Arquivos Saúde - Página 2 de 37 - Blog do Callado

blueberries-4011294_960_720.jpg

Ricardo Callado29/07/20199min
A fruta, mais conhecida no exterior, tem diversos benefícios para a saúde e pode ser consumida o ano todo

Uma frutinha redonda, e até um tempo atrás pouco vista por aí, começa a se popularizar no Brasil em virtude dos muitos benefícios que traz para a saúde. Mais conhecida como blueberry, além de nutritivo, o mirtilo pode ser usado em diversos cardápios do dia a dia.

Entre os benefícios da fruta, estão: ação antioxidante, regulação da pressão arterial, prevenção de gripe, combate a infecções urinárias, auxílio na manutenção da memória e na diminuição do colesterol ruim. Protege ainda órgãos como coração e fígado.

De acordo com a nutricionista do Oba Hortifruti Brasília, Lívia Nogueira, a fruta também é ótima para reduzir os sintomas da diabetes, devido à sua grande capacidade hipoglicêmica (reduzir o nível de açúcar no sangue). “A fruta contribui para prevenção e controle da diabetes, que é uma doença associada ao aumento do estresse oxidativo, inflamação, dislipidemia (distúrbio nos níveis de lipídios no sangue), doenças cardiovasculares, câncer e perda de visão por catarata e retinopatia”, destaca.

Para que seus benefícios sejam melhor aproveitados, a fruta pode ser usada em diversas receitas de suco, suplementos nutricionais, doces e chás, incluindo a utilização de suas folhas. Mas é preciso cautela quanto ao uso: o recomendado para ingestão é de 60 a 120g por dia.

“De novembro a abril se tem mirtilo nacional. Para os demais meses, os frutos são importados”, explica a nutricionista, ao informar que a fruta é originária do norte da Europa, e também encontrada em partes da América do Norte e da Ásia.

Confira as dicas da nutricionista para fazer receitas gostosas e fitness:
Sorvete de banana com mirtilo

Ingredientes:

  • 1 xícara de café de mirtilo
  • 2 bananas nanicas ou prata congeladas
  • 1 colher de sobremesa de suco de limão

Preparo

Antes de tudo, corte as bananas e deixe congelar. Congele também o mirtilo. Depois de congelados, bata no liquidificador, juntando o suco de limão também, até que emulsionem bem. Leve de volta ao congelador para conservar a textura até na hora de servir.

Cup cake fitness de mirtilo

Ingredientes:

1 xícara de aveia em flocos finos

4 claras

1 pote de iogurte natural desnatado (ou sem lactose)

1 scoop de whey protein de baunilha

2 colheres de sopa de óleo de coco (ou canola)

1/2 de xícara de adoçante de forno e fogão

20 gotas de extrato de baunilha

1 colher de sobremesa de fermento em pó

Blueberry fresco (mirtilo) a gosto

Geleia de blueberry (sem adição de açúcar) para o recheio

Preparo:

Bater os ingredientes na batedeira em velocidade baixa, exceto o fermento, o blueberry, e a geleia.

Após a massa estar homogênea, misturar bem o fermento manualmente com uma colher ou espátula.

Untar a forma com óleo de coco.

Colocar a massa com uma concha até a metade da forminha de muffin. Colocar os mirtilos manualmente e deixar um espaço no meio para colocar a geleia. Colocar 1 colher de café de geleia de mirtilo no meio de cada muffin.

Levar ao forno pré-aquecido, a 180 graus por 40 minutos.

Cobertura:

Geleia orgânica de amoras

Sobre o Oba Hortifruti – A rede é referência em qualidade e variedade de produtos, e oferece diariamente um atendimento mais próximo, que prioriza o relacionamento com o cliente, garantindo o equilíbrio perfeito entre sabor e saúde para a vida das pessoas. Acredita que reunir a família e os amigos ao redor da mesa é um momento gostoso e saudável. Referência em saudabilidade e prazer em comer bem, O Oba é fonte para quem deseja manter uma boa alimentação.

Atualmente, a marca possui 43 lojas em São Paulo, Distrito Federal e Goiânia. Esse ano, comemora 40 anos de história. A rede expandiu sua atuação no mercado com setores de frios e laticínios, açougue, adega, mercearia, importação própria, pré lavados, lanchonete, floricultura, padaria e restaurante, que complementam o setor de hortifruti.

Acesse: www.obahortifruti.com.br

 

Siga o ObaHortifruti

Site: https://obahortifruti.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/obahortifruti/

Instagram: https://www.instagram.com/obahortifruti/

NOSSAS LOJAS

212 Sul

Sudoeste (CLSW 302)

306 Norte

209 Norte

Lago Sul (QI 9)

Lago Sul (SMDB Cj. 12)

Águas Claras (Av. das Araucárias, rua 18)

Subida do Colorado (Setor Habitacional Taquari)


mais-medicos.jpg

Ricardo Callado29/07/20192min

Autorização pode ter prazo indeterminado

Por Pedro Peduzzi

Portaria publicada pelo Ministério da Justiça e pelo Ministério das Relações Exteriores no Diário Oficial da União de hoje (29) regulamenta a residência de cubanos que participaram do programa Mais Médicos no Brasil. A apresentação do requerimento de autorização de residência em território brasileiro deverá ser feita junto à Polícia Federal.
De acordo com a portaria, o imigrante poderá requerer a autorização de residência – que poderá ter prazo indeterminado – no período de 90 dias anteriores à expiração do prazo de 2 anos, previsto para que as autoridades brasileiras concluam o processo de autorização de residência.

A autorização de residência implicará na “desistência expressa e voluntária de solicitação de reconhecimento da condição de refugiado”.

Durante a instrução do pedido de autorização de residência, os interessados terão da apresentar uma série de documentos. Além de documento de identidade (ou documento de viagem), será necessária a apresentação de certidão de antecedentes criminais dos estados em que tenha residido no Brasil nos últimos cinco anos; e declaração de ausência de antecedentes criminais nos outros países onde ele tenha residido.

Também será necessário apresentar documentações que comprovem o vínculo com o Programa Mais Médicos, além de carteira de registro nacional migratório (ou declaração de extravio) e de duas fotos 3×4.


osnei.jpg

Ricardo Callado28/07/20196min
Osnei Okumoto verificou a situação do HRC, HRT e HRG, neste sábado (27), e conferiu os problemas de manutenção que afetam as instituições

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, visitou, neste sábado (27), os hospitais regionais de Ceilândia (HRC), Taguatinga (HRT) e Gama (HRG), há anos sem contrato de manutenção. Durante as visitas, ele anunciou um pacote de reformas que serão iniciadas em hospitais, policlínicas e unidades básicas de saúde (UBS) de toda a rede, assim que for assinada a ordem de serviço de manutenção predial.

“Nesta segunda-feira (29), vamos assinar a ordem de serviço da Secretaria de Saúde, no montante que gira em torno de R$ 50 milhões, para disponibilizar para todo o DF as reformas que precisamos”, afirmou Okumoto quando estava no HRC, primeiro local a ser visitado.

No Hospital Regional de Ceilândia, o secretário foi recebido pelo novo superintendente da Região de Saúde Oeste, Roberto Cortes. Juntos, verificaram toda a estrutura física da unidade, como a da UTI adulto e do Banco de Leite Humano, e pontuaram a necessidade de reformas em algumas áreas.

“Temos alguns gargalos a melhorar e o secretário veio pessoalmente conferir onde temos que atacar nesses pontos”, comentou Cortes. “O governador Ibaneis está firme nesse propósito. Com essa equipe nova, vamos aliviar o sofrimento da população. A palavra aqui é humanização”, ressaltou.

Taguatinga

Devido ao princípio de incêndio nas dependências da galeria do HRT, causado por um curto circuito, nessa sexta-feira (26), o hospital foi um dos escolhidos para a visita. Apesar do ocorrido, a situação foi normalizada no mesmo dia, principalmente com o suporte do Corpo de Bombeiros. Ainda assim, a reforma na unidade é necessária para prevenir futuros incidentes, principalmente porque um incêndio já ocorreu no mesmo local em janeiro.

“Como estamos para assinar nossa ordem de serviço de manutenção predial, vamos dar prioridade ao Hospital Regional de Taguatinga, principalmente sobre esse problema recorrente, pois a unidade necessita dessas reformas há muitos anos”, disse Okumoto.

Outros setores do hospital também foram visitados pelo secretário, como o pronto-socorro pediátrico, a farmácia, a central de manipulação de quimioterápicos e a hemodiálise. Essa última é considerada o maior serviço desse tipo da rede pública de saúde do DF, atendendo 97 pacientes no HRT.

Acompanhando o secretário na visita, a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Lucilene Florêncio, mostrou a implementação da metodologia Lean na unidade, para melhorar o fluxo de atendimentos no pronto-socorro, além de identificar as principais necessidades do hospital.

“Na visita do secretário, ele pode observar a necessidade da reforma estruturante e manutenção da nossa galeria, onde tivemos incidentes”, disse Florêncio. “Ele também viu as melhorias, como a no pronto-socorro, e que teremos um heliporto no HRT. Há uma dificuldade para chegar pacientes por transporte aéreo à noite, mas vamos iniciar essa conquista, com o apoio da Administração Regional de Taguatinga”, ressaltou.

Gama

Por último, Okumoto visitou o Hospital Regional do Gama, onde a equipe de gestores da Região de Saúde Sul apontou as dificuldades da unidade. Entre as principais, a necessidade de reformas estruturantes no pronto-socorro, e a instalação de um ar-condicionado central para atender os principais setores do HRG.

“Essa visita do secretário já é nosso marco legal para implementar as reformas do hospital. A nossa meta primordial será a reforma do pronto-socorro”, informou o superintendente da Região de Saúde Sul, Allan Ulisses.

A diretora administrativa da Região Sul, Verbena Melo, completou: “assinada a ordem de serviço, os projetos de planejamento serão encaminhados, para iniciar as pequenas e médias reformas. Esperamos começar o quanto antes”, disse.

“O Hospital do Gama é de extrema importância para toda a nossa rede. Vimos as necessidades primordiais para que esse hospital venha a dar dignidade de trabalho e um melhor serviço à população. Como nosso governador sempre diz, o primordial é garantir um atendimento humanizado aos pacientes”, concluiu Osnei Okumoto.


Credito-Freepik-2.jpg

Ricardo Callado24/07/20194min
Especialista aponta que o consumo excessivo de açúcar é prejudicial à saúde e indica opções para substituí-lo

No momento de começar uma dieta, geralmente a parte mais difícil é cortar os doces. E é consenso que o açúcar refinado é um dos alimentos mais prejudiciais à saúde, principalmente quando consumido em excesso. Na contramão desta atual consciência de vida saudável, o Brasil é rankeado como o 4º maior consumidor de açúcar do mundo, segundo levantamento feito pela Sucden, multinacional do ramo açucareiro.

Mas, afinal, o que é o açúcar? De acordo com o nutricionista Daniel Novais, trata-se de, nada mais, nada menos, que carboidratos cristalizados e comestíveis. “O açúcar é uma substância totalmente vazia, com alto valor calórico e nenhum valor nutricional, que tem a única função de dar o gosto doce às receitas. Ou seja, não agrega em nada e ainda pode causar diversos malefícios para quem o ingere sem parcimônia”, explica.

Porque evitar?

O mal mais conhecido que o açúcar causa é o ganho de peso, por ter alto valor calórico e alterar a produção da leptina, o hormônio da saciedade. Mas engordar é apenas uma das consequência da ingestão de açúcar. “Por ser um carboidrato, seu excesso aumenta os níveis de triglicerídeos e insulina, o que favorece doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, entre outras coisas”, alerta Daniel.

Como substituir?

Por mais agradável que o açúcar seja ao paladar, não quer dizer que ele não possa ser substituído por outros produtos adoçantes, tanto em receitas quanto para adoçar cafés e sucos. “Existem ótimas opções de adoçantes mais saudáveis, como stevia, mel, melado de cana, xilitol e eritritol. Sem contar com o próprio açúcar, mas em versões não refinadas e mais naturais, como o de coco, o orgânico e o demerara”, indica o profissional.

Porém, para finalizar, o nutricionista lembra que mesmo as opções mais saudáveis não devem ser consumidas exageradamente. “O segredo de tudo é o equilíbrio. Mesmo o açúcar branco e refinado não precisa ser banido, apenas em casos de saúde, como diabetes. Mas se o problema for o ganho de peso, o exagero no mel, por exemplo, vai ser tão prejudicial quanto o do açúcar”, garante. Ou seja, sentiu vontade de comer um docinho? Se não puder optar por uma opção mais saudável, basta comer em pequenas quantidades e escolher o momento certo.


cirurgia.jpg

Ricardo Callado23/07/20199min
As cirurgias foram de coração (18), rim (27), fígado (46) e córnea (225). Mais de 900 pessoas ainda aguardam na fila por um doador
De um lado, dois jovens recebem a notícia da morte cerebral da mãe e precisam decidir se doam ou não os órgãos. Do outro, centenas de pessoas aguardam um “sim’ como resposta para serem transplantadas e seguir vivendo. No Distrito Federal, 901 pessoas estão nesta espera, a maioria aguardando rim (532) e córnea (314). Nos primeiros seis meses deste ano, já foram realizados 316 transplantes de rim (27), fígado (46), coração (18) e córnea (225).

Para que seja possível a doação, é preciso comprovar a morte encefálica, por meio de um protocolo complexo. “São realizados três exames por médicos diferentes, com intervalo mínimo de uma hora entre eles, para avaliar se o cérebro da pessoa ainda é capaz de mantê-la viva”, explica a diretora substituta da Central Estadual de Transplantes, Joseane Gomes Fernandes Vasconcellos. “Com a confirmação de que não há atividade elétrica ou fluxo sanguíneo no cérebro, é constatada a morte encefálica”, complementa.

Em caso de parada cardiorrespiratória, podem ser retiradas as córneas para transplante. “Poderia ser doado pele e osso, também, mas, no DF, não temos, ainda, condições de retirar esses outros tecidos”. Com regularidade, na capital do país são retirados coração, fígado, rins e córneas dos doadores falecidos. A legislação no Brasil determina, desde 2001, que a doação deve ser autorizada pela família do paciente. Então, é fundamental que a pessoa in

A estudante de Farmácia Loyane Mayara, 27 anos, passou por um transplante de córneas. Foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde

forme aos familiares sobre seu interesse em ser um doador de órgãos.

“O familiar pode informar aos profissionais de saúde do local de internação do paciente sobre o interesse em doar os órgãos. A equipe da unidade aciona a Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante para realizar a entrevista com a família, orientar todos os procedimentos e colher a assinatura para autorização”, explica.

Ela esclarece, ainda, que, em caso de doação dos órgãos, o DF não transplanta aqui. Mas é possível vir uma equipe de captação de outro estado para fazer o procedimento, desde que haja logística favorável. Mesmo assim, o DF é a unidade da Federação que realiza o maior número de transplantes de coração e de fígado proporcionalmente ao número de habitantes (por milhão de população).

Córnea

No final do ano passado, a estudante de Farmácia Loyane Mayara, 27 anos, passou por um transplante de córneas. Portadora de ceratocone desde os 12 anos, ela esperava pelo procedimento desde janeiro de 2018. A visão já estava bastante debilitada. Receber a doação mudou completamente sua vida.

“Precisei trancar a faculdade, pois as notas estavam ficando baixas e eu não conseguia pegar ônibus. Voltar a enxergar, após o transplante, me possibilitou estudar e fazer novas amizades, pois muita gente não se aproximava de mim porque achava que eu era metida por não cumprimentá-las. Mas eu apenas não as enxergava.”

Loyane ficou tão agradecida que escreveu uma carta na tentativa de conhecer a família dos doadores. “Mas não tive retorno, ainda. Entendo que a perda de alguém deve ser muito triste, mas o ato deles foi muito importante. A doação de órgão devolve a dignidade a muitas pessoas que ficam debilitadas em razão de seu problema de saúde”, frisa.

Medula óssea

No DF, são realizados os transplantes de coração, fígado, rins e córneas de doadores falecidos. Aqui, também são feitos transplantes de medula óssea, que seguem outro processo para a doação: pode ser realizado com células do próprio paciente, de doador aparentado ou de doador anônimo cadastrado no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

O procedimento é feito, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), no Instituto de Cardiologia do DF (ICDF), Hospital de Base e Hospital Universitário de Brasília (HUB). “O ICDF realiza transplantes de coração, fígado, rins e córneas, além do de medula óssea. O Base e o HUB fazem transplantes de rins e córneas”, complementa Josiane.

Em 2018, foram registrados 53 doadores de órgãos, além de 251 apenas de córnea. Foram feitos 302 transplantes de córnea, 55 de rim de doador falecido, dez transplantes de rim de doador vivo, 86 de fígado e 34 transplantes de coração.

Entre os beneficiados estava Gisele Lacerda das Chagas, 29 anos. Depois de três anos esperando por um rim, recebeu o órgão há dez meses. “Fiz quatro anos de diálise peritoneal. Depois de ser transplantada, o melhor é ter a liberdade de uma vida normal, sem parar para a diálise”, comemora.

Fígado

Segundo Joseane, no DF houve mais transplantes de fígado do que doadores. “Alguns foram captados pela equipe do DF em estados das regiões Centro-Oeste e Norte, mediados pela Central Nacional de Transplantes (CNT). E foram transplantados aqui, porque esses estados não realizam essa modalidade de procedimento”, detalha.

Ela explica que isso é possível porque o tempo entre a retirada do órgão e o transplante é compatível com o tempo de voo regular de empresas aéreas. Elas transportam as equipes e os órgãos por causa um termo de cooperação firmado com o Ministério da Saúde. “Em alguns casos, a CNT viabiliza o transporte com voo da Força Aérea Brasileira”, falou.

Entre os receptores de um novo fígado estava Carlos Borges da Silva. Depois de uma cirrose hepática, causada por excesso de bebida alcoólica, precisou do transplante e aguardou dois anos até que esse dia chegasse. “O tempo vai passando e a gente vai ficando cada dia mais frágil. Quando me ligaram para marcar a cirurgia, foi uma mistura de medo e expectativa. Mesmo esperando tanto por aquele momento, dá um certo medo”, relembra ele, que ainda se recupera do procedimento, realizado há dois meses.

Com informações da SES

 


Credito-Freepik-1.jpg

Ricardo Callado19/07/20195min
De acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde, complicações cardiovasculares matam mais do que câncer, diabetes e acidentes de carro

De acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde – OMS, complicações cardiovasculares matam mais do que câncer, diabetes e acidentes de carro. As doenças cardiovasculares, muitas vezes negligenciadas por grande parte da população, são comprovadamente a primeira causa de morte no Brasil e no mundo. De acordo, ainda, com a OMS, um brasileiro morre de doenças do coração a cada 40 segundos, o que dá uma média de 350 mil mortes por ano.

Um número alarmante e desconhecido da maioria da população, mas que poderia ser atenuado. Segundo o cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga – ICTCor, Bruno Jardim, as doenças cardiovasculares, tais como infartos, mal súbitos, AVCs e arritmias, são patologias que podem ser prevenidas e tratadas. “De fato existem diversos fatores de risco mais complicados, como os genéticos, mas na maioria dos casos a manutenção da saúde por meio de hábitos saudáveis, tais como prática de atividade física e cuidados com a alimentação, são suficientes para diminuir as chances de morte por causa de doenças do coração”, explica.

Vamos falar de prevenção?

Por mais clichê que possa parecer, hábitos saudáveis são um dos pilares mais importantes para cuidar da saúde do coração. “Para começar, uma alimentação balanceada é essencial. Evitar alimentos muito gordurosos e açucarados, além de bebidas alcoólicas, são essenciais para evitar o aparecimento de outros fatores de risco para as cardiopatias, como a pressão alta, o aumento do colesterol ruim e o sobrepeso”, aponta Dr. Bruno. E não é apenas isso, uma alimentação melhor contribui para o melhor funcionamento do organismo como um todo.

Outro hábito fundamental, não menos importante, é iniciar a prática de exercícios físicos, independente da idade. “As atividades físicas fazem bem para todo mundo, até mesmo para quem já desenvolveu problemas do coração. Colocando o corpo em movimento, o fluxo sanguíneo é aumentado e, com isso, o coração funciona melhor, fica mais resistente a esforços e ao estresse. Consequentemente, os riscos às artérias diminuem”, garante o médico. Largar hábitos nocivos ao coração, tais como fumar ou viver em um nível elevado de estresse, também é necessário.

Diagnóstico e tratamento

Para as pessoas que já foram acometidas por cardiopatias, além da adoção dos hábitos citados anteriormente, cabem também alguns cuidados específicos. O check-up cardíaco é o principal deles. “O acompanhamento médico é altamente indicado, principalmente para os cardiopatas. As visitas periódicas, de acordo com a necessidade de cada pessoa, irão indicar os exames específicos para uma avaliação mais completa. Atualmente, dispomos de tecnologias de ponta e técnicas minimamente invasivas, que vão auxiliar o médico tanto no diagnóstico quanto na manutenção da saúde de quem já tem algum tipo de problema”, explica Dr. Thomas Osterne, cardiologista do ICTCor.

Entre os tratamentos, o mais comum é a angioplastia, um procedimento que tem como objetivo desobstruir as artérias, a fim de retomar seu fluxo sanguíneo normal. “Estes tratamentos são feitos após o diagnóstico, como forma de evitar possíveis acidentes vasculares cerebrais ou infartos do miocárdio. Logo, são importantíssimos para que se diminua o percentual de mortes por doenças cardiovasculares”.


pronto-socorro-HRT-Foto-Mariana-Raphael-xx-1200x796.jpg

Ricardo Callado17/07/20193min
Foto: Mariana Raphael/Secretaria de Saúde-DF

A renovação abrange fachada, área de acolhimento e classificação. Todos os ambientes receberam manutenção elétrica, por exemplo

Quem passa pela frente da emergência do Hospital Regional de Taguatinga logo visualiza mudanças. Com pintura renovada e a grafitagem, surge um espaço mais acolhedor e humanizado.

Dentro, um ambiente confortável, com cadeiras novas, placas de identificação, janelas instaladas e banheiros revitalizados. A nova ambientação é resultado de uma parceria público-privada em benefício da população do Distrito Federal.

Durante todo o mês de junho, as áreas interna e externa de parte do pronto-socorro receberam pintura nova. Os ambientes renovados foram a parte de acolhimento e recepção, sala de classificação de risco e espera.

Todos esses ambientes receberam manutenção elétrica, renovação das portas e dos banheiros e instalação de parede de Drywall. Também ganharam porta para separar os pacientes já classificados dos demais, instalação de longarinas (cadeiras) novas, placas de identificação e atualização dos balcões de atendimento.

Além disso, os espaços do pronto-socorro (interno e externo) receberam a ornamentação artística feita com grafite, e foi concretada uma área que, antes, era recoberta apenas por brita em um vão lateral.

Feliz com o resultado, a superintendente da região de saúde Sudoeste, Lucilene Florêncio, destaca a necessidade de um ambiente acolhedor.

“Os pacientes chegam fragilizados ao hospital. Então, é importante ter esse acolhimento com conforto, em ambiente limpo, bem identificado para facilitar a vida dos usuários. Queremos oferecer o melhor para a nossa população”, assegura.

Parceria

A administração regional de Taguatinga também fez sua parte nesta reforma. A administradora da cidade, Karolyne Guimarães dos Santos, avalia que se cumpre, nesse caso, as diretrizes do governador Ibaneis Rocha, que é atuar de forma integrada entre os órgãos, trabalhando com a iniciativa privada em prol da comunidade. “Isso se refletiu na revitalização da emergência do HRT”, conta.


Quem é quem

Conheça os colaboradores privados na ação no HRT

Taguatinga Shopping

Castello Forte

Vidraçaria Pontual 

Outmídia BSB

 


Com informações da Secretaria de Saúde-DF


Hospital-de-Ceilândia.jpeg

Ricardo Callado15/07/20194min
Três especialistas atendem no novo ambulatório, sempre de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h
O Hospital Regional de Ceilândia (HRC) criou um ambulatório específico para atender pacientes encaminhados do pronto-socorro pediátrico da unidade. Com o suporte de três médicos, o serviço tem como objetivo reforçar a linha de cuidados da pediatria. Os pediatras atendem em horário ambulatorial, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h.

“O ambulatório fica dentro da Atenção Secundária para dar cobertura aos pacientes da emergência. Testamos a ideia e vimos que deu certo. Até março deste ano, por exemplo, atendemos quase 700 pacientes”, afirmou a superintendente da Região de Saúde Oeste, Alessandra Ribeiro.

A unidade começou a funcionar, de forma piloto, ainda em fevereiro, com a vinda dos novos pediatras – dois trabalhando 40 horas por semana e um, por 20 horas. Nesse período, até o dia 9 de julho, os três médicos fizeram 3.928 consultas, sendo 120 delas de retorno. A média de atendimentos tem sido de 15 crianças por período.

O dia que tem os três médicos na escala, atendemos 45 pacientes de manhã e 45 de tarde. São 90 crianças em um único diaVanderson Rodrigues, gerente de Enfermagem do HRC

Segundo Vanderson Rodrigues, a ideia de criar o ambulatório surgiu da necessidade de melhorar a assistência aos pacientes. Dessa forma, três salas foram separadas, na Atenção Secundária do hospital, para instalar a nova unidade.

“Como os pacientes chegam à pediatria e nem sempre são totalmente absorvidos pelo atendimento de lá, eles podem ser encaminhados para o ambulatório. Os pediatras atendem como alergistas e também fazem o acompanhamento da clínica médica”, ressaltou.

Um desses pediatras é Leonardo Nunes, que atende no ambulatório das 7h ao meio-dia, quatro dias na semana. “Procuramos resolver o máximo que podemos. Nesse tempo, o trabalho tem fluido muito bem”, resumiu.

Para Milena Amâncio, 20 anos, que levou sua filha Ayla, de seis meses, para o HRC, a iniciativa do ambulatório é muito bem-vinda.

“Ela estava com coriza, febre e vomitando. Nas duas vezes que estive aqui, este ano, o atendimento foi bem rápido”, elogiou.

Com informações da Secretaria de Saúde/DF


lucia-braga.jpg

Ricardo Callado11/07/20196min
Lúcia Braga é a primeira latino-americana a receber a honraria

Por Vladimir Platonow

A neurocientista e presidente da Rede Sarah de hospitais, Lúcia Willadino Braga, recebeu o prêmio Distinguished Career Award, da Sociedade Internacional de Neuropsicologia (INS, na sigla em inglês). O prêmio é concedido a cientistas com anos de carreira, que tenham dado contribuições importantes para o setor.

A premiação ocorreu na noite de quarta-feira (10), no Rio de Janeiro, durante o encontro anual do INS, realizado no Brasil este ano. Há 40 anos na Rede Sarah, Lúcia é a primeira pessoa latino-americana a receber a premiação. Momentos antes de receber o prêmio, Lúcia conversou com a reportagem da Agência Brasil.

Agência Brasil: Nós conhecemos muito ou conhecemos pouco o cérebro?

Lúcia Braga: Eu acho que ainda conhecemos pouco. Se a gente comparar com 20 anos atrás, a gente conhece muito mais. Mas se a gente pensar daqui a 20 anos, realmente vai achar que sabia muito pouco hoje. A gente tem muita coisa a descobrir no cérebro. Cada dia está descobrindo mais. Isso que é muito bonito, construir um conhecimento. O que eu acho legal deste momento é que o Brasil faz parte da construção do conhecimento internacional em neurociência. Então nós estamos gerando o conhecimento. Isso é muito importante para o país.

De quarenta anos para cá mudou muito na neuropsicologia?

Nessa época só tinha o raio-X, nem tomografia havia. Então tudo a gente tinha que provar pelo comportamento. E hoje a gente pode comprovar as mudanças no comportamento e as mudanças que ocorrem no cérebro. Então hoje a gente entende muito mais o cérebro. Depois que vieram os equipamentos de neuroimagem, a gente pôde ver o cérebro funcionando, ficou muito mais profunda a nossa análise sobre tudo o que acontece no cérebro e começamos a descobrir muitas coisas do cérebro que nós não sabíamos. Então, os últimos anos têm tido inúmeras descobertas, por parte de todos nós, neurocientistas, em função de ganhos tecnológicos de diagnósticos.

O seu reconhecimento é importante para a senhora e para o país também?

Acho que é muito importante, porque coloca o Brasil gerando conhecimento. E quando é um prêmio de carreira, é uma trajetória que eu fiz, mas eu e os meus colegas da Rede Sarah, porque ninguém faz nada sozinho. A interação com os cientistas brasileiros. Então é um prêmio que não é para mim, mas para todos os brasileiros.

Também é um estímulo para os jovens que estão entrando na faculdade…

Sim. A gente precisa se aprofundar em neurociência. Tem muita coisa para descobrir. E tem pessoas incríveis no país. Vamos dar oportunidade para essas pessoas pesquisarem. Estudantes, jovens, pessoas interessadas nos mistérios do cérebro.

Aos 50 ou 60 anos a pessoa tem que continuar a estudar, para manter a neuroplasticidade? 

Vou mostrar em minha palestra [no segundo dia do encontro] o que muda na substância cinzenta e na substância branca do cérebro quando a gente aprende. Então isso é a importância do aprender. O estudo é permanente e você pode continuar desenvolvendo novas redes neuronais depois dos 50 ou 60 anos. Pode e deve. Antes se achava que não se podia mais. Que a partir de um momento você já estava com o cérebro construído. O que é há é uma especialização do cérebro durante a vida. Então o cérebro do adulto já está mais organizado que o da criança, que tem mais plasticidade. Mas não significa que esteja estagnado. A gente tem que continuar em frente. Aprendendo coisas, trocando ideias, trocando conhecimentos. Toda a aprendizagem exercita o cérebro.

Como funciona a Rede Sarah? Tem aporte privado?

A Rede Sarah é 100% pública. E isso prova que o serviço público pode funcionar, sim. Com boa gestão, transparência, governança e cuidado, a gente vai mostrando que nós temos todo um Brasil possível. Precisamos olhar mais para esse país. São nove unidades. Temos hospitais em Brasília, São Luís, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Belém, Macapá, Rio de Janeiro. Atendemos 1,7 milhão de pessoas por ano. Fazemos um atendimento todo humanista, com evidências científicas. É um atendimento todo público. A entrada é pelo site. Basta a pessoa entrar. Quem não tem acesso por internet, pode ligar.


cirurgia.png

Ricardo Callado10/07/20196min
Equipe da Ortopedia aplicou técnica alemã para procedimento que foi executado com sucesso
Nessa segunda-feira (8) aconteceu no Hospital de Base, uma cirurgia inédita no Brasil: tratamento de infecção protética em um estágio cirúrgico. O ortopedista, Mário Soares, realizou o procedimento após ter permanecido nos últimos três meses treinando a técnica e o tratamento em Hamburgo, na Alemanha. Segundo o especialista, a paciente de 47 anos, que havia passado por uma cirurgia para colocação de prótese há seis meses, teve uma infecção e foi preciso fazer a reabordagem cirúrgica.

“Essa paciente precisou fazer o procedimento por ter um desgaste precoce de quadril e foi acometida dessa complicação que atinge de 1,5% a 2% dos pacientes e costuma ser devastadora”, explica. O médico conta que, usualmente, é feita uma cirurgia em dois tempos: o paciente é levado para o centro cirúrgico, tem a prótese retirada, o material é colhido para exames que estabelecerão o tipo de infecção, o paciente tem a indicação do antibiótico por, no mínimo, dois meses, e se depois, tiver condições, faz uma nova cirurgia para colocação de prótese.

“Nesse tempo, o paciente fica sem prótese ou com um espaçador, e isso, o deixa acamado e com outras complicações. Por isso, essa técnica, que foi aplicada de forma inédita aqui no Hospital de Base e também no país, foi considerada como melhor opção”, destaca o cirurgião. De acordo com Mário Soares, o novo método possibilita que em apenas uma intervenção, todo o procedimento seja realizado.

“Em uma cirurgia de quatro horas, retiramos a prótese, fizemos a limpeza da área infectada e necrosada e, em seguida, inserimos a nova prótese definitiva, sendo que, o tratamento segue agora com antibiótico e será feito por, no máximo, 14 dias”. O especialista acentua que a cirurgia inovadora reduz o sofrimento do paciente, pois será submetido a somente um procedimento e não terá limitações de movimentos entre outros benefícios. Para as instituições que financiam esse tratamento também é um ganho devido à economia de recursos.

“A partir dessa técnica, estamos escrevendo um novo capítulo na história da ortopedia. Pois, além de beneficiar o paciente, que já pode andar no dia seguinte, terá menos efeitos adversos devido ao uso reduzido de antibióticos, e, inclusive, pode ser desospitalizado de forma mais célere, também, traz menos gastos para a instituição e a taxa de erradicação da infecção é maior que 90%, sendo até melhor que a cirurgia em dois estágios”, complementa.

Segundo o profissional, a partir de agora, os pacientes que aguardam por cirurgias para a troca das próteses passarão a contar com essa técnica menos traumática. “Nossa ideia é realizar essas cirurgias de forma rotineira para reabilitar e melhorar a vida dos pacientes. Sem dúvida os ganhos são muitos e é esse nosso foco”, destaca.

Para o diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) responsável pelo gerenciamento do HB, Francisco Araújo, a cirurgia de vanguarda só foi possível porque a unidade de saúde conta com boa infraestrutura e apoio da gestão que preza pela qualidade do atendimento e incentiva os profissionais a implementarem tratamentos modernos e eficazes.

“O primordial, dentro do IGESDF, é que a população possa contar com atendimento o mais qualificado possível, tanto do ponto de vista de recursos humanos, como de insumos. Essa cirurgia é um exemplo perfeito dessa nossa busca. Conseguimos aliar o profissionalismo de um especialista dedicado e pró-ativo, com a disponibilidade de insumos de qualidade obtidos através de contrato de compras transparente e que abastece de forma satisfatória o HB. Certamente, não há diferença do que foi feito aqui para o que poderia ser feito em qualquer outro hospital privado. E isso é motivo de muito orgulho para nós”, comemora o presidente Francisco.

Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF)*



Sobre o Blog

Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


NOS BASTIDORES DA CAIXA DE PANDORA

Pandora




Mídias Sociais

Twitter do Blog


FANPAGE Facebook

Facebook By Weblizar Powered By Weblizar



Parcerias