WhatsApp-Image-2019-11-19-at-09.47.03-1200x797.jpeg

Ricardo Callado19/11/20198min

Articulação política efetiva fez o GDF dobrar o número de destinações específicas para a área em 2019. Até senadores e deputados de outros estados enviaram recursos

Por Renata Moura

Até o final de dezembro, técnicos da Secretaria de Economia estão empenhados em cumprir os trâmites burocráticos para que as emendas parlamentares da bancada federal consigam enfim chegar aos cofres públicos locais. Apenas para a área da saúde, foram destinados mais de R$ 188,5 milhões. Do total, R$ 85,6 milhões não estavam previstos. Mas, acabaram entrando nos cofres da pasta graças à articulação política do governo local.

Segundo dados disponibilizados pela Secretaria de Economia, das 28 emendas parlamentares previstas para esse ano, 14 vieram a partir do segundo semestre. O foco foi na captura de recursos para o custeio da saúde pública: manutenção de equipamentos, aquisição de insumo e pequenas reformas.

“Quando o orçamento sinalizou que os recursos não seriam suficientes, o próprio governador e o secretário (Economia) André Clemente se articularam no governo federal e nas bancadas do Congresso em busca do dinheiro”, conta Adriane Lorentino, secretária- executiva de Planejamento.

O trabalho em busca dos recursos avançou até mesmo em bancadas de outros estados. Do extra arrecadado, quase um terço veio de fora. “Felizmente somos referência nacional em vários tratamentos de saúde, e com isto, a população de outros estados também é beneficiada”, explica Lorentino.

Entre as emendas parlamentares, algumas se destacam, como por exemplo os R$ 20 milhões depositados no último dia 14 de agosto, para incremento orçamentário em hospitais regionais e UPAs. Os valores vieram a partir de uma emenda dos deputados federais Wellington Roberto (PL/PB) e Arthur Lira (PP/AL).

A deputada federal policial Kátia Sastre (PL/SP), que se mudou neste ano para Brasília com a família, também destinou recursos para a saúde pública do DF. A emenda dela foi de R$ 250 mil. Por meio da assessoria de imprensa, a parlamentar disse que “se sensibilizou com a situação do Hospital da Criança, que recebe pacientes de todo o Brasil com doenças de alta complexidade e oferece tratamento multiprofissional e assistência a suas famílias”.

Outro parlamentar de fora, que também contribuiu foi o deputado Darcísio Perondi (MDB-RS). Ele já havia destinado R$ 200 mil do Orçamento da União de 2019 para saúde do DF e, em julho, reforçou com o destino de mais R$ 200 mil em emendas para a pasta.

A nossa bancada

Na bancada do Distrito Federal, os recursos também foram articulados pelo próprio governador Ibaneis Rocha. Dos oito parlamentares na Câmara Federal, cinco fizeram destinações para a saúde.

O deputado Júlio César (PRB) realocou R$ 20 milhões para reforçar o caixa da Secretaria de Saúde. A metade dos recursos transferidos já chegaram e foram utilizados para manutenção das unidades de média e alta complexidade, com pequenas reformas dos hospitais regionais.

Celina Leão (PP) também auxiliou nos recursos da pasta. Destinou cinco emendas, no valor total de R$ 18 milhões. Deste total, R$ 11 milhões já foram creditados e seguiram para manutenção de equipamentos e aquisição de insumos.

Flávia Arruda (PR) também fez o dever de casa e conforme prometido, destinou R$ 12,7 milhões em  emendas para a saúde. A deputada Paula Belmonte (PPS) também contribuiu com a destinação de R$ 14 milhões, seguida da colega, Bia Kicis (PSL), com R$ 2 milhões para ações voltadas à assistência básica à saúde.

Mais ação

Na Secretaria de Saúde, outro departamento também trabalha na captação de recursos para reforçar as ações da pasta e cobrir eventuais despesas extras que não estão contempladas no orçamento local. Wanderley Ferreira Nunes, chefe da Assessoria de Gestão Participativa e Relações Institucionais da Secretaria de Saúde ,explica que novos recursos já estão sendo captados para o início de 2020.

“Temos já um comprometimento do senador Eduardo Gomes (MDB-TO) de liberar R$ 1 milhão para custeio e mais R$ 1 milhão para equipamentos pro Hospital Materno Infantil (HMIB)”, ressalta. Segundo ele, a expectativa no Congresso Nacional é muito positiva. “Por isso, estamos trabalhando muito, batendo de porta em porta para além dos gabinetes de políticos do DF”, completa.

De maneira geral, os parlamentares se mostram sensíveis à situação da saúde pública do DFWanderley Ferreira Nunes, chefe da Assessoria de Gestão Participativa e Relações Institucionais da Secretaria de Saúde

A simpatia dos senadores e deputados, de acordo com Nunes, vem logo acompanhada de ações efetivas. “Nos próximos dias, o secretário de Saúde estará reunido com o relator da Comissão de Saúde do Senado graças a um pedido do senador Eduardo Gomes”, adianta.

No encontro, o titular da saúde distrital vai apelar para as necessidades enfrentadas com o grande volume de atendimento a pacientes de outros estados. Ele quer ver se consegue um reforço na destinação de recursos do Governo Federal para Fundo de Saúde.


obesidade_infantil.jpg

Ricardo Callado15/11/201911min

Alimentação saudável e atividade física são algumas recomendações

Por Akemi Nitahara

O Ministério da Saúde lançou a campanha 1, 2, 3 e já! Vamos prevenir a obesidade infantil. A ideia é incentivar as crianças a seguirem três passos simples para evitar o sobrepeso: alimentação saudável, atividade física e brincadeiras longe das telas da TV, celular e jogos eletrônicos.

O lançamento ocorreu durante a abertura do 15° Encontro Nacional de Aleitamento Materno (Enam) e o 5° Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (Enacs), no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro.

Na cerimônia de abertura, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou que o país tem evoluído na regulamentação da indústria e propaganda e no incentivo à alimentação saudável.

“Somos de uma geração em que a propaganda dizia: ‘Danoninho vale por um bifinho’. Daquele marco, inicia-se uma reação da sociedade e organização para pensar e debater se aquela frase tinha algum fundo de verdade. Hoje, ela fica na prateleira da vergonha da propaganda. Era um Conar [Conselho Nacional Autorregulamentação Publicitária] que não existia, uma regulamentação que não existia.”

Segundo Mandetta, o problema é um “verdadeiro drama” e o fenômeno é global. Dados do ministério apontam que três de cada 10 crianças de 5 a 9 anos atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão acima do peso, um total de 4,4 milhões. Do total de crianças, 16% (2,4 milhões) estão com sobrepeso, 8% (1,2 milhão) com obesidade e 5% (755 mil) com obesidade grave. Abaixo de 5 anos, são 15,9% com excesso de peso.

O ministro informou que a campanha será multimídia e vai utilizar datas como o dia das mães para trazer o assunto à tona ao longo de 2020. De acordo com ele, os cursos para agente comunitário de saúde também vão incluir o tema da amamentação, dentro da campanha de prevenção à obesidade.

O embaixador da campanha, o preparador físico Marcio Atalla, disse que a obesidade infantil é um problema sério e que  existem diversos obstáculos a serem vencidos, como a facilidade de acesso a alimentos ultraprocessados e as dificuldades impostas pela falta de tempo no cotidiano das famílias.

“Essas crianças, tendo uma saúde debilitada agora, com sobrepeso e obesidade, têm o risco de ter câncer aumentado em 40%, e maior risco de doença cardiovascular. São as enfermidades que mais têm prevalência dentro do sistema de saúde. Então, uma campanha contra a obesidade infantil é de extrema importância para a saúde no futuro, em um país que vai envelhecer e vai depender do sistema público de saúde”.

Além do Enam e do Enacs, o Centro de Convenções SulAmerica recebe simultaneamente a 3ª Conferência Mundial de Aleitamento Materno (WBC) e a 1ª Conferência Mundial de Alimentação Complementar (WCFC). As encontros, que começaram nesta quarta-feira (13) terminam neste sábado (15).

Pesquisa nutricional

A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério, Gisele Bortolino, destacou que o órgão iniciou, neste ano, o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani). O levantamento já foi finalizado em 11 estados, com 143.330 domicílios visitados. Os primeiros resultados serão apresentados no segundo semestre de 2020.

“O objetivo é avaliar o estado nutricional das crianças e as deficiências nutricionais. O último inquérito, de 2006, mostrava a prevalência de anemia de 20% e hipovitaminose de 17%. Então, esse inquérito tem o objetivo não só de ver a questão do excesso de peso, mas também o estado nutricional e, a partir disso, fazer a discussão das políticas para as questões encontradas.”

De acordo com o ministro, a pesquisa é o “marco zero” para a implantação de políticas públicas. “Esses números vêm de fontes indiretas, por isso autorizamos esse inquérito. Ele vai me dar o marco zero: quantas crianças são, onde estão, quanto é por região, dentro das regiões quais são os motivos principais. Tem região que é sedentarismo, outras é alimentação equivocada”.

Guia alimentar

Outra iniciativa, complementar à campanha e dentro dos eventos de amamentação, foi o lançamento de um guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos. Segundo os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) 2018, 49% das crianças de 6 a 23 meses consomem alimentos ultraprocessados, 33% ingerem bebidas adoçadas e 32,3% comem macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados.

Segundo Gisele Bortolino, o guia foi organizado para indicar a alimentação mais correta pelo nível de processamento dos alimentos e traz como regra de ouro “descasque mais e desembale menos”. Os alimentos são classificados em in natura, minimamente processado, ingredientes culinários processados, processados e ultraprocessados.

“O guia foi atualizado com linguagem mais simples, voltado para tirar as dúvidas das famílias. Os anteriores eram direcionados a profissionais de saúde. Ele inova ao trazer um capítulo sobre culinária e mostra que a chegada de uma criança deve ser uma oportunidade para unir a família, se organizar e cozinhar alimentos mais saudáveis em casa. Também foram incorporadas as crianças vegetarianas”.

Com 12 passos para uma alimentação saudável, o guia traz dicas como a amamentação exclusiva até os 6 meses e complementação até 2 anos ou mais; não expor as crianças de até 2 anos ao açúcar nem a alimentos ultraprocessados, oferecer a mesma comida de toda a família e proteger a criança da publicidade de alimentos.

Amamentação

Os quatro eventos simultâneos que tratam do aleitamento materno e alimentação complementar trazem como tema “Amamentação como um direito humano a ser protegido”. O evento terá palestras, debates e apresentações de trabalhos científicos até sexta-feira (15).

Na mesa de abertura, a presidente da edição da Conferência Mundial, Marina Ferreira Rea, lembrou que os profissionais de saúde já sabem que caminhos seguir para evitar doenças na infância e incentivar a alimentação saudável, portanto não devem ser “cúmplices” de erros.

“Em meio a tantas dificuldades que tem o planeta e tantas diversidades, contrastes sociais e econômicos, as ações que discutiremos aqui são, diferentemente de outras, factíveis. Sabemos disso. O desafio de saber nos torna cúmplices. Somos cúmplices quando não levamos a criança ao seio materno na primeira hora de vida ou quando a separamos da mãe sem necessidade.”

A presidente do encontro, Maria Ines Couto Oliveira, afirmou que amamentar é um direito humano e representa a democracia com as pessoas e o planeta.

“Todos os companheiros de todas as raças e todas as etnias têm o direito de amamentar. Esse direito não pode ser negado por ninguém e por nenhuma indústria de alimentos infantis ou de bicos ou chupetas. Nenhuma tem o direito de tirar o peito da boca das crianças, porque isso é vida. Só haverá democracia nesse planeta se a mãe tiver o direito de aconchegar seu filho no seu peito e nesse momento proporcionar amor”.

O encontro reúne cerca de 2.500 pessoas, entre profissionais de saúde, governantes, cientistas, grupos de mães, organizações da sociedade civil, agências das Nações Unidas, organismos internacionais e estudantes.

O objetivo é construir uma plataforma de ação pelo compartilhamento de experiências com atores comprometidos o tema.


farmacia.jpg

Ricardo Callado08/11/20194min

Devido ao ponto facultativo, Secretaria de Saúde faz esquema especial para garantir a assistência ao cidadão

Pacientes que fazem uso de medicamentos fornecidos pela Farmácia do Componente Especializado, conhecida popularmente como Farmácia de Alto Custo, devem ficar atentos às mudanças no horário de funcionamento das unidades em razão dos pontos facultativos decretados na próxima semana (Dia 13 a partir de 12h e 14 de novembro. Na sexta-feira, 15, é feriado).

Para evitar a descontinuidade dos tratamentos, as pessoas que retiram medicamentos regularmente e que estarão sem o insumo no período devem antecipar a ida ao local.

Já os pacientes que estavam agendados para os dias de ponto facultativo, para a realização de cadastro ou retirada de medicamento pela primeira vez, estão sendo reagendados para o início da próxima semana.

“Estamos reorganizando a agenda para atendermos a todos. Nosso objetivo é reduzir o impacto do ponto facultativo e garantir que o cidadão tenha acesso ao medicamento”, explica a gerente do Componente Especializado, Priscila Torres.

Para que a assistência transcorra sem intercorrência, as unidades funcionarão, nos dias 11 e 12 de novembro, com uma hora a mais. O expediente será das 8 às 18 horas. Na quarta-feira (13), o serviço funcionará até o meio-dia.

Após o feriado, segundo a farmacêutica, o atendimento nas unidades será reforçado. Nos dias 18 a 20, além do horário ampliado, até as 18 horas, os profissionais que desempenham atividades internas nas farmácias de Alto Custo reforçarão o acolhimento aos usuários. “Queremos, com essas ações, ampliar a capacidade de atendimento”, acrescenta Priscila.

A orientação para aqueles que têm medicamento suficiente é que evitem a ida às farmácias nos próximos dias, dando prioridade aos cidadãos que estão com pouca quantidade de insumo. Todos os remédios previstos para novembro podem ser retirados até o último dia útil do mês.

Melhorias

As Farmácias de Alto Custo terão novo sistema informatizado que possibilitará o agendamento para a retirada de medicamento, por dia e horário. A nova plataforma tem o objetivo de reduzir o tempo de espera por atendimento e evitar as filas que se formam em frente às unidades.

O processo licitatório está em andamento, em fase avançada. A expectativa é de que essa nova funcionalidade esteja disponível à população no primeiro semestre do próximo ano. A medida, de acordo com Priscila, faz parte de um esforço da gestão para melhorar a assistência ao cidadão.

“Trabalhamos continuamente para oferecer o melhor ao paciente. Então, esperamos que com esse novo sistema, a retirada do medicamento seja facilitada com a maior comodidade possível”, conclui a farmacêutica.

Locais:

Asa Sul – Estação 102 Sul do Metrô, Subsolo – Ala Comercial

Ceilândia – EQNM 18/20, blocos A e C – Praça do Cidadão

Gama – Praça 1, s/n – Setor Leste


FOTO-BRENO-ESAKI-SAÚDE-DF-2-1200x900.jpg

Ricardo Callado05/11/20196min

Primeiro dia da medida registrou números significativos. Confira o balanço

A população do Distrito Federal recebeu com entusiasmo a ampliação do horário de atendimento para até as 22h nas 19 unidades básicas de saúde (UBS) da rede pública. Garantir uma oferta maior dos serviços é o objetivo da medida, que se expandiu, a partir da última sexta-feira (1° de novembro), nas unidades onde foi implementada.

“O foco é atender à população que trabalha o dia inteiro e não tem tempo para se consultar. Além disso, o atendimento não é centrado na figura do médico. São oferecidos vários serviços, como vacinas, farmácia, grupos para pacientes crônicos, agendamento de consultas, inclusive para o esposo que deseja acompanhar a mulher gestante no pré-natal”, detalhou a secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Lucilene Florêncio.

A ação começou a funcionar de forma experimental na UBS 5 de Taguatinga, em 21 de outubro. Desde então, 90 atendimentos foram feitos no período noturno da unidade. A procura revelou que essas horas a mais têm preenchido uma lacuna em relação aos serviços de saúde.

“Estive lá e vi como a população está satisfeita com a ampliação do horário na UBS. É um acesso que permite muitos benefícios, como uma oferta de serviços para mais pessoas que não tinham acesso antes”, afirmou o superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Luciano Agrizzi.

Números

Nas demais unidades foram registrados números significativos em apenas um dia de horário ampliado. Exemplos disso ocorreram na Região de Saúde Leste.

Na UBS 1 do Paranoá, a sexta à noite registrou 21 atendimentos agendados, 19 por demanda espontânea e quatro medicações entregues pela farmácia. Na UBS 1 do Itapoã, foram 15 acolhimentos e 13 atendimentos, enquanto na UBS 1 de São Sebastião foram realizados dez atendimentos.

“Nas três regiões administrativas, esse horário foi importante, porque atendeu o público que não conseguia ir mais cedo às UBS. A quantidade superou nossas expectativas. No primeiro dia, contamos com o suporte na divulgação feita pelas administrações regionais para informar à população”, afirmou a superintendente da Região de Saúde Leste, Raquel Beviláqua.

Outros locais que registraram um número significativo de atendimentos, apenas no primeiro dia de adoção da medida, incluem a UBS 1 da Estrutural, com 11 agendamentos e cinco demandas espontâneas. Já a UBS 1 de Santa Maria registrou 12 atendimentos programados e cinco demandas espontâneas.

Atendimento

Os servidores que atuam nas UBS com horário ampliado são distribuídos nos três turnos – manhã, tarde e noite. Tanto médicos quanto enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais da rede pública têm trabalhado para executar os serviços no período noturno.

As unidades, no entanto, não atendem aos casos de urgência e emergência. Eles devem ser direcionados às unidades de pronto atendimento (UPA) e pronto-socorro hospitalar.

Há, ainda, um projeto da Coordenação da Atenção Primária (Coaps) para realizar acolhimento único em cada UBS. Neste caso haverá profissionais para fazer a escuta qualificada e dar os direcionamentos necessários, liberando o pessoal de cada equipe de Estratégia Saúde da Família (ESF) para atender às consultas agendadas, aos pacientes crônicos e à demanda espontânea.

Organização

A iniciativa da Secretaria de Saúde pretende organizar o processo de trabalho dentro das equipes de ESF. A ideia é chegar a uma resolutividade maior, de 85% a 90% dos casos, para que somente os mais graves cheguem às emergências dos hospitais.

Ampliar o horário de funcionamentos nas unidades básicas é uma ação prevista pelo programa Saúde na Hora, do Ministério da Saúde, regido pela Portaria 930, de 15 de maio de 2019.

O Governo do Distrito Federal (GDF) assinou um termo de compromisso com o Ministério da Saúde para aderir ao programa, assumindo metas e indicadores a serem alcançados. A medida, incentivada pela Secretaria de Saúde, pretende ampliar a disponibilidade dos serviços em horários compatíveis aos dos trabalhadores, conferindo maior resolutividade à Atenção Primária.

 


Foto.jpg

Ricardo Callado31/10/20194min

Promovido pelo Grupo Aconchego, o evento é direcionado a famílias e pessoas interessadas no tema

O Aconchego, grupo de apoio à convivência familiar e comunitária, promove, no próximo dia 02 (sábado), das 9h às 12h, no Centro Educacional Leonardo Da Vinci (703/903 Sul), a palestra “Psicopatologia do Abandono”. O evento será ministrado pelo psiquiatra forense Rodrigo Abdo, especialista em Psiquiatria da Infância e da Adolescência.

O objetivo, segundo o médico, é evitar encontrar apenas na Psicopatologia, respostas para as consequências emocionais do abandono precoce, e assim, diminuir os casos de diagnósticos equivocados e medicações desnecessárias.

Para participar da palestra, há um investimento no valor de R$ 60 por pessoa, que deve ser feito até o dia 1º de novembro.

“É de grande importância trazermos para Brasília discussões como esta, que interessa a muitos pais e mães”, afirma Soraya Pereira, presidente do Grupo Aconchego.

A palestra conta com o apoio do Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Colégio Leonardo da Vinci, Proativa Comunicação, Caju Design e Espontanear – Espaço de Desenvolvimento do Ser.

Sobre o palestrante – O Dr. Rodrigo Abdo atua na área de Psiquiatria da Infância e Adolescência; e também com Psiquiatria Forense, ambas certificadas pela Associação Brasileira de Psiquiatria. É doutor em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste, pela UFMS; psicoterapeuta de Orientação Analítica, pela Uniderp; perito do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul; além de psiquiatra do Centro Especializado em Reabilitação da APAE.

Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma entidade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento institucional.

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

SERVIÇO:

O que: Palestra “Psicopatologia do Abandono”

Onde: Centro Educacional Leonardo Da Vinci (703/903 Sul))

Quando: Dia 2 de novembro, sábado, das 9h às 12h

Quanto: R$ 60 por pessoa

Informações: (61) 3963-5049/98154-8726


Cirurgia-Diabetes-Foto-Breno-Esaki-Saúde-DF-3.jpg

Ricardo Callado28/10/20193min

Verba será usada na modernização da rede energética dos hospitais públicos

O Governo do Distrito Federal (GDF) entregou esta semana à Caixa Econômica Federal (CEF) um pedido para liberação de R$ 11,4 milhões de convênios firmados com o Ministério da Saúde.

A verba, quando autorizada, será utilizada para melhorias das instalações elétricas de sete hospitais públicos. Os projetos foram entregues na terça-feira. Confira, na arte abaixo, os hospitais a serem contemplados.

A entrega dos projetos é fruto da ação coordenada pelas secretarias de Economia e de Saúde. Os recursos serão utilizados para melhoria da eficiência energética dos hospitais públicos e foram obtidos por meio de emendas parlamentares, em 2017.

“Somente agora, com o esforço de uma força-tarefa montada nessa gestão, conseguimos finalizar os projetos técnicos para evitar a perda desses recursos tão importantes para a saúde pública do DF”, explica o secretário de Economia, André Clemente.

O Projeto de Eficiência Energética prevê a modernização da disponibilidade de energia na rede de saúde pública visando à sustentabilidade das instalações. A intenção é viabilizar a implantação de tecnologias modernas que possibilitem a geração de energia com a utilização de painéis solares fotovoltaicos e a adequação das subestações das unidades hospitalares.

Os recursos também servirão para reforma e modernização do sistema de refrigeração de ar, do sistema de aquecimento de água das unidades e a substituição de lâmpadas convencionais por lâmpadas do tipo LED.

Os recursos a serem repassados para o GDF são frutos de convênios firmados com o Ministério da Saúde e têm como agente financeiro a Caixa Econômica Federal. Para viabilizar os projetos foi necessária a ação integrada de órgãos como a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Brasília Ambiental, Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Companhia Energética de Brasília (CEB), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), e Central de Aprovação de Projetos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh).

Com informações da Secretaria de Economia/DF


22.10.2019-Secretário-de-Saúde-Osney-Okumoto-participou-da-assinatura-do-Termo-de-Ajustamento-de-Conduta.-Foto-Mariana-Raphael-Secretaria-de-Saúde-1024x686.jpg

Ricardo Callado23/10/20194min
Secretário de Saúde, Osnei Okumoto, participou da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta Foto: Mariana Raphael/Secretaria de Saúde

Termo de Ajustamento de Conduta oficializa o trabalho dos agentes de saúde

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal e o Ministério da Saúde assinaram, nesta terça-feira (22), o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 1/2019 com o objetivo de regulamentar a alocação de servidores cedidos pelo ministério à secretaria. São 120 agentes de vigilância ambiental cedidos nesta parceria para o exercício de atividades de controle epidemiológico em campo, exclusivamente em zona rural do DF.

“Os agentes de vigilância ambiental têm um papel fundamental desde a época da Funasa e, também, quando passaram a integrar a equipe da Secretaria de Saúde. Posteriormente, houve uma descentralização desse serviço, retardando o atendimento às residências, o que culminou com um surto de dengue em 2019”, relembra o secretário de Saúde, Osnei Okumoto.

De acordo com o titular da Saúde do DF, o regresso desses servidores à Vigilância Ambiental “permite que tenhamos uma grande mobilização para trabalhar, cada vez mais, nas residências, com esses agentes, no combate ao vetor do Aedes aegypti. É muito importante, dentro deste TAC, reintegrá-los e mantê-los na secretaria, garantindo as atividades de prevenção no combate ao mosquito, que é o mais importante”.

A assinatura do termo é uma condição jurídica que assegura a execução dos trabalhos desses agentes de vigilância ambiental no DF. O ato foi comemorado por todos servidores envolvidos, que lotaram o auditório da sede da pasta.

“A importância da assinatura deste TAC é reconhecer e relembrar o trabalho que os agentes já executam em campo. Estamos aqui celebrando um novo instrumento, com a garantia dos pagamentos e a manutenção desses trabalhos de campo no combate à dengue no Distrito Federal”, completa o coordenador-geral de Gestão de Pessoas do Ministério da Saúde, Ademir Lapa.

Alcance

Para os servidores, o TAC vem para ratificar a importância do trabalho desses agentes no combate ao Aedes no Distrito Federal. “A maior beneficiada não é a Secretaria de Saúde, nem os agentes de vigilância ambiental, mas a população”, lembra o servidor Carlos Henriques.

A assinatura do termo ocorre em um momento em que a pasta coloca em prática diversas estratégias montadas ainda período de seca, de forma a evitar o aumento expressivo dos casos de dengue e outras arboviroses. Para o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, todos saem ganhando com este acordo. “A assinatura do TAC é uma vitória coletiva, um reforço para o controle do Aedes aegypti. A assinatura garante a continuidade do trabalho em campo para ajudar a população do Distrito Federal no combate à dengue”, conclui Valero.

*Com informações da Secretaria de Saúde


unnamed-2.jpg

Ricardo Callado23/10/20195min

A prisão de ventre varia muito de criança para criança, além do fator idade. Segundo Sociedade Brasileira de Pediatria, para que seja considerada “prisão de ventre” em crianças por volta dos 4 anos, devem ser cumpridos no mínimo dois critérios durante dois meses consecutivos: Menos de 3 defecações na semana, ao menos um episódio de incontinência fecal por semana, posturas ou atitudes retentivas para evitar a defecação, defecação dolorosa, fezes de grande diâmetro no reto ou palpáveis a nível abdominal e defecções excessivamente volumosas.

A obstipação intestinal, mais conhecida como “prisão de ventre”, é muito comum na infância e as causas pode ocorrer por diversos fatores: alimentação pobre em fibras, medo de evacuar por causa da dor com a fissura anal, insuficiente ingestão de líquido e pouca atividade física. A criança que está obstipada faz menos cocô que de costume, principalmente se já está há quatro dias sem evacuar e tem dificuldade para eliminar as fezes. No entanto, há outros sintomas como excrementos duros e secos que fazem o bumbum doer, ou mesmo, fezes líquidas que só sujam a fralda ou a roupa de baixo. “Pode ser que a parte sólida das fezes esteja presa dentro dos intestinos, e só as líquidas consigam sair. É preciso cuidado para não confundir isso com diarreia, ” alerta Loretta

Saber identificar a prisão de ventre é importante para corrigir o problema o quanto antes. Loretta Campos separou oito dicas importantes que poderão ajudar os pequenos:

  1. Evite alimentos que prendem o intestino: arroz, banana, maçã e cereais. É salutar maneirar no leite;
  2. Aumente as fibras com o consumo de pães e bolachas integrais, mamão, ameixa preta, feijão e brócolis;
  3. Ofereça muito líquido;
  4. Incentive o seu filho a correr e brincar bastante;
  5. Não force a barra para que seu filho abandone as fraldas se ele ainda não estiver preparado;
  6. Instigue seu filho a ir ao banheiro quando tiver vontade. Se ele nunca sente vontade, faça-o passar dez minutos no penico ou na privada depois do café e do jantar;
  7. Converse com o pediatra. Ele poderá sugerir um laxativo, lubrificante natural, fibras solúveis ou supositório;
  8. Se as fezes do seu filho têm sangue, o pediatra poderá orientar um tratamento para combater a fissura anal.

Dra. Loretta Campos

Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

Redes Sociais:

Instagram: @dralorettacampos

https://www.instagram.com/dralorettapediatra/

Facebook: @dralorettaoediatra

https://www.facebook.com/dralorettapediatra/


21.10.2019-Profissionais-ensinam-as-boas-práticas-de-escovação-às-crianças-de-escola-no-Recanto-das-Emas.-Foto-Divulgação-Secretaria-de-Saúde.jpg

Ricardo Callado21/10/20195min

Ação beneficia 150 meninos e meninas de seis meses a seis anos de idade que, na maioria, não faziam higiene bucal de maneira adequada

Quando a odontóloga Érica Porto chegou à Unidade Básica de Saúde (UBS) 3, no Recanto das Emas, logo buscou escolas da área de atuação da sua Equipe de Saúde da Família, na quadra 406. Na Escola Cepi Quero-Quero, Érica encontrou cerca de 150 crianças com idade entre seis meses e seis anos que, na maioria, não realizavam a higiene bucal de maneira adequada e isso já apresentava consequências.

“Tivemos o caso de uma criança de dois anos que não comia porque os dentes doíam. Fiz uma avaliação na escola e pedi que os pais a levassem à UBS, onde pude tratá-los e orientar os responsáveis para os cuidados relacionados às cáries.  Depois disso, a criança mudou o comportamento, já não está mais tão chorosa, come a merenda que antes recusava e está interagindo mais com os colegas”, relata a dentista.

Entre as crianças que frequentam a escola estão aquelas que moram em uma área de invasão e que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade. São esses alunos que Érica identificou com maiores problemas e busca formas de estimular o cuidado e a prevenção.

“Nosso objetivo é a promoção da saúde e evitar que os pequenos necessitem do tratamento curativo. Até julho deste ano, eu e duas técnicas de saúde bucal estivemos todas as segundas-feiras, pela manhã, na escola. Começamos com os mais velhos, que já conseguem escovar os dentes sozinhos. No segundo semestre, as visitas passaram a ser quinzenais e o trabalho mais voltado aos menores, com orientações às professoras e também aos pais”, esclarece a odontóloga.

Hábito

Érica conta, ainda, que com esse trabalho na escola, as crianças estão perdendo o medo de ir ao dentista. Além de educar e orientar, a profissional também realiza exames clínicos, fazendo o encaminhamento para que os pais levem os filhos à UBS, quando necessário.

“Nós levamos e distribuímos kits com pasta, escova e fio dental, um para levar para casa e outro para ficar na creche. Os kits dos bebês, nós pedimos às professoras que entreguem e passem as instruções aos pais. Eles precisam saber que a criança deve escovar os dentes desde bebê”, ensina. A dentista conta que muitas famílias moram em barracos e não têm condições de comprar pasta e escova de dentes.

Outra forma de estimular o hábito da escovação é fazer as crianças verem os adultos escovando os dentes. Essa orientação também é repassada aos pais, recomendando que eles criem esse hábito em casa, sempre após as refeições, visando à melhoria da saúde bucal de toda a família.

Saúde na escola

O Programa Saúde na Escola (PSE) é uma política intersetorial das secretarias de Saúde e da Educação. Nele, as estratégias de Saúde e de Educação estão voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos da rede pública de ensino.

A atuação dos profissionais da Saúde nas escolas no Distrito Federal geralmente é realizada pela Equipe de Saúde da Família de referência de cada área.

*Com informações da Secretaria de Saúde


camisinhas.jpg

Ricardo Callado19/10/20199min
Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado no terceiro sábado do mês de outubro (próximo dia 19), a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida faz um alerta para os efeitos da doença, que podem afetar a saúde sexual e reprodutiva feminina.
O último Boletim Epidemiológico de Sífilis, publicado pelo Ministério da Saúde (MS), aponta o aumento no número de casos da doença no Brasil em todos os cenários da infecção. O levantamento também revela que 90% das pacientes que têm sífilis adquiriram a doença por meio da relação desprotegida. Considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), a sífilis é provocada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida principalmente por via sexual.
De acordo com a ginecologista e obstetra creditada pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) Mylena Naves de Castro Rocha, o descuido das pessoas com as formas de prevenção é considerado o principal motivo para o aumento do problema nos últimos anos. “Entre os fatores que podem ter impactado nessas estatísticas, eu destaco o fato de a nova geração ter parado de se preocupar com a doença, aliado ao fato de o sexo desprotegido ter se tornado mais frequente em casais em idade reprodutiva, além da falta de disponibilidade de penicilina benzatina (benzetacil) em hospitais, principalmente no SUS”, aponta a médica, que também é especialista em reprodução assistida pela Universidade Paris XI Clamart-France.
Segundo Mylena, em mulheres que não estão gestantes, a sífilis pode apresentar vários sintomas clínicos em curto, médio e longo prazo e a falta de tratamento na fase inicial pode evoluir para a forma mais grave da doença, a sífilis terciária. “Por esse motivo, minha recomendação é de que, assim que a doença for diagnosticada, a paciente inicie o tratamento antes do início das tentativas de gravidez, para que isso impossibilite diagnósticos tardios e complicações ao binômio mãe-feto”, ressalta.

Perigos para o bebê

Contraída mediante sexo oral, anal e vaginal sem o uso da camisinha, a sífilis, assim como as demais ISTs, pode ser passada de mãe para filho durante gestação ou parto. Dessa forma, quando a mulher grávida adquire a bactéria responsável pela doença, o bebê adquire a chamada sífilis congênita, cuja incidência também tem aumentado nos últimos anos, segundo o Ministério da Saúde.
Em comparação ao ano de 2016, observou-se aumento de 28,5% na taxa de detecção em gestantes, 16,4% na incidência de sífilis congênita e 31,8% na incidência de sífilis adquirida. “A ocorrência de sífilis durante a gravidez pode provocar graves efeitos adversos para o feto – tais como abortos, óbitos fetais e neonatais –, além de provocar o nascimento de bebês com sequelas diversas, as quais poderão se manifestar até os 2 anos de vida”, explica.
A médica também ressalta que alguns fetos que têm contato com essa bactéria dentro da barriga da mãe e sobrevivem podem desenvolver malformações cerebrais (a exemplo de microcefalia), alterações ósseas, cegueira e lábio leporino.

Diagnóstico

Estima-se que mais de 70% das crianças infectadas são assintomáticas ao nascimento, sendo de fundamental importância o rastreamento na gestante. “O acompanhamento ecográfico e as consultas periódicas no obstetra durante a gravidez são essenciais para o acompanhamento da gestação, trazendo menores consequências materno-fetais”, afirma a ginecologista.
A especialista lembra que a transmissão da doença será maior quanto mais avançada for a gestação, já que a permeabilidade da barreira placentária aumenta com a idade gestacional. “Caso a infecção se dê no fim da gravidez e não seja tratada, o bebê estará mais propenso a nascer com icterícia ou mesmo com hepatite”, reforça Mylena.
Além da possível gravidez não planejada, a falta de prevenção aumenta o risco de propagação das ISTs, responsáveis por 25% das causas de infertilidade, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No caso específico da sífilis, a ginecologista explica que a doença não tem relação direta com esse quadro, porém outras ISTs podem trazer consequências maiores para a fertilidade como a obstrução de trompas – através da infecção por clamídia – e alteração seminal – infecção por gonorreia.
Já em relação aos prejuízos que a infecção por sífilis pode trazer para os tratamentos de reprodução assistida, a médica ressalta que a preocupação existe e deve ser investigada frente ao diagnóstico em mulheres em idade reprodutiva, principalmente pelo risco de termos outras ISTs associadas à doença. “É preciso realizar exames para rastrear todas as ISTs, incluindo a sífilis, antes de dar início aos tratamentos, evitando maiores complicações na futura gestação”, diz. “As sorologias são fundamentais e obrigatórias para o controle de qualidade do laboratório, onde a segurança para o armazenamento de gametas e embriões é prioridade”, completa a especialista.

Tratamento e prevenção

O tratamento da sífilis deve ser realizado com penicilina, já que não existe evidência de que nenhuma outra droga consiga tratar adequadamente o feto intraútero. “As doses de penicilina recomendadas são definidas a partir do diagnóstico de infecção recente ou tardia”, finaliza.
A médica também reforça algumas recomendações importantes que devem ser seguidas pelas pacientes:
●  É fundamental que todos os exames sorológicos estejam aptos ao casal para iniciar as tentativas de engravidar.
●  Mesmo sem desejo de gestar imediato, as mulheres devem cuidar da sua saúde reprodutiva.
●  A educação sexual é primordial para evitar complicações futuras para essas mulheres.
●  Uso de preservativos em relações sexuais por mulheres sem parceiro fixo será sempre uma boa medida de prevenção e cuidado com o corpo.


Sobre o Blog

Com 15 de existência, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


NOS BASTIDORES DA CAIXA DE PANDORA

Pandora




Mídias Sociais

Twitter do Blog


FANPAGE Facebook

Social LikeBox & Feed plugin Powered By Weblizar



Parcerias