Arquivos Segurança - Página 2 de 21 - Blog do Callado

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Ricardo Callado14/02/20192min

O coronel Carlos Emilson Ferreira dos Santos assumiu, nesta quarta-feira, o Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal

O comando foi transmitido pelo coronel Francisco Roberto Mattos Guedes. A solenidade aconteceu na Academia de Bombeiros Militar do CBMDF, no Setor Policial Sul.

Presente à solenidade, o vice-governador Paco Britto saudou a todos em seu nome e do governador Ibaneis Rocha. Em discurso disse que a credibilidade do Corpo de Bombeiros do DF deve-se ao seu capital humano. Sobre o coronel Emilson, afirmou que ele tem a “confiança da nossa escolha”.

A credibilidade do Corpo de Bombeiros do DF deve-se ao seu capital humanoPaco Britto, vice-governador

Com trinta anos de corporação, o coronel Emilson falou de sua emoção ao assumir o Comando da Força e agradeceu “ao governador a confiança para assumir tão nobre missão”.

A solenidade contou ainda com a presença dos secretários de Segurança Pública Anderson Torres, e de Relações Internacionais, Pedro Luís Rodrigues, da comandante-geral da Polícia Militar, coronel Sheyla Sampaio, deputados distritais, representantes do corpo diplomático e outras autoridades.


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Ricardo Callado12/01/20194min

Novas delegacias, paridade da Polícia Civil, concurso e convocação de voluntários estão entre as principais medidas de combate à criminalidade

A promessa de campanha de reabrir as delegacias 24 horas também está no pacote. A intenção é diminuir os índices de violência no DF, com mais policiais nas ruas.

Também foram lançados editais para a construção de três delegacias: Taguatinga Centro, Sobradinho II e SIA, que vai abranger também a Cidade Estrutural.

Outra medida anunciada foi o convênio para o Projeto das Escolas Militares. Segundo o governador Ibaneis Rocha, é importante retomar os valores cívicos para as crianças. De início, quatro escolas (Ceilândia, Recanto das Emas, Estrutural e Sobradinho) já funcionarão este ano com a participação da PM, em união com professores e com o sistema educacional.

“Lugar de bandido é na cadeia. Cansei de andar nas ruas dessa cidade e ver as grades nas residências e comércios. Os cidadãos estão aprisionados e os bandidos nas ruas. Vou endurecer com os traficantes e todos os bandidos na nossa cidade”, frisou Ibaneis, ao lado do vice-governador, Paco Britto.

Ibaneis Rocha destacou que está trabalhando para lançar ainda este mês concurso para recompor as Forças do DF. Segundo ele, na Polícia Militar hoje há um déficit de cerca de 7 mil policias. O mesmo problema acontece em todas as áreas da Polícia Civil, seja para agentes, delegados ou peritos, onde será feito levantamento junto com os sindicatos e a Secretaria de Segurança para identificação das necessidades do efetivo. Já no Corpo de Bombeiros, há um concurso em andamento com nomeações para serem feitas.

O governador disse ainda que vai colocar à disposição das Forças de segurança toda a defesa jurídica da Procuradoria do DF. “Todas as ações que tiverem participação das Forças terão a defesa do Estado. Eles agora vão trabalhar com segurança jurídica. Todos que agirem dentro da lei serão defendidos pelo DF”.

“A partir desse momento, vocês estão empoderados para devolver à sociedade a segurança necessária. Declaro aberto o SOS DF Segurança, que será um programa permanente e já está funcionando”, ressaltou Ibaneis aos seus comandantes da área de segurança. Ele especificou que o programa já esteve em três cidades do DF, realizando apreensões de armas e de drogas e cumprimento de mandados de prisões.

Estiveram também presentes na solenidade de lançamento do SOS DF Segurança autoridades policiais e representantes de sindicatos. (Informações da Agência Brasília)


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Ricardo Callado11/12/20182min

O coronel Fábio Aracaqui de Sousa Lima assumiu a frente da corporação na segunda

Após 30 anos na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira passou o comando-geral da corporação ao coronel Fábio Aracaqui de Sousa Lima.

Coronel Nunes elogiou o trabalho dos militares e citou conquistas para a PMDF durante seu comando, como as aquisições de novas viaturas e de coletes para todo o efetivo e a criação do motopatrulhamento. A solenidade ocorreu nesta segunda-feira (10), no Quartel do Comando-Geral, com a presença do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

“A Polícia Militar recebe os transbordos de várias outras áreas, mas jamais se submeteu às dificuldades e sempre se desdobrou no cumprimento da sua missão”, destacou Nunes.

O governador agradeceu o serviço prestado pelo agora ex-comandante-geral. “Esse é um momento de profunda gratidão a todo o seu espírito público, à sua dedicação”, disse Rollemberg.

Para ele, o coronel foi exemplo de líder, de bom oficial, “que estava sempre do lado da tropa, comandando-a”.

A troca dos dirigentes da PMDF foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal de 29 de novembro.


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Ricardo Callado11/12/20183min

Ela também tem feito inédito no comando do Batalhão de Choque. Transmissão oficial do cargo ocorreu na manhã desta terça (11)

A coronel Cynthiane Maria da Silva Santos é a primeira mulher a assumir o comando da Casa Militar do governo de Brasília. A transmissão oficial do cargo ocorreu na manhã desta terça-feira (11), no Salão Nobre do Palácio do Buriti.

Na solenidade, a coronel Cynthiane disse que orgulho e emoção se confundem. “É um coroamento da minha carreira. Chego a essa fase [como coronel] em uma das duas cadeiras mais importantes que um policial militar poderia ocupar ao longo da carreira.”Nomeada em 28 de novembro deste ano, ela sucede o coronel Márcio Pereira da Silva, que ficou 11 meses no cargo e foi para a reserva remunerada.

A Casa Militar é órgão com status de secretaria no Distrito Federal e destinada à segurança institucional do governador. É integrada por policiais militares, bombeiros e servidores civis.

Para o governador Rodrigo Rollemberg, o fato de uma mulher comandar a Casa Militar do DF pela primeira vez “é sinal de muito simbolismo e demonstra a modernização de uma instituição tão importante para Brasília”.

Feitos inéditos no Brasil

Ao assumir o comando do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em 2012, a nova chefe da Casa Militar do DF tornou-se a primeira mulher do País à frente desse tipo de tropa.

Nos feitos inéditos, a coronel também foi a primeira oficial a se formar no Curso de Operações Especiais da PMDF e a representar a instituição em missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) — ocorrida no Timor Leste.

Formada em direito e pós-graduada em metodologia do ensino superior e da pesquisa científica e em ciências jurídicas, já comandou o 7º Batalhão da PMDF, assumiu o posto de subcomandante da Companhia de Operações Especiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e chefiou a Ouvidoria e a Auditoria da corporação.

Antes de assumir o cargo, a coronel Cynthiane atuou ainda nas funções de coordenadora de Segurança da Presidência da República, chefe da Assessoria Jurídica da Casa Militar e chefe de Operações de Segurança da Casa Militar.


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Ricardo Callado20/08/20185min

Relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, FBSP, realizado em Brasília entre os dias 20 e 22 de agosto e relativo aos dados de 2017, revela que o Distrito Federal é a unidade da federação que menos investe em segurança pública de todo o Brasil. Segundo a organização, a capital federal também está entre as que menos investem na área, por habitante. As constatações vêm ao encontro às denúncias que tem sido feitas pelo Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) de que o atual governo desvia recursos federais do Fundo Constitucional do DF para outras áreas, contrariando a função principal do fundo e descumprindo a Constituição Federal.

“O Governo do Distrito Federal não utiliza nenhum centavo das receitas arrecadadas pelo Tesouro Local em segurança pública. Todas as despesas do segmento – polícia e corpo de bombeiros militar e polícia civil – são pagas com recursos da União, por meio do Fundo Constitucional do Distrito Federal. A destinação desses recursos foi determinada pelo legislador da constituinte de 1988, que em fixou no artigo 21 da nova constituição que compete à União manter a segurança pública da capital de todos os brasileiros” explica Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF.

Segundo o FBSP, o Distrito Federal utilizou apenas 4,1% do orçamento total em despesas na função de segurança pública em 2017. É a pior colocação entre todas as 27 unidades da federação avaliadas. Nesse quesito, o Distrito Federal foi o pior avaliado nos últimos três anos. Esse pode ser uma das causas da sensação de insegurança e da violência das quais a população da capital tem sido vítima.

O levantamento de dados do FBSP ainda constatou que, entre todas as unidades da federação, o Distrito Federal é um dos que menos faz investimentos per capita, em segurança pública. O GDF gastou R$269,00 (duzentos e sessenta e nove reais) por habitante no ano passado. O numero foi um pouco melhor do que em 2016, cujo valor foi de R$241,00 (duzentos e quarenta e um reais). Mesmo assim, a Capital Federal investiu menos em segurança pública do que os estados de Amazonas, Goiás, Sergipe e Alagoas. Na relação de despesas, por habitante, Brasília só foi mais eficiente do que Piauí, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte. A diferença é que estes estados não recebem bilhões de reais da União, todos os anos, para manterem a Segurança Pública.

“A falta ou diminuição de investimentos em segurança pública e, principalmente, na polícia investigativa, comprovados agora por uma organização isenta e independente como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública chancelam o que o Sinpol já vem questionando nos últimos anos. Nossos alertas têm incomodado o atual governo que, na nossa percepção, manipula dados estatísticos na intenção de maquiar uma falsa impressão de que tudo está bem, quando claramente não está. As causas dessas políticas de falta de transparência e de desvalorização na área tem reflexo direto na população do DF, que recentemente sente agravarem-se os crimes contra o patrimônio, os crimes de conotação sexual, os crimes contra as mulheres e os crimes de corrupção na administração pública”, afirma o presidente do Sinpol.

Segundo Rodrigo Franco, para virar o jogo no combate à corrupção e à criminalidade em geral, é preciso que um novo Governo aposte e invista mais no segmento de segurança pública, combatendo a criminalidade com mais policiamento nas ruas e com mais inteligência e investigação. “Recursos suficientes há, principalmente no Fundo Constitucional. Para tanto, o próximo governador precisará ver a segurança pública como uma prioridade e cumprir a lei e a constituição”, completa.


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Ricardo Callado24/07/20184min
O serviço de manutenção de viaturas da da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está parado desde a última quinta, 19, quando venceu o contrato com a empresa que realizava esse tipo de serviço, segundo denúncia do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF).
Desde então, dezenas de veículos se acumulam na Divisão de Transporte (Ditran), sem qualquer previsão de retorno às delegacias e demais unidades. No local, até aquela data, 18 mecânicos terceirizados ficavam à disposição da Polícia Civil para consertar as viaturas.
A situação é grave e preocupante porque, segundo o Sinpol-DF, 40% da frota atual – que, no total, soma 1.300 veículos – tem mais de dez anos de uso e, por isso, precisam passar por reparos constantemente. Não há qualquer previsão, até agora, de um novo contrato para esse serviço.
Em algumas unidades, o trabalho, que já era prejudicado pela frota envelhecida, está comprometido. Um exemplo é a 13º Delegacia de Polícia (DP), localizada em Sobradinho I. Os dois camburões utilizados pelos policiais civis do plantão estão parados por causa de problemas mecânicos e, sem manutenção, não se sabe quando eles voltarão a ser utilizados.
Assim, não há como fazer o transporte de presos e nem como os policiais realizarem qualquer trabalho em áreas mais remotas, como a zona rural daquela cidade.
“Sem manutenção, quase metade da frota pode ficar parada. É mais um episódio que ilustra o sucateamento ao qual a PCDF foi submetida no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB)”, denuncia Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF.
Segundo o dirigente, a corporação já vem, há anos, sofrendo com as constantes perdas de recursos, mesmo com o Fundo Constitucional sendo reajustado anualmente. Recentemente, uma licitação para a compra de 200 novos veículos para a PCDF foi suspensa pelo governador.
No ano passado, contudo, foram adquiridas 145 viaturas para a PMDF, cada uma custando R$ 110 mil. “À época, a recomendação era de que os veículos ficassem parados em alguns pontos da capital a fim de criar uma ‘sensação de segurança’ – até aqui, a única política adotada pelo governador para a Segurança Pública da capital do país”, afirma Franco.
Para o presidente do Sinpol, a falta de priorização, por parte da gestão Rolemberg, na Polícia Investigativa (PCDF) tem se refletido no aumento da sensação de insegurança sentido pela população. “A falta de gestão e comando da direção da PCDF, conivente com o atual Governo, também gera graves reflexos à sociedade, tais como a não contratação de serviços de manutenção, a falta de contratação de novos policiais e todo o sucateamento pela qual vem passando a Polícia Civil da Capital”, finaliza.

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Ricardo Callado20/06/20183min
O primeiro final de semana de Copa do Mundo, com jogo do Brasil, registrou uma grande incidência de crimes, por todo o Distrito Federal, segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF).
De acordo com os dados do sindicato, foram 17 atentados contra a vida, sendo 5 homicídios consumados e 12 tentativas de homicídio. Além de uma tentativa de latrocínio.
De sexta-feira, 15, até segunda, 18, foram comunicados quase 300 roubos a pedestres. A segunda-feira foi considerada por haver um grande número de registros feitos neste dia. Isso deve-se ao fato de haver 16 delegacias fechadas. O que leva a crer que um número considerável de crimes não tenha sido registrado.
Os roubos com restrição da liberdade continuam crescente. Foram 3 casos no final de semana.
Ao todo, 100 veículos foram subtraídos de seus proprietários.
Outro número alarmante são os furtos em residência. Foram 60 comunicados em 4 dias.
Foram 70 veículos arrombados para que objetos fossem furtados de seu interior.
“O sucateamento da polícia investigativa tem graves consequências que não são enxergadas pelo Governo Rollemberg. Quando não há investigação, não há prisões. E, sem prisões, os criminosos continuam impunes e rescindindo no crime”, alerta Rodrigo Franco Gaúcho, presidente do Sinpol-DF.
Balanço da criminalidade
Principais naturezas de crime.
Período do levantamento: 15 a 18 de junho
Homicídios consumados: 5
Homicídios tentados: 12
Latrocínios tentados: 1
Estupros: 1
Roubo a pedestres: 296
Roubo com restrição de liberdade da vítima: 3
Roubo de veículo: 43
Roubo em coletivo: 15
Roubo em residência: 6
Furto de veículo: 57
Furto em interior de veículo: 70
Furto em residência: 60

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Ricardo Callado13/06/20182min

Turma de 499 sargentos e subtenentes teve formatura em altos estudos nesta terça (12) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Uma turma de 499 sargentos e subtenentes se formou no curso de altos estudos para praças da Polícia Militar do Distrito Federal na noite desta terça-feira (12), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

As aulas a distância, que visam aprimorar o atendimento da corporação à sociedade, começaram em dezembro de 2017 e terminaram neste mês. Convidado em reconhecimento pelo seu apoio à corporação, o governador Rodrigo Rollemberg foi o paraninfo da turma.

Ele lembrou que, com esta nova leva, somam agora 4 mil os policiais formados no curso de altos estudos para praças, e aproveitou para agradecer aos membros da tropa que colocam a vida em risco em nome da segurança.

O comandante-geral da Polícia Militar do DF, coronel Marco Antônio Nunes, destacou a importância do curso. “O ensino a distância permite que o atendimento não seja diminuído enquanto os oficiais fazem as aulas em diversos turnos. Não apenas serve como avanço no ensino da corporação, como mantém a qualidade do policiamento.”

A turma também aproveitou a cerimônia para homenagear a família do 1º sargento Reginaldo Vieira, morto em serviço, em 2015, quando atendia uma ocorrência. A esposa e o filho do policial receberam uma estátua em forma de anjo no palco.


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Ricardo Callado18/05/20188min
Mais um desdobramento da questão que envolve acidentes com as armas da Forjas Taurus utilizadas pelos policiais civis do DF veio à tona nesta quarta, 16, na coluna Eixo Capital, do Correio Braziliense.
De acordo com o jornal, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) cobra, na Justiça, uma indenização de R$ 11.656.223,90 da empresa. Desse montante, R$ 10 milhões se referem a um dano moral coletivo pelo perigo que esse armamento com defeito de fabricação representa à população do DF.
A ação do MP leva em consideração diversas ocorrências registradas por policiais civis, além de uma perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF (PCDF), que atestou os disparos acidentais das armas.
ATUAÇÃO DO SINPOL-DF
Entre as vítimas dos defeitos das pistolas produzidas pela Taurus está um ex-diretor do Sinpol-DF [link]. A entidade, inclusive, vem denunciando constantemente o problema nos últimos três anos.
Em maio de 2016, dirigentes do sindicato entregaram ao então procurador de Defesa dos Direitos do Consumidor, Trajano Sousa de Melo, e ao promotor da Justiça Militar, Nisio Tostes, uma uma série de documentos (laudos periciais e históricos vítimas) que confirmam os problemas recorrentes apresentados pelas armas.
Atualmente, informou o Correio Braziliense, as cerca de cinco mil armas usadas pela PCDF foram fabricadas pela empresa que detém o monopólio do mercado brasileiro nos órgãos de Segurança Pública. Apenas em casos excepcionais o Exército Brasileiro autoriza a compra de armas produzidas por empresas estrangeiras.
A ação do MPDFT se refere a um lote com 750 unidades, sendo 100 do modelo PT 100 Plus; 250 do tipo PR 24/7 PRO DS; e 400 PT 640 SA/DA, ao custo de R$ 1,6 milhão, em abril de 2014.
DISPAROS ACIDENTAIS
O problema principal é o risco de disparos acidentais em quedas das armas. Testes mostraram que essa possibilidade é grande, o que coloca em xeque a integridade do policial e dos cidadãos de bem que podem ser alvo de uma bala perdida justamente das armas que deveriam protegê-los.
Há também o chamado efeito chaminé, quando o cartucho fica preso no cano da pistola ou o disparo frustrado, quando a arma nega fogo.
O MPDFT aponta que o contrato da Taurus com a PCDF prevê que os armamentos sejam providos de um mecanismo contra disparos acidentais, mas esse item de segurança não está disponível, mesmo com a trava manual acionada.
A ação é assinada pelos promotores de Justiça Rodrigo Bezerra e Marcel Bernardi, do Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (Ncap), e Eduardo Gazzinelli e Marcelo Barenco, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social do DF (Prodep).
O MPDFT não é o único preocupado com a qualidade das armas fornecidas pela Taurus. O assunto é tratado em vários estados justamente pelos diversos problemas detectados com as pistolas de uso de policiais civis e militares. Um grupo de vítimas de vários estados brasileiros tenta, também desde 2016, instaurar uma CPI para investigar o caso – mas o lobby da Taurus na Câmara Federal tem impedido o avanço da Comissão.
CONDENAÇÃO CRIMINAL
Em outra frente, os promotores de Justiça pedem a condenação criminal de seis executivos da Taurus à época do contrato fechado com a PCDF.
Eles foram denunciados pelos crimes previstos na Lei 8137/90, de induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a veiculação ou divulgação publicitária; e vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo. As penas variam de dois a cinco anos de detenção, mais multa.
A ação tramita na 8ª Vara Criminal de Brasília.
Em outra frente, o Ministério Público do DF encaminhou ao diretor-geral da Polícia Civil do DF, Eric Seba, uma recomendação para que as armas usadas pela corporação sejam substituídas por modelos mais eficientes que não coloquem vidas em risco.
O Sinpol-DF também já fez essa reivindicação, por diversas vezes, nesses últimos três anos, ao diretor-geral.
Ao Correio Braziliense, Seba explicou que, realmente, há relatos de panes, especialmente da pistola modelo 24/7. Mas a Polícia Civil está promovendo uma licitação internacional para compra de três mil armas de fogo. Para o Sinpol, esse número é insuficiente uma vez que há 4.600 policiais em atividade e há uma expectativa de aprovados serem nomeados. Além disso, é preciso dimensionar que deverá haver concursos nos próximos anos.
O processo já recebeu autorização do Exército e deve ser concluído até o fim do ano. Com essa licitação, empresas estrangeiras poderão disputar o contrato. A PCDF destinou R$ 9 milhões para essa aquisição.
Outra questão indagada pelo Sinpol é que, ao invés das armas serem adquiridas por meio de recursos do Fundo Constitucional, a PCDF pretende utilizar recursos do Fundo de reestruturação da PCDF. O sindicato acredita que isso se deve ao fato de que o GDF vem cortando, rotineiramente, investimentos da PCDF para alocar em outras áreas. Esse tem sido um dos motivos do sucateamento da PCDF, denunciado pelo SINPOL/DF. aurus

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Ricardo Callado14/05/20186min

A criminalidade que assola Brasília já chega a níveis comparados com atentados terroristas. Segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), no último fim de semana, entre as 0h de sexta-feira (11) e as 6h de segunda-feira (14), a capital federal registrou 16 homicídios (10 tentados e seis consumados) e três latrocínios (dois consumados e um tentado) nas últimas 72 horas.

Isso dá uma média de seis casos por dia. Um deles, que ganhou bastante repercussão nesta segunda, 14, foi o latrocínio que vitimou o revisor do Correio Braziliense, Rubens Bonfim Leal. Em Surubaya, uma das maiores cidades na Indonésia, ocorreram dois atentados no último domingo, 13. Em um deles, 13 pessoas morreram. Os atos foram assumidos pelo Estado Islâmico.

Mas os números da capital federal não param ali: foram registrados, nas delegacias do DF, 227 roubos a transeuntes, 62 subtrações de veículos, cinco roubos a residência e dois roubos com restrição de liberdade. Foram mais de quatro crimes graves por hora, em média.

No caso dos roubos a residência, em três das ocorrências os bandidos entraram enquanto havia apenas mães e filhas em casa. Um acontecimento nada agradável para marcar o Dia das Mães nessas famílias.

Os números, contudo, podem ser bem piores: há quase dois anos, o governador Rodrigo Rollemberg ordenou o fechamento de 20 Delegacias de Polícia (DPs). Muitas das vítimas só conseguirão registrar os crimes a partir de hoje; tantas outras, infelizmente, não irão  comunicar a ocorrência.

As poucas DPs que ainda mantém o plantão em funcionamento não dispõem de efetivo suficiente. Na 21º DP, em Taguatinga Sul – e em quase todas as outras – havia apenas quatro policiais civis trabalhando no plantão do último final de semana. 

Na região da 21ª DP, ocorreram dois dos 16 casos de homicídios registrados. Os policiais civis se dividiram em duplas para dar conta dos trabalhos. Enquanto uma dupla foi até a cena dos dois crimes, a outra ficou na delegacia para atender à população e fazer o registro dos flagrantes.

“Está clara a sobrecarga de trabalho a que esses policiais civis foram submetidos sob anuência da Polícia Civil do DF (PCDF), um total desrespeito não só a esses profissionais, mas ao regimento interno da instituição que recomenda o mínimo de seis policiais civis para uma equipe do plantão.

Nessas condições, é humanamente impossível iniciar uma investigação. O trabalho de repressão criminal exercido pelos policiais civis tem como principal inimigo o tempo. É preciso agir o mais rápido possível para que as provas não sumam”, comentou o Sinpol em nota. 

Uma dupla de policiais civis não consegue, sozinha, dar conta também de preservar o local de crime até a perícia chegar e, ainda, ir atrás de testemunhas.

Em nota, o sindicato aponta que “o cenário catastrófico ao qual o Distrito Federal foi submetido é consequência direta da falta de investimentos na Segurança Pública. A PCDF, hoje, tem o efetivo defasado em mais de 50%. O Governo Rollemberg caminha para ser o primeiro que não realizará concurso para os cargos de Agente e Escrivão de Polícia. Não se adquiriu, neste governo, sequer viatura. Este sucateamento da Polícia Civil está não só levando nossa população a um sentimento de insegurança, mas a uma insegurança real”.

Mesmo com índices tão altos, a área ainda não tem recebido o tratamento prioritário que precisa – e a população está pagando caro por isso.



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