, ao trazer todos os brasileiros do setor público e do setor privado às mesmas regras de aposentadoria traz na verdade mais justiça social. Hoje, os mais pobres mesmo atingindo a idade mínima, têm que continuar trabalhando, uma vez que a aposentadoria é pífia, quando comparada ao do funcionalismo público. Como vimos no gráfico acima, a desigualdade hoje é brutal. Em segundo lugar, a expectativa de vida do brasileiro hoje é de 83 anos, com pequenas variações regionais. Ou seja, se nos aposentarmos com 60/65 anos ainda podemos curtir vários anos de ócio.

 A reforma

O Brasil tem muitas elites com interesses próprios, mas dificilmente com interesses em melhorar o Brasil. Ficou muito claro na semana passada que, por exemplo, para os políticos o que está em jogo aqui é poder: as eleições de 2022. A sinceridade do Paulinho da Força ao afirmar que “se a reforma aprovada for de uma economia acima de R$800 bilhões, o governo terá dinheiro para investir no crescimento do país, logo o Bolsonaro será reeleito”, deixa claro que políticos contrários à reforma não querem ver o Brasil crescer.  Não estão nem aí com o Brasil e muito menos com o brasileiro.

A nova previdência retira os desequilíbrios entre o público e privado, e some com diversas cláusulas de exceção para determinadas profissões. Portanto, é nosso entendimento que sim, deverá ser sucedida de ajustes em alguns salários e planos de carreira. Um bom exemplo, são os professores. A classe está reclamando com a mudança de idade para 60 anos (antes 25 anos de trabalho para mulheres e 30 para homens) quando no nosso ponto de vista deveriam estar lutando por salários melhores ou, por exemplo, por incluir em seus salários horas fora de sala de aula dedicadas ao preparo de conteúdo e a correção de provas. Entendemos que enquanto um professor demora anos de carreira para atingir um salário de R$ 5 mil, elites de “consultores” do senado, da câmara e outros departamentos têm salários inicias de R$ 12 mil, sem em muitos casos ao menos trabalharem tempo integral para servir o estado. Isso tem que ser corrigido, claro!

Corrente a favor do Brasil

Obviamente, nós da AGR não temos a capacidade de amplificar a campanha de forma tão brilhante quanto o Tutinha da Jovem Pan. Também, não temos o tamanho de uma B3, o charme do “Seu Silvio” ou a mídia do Luciano das lojas Havan. Mas, ao apoiarmos claramente a reforma da previdência, queremos criar uma bola de neve a favor do Brasil!

VAMOS TODOS LUTAR POR UM BRASIL MELHOR! REFORMA DA PREVIDÊNCIA JÁ!

* Ana Paula Tozzi é CEO, e Jéssica Costa, sócia da AGR Consultores

 

*Dados da Operação Lava-Jato e dados públicos da dívida previdenciária de empresas

** http://www.portaldatransparencia.gov.br/despesas?ano=2018

*** https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/14464/a-revelacao-de-paulinho-da-forca-revela-o-temor-da-oposicao-pela-reforma-da-previdencia-veja-o-video

Fontes: https://www.infomoney.com.br/blogs/economia-e-politica/economia-e-politica-direto-ao-ponto/post/7989579/8-argumentos-para-voce-derrubar-as-falacias-contra-a-reforma-da-previdencia

https://www.valor.com.br/brasil/6098167/deficit-da-seguridade-social-vai-r-281-bi


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Ricardo Callado08/05/20198min

Por Luciana Gouvêa

Muito tem sido falado sobre danos materiais e morais. Mas o que é passível de indenização e o que configura ou não esse tipo de dano? Para início de conversa, vale esclarecer que quando há alguma situação em que uma ação ou omissão causou prejuízo a quem quer que seja, esse é o caso de ser requerida indenização por dano moral e/ou material.

O dano material é facilmente calculado porque trata dos prejuízos materiais em decorrência de algum prejuízo causado a outrem, ou a uma instituição, danos que possam ocasionar, por exemplo, a perda de algum bem, a falta de algum dinheiro, horas sem trabalho, etc, já o dano moral diz respeito à dor psicológica (emocional) que a ação, a omissão, a negligência ou a imprudência praticadas causaram a uma pessoa, a um grupo de pessoas ou mesmo a alguma empresa, portanto não pode ser medido, mas pode ser atribuído de acordo com a gravidade do caso e a qualidade/intensidade da emoção sentida por quem sofreu o dano.

Em casos fortuitos ou de força maior é mais difícil exigir indenização por danos morais ou materiais. Por exemplo, se houver um terremoto no Rio de Janeiro e a rede elétrica parar de funcionar porque as torres que distribuem a eletricidade foram derrubadas, isso é algo inesperado, e de acordo com a lei a distribuidora de luz não tinha como prevenir essa violência da natureza, assim, provavelmente não será obrigada a indenizar.

Entretanto, se essa mesma distribuidora de energias deixar uma casa sem luz por alguns dias porque não tem funcionários suficientes para atender àquele bairro, essa possibilidade é algo previsível e essa empresa deveria saber a quantidade de trabalhadores que precisa para seu serviço funcionar. Nesse caso valeria o pedido de indenização pelos equipamentos estragados, ou alimentos perdidos – dano material, ou pelos aborrecimentos causados devido a essa situação – dano moral.

No âmbito do dano moral são várias as determinações da lei que possibilitam o pedido de indenização, tais quais: a utilização da imagem de uma pessoa sem seu consentimento; a venda de produtos defeituosos; o ferimento grave causado; a ofensa à honra; a condenação judicial de uma pessoa por erro; a prisão de algum criminoso além do tempo fixado para cumprir a sentença; etc…

Em se tratando do Governo brasileiro, sabendo que, apesar de recolhermos muitos impostos o “des”governo insiste em não oferecer estrutura, ocasionando um Judiciário estagnado, escolas sem professores, hospitais sem remédios, as estradas sem livre movimentação de pessoas e mercadorias, etc, ora, por esses motivos ele (Estado) deve arcar com condenações em valores indenizatórios, oriundos de danos materiais e morais que tiver causado aos seus cidadãos.

 Governo tem obrigações tais como a segurança pública, o fornecimento de serviços adequados, eficientes, seguros aos cidadãos e, caso deixe de cuidar do que é de sua responsabilidade, deve então reparar os danos causados. Por exemplo, à conta da omissão do Estado ao deixar de reforçar o policiamento em área perigosa, pode ser requerida indenização pelos danos que esse desserviço pode ter causado a algum cidadão.

Para as empresas também vale essa regra. Assaltos em estacionamentos de supermercados, nas dependências de agência bancária, quando essas instituições deixam de cuidar da segurança de seus clientes, nesses casos também é possível pedir indenização.

Entre as empresas, os bancos são campeões de reclamações por danos causados aos seus clientes. Eles empurram o serviço de cheque especial sem explicar a forma absurda como os juros serão cobrados do cliente. Os bancos dificultam a abertura de conta corrente sem pagamento de tarifa bancária mensal apesar de haver lei determinando essa possibilidade. Também cobram taxas com nomes desconhecidos e por serviços que não haviam sido pedidos pelo cliente – o seguro do cartão de crédito ou débito é um exemplo, também os bancos forçam vendas casadas e dizem que só emprestam dinheiro se o cliente se comprometer em pagar por um seguro qualquer ou adquirir um título de capitalização. Em todos esses casos, se o banco não voltar atrás de acordo com o que havia combinado com o cliente, este, se sentindo lesado pode pedir indenização.

Vale ressaltar, existem leis protegendo os direitos dos cidadãos – a Constituição Federal, o Código Civil, o Código do Consumidor, dentre outras, leis atualizadas de acordo com as mudanças na nossa sociedade, portanto é uma pena que os cidadãos sejam desinformados quanto aos direitos porque, conhecendo seus direitos, cobrariam produtos de qualidade e boa prestação de serviços das empresas e especialmente do Governo, para quem sabe, esse procedimento viesse facilitar a mudança para melhor da nossa nação.

* Luciana Gouvêa é advogada atuante no Rio de Janeiro e nos Tribunais Superiores. Diretora Executiva da Gouvêa Advogados Associados – GAA.  Pós-graduada em Neurociências Aplicadas à Aprendizagem (UFRJ) e em Finanças com Ênfase em Gestão de Investimentos (FGV). Coach. Especialista em Mediação e Conciliação de conflitos e  Proteção Patrimonial legal



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Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


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