Arquivos Segurança - Blog do Callado

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Ricardo Callado26/04/20193min
Ocorrência só foi registrada em 2013 e, graças ao empenho da PCDF, investigações tiveram sucesso
A Polícia Civil do DF (PCDF) anunciou, na manhã de quinta-feira (25), o resultado das investigações sobre uma criança que foi retirada da mãe no dia do nascimento, em 11 de fevereiro de 1981, na porta do Hospital Regional do Gama, local do parto. As apurações, realizadas pela 14ª DP, possibilitaram a identificação e localização da criança – que, atualmente, tem 38 anos.

À época com 16 anos, a mãe do recém-nascido saía do hospital quando deixou seu filho com outras pessoas e foi fazer uma ligação telefônica. Quando retornou, não encontrou mais a criança.

Em 2013, após inúmeras tentativas frustradas de encontrar o menino, ela decidiu comunicar o ocorrido à polícia do DF. Os policiais da 14ª DP iniciaram as investigações e, superando as dificuldades em razão do tempo transcorrido, obtiveram sucesso e localizaram o rapaz no estado da Paraíba. O parentesco foi comprovado após exame realizado pelo Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA/PCDF). O material genético foi coletado e encaminhado pela polícia civil paraibana.

A PCDF apurou que o bebê foi levado por pessoas ligadas à dona de um orfanato, localizado em Corumbá de Goiás (GO), local onde a mãe da criança permaneceu por muitos anos, com os irmãos, após perder os pais. O fato – subtração de incapaz e registro do filho de outra pessoa – não foi criminalizado porque não havia legislação, à época, que tratasse a situação como crime.

“Foi uma pesquisa que envolveu muito trabalho”, concluiu o diretor-geral da PCDF, Robson Cândido, destacando a excelência do trabalho realizado pela corporação. Murilo de Oliveira, delegado da 14ª DP, ressaltou a importância do conhecimento das origens e afirmou que a Polícia Civil se sente honrada em restabelecer a verdade dos fatos e o reencontro entre filho e mãe.

* Com informações da PCDF


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Ricardo Callado13/04/20195min
(Foto: Andre Borges/Agência Brasília)

Mudança cumpre compromisso firmado ainda durante o governo de transição e auxilia na resolução dos casos

Por Jéssica Antunes

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) reduziu o tempo de espera para perícias em locais de crimes contra o patrimônio para 24 horas. Isso foi possível graças à implementação do Serviço Voluntário Gratificado, que permitiu a ampliação das equipes multidisciplinares compostas por peritos, agentes e papiloscopistas que agiram em um plano de esforço da corporação. O feito atinge uma das metas estabelecidas ainda na transição do governo Ibaneis Rocha: contribuir para a identificação de criminosos e para as conclusões de inquéritos.

O Serviço Voluntário Gratificado solucionou um problema que se arrastava há quase uma década, permitindo dobrar o número de equipes a partir da adesão dos policiais. O diretor do Instituto de Criminalística (IC) da PCDF, Emerson Souza, conta que o atendimento ficou prejudicado nos últimos oito anos em virtude do déficit de funcionários. No meio da semana eram três equipes, enquanto duas se viravam aos sábados e domingos. Atualmente, são seis grupos.

“Nesta gestão, chegamos a ter 700 pendências e foi estabelecida a meta de reduzir”, informa Emerson. “Pegamos como desafio e, com esforço dos peritos criminais,  dos agentes de polícia e papiloscopistas, conseguimos reduzir e otimizar o atendimento, viabilizado com a implementação do voluntariado”.

Regulamentação

Em fevereiro, quando o voluntariado dos policiais civis foi regulamentado, 539 perícias de crimes contra o patrimônio estavam pendentes. Com reforço e esforço das equipes, a corporação conseguiu reduzir a fila para 30 ocorrências, tirando do limbo casos registrados desde janeiro de 2018 que ainda aguardavam solução. São eventos de furto, roubo ou danos em casas, estabelecimentos comerciais ou veículos, que precisam passar pelo crivo da corporação para confecção do laudo pericial.

Também estão incluídos ente os eventos estragos relacionados às ocorrências da Lei Maria da Penha, furto de água ou energia elétrica e maus-tratos a animais. No local do crime, os peritos fazem registros fotográficos, tiram medidas e buscam vestígios, indícios e evidências que possam ajudar a identificar os autores e contribuir com a investigação.

O efeito disso para a população é ótimo, permite a democratização da perícia e do atendimentoEmerson Souza, diretor do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF

Com queda do número de perícias pendentes, o tempo de espera também foi reduzido. Um comércio furtado ou assaltado poderia ficar semanas aguardando, e o local era desfeito porque a o empresário precisa continuar a atividade comercial. Veículos recuperados, por sua vez, permaneciam por até dois meses estacionados nos pátios das delegacias. Com a retomada do pronto-atendimento, a espera é de 24 horas, em média, após o registro do boletim de ocorrência. A perícia é acionada pela delegacia.

“O efeito disso para a população é ótimo, permite a democratização da perícia e do atendimento”, avalia Emerson Souza. “Agora conseguimos atender dentro do mesmo prazo todas as áreas da cidade. Isso é inédito, e já recebemos elogios nas ruas. O atendimento priorizado, imediato e sem atraso permite acesso a vestígios preservados, o que propicia melhor identificação dos autores”.


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Ricardo Callado22/03/201914min
Entrevista com a Comandante da PMDF, Coronel Sheyla Sampaio. Fotos: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Primeira mulher a ocupar o posto de Comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal festeja a redução das taxas criminais, aposta na valorização do profissional e defende a gestão compartilhada nas escolas

Por Ian Ferraz

Comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Coronel Sheyla Sampaio não imaginava que ao entrar na corporação, em 1992, poderia alcançar o maior posto entre os militares. À época, a patente mais alta permitida a mulheres na carreira era a de capitã. Com a mudança de regimento, muito esforço, persistência e competência, ela passou por diversos segmentos da PMDF e foi nomeada pelo governador Ibaneis Rocha para comandar o que ela chama de “grande navio”.

Ex-aluna de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB), Coronel Sheyla diversificou a carreira nos ramos de saúde, logística, pessoal, operacional e corregedoria.

E ela espera transformar em oportunidade para outras colegas a porta que acaba de abrir ao chegar ao Comando-Geral. O empoderamento, a saúde física e mental e a satisfação dos profissionais são algumas de suas metas para os próximos anos, como conta em entrevista a Agência Brasília.

Qual o balanço que você faz sobre os primeiros meses à frente da PMDF?

Tivemos cuidado para trazer algo novo para a sociedade, então lançamos, desde janeiro, a Operação Prioridade. É uma operação que ocorre a cada dois ou três dias nas regiões administrativas. Começamos nas áreas com mancha criminal maior para que fizéssemos o lançamento do trabalho, envolvendo vários batalhões, levando o policiamento montado, de trânsito, cães, radiopatrulhamento, apoio do policiamento aéreo. Levamos todo o aparato para proporcionar maior tranquilidade para a sociedade. A resposta está sendo positiva.

Reduzimos consideravelmente as taxas criminais. No Carnaval não tivemos nenhum homicídio e registro de condição contra a mulher, seja de abuso sexual ou assédio. Dentro das metas dos 100 dias de governo praticamente já conseguimos cumprir todas.

Como é ser a primeira mulher a comandar a PMDF?

Só posso me sentir honrada e grata de ter sido escolhida e pelo governador confiar esse papel a mim. É fácil? Não, mas a esperança e a confiança que têm sido depositadas em mim, inclusive da sociedade feminina, têm sido grandes e tomo cuidado para não cometer erros. Determinados erros podem ser confundidos não porque errei, por ser um ser humano, mas, sim, por ser mulher.

As mulheres têm a capacidade de serem fortes e dóceis.

As mulheres têm a capacidade de serem fortes e dóceis. Tenho conseguido conduzir meu lado familiar e só vou tocar esse navio, que é a corporação, desde que esteja bem para isso. Todas as mulheres conquistam o que querem, basta quererem. Eu digo: ‘Será que aqui dentro algum dia fui preterida por ser mulher?’ Algumas vezes fui preterida em promoções. Já poderia ter sido Coronel desde 2016. Venho concorrendo à condição de ser coronel desde agosto de 2016 e só fui promovida em abril de 2018.

E como colaborar para mudar esse cenário?

Fiz reuniões com oficiais e praças de todos os postos e graduações da corporação e disse: ”Não pensem que vocês vão chegar onde cheguei sendo apenas uma menininha bonitinha dentro de gabinete. A mulher tem que trabalhar e comandar como qualquer homem. Temos que quebrar a mística de que as mulheres não podem ir para a rua”.

Mulheres eram empregadas em locais específicos. Só poderiam trabalhar com crianças e idosos, em shoppings. Eram vistas como bibelôs. Isso foi evoluindo. Tem que quebrar esse paradigma de que as mulheres estão aptas apenas a essas condições. A policial militar pode e precisa trabalhar na rua. Demoramos 36 anos para mostrar que uma mulher é capaz de ocupar o mesmo lugar de um homem. Acredito que as demais que venham depois de mim irão demonstrar que são capazes.

Você enxerga a necessidade de aumentar o percentual de mulheres na corporação?

Não é questão de ampliar, e, sim, de convencimento, de mostrar que são capazes. Não é que vivemos em uma corporação machista. O mundo é machista. O machismo está incutido na cabeça dos homens e, também, das mulheres. A oportunidade existe e, enquanto gestora, tenho que mostrar que elas são capazes. Devo entregar responsabilidades nas mãos delas e dizer “Eu confio em você”.  Elas serão convidadas a fazer parte disso.

O projeto de gestão compartilhada das escolas tem sido positivo para a corporação?

A corporação apoia completamente o projeto das escolas.

A solicitação da sociedade para essas escolas têm sido gigantesca. A corporação apoia completamente o projeto das escolas. O que estamos tentando é não desconstruir o policiamento existente. Estamos buscando formas de emplacar mais escolas sem cair na produtividade da corporação. O policial tem essa condição de trazer segurança, e essa relação  é positiva para a PMDF e reconhecida pela sociedade.

Tem gerado bons resultados…

Tem e agora estamos buscando uma nova parceria. Queremos aproveitar as instalações da corporação para desenvolver atividades esportivas em vários quartéis para a comunidade.

Quais outros projetos têm sido pensados?

Com a defasagem de efetivo a gente tem que usar a tecnologia em nosso benefício. Já existe trabalho nosso, do Parque da Cidade, onde é feito policiamento inteligente por meio de câmeras. Temos vários comandos móveis com essa condição. Temos desenvolvido em comunidades de alto e baixo poder aquisitivo um projeto de uso do WhatsApp onde as pessoas comunicam de maneira rápida os fatos e, assim, temos envolvimento da comunidade.

A gente utiliza ferramentas como aplicativos, monitoramento com câmeras e contato direto com funcionários de empresas de transporte para transmitir casos de roubos a coletivos. Também temos um projeto em confecção para a compra de câmeras para o policial usar. Assim ele terá sempre a abordagem gravada. E, ainda, câmeras internas na viatura para ele se proteger e ter o trabalho protegido.

A saúde física e mental da tropa é sempre uma preocupação. O que tem sido feito nesse sentido?

Temos, hoje, mais de oito mil atendimentos médicos por mês na nossa rede, só de área eletiva. Quando abre pra emergência e urgência são quase 300 atendimentos por dia para todo o sistema de usuários da corporação. São 70 mil vidas atendidas pelo nosso sistema.

Estamos buscando saídas para colocar nosso centro médico e fazer o serviço de urgência e emergência no pronto-atendimento. Com a atual capacidade médica hoje não conseguimos esse serviço. Estamos tentando colocar por meio de uma fundação ou outra modalidade para ter atendimento pleno no centro médico. É proposta do comando.

E a saúde mental?

Temos um centro que trabalha na questão de qualidade de vida, com atendimento religioso. Temos capelães católicos e evangélicos, além de assistência social, para resgatar a dignidade do profissional, de se sentir útil para o trabalho. E ainda contamos com psiquiatra.

Tive uma reunião com o diretor do Centro de Capacitação Física para a gente desenvolver atividade física em todas as unidades operacionais. Para o policial extravasar a condição de estresse. É um programa voluntário e a gente espera que eles aproveitem. Há, também, um curso na corporação que trata de saúde financeira, que também é um problema.

Quais os maiores desafios que terá pela frente na corporação?

Resgatar a satisfação pessoal dos PMs de serem policiais, de serem bem atendidos, de se sentirem protegidos é um dos maiores desafios. Quando o policial perde a esperança é ruim. Ele tem que acreditar que é importante, que a PMDF apoia e entende a presença dele.

É preciso ter, ainda mais, a credibilidade da sociedade. Nenhuma instituição vai sobreviver sem a credibilidade do seu cliente.

É preciso ter, ainda mais, a credibilidade da sociedade. Nenhuma instituição vai sobreviver sem a credibilidade do seu cliente.

E como alcançar isso?

Com reconhecimento do trabalho, entregando medalhas pelo trabalho feito, demonstrando que o que eles fazem traz representatividade para o comando. E, também, melhorando nosso sistema de saúde e o atendimento jurídico e não deixar de lado a especialização e habilitação dos policiais.

Qual recado gostaria de deixar para a categoria?

Toda vez que encaramos um desafio queremos deixar um legado. Um legado eu acho que já deixo por ser a primeira mulher a estar num cargo tão importante, de representatividade no cenário do governo, do Estado.

Espero deixar a característica que aqui está uma oficial que comanda, que é líder da instituição, que se preocupa com os interesses institucionais. Não pretendo fazer melhor ou pior, mas fazer o que todo líder deve fazer. Conseguindo mudar alguns desses fatores atingirei satisfação pessoal e de ter sido importante para a corporação.

E que, a partir de agora, outras pessoas vejam que as mulheres podem, sim, conquistar. A gente não precisa derrubar ninguém, nem tomar lugar do outro. Todos têm seu papel importante na corporação. Quero que os policiais pensem que no momento que estiverem na corporação que eles façam daquele tempo o seu maior comprometimento com o Estado, porque a sociedade espera proteção dele. Contem com um comando extremamente transparente, honesto e comprometido com a legalidade.


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Ricardo Callado02/03/20192min

Comitê formado por secretarias de estado, polícias e órgãos de defesa ambiental atuará no combate à grilagem e ocupações desordenadas

Por Hédio Ferreira Júnior 

O Governo do Distrito Federal (GDF) criou um comitê de gestão integrada responsável pela prevenção e combate à invasão irregular de terrenos e áreas de interesse ambiental. A formação do grupo deverá ser oficializada pelo governador Ibaneis Rocha por meio de um decreto de lei. O grupo será responsável, entre outras atividades, por traçar estratégias a curto, médio e longo prazo de como acabar com as invasões de terra no DF.

A intenção é usar os serviços de inteligência das polícias Civil e Militar para evitar que assentamentos ilegais se espalhem pela cidade. Uma dessas ações preventivas será a de identificar grileiros e grupos responsáveis por financiar a ocupação de terrenos com o chamado “kit invasão” – como materiais de construção e caixas d’água, aberturas de ruas e demarcações de terrenos.

O comitê será coordenado pela Casa Civil do Governo do Distrito Federal e contará com as participações das secretarias de Segurança; de Habitação; de Agricultura; de Desenvolvimento Social; de Meio Ambiente e de Comunicação; além das polícias Civil e Militar; da Terracap; do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do DF Legal.


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Ricardo Callado27/02/20192min

Novo encontro foi marcado para 12 de março. Negociação com militares segue em andamento

O governador Ibaneis Rocha se reuniu com os comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e associações dessas categorias para discutir o reajuste salarial. O encontro desta terça-feira (26/2) ocorreu no Palácio do Buriti.

O secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, e os deputados distritais Rafael Prudente e Hermeto também participaram e trouxeram colaborações para o tema, bem como os representantes do Fórum das Associações de representação dos bombeiros e policiais militares.

Coordenador do Fórum, o coronel da PMDF Mauro Manoel Brambilla pontuou as demandas e posicionamento dos militares.

Durante a conversa os militares pediram um padrão salarial equivalente ao da Polícia Civil. Pediram a incorporação do auxílio-moradia no soldo e um adicional para compensar a perda pelo desconto do Imposto de Renda no subsídio.

A coronel Sheyla Sampaio, comandante-geral da PMDF, e o coronel Emilson Santos, comandante-geral dos Bombeiros, também presentes, estão à frente das negociações.

Ibaneis demandou que as categorias levantem as necessidades para serem apresentadas na próxima reunião, agendada para 12 de março, às 10h, novamente no Palácio do Buriti. “Eu acredito na PM e nos Bombeiros. Estamos abertos ao diálogo. O governo está trabalhando para atender o pleito e eles estão participando de tudo, porque é assim que tem de ser, todos juntos”, disse o chefe do Executivo.

O secretário de Segurança, Anderson Torres tranquilizou as categorias e reforçou o campo aberto do diálogo para negociar o reajuste. “Não faremos absolutamente nada sem o aval de vocês”, avisou Torres.


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Ricardo Callado26/02/20193min

Em reunião com o governador Ibaneis Rocha no Palácio do Buriti, categoria agradeceu sinalização de aumento e prometeu empenho e apoio. Governador afirmou que PM e bombeiros terão o mesmo tratamento

Os policiais civis do Distrito Federal aceitaram a proposta de reajuste salarial feita pelo governador Ibaneis Rocha. A aprovação por parte da categoria foi comunicada em reunião no Palácio do Buriti nesta segunda-feira (25/2).

“Viemos formalizar o aceite da proposta feito pelo governador e trazer menção de apoio dos policiais civis ao governo. E também um agradecimento por essa pauta que estava travada há pelo menos quatro anos e que foi rapidamente resolvida pelo governador”, elogiou Rodrigo Franco, presidente do Sinpol.

O reajuste dos salários de 37% será gradual e feito em seis parcelas, pagas nos meses de abril e setembro de cada ano, de 2019 a 2021. O impacto previsto na folha de pagamento neste primeiro ano deverá ser de R$ 96 milhões.

Além da adequação, Ibaneis pontuou que deseja ver outras melhorias para os profissionais e população. “Quero ver a polícia evoluir como um todo. Temos muitas coisas para fazer na área de investigação, de tecnologia, na melhoria das delegacias”, disse.

Agora, o GDF enviará mensagem à Presidência da República. Por meio de uma Medida Provisória, o reajuste será levado ao Congresso Nacional para aprovação dos deputados e senadores.

Trabalho que será feito em conjunto pelo governador e secretários. “Assim que o agendamento estiver pronto e quando for encaminhado para a Presidência da República iremos lá trabalhar por isso. Eu e o secretário de Fazenda vamos conduzir isso na parte financeira e política”, avisou o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres.

O governador Ibaneis voltou a afirmar que as negociações com a PM e Bombeiros seguem em curso. E adiantou que o hospital da PM que está fechado será aberto e servirá às três forças.

Ibaneis recebeu o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF, Rodrigo Franco, o diretor-geral da Polícia Civil, Robson Cândido, o chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, e o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres. Líder do governo, o deputado distrital e policial civil Cláudio Abrantes também participou do encontro.


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Ricardo Callado22/02/20197min

Balanço da Secretaria de Segurança Pública revela, ainda, queda de 21,7% nos crimes contra o patrimônio

Os registros de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), ou crimes contra a vida, apresentaram redução de 25,7% nos primeiros 50 dias de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento foi feito pela Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF) e divulgado, nesta sexta-feira (22), durante entrevista coletiva. Esse tipo de crime compreende homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Os resultados refletem as medidas adotadas pelo SOS DF Segurança, programa lançado no primeiro dia do novo Governo Ibaneis Rocha.

Os homicídios tiveram redução de 62, em 2018, para 45 ocorrências no período analisado. É o menor número deste período, desde 2008. A SSP/DF criou a Câmara Técnica de Monitoramento Homicídio e Feminicídio para estudar caso a caso todos os crimes contra a vida ocorridos no Distrito Federal. Desta forma, são analisados dados como o perfil da vítima e do agressor, além dos locais, dias e horas em que os crimes ocorrem.

Os chamados Crimes Contra o Patrimônio, monitorados de forma prioritária pela Secretaria registraram também redução no número de ocorrência nos primeiros 50 dias de 2019 na comparação com 2018. O roubo em comércio teve a maior queda, de 45,8%, de 301 para 163 ocorrências em todo o DF. No roubo em transporte coletivo houve 28,6% de redução no período estudado. O furto em veículo e os roubos a residência, de veículo e a pedestre caíram 27,9%, 23,4%, 22,5% e 17,4%, respectivamente.

Para o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, a tendência de redução dos crimes contra o patrimônio influencia diretamente na sensação de segurança das pessoas. “As Polícias vêm realizando operações em áreas críticas para reduzir crimes dessa natureza. Com isso, o nosso esforço é que aos poucos as pessoas resgatem a sensação de segurança. Esse foi um compromisso de campanha do governador e é um dos objetivos do SOS DF Segurança”, destacou Anderson Torres.

SOS DF Segurança

Iniciado no primeiro dia de governo, o SOS DF Segurança adotou um conjunto de medidas de impacto, voltadas para reduzir a criminalidade e devolver à população a sensação de segurança, de sair às ruas em paz, pelo fortalecimento do trabalho integrado entre as polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Detran, em parceria com outros órgãos de GDF.

A mais impactante é a Operação Prioridade que, seguindo para a décima-sexta incursão em diversas regiões apreendeu armas de fogo e brancas, além de deter pessoas com mandado de prisão decretada, entre outras ações.

Como parte do SOS DF Segurança foi aprovada, ainda, na Câmara Legislativa, e sancionada pelo governador Ibaneis Rocha, a gratificação de serviço voluntário para policiais civis. Na mesma medida, foram criados cargos para que policiais aposentados voltem à ativa. A medida permitirá, aos poucos, a reabertura de todas as delegacias do DF.

Delegacias

Neste ano, oito delegacias passaram a funcionar 24 horas: 2ª DP (Asa Norte), 11ª DP (Núcleo Bandeirante), 19ª DP (Ceilândia – Setor P Sul), 23ª DP (Ceilândia – Setor P Sul), 29ª DP (Riacho Fundo I), 32ª DP (Samambaia Sul), 35ª DP (Sobradinho II), 38ª DP (Vicente Pires). Faltam trabalhar em tempo integral outras setes DPs: 3ª, 8ª, 9ª, 10ª, 14ª, 17ª e 31ª.

Outra iniciativa foi a assinatura do Decreto nº 39.627, em 11 de janeiro, que aumentou a gratificação por serviço voluntário de policiais militares de R$ 300,00 para R$ 400,00. A medida reforçará o efetivo da força nas ruas do Distrito Federal.

Ainda dentro da política de valorização dos profissionais de segurança pública, o governador Ibaneis Rocha anunciou na última quarta-feira (20) o aumento de 37% para os policiais civis, parcelado em seis vezes, até 2021. O governador também anunciou a abertura de um concurso público em abril para a contratação de 1,5 mil agentes e 300 escrivães.

Além disso, 120 novos militares serão convocados para o curso de formação de oficiais da Polícia Militar do Distrito (PMDF). Eles foram aprovados no concurso público realizado em 2016. Atualmente, O quadro de oficiais da corporação é de 770 militares. O GDF deve anunciar, na semana que vem, aumentos para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Viaturas

O GDF entregou, na última terça-feira (19), 109 novas viaturas à Polícia Civil. A frota descaracterizada será distribuída entre as 31 delegacias circunscricionais (das regiões administrativas) e as 17 especializadas. Com os novos veículos, a corporação reduz de 50% para 40% o percentual de carros com mais de cinco anos de uso – tempo em que começam a ser considerados antieconômicos.

O ano letivo também começou com gestão compartilhada, entre segurança pública e educação, de quatro escolas do Distrito Federal que passaram a contar com as presenças de policiais militares, auxiliando na parte disciplinar das escolas. A parte didática continua com a Secretaria de Educação.


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Ricardo Callado21/02/20195min

Formação na Academia de Polícia, que dura três anos e meio, começa na segunda (25), mas a nova tropa já ingressa com o dever de reforçar as atividades administrativas

Por Renata Moura

Em solenidade realizada nesta quinta-feira (21), no Salão Nobre do Palácio do Buriti, o governador Ibaneis Rocha parabenizou os 120 convocados para o curso de formação de oficiais da Polícia Militar do Distrito (PMDF). O pelotão, aprovado no concurso público de 2016, veio para reforçar os quadros da segurança pública – que, atualmente, conta com pouco mais de 770 oficiais. Uma nova convocação está prevista para o segundo semestre deste ano.

“O contingente da PMDF está bastante defasado”, analisa o governador. “Já tivemos mais de 18 mil homens e hoje temos apenas 10,8 mil. “Isso faz com que a capacidade de atendimento à comunidade e a busca ostensiva pela segurança pública diminuam muito. Por isso, estamos programando convocar mais oficiais e realizar mais concursos, principalmente para praças e soldados”.

Ibaneis explica que a atual convocação, publicada no Diário Oficial desta quinta, foi antecipada estrategicamente para cobrir um possível aumento de aposentadorias provocado pelos debates no Congresso Nacional. “Neste momento em que se aproxima a reforma da Previdência, muitos vão dar baixa com receio do que pode acontecer. Temos de prevenir, trazendo novos profissionais para o quadro de oficiais”, explicou.

Os novos servidores públicos iniciam o curso de formação na Academia de Polícia Militar na segunda-feira (25). O treinamento vai durar três anos e meio. Durante esse período, os alunos vão ajudar também no reforço das atividades administrativas.

Aumento salarial

Todos os servidores da segurança pública serão contemplados com reajuste salarial, de acordo com estudos do GDF que já se encontram em fase de conclusão. “Espero que todos tenham confiança de que vamos honrar com nossos compromissos”, afirma o governador Ibaneis. “Vamos valorizar toda a segurança pública, tanto os policiais militares quanto o Corpo de Bombeiros.”

Ao passo em que o auxílio-moradia dos policiais militares está para ser extinto pelo Tribunal de Contas, o GDF caminha para encontrar uma solução que não prejudique os servidores. “Nossa intenção é absorver o auxílio-moradia dentro da remuneração deles, porque assim acabaríamos com o questionamento jurídico sobre essa parcela”, assegura Ibaneis.

Aspiração

O líder da comissão de aprovados no concurso de oficial da PMDF, Filipe Guidi, comemora a convocação. “A maioria aqui sonha em ser policial”, conta. “É uma vida de estudos e aperfeiçoamento. Passamos por um processo seletivo difícil, mas compensador. Estamos todos muito felizes”.

A comandante da PMDF, coronel Sheyla Sampaio, foi quem fez o discurso de saudação aos novos policiais. “De todos vocês, esperamos lealdade e compromisso com a segurança pública, porque vocês serão os gestores da nossa corporação”, declarou. Também participaram da cerimônia de boas-vindas o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, o deputado distrital Hermeto (MDB) e a deputada federal Celina Leão (PP). (Com informações da Agência Brasília)


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Ricardo Callado19/02/20193min

Reajuste de 37% deverá ser feito em seis parcelas até 2021

Por Hédio Ferreira Junior
O governador Ibaneis Rocha anunciou nesta terça-feira a proposta de paridade salarial da Polícia Civil do Distrito Federal com a Polícia Federal (PF). O reajuste dos salários de 37% será gradual e feito em seis parcelas, pagas nos meses de abril e setembro de cada ano, de 2019 a 2021. O impacto previsto na folha de pagamento neste primeiro ano deverá ser de R$ 96 milhões.

Neste primeiro ano, serão 10% de reajuste, no próximo serão 13% e no seguinte o restante de 14%. A medida é uma reivindicação da categoria que não conseguiu a equiparação dos salários na gestão passada do Governo do Distrito Federal. Com a paridade, um delegado de carreira passará a ter um salário em torno de R$ 30 mil.

O governador garantiu ainda que, caso os vencimentos da PF sejam reajustados nos próximos três anos, uma nova proposta para paridade será estudada. A equipe da Secretaria de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão estudou a paridade salarial para absorver o impacto do aumento nas contas públicas do DF.

De acordo com o diretor-geral da Polícia Civil, Robson Cândido, ao tomar conhecimento das contas do Executivo a categoria entendeu a necessidade de adaptar a demanda dos policiais à realidade econômica do DF. “Chegamos a um bom resultado”, acredita.

A proposta ainda precisa ser aprovada pela categoria para ser imediatamente enviada ao governo federal. Por meio de uma Medida Provisória, o reajuste será então enviado ao Congresso Nacional para aprovação dos deputados e dos senadores.

Concurso
O governador também anunciou a abertura de um concurso público em abril para a contratação de 1,5 mil agentes e 300 escrivães. O aumento do quadro da corporação irá reforçar a segurança pública no Distrito Federal. (Com informações da Agência Brasília)


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Ricardo Callado19/02/20193min

Carros irão substituir parte da frota com mais de cinco anos de uso

Por Hédio Ferreira
O governo do Distrito Federal entregou na manhã desta terça-feira (19) 109 novas viaturas à Polícia Civil. A frota descaracterizada será distribuída entre as 31 delegacias circunscricionais (das regiões administrativas) e as 17 especializadas. Com os novos veículos, a corporação reduz de 50% para 40% o percentual de carros com mais de cinco anos de uso – tempo em que começam a ser considerados antieconômicos.

A entrega simbólica das viaturas ocorreu na Praça do Buriti, em frente à sede do Executivo, no Eixo Monumental e contou com a presença do governador Ibaneis Rocha, de secretários de Estado e de policiais civis. De acordo com Ibaneis, a substituição de parte da frota vai ao encontro da reabertura de mais duas delegacias que voltam a funcionar integralmente por 24 horas – a 29ª do Riacho Fundo 1 e a 31ª de Vicente Pires. “Vivemos um novo momento de valorização da segurança pública no DF. São 50 dias de governo e já reabrimos mais da metade das delegacias que estavam fechadas.”

A distribuição das novas viaturas ocorrerá de acordo com o índice de economicidade de cada unidade policial. Foram investidos R$ 6,5 milhões em carros, sendo nove adquiridos por meio de um convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública e 100 com recursos do fundo constitucional.

“É um ganho, tanto na economia de combustível, quanto no custo de manutenção dos carros e no bem-estar do policial que passam a trabalhar em carros mais novos e confortáveis”, afirmou o diretor do Departamento de Administração Geral, Silvério Moita. As viaturas em desuso irão a leilão. (Com informações da Agência Brasília)



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