Arquivos Segurança - Blog do Callado

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Ricardo Callado01/09/20197min

12,4%Dos crimes violentos letais intencionais retrocederam em relação ao mesmo período do ano passado

Por Anderson Torres, secretário de Segurança do DF

A importância da Segurança Pública pode ser medida das mais diversas formas no dia a dia da população. Uma das mais subjetivas delas é a tão falada “sensação de insegurança”. Da parte da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), o planejamento e a aplicação adequada das suas forças são condicionantes de grande valor para que a população se sinta mais segura.

A presença dos policiais militares em patrulhamentos ostensivos por toda a cidade, 24 horas por dia; a reabertura das delegacias, em regime de plantão integral; assim como a pronta-resposta do Corpo de Bombeiros são alguns exemplos de ações que levam a população a sentir-se mais protegida pelo Estado.
Aprimorar os índices do Distrito Federal na área de segurança é tarefa bastante árdua, uma vez que já ostentamos números muito positivos no combate às mais diversas modalidades de crimes.

Temos a segunda maior queda em números de homicídios em todo o país, nos últimos dez anos, e em recente balanço semestral divulgado em entrevista coletiva na SSP/DF, mostramos que os crimes violentos letais intencionais (CVLI), como homicídio e latrocínio, por exemplo, retrocederam 12,4%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Nessa mesma linha de comparação, os crimes contra o patrimônio (CCP), como roubos a transeunte, veículos e comércios, por exemplo, tiveram uma queda geral de 16,1%. Com destaque a roubos em residências e em comércios, que despencaram 29,7% e 33,1%, respectivamente.

A excelência desses dados acabou sendo amplamente traduzida em pesquisa realizada pela FSB Comunicação para a Federação do Comércio do DF, e publicada em nota neste jornal, em 14 de julho. Na ocasião, foi divulgado que o índice de insegurança atual é o mais baixo dos últimos cinco anos. Ele variou de um pico de 85,1% em junho de 2017 chegando a 53,2% neste ano.

Essa continuada melhoria nos índices é fruto de um dedicado trabalho de todos os servidores da segurança pública que, diariamente, se entregam em prol da população do Distrito Federal. E assim o fazem, mesmo ainda não tendo sido totalmente contemplados em algumas demandas de melhorias de condições de trabalho, aumento de número de efetivo e reposição salarial à altura do excelente serviço que prestam.

A secretaria de segurança pública está atenta à importância do atendimento dessas necessidades e mantém estreito contato com o Governador Ibaneis Rocha, que se mostra igualmente solidário.

Além disso, a SSP/DF trabalha de modo que todas as possibilidades de emprego de suas forças sejam embasadas em dados cada vez mais técnicos, e por isso, realiza anualmente uma pesquisa distrital de segurança pública. Com enfoque na coleta de percepções dos cidadãos a respeito do tema, a pesquisa já se encontra em andamento e tem término previsto para dezembro próximo. Ao atender nossos pesquisadores, cerca de vinte mil brasilienses terão a oportunidade de colaborar com o planejamento das próximas ações da SSP/DF.

A SSP segue trabalhando diuturnamente para que os índices de criminalidade em nossa região sejam cada vez menores, de modo que uma eventual sensação de insegurança seja plenamente substituída pela certeza da proteção do EstadoAnderson Torres, secretário de Segurança

Mesmo assim, estamos certos de que é possível traduzir ainda mais a qualidade do trabalho realizado em melhoria da percepção de segurança junto à sociedade.
Ocorre que, analogamente ao mundo da aviação, onde um acidente sempre é notícia e o trabalho de prevenção praticamente nunca tem espaço na mídia; a área de segurança pública tem como óbice o fato de o crime ser o destaque, em detrimento da divulgação do trabalho das forças de segurança e a consequente queda dos índices criminais.

A situação se torna ainda mais grave ao levarmos em conta que o índice zero de criminalidade é praticamente inatingível, e por mais que as taxas venham a diminuir, a excepcionalidade do crime ocupará inevitavelmente as manchetes do dia, permeando o imaginário da população.

Assim sendo, apesar de o destacado trabalho diário das forças de segurança não gozar do merecido apelo midiático, aproveitamos esta oportunidade para ressaltar a toda a população do Distrito Federal que a Secretaria de Segurança Pública segue trabalhando diuturnamente para que os índices de criminalidade em nossa região sejam cada vez menores, de modo que uma eventual sensação de insegurança seja plenamente substituída pela certeza da proteção do Estado.


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Ricardo Callado05/08/20191min

Nos próximos dias 6 e 7 de agosto, Leonardo Sant’Anna embarca rumo a São Paulo para palestrar no II Seminário Internacional de Segurança Pública e Gestão da Atividade Policial.

O coronel, que atuou cerca de 28 anos na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), é também autor do livro “Quem mexeu na minha segurança?” e consultor de segurança em diversos países, inclusive pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Na quarta (7) , Leonardo Sant’Anna vai compartilhar seu conhecimento sobre boas práticas nacionais e internacionais em planejamentos e ações policiais em protestos e manifestações, abordando principalmente a importância da comunicação.

As palestras são gratuitas e voltadas para agentes de todos os estados.


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Ricardo Callado10/06/20196min

Um grupo de pais de alunos do Colégio Militar Tiradentes, da Polícia Militar do Distrito Federal, se mobiliza para protestar contra o corte na estrutura logística da escola com a transferência de 28 policiais do quadro de organização. Os militares trabalhavam no auxílio aos professores e eram responsáveis pela manutenção da disciplina entre os quase 900 alunos do Colégio

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Pais de alunos do Colégio Militar Tiradentes, pertencente a Polícia Militar do Distrito Federal, reagiram contra a medida adotada pelo Comando Geral da PM que atinge e fere de morte uma das mais destacadas escolas militares do DF.

Os pais de alunos estão se mobilizando, por meio dos grupos de whatsapp e pelas redes sociais para pedirem ajuda ao governador Ibaneis Rocha no sentido de que  sejam mantidos os profissionais responsáveis pela manutenção das regras disciplinares entre os alunos da Escola.

Segundo pais e mestres, a comandante-geral Sheyla Sampaio (foto) está indo na contramão da política educacional do governo Ibaneis, que acertadamente implantou o sistema disciplinar militar nas escolas públicas do DF.

“Ao transferir os policiais monitores que auxiliam os professores nessa tarefa, o Comando-Geral afeta a base disciplinar, um dos pilares da instituição militar, e fere de morte a Escola Militar Tiradentes”, disse um militar da reserva, pai de aluno que pediu anonimato ao Radar-DF.

Ele também destacou que os militares transferidos são especializados em várias áreas do conhecimento tais como: professores PhD, psicólogos, psicopedagogos, ledores, transcritores, enfermeiros e auxiliares administrativos.

“Estamos falando aqui de muitos profissionais qualificados e com enorme conhecimento, experiência e dedicação nas atividades desenvolvidas. Isso não se adquire nem se substitui tão facilmente. Independente de civis ou militares, toda mudança abrupta poderá causar danos irreparáveis neste projeto que ainda está em grande fase de crescimento”, apontou uma mãe de aluno que também pediu para não ser identificada.

A medida tomada pela comandante-geral da PMDF pegou não só a direção da escola de surpresa, como os próprios alunos que ficaram sem o transporte escolar e terão que caminhar alguns quilômetros até o Colégio Militar Tiradentes, dado a sua localização onde não passa ônibus das linhas convencionais  no DF.

Os quatro ônibus que servem aos alunos  foram recolhidos.

Os pais de alunos se reuniram para expor as preocupações com as medidas tomadas pelo Comando-Geral e os impactos que estão afetando na estrutura da escola que tem seis anos de existência e que se tornou a segunda escola Militar do DF melhor pontuada no ranking de  desempenho medido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A maioria defende uma mobilização junto ao Palácio do Buriti para pedir ajuda diretamente ao governador Ibaneis Rocha que tem optado desde o início do seu governo pelo “modelo militar”, implantado em diversas  escolas da rede pública de ensino do DF.

Os pais alunos pedirão a Ibaneis que mande a coronel Sheyla Sampaio a manter os militares responsáveis pela área disciplinar no Colégio Militar.

O outro lado

A alegação da transferência dos 25 militares da escola seria em decorrência ao déficit de pessoal e que a PMDF terá que cumprir a sua área fim, que é a segurança e ordem pública.

O Comando-Geral também diz que nestas transferências apenas o quadro administrativo foi afetado e que nenhum professor regente foi tirado de sala de aula.

No entanto, deixou claro que há a possibilidade de ainda sair mais policiais militares do Colégio Militar se o Comando Geral entender ser necessário, mas apenas até o limite de não inviabilizar a qualidade geral da escola.

Quanto aos ônibus, a PMDF alegou  que são veículos antigos o que impacta muitos investimentos em manutenção e que a medida não irá parar as atividades pedagógicas do Colégio.


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Ricardo Callado10/06/20197min

Um dos objetivos é aumentar em 30% as ações do Centro Integrado de Operações de Brasília

O conjunto de desafios e metas do Plano Estratégico do DF 2019-2060 prevê, para o eixo temático segurança, a implementação de algumas políticas específicas de gestão (integrada) e operacionalização de serviços.

Para atingir esses objetivos, a primeira batalha do Plano é o desenvolvimento de uma gestão focada em resultados, com o fortalecimento da governança e da inteligência na segurança pública.

A ideia é que haja maior integração e agilidade no combate à criminalidade e às facções criminosas, demonstrando que o uso de dados, a transparência e a integração são vetores fundamentais para o sistema de segurança do Distrito Federal.

O Plano propõe um aumento de 30% nas operações integradas no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) – e é esse o principal resultado-chave a ser alcançado.

Isso passa pela modernização dos sistemas de dimensionamento da força de trabalho ao controle de frota operacional – e entra nas questões de monitoramento e revisão de protocolos das operações.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), Anderson Gustavo Torres, o fortalecimento da segurança pública do Distrito Federal passa, necessariamente, pelo incremento e aprimoramento das atividades de inteligência.

“A coleta de dados e, principalmente, sua análise criteriosa são hoje atividades que permitem que o DF seja referência em segurança pública no país. Mesmo assim, estamos certos de que ainda há como melhorar, e o cidadão irá perceber isso ao longo dos próximos quatro anos”, ressalta ele.

Outros projetos e ações

O combate ao feminicídio é tratado como prioridade, com programas e medidas programados de forma perene e integrada entre a Secretaria de Segurança Pública e demais pastas do governo local

Tornozeleiras

Uma das ações do GDF foi propor que condenados por agressão em cumprimento de pena sejam monitorados por tornozeleiras que podem ser acionadas pelas vítimas em caso de aproximação. A medida foi levada ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), responsável pela instalação dos equipamentos nos apenados.

Atenção à mulher

Em abril, foi inaugurado o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), na estação do Metrô da 102 Sul. O espaço oferece, de forma gratuita, o acolhimento e acompanhamento social, psicológico, pedagógico e de orientação jurídica.

Delegacias 24 horas

Promessa de governo de Ibaneis Rocha, as delegacias estão funcionando 24h para o registro de ocorrências. A reabertura de todas as unidades ocorreu antes dos 100 dias de governo.

Área central

Medidas pontuais também colaboraram para reforçar a segurança no DF. Uma delas é a operação Área central, com profissionais das forças de segurança e de 20 agências públicas para a prevenção e combate ao crime. Dividida em fases, a operação deve durar até outubro.

Focos específicos

As operações Prioridade, com foco nos pontos cinzentos de criminalidade; Cidade segura, que mira áreas críticas; e Perímetro seguro, no combate da possível entrada de drogas e contrabando por meio das rodovias que circundam o DF, reforçam a série de medidas tomadas pelo GDF.


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Ricardo Callado26/04/20193min
Ocorrência só foi registrada em 2013 e, graças ao empenho da PCDF, investigações tiveram sucesso
A Polícia Civil do DF (PCDF) anunciou, na manhã de quinta-feira (25), o resultado das investigações sobre uma criança que foi retirada da mãe no dia do nascimento, em 11 de fevereiro de 1981, na porta do Hospital Regional do Gama, local do parto. As apurações, realizadas pela 14ª DP, possibilitaram a identificação e localização da criança – que, atualmente, tem 38 anos.

À época com 16 anos, a mãe do recém-nascido saía do hospital quando deixou seu filho com outras pessoas e foi fazer uma ligação telefônica. Quando retornou, não encontrou mais a criança.

Em 2013, após inúmeras tentativas frustradas de encontrar o menino, ela decidiu comunicar o ocorrido à polícia do DF. Os policiais da 14ª DP iniciaram as investigações e, superando as dificuldades em razão do tempo transcorrido, obtiveram sucesso e localizaram o rapaz no estado da Paraíba. O parentesco foi comprovado após exame realizado pelo Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA/PCDF). O material genético foi coletado e encaminhado pela polícia civil paraibana.

A PCDF apurou que o bebê foi levado por pessoas ligadas à dona de um orfanato, localizado em Corumbá de Goiás (GO), local onde a mãe da criança permaneceu por muitos anos, com os irmãos, após perder os pais. O fato – subtração de incapaz e registro do filho de outra pessoa – não foi criminalizado porque não havia legislação, à época, que tratasse a situação como crime.

“Foi uma pesquisa que envolveu muito trabalho”, concluiu o diretor-geral da PCDF, Robson Cândido, destacando a excelência do trabalho realizado pela corporação. Murilo de Oliveira, delegado da 14ª DP, ressaltou a importância do conhecimento das origens e afirmou que a Polícia Civil se sente honrada em restabelecer a verdade dos fatos e o reencontro entre filho e mãe.

* Com informações da PCDF


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Ricardo Callado13/04/20195min
(Foto: Andre Borges/Agência Brasília)

Mudança cumpre compromisso firmado ainda durante o governo de transição e auxilia na resolução dos casos

Por Jéssica Antunes

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) reduziu o tempo de espera para perícias em locais de crimes contra o patrimônio para 24 horas. Isso foi possível graças à implementação do Serviço Voluntário Gratificado, que permitiu a ampliação das equipes multidisciplinares compostas por peritos, agentes e papiloscopistas que agiram em um plano de esforço da corporação. O feito atinge uma das metas estabelecidas ainda na transição do governo Ibaneis Rocha: contribuir para a identificação de criminosos e para as conclusões de inquéritos.

O Serviço Voluntário Gratificado solucionou um problema que se arrastava há quase uma década, permitindo dobrar o número de equipes a partir da adesão dos policiais. O diretor do Instituto de Criminalística (IC) da PCDF, Emerson Souza, conta que o atendimento ficou prejudicado nos últimos oito anos em virtude do déficit de funcionários. No meio da semana eram três equipes, enquanto duas se viravam aos sábados e domingos. Atualmente, são seis grupos.

“Nesta gestão, chegamos a ter 700 pendências e foi estabelecida a meta de reduzir”, informa Emerson. “Pegamos como desafio e, com esforço dos peritos criminais,  dos agentes de polícia e papiloscopistas, conseguimos reduzir e otimizar o atendimento, viabilizado com a implementação do voluntariado”.

Regulamentação

Em fevereiro, quando o voluntariado dos policiais civis foi regulamentado, 539 perícias de crimes contra o patrimônio estavam pendentes. Com reforço e esforço das equipes, a corporação conseguiu reduzir a fila para 30 ocorrências, tirando do limbo casos registrados desde janeiro de 2018 que ainda aguardavam solução. São eventos de furto, roubo ou danos em casas, estabelecimentos comerciais ou veículos, que precisam passar pelo crivo da corporação para confecção do laudo pericial.

Também estão incluídos ente os eventos estragos relacionados às ocorrências da Lei Maria da Penha, furto de água ou energia elétrica e maus-tratos a animais. No local do crime, os peritos fazem registros fotográficos, tiram medidas e buscam vestígios, indícios e evidências que possam ajudar a identificar os autores e contribuir com a investigação.

O efeito disso para a população é ótimo, permite a democratização da perícia e do atendimentoEmerson Souza, diretor do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF

Com queda do número de perícias pendentes, o tempo de espera também foi reduzido. Um comércio furtado ou assaltado poderia ficar semanas aguardando, e o local era desfeito porque a o empresário precisa continuar a atividade comercial. Veículos recuperados, por sua vez, permaneciam por até dois meses estacionados nos pátios das delegacias. Com a retomada do pronto-atendimento, a espera é de 24 horas, em média, após o registro do boletim de ocorrência. A perícia é acionada pela delegacia.

“O efeito disso para a população é ótimo, permite a democratização da perícia e do atendimento”, avalia Emerson Souza. “Agora conseguimos atender dentro do mesmo prazo todas as áreas da cidade. Isso é inédito, e já recebemos elogios nas ruas. O atendimento priorizado, imediato e sem atraso permite acesso a vestígios preservados, o que propicia melhor identificação dos autores”.


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Ricardo Callado22/03/201914min
Entrevista com a Comandante da PMDF, Coronel Sheyla Sampaio. Fotos: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Primeira mulher a ocupar o posto de Comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal festeja a redução das taxas criminais, aposta na valorização do profissional e defende a gestão compartilhada nas escolas

Por Ian Ferraz

Comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Coronel Sheyla Sampaio não imaginava que ao entrar na corporação, em 1992, poderia alcançar o maior posto entre os militares. À época, a patente mais alta permitida a mulheres na carreira era a de capitã. Com a mudança de regimento, muito esforço, persistência e competência, ela passou por diversos segmentos da PMDF e foi nomeada pelo governador Ibaneis Rocha para comandar o que ela chama de “grande navio”.

Ex-aluna de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB), Coronel Sheyla diversificou a carreira nos ramos de saúde, logística, pessoal, operacional e corregedoria.

E ela espera transformar em oportunidade para outras colegas a porta que acaba de abrir ao chegar ao Comando-Geral. O empoderamento, a saúde física e mental e a satisfação dos profissionais são algumas de suas metas para os próximos anos, como conta em entrevista a Agência Brasília.

Qual o balanço que você faz sobre os primeiros meses à frente da PMDF?

Tivemos cuidado para trazer algo novo para a sociedade, então lançamos, desde janeiro, a Operação Prioridade. É uma operação que ocorre a cada dois ou três dias nas regiões administrativas. Começamos nas áreas com mancha criminal maior para que fizéssemos o lançamento do trabalho, envolvendo vários batalhões, levando o policiamento montado, de trânsito, cães, radiopatrulhamento, apoio do policiamento aéreo. Levamos todo o aparato para proporcionar maior tranquilidade para a sociedade. A resposta está sendo positiva.

Reduzimos consideravelmente as taxas criminais. No Carnaval não tivemos nenhum homicídio e registro de condição contra a mulher, seja de abuso sexual ou assédio. Dentro das metas dos 100 dias de governo praticamente já conseguimos cumprir todas.

Como é ser a primeira mulher a comandar a PMDF?

Só posso me sentir honrada e grata de ter sido escolhida e pelo governador confiar esse papel a mim. É fácil? Não, mas a esperança e a confiança que têm sido depositadas em mim, inclusive da sociedade feminina, têm sido grandes e tomo cuidado para não cometer erros. Determinados erros podem ser confundidos não porque errei, por ser um ser humano, mas, sim, por ser mulher.

As mulheres têm a capacidade de serem fortes e dóceis.

As mulheres têm a capacidade de serem fortes e dóceis. Tenho conseguido conduzir meu lado familiar e só vou tocar esse navio, que é a corporação, desde que esteja bem para isso. Todas as mulheres conquistam o que querem, basta quererem. Eu digo: ‘Será que aqui dentro algum dia fui preterida por ser mulher?’ Algumas vezes fui preterida em promoções. Já poderia ter sido Coronel desde 2016. Venho concorrendo à condição de ser coronel desde agosto de 2016 e só fui promovida em abril de 2018.

E como colaborar para mudar esse cenário?

Fiz reuniões com oficiais e praças de todos os postos e graduações da corporação e disse: ”Não pensem que vocês vão chegar onde cheguei sendo apenas uma menininha bonitinha dentro de gabinete. A mulher tem que trabalhar e comandar como qualquer homem. Temos que quebrar a mística de que as mulheres não podem ir para a rua”.

Mulheres eram empregadas em locais específicos. Só poderiam trabalhar com crianças e idosos, em shoppings. Eram vistas como bibelôs. Isso foi evoluindo. Tem que quebrar esse paradigma de que as mulheres estão aptas apenas a essas condições. A policial militar pode e precisa trabalhar na rua. Demoramos 36 anos para mostrar que uma mulher é capaz de ocupar o mesmo lugar de um homem. Acredito que as demais que venham depois de mim irão demonstrar que são capazes.

Você enxerga a necessidade de aumentar o percentual de mulheres na corporação?

Não é questão de ampliar, e, sim, de convencimento, de mostrar que são capazes. Não é que vivemos em uma corporação machista. O mundo é machista. O machismo está incutido na cabeça dos homens e, também, das mulheres. A oportunidade existe e, enquanto gestora, tenho que mostrar que elas são capazes. Devo entregar responsabilidades nas mãos delas e dizer “Eu confio em você”.  Elas serão convidadas a fazer parte disso.

O projeto de gestão compartilhada das escolas tem sido positivo para a corporação?

A corporação apoia completamente o projeto das escolas.

A solicitação da sociedade para essas escolas têm sido gigantesca. A corporação apoia completamente o projeto das escolas. O que estamos tentando é não desconstruir o policiamento existente. Estamos buscando formas de emplacar mais escolas sem cair na produtividade da corporação. O policial tem essa condição de trazer segurança, e essa relação  é positiva para a PMDF e reconhecida pela sociedade.

Tem gerado bons resultados…

Tem e agora estamos buscando uma nova parceria. Queremos aproveitar as instalações da corporação para desenvolver atividades esportivas em vários quartéis para a comunidade.

Quais outros projetos têm sido pensados?

Com a defasagem de efetivo a gente tem que usar a tecnologia em nosso benefício. Já existe trabalho nosso, do Parque da Cidade, onde é feito policiamento inteligente por meio de câmeras. Temos vários comandos móveis com essa condição. Temos desenvolvido em comunidades de alto e baixo poder aquisitivo um projeto de uso do WhatsApp onde as pessoas comunicam de maneira rápida os fatos e, assim, temos envolvimento da comunidade.

A gente utiliza ferramentas como aplicativos, monitoramento com câmeras e contato direto com funcionários de empresas de transporte para transmitir casos de roubos a coletivos. Também temos um projeto em confecção para a compra de câmeras para o policial usar. Assim ele terá sempre a abordagem gravada. E, ainda, câmeras internas na viatura para ele se proteger e ter o trabalho protegido.

A saúde física e mental da tropa é sempre uma preocupação. O que tem sido feito nesse sentido?

Temos, hoje, mais de oito mil atendimentos médicos por mês na nossa rede, só de área eletiva. Quando abre pra emergência e urgência são quase 300 atendimentos por dia para todo o sistema de usuários da corporação. São 70 mil vidas atendidas pelo nosso sistema.

Estamos buscando saídas para colocar nosso centro médico e fazer o serviço de urgência e emergência no pronto-atendimento. Com a atual capacidade médica hoje não conseguimos esse serviço. Estamos tentando colocar por meio de uma fundação ou outra modalidade para ter atendimento pleno no centro médico. É proposta do comando.

E a saúde mental?

Temos um centro que trabalha na questão de qualidade de vida, com atendimento religioso. Temos capelães católicos e evangélicos, além de assistência social, para resgatar a dignidade do profissional, de se sentir útil para o trabalho. E ainda contamos com psiquiatra.

Tive uma reunião com o diretor do Centro de Capacitação Física para a gente desenvolver atividade física em todas as unidades operacionais. Para o policial extravasar a condição de estresse. É um programa voluntário e a gente espera que eles aproveitem. Há, também, um curso na corporação que trata de saúde financeira, que também é um problema.

Quais os maiores desafios que terá pela frente na corporação?

Resgatar a satisfação pessoal dos PMs de serem policiais, de serem bem atendidos, de se sentirem protegidos é um dos maiores desafios. Quando o policial perde a esperança é ruim. Ele tem que acreditar que é importante, que a PMDF apoia e entende a presença dele.

É preciso ter, ainda mais, a credibilidade da sociedade. Nenhuma instituição vai sobreviver sem a credibilidade do seu cliente.

É preciso ter, ainda mais, a credibilidade da sociedade. Nenhuma instituição vai sobreviver sem a credibilidade do seu cliente.

E como alcançar isso?

Com reconhecimento do trabalho, entregando medalhas pelo trabalho feito, demonstrando que o que eles fazem traz representatividade para o comando. E, também, melhorando nosso sistema de saúde e o atendimento jurídico e não deixar de lado a especialização e habilitação dos policiais.

Qual recado gostaria de deixar para a categoria?

Toda vez que encaramos um desafio queremos deixar um legado. Um legado eu acho que já deixo por ser a primeira mulher a estar num cargo tão importante, de representatividade no cenário do governo, do Estado.

Espero deixar a característica que aqui está uma oficial que comanda, que é líder da instituição, que se preocupa com os interesses institucionais. Não pretendo fazer melhor ou pior, mas fazer o que todo líder deve fazer. Conseguindo mudar alguns desses fatores atingirei satisfação pessoal e de ter sido importante para a corporação.

E que, a partir de agora, outras pessoas vejam que as mulheres podem, sim, conquistar. A gente não precisa derrubar ninguém, nem tomar lugar do outro. Todos têm seu papel importante na corporação. Quero que os policiais pensem que no momento que estiverem na corporação que eles façam daquele tempo o seu maior comprometimento com o Estado, porque a sociedade espera proteção dele. Contem com um comando extremamente transparente, honesto e comprometido com a legalidade.


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Ricardo Callado02/03/20192min

Comitê formado por secretarias de estado, polícias e órgãos de defesa ambiental atuará no combate à grilagem e ocupações desordenadas

Por Hédio Ferreira Júnior 

O Governo do Distrito Federal (GDF) criou um comitê de gestão integrada responsável pela prevenção e combate à invasão irregular de terrenos e áreas de interesse ambiental. A formação do grupo deverá ser oficializada pelo governador Ibaneis Rocha por meio de um decreto de lei. O grupo será responsável, entre outras atividades, por traçar estratégias a curto, médio e longo prazo de como acabar com as invasões de terra no DF.

A intenção é usar os serviços de inteligência das polícias Civil e Militar para evitar que assentamentos ilegais se espalhem pela cidade. Uma dessas ações preventivas será a de identificar grileiros e grupos responsáveis por financiar a ocupação de terrenos com o chamado “kit invasão” – como materiais de construção e caixas d’água, aberturas de ruas e demarcações de terrenos.

O comitê será coordenado pela Casa Civil do Governo do Distrito Federal e contará com as participações das secretarias de Segurança; de Habitação; de Agricultura; de Desenvolvimento Social; de Meio Ambiente e de Comunicação; além das polícias Civil e Militar; da Terracap; do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do DF Legal.


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Ricardo Callado27/02/20192min

Novo encontro foi marcado para 12 de março. Negociação com militares segue em andamento

O governador Ibaneis Rocha se reuniu com os comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e associações dessas categorias para discutir o reajuste salarial. O encontro desta terça-feira (26/2) ocorreu no Palácio do Buriti.

O secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, e os deputados distritais Rafael Prudente e Hermeto também participaram e trouxeram colaborações para o tema, bem como os representantes do Fórum das Associações de representação dos bombeiros e policiais militares.

Coordenador do Fórum, o coronel da PMDF Mauro Manoel Brambilla pontuou as demandas e posicionamento dos militares.

Durante a conversa os militares pediram um padrão salarial equivalente ao da Polícia Civil. Pediram a incorporação do auxílio-moradia no soldo e um adicional para compensar a perda pelo desconto do Imposto de Renda no subsídio.

A coronel Sheyla Sampaio, comandante-geral da PMDF, e o coronel Emilson Santos, comandante-geral dos Bombeiros, também presentes, estão à frente das negociações.

Ibaneis demandou que as categorias levantem as necessidades para serem apresentadas na próxima reunião, agendada para 12 de março, às 10h, novamente no Palácio do Buriti. “Eu acredito na PM e nos Bombeiros. Estamos abertos ao diálogo. O governo está trabalhando para atender o pleito e eles estão participando de tudo, porque é assim que tem de ser, todos juntos”, disse o chefe do Executivo.

O secretário de Segurança, Anderson Torres tranquilizou as categorias e reforçou o campo aberto do diálogo para negociar o reajuste. “Não faremos absolutamente nada sem o aval de vocês”, avisou Torres.


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Ricardo Callado26/02/20193min

Em reunião com o governador Ibaneis Rocha no Palácio do Buriti, categoria agradeceu sinalização de aumento e prometeu empenho e apoio. Governador afirmou que PM e bombeiros terão o mesmo tratamento

Os policiais civis do Distrito Federal aceitaram a proposta de reajuste salarial feita pelo governador Ibaneis Rocha. A aprovação por parte da categoria foi comunicada em reunião no Palácio do Buriti nesta segunda-feira (25/2).

“Viemos formalizar o aceite da proposta feito pelo governador e trazer menção de apoio dos policiais civis ao governo. E também um agradecimento por essa pauta que estava travada há pelo menos quatro anos e que foi rapidamente resolvida pelo governador”, elogiou Rodrigo Franco, presidente do Sinpol.

O reajuste dos salários de 37% será gradual e feito em seis parcelas, pagas nos meses de abril e setembro de cada ano, de 2019 a 2021. O impacto previsto na folha de pagamento neste primeiro ano deverá ser de R$ 96 milhões.

Além da adequação, Ibaneis pontuou que deseja ver outras melhorias para os profissionais e população. “Quero ver a polícia evoluir como um todo. Temos muitas coisas para fazer na área de investigação, de tecnologia, na melhoria das delegacias”, disse.

Agora, o GDF enviará mensagem à Presidência da República. Por meio de uma Medida Provisória, o reajuste será levado ao Congresso Nacional para aprovação dos deputados e senadores.

Trabalho que será feito em conjunto pelo governador e secretários. “Assim que o agendamento estiver pronto e quando for encaminhado para a Presidência da República iremos lá trabalhar por isso. Eu e o secretário de Fazenda vamos conduzir isso na parte financeira e política”, avisou o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres.

O governador Ibaneis voltou a afirmar que as negociações com a PM e Bombeiros seguem em curso. E adiantou que o hospital da PM que está fechado será aberto e servirá às três forças.

Ibaneis recebeu o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF, Rodrigo Franco, o diretor-geral da Polícia Civil, Robson Cândido, o chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, e o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres. Líder do governo, o deputado distrital e policial civil Cláudio Abrantes também participou do encontro.



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