Arquivos Saúde - Página 2 de 32 - Blog do Callado

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Ricardo Callado08/05/20194min

Hospitais realizam quase 178 procedimentos por dia

A mobilização dos profissionais da rede pública, aliada às ações da força-tarefa SOS DF Saúde, que permite, dentre outras coisas, maior abastecimento e reorganização de escalas, fez com que a Secretaria de Saúde atingisse, em 125 dias, a marca de 22.147 cirurgias realizadas – o que corresponde a quase 178 operações a cada 24 horas.

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, destaca que esse processo só está ocorrendo graças à determinação do governador Ibaneis Rocha em decretar situação de emergência na saúde pública e criar a força-tarefa para cirurgias. “Com isso, estamos conseguindo trazer alívio para milhares de pessoas que esperavam há meses, até mesmo há anos, na fila de cirurgias eletivas, que estão sendo realizadas além das emergenciais”, acrescenta Okumoto.

Em um ranking, o Hospital de Base foi a unidade de saúde que mais realizou intervenções. Por lá, as equipes fizeram 3.550 procedimentos. O centro cirúrgico do Hospital Regional de Sobradinho foi o segundo que mais produziu na rede, com 2.550 cirurgias – 1 mil a menos que o Base. A terceira unidade mais produtiva foi o Hospital Regional de Taguatinga, com 2.490 operações.

Uma das recém beneficiadas foi a moradora de Taguatinga e comerciante Fabiane Vilar, 44 anos, que passou por uma cirurgia bariátrica nesta segunda-feira (6), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Ela esperou pelo procedimento por quatro anos e meio na fila. “Eu estava com obesidade mórbida, então fui avaliada para fazer a cirurgia. Agora, me sinto realizada. Sei que não é uma solução, mas é um paliativo que vai me ajudar a ter o bem-estar que sempre quis”, comentou.

O quantitativo total corresponde ao resultado do trabalho desempenhado em 14 hospitais, dos 17 existentes na rede pública de saúde. As unidades que não fizeram parte deste compilado – Guará, São Vicente de Paulo e Apoio – não realizam procedimentos cirúrgicos.

Outra paciente que também passou por uma cirurgia recente no Hran foi Shirley Moreira, 38 anos. Ela foi diagnosticada em fevereiro com um cisto benigno entre o abdômen até sua área pélvica. “Os próprios médicos falaram que nunca tinham visto um cisto tão grande. Acabei ficando com a barriga enorme por causa dele. Foram oito horas na mesa de cirurgia e quase seis litros de líquido retirados de mim. Mas agora, graças a Deus, estou me sentindo melhor”, ressaltou.

Com a evolução da força-tarefa, a Secretaria de Saúde passará a divulgar o balanço de cirurgias mensalmente.

*Com informações da Secretaria de Saúde


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Ricardo Callado07/05/20194min
(Crédito-Freepik)

Nutricionista explica o que são cada um dos principais suplementos, que, em 2019, ocupam mais da metade dos lares brasileiros, segundo pesquisa

Com o lifestyle fitness em alta e a grande quantidade de influenciadores digitais dando dicas e mostrando rotinas de alimentação saudável, não tem quem não tenha ouvido falar sobre suplementos alimentares. Segundo pesquisa feita pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) em 2019, as suplementações estão presentes em 54% dos lares brasileiros. Mas, afinal, do que se trata cada um deles e para que servem?

De acordo com o nutricionista Daniel Novais, suplementos são, como o próprio nome já diz, um complemento para a alimentação normal. “Os suplementos geralmente são encontrados em cápsulas ou em pó, e são compostos por nutrientes, proteínas, carboidratos ou outras substâncias que a alimentação comum não esteja suprindo. Cada suplementação vai servir para um objetivo diferente, o ideal é sempre procurar a orientação de um profissional”, explica Daniel.

O profissional ainda alerta para os riscos de tomar suplementos sem prescrição. “Fazer uso de suplementos por conta própria é perigoso, pois a pessoa pode sobrecarregar órgãos como os rins e vir a ter problemas sérios. Também são comuns casos de irritabilidade, taquicardia, acne e crises alérgicas”, conta o nutricionista, que aponta a função de alguns dos suplementos mais conhecidos.

Whey Protein

O whey protein é um dos mais conhecidos suplementos alimentares do mercado. Composto por proteínas de alto valor biológico e aminoácidos, ele ajuda na reparação das microlesões que o músculo sofre durante o exercício físico, sendo, assim, um grande aliado no ganho de massa muscular”.

Creatina

“A creatina é um tipo de aminoácido que serve, principalmente, para aumentar a resistência de quem pratica exercícios físicos de alta intensidade, com um tempo ou uma carga maior. O suplemento regenera e aumenta os estoque de trifosfato de adenosina, que é a principal fonte de energia do organismo. Com maior resistência e menor fadiga durante os treinos, os resultados são potencializados”.

BCAA

“O BCAA é um conjunto de três aminoácidos essenciais que, diferente da creatina, não são produzidos pelo próprio organismo. Estes aminoácidos ajudam as células no processo de produção de proteínas e energia. Sua principal função é regenerar os músculos após o exercício físico e diminuir a fadiga. Lofo, ajuda também no processo de hipertrofia muscular”.


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Ricardo Callado03/05/20192min

Valorização do servidor, destaca o Fundo de Saúde do DF, é uma das prioridades da gestão do governador Ibaneis Rocha

Servidores da Secretaria de Saúde que se aposentaram entre os dias 13 e 26 de julho de 2016 receberam, na quinta-feira (2), os valores devidos de pecúnias. “Esse pagamento é parte do acordo feito pelo governador Ibaneis Rocha de cumprir um cronograma de pagamento para quitar pecúnias atrasadas desde a gestão passada”, destacou a subsecretária de Gestão de Pessoas, Silene Quitéria Almeida Dias.

Ao todo, serão depositados R$ 4.183.954,21 para 49 servidores aposentados. A medida é mais uma das ações da gestão adotada no intuito de valorizar os profissionais que fazem parte do quadro efetivo e, também, aqueles que já se aposentaram.

“É uma determinação do secretário Osnei Okumoto e do governador Ibaneis Rocha em reconhecimento àqueles que já cumpriram seu tempo de serviço”, explicou a diretora do Fundo de Saúde do Distrito Federal, Beatris Gauterio.

Outros valores

Em 29 de abril, 3.808 servidores que realizaram Trabalho em Período Definido (TPD) no mês de janeiro receberam o pagamento de R$ 4.636.138,55. Ao todo, a Secretaria de Saúde já pagou aos servidores R$ 37.161.501,70, valor que, relacionado a débitos que remontam a 2002, se soma ao pagamento das pecúnias feito na última quinta-feira.

 

Com informações da Secretaria de Saúde


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Ricardo Callado02/05/20197min

Por Osnei Okumoto, secretário de Saúde Pública do DF

Quatro meses à frente da Secretaria de Saúde, sob a batuta do governador Ibaneis Rocha, foram suficientes para mostrarmos à população que a crise na saúde pública tem conserto, soluções viáveis e caminhos a serem trilhados de forma segura e transparente. É possível levar adiante uma gestão que supere o caos deixado por gestões anteriores, de forma a oferecer um serviço de qualidade, humanizado, com dignidade e respeito às pessoas, principalmente aos mais humildes.

O ponto de partida estabelecido, de forma acertada, pelo governador, foi a decretação do estado de emergência, com o lançamento do programa SOS DF Saúde.  No horizonte, a recuperação e ampliação da infraestrutura, a garantia de medicamentos e insumos, a busca de soluções para o déficit de pessoal com o objetivo de assegurar a manutenção das unidades de saúde. Nesse contexto, o mutirão para realizar cirurgias emergenciais e eletivas é destaque e está trazendo resultados consideráveis.

Simultaneamente, o governador decidiu ampliar o Instituto Hospital de Base, ajustando-o ao formato Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do DF, que, aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, assume a missão de estender os parâmetros e os benefícios desse modelo ao Hospital de Santa Maria e às seis unidades de pronto atendimento (UPAs). Essas melhorias estão em prática, com a reforma de pisos, tetos, sanitários, bebedouros, mobiliário, ar-condicionado, além de conserto e manutenção de equipamentos médicos nas seis UPAs do DF. Todas elas foram devidamente abastecidas de insumos e medicamentos.

Estamos fechando os quatro meses de gestão com mais de 20 mil cirurgias realizadas. Quase 8 mil dessas intervenções foram eletivas. Reorganizamos o mapa da saúde e organizamos a estrutura física e de profissionais. Demos insumos e leitos de retaguarda para que as cirurgias ocorressem, aliviando um pouco o sofrimento de milhares de pacientes que aguardavam, havia meses, até mesmo anos, na fila de espera. Abrimos 30 leitos de UTI pediátrica no Hospital da Criança de Brasília, 26 leitos de internação no Hospital de Base, e iniciamos processo de contração de leitos de UTI com a rede hospitalar privada. Nesse quesito, ainda falta muito a ser feito. Mas demos os primeiros passos de forma segura e eficiente.

Outro ponto atacado com determinação foi a regularização de dívidas e débitos em atraso com prestadores de serviços e empresas. Vários deles estavam em descompasso com o ritmo imposto pela nova gestão, principalmente em razão da necessidade de buscar soluções rápidas, emergenciais, para o caos na saúde pública. Cerca de R$ 1 bilhão de exercícios anteriores foram pagos em quatro meses. Servidores desestimulados, com créditos a receber desde 2002, também foram contemplados por pagamentos nesta gestão. Mais de R$ 37 milhões foram executados em Trabalho em Período Definido (TPD), horas-extras, licenças-prêmios e outros débitos.

Estamos investindo na atenção integral à saúde. Novas unidades básicas de saúde para as populações de Santa Maria, Gama, Estrutural e Planaltina estão em atendimento. Nesta semana, entregamos uma ambulância adaptada à equipe do Consultório na Rua da Região de Saúde Central. O objetivo é melhorar os atendimentos de atenção primária às pessoas em situação de vulnerabilidade social e marginalizadas da sociedade.

A gestão dos últimos quatro meses foi coroada com o sucesso da cirurgia delicada de separação das irmãs siamesas craniópagas, de 11 meses de idade, realizada no Hospital da Criança de Brasília. O procedimento, de alta complexidade e raríssimo, foi o primeiro dessa natureza realizado no DF, a terceira no Brasil e a décima ocorrida em todo o mundo. A operação contou com a participação de profissionais da rede pública, médicos e enfermeiros de outros estados e até de Nova Iorque (EUA). Os pais das meninas, Rodrigo Martins e Camila Vieira, disseram-se felizes, esperançosos e demonstraram agradecimento a todos os participantes do procedimento, desde o pré-natal e o parto, no Hospital Materno Infantil de Brasília, até os cuidados e o profissionalismo da equipe de cirurgiões do Hospital Regional da Asa Norte. A rede pública atuou de forma coordenada e eficiente.

Demos os primeiros passos, que não serão os únicos nem os últimos, de uma caminhada que tem o propósito claro e determinado de tirar a saúde do caos em que foi abandonada e, fundamentalmente, garantir que ela seja sempre pública, torne-se humanizada e capaz de dar dignidade aos seres humanos que dela necessitam. É esse o propósito. É dessa forma que continuaremos organizando nossos trabalhos e as nossas ações.

* Artigo publicado na edição desta quinta-feira (2) do jornal Correio Braziliense


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Ricardo Callado02/05/201912min

Enquanto o segundo domingo de maio é motivo de alegria e comemoração em família, para muitos casais que não conseguem ter filhos naturalmente o Dia das Mães reforça sentimentos de frustração, angústia, culpa e tristeza.

O Projeto Ser Mãe vai inscrever 100 casais inférteis para consulta e aconselhamento reprodutivo gratuitos. Os interessados em participar podem  agendar o atendimento através do telefone (61) 3365-4545. As inscrições serão realizadas dentro do limite das vagas.

No mês dedicado às mães, o Instituto Verhum vai oferecer consultas gratuitas para 100 casais inférteis em Brasília (DF). A ação é realizada através do Projeto Ser Mãe ao Alcance de Toda Mulherum programa de responsabilidade social mantido há 13 anos pelo Instituto Verhum, referência nacional na área de reprodução assistida.

O projeto tem como objetivo oferecer consulta gratuita para casais inférteis de baixa renda e aconselhamento reprodutivo para que eles aumentem suas chances de uma gravidez natural, uma vez que nem todos os casais que enfrentam problemas de infertilidade necessitam recorrer a uma técnica de reprodução assistida  mais complexa para ter um filho.

As pessoas interessadas em participar podem obter mais informações e agendar o atendimento através do telefone (61) 3365-4545. As consultas vão ser realizadas nos sábados dias 11, 18 e 25 de maio, das 8 às 12 horas, mediante agendamento prévio e dentro do limite das vagas.

O atendimento será realizado na sede do Instituto Verhum, no Edifício Medical Plaza, QI 3, Lago Sul. As pacientes inscritas no projeto devem levar seus exames mais atuais e comparecer acompanhadas de seus parceiros no dia marcado para o atendimento. A investigação da infertilidade deve ser feita sempre com o casal.

A infertilidade conjugal atinge cerca de 15% da população brasileira em idade reprodutiva e afeta o sonho de ter filhos de muitos casais. É caracterizada pela ausência de gravidez em um casal com vida sexual ativa e que não usa medidas anticonceptivas por um período de um ou mais anos. “A vida reprodutiva é consequência natural da saúde sexual e quando não ocorre a gestação espontânea é importante buscar esclarecimento e ajuda especializada”, explica o ginecologista Vinicius Medina Lopes, especialista em Reprodução Humana e diretor do Instituto Verhum.

“Cerca de 60% dos casos de infertilidade conseguem ser revertidos com tratamentos simples sem precisar recorrer a uma técnica mais complexa de reprodução assistida”, lembra Jean Pierre Barguil Brasileiro, especialista em Reprodução Humana e diretor do Instituto Verhum.

Projeto Ser Mãe

Idealizado em 2006 pelos médicos Jean Pierre Barguil Brasileiro e Vinicius Medina Lopes, diretores do Instituto Verhum, o projeto de responsabilidade social já realizou mais de mil consultasgratuitas para casais com infertilidade, além de centenas de exames como o espermograma e ecografia.

A proposta do projeto “Ser Mãe ao Alcance de Toda Mulher” é ajudar casais que não têm acesso ao tratamento na rede pública e que podem aumentar as chances de uma gravidez com um aconselhamento reprodutivo ou tratamentos mais simples. “Muitas mulheres podem ser tratadas com recursos simples, como medicamentos que corrigem um distúrbio de ovulação, por exemplo”, esclarece o médico Vinicius Medina Lopes. “Uma simples informação pode solucionar alguns casos de infertilidade conjugal e trazer a gravidez tão esperada”, acrescenta o ginecologista Jean Pierre Barguil Brasileiro.

Avaliação do casal infértil

Cerca de 30% dos casos de infertilidade de um casal são atribuídos à mulher, 30 % aos homens e em 20% dos casos o problema está presente em ambos os parceiros. Os 20% restantes representam a chamada infertilidade sem causa aparente, que requer uma investigação maior do casal infértil por parte do especialista. “Quando a gravidez não acontece, o homem também deve ter acompanhamento médico e participar junto com a sua parceira da investigação para diagnóstico e tratamento da infertilidade”, recomenda os especialistas.

Várias são as causas mais comuns que podem levar à infertilidade nas mulheres, dentre elas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), os distúrbios hormonais, obstrução nas trompas, problemas de malformação ou tumores no útero, endometriose, miomas e ovários policísticos.

Nos homens, um dos principais fatores de infertilidade é a varicocele, que consiste na dilatação anormal das veias que drenam o sangue na região dos testículos. Há também causas genéticas, homens que não têm espermatozoides (azoospermia) ou que apresentam uma concentração inferior a cinco milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen (oligozoospermia severa). As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), o uso de cigarro e o consumo de álcool e anabolizantes também podem comprometer a fertilidade.

É importante saber que uma mulher com menos de 30 anos pode esperar até dois anos para que aconteça a gravidez. Caso a mulher tenha mais de 30 anos não deve aguardar mais que um ano para iniciar uma investigação com o especialista. Se atingiu 35 anos, o prazo de espera não deve ultrapassar seis meses. Após os 40 anos se a mulher deseja engravidar deve, de imediato, iniciar a investigação da sua capacidade fértil.

Outros fatores também podem influenciar a saúde reprodutiva como o tabagismo, obesidade, poluição, consumo de álcool e de drogas, uso de alguns medicamentos e problemas da tireoide.

Sobre o Instituto Verhum

Referência nacional na área de Reprodução Assistida, o Instituto é dirigido pelos médicos Jean Pierre Barguil Brasileiro e Vinicius Medina Lopes. Para garantir atendimento integral aos casais inférteis, o serviço conta com uma equipe médica altamente qualificada nas especialidades de reprodução assistida, andrologia, ginecologia geral e obstetrícia, genética, ginecologia oncológica,  psicologia, ultrassonografia e endoscopia ginecológica. Desde sua fundação, há 11 anos, o Instituto já tem registrado centenas de bebês nascidos através de procedimentos de reprodução assistida, como a inseminação e a fertilização in vitro.

Com sede localizada no Lago Sul, em Brasília, o Instituto Verhum  tem unidades de atendimento também na Asa Norte e Asa Sul e aposta no atendimento humanizado através de um ambiente acolhedor e uma equipe multidisciplinar atenta a todos os detalhes, para transmitir confiança, segurança e discrição. O serviço investe no que existe de mais atual e seguro nos tratamentos de reprodução humana, com equipamentos de última geração, aliando os conceitos de modernidade e inovação.


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Ricardo Callado30/04/20195min

As gêmeas Mel e Lis, de 11 meses, nasceram grudadas pelo crânio e foram operadas no Hospital da Criança

Por Emanuelle Coelho

Uma cirurgia inédita no Distrito Federal conseguiu separar as gêmeas Mel e Lis, de 11 meses, que nasceram ligadas pelo crânio. O procedimento, realizado no Hospital da Criança de Brasília, no último sábado (27), durou 20 horas. O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) foi pioneiro no DF, terceiro no país e décimo no mundo a realizar a separação de gêmeos unidos pelo crânio (craniópagos).

A equipe médica contou com mais de 50 profissionais brasileiros da área da Saúde e cinco norte-americanos (três médicos e dois enfermeiros) do The Children’s Hospital at Monte Fiore – de Nova Iorque. Eles ajudaram no procedimento como advisors, apoiando como consultores.

Desde o nascimento das gêmeas até o dia da cirurgia foram 36 etapas – estudo, ensaios, reuniões e planejamentos. Até as cores das toucas, máscaras e luvas usadas foram pensadas. Os membros da equipe da Mel usaram amarelo e da Lis rosa.

Após a cirurgia as irmãs foram colocadas em coma induzido. As gêmeas se recuperam na UTI, estão em leitos separados, porém, uma ao lado da outra.

Na tarde de hoje (29), Lis despertou antes do tempo previsto e a equipe médica considerou um bom sinal. Elas respiram com a ajuda de aparelhos e ainda não estão fora de perigo. “Todos os desafios foram planejados. As meninas estão respondendo bem”, disse o anestesista Luciano Fares.

A mãe das crianças, Camila Vieira Neves, 25 anos, conta que desde que ficaram sabendo da situação das crianças, ainda na barriga, foram muitos momentos de choro e dor. “Pedi para Deus que me enviasse anjos e foi assim que apareceu essa equipe médica na minha vida. Agora estamos em uma nova etapa, já no pós-operatório, e sonhando em ir para casa. Está sendo maravilhoso, ainda ficamos um pouco apreensivos, mas temos muita fé em Deus. Elas são o milagre de nossas vidas”.

Emocionado, o pai, Rodrigo Martins Aragão, 30 anos, diz que o coração ainda está muito apertado. “Estamos ansiosos e na esperança de que tudo vai dar certo”.

*Com informações da Secretaria de Saúde


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Ricardo Callado29/04/20195min

Tática é utilizada para casos em que os enfermos não conseguem sair do leito – ou da própria residência – para receber tratamento

Assistência domiciliar tem sido uma alternativa para realização de diversos tipos de tratamentos. A escolha é benéfica para a saúde devido o auxílio da equipe multidisciplinar estar conectado com a interação familiar, o que favorece a melhoria de quem necessita de suporte emocional e clínico. Na maior parte dos casos, os cuidados caseiros potencializam a recuperação do enfermo por trazerem conforto e bem-estar.

Para o tratamento de feridas, essa prática já é possível no DF e entorno. Incentivada pela oportunidade de aprimoramento, a clínica Cenfe, especializada no assunto, realiza procedimentos na própria moradia dos seus pacientes há dois anos. Dentre os serviços oferecidos, pode-se citar os cuidados de lesões por pressão; curativos com coberturas primarias e secundárias; terapia de fotobiomodulação, fotodinâmica, curativo à vácuo e também ozonioterapia.

“O Cenfe iniciou sua atuação oferecendo apenas atendimento domiciliar. Atualmente também oferecemos suporte em âmbito ambulatorial”, conta Mirian Caires, coordenadora de Enfermagem do Cenfe.

A enfermeira explica que, do ponto de vista terapêutico, não há diferença de tratamento quando o atendimento é em domicilio ou no ambulatório. O que influencia a decisão de contratação de cada serviço é, na verdade, a condição do paciente.

“Pacientes que estão acamados, ou seja, restritos ao leito, possuem restrição de locomoção. Nós não podemos deixá-los sem os cuidados apropriados, por isso realizamos esse serviço”, explica.

De acordo com o Ministério da Saúde, o carinho e a atenção familiar são assistências importantes para o tratamento de doenças. No caso das feridas não há diferença: a integração do familiar auxilia a recuperação do paciente e deixa o ambiente mais afetivo.

Além disso, tratamentos domiciliares têm riscos reduzidos de infecção, já nos nos hospitais a suscetibilidade é maior devido o ambiente e convívio com pacientes com diversos sintomas.

O Cenfe é o primeiro centro de tratamento de pessoas lesionadas por feridas crônicas ou agudas, com regime tanto ambulatorial quanto domiciliar. O serviço é oferecido por uma equipe qualificada e interdisciplinar, formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e nutricionistas. O corpo clínico tem como responsável técnico o Dr. Igor Nunes e Souza, que é cirurgião geral e vascular, formado pela Universidade de Brasília (UnB) e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, e a enfermeira Larissa Pignata responsável técnica e dermatologista da clínica.

O Cenfe conta, ainda, com a parceria da HomeLar, que compreende os serviços de Internação Domiciliar e Atendimento Domiciliar. Este tipo de Internação Domiciliar oferece atendimento a pacientes com quadro clínico estável, que não necessitam de toda estrutura hospitalar, podendo os cuidados serem realizados em casa. Já o atendimento domiciliar contempla a assistência em diferentes complexidades. Outros serviços oferecidos pelo Cenfe são: curativo por pressão negativa, cateter central de inserção periférica (PICC), acesso venoso central guiado por ultrassom, exame diagnóstico em casa para avaliação de TVP (trombose venosa profunda).


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Ricardo Callado27/04/20198min

Todos os anos, cerca de 1600 homens precisam ser amputados parcial ou totalmente no Brasil por causa do câncer no membro

Para alguns, parece óbvio; para outros nem tanto. Mas a higiene do pênis é fundamental para proteger  contra doenças e manter em alta sua performance sexual. E está equivocado quem pensa que basta aquele banho de gato, tomado de forma superficial. Afinal, ninguém deseja ser surpreendido pelo cheiro forte na cueca e o pênis cheio de secreção bem na hora H!

A falta de higiene íntima, tanto para o homem quanto para mulher, pode acarretar em inflamações e irritações na área genital, que vão desde coceiras até infecções graves por fungos e bactérias. Em casos ainda mais críticos, pode ocasionar o câncer de pênis. Segundo dados do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, todos os anos cerca de 1600 homens precisam amputá-lo parcial ou totalmente no Brasil por causa do câncer no membro.

Embora seja difícil de acreditar, a falta de higiene é a principal causa de câncer de pênis. Isso porque a limpeza correta da genitália evita doenças sexualmente transmissíveis, diminuindo as chances do desenvolvimento da doença. “Há uma forte associação entre a presença do prepúcio (pele que recobre a glande ou cabeça do pênis) e o surgimento do câncer peniano. Além disso, as DSTs caminham lado a lado com este tipo de câncer”, explica Dr. Aguinaldo Nardi, urologista e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Segundo ele, muitos homens acreditam que estão fazendo a higiene adequada do pênis durante o banho, mas podem estar se esquecendo de detalhes simples. Por isso, o especialista listou três dicas básicas e muito importantes que vão ajudar os homens a manterem a limpeza e a saúde.

1 – Puxe o prepúcio

Segundo Dr. Nardi, a limpeza envolve puxar o prepúcio até o aparecimento total da glande. “Passe água com espuma de sabão ou sabonete sobre a superfície da mucosa e/ou pele suavemente, até sair toda a camada de gordura acumulada”, explica o urologista. Segundo ele, a essa gordura, damos o nome de esmegma. Ela é uma secreção branca composta de células descamadas da pele e óleos produzidos por glândulas penianas, e precisa ser retirada completamente para que seja afastado o risco de proliferação de bactérias e fungos no local.

2 – Tome banho depois do ato sexual

Este é um ponto importante destacado pelo médico: a limpeza adequada do pênis depois do ato sexual, pois ela ajuda a remover resíduos de sêmen e excesso de lubrificante do preservativo. A higiene também serve para retirar o muco da lubrificação natural da mulher junto com resíduo de secreção espermática após a ejaculação, já que ambos são ricos em substâncias que servem como meio de cultura para bactérias e fungos.

3 – Use preservativo em qualquer relação sexual

O uso de preservativos em qualquer relação sexual é fundamental. Essa atitude previne contra o vírus HIV e as demais doenças sexualmente transmissíveis, como HPV, herpes genital, gonorreia, hepatite B e C e sobretudo sífilis, doenças que vem apresentando aumento no número de ocorrências no Brasil, acompanhando uma tendência mundial.

Câncer de pênis tem maior incidência no Norte e Nordeste

Entre os fatores de risco pra que o pior aconteça, o especialista menciona a fimose, que impede a exposição da glande (cabeça do pênis) por causa do estreitamento do prepúcio, o acúmulo de esmegma (secreção branca resultante da descamação celular) e principalmente a falta de informação. “Pessoas em situação socioeconômica desfavorável, moradoras das regiões mais carentes, são as mais afetadas pelo câncer de pênis”, ele explica.

Apesar de rara nos países europeus e américa do norte, esse tipo de tumor é uma condição frequente em muitos países africanos, sul americanos e asiáticos. No Brasil, ele representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste. O número de mortes chega a 400 por ano, segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer).

Dados da literatura brasileira demonstraram que dos pacientes com câncer de pênis, 75% eram brancos, 23% negros e 2% orientais. Noventa por cento dos casos são oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso sugere que o câncer de pênis tende a afetar os mais pobres, não circuncidados e com hábitos precários de higiene.

Mesmo com todos os cuidados, é essencial buscar um profissional ao menor sinal de problema. “Os homens precisam ficar de olho na aparição de manchas, verrugas, úlceras e feridas no pênis. Quanto antes for diagnosticado, maiores são as chances de sucesso no tratamento e da não remoção do pênis”,  finaliza Dr. Nardi.


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Ricardo Callado26/04/20196min

Conheça o relato inspirador de uma mãe que enfrentou o câncer de mama durante a gravidez e como funciona o tratamento em pacientes gestantes

Receber o diagnóstico de câncer de mama não é fácil, especialmente se o diagnóstico for dado durante a gestação. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres brasileiras depois do câncer de pele não melanoma. A estimativa para este ano de 2019, é de cerca de 60 mil novos casos da doença no país. E, para cada 3000 mulheres grávidas, uma é diagnosticada com câncer de mama. Seja durante a gestão, amamentação ou no primeiro ano após o parto.

A ideia de tratamento do câncer de mama no período gestacional parece perigosa. Mas no mês em que é comemorado do Dia das Mães (12/05), a oncologista Ludmila Thommen faz um alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença. “As campanhas de modo geral, alertam as mulheres para que os exames sejam feitos a partir dos 40 anos. Isso faz com que muitas mulheres mais novas não saibam que a doença pode acometê-las, até mesmo na gravidez” diz a médica.

Em 2018, a estudante e dona de casa, Jaqueline Oliveira, de 39 anos de idade, foi diagnosticada com câncer de mama no terceiro mês gestacional. “No início, quando recebi o diagnóstico, fiquei muito apreensiva. Parece que a palavra câncer está atrelada ao estima de morte. Mas sempre fui muito positiva e tenho muita fé em Deus.  E depois que colocamos em prática o tratamento contra a doença, fiquei mais tranquila. Mas o que realmente me deixou em paz, foi ver minha filha nascer saudável”, diz.

Jaqueline conta que apesar do medo, os médicos que a diagnosticaram com a doença, a deixaram muito segura com relação ao tratamento, que consistiu em quatro sessões de quimioterapia durante a gestação, e mais dezesseis após o parto. “Hoje minha filha Giovanna está com cinco meses de vida. Encerramos as sessões de quimioterapia e estamos aguardando marcarem a data para que eu me submeta a mastectómica”, conta Jaqueline.

Diagnóstico e tratamento
Segundo a oncologista, alterações hormonais durante a gestação deixam as mamas maiores, com a parte interna granulada e mais sensível. E isso pode afetar o diagnóstico, já é mais difícil que a própria paciente ou o médico notem um nódulo causado pelo câncer até que esteja grande o suficiente para ser notado.
“Infelizmente muitas mulheres deixam para fazer a prevenção do câncer de mama, por meio da mamografia, só depois do parto. Isso retarda o processo de tratamento, já que seria possível um diagnóstico em estágio inicial na gravidez. E como a gravidez e a amamentação podem tornar o tecido mamário mais denso, pode ser mais difícil visualizar o câncer precocemente na mamografia”, alerta Ludmila.

De acordo com Ludmila Thommen, o tratamento aplicado ao câncer de mama não difere em pacientes gestantes. Ou seja, pacientes grávidas com indicação podem realizar a mamografia desde que seja usada a proteção abdominal com um colete de chumbo, pois a quantidade de radiação necessária para a realização do exame é pequena e focada nas mamas. Fora isso, outro procedimento aplicado para a conclusão do diagnóstico, é a biópsia mamária. E elas frequentemente são feitas com agulha, com anestesia local e provoca pouco risco ao feto.

Com relação a radioterapia, a oncologista conta que os efeitos do tratamento podem ser altamente prejudiciais ao bebê já que os tecidos fetais são altamente sensíveis à radiação. Portanto, o tratamento só é indicado após o parto. Já no processo de quimioterapia, vários estudos médicos afirmam que a aplicação de determinados medicamentos durante o segundo e terceiro trimestre de gestação são bastante seguros.

“Mesmo mulheres grávidas que têm câncer de mama e recebem o tratamento, concebem bebês saudáveis e continuam vivendo a vida de forma saudável”, explica. Entretendo, a médica alerta que tudo depende da rapidez do diagnóstico e seu prognóstico.


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Ricardo Callado26/04/20193min

Os auditores cívicos farão inspeções no Hospital Regional do Leste, no Paranoá (DF), para solucionar problemas

A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) promoveu, nessa sexta-feira (26/04), uma capacitação para o grupo de auditores cívicos do projeto “De Olho na Saúde”, para que eles possam realizar inspeções no Hospital Regional do Leste, no Paranoá (DF).

O projeto piloto de controle social “De Olho na Saúde” busca estimular a participação ativa da comunidade em auditorias cívicas para aprimorar os serviços públicos prestados pelas unidades de saúde do DF. Nesta capacitação participaram servidores do HRL, membros das comunidades das cidades do Itapoã, Jardim Botânico, Paranoá, e São Sebastião, e dos Conselhos de Gestão da Saúde.

Na abertura, o controlador-geral do Distrito Federal, Aldemario Araújo Castro, afirmou que a área da saúde é umas das mais complicadas e sensíveis da administração pública no DF. Por isso, é preciso aumentar o controle por parte da própria CGDF e também da sociedade.

“Esse é um desafio que nós Controladoria temos enquanto governo que realiza uma série de atividade fiscalizatórias de controle. É um desafio, também, da sociedade, que de alguma maneira deve participar disso. Tem que cobrar e olhar para essa atividade”, ressaltou.

O grupo teve noções introdutórias de auditoria, correição e processos administrativos disciplinares e conheceu os instrumentos que a CGDF disponibiliza para o cidadão fazer o controle social, por meio de denúncias e fiscalização do dinheiro aplicado na área da saúde, como a Ouvidoria e o Portal da Transparência.

Para dar mais efetividade a capacitação, foi realizada uma simulação de auditoria cívica na sala em que estava sendo realizada a capacitação, onde os servidores levantaram, por exemplo, que as cadeiras não eram confortáveis e um dos aparelhos de ar condicionado não estava funcionando. O objetivo foi fazer com que servidores, membros das comunidades e representantes dos conselhos de saúde se sentissem habilitados para a terceira fase do projeto, que consiste na realização de uma auditoria no próprio HRL, para levantar os problemas do hospital e apontar soluções.



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