Segurança

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Ricardo Callado24/02/20182min

Decisão foi adotada em liminar concedida pela desembargadora Leila Arlanch, do TJDFT. Descumprimento da medida vale multa de R$ 100 mil por dia ao sindicato da categoria

A Justiça do Distrito Federal declarou, neste sábado (24), a ilegalidade da greve dos policiais civis de Brasília, decretada na terça-feira (20), e determinou o imediato retorno da categoria ao trabalho.

Em decisão liminar, a desembargadora Leila Cristina Garbin Arlanch, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Território (TJDFT), fixou em R$ 100 mil ao dia a multa imposta ao Sindicato dos Policiais Civis a cada dia de descumprimento da medida.

A paralisação, de três dias, foi decretada na terça-feira (20), com indicativo de greve geral por tempo indeterminado à assembleia convocada para segunda-feira (26). A liminar foi expedida na quinta–feira (22) e mandada hoje à publicação no Diário de Justiça.

No despacho, a desembargadora cita a tese adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para fins de repercussão geral, que proíbe greves em serviços públicos essenciais, como a área de segurança pública.

Segundo a magistrada, em decisão do Pleno no julgamento de recurso extraordinário, em abri de 2017, o STF entendeu que “o direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado a policiais civis e a todos os servidores públicos que atuam diretamente na área de segurança pública”.

A decisão da desembargadora atende ação declaratória de ilegalidade da paralisação movida pelo governo de Brasília. Na petição, o Executivo alega que, além de ilegal, a greve traz prejuízos à segurança pública e pode acarretar distúrbios indevidos à sociedade.


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Ricardo Callado24/02/20184min
O aumento da criminalidade e a escalada da violência no Distrito Federal, a cada dia, tornam-se mais evidentes, apesar dos esforços do governo em mostrar um quadro diferente. Para expor, então, essa realidade de forma clara, o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF), lançou nesta sexta, 23, o jornal “Brasília Capital do Crime – Um jornal que demonstra o descaso do Governo Rollemberg com a Segurança Pública”.
A publicação, que terá periodicidade quinzenal, faz um apanhado dos principais crimes no período. Além de levantamentos próprios e conteúdo inédito, o jornal traz, sobretudo, matérias que foram divulgadas pelos principais veículos de comunicação do Distrito Federal. Quando publicadas juntas, essas notícias e fotos chocantes não deixam dúvida de que é a população brasiliense que tem pagado o preço pelo descuido do GDF no combate à criminalidade.
O propósito do jornal é contrapor o discurso oficial do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) de que a Segurança Pública da capital do país está muito bem, obrigado. Na verdade, ao longo dos últimos anos, tem sido promovida uma verdadeira precarização da pasta, sobretudo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e, como consequência, a insegurança deixa suas marcas na ruas brasilienses.
Em oito páginas, a primeira edição do periódico mostra toda a barbárie registrada no DF, apenas nos primeiros 36 dias do ano. Foram dezenas de homicídios, estupros e sequestros-relâmpago e milhares de roubos, dos mais diversos tipos – de veículo, de celular, a comércio, a transeunte ou em transporte coletivo.
Além da versão digital, disponível aqui (imagens fortes) [https://goo.gl/zPnVUL], 50 mil exemplares do jornal Brasília Capital do Crime também serão distribuídos, nos próximos dias, em locais de grande circulação. Enquanto isso, já está em finalização a segunda edição do periódico que, por sua vez, trará os crimes ocorridos no período de Carnaval.
“Enquanto vários estados tem lutado por verbas federais para a Segurança Pública, o DF conta com um repasse bilionário da União destinado prioritariamente à manutenção da área”, lembra o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco “Gaúcho”.
“Em 2018, GDF receberá R$ 13,7 bilhões do Fundo Constitucional e, ainda assim, a população brasiliense lida com uma sensação de insegurança como nunca houve na cidade”, afirma Gaúcho. Ele ressalta ainda que “isso ocorre porque o desvio dos recursos para outras áreas se tornou comum e o sucateamento da Polícia Civil, responsável pelas investigações, inclusive contra crimes de corrupção e colarinho branco, parece ser um dos grandes objetivos do atual governo”.

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Ricardo Callado16/02/20184min

Cerimônia de passagem do cargo, na noite desta quinta (15), contou com a presença do governador de Brasília

O novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), coronel Luiz Cláudio Barbosa e Castro, assumiu oficialmente o cargo na noite desta quinta-feira (15).

O governador Rollemberg participou da cerimônia de troca de chefia do CBMDF, com a passagem de comando do coronel Hamilton Esteves Júnior para o novo comandante-geral da corporação, o coronel Luiz Cláudio Barbosa e Castro.
O governador Rollemberg participou da cerimônia de troca de chefia do CBMDF, com a passagem de comando do coronel Hamilton Esteves Júnior para o novo comandante-geral da corporação, o coronel Luiz Cláudio Barbosa e Castro. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

A cerimônia de passagem do comando-geral ocorreu na Academia do CBMDF, no Setor Policial Sul, e contou com a presença do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

“Ser bombeiro é uma profissão muito nobre. Esses homens e mulheres protegem vidas e o patrimônio alheios”, resume o coronel Luiz Cláudio, ex-subcomandante da corporação.

Ele substitui o coronel Hamilton Esteves Júnior, que esteve à frente do Corpo de Bombeiros por três anos e meio. “É o orgulho da minha vida ter comandado heróis e heroínas da nossa corporação, que colocam as seguranças em perigo para oferecer o melhor atendimento à população.”

Em carta de elogio do governador lida na solenidade, Rollemberg destacou ações desenvolvidas pelo coronel Hamilton nos Jogos Olímpicos de 2016 e no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.

“O oficial demonstrou elevado grau de profissionalismo, competência e, principalmente, lealdade, umas das maiores virtudes militares”, diz o documento.

Quem é o novo comandante-geral dos bombeiros

Carioca, nascido em 31 de outubro de 1966, o coronel Luiz Cláudio é pós-graduado em gestão estratégica corporativa e tem MBA em gerência de Saúde pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ele concluiu os cursos de formação de oficiais e de perícia de incêndio nos bombeiros do DF, de segurança de autoridades do Exército Brasileiro — força armada na qual fez estágio de comunicações — e de técnico em emergências médicas dos bombeiros de Pernambuco. Depois seguiu carreira em Brasília.


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Ricardo Callado15/02/20184min

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), negou que as conversas de criação do Ministério da Segurança Pública tenham o objetivo de enfraquecer o trabalho da Polícia Federal (PF). Segundo ele, caso a pasta seja criada, abarcaria as ações de investigação feitas pela PF, atualmente sob o comando do Ministério da Justiça.

Brasília - O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), fala sobre acordo entre os presidentes da Câmara e do Senado para votar reforma da Previdência em fevereiro de 2018, após o fim do recesso parlamenta“Na hora que se criar o ministério, os órgãos que dizem respeito à segurança deverão estar engajados neste ministério. As questões de Justiça continuariam a ser tratadas pelo Ministério da Justiça. Nós estamos falando de ações de repressão, investigação e informação no tocante à segurança pública. Portanto, a PF tem dois papéis, o de polícia judiciária e de segurança pública, para intervenção direta pró-segurança. Esses papeis são distintos e teriam áreas distintas de atuação”, disse o senador, em entrevista na tarde de hoje (15) no Congresso Nacional.

Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso decidiu intimar o diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, após fazer comentários a respeito de um inquérito em andamento que investiga o presidente Michel Temer. Segundo Jucá, a discussão sobre segurança pública não diz respeito às declarações relacionadas ao inquérito da Justiça.

De acordo com o líder, ainda não há uma definição do presidente Michel Temer sobre a criação do ministério. O parlamentar ressaltou, porém, que o governo está analisando com “muita atenção e foco” a situação da segurança no Brasil, considerada por ele um “drama emergencial” das cidades brasileiras.

“O presidente Temer quer enfrentar esse drama. Como? Com secretarias, ministério, ações concretas, atuação de fundos não contingenciáveis como se fez agora tanto com o [sistema] penitenciário como o de segurança”, disse, referindo-se a projetos que devem ser votados nas próximas semanas pelo Congresso.

Segundo o senador Romero Jucá, o debate sobre o tema não é uma tentativa do governo de criar uma imagem positiva e uma nova agenda além da reforma da Previdência. Assim como têm sinalizado outros ministros, Romero Jucá ressaltou que a decisão final sobre a votação da proposta que muda regras para a aposentadoria é da presidência da Câmara.

“A reforma da Previdência terá que ser votada porque é uma emergência fiscal brasileira. Se vai ser agora, depois das eleições ou no próximo governo, tem que ser enfrentada. Se não se puder votar agora, que se mude a pauta, se votem outras questões importantes e deixe para o momento propício onde houver maioria, para se aprovar esse tema. Mas num determinado momento, isso terá que ser votado. O país não pode fugir desse enfrentamento”.


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Ricardo Callado08/02/20181min
Em Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) e realizada na tarde desta quarta-feira (7), os policiais civis decidiram que farão uma nova paralisação ainda em fevereiro. A data, o formato, o período ou se a greve será por tempo indeterminado serão decididos em nova assembleia no dia 20 de fevereiro.
“Já tentamos várias negociações com o governo a fim de manter a paridade salarial histórica entre a polícia civil do DF e a polícia federal. Nada avançou e a categoria está insatisfeita e desmotivada. A decisão é fruto disso”, explica Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF.

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Ricardo Callado02/02/20189min

Delegado federal substitui Edval Novaes, que pediu demissão após decidir se aposentar do serviço público 

Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social tem um novo titular. Cristiano Barbosa Sampaio, que era secretário adjunto da pasta, substitui Edval de Oliveira Novaes Júnior, que esteve à frente da secretaria desde março de 2017.

Novaes pediu exoneração ao governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, por uma decisão pessoal de se aposentar do serviço público (leia a íntegra da carta abaixo).

No pedido, ele agradece a oportunidade, diz que se sentiu motivado pelo programa de governo e destaca os resultados apresentados na gestão, como a redução dos índices de homicídios no DF: o menor dos últimos 29 anos.

Em cerimônia na manhã desta sexta (2) para apresentar 300 novos bombeiros militares do DF, Rollemberg comentou sobre a saída de Novaes. “Edval foi um excelente secretário, basta ver os indicadores. Fechamos 2017 com redução em praticamente em todos os tipos de crimes”, elogiou.

O governador ressaltou ainda a importância do trabalho em conjunto na área de segurança. “É importante reconhecer que temos uma equipe composta pelo secretário, pelo secretário adjunto, pelos subsecretários, pelos comandantes da Polícia Militar e dos bombeiros e dos diretores da Polícia Civil e do Detran. Esse trabalho vai continuar.”

Perfil de Cristiano Sampaio

Delegado federal desde 2003, o baiano Cristiano Barbosa Sampaio foi chefe da Delegacia Fazendária e delegado regional de Combate ao Crime Organizado no Pará (2003-2004), chefe-substituto da Unidade de Repressão aos Crimes Cibernéticos em Brasília (2005-2006) e titular da Delegacia de Combate a Crimes Contra o Patrimônio em Alagoas (2007-2008).

De volta a Bahia, comandou a Delegacia de Polícia Federal em Ilhéus (2008-2009) e foi delegado regional de Combate ao Crime Organizado (2010-2011). No Maranhão, atuou como superintendente regional da Polícia Federal (2011-2013).

Em 2013, retornou a Brasília para assumir a Diretoria de Operações da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça, quando foi coordenador nacional da Segurança da Copa do Mundo 2014 e coordenador da Segurança dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Rio de Janeiro.

Sampaio estava no cargo de secretário adjunto da Segurança Pública e da Paz Social do DF desde maio de 2017.

Íntegra da carta do pedido de exoneração do secretário de Segurança Pública e da Paz Social, Edval Novaes:

Excelentíssimo Senhor Governador, Rodrigo Rollemberg,

Ao cumprimentá-lo cordialmente, venho por meio do presente expor para ao final requerer, como segue:

Desde que fui convidado por Vossa Excelência a assumir a pasta da SEGURANÇA PÚBLICA E DA PAZ SOCIAL do Distrito Federal, além da honra, senti-me motivado pelo programa de governo e pela proposta séria e técnica voltada ao tema de tão relevante importância à população do Distrito Federal.

Fui acolhido pelos Comandantes-Gerais e pelos Diretores-Gerais das quatro forças que fizeram e fazem a diferença na observância e execução dos princípios e diretrizes insculpidos no programa VIVA BRASÍLIA, NOSSO PACTO PELA VIDA, que inclui, dentre outras iniciativas das forças de segurança, a filosofia de seu governo em busca da paz social. Isso permitiu-nos avançar, apesar das dificuldades porque passava o Governo do Distrito Federal, em face da forte crise econômica que o impedia em realizar mais. Vale dizer que em 2017 fizemos muitas entregas previstas, como as tornozeleiras eletrônicas e o dispositivo VIVA FLOR.

Cumpre destacar a redução de quase todos os índices de criminalidade. Em especial a redução dos homicídios, onde tivemos o menor número de ocorrências dos últimos 15 anos (498 ocorrências) e a menor taxa índice de homicídios dos últimos 29 anos, 16,3 homicídios por cada grupo de 100.000 habitantes.

Na esteira desse recorde histórico de seu governo em 2017, o mês de janeiro de 2018 continua com queda dos números e com outro recorde, que é o de menor número de ocorrências de homicídios para um mês de janeiro desde o início da série histórica em 2000, apenas 32 ocorrências.

Entretanto, depois de mais de 30 anos de serviço, sendo quase 22 deles na Polícia Federal, o último como Secretário da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal e dez como Subsecretário na Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, pouco mais de cinco no Exército Brasileiro, onde cheguei ao Posto de 1° Tenente, e um ano e meio como Policial Rodoviário Federal, além de algum pouco tempo em empresas privadas, necessito fazer uma escolha pessoal necessária. Por isso, por uma decisão de cunho pessoal, resolvi me aposentar, deixar o serviço público e cuidar dos meus entes queridos e dos meus interesses pessoais.

Em face disso, desejo primeiro, uma vez mais, deixar consignado à Vossa Excelência os meus sinceros agradecimentos pela confiança em mim depositada, pela honra de ombrear-me aos demais Secretários, aos nobres Comandantes-Gerais e Diretores-Gerais das quatro forças – e todos(as) os(as) colegas policiais, bombeiros e do Detran -, bem como aos meus Subsecretários, Chefes de Unidades e demais colaboradores da SSP-DF, com os quais tive o privilégio de deixar como marca indelével de seu governo uma redução expressiva dos indicadores de CVLI no DF.

Aproveito para desejar-lhe ainda mais sucesso em seu programa de governo, que possa continuar entregando à população do Distrito Federal resultados ainda mais positivos e que a nossa Capital da República seja o exemplo das boas práticas de integração entre as secretarias de governo, as forças de segurança e a população, por uma segurança pública cada vez mais cidadã, ofertando paz e tranquilidade a todos que aqui vivem.

Por fim, tem o presente o objetivo de REQUERER a Vossa Excelência a minha EXONERAÇÃO a pedido do honroso cargo de Secretário de Estado da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal, a partir da data de hoje, do que, desde já agradeço e despeço-me com a devida cordialidade.

Respeitosamente,

EDVAL DE OLIVEIRA NOVAES JÚNIOR

Secretário de Estado da Segurança Pública e da Paz Social


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Ricardo Callado02/02/20183min

Adjunto de Novaes, Cristiano Barbosa Sampaio vai assumir cargo. Ele será o quarto secretário da gestão Rollemberg em pouco mais de três anos.

Por Braitner Moreira e Gabriel Luiz, G1 DF – Edval Novaes não é mais o secretário de Segurança Pública e Paz Social do Distrito Federal (SSP-DF). O delegado da Polícia Federal entregou carta de demissão ao governador, Rodrigo Rollemberg, nesta sexta-feira (2).

Ao governador, o delegado alegou “motivos familiares” para deixar o cargo que ocupava desde março de 2017. Rollemberg aceitou o pedido de demissão. A exoneração ainda não foi publicada no Diário Oficial do DF.

Na carta de renúncia, o agora ex-secretário disse que precisou “fazer uma escolha pessoal necessária”. “Por isso, por uma decisão de cunho pessoal, resolvi me aposentar, deixar o serviço público e cuidar dos meus entes queridos e dos meus interesses pessoais”, escreveu. A família dele vive no Rio de Janeiro.

O lugar de Novaes será ocupado de forma efetiva por Cristiano Barbosa Sampaio, também delegado da Polícia Federal. Ele era o secretário adjunto da pasta e entrou na secretaria a convite do ex-chefe. O governo indicou não vai procurar outra pessoa para a função.

Sampaio será o quarto secretário de Segurança Pública na gestão Rollemberg. Antes dele e de Novaes, o cargo pertencia à socióloga Márcia de Alencar, que durou um ano e três meses na função. Ela, por sua vez, substituiu o também sociólogo Arthur Trindade, o primeiro escolhido do governador.


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Ricardo Callado20/01/20185min

As mudanças na estrutura da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) oficializadas nesta sexta, 19, representam mais uma tentativa da Direção-Geral da instituição e do Governo do DF (GDF) em amenizar os prejuízos decorrentes do déficit no efetivo.

A medida também precariza ainda mais as condições de trabalho dos policiais civis, que já enfrentam um cenário de completo desrespeito e desvalorização, conforme alerta o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF).

“Há, hoje, mais de quatro mil cargos vagos na PCDF – 50% do que seria o mínimo ideal. As ‘superdelegacias’ vão apenas aglutinar os policiais civis das delegacias que foram extintas, ainda que elas já operassem com um efetivo muito abaixo do mínimo”, explica Paulo Roberto Sousa, vice-presidente do Sinpol-DF.

O dirigente conta ainda que os servidores, inclusive, vão trabalhar em um espaço provisório, pois o antigo prédio do Instituto de Identificação, onde a duas novas unidades serão instaladas, ainda está em reforma. As equipes serão alocadas onde funciona a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Lá, porém, os policiais civis ficarão amontoados, diante da inadequação do espaço.

A mudança dos critérios para nomeação dos chefes de seção de investigação delegacias, outra novidade dessa “reestruturação”, acaba com qualquer reconhecimento ou mérito decorrente da experiência dos policiais civis.

Antes, o Decreto 35.290/14 preconizava que “o cargo o cargo de Chefe de Seção de Delegacia de Polícia ou equivalente somente poderá ser ocupado por policial civil das duas últimas classes da carreira, ou que tenha exercido por pelo menos dois anos cargo com símbolo igual ou superior”.

O novo decreto, contudo, estabelece que a chefia poderá ser atribuída a “policial civil de classe especial e de primeira classe, salvo, em casos excepcionais, em que poderá ser exercido por policial civil de segunda classe”. Entretanto, não há explicação para o que seriam os “casos excepcionais”.

Para o sindicato, isso abre uma brecha para nomeações de chefia por critérios meramente subjetivos – o que pode permitir que delegados se utilizem desse poder para exercer assédio moral sobre os agentes de polícia e escrivães.

“A prática ocorre sobretudo como punição aos policiais civis que já estão perto ou no topo da carreira, com oito anos ou mais de serviço – que naturalmente deveriam, por mérito, ter a experiência valorizada – e não costumam se submeter ao desvio de função que virou praxe na PCDF”, pondera Paulo Roberto.

Essa “reestruturação”, segundo o vice-presidente do Sinpol-DF, não vem para otimizar o serviço, mas, sim, para tentar amenizar a falta de efetivo nas delegacias. Um exemplo é que à época da criação das Centrais de Flagrantes a intenção era mesma, porém a realidade se mostrou outra: essas delegacias funcionam com apenas com quatro agente de polícia e algumas até com três agentes de polícia quando deveriam ter, no mínimo, seis.

“Não é isso que vai resolver a crise da Segurança Pública, para a qual o governo fechou os olhos, tampouco terá resultados práticos no combate à corrupção. A solução é ampliar o efetivo, melhorar gestão e proporcionar mais independência na investigação e com a valorização dos policiais civis. Caminhos que são divergentes da realidade atual”, finaliza.


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Ricardo Callado19/01/20183min

Estruturas, que passam a funcionar a partir desta sexta-feira (19), contribuirão para o combate à corrupção e a crimes contra o patrimônio

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, criou nesta sexta-feira (19) duas coordenações dentro da estrutura da Polícia Civil: uma de combate à corrupção, crimes organizados e sonegação fiscal e outra de investigação de crimes contra patrimônio.

A medida, segundo Rollemberg, dará mais agilidade e eficiência à corporação. “É uma decisão de caráter técnico, extremamente transparente, que permite otimizar o combate à corrupção, seja ela na administração pública, com o crime organizado ou aqueles contra a ordem tributária”, disse em entrevista coletiva nesta manhã, no Palácio do Buriti.

A Coordenação de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e aos Crimes contra a Ordem Tributária será chefiada pelo delegado Fernando César Costa, que está na Polícia Civil há 19 anos e até então estava à frente da Delegacia de Roubos e Furtos.

A estrutura reúne trabalho de seções que já existiam e cria uma nova, inédita no País — a Divisão de Repressão a Facções Criminosas. As três unidades que já estavam em funcionamento são a Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado; a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública; e a Divisão de Crimes contra a Ordem Tributária.

De acordo com Costa, a coordenação terá o efetivo de cerca de 80 agentes, além de aproximadamente 10 delegados e 10 escrivães.

Já a Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio, também criada hoje, é comandada pelo delegado Marco Aurélio Vergílio de Souza. Ela reúne as delegacias de Roubos e Furtos e de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos.


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Ricardo Callado15/01/20185min

O agente de polícia Walace Lopes iniciou nesta semana uma campanha para custear a alimentação do filho, que tem pouco mais de um ano de idade. Ainda aos três meses de vida, o garoto começou a apresentar graves problemas gastrointestinais e reações alérgicas, sobretudo porque alguns alimentos que a mãe consumia o afetavam por meio da amamentação.

Aos seis meses, quando a família passou a introduzir novos alimentos, os problemas persistiram e, ainda hoje, ele segue uma dieta bastante restrita. Até mesmo algumas vacinas para o garoto precisam ser específicas e não estão disponíveis na rede pública de saúde. “Sabemos que ele tem alergia a ovos, soja e leite. Mas só a partir dos dois anos de idade é que será possível realizar exames mais precisos”, explica Walace.

O policial civil acrescenta que como as opções de alimentos são poucas, o garoto já não consegue comer tudo o que é recomendado. Por esse motivo, ele precisa também consumir uma fórmula (recomendada pela nutricionista que o acompanha) para suprir a necessidade do organismo por vitaminas e outros nutrientes.

Os custos com a alimentação do garoto, que já eram altos, aumentaram ainda mais: cada lata dessa fórmula custa, em média, R$ 250, mas dura apenas entre três e quatro dias – em um mês, o valor gasto chega a quase R$ 2 mil.

A fim de tentar amenizar o impacto desses gastos na vida da família e para comprar um lote desse alimento em maior quantidade –  o que lhe garantirá um bom desconto – Walace está promovendo uma rifa cujo prêmio corresponde a R$ 500 em produtos (como perfumes, cosméticos, suplementos etc.).

Cada bilhete custa R$ 35. Com o dinheiro arrecadado, o agente de polícia pretende comprar duas caixas com 12 latas do alimento – o que dá para ser consumido em até três meses.

Para participar da rifa, a pessoa interessada em ajudar faz o depósito ou transferência do valor para uma das quatro contas bancárias disponibilizadas por Walace (confira os dados abaixo) e entra em contato com ele para solicitar o bilhete. Outra forma de ajudar à família é, também, doando uma lata da fórmula Neo Advance ou qualquer quantia em dinheiro.

Mais informações com o pai da criança, Walace, pelo telefone (61) 99169-0452.

O valor para adquirir a rifa pode ser depositado em uma das contas abaixo:

Bradesco

Ag. 2243

Conta 103817-6

Favorecido: Wallace Leite Lopes

CPF: 724.640.461-91

Caixa

Ag. 4461

Op. 013

Conta 3736-2

Favorecido: Wallace Leite Lopes

BRB

Ag. 172

Conta 172.128.918-3

Favorecida: Rosimeire Gonçalves dos Santos

Banco do Brasil

Ag. 5123-3

Conta 62.787-9

Favorecido: Raimundo Nonato Lima



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