Arquivos Saúde - Blog do Callado

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Ricardo Callado19/07/20195min
De acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde, complicações cardiovasculares matam mais do que câncer, diabetes e acidentes de carro

De acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde – OMS, complicações cardiovasculares matam mais do que câncer, diabetes e acidentes de carro. As doenças cardiovasculares, muitas vezes negligenciadas por grande parte da população, são comprovadamente a primeira causa de morte no Brasil e no mundo. De acordo, ainda, com a OMS, um brasileiro morre de doenças do coração a cada 40 segundos, o que dá uma média de 350 mil mortes por ano.

Um número alarmante e desconhecido da maioria da população, mas que poderia ser atenuado. Segundo o cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga – ICTCor, Bruno Jardim, as doenças cardiovasculares, tais como infartos, mal súbitos, AVCs e arritmias, são patologias que podem ser prevenidas e tratadas. “De fato existem diversos fatores de risco mais complicados, como os genéticos, mas na maioria dos casos a manutenção da saúde por meio de hábitos saudáveis, tais como prática de atividade física e cuidados com a alimentação, são suficientes para diminuir as chances de morte por causa de doenças do coração”, explica.

Vamos falar de prevenção?

Por mais clichê que possa parecer, hábitos saudáveis são um dos pilares mais importantes para cuidar da saúde do coração. “Para começar, uma alimentação balanceada é essencial. Evitar alimentos muito gordurosos e açucarados, além de bebidas alcoólicas, são essenciais para evitar o aparecimento de outros fatores de risco para as cardiopatias, como a pressão alta, o aumento do colesterol ruim e o sobrepeso”, aponta Dr. Bruno. E não é apenas isso, uma alimentação melhor contribui para o melhor funcionamento do organismo como um todo.

Outro hábito fundamental, não menos importante, é iniciar a prática de exercícios físicos, independente da idade. “As atividades físicas fazem bem para todo mundo, até mesmo para quem já desenvolveu problemas do coração. Colocando o corpo em movimento, o fluxo sanguíneo é aumentado e, com isso, o coração funciona melhor, fica mais resistente a esforços e ao estresse. Consequentemente, os riscos às artérias diminuem”, garante o médico. Largar hábitos nocivos ao coração, tais como fumar ou viver em um nível elevado de estresse, também é necessário.

Diagnóstico e tratamento

Para as pessoas que já foram acometidas por cardiopatias, além da adoção dos hábitos citados anteriormente, cabem também alguns cuidados específicos. O check-up cardíaco é o principal deles. “O acompanhamento médico é altamente indicado, principalmente para os cardiopatas. As visitas periódicas, de acordo com a necessidade de cada pessoa, irão indicar os exames específicos para uma avaliação mais completa. Atualmente, dispomos de tecnologias de ponta e técnicas minimamente invasivas, que vão auxiliar o médico tanto no diagnóstico quanto na manutenção da saúde de quem já tem algum tipo de problema”, explica Dr. Thomas Osterne, cardiologista do ICTCor.

Entre os tratamentos, o mais comum é a angioplastia, um procedimento que tem como objetivo desobstruir as artérias, a fim de retomar seu fluxo sanguíneo normal. “Estes tratamentos são feitos após o diagnóstico, como forma de evitar possíveis acidentes vasculares cerebrais ou infartos do miocárdio. Logo, são importantíssimos para que se diminua o percentual de mortes por doenças cardiovasculares”.


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Ricardo Callado17/07/20193min
Foto: Mariana Raphael/Secretaria de Saúde-DF

A renovação abrange fachada, área de acolhimento e classificação. Todos os ambientes receberam manutenção elétrica, por exemplo

Quem passa pela frente da emergência do Hospital Regional de Taguatinga logo visualiza mudanças. Com pintura renovada e a grafitagem, surge um espaço mais acolhedor e humanizado.

Dentro, um ambiente confortável, com cadeiras novas, placas de identificação, janelas instaladas e banheiros revitalizados. A nova ambientação é resultado de uma parceria público-privada em benefício da população do Distrito Federal.

Durante todo o mês de junho, as áreas interna e externa de parte do pronto-socorro receberam pintura nova. Os ambientes renovados foram a parte de acolhimento e recepção, sala de classificação de risco e espera.

Todos esses ambientes receberam manutenção elétrica, renovação das portas e dos banheiros e instalação de parede de Drywall. Também ganharam porta para separar os pacientes já classificados dos demais, instalação de longarinas (cadeiras) novas, placas de identificação e atualização dos balcões de atendimento.

Além disso, os espaços do pronto-socorro (interno e externo) receberam a ornamentação artística feita com grafite, e foi concretada uma área que, antes, era recoberta apenas por brita em um vão lateral.

Feliz com o resultado, a superintendente da região de saúde Sudoeste, Lucilene Florêncio, destaca a necessidade de um ambiente acolhedor.

“Os pacientes chegam fragilizados ao hospital. Então, é importante ter esse acolhimento com conforto, em ambiente limpo, bem identificado para facilitar a vida dos usuários. Queremos oferecer o melhor para a nossa população”, assegura.

Parceria

A administração regional de Taguatinga também fez sua parte nesta reforma. A administradora da cidade, Karolyne Guimarães dos Santos, avalia que se cumpre, nesse caso, as diretrizes do governador Ibaneis Rocha, que é atuar de forma integrada entre os órgãos, trabalhando com a iniciativa privada em prol da comunidade. “Isso se refletiu na revitalização da emergência do HRT”, conta.


Quem é quem

Conheça os colaboradores privados na ação no HRT

Taguatinga Shopping

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Com informações da Secretaria de Saúde-DF


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Ricardo Callado15/07/20194min
Três especialistas atendem no novo ambulatório, sempre de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h
O Hospital Regional de Ceilândia (HRC) criou um ambulatório específico para atender pacientes encaminhados do pronto-socorro pediátrico da unidade. Com o suporte de três médicos, o serviço tem como objetivo reforçar a linha de cuidados da pediatria. Os pediatras atendem em horário ambulatorial, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h.

“O ambulatório fica dentro da Atenção Secundária para dar cobertura aos pacientes da emergência. Testamos a ideia e vimos que deu certo. Até março deste ano, por exemplo, atendemos quase 700 pacientes”, afirmou a superintendente da Região de Saúde Oeste, Alessandra Ribeiro.

A unidade começou a funcionar, de forma piloto, ainda em fevereiro, com a vinda dos novos pediatras – dois trabalhando 40 horas por semana e um, por 20 horas. Nesse período, até o dia 9 de julho, os três médicos fizeram 3.928 consultas, sendo 120 delas de retorno. A média de atendimentos tem sido de 15 crianças por período.

O dia que tem os três médicos na escala, atendemos 45 pacientes de manhã e 45 de tarde. São 90 crianças em um único diaVanderson Rodrigues, gerente de Enfermagem do HRC

Segundo Vanderson Rodrigues, a ideia de criar o ambulatório surgiu da necessidade de melhorar a assistência aos pacientes. Dessa forma, três salas foram separadas, na Atenção Secundária do hospital, para instalar a nova unidade.

“Como os pacientes chegam à pediatria e nem sempre são totalmente absorvidos pelo atendimento de lá, eles podem ser encaminhados para o ambulatório. Os pediatras atendem como alergistas e também fazem o acompanhamento da clínica médica”, ressaltou.

Um desses pediatras é Leonardo Nunes, que atende no ambulatório das 7h ao meio-dia, quatro dias na semana. “Procuramos resolver o máximo que podemos. Nesse tempo, o trabalho tem fluido muito bem”, resumiu.

Para Milena Amâncio, 20 anos, que levou sua filha Ayla, de seis meses, para o HRC, a iniciativa do ambulatório é muito bem-vinda.

“Ela estava com coriza, febre e vomitando. Nas duas vezes que estive aqui, este ano, o atendimento foi bem rápido”, elogiou.

Com informações da Secretaria de Saúde/DF


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Ricardo Callado11/07/20196min
Lúcia Braga é a primeira latino-americana a receber a honraria

Por Vladimir Platonow

A neurocientista e presidente da Rede Sarah de hospitais, Lúcia Willadino Braga, recebeu o prêmio Distinguished Career Award, da Sociedade Internacional de Neuropsicologia (INS, na sigla em inglês). O prêmio é concedido a cientistas com anos de carreira, que tenham dado contribuições importantes para o setor.

A premiação ocorreu na noite de quarta-feira (10), no Rio de Janeiro, durante o encontro anual do INS, realizado no Brasil este ano. Há 40 anos na Rede Sarah, Lúcia é a primeira pessoa latino-americana a receber a premiação. Momentos antes de receber o prêmio, Lúcia conversou com a reportagem da Agência Brasil.

Agência Brasil: Nós conhecemos muito ou conhecemos pouco o cérebro?

Lúcia Braga: Eu acho que ainda conhecemos pouco. Se a gente comparar com 20 anos atrás, a gente conhece muito mais. Mas se a gente pensar daqui a 20 anos, realmente vai achar que sabia muito pouco hoje. A gente tem muita coisa a descobrir no cérebro. Cada dia está descobrindo mais. Isso que é muito bonito, construir um conhecimento. O que eu acho legal deste momento é que o Brasil faz parte da construção do conhecimento internacional em neurociência. Então nós estamos gerando o conhecimento. Isso é muito importante para o país.

De quarenta anos para cá mudou muito na neuropsicologia?

Nessa época só tinha o raio-X, nem tomografia havia. Então tudo a gente tinha que provar pelo comportamento. E hoje a gente pode comprovar as mudanças no comportamento e as mudanças que ocorrem no cérebro. Então hoje a gente entende muito mais o cérebro. Depois que vieram os equipamentos de neuroimagem, a gente pôde ver o cérebro funcionando, ficou muito mais profunda a nossa análise sobre tudo o que acontece no cérebro e começamos a descobrir muitas coisas do cérebro que nós não sabíamos. Então, os últimos anos têm tido inúmeras descobertas, por parte de todos nós, neurocientistas, em função de ganhos tecnológicos de diagnósticos.

O seu reconhecimento é importante para a senhora e para o país também?

Acho que é muito importante, porque coloca o Brasil gerando conhecimento. E quando é um prêmio de carreira, é uma trajetória que eu fiz, mas eu e os meus colegas da Rede Sarah, porque ninguém faz nada sozinho. A interação com os cientistas brasileiros. Então é um prêmio que não é para mim, mas para todos os brasileiros.

Também é um estímulo para os jovens que estão entrando na faculdade…

Sim. A gente precisa se aprofundar em neurociência. Tem muita coisa para descobrir. E tem pessoas incríveis no país. Vamos dar oportunidade para essas pessoas pesquisarem. Estudantes, jovens, pessoas interessadas nos mistérios do cérebro.

Aos 50 ou 60 anos a pessoa tem que continuar a estudar, para manter a neuroplasticidade? 

Vou mostrar em minha palestra [no segundo dia do encontro] o que muda na substância cinzenta e na substância branca do cérebro quando a gente aprende. Então isso é a importância do aprender. O estudo é permanente e você pode continuar desenvolvendo novas redes neuronais depois dos 50 ou 60 anos. Pode e deve. Antes se achava que não se podia mais. Que a partir de um momento você já estava com o cérebro construído. O que é há é uma especialização do cérebro durante a vida. Então o cérebro do adulto já está mais organizado que o da criança, que tem mais plasticidade. Mas não significa que esteja estagnado. A gente tem que continuar em frente. Aprendendo coisas, trocando ideias, trocando conhecimentos. Toda a aprendizagem exercita o cérebro.

Como funciona a Rede Sarah? Tem aporte privado?

A Rede Sarah é 100% pública. E isso prova que o serviço público pode funcionar, sim. Com boa gestão, transparência, governança e cuidado, a gente vai mostrando que nós temos todo um Brasil possível. Precisamos olhar mais para esse país. São nove unidades. Temos hospitais em Brasília, São Luís, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Belém, Macapá, Rio de Janeiro. Atendemos 1,7 milhão de pessoas por ano. Fazemos um atendimento todo humanista, com evidências científicas. É um atendimento todo público. A entrada é pelo site. Basta a pessoa entrar. Quem não tem acesso por internet, pode ligar.


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Ricardo Callado10/07/20196min
Equipe da Ortopedia aplicou técnica alemã para procedimento que foi executado com sucesso
Nessa segunda-feira (8) aconteceu no Hospital de Base, uma cirurgia inédita no Brasil: tratamento de infecção protética em um estágio cirúrgico. O ortopedista, Mário Soares, realizou o procedimento após ter permanecido nos últimos três meses treinando a técnica e o tratamento em Hamburgo, na Alemanha. Segundo o especialista, a paciente de 47 anos, que havia passado por uma cirurgia para colocação de prótese há seis meses, teve uma infecção e foi preciso fazer a reabordagem cirúrgica.

“Essa paciente precisou fazer o procedimento por ter um desgaste precoce de quadril e foi acometida dessa complicação que atinge de 1,5% a 2% dos pacientes e costuma ser devastadora”, explica. O médico conta que, usualmente, é feita uma cirurgia em dois tempos: o paciente é levado para o centro cirúrgico, tem a prótese retirada, o material é colhido para exames que estabelecerão o tipo de infecção, o paciente tem a indicação do antibiótico por, no mínimo, dois meses, e se depois, tiver condições, faz uma nova cirurgia para colocação de prótese.

“Nesse tempo, o paciente fica sem prótese ou com um espaçador, e isso, o deixa acamado e com outras complicações. Por isso, essa técnica, que foi aplicada de forma inédita aqui no Hospital de Base e também no país, foi considerada como melhor opção”, destaca o cirurgião. De acordo com Mário Soares, o novo método possibilita que em apenas uma intervenção, todo o procedimento seja realizado.

“Em uma cirurgia de quatro horas, retiramos a prótese, fizemos a limpeza da área infectada e necrosada e, em seguida, inserimos a nova prótese definitiva, sendo que, o tratamento segue agora com antibiótico e será feito por, no máximo, 14 dias”. O especialista acentua que a cirurgia inovadora reduz o sofrimento do paciente, pois será submetido a somente um procedimento e não terá limitações de movimentos entre outros benefícios. Para as instituições que financiam esse tratamento também é um ganho devido à economia de recursos.

“A partir dessa técnica, estamos escrevendo um novo capítulo na história da ortopedia. Pois, além de beneficiar o paciente, que já pode andar no dia seguinte, terá menos efeitos adversos devido ao uso reduzido de antibióticos, e, inclusive, pode ser desospitalizado de forma mais célere, também, traz menos gastos para a instituição e a taxa de erradicação da infecção é maior que 90%, sendo até melhor que a cirurgia em dois estágios”, complementa.

Segundo o profissional, a partir de agora, os pacientes que aguardam por cirurgias para a troca das próteses passarão a contar com essa técnica menos traumática. “Nossa ideia é realizar essas cirurgias de forma rotineira para reabilitar e melhorar a vida dos pacientes. Sem dúvida os ganhos são muitos e é esse nosso foco”, destaca.

Para o diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) responsável pelo gerenciamento do HB, Francisco Araújo, a cirurgia de vanguarda só foi possível porque a unidade de saúde conta com boa infraestrutura e apoio da gestão que preza pela qualidade do atendimento e incentiva os profissionais a implementarem tratamentos modernos e eficazes.

“O primordial, dentro do IGESDF, é que a população possa contar com atendimento o mais qualificado possível, tanto do ponto de vista de recursos humanos, como de insumos. Essa cirurgia é um exemplo perfeito dessa nossa busca. Conseguimos aliar o profissionalismo de um especialista dedicado e pró-ativo, com a disponibilidade de insumos de qualidade obtidos através de contrato de compras transparente e que abastece de forma satisfatória o HB. Certamente, não há diferença do que foi feito aqui para o que poderia ser feito em qualquer outro hospital privado. E isso é motivo de muito orgulho para nós”, comemora o presidente Francisco.

Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF)*


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Ricardo Callado09/07/20196min
Os gastos, referentes a serviços, equipamentos e pagamento de pessoal, como pecúnias, são resultados de 27 mil processos. Trabalhos terceirizados também estão em dia
O Fundo de Saúde do Distrito Federal (FSDF) conseguiu pagar R$ 3.817.226.285,74 em despesas totais, que vão desde serviços a pagamento de pessoal – e que deveriam ter sido quitadas em gestões anteriores. Um total de 27.073 processos tramitou na unidade, nesse período, dos quais 23.253 estão concluídos, com 5.120 notas de empenho geradas.

“Esses quase R$ 4 bilhões são tudo o que foi pago até agora com pessoal, serviços, materiais, equipamentos e despesas de exercícios anteriores não quitadas”, explicou a diretora do Fundo de Saúde do DF, Beatris Gautério.

Por exemplo: R$ 40,8 milhões foram pagos, este ano, em Trabalho por Período Definido (TPD), realizado pelos servidores desde junho de 2018. O serviço extraordinário é uma das formas encontradas pela Secretaria de Saúde para garantir a assistência ao cidadão.

“De junho a dezembro de 2018, corresponde a R$ 20 milhões: metade do que foi pago era do exercício anterior e deixaram para que fosse pago em 2019”, avaliou a diretora.

Prêmio em pecúnia

Até junho deste ano, também foram quitados mais R$ 27,2 milhões de licença prêmio em pecúnia, incluindo débitos que remontam desde 2002. “A proposta que fizemos à Secretaria de Fazenda foi dividir o valor total devido, de R$ 150 milhões, em 36 parcelas, com previsão de quitação até 2021”, informou.

De acordo com Beatris, a pecúnia, em especial, é um assunto que afeta diretamente os servidores já aposentados da Secretaria de Saúde. “Eles não tinham sequer previsão de quando iriam receber isso, mas mudamos esse quadro como forma de valorizar o trabalho deles”, completou.

Terceirizados em dia

Os serviços terceirizados da pasta também estão com todos os pagamentos em dia, especialmente os de assistência complementar à saúde, destacou Gautério. “O fundo tem trabalhado para que os recursos sejam executados dentro do exercício.

Mas cabe ressaltar que isso só pode ser feito com a atuação de todas as subsecretarias da saúde”, lembrou.

A diretoria do Fundo de Saúde atuou, ainda, na busca de novos recursos junto ao governo federal, que totalizaram mais de R$ 100 milhões. “São recursos de fundo a fundo, para custeio. É uma tratativa com o governo federal, com expectativa de uso até o final de dezembro”, destacou.

Servidores

Com a nomeação de 81 novos servidores, em maio deste ano na Secretaria de Saúde, em várias especialidades, o Fundo de Saúde foi um dos contemplados com mais técnicos em contabilidade e contadores. A área estava, há anos, sem novos profissionais.

“Quando assumimos a gestão, não tinha contadores no quadro. Com a convocação deles para a atuarem na Diretoria de Contabilidade, conseguimos fazer o levantamento dos recursos que estavam aplicados dentro do Fundo de Saúde, sem execução; bem como fazer as devoluções dos recursos que já deveriam ter sido feitas para o Ministério da Saúde”, informou a diretora.

Além disso, os servidores do Fundo de Saúde, que trabalhavam por 20 horas na semana, tiveram a opção de ampliar sua carga horária para 40 horas: “Mais de dez optaram por essa escolha, o que contribuiu para reforçar o atendimento”.

Ainda sobre a estruturação, a equipe do Fundo de Saúde conseguiu, junto a outras secretarias do GDF, novos mobiliários e equipamentos que estavam em déficit, principalmente em relação à tecnologia da informação (TI). Como se trataram de doações e articulações, não tiveram custos para a Secretaria de Saúde.

Pagamento célere

Um dos benefícios trazidos com as melhorias na gestão foi o processo de pagamento – que ocorre de forma mais célere na pasta. Antes, o Fundo de Saúde demorava em torno de 20 dias até concluir seus processos. Agora, eles são finalizados em até quatro dias.

As melhorias já trouxeram elogios por parte das associações de fornecedores da Secretaria de Saúde, principalmente com relação à celeridade dos pagamentos, bem como à quitação dos débitos.

“O que a diretoria busca é que a Secretaria de Saúde tenha credibilidade no mercado para que os fornecedores voltem a ter interesse de participar dos processos de contratação e abastecimento de insumos. Esse é um preceito do governador, do secretário de Fazenda e do secretário da Saúde”, ressaltou.

Com informações da Secretaria de Saúde-DF


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Ricardo Callado05/07/20196min
Duas operações médicas surpreenderam o país. Mais de 2,4 mil profissionais foram nomeados. UBSs foram abertas, prédios foram reformados

Diz a Constituição Federal: saúde é direito de todos e dever do Estado, que deve garantir acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua a promoção, proteção e recuperação. Com esse objetivo, o GDF se esforça para prestar serviços com qualidade e agilidade e, assim, dar dignidade do cidadão.

Prioridade desde o marco zero da gestão, em seis meses o serviço público de saúde voltou a funcionar, com força-tarefa para minguar filas de cirurgias – foram 31.162 -, equilibrar as contas, abrir unidades, reformar espaços e, principalmente, ampliar a gestão estratégica. Enfim: aos poucos, o atendimento melhora.

E, particularmente, um orgulho: o pioneirismo na realização de feitos médicos. A cirurgia para cura da diabetes do tipo 2, a primeira pelo Sistema Único de Saúde (SUS), levou o DF às manchetes positivas em todo o país. No Hospital da Criança (HCB), as gêmeas siamesas Lis e Mel foram separadas, com sucesso, aos dez meses de idade: a cirurgia exigiu mais de 50 profissionais.

Na administração, o GDF conseguiu, na Câmara Legislativa do DF, aprovar a ampliação da gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) ao Hospital Regional de Santa Maria e às seis Unidades de Pronto Atendimento (UPA), além do Hospital de Base. Garantindo estruturas 100% públicas, agora as unidades têm regras próprias de gestão patrimonial, orçamentária e de pessoal.

Com possibilidade de optar por trocar de área, 53% dos servidores preferiram permanecer nas unidades com todos em regime de cessão especial, com todos os direitos mantidos. Além disso, o um universo de contratações chega a 2.420 profissionais de saúde, sendo que mais de 600 já estão trabalhando e os demais comecem até agosto.

Esses seis meses foram fundamentais para organizarmos a saúde pública, que estava um caos, e estabelecer as bases e condições para melhorias definitivasOsnei Okumoto, secretário de Saúde do DF

 

As principais foram o dimensionamento de recursos humanos e início da seleção de profissionais para recompor os quadros de pessoal das oitos unidades, a manutenção e a reforma das UPAs e HRSM e, por fim, está promovendo o reabastecimento de medicamentos e materiais médicos hospitalares.

Para Osnei Okumoto, os avanços ocorrem pouco a pouco graças a medidas como a ampliação do Instituto de Saúde, com a consequente contratação de profissionais de saúde, reforma das unidades, manutenção e aquisição de equipamentos, além da garantia de insumos e medicamentos nas UPAS.

Combate à dengue 

O governo enfrentou a epidemia com coragem. A Secretaria de Saúde reativou o serviço dos caminhões de fumacê e colocou cerca de 470 agentes em campo para inspecionar áreas e residências com possibilidade de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Servidores da Vigilância Ambiental, SLU e profissionais cedidos de outros órgãos como o Corpo de Bombeiro Militar e Defesa Civil foram às ruas.

Para tratar os doentes e ajudar no atendimento nos prontos-socorros, o governo contratou tendas para hidratação de pacientes com suspeita de dengue. Em 37 dias de atuação, 36.244 atendimentos foram realizados. Desse total, 24.644 estavam com suspeita de dengue, 7.749 receberam hidratação ou medicação e 682 precisaram ser levados para hospitais.

“As tendas prestaram um serviço relevante à população no atendimento aos casos de dengue, tanto que o percentual de remoção de pacientes para unidades de saúde foi inferior a 2% do total de pessoas acolhidas”, afirmou o secretário Osnei Okumoto.

O DF contou com ajuda de dez tendas da força-tarefa para hidratação de pacientes, instaladas nos locais com maior incidência de casos de dengue. Três delas foram desativadas anteriormente, no Varjão, Estrutural e São Sebastião. As últimas funcionaram no Guará, Itapoã, Planaltina, Sobradinho II, Samambaia, Ceilândia e Brazlândia.


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Ricardo Callado02/07/20194min
Menino passou por cirurgia de correção de extrofia de bexiga e segue em acompanhamento na enfermaria
A criança que passou por cirurgia de correção de extrofia de bexiga no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), no dia 15 de junho, recebeu alta da UTI nesta segunda-feira (1). A partir de agora, o menino passa a ser acompanhado pela equipe da Unidade de Internação (UIN) do hospital.

“A evolução dele está sendo excelente, não houve nenhuma complicação com relação à cirurgia que foi realizada. Nossa expectativa é de que tudo continue correndo muito bem”, afirma Hélio Buson, cirurgião pediátrico especializado em urologia pediátrica, responsável pelo procedimento.

Segundo o médico, duas das quatro sondas com as quais o paciente saiu da cirurgia já foram retiradas, ficando apenas outras duas que se conectam à bexiga. “Ele nunca teve a bexiga fechada, então ela precisa ser treinada para fazer o trabalho de distender e esvaziar; isto está dentro do esperado”, explica Buson.

Os pais do menino, Vera Lúcia Marinho e Evandro Lima, se sentiram mais tranquilos com a alta da UTI. “Agora ele está bem, já passou o susto”, disse Vera Lúcia, que só descobriu que o filho precisaria de cirurgia quando ele nasceu. “Deus pôs um anjo na vida da gente: ele nasceu no Hospital de Taguatinga (HRT), foi para o Hospital de Base e o doutor Hélio pegou o caso, foi estudando o que seria melhor. Quando veio essa inovação, ele foi um dos primeiros a serem operados”, conta a mãe.

A cirurgia do garoto durou 13 horas e contou com cerca de 40 profissionais. Evandro conta que a espera durante o procedimento foi difícil, mas que a família se manteve informada. “Parecia que não ia acabar, mas os médicos sempre vinham falar com a gente e contar o que estava acontecendo. Como tudo correu de acordo com o que eles já esperavam, foi bom”, diz o pai.

Nas próximas semanas, Miguel continuará em um leito de internação do HCB. “O resultado funcional, que é saber como a bexiga vai funcionar, só vai vir mais para frente, mas essa fase mais precoce da cirurgia é muito importante, por causa da possibilidade de complicações relativas à cirurgia em si”, explica Hélio Buson.

Quando receber alta do Hospital, porém, a família já tem planos para se divertir com o menino: “A gente tinha muita vontade de levar ele na piscina; o médico nunca disse que não podia, mas como a bexiga dele era exposta, eu tinha receio. Agora, vamos poder fazer isso”, conta Vera Lúcia.

*Com informações da Secretaria de Saúde


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Ricardo Callado01/07/20193min
Serviço será quinzenal nas as unidades básicas de saúde (UBS) 4 e 5 do Caub II

A partir desta terça-feira (2) a população do Caub I e II, no Riacho Fundo II, será beneficiada com o serviço de vacinação volante, realizado nas unidades básicas de saúde (UBS) 4 e 5 dessas regiões. O atendimento será das 8h30 às 16h30, feito de 15 em 15 dias.

“A vacinação volante ocorre quando se tem uma sala de vacina que fica aberta de vez em quando. É uma solução intermediária para não deixar a população desassistida”, afirmou a superintendente da Região de Saúde Centro-Sul, Moema Campos.

Segundo a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Diretoria de Atenção Primária da Região Centro-Sul, Rosimeire Brandão, essas regiões são prioritárias, uma vez que não eram atendidas pela vacinação.

“Serão oferecidas todas as vacinas do calendário básico, como as de gripe, hepatite B e febre amarela, entre outras. A exceção é a BCG, para tuberculose. A previsão é fazermos quinzenalmente, mas, a depender da demanda, e de acordo com os dados estatísticos, poderá ser feito semanalmente”, informou Brandão.

Público

O público-alvo são os moradores de casas e chácaras do Caub I, dos condomínios 38 ao 42, Granja do Ipê, quadra 8 do Park Way, e de todo o Caub II, além dos condomínios 31, 32, 36 e 37 do Parque do Riacho. A previsão do Núcleo de Vigilância Epidemiológica é de que o serviço volante seja estendido, nas próximas semanas, também para Vargem Bonita, no Park Way.

*Com informações da Secretaria de Saúde


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Ricardo Callado01/07/20196min
Presentes de forma conjunta pela primeira vez no evento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês também lançarão portal sobre os projetos que já beneficiaram milhões de pessoas no país 

Os cinco hospitais que integram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) do Ministério da Saúde, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês, terão, pela primeira vez, um estande no Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). A 35º edição do evento traz o tema “Diálogos no Cotidiano do SUS” e acontece de 2 a 5 de julho, no Ulysses Guimarães Centro de Convenções, em Brasília.

Um dos pontos altos da programação será o Simpósio “Como o PROADI-SUS contribui para a gestão da Saúde: experiências na Saúde do município”. Nele, os hospitais PROADI-SUS apresentarão suas principais iniciativas com o apoio de depoimentos de lideranças de municípios beneficiados pelos projetos realizados nas áreas assistencial, de estudos de avaliação e incorporação de tecnologia, capacitação de recursos humanos, pesquisas de interesse público em saúde e desenvolvimento de técnicas e operação de gestão em serviços de saúde. A atividade ocorre no dia 3 de julho, às 14 horas, no Auditório Águas Claras.

O evento também marcará o lançamento de portal dos projetos do PROADI-SUS – que reúne as informações sobre o programa, assim como detalha as ações executadas pelos cinco hospitais participantes dentro dos projetos que estão em andamento no país. No evento, totens serão disponibilizados ao público que visitar o estande para que possam navegar pelos projetos no novo site.

A parceria entre Hospital Alemão Oswaldo Cruz, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês busca disseminar, junto aos congressistas, os impactos positivos dos projetos desenvolvidos pelas instituições dentro do programa, evidenciando que é possível conquistar grandes benefícios para a saúde pública com a adoção de melhores práticas na gestão de saúde, capacitação de profissionais, pesquisas e avaliação de tecnologias.

Para Bernardete Weber, Superintendente de Responsabilidade Social do HCor e representante dos cinco hospitais integrantes do PROADI-SUS, a iniciativa evidencia o compromisso dessas instituições na contribuição estratégica para o desenvolvimento sustentável do Sistema Público de Saúde. “Contribuir continuamente com a transferência de expertise dos hospitais participantes para diversas áreas do SUS é um dos nossos principais objetivos”, ressalta Bernardete. “Todos os projetos do PROADI-SUS nascem da combinação das competências dos hospitais participantes com as necessidades do SUS, um sistema diverso e com múltiplas necessidades em sua essência, o que requer acompanhamento constante e um diálogo próximo entre as diversas esferas envolvidas na continuidade e perenidade dessas iniciativas, que, somadas, auxiliam no desenvolvimento do SUS de forma integrada e sistêmica”, destaca a executiva.

O PROADI-SUS busca em seus projetos promover sinergia entre os sistemas público e privado, com o objetivo de garantir que os princípios do SUS sejam colocados em prática: acesso integral, universal e igualitário à saúde para a população brasileira. São 132 projetos no triênio vigente (2018-2020) dentro de cinco grandes áreas: capacitação de recursos humanos, pesquisas de interesse público, estudos de avaliação e incorporação de tecnologias e assistência especializada complementar, que acontece principalmente em procedimentos de alta complexidade.

Sobre o PROADI-SUS

O PROADI-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) foi criado em 2009 com o propósito de apoiar e fortalecer a qualificação do SUS por meio de projetos de educação, pesquisa, avaliação de tecnologias, gestão e assistência especializada. Hoje, o programa reúne cinco hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial: Hospital Alemão Oswaldo Cruz,HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês. O PROADI-SUS é mantido com recursos de imunidade fiscal dos hospitais participantes, em valores aplicados integralmente em projetos na forma de contrapartida à imunidade. Os projetos trazem a expertise dos hospitais em iniciativas que atendem necessidades específicas do SUS.



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