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Ricardo Callado05/11/20197min

O furto em automóveis e os roubos de veículo e a pedestre caíram 14,9%, 15,3% e 11,7%, respectivamente. Roubos em transporte coletivo no mês tiveram baixa

O número de vítimas de homicídios em outubro deste ano foi o menor desde o ano 2000. No comparativo com outubro de 2018, a redução foi de 27% – de 48 para 35 casos. O levantamento feito pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) revela ainda queda de 13,2% neste crime nos dez meses deste ano em relação a 2018, de 385 para 334 vítimas.

O número de vítimas de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) foi menor nos dez primeiros meses deste ano em relação a 2018, de 417 para 359 (-13,9%). Com isso, 58 vidas foram preservadas no período. Os CVLIs reúnem homicídio, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

O secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, destacou que o resultado é fruto do trabalho das forças policiais que, baseadas em levantamentos produzidos pela SSP/DF, estudam a dinâmica, o dia, o local e a hora em que cada crime tende a ser recorrente.

“A integração entre elas tem entregado ótimos índices, que são o produto final das diversas ações pontuais como revistas a veículos, apreensões de armas de fogo e identificação rápida de autores, levando, consequentemente, à elucidação rápida de crimes”, esclareceu Torres.

Houve também queda no crime de latrocínio, quando o motivo do homicídio é o roubo, de 24 para 21 no comparativo dos dez meses de 2018/19. Os casos de lesão corporal seguido de morte, no mesmo recorte, caíram pela metade, de oito para quatro vítimas.

Sobre dados relativos à produtividade policial, foram registradas, de janeiro a abril, 2.311 ocorrências de tráfico de drogas e 802 de posse/porte ilegal de arma de fogo.

Crimes contra o patrimônio

Todos os seis Crimes Contra o Patrimônio (CCPs), monitorados de forma prioritária pela SSP/DF, marcaram queda de 13% nos primeiros dez meses de 2019. Dos crimes analisados, o roubo em residência foi a modalidade com maior queda, 24,4% de queda em relação ao mesmo período do ano passado. De 516 para 390 registros, representando 126 ocorrências a menos.

O roubo em comércio obteve redução de 23,9%, na comparação dos dez primeiros meses deste ano com 2018: de 1.526 para 1.161 ocorrências em todo o DF, 365 casos a menos. No roubo em transporte coletivo houve 6,1% de redução no mesmo período. O furto em veículo e os roubos de veículo e a pedestre caíram 14,9%, 15,3% e 11,7%, respectivamente.

Após ações integradas das forças de segurança, direcionadas por estudos de manchas criminais produzidas pela SSP/DF, a incidência do roubo a coletivo caiu 5,8% no mês passado, na comparação com outubro de 2018. Os 97 registros foram a segunda menor marca do ano, atrás apenas do mês de fevereiro, com 90 ocorrências.

O Comandante da PMDF, coronel Julian Pontes, que tem buscado novas formas de aumentar o número de policiais nas ruas, ressaltou que esses números refletem o compromisso da PMDF na importante missão de preservar a ordem pública. “Estamos trabalhando continuamente para promover um aumento do policiamento ostensivo em diversas regiões – e essas ações impactam diretamente na solidificação e reforço da sensação de segurança por parte da sociedade. Para nós é uma satisfação já poder entregar os primeiros resultados”, destacou o coronel Pontes

Violência contra a mulher

De acordo com estudo elaborado pela Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), vinculada à SSP/DF, no mês de outubro os feminicídios caíram de quatro para um caso no comparativo com 2018. No acumulado deste ano, janeiro a outubro, houve 27 crimes desta natureza contra 25 em 2018, mesmo período.

84%dos crimes de Feminicídio no DF aconteceram dentro de casa, em contexto de violência no ambiente familiar

Como um convite à sociedade a repensar a máxima “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, a SSP/DF lançou a campanha #MetaaColher. O projeto busca expor o papel de responsabilidade de cada cidadão como engrenagem importante na cruzada contra o feminicídio.

Com o slogan “A melhor arma contra o Feminicídio é a colher”, o movimento se pauta em estatísticas levantadas SSP/DF. Uma delas constatou que, até setembro deste ano, 84% dos crimes de Feminicídio no DF aconteceram dentro de casa, em contexto de violência no ambiente familiar.

Os registros de estupros diminuíram 15,3% de janeiro a outubro deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2018 foram 619 casos, 371 deles cometidos contra vulnerável. Este ano foram 524, sendo 308 contra vulnerável. Cabe destacar, ainda, que de acordo com estudos da SSP/DF, cerca de 80% dos casos de estupro de vulnerável acontecem no interior das residências.

Com informações da SSP/DF


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Ricardo Callado01/11/20194min

Levantamento traz dados referentes aos meses de janeiro a setembro deste ano

De janeiro a setembro deste ano foram registradas 313.409 ocorrências pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Desse total, 29%, ou seja, 91.725, foram feitas via delegacia eletrônica. No ano passado, o número não foi diferente. Foram registradas 306.979 ocorrências no mesmo período, sendo que 91.980 pessoas buscaram o serviço eletrônico. Os casos de furtos lideram os registros realizados nesses dois anos.

Os dados mostram que a comodidade da internet para registrar as ocorrências tem atraído cada vez mais a população do DF. “O grande número de registros online acaba desafogando os balcões das delegacias e direcionando os agentes para investigação”, explicou o delegado-chefe da delegacia eletrônica, José Grana.

No sistema da delegacia eletrônica é possível registrar: extravio ou perda de documentos e objetos,  acidente de trânsito sem vítima, perturbação da tranquilidade, do trabalho ou sossego, ofensas, ofensas raciais, ameaças, estelionato, maus tratos de animais, calúnia, injúria e difamação.

Após o registro na delegacia eletrônica, o fato é analisado por um policial civil. Atendidas as exigências legais, ele é homologado e uma cópia é encaminhada para o e-mail de quem registrou e também para a delegacia responsável pela investigação.

“No total, onze pessoas fazem a análise de todas as ocorrências. Diferente de outros Estados, adequamos as informações fornecidas pelo cidadão aos moldes da Polícia Civil. Somente, depois, homologamos. Uma equipe coesa, mas com efetividade nos serviços prestados”, explicou Grana.

Caso seja necessário fazer alterações ou retificações na ocorrência, o cidadão deve enviar a solicitação pelo endereço eletrônico ou ainda entrar em contato pelo telefone 197, na opção 2.

Para outras ocorrências ou para aquelas que precisam de atendimento imediato ou perícia, o interessado deverá procurar pessoalmente a delegacia mais próxima do local onde ocorreu o fato ou da própria residência.

Praticidade

Em julho deste ano, houve uma alteração no Sistema de Ocorrências Policiais da PCDF. Desta forma, passou a ser permitido imprimir os boletins de ocorrência registrados nas delegacias, sendo necessário o número do recibo ou QR Code.

A medida também é uma facilidade para o cidadão. “Antes, era necessário o solicitante retornar à delegacia, após o registro da ocorrência, 24 horas depois. Além da facilidade é uma forma de economia para o Estado e muitas vezes o solicitante precisa da ocorrência de forma digital”, completou Grana.

O serviço não vale para ocorrências que envolvam menores, mulheres em situação de violência e domésticas e crimes sexuais.

Para acessar a delegacia eletrônica clique aqui: https://delegaciaeletronica.pcdf.df.gov.br/

* Com informações da Secretaria de Segurança Pública


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Ricardo Callado19/10/20195min
Julian Rocha Pontes, comanda a mais eficiente PM do país. Enquanto as outras PMs são obrigadas a matar para reduzir os números da criminalidade, a do DF, ao invés de usar o seu poder letal, usa a técnica e a eficiência.

 

Enquanto nos 26 estados o número de mortes se eleva em decorrência da resistência de criminosos durante o confronto com a polícia, como as 6.160 mortes registradas em 2018, segundo o Anuário da Violência, o Distrito Federal segue na contramão desses números alarmantes com uma taxa de mortalidade zero

Por Toni Duarte

“Nos últimos dois anos, a PMDF reduziu a criminalidade sem precisar matar ninguém”, sustentou o coronel Julian Rocha Pontes, comandante-geral da instituição militar brasiliense, durante entrevista coletiva concedida a blogueiros de política nesta terça-feira (15/10).

A razão para combater criminosos sem precisar usar o poder letal, como ocorre com a maioria das polícias do país, está no fato, segundo o comandante da PMDF na eficiência operacional de sua tropa.

Pontes afirmou que o DF está entre os sete entes federativos que conseguiram progressivamente fazer redução dos índices de homicídios de 2016 até a presente data.

“Mesmo recuando para 2013, praticamente só o DF apresentou a redução de homicídios, conforme revela os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública capitaneado pelo IPEA”, disse.

Se no resto do país, a ação letal empregada pelas forças policiais fechou o ano de 2018 com 6.160 mortes cometidas por policiais em serviço, no Distrito Federal, segundo o Anuário da Violência, não foi registrado nenhum caso de morte decorrente de intervenção militar no mesmo ano.

Mesmo assim, sem precisar usar o seu poder letal no combate ao crime, o comandante Pontes afirma que a PM que ele comanda ainda não é uma organização perfeita. Sustenta que ainda é preciso melhorar e ampliar o diálogo com a sociedade.

No entanto, destaca que a sua corporação é a instituição que menos mata no Brasil e que respeita os direitos humanos.

Para o comandante, a PMDF tem feito o seu papel mesmo com o baixo efetivo de apenas 11 mil homens, já computado com os 750 soldados que ainda estão em processo de formação para ir para as ruas.

Segundo ele, o ideal são 18 mil homens porque o DF foi a região metropolitana que mais cresceu no Brasil nos últimos anos.

Mesmo com o aparato diminuído, temos reduzido os índices de criminalidade. Essa polícia já teve 16 mil homens há dez anos passados e os índices criminais eram bem maiores.

Ele disse que apesar do pouco investimento para o aumento da tropa, a instituição fez grandes investimentos em eficiência que envolve a capacitação e treinamento do efetivo, além de equipamentos e o uso das novas tecnologias para o combate ao crime.

“Quando eu falo da qualidade e da eficiência, não falo somente da PMDF. A policia Civil, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil que compõem as forças de segurança do DF, conquistaram também o mesmo caminho da eficiência. Foi-se a época que cada um queria ser maior ou melhor que o outro. Essa equivocada política do passado nos mostrou que não traz o resultado satisfatório que a sociedade precisa e exige”, disse .


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Ricardo Callado18/10/20196min
Foto: Vinícius de Melo / Agência Brasília

Com o intuito de realizar a entrega de 216 viaturas Dodge Journey e 22 ônibus à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o vice-governador Paco Britto, representando o governador Ibaneis Rocha, participou de solenidade da corporação na tarde desta quinta-feira (17), no pátio do Quartel do Comando Geral (Setor Policial Sul). Paco Britto foi recebido pelo comandante-geral da PM, coronel Julian Rocha Pontes, para promover a entrega simbólica das chaves de uma viatura e um ônibus a um sargento e um soldado da corporação.

Segundo dados da PMDF, a compra das viaturas proporcionou uma economia média de R$ 20 mil em cada unidade, chegando a uma redução total de 3,7 milhões de reais aos cofres públicos, já que os veículos foram adquiridos por valor bem abaixo do preço de mercado.

Paco Britto fez questão de frisar que a PMDF, “com certeza, é a melhor corporação do país e merece todo nosso respeito”. Em seguida, o vice-governador falou sobre a importância da entrega das viaturas. “A resposta dessa iniciativa positiva estará nas ruas: as viaturas entrarão em operação para atender a população do Distrito Federal – pois elas são da população – com maior agilidade e qualidade no serviço prestado por esses valorosos profissionais”, declarou, enfatizando a segurança na capital e lembrando que há quase 180 instituições internacionais atuando em Brasília. “Essa renovação da frota das unidades da Polícia Militar é necessária e vai potencializar essa segurança”.

“Essa renovação da frota das unidades da Polícia Militar é necessária e vai potencializar essa segurança”Paco Britto, vice-governador do DF

Ratificou as palavras de Paco Britto o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, ao dizer que a PMDF é uma das melhores polícias do Brasil, com profissionais dedicados. “Não é fácil lidar com segurança pública”, considerou.

O comandante Julian Pontes agradeceu ao GDF e reforçou o fato de que as viaturas são da sociedade, uma estrutura acima dos padrões nacionais. “Neste momento, a corporação consegue atender aos anseios da nossa classe,mas temos que atingir o patamar da polícia mais bem equipada”, destacou. Ele informou que serão lançadas em Brasília, na próxima semana, licitações internacionais para aquisição das melhores pistolas do mundo.

| Foto: Vinícius de Melo / Agência Brasília

Novos modelos

Segundo estudos realizados nas unidades especializadas da PM, o modelo de viatura escolhido atende aos parâmetros mínimos de desempenho necessários à especificidade do serviço policial, como a quantidade de policiais no veículo, os equipamentos alocados, os tipos de terrenos a que o veículo pode ser submetido e a redução de impacto na saúde do policial – os novos modelos são mais ergonômicos.

Já os 22 novos ônibus servirão para o transporte da tropa com mais qualidade, com o objetivo de evitar o desgaste do policial antes de assumir seu posto no local de policiamento.

O ato teve a participação da Banda Sinfônica da Polícia Militar do Distrito Federal, que executou a Canção da PM, e do subcomandante-geral da PMDF, coronel Sérgio Luiz Ferreira de Souza, além de oficiais e praças.

 


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Ricardo Callado02/10/20197min
Coronel da reserva da PM de São Paulo e secretário executivo da DEFENDA PM, Ernesto Puglia Neto

Estudo recente divulgado pelo Instituto “Sou da Paz” procurou demonstrar, a partir de dados que, se supõe, sejam da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, que o número de mortes decorrentes de oposição à intervenção policial aumentou 4,28% no estado, no primeiro semestre deste ano. Na análise, divulgada pela imprensa, esse índice foi comparado com a queda nos registros de homicídios dolosos.

A Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar, a DEFENDA PM, esclarece que é um equívoco metodológico considerar que os dois tipos de ocorrências sejam a mesma coisa e, pior ainda, afirmar que o número de mortes decorrentes de oposição à intervenção policial seja maior que o número de homicídios dolosos, concluindo erroneamente que a polícia mata mais que os homicidas.

Homicídio é homicídio, morte decorrente de oposição à intervenção policial é morte decorrente de oposição à intervenção policial. Embora ambas tenham o mesmo final, há uma diferença: a motivação. E isso precisa ficar claro para a sociedade, a fim de que a verdade prevaleça”, pontua o coronel da reserva da PM de São Paulo e secretário executivo da DEFENDA PM, Ernesto Puglia Neto.

A entidade ressalta que homicídio doloso ocorre quando quem mata tem a intenção de matar e é realizado sem que haja necessariamente uma ameaça anterior. “Há dolo, vontade, ânimo de matar. No outro lado da mesma moeda, a morte decorrente de oposição à intervenção policial ocorre quando o autor, um policial, age para defender sua própria vida ou a de terceiros, havendo necessariamente agressão injusta por parte de quem morre”, explica. “Ressalte-se que o policial, ao reagir, não deseja especificamente a morte, mas sim neutralizar o agressor”, completa Puglia.

A DEFENDA PM esclarece que a comparação do número de mortes decorrentes de oposição à intervenção policial com o número de casos de homicídio é um completo equívoco metodológico, pois a Portaria nº 229/18 do Ministério da Justiça e Segurança Pública da União, que dispõe sobre a unificação e padronização das classificações de dados quantitativos, define que as mortes por intervenção de agente de segurança pública em serviço ou em razão dele que forem praticadas sob quaisquer hipóteses de exclusão de ilicitude não devem ser classificadas como homicídio.

Para a entidade, a comparação deve ser feita com base na série histórica do número de confrontos e de pessoas presas. “Nesse aspecto, deve ser destacado que a média de criminosos mortos no período de 2008 a 2019 mantém-se em 18%, enquanto a média de criminosos presos, feridos e foragidos, no mesmo período, é de 82%. Ou seja, praticamente não há variação nesse histórico de resultado de confrontos”, diz o coronel.

Segundo dados da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em 2019, houve menos de dois confrontos (1,78) para cada 100 mil intervenções realizadas pela PM. Nessa mesma proporção, para cada confronto ocorrido, 244 pessoas foram presas. “Diferente do que é possível concluir por meio de reportagens noticiando a pesquisa, a polícia NUNCA busca o confronto, pois pode vitimar não somente o criminoso, como o próprio policial ou o cidadão”, explica o secretário geral da DEFENDA PM.

Destaca-se ainda que a maioria dos registros de mortes decorrentes de oposição à intervenção policial mostra a sua relação com o enfrentamento aos crimes patrimoniais violentos: 71% dos casos resultaram do atendimento de ocorrências de roubo de veículos ou de roubo a transeuntes (pedestres) e outros 20% da abordagem de criminosos armados.

Ainda de acordo com estatística da PM, a resposta da polícia está vindo de forma muito mais rápida, resultando em uma maior quantidade de presos em flagrante e, consequentemente, no aumento da possibilidade de confronto com aqueles que escolhem não se entregar pacificamente. Essa rapidez decorre principalmente da evolução tecnológica: as estratégias de patrulhamento são orientadas a partir do monitoramento de indicadores e de sistemas de georreferenciamento dos crimes, que geram no mapa as chamadas “manchas criminais”, que norteiam o planejamento e a implementação das ações de polícia para os locais com maior chance de ocorrência de delitos. Isso, além de prevenir o crime, permite pronta resposta aos que não foram evitados.

Segundo levantamentos feitos pela Polícia Militar, quase 90% dos confrontos ocorreram nestas “manchas criminais”, ou a 200 metros delas, confirmando, novamente, a correlação do fenômeno com a evolução do tempo-resposta policial.

O Estado de São Paulo está mais seguro, o cidadão está mais seguro e, por que não dizer, o infrator da lei que decidir não confrontar, também está seguro. Entretanto, aquele que optar pelo confronto, terá pela frente uma polícia treinada e preparada, conclui o coronel Ernesto.


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Ricardo Callado01/09/20197min

12,4%Dos crimes violentos letais intencionais retrocederam em relação ao mesmo período do ano passado

Por Anderson Torres, secretário de Segurança do DF

A importância da Segurança Pública pode ser medida das mais diversas formas no dia a dia da população. Uma das mais subjetivas delas é a tão falada “sensação de insegurança”. Da parte da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), o planejamento e a aplicação adequada das suas forças são condicionantes de grande valor para que a população se sinta mais segura.

A presença dos policiais militares em patrulhamentos ostensivos por toda a cidade, 24 horas por dia; a reabertura das delegacias, em regime de plantão integral; assim como a pronta-resposta do Corpo de Bombeiros são alguns exemplos de ações que levam a população a sentir-se mais protegida pelo Estado.
Aprimorar os índices do Distrito Federal na área de segurança é tarefa bastante árdua, uma vez que já ostentamos números muito positivos no combate às mais diversas modalidades de crimes.

Temos a segunda maior queda em números de homicídios em todo o país, nos últimos dez anos, e em recente balanço semestral divulgado em entrevista coletiva na SSP/DF, mostramos que os crimes violentos letais intencionais (CVLI), como homicídio e latrocínio, por exemplo, retrocederam 12,4%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Nessa mesma linha de comparação, os crimes contra o patrimônio (CCP), como roubos a transeunte, veículos e comércios, por exemplo, tiveram uma queda geral de 16,1%. Com destaque a roubos em residências e em comércios, que despencaram 29,7% e 33,1%, respectivamente.

A excelência desses dados acabou sendo amplamente traduzida em pesquisa realizada pela FSB Comunicação para a Federação do Comércio do DF, e publicada em nota neste jornal, em 14 de julho. Na ocasião, foi divulgado que o índice de insegurança atual é o mais baixo dos últimos cinco anos. Ele variou de um pico de 85,1% em junho de 2017 chegando a 53,2% neste ano.

Essa continuada melhoria nos índices é fruto de um dedicado trabalho de todos os servidores da segurança pública que, diariamente, se entregam em prol da população do Distrito Federal. E assim o fazem, mesmo ainda não tendo sido totalmente contemplados em algumas demandas de melhorias de condições de trabalho, aumento de número de efetivo e reposição salarial à altura do excelente serviço que prestam.

A secretaria de segurança pública está atenta à importância do atendimento dessas necessidades e mantém estreito contato com o Governador Ibaneis Rocha, que se mostra igualmente solidário.

Além disso, a SSP/DF trabalha de modo que todas as possibilidades de emprego de suas forças sejam embasadas em dados cada vez mais técnicos, e por isso, realiza anualmente uma pesquisa distrital de segurança pública. Com enfoque na coleta de percepções dos cidadãos a respeito do tema, a pesquisa já se encontra em andamento e tem término previsto para dezembro próximo. Ao atender nossos pesquisadores, cerca de vinte mil brasilienses terão a oportunidade de colaborar com o planejamento das próximas ações da SSP/DF.

A SSP segue trabalhando diuturnamente para que os índices de criminalidade em nossa região sejam cada vez menores, de modo que uma eventual sensação de insegurança seja plenamente substituída pela certeza da proteção do EstadoAnderson Torres, secretário de Segurança

Mesmo assim, estamos certos de que é possível traduzir ainda mais a qualidade do trabalho realizado em melhoria da percepção de segurança junto à sociedade.
Ocorre que, analogamente ao mundo da aviação, onde um acidente sempre é notícia e o trabalho de prevenção praticamente nunca tem espaço na mídia; a área de segurança pública tem como óbice o fato de o crime ser o destaque, em detrimento da divulgação do trabalho das forças de segurança e a consequente queda dos índices criminais.

A situação se torna ainda mais grave ao levarmos em conta que o índice zero de criminalidade é praticamente inatingível, e por mais que as taxas venham a diminuir, a excepcionalidade do crime ocupará inevitavelmente as manchetes do dia, permeando o imaginário da população.

Assim sendo, apesar de o destacado trabalho diário das forças de segurança não gozar do merecido apelo midiático, aproveitamos esta oportunidade para ressaltar a toda a população do Distrito Federal que a Secretaria de Segurança Pública segue trabalhando diuturnamente para que os índices de criminalidade em nossa região sejam cada vez menores, de modo que uma eventual sensação de insegurança seja plenamente substituída pela certeza da proteção do Estado.


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Ricardo Callado05/08/20191min

Nos próximos dias 6 e 7 de agosto, Leonardo Sant’Anna embarca rumo a São Paulo para palestrar no II Seminário Internacional de Segurança Pública e Gestão da Atividade Policial.

O coronel, que atuou cerca de 28 anos na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), é também autor do livro “Quem mexeu na minha segurança?” e consultor de segurança em diversos países, inclusive pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Na quarta (7) , Leonardo Sant’Anna vai compartilhar seu conhecimento sobre boas práticas nacionais e internacionais em planejamentos e ações policiais em protestos e manifestações, abordando principalmente a importância da comunicação.

As palestras são gratuitas e voltadas para agentes de todos os estados.


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Ricardo Callado10/06/20196min

Um grupo de pais de alunos do Colégio Militar Tiradentes, da Polícia Militar do Distrito Federal, se mobiliza para protestar contra o corte na estrutura logística da escola com a transferência de 28 policiais do quadro de organização. Os militares trabalhavam no auxílio aos professores e eram responsáveis pela manutenção da disciplina entre os quase 900 alunos do Colégio

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Pais de alunos do Colégio Militar Tiradentes, pertencente a Polícia Militar do Distrito Federal, reagiram contra a medida adotada pelo Comando Geral da PM que atinge e fere de morte uma das mais destacadas escolas militares do DF.

Os pais de alunos estão se mobilizando, por meio dos grupos de whatsapp e pelas redes sociais para pedirem ajuda ao governador Ibaneis Rocha no sentido de que  sejam mantidos os profissionais responsáveis pela manutenção das regras disciplinares entre os alunos da Escola.

Segundo pais e mestres, a comandante-geral Sheyla Sampaio (foto) está indo na contramão da política educacional do governo Ibaneis, que acertadamente implantou o sistema disciplinar militar nas escolas públicas do DF.

“Ao transferir os policiais monitores que auxiliam os professores nessa tarefa, o Comando-Geral afeta a base disciplinar, um dos pilares da instituição militar, e fere de morte a Escola Militar Tiradentes”, disse um militar da reserva, pai de aluno que pediu anonimato ao Radar-DF.

Ele também destacou que os militares transferidos são especializados em várias áreas do conhecimento tais como: professores PhD, psicólogos, psicopedagogos, ledores, transcritores, enfermeiros e auxiliares administrativos.

“Estamos falando aqui de muitos profissionais qualificados e com enorme conhecimento, experiência e dedicação nas atividades desenvolvidas. Isso não se adquire nem se substitui tão facilmente. Independente de civis ou militares, toda mudança abrupta poderá causar danos irreparáveis neste projeto que ainda está em grande fase de crescimento”, apontou uma mãe de aluno que também pediu para não ser identificada.

A medida tomada pela comandante-geral da PMDF pegou não só a direção da escola de surpresa, como os próprios alunos que ficaram sem o transporte escolar e terão que caminhar alguns quilômetros até o Colégio Militar Tiradentes, dado a sua localização onde não passa ônibus das linhas convencionais  no DF.

Os quatro ônibus que servem aos alunos  foram recolhidos.

Os pais de alunos se reuniram para expor as preocupações com as medidas tomadas pelo Comando-Geral e os impactos que estão afetando na estrutura da escola que tem seis anos de existência e que se tornou a segunda escola Militar do DF melhor pontuada no ranking de  desempenho medido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A maioria defende uma mobilização junto ao Palácio do Buriti para pedir ajuda diretamente ao governador Ibaneis Rocha que tem optado desde o início do seu governo pelo “modelo militar”, implantado em diversas  escolas da rede pública de ensino do DF.

Os pais alunos pedirão a Ibaneis que mande a coronel Sheyla Sampaio a manter os militares responsáveis pela área disciplinar no Colégio Militar.

O outro lado

A alegação da transferência dos 25 militares da escola seria em decorrência ao déficit de pessoal e que a PMDF terá que cumprir a sua área fim, que é a segurança e ordem pública.

O Comando-Geral também diz que nestas transferências apenas o quadro administrativo foi afetado e que nenhum professor regente foi tirado de sala de aula.

No entanto, deixou claro que há a possibilidade de ainda sair mais policiais militares do Colégio Militar se o Comando Geral entender ser necessário, mas apenas até o limite de não inviabilizar a qualidade geral da escola.

Quanto aos ônibus, a PMDF alegou  que são veículos antigos o que impacta muitos investimentos em manutenção e que a medida não irá parar as atividades pedagógicas do Colégio.


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Ricardo Callado10/06/20197min

Um dos objetivos é aumentar em 30% as ações do Centro Integrado de Operações de Brasília

O conjunto de desafios e metas do Plano Estratégico do DF 2019-2060 prevê, para o eixo temático segurança, a implementação de algumas políticas específicas de gestão (integrada) e operacionalização de serviços.

Para atingir esses objetivos, a primeira batalha do Plano é o desenvolvimento de uma gestão focada em resultados, com o fortalecimento da governança e da inteligência na segurança pública.

A ideia é que haja maior integração e agilidade no combate à criminalidade e às facções criminosas, demonstrando que o uso de dados, a transparência e a integração são vetores fundamentais para o sistema de segurança do Distrito Federal.

O Plano propõe um aumento de 30% nas operações integradas no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) – e é esse o principal resultado-chave a ser alcançado.

Isso passa pela modernização dos sistemas de dimensionamento da força de trabalho ao controle de frota operacional – e entra nas questões de monitoramento e revisão de protocolos das operações.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), Anderson Gustavo Torres, o fortalecimento da segurança pública do Distrito Federal passa, necessariamente, pelo incremento e aprimoramento das atividades de inteligência.

“A coleta de dados e, principalmente, sua análise criteriosa são hoje atividades que permitem que o DF seja referência em segurança pública no país. Mesmo assim, estamos certos de que ainda há como melhorar, e o cidadão irá perceber isso ao longo dos próximos quatro anos”, ressalta ele.

Outros projetos e ações

O combate ao feminicídio é tratado como prioridade, com programas e medidas programados de forma perene e integrada entre a Secretaria de Segurança Pública e demais pastas do governo local

Tornozeleiras

Uma das ações do GDF foi propor que condenados por agressão em cumprimento de pena sejam monitorados por tornozeleiras que podem ser acionadas pelas vítimas em caso de aproximação. A medida foi levada ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), responsável pela instalação dos equipamentos nos apenados.

Atenção à mulher

Em abril, foi inaugurado o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), na estação do Metrô da 102 Sul. O espaço oferece, de forma gratuita, o acolhimento e acompanhamento social, psicológico, pedagógico e de orientação jurídica.

Delegacias 24 horas

Promessa de governo de Ibaneis Rocha, as delegacias estão funcionando 24h para o registro de ocorrências. A reabertura de todas as unidades ocorreu antes dos 100 dias de governo.

Área central

Medidas pontuais também colaboraram para reforçar a segurança no DF. Uma delas é a operação Área central, com profissionais das forças de segurança e de 20 agências públicas para a prevenção e combate ao crime. Dividida em fases, a operação deve durar até outubro.

Focos específicos

As operações Prioridade, com foco nos pontos cinzentos de criminalidade; Cidade segura, que mira áreas críticas; e Perímetro seguro, no combate da possível entrada de drogas e contrabando por meio das rodovias que circundam o DF, reforçam a série de medidas tomadas pelo GDF.


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Ricardo Callado26/04/20193min
Ocorrência só foi registrada em 2013 e, graças ao empenho da PCDF, investigações tiveram sucesso
A Polícia Civil do DF (PCDF) anunciou, na manhã de quinta-feira (25), o resultado das investigações sobre uma criança que foi retirada da mãe no dia do nascimento, em 11 de fevereiro de 1981, na porta do Hospital Regional do Gama, local do parto. As apurações, realizadas pela 14ª DP, possibilitaram a identificação e localização da criança – que, atualmente, tem 38 anos.

À época com 16 anos, a mãe do recém-nascido saía do hospital quando deixou seu filho com outras pessoas e foi fazer uma ligação telefônica. Quando retornou, não encontrou mais a criança.

Em 2013, após inúmeras tentativas frustradas de encontrar o menino, ela decidiu comunicar o ocorrido à polícia do DF. Os policiais da 14ª DP iniciaram as investigações e, superando as dificuldades em razão do tempo transcorrido, obtiveram sucesso e localizaram o rapaz no estado da Paraíba. O parentesco foi comprovado após exame realizado pelo Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA/PCDF). O material genético foi coletado e encaminhado pela polícia civil paraibana.

A PCDF apurou que o bebê foi levado por pessoas ligadas à dona de um orfanato, localizado em Corumbá de Goiás (GO), local onde a mãe da criança permaneceu por muitos anos, com os irmãos, após perder os pais. O fato – subtração de incapaz e registro do filho de outra pessoa – não foi criminalizado porque não havia legislação, à época, que tratasse a situação como crime.

“Foi uma pesquisa que envolveu muito trabalho”, concluiu o diretor-geral da PCDF, Robson Cândido, destacando a excelência do trabalho realizado pela corporação. Murilo de Oliveira, delegado da 14ª DP, ressaltou a importância do conhecimento das origens e afirmou que a Polícia Civil se sente honrada em restabelecer a verdade dos fatos e o reencontro entre filho e mãe.

* Com informações da PCDF



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Com 15 de existência, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


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