Arquivos Saúde - Blog do Callado

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Ricardo Callado13/09/20197min

ICTCor participa de campanha nacional com atividades gratuitas para ajudar a esclarecer principais dúvidas sobre o tema

Usar celular, viajar de avião, secar o cabelo, passar em portas com detector de metais e outras atividades comuns passam a ser grandes dúvidas na vida de quem recebe um implante de marcapasso. Para falar dos mitos e verdades, qualidade de vida e diversas questões que envolvem o dia a dia dos portadores do dispositivo e de seus familiares, no dia 23 de setembro é comemorado o Dia do Portador de Marcapasso no Brasil.

A campanha, que é uma iniciativa da ABEC/DECA – Associação Brasileira de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial/Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), mobiliza cardiologistas em todo o país com objetivo de desmistificar o assunto. Como parte do movimento, o Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor) vai realizar, no dia 20 de setembro, um evento educativo com ciclo de palestras, distribuição de cartilhas, demonstração de como os dispositivos funcionam, contação de histórias, entre outras atividades gratuitas no auditório do Hospital Anchieta a partir das 9h. Para participar basta acessar https://ictcor.com.br/marca-passo/ e fazer a inscrição.

De acordo com Dr. Candido Gomes, especialista em cirurgia cardiovascular do ICTCor, a falta de informação ainda é um grande problema. “Muitas pessoas necessitam de um marcapasso e nem sabem, pois não reconhecem os sintomas, que podem ser confundidos com outras doenças. Alguns deles são tonturas com escurecimento visual, desmaios, cansaço fácil, pulso irregular, entre outros. Para as pessoas que já têm o implante e seus familiares, também é preciso ter conhecimento sobre os cuidados”, explica o cardiologista.

O que é o marcapasso?

É um pequeno dispositivo eletrônico que serve para controlar o ritmo cardíaco.  Ele possui um gerador, uma bateria interna e cabos eletrodos. Estes cabos são conectados ao coração e ligados ao marcapasso depois que o médico se certifica que estão posicionados corretamente. O aparelho é implantado em uma espécie de “bolsa” sob a pele durante uma cirurgia considerada simples, que é feita com sedativo e anestesia local. “É um procedimento tranquilo, que dura de uma a duas horas. Geralmente, o paciente pode ir para casa no dia seguinte e retomar as atividades habituais após 30 dias”, afirma Dr. Candido.

Imediatamente após a cirurgia, pode-se observar o desaparecimento de sintomas como tonturas e falta de ar, causados pelo problema de ritmo cardíaco que diagnosticou a necessidade do implante. “Pode acontecer de o paciente sentir pequenas dores no local do implante logo após o procedimento, mas elas diminuem e, em pouco tempo, acabam desaparecendo por completo”, afirma o cardiologista.

Coloquei o marcapasso. E agora?

Os cuidados pós-operatórios específicos variam dependendo do caso e serão orientados pelo médico após a cirurgia, mas existem recomendações que devem ser seguidas. “É muito importante realizar acompanhamento cardiológico rotineiro com a frequência que seu médico indicar. Geralmente, as avaliações são marcadas após um, três e seis meses. Depois deste período, somente de seis em seis meses”, relata Dr. Ricardo Carranza, que também é cirurgião cardiovascular do corpo clínico ICTCor.
Além disso, é essencial ler com atenção o manual do marcapasso. Nele, terão todas as informações referentes à maioria das dúvidas que costumam afligir os pacientes. Confira algumas delas:

  • Telefones celulares podem ser usados, mas têm que ser mantidos a pelo menos 15 cm de distância do local do implante, sendo usados no ouvido que fica do lado contrário do marcapasso. Para evitar interferências, também é recomendado que o paciente mantenha uma distância de dois metros de eletrodomésticos que estejam em funcionamento.
  • Sistemas detectores de metais, como de aeroportos e portas giratórias de bancos, devem ser evitados. É importante andar sempre com o documento de identificação que atesta ser portador marcapasso. Nos sistemas antifurto de lojas, recomenda-se simplesmente passar, evitando ficar parado entre as placas.
  • É importante sempre consultar seu médico sobre ressonâncias magnéticas, pois a maior parte dos modelos de marcapasso têm restrições quanto ao exame, principalmente os mais antigos. O mesmo vale para procedimentos como radioterapia, litotripsia e eletroacupuntura, que devem seguir recomendações médicas específicas.
  • Atividades sexuais, exercícios físicos e condução de veículos são permitidos, a não ser que o portador possua outra patologia cardíaca limitante, pois o marcapasso, por si só, não o impede de nada disso. Na dúvida, é sempre bom consultar o médico.
  • Dentro do possível, é bom evitar dormir do lado do marcapasso implantado, principalmente durante os primeiros 10 dias.

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Ricardo Callado03/09/20194min

Serão dois dias de treinamento para renovar o conhecimento na área

Por Leandro Cipriano

Arte: Rafael Ottoni / Secretaria de Saúde

Aproximadamente 50 servidores da Secretaria de Saúde participam, nestas segunda (2/9) e terça-feira (3/9), do curso Atualização em Atenção Domiciliar – 2019, realizado pelo Núcleo de Atenção Domiciliar (Nrad) do Gama. Os temas do curso incluem legislação, cuidados paliativos, atividade terapêutica, princípios e perfil do profissional da área.

O objetivo é capacitar os novos servidores que compõem a equipe multiprofissional, além de renovar o conhecimento dos mais experientes com relação às últimas normas que redefiniram o setor no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) – tanto a Portaria Distrital n° 55/2018, que prevê mais critérios de complexidade dos pacientes atendidos em domicílio, como a Portaria do Ministério da Saúde nº 825/2016, que atualiza as equipes habilitadas.

“Estamos treinando os novos profissionais e reciclando os antigos, sendo eles servidores das mais diversas áreas da Saúde. Queremos adequá-los totalmente às portarias. Serão dois dias de curso, das 8h às 18h”, informou a chefe do Nrad do Gama, Jamila Abdelaziz.

Atualmente, a Secretaria de Saúde conta com 17 equipes multiprofissionais de atenção domiciliar, nove delas multiprofissionais de apoio em funcionamento no Distrito Federal, distribuídos em 11 núcleos regionais de atenção domiciliar, nas sete regiões de saúde.

Avanço

Em dezembro de 2018, o Serviço de Atenção Domiciliar do Distrito Federal foi selecionado para participar do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde. “Esta atualização será uma preparação para o Proadi-SUS, em que teremos as capacitações para alta complexidade”, informou Jamila.

A participação se estende até dezembro de 2020, dentro do Projeto Complexidade do Cuidado na Atenção Domiciliar, sendo matriciado pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Haoc). “A ideia é que o projeto permita uma melhora na qualificação dos profissionais, na implantação e no desenvolvimento de ações assistenciais antes não realizadas no domicílio, bem como uma melhora no cuidado e na assistência aos pacientes por nós oferecidos”, destacou a chefe do Nrad do Gama.

Atenção domiciliar

A internação domiciliar é uma modalidade de atenção substitutiva à internação hospitalar, caracterizada por ações de prevenção e tratamento de doenças, reabilitação, paliação e promoção da saúde prestadas em domicílio como forma de garantir a continuidade dos cuidados.

Cerca de 900 pacientes são atendidos em casa pela equipe multiprofissional no DF, além de outros 1.200 que recebem oxigenoterapia domiciliar. Para ser admitido no Programa de Atenção Domiciliar é preciso observar alguns critérios e o principal deles é estar em estabilidade clínica.

 

 


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Ricardo Callado02/09/20198min

Por Flávia Albuquerque

Todas as manhãs o girassol parte em busca do sol, seguindo a luminosidade insistentemente, porque precisa dela para crescer e florescer. Mesmo quando o sol está escondido entre as nuvens, a flor gira persistente, apesar da dificuldade, em direção à luz. Em alusão a esse comportamento da natureza, o girassol foi escolhido como símbolo da campanha Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu, iniciativa do movimento mundial Setembro Amarelo, que tem o objetivo de abrir o diálogo e alertar a sociedade sobre o tema.
A campanha conduzida pela Upjohn, uma das divisões de um laboratório farmacêutico focada em doenças crônicas não transmissíveis, em parceria com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) e participação do Centro de Valorização à Vida (CVV), trará ações digitais e de rua para combater os estigmas da depressão. O trabalho tem ainda o apoio de músicos, esportistas e influenciadores digitais que já passaram ou passam pelo problema, dividindo suas experiências.

Os usuários de redes sociais serão convidados a postar o ícone do girassol para mostrar que estão dispostos a falar sobre o assunto #depressaosemtabu. Eles também poderão conhecer o site www.depressaosemtabu.com.br, que traz informações sobre o tema e orientações sobre a identificação de comportamentos de risco em pessoas próximas.

Fora da internet, no dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, um labirinto de dois mil girassóis, com 120 metros quadrados, será montado no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo. Quem percorrer o caminho do labirinto acompanhará a jornada do paciente com depressão, desde a dificuldade do diagnóstico até os desafios ao longo do tratamento, como o preconceito ou a sensação de inadequação. A instalação estará aberta das 9h às 18h, até o dia 14.

“Queremos levar informação às pessoas. Quem visitar o local será convidado a deixar uma mensagem de coragem e apoio aos pacientes. Ao final, essas flores serão recolhidas e doadas para uma organização não governamental, que as transformará em buquês para serem distribuídos a pessoas que estão em tratamento”, explicou a neurologista da Upjohn Elizabeth Bilevicius.

Depressão e suicídio

Segundo Elizabeth, para tratar a depressão e evitar o suicídio, o primeiro passo é ver a depressão como uma doença que precisa ser tratada. “Precisamos criar uma atmosfera de confiança para o paciente se sentir à vontade para dizer que tem a doença e legitimar o que ele sente como sintoma de algo que pode ser tratado. Essa é uma forma de encorajar a busca por ajuda adequada, criando um entorno social mais empático e melhor informado para ajudar essa pessoa”, disse.

De acordo com as informações da Upjohn, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e transtornos do humor. A depressão é o diagnóstico mais frequente, aparecendo em 36% das vítimas. O aumento dos casos entre os mais novos e com prevalência entre os homens faz da depressão a quarta maior causa de suicídio entre jovens no país. Outras doenças que podem ser tratadas, como o alcoolismo, a esquizofrenia e transtornos de personalidade, também afetam esses pacientes e por isso afirma-se que o suicídio pode ser evitado na maioria das vezes.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil é o país com maior percentual de depressão na América Latina, chegando a 5,8% da população, o que corresponde a 12 milhões de brasileiros. A taxa é maior do que o valor global, que é de 4,4%. Igualmente maior do que em outros países, a taxa de suicídio entre adolescentes de 10 a 19 anos aumentou 24% de 2006 a 2015. A cada 46 minutos alguém tira a própria vida no Brasil.

O psiquiatra Teng Chei Tung,  coordenador dos Serviços de Pronto-Socorro e Interconsultas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP) e vice-coordenador da Comissão de Emergência Psiquiátrica da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), explicou que a alta incidência entre os jovens está ligada à grande expectativa externa e interna de que eles se comportem como adultos, mesmo sem ter ainda as habilidades de um adulto, e à pressão de que o adolescente seja pleno, potente, competente e reconhecido.

“Então ele faz as coisas, erra e se frustra. Nessas frustrações os jovens podem entrar na depressão. Os preconceitos são os mesmos e são agravados pela desinformação. Para o jovem existe a influência do pensamento de que a saúde mental é só uma questão social, existencial e psicológica”, afirmou.

Teng disse que sentir tristeza é normal e que a frustração sempre traz alguma tristeza passageira, mas é preciso que as pessoas próximas fiquem atentas para perceber quando esse estado já se tornou uma depressão. Segundo ele, a tristeza é algo que gera introspecção, provoca reflexão e crescimento, mas o deprimido fica introspectivo por vários dias e semanas.

“Um dos parâmetros é quando há sofrimento excessivo e quando começa a causar real prejuízo. Afeta as relações interpessoais, produtividade no trabalho, ou sofrimento individual, ou seja, a pessoa está sofrendo mais do que que precisaria naquela situação. Não é que não pode ter tristeza e emoção, mas isso não pode prejudicar a pessoa a ponto de afetá-la fisicamente”, destacou.

Para Teng, a melhor forma de falar sobre a depressão é deixar claro que ela é uma doença que apresenta alterações biológicas e fisiológicas, envolvendo fatores genéticos e estruturais, o que significa que a pessoa nasce com a tendência de desenvolver o quadro depressivo. O tratamento inclui, principalmente, melhorar o estilo de vida. “Quem tem depressão precisa se equilibrar e cuidar da saúde, para não ter de novo a doença”, disse o médico.


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Ricardo Callado01/09/20195min
Osnei Okumoto visitou clínica do Gama para conhecer instalações e equipamentos | Foto Mariana Raphael / Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde voltou a ofertar exame de ressonância magnética graças ao credenciamento de clínicas de imagem particulares. A primeira a começar os atendimentos está localizada no Gama e, inicialmente, irá ofertar 250 exames por mês, todos agendados via Central de Regulação da pasta.

Os primeiros exames começaram a ser feitos nesta quinta-feira (29). Nesta sexta-feira (30), o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, visitou a clínica para conhecer as instalações e os equipamentos.

Segundo Okumoto, a intenção é aumentar o número de exames oferecidos nesta clínica do Gama, podendo chegar a três mil por mês. “Outras clínicas também estão entregando documentação para que possamos credenciar e ofertar ainda mais vagas para a população”, adianta o secretário.

O paciente Mauro Rios, 59 anos, foi um dos primeiros atendidos. Diabético e transplantado,  ele aguardava o exame há cerca de seis meses. “Há nove anos tenho um probleminha na perna que a médica desconfia ser osteomielite e o exame era necessário para esse diagnóstico”, comemora.

Rede

Todos os pedidos para o exame de ressonância na rede pública são direcionados para o Complexo Regulador da Secretaria de Saúde. Atualmente há cerca de 20 mil solicitações pendentes. A demanda é calculada por meio de solicitações, não por número de pessoas, já que um mesmo paciente pode ter diversas solicitações.

“Iniciamos uma força-tarefa para agendar o mais rapidamente possível os pacientes. Priorizamos os internados, os oncológicos e os que aguardavam muito tempo na fila de espera. Alguns esperavam há mais de um ano”, informou o diretor do Complexo Regulador, Petrus Sanchez.

Está em andamento um processo de aquisição de quatro aparelhos de ressonância magnética que serão instalados nos hospitais de Sobradinho (HRS), Santa Maria (HRSM) e Asa Norte (Hran), além do Centro Radiológico de Taguatinga (CRT).

Além disso, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pelo atendimento dos hospitais de Base, Santa Maria e por unidades de pronto atendimento (UPAs), prepara até o final do ano a instalação de um aparelho próprio de ressonância magnética. Atualmente nenhum está em funcionamento. Pela complexidade do equipamento, o tempo entre a compra e a instalação leva, em média, um ano.

Publicação

A ratificação do credenciamento com o Centro de Imagens Gama foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de quinta-feira (29). O contrato público estabelece o pagamento anual de R$ 1.209.360,00 à clínica.

Ao todo, 15 empresas se apresentaram para credenciamento. Duas já estão com contratos assinados. Outras duas assinaram nesta semana e estarão aptas a receber treinamento para, na sequência, iniciar o agendamento com os pacientes. As demais empresas estão apresentando documentação e passando por vistoria.

A medida de cadastramento urgente para atendimento à população se faz necessária depois que três clínicas responsáveis pelas ressonâncias na rede pública interromperam o serviço devido a falhas nos equipamentos. Contudo, mais medidas estão sendo tomadas para melhorar a situação.

 

* Com informações da Secretaria de Saúde


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Ricardo Callado28/08/20194min

Expectativa é de que mais de cinco mil exames por mês sejam feitos a partir desta semana

Por Hédio Ferreira Junior

O Governo do Distrito Federal (GDF) credenciou cinco novas empresas de exame de ressonância para zerar a demanda na rede pública de saúde. A expectativa é de que já a partir desta quarta-feira (28) os pacientes com pedidos de ressonância encaminhados comecem a ser chamados. Há uma fila de 23 mil pedidos à espera de atendimento.

Nesta terça-feira (27), o secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, esteve reunido com o representante das novas clínicas credenciadas: a dos hospitais São Francisco, no Gama; Daher, no Lago Sul; e Santa Marta, na Asa Sul. A clínica Organik e o Centro de Imagens Gama já haviam sido credenciados na segunda-feira (26).

A medida de cadastramento urgente para atendimento à população se faz necessária depois que as três clínicas responsáveis pelas ressonâncias na rede pública interromperam o serviço devido a falhas nos equipamentos.

Em até dois meses

A previsão do governador Ibaneis Rocha é de que chegue ao fim, em até 60 dias, o sofrimento de quem há meses tem aguardado por exame para encaminhar ao médico. “Não dá pra aguardar mais. Quem está com exames dessa natureza pra fazer não pode mais aguardar e daí vai meu pedido de desculpas à população e a garantia de que rapidamente o serviço seja restabelecido.”

Com capacidade de realizar até três mil exames por mês, o Centro de Imagens Gama tem três modernos aparelhos de ressonância magnética. As outras clínicas contam com uma máquina, cada uma.

O GDF paga quase R$ 406 por exame realizado na rede credenciada. Todos os pedidos de exame na rede publica são direcionados para o complexo regulador da Secretaria de Saúde. O corpo médico dessa equipe é responsável pelo direcionamento dos pedidos.

“O GDF estava havia dois anos sem equipamento próprio, sempre precisando contratar o serviço da rede privada. Isso agora será diferente”, avisa o secretário Osnei.

Equipamento próprio

O Instituto de Saúde, responsável pelo atendimento dos hospitais de Base, de Santa Maria e por unidades de pronto atendimento (UPAs), prepara até o final do ano a instalação de um aparelho próprio de ressonância magnética. Atualmente, nenhum está em funcionamento. Pela complexidade do equipamento, o tempo entre a compra e a instalação leva, em média, um ano.


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Ricardo Callado27/08/20196min

Manter uma dieta rica em proteínas e nutrientes possibilita que o paciente acelere o processo de recuperação tecidual

O ditado “você é o que você come” não se aplica apenas aos hambúrgueres do final de semana que aparecem, depois de algum tempo, como alguns quilos extras na balança. Na verdade, essa frase consegue envolver outras questões que ocorrem no nosso organismo quando ingerimos determinados alimentos e que, por vezes, o malefício não é notado imediatamente. Quando falamos, por exemplo, sobre cicatrização de feridas, a alimentação é um dos principais pilares para uma recuperação efetiva.

O equilíbrio alimentar é determinante para uma vida saudável. Quando uma pessoa se lesiona, o cérebro reage enviando uma série de sinais para fechar a abertura cutânea. A comida entra no meio do processo para servir como alicerce para reestruturação do tecido atingido. Entretanto, quando há um déficit nutricional ou um consumo exagerado de alimentos gordurosos, a pele pode sofrer com os reflexos da má alimentação.

“Pacientes em baixo peso, desnutrição ou obesidade apresentam dificuldades em cicatrizar lesões por não ter nutrientes suficientes para a demanda. A má alimentação afeta, principalmente, a ingestão dos micronutrientes, ou seja, vitaminas e minerais que podem ser encontrados em vegetais e frutas”, explica Lorraine Ramos, enfermeira do Cenfe, primeiro centro especializado em tratamento de feridas no DF.

A enfermeira aconselha que os pacientes que estejam passando por um processo de cicatrização consumam alimentos que tenham, principalmente, ferro ômega 3, vitamina K e E. Boas fontes de proteína como sardinha, salmão, atum, morango, açaí, brócolis, espinafre e beterraba também são indicados para auxiliar durante esse período.

“Durante o tratamento da ferida, é aconselhável evitar produtos alimentícios industrializados. Recomendamos também passar longe dos embutidos, enlatados e fast foods devido ao alto teor de corantes, conservantes, acidulantes e outros compostos que não são reconhecidos pelo organismo como alimento”, complementa.

Ramos esclarece ainda que a ingestão desses alimentos aumenta a demanda de órgãos como fígado, pâncreas e intestino, que, consequentemente, precisarão de mais tempo para digerir a comida. “Isso piora as taxas de glicemia, triglicerídeos e ácido úrico, o que prejudica todo o funcionamento do organismo”.

Dica – No mercado, há suplementos alimentares que unem proteínas de boa fonte e nutrientes. Integrar esses complementos no dia a dia auxilia o sistema imunológico no que diz respeito a sua manutenção e bom funcionamento, o que é determinante para a aceleração do processo de cicatrização.

“O paciente deve estar sempre hidratado também. A água é fundamental para a formação de novos tecidos. Além disso, bons hábitos no cotidiano são determinantes para o período de reparação tecidual. Aconselhamos que a pessoa tenha sempre uma noite regular de sono e, complementar a isso, deve-se praticar atividades físicas frequentemente”, pontua.

Sobre o Cenfe – O Cenfe é o primeiro centro de tratamento de pessoas lesionadas por feridas crônicas ou agudas, com regime tanto ambulatorial quanto domiciliar. O serviço é oferecido por uma equipe qualificada e multidisciplinar, formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e nutricionistas. O corpo clínico tem como responsável técnico o Dr. Igor Nunes e Souza, que é cirurgião geral e vascular, formado pela Universidade de Brasília (UnB) e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, e a enfermeira dermatologista Larissa Pignata, responsável técnica da clínica.

O Cenfe conta, ainda, com a parceria da HomeLar, que compreende os serviços de Internação Domiciliar e Atendimento Domiciliar. Este tipo de Internação Domiciliar oferece atendimento a pacientes com quadro clínico estável, que não necessitam de toda estrutura hospitalar, podendo os cuidados serem realizados em casa. Já o atendimento domiciliar contempla a assistência em diferentes complexidades. Outros serviços oferecidos pelo Cenfe são: curativo por pressão negativa, cateter central de inserção periférica (PICC), acesso venoso central guiado por ultrassom, exame diagnóstico em casa para avaliação de TVP (trombose venosa profunda).


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Ricardo Callado26/08/20192min

Pacote de medidas inclui impermeabilização e limpeza das calhas

 O Hospital Regional do Gama (HRG) está passando por manutenção para se prevenir dos efeitos das chuvas, que devem começar na segunda quinzena de setembro. Até lá, o telhado de toda unidade já deverá ter sido trocado. Até agora, já foram substituídos os do Pronto-socorro, da UTI e do Centro Cirúrgico.

“Vamos trocar tudo o que estiver danificado, fazendo por etapas. Além disso, estamos recuperando as calhas e substituindo a manta de impermeabilização”, explica a diretora administrativa da Região de Saúde Sul, Verbena Lúcia Melo.

No Pronto-socorro, também está sendo colocada tubulação no telhado para aumentar a vazão da água da chuva e levantamento do piso para mudança de escoamento.

Ainda para evitar que a água das chuvas entre na unidade, estão sendo consertadas todas as infiltrações. “Também fizemos o hidrojateamento do esgoto e mexemos na parte hidráulica”, complementa.

As reformas fazem parte do pacote de manutenção predial do Hospital Regional do Gama. O valor total das obras está orçado em R$ 3,5 milhões e inclui diversas áreas da unidade, como a reforma do laboratório, dos banheiros, da Radiologia e do Pronto-socorro infantil.

Com informações da Secretaria de Saúde-DF


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Ricardo Callado23/08/20192min

Nomeados têm até o dia 17 de setembro para apresentar a documentação necessária

Para reforçar a assistência aos cidadãos, 73 novos servidores foram nomeados para atuar na Secretaria de Saúde. O ato foi publicado na edição de número 155, do Diário Oficial do Distrito Federal, e representa um esforço de gestão para recompor os quadros da pasta.

Os nomeados têm até o dia 17 de setembro para entregar a documentação necessária. Entretanto, a Subsecretaria de Gestão de Pessoas orienta que o aprovado compareça à Secretaria de Saúde o quanto antes para não perder o prazo e inviabilizar a posse.

“Essas nomeações refletem planejamentos e ações que temos executado, dia após dia, para recompor a nossa força de trabalho. Temos o compromisso de oferecer saúde pública com mais qualidade à população e, para isso, contamos com a colaboração desses novos servidores”, ressaltou a subsecretária de Gestão de Pessoas, Silene Almeida.

Neste chamamento, 13 carreiras foram contempladas. Dentre elas, o maior número de profissionais pertence à classe médica, com 41 novos servidores. Destes, a prioridade foi para a medicina de emergência, com 10 vagas, pediatria (9) e cardiologia (8).

Além da área médica, outros setores da rede ganharão novos servidores. Houve nomeação de analistas de sistemas, contador, técnico em contabilidade, enfermeiros de família e comunidade e técnico em laboratório (hematologia e hemoterapia).


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Ricardo Callado22/08/20195min

Projeto Nasf em sua Casa tira dúvidas e orienta sobre temas escolhidos pelos usuários

O que você acha da possibilidade de chamar uma equipe de saúde à sua casa, juntar alguns vizinhos e esclarecer dúvidas sobre saúde em um bate-papo? Essa é a proposta do projeto Nasf em sua Casa, desenvolvido pela Unidade Básica de Saúde 5 de Taguatinga.

A proposta quer que os pacientes atendidos por aquela unidade de referência possam marcar dia e hora para receber em casa os profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf). A própria família ou um grupo de vizinhos é quem propõe o assunto mais relevante para prevenir e melhorar a saúde de todos.

“Sempre gostei da ideia de levar saúde à população, à casa do usuário do Sistema Único de Saúde, em vez de ele ter de se deslocar até a unidade. Na nossa área de abrangência, temos muitos idosos com dificuldade de locomoção. Então, estar mais perto deles, dar orientações sobre como conviver com as enfermidades e melhorar a qualidade de vida, pode ser uma ação mais efetiva do que esperar pela ida desse paciente à UBS”, pondera o enfermeiro e gerente da unidade, Wellington Antônio da Silva, criador do projeto.

Costumes

Wellington explica que se inspirou nos costumes do passado, quando as pessoas se visitavam mais, reunindo-se na casa de uma família da vizinhança para conversar sobre o cotidiano. Além de resgatar esse costume, ele acredita que os diálogos poderão orientar sobre a prevenção de acidentes com idosos dentro de casa, mostrando como evitar os riscos de queda, o uso de calçados, cuidados no banheiro, por exemplo.

Pode, ainda, orientar sobre o uso de medicações, alimentação e nutrição, bem como levar algumas práticas integrativas, fazendo com que a população aprenda a se exercitar em casa.

Não há um tempo estabelecido para a visita, dependendo de cada tema a ser abordado e das dúvidas a serem sanadas. “Queremos promover saúde de maneira mais próxima e humanizada”, diz Wellington. “A iniciativa pretende abranger, também, escolas, empresas e organizações. Queremos que a população busque saúde”, conclui.

O projeto conta com o apoio da Superintendência da Região de Saúde Sudoeste. Para a superintendente, Lucilene Florêncio, “iniciativas como essa são de extrema importância para a promoção de saúde da população, para prevenir o adoecimento e, assim, evitar que mais pessoas busquem o atendimento hospitalar. Trabalhamos para ter uma população mais saudável e com qualidade de vida”.

Equipe

A equipe do Nasf em Sua Casa é formada por um farmacêutico, um nutricionista, um fisioterapeuta, uma fonoaudióloga e um assistente social. Os profissionais estão responsáveis pela implementação desse projeto inovador, que é diferente e complementa o trabalho realizado pelos Agentes Comunitários de Saúde.

Serviço

Os interessados em solicitar uma reunião em casa, escola ou empresa devem entrar em contato com a UBS pelo telefone 99107-4230 (falar com Wellington) ou ir até a unidade, que fica na Área Especial 23, Setor D Sul, Taguatinga Sul. O serviço está disponível apenas para a área de abrangência da UBS 5 de Taguatinga.


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Ricardo Callado13/08/20193min

Brasília recebeu entre os dias 5 e 7/8, cerca de 40 representantes de Ligas do Movimento de Luta contra o Câncer do Hospital Amaral Carvalho, que visitaram gabinetes de parlamentares com o objetivo de sensibilizá-los quanto a necessidade da disponibilização de ajuda para a prevenção e o tratamento da doença. No total são 4.200 voluntários de 108 Ligas de combate ao câncer,
totalizando, 25 mil pacientes.


Para celebrar essa série de visitas e ações os voluntários participaram de um jantar de encerramento, na churrascaria Steak Bull. Um momento de descontração e homenagens, onde puderam comemorar o sucesso das atividades ao show do violeiro Claudivan Santiago, com participação da cantora Adriana Ribeiro.

O jantar contou com a presença do Dr. Antônio Luís Navarro, Superintendente do Hospital Amaral Carvalho, que parabenizou o grupo de voluntários e ressaltou a importância da visita a Brasília, como marca dos avanços dos trabalhos que já vinham sendo realizados, e a possiblidade de ampliação do projeto.

“Precisamos ampliar esse projeto, os parlamentares precisam conhecer e apoiar essa causa tão nobre, e essa visita marca um momento importante no avanço da ampliação desse projeto tão maravilhoso”, afirma Navarro.

Os voluntários foram homenageados por meio das participantes Mariza Helena Bucci, do município de Dracena/SP, Elizabethe Zouki de Palmital/SP, que estiveram presentes durante a jornada e representaram todos os 4.200 voluntários. Jose Eduardo Natalet, Coordenador das Ligas de Combate ao Câncer do Hospital, também esteve presente no jantar e participou da cerimônia.
A Jornada da saúde pretende voltar a Brasília no ano de 2020, com o projeto já amplificado, sempre com a intensão de levar ao conhecimento dos representantes políticos a importância e a necessidade que esse trabalho para a saúde da população do país. 
“Precisamos, cada vez mais, de apoiadores e voluntários para que esse projeto evolua e possa ganhar novos estados, atingindo o maior número de pessoas necessitadas, por isso, já estamos nos organizando para a volta em 2020”.  Altair Ribeiro – Gestão Institucional do Hospital Amaral de Carvalho.


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