Arquivos Saúde - Blog do Callado

hospital-da-criança-1.jpg

Ricardo Callado23/04/20183min

O advogado dr. Kildare Meira, sócio da Covac Sociedade de Advogados e presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB-DF, afirmou hoje (23) em Brasília que tem esperança de uma decisão positiva na audiência conciliatória que será realizada nesta terça-feira (24), às 14 horas, na sala de sessões da 6ª Turma Cível (332), no. Tribunal de Justiça do Distrito Federal, para decidir sobre a sentença da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF, que no último dia 16 obrigou o Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (ICIPE) a entregar a gestão do Hospital da Criança de Brasília ao Governo do Distrito Federal.

“Vislumbramos com muita esperança o fórum de conciliação agendado pelo auditor do processo, já que essa ilha de excelência que é o ICIPE não pode parar de funcionar, sob risco de crianças que estão em tratamento de câncer serem prejudicadas e pacientes perderam as suas vidas”, diz Meira. Segundo ele, o GDF já afirmou que não tem estrutura e condições de assumir a gestão do hospital. “Vai ser um momento em que o Tribunal de Justiça tem de estar atento à realidade e ao interesse público da população e arrumar uma solução definitiva para a continuidade dos serviços prestados pelo instituto”.

A Covac Sociedade de Advogados analisou a sentença que detectou irregularidades formais e deu fim à gestão do ICIPE. O escritório ressaltou que as omissões dizem respeito à concessão do título de organização social do instituto e à ausência de licitação e audiência pública. “Mas em nenhum momento foi detectado pagamento de propina ou concessão de benefício nos serviços prestados pelo instituto”, lembra Meira, enfatizando que “o Direito não pode fugir ou ser desconectado da realidade: o Hospital da Criança está funcionando com excelência reconhecida e não se pode falar de ausência de qualificação”.

Segundo o advogado, depois do ato público realizado na última quinta-feira (19), quando cidadãos de Brasília se deram as mãos e abraçaram o hospital, “ficou claro que a população aprova e tem interesse nos serviços do hospital e o Ministério Público não pode possuir o monopólio do interesse público, que nesse momento quer a manutenção do contrato de gestão do instituto”, finaliza Meira.


TCDF.jpg

Ricardo Callado19/04/201815min

Monitoramento realizado pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), para verificar o cumprimento de uma decisão de 2015 relativa ao Sistema de Registro de Frequência (SISREF) dos servidores da Saúde, revela que a Secretaria de Saúde do DF não cumpriu 72% das determinações feitas pela Corte para resolver falhas graves no controle de ponto dos servidores da Pasta.

O levantamento realizado pelo corpo técnico verificou que, devido a isso, continuam ocorrendo graves falhas no controle sobre o cumprimento da jornada pelos servidores da rede pública. Entre elas: milhares de faltas injustificadas sem o devido desconto em folha de pagamento; falta de marcação de ponto; validações indevidas de faltas e atrasos; servidores lotados em uma unidade e que registravam presença em outras irregularmente.

Além disso, o monitoramento revela que continua havendo incompatibilidade entre as escalas de profissionais registradas no sistema e as efetivamente cumpridas nas unidades, além da existência de catracas inoperantes e estocadas em almoxarifado até hoje, mais de quatro anos após a aquisição.

Entenda o caso – Em 2014, uma Auditoria Integrada realizada pelo TCDF examinou a legalidade e a economicidade do Contrato n.º 221/2011, firmado entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a empresa Task Sistemas de Computação S.A. para a aquisição de catracas e, ainda, a avaliação da implantação do Sistema de Registro de Frequência (SISREF) na rede pública de saúde do Distrito Federal.

À época da execução da auditoria, foram constatadas falhas de planejamento e ausência de comprovação da vantajosidade da contratação da solução tecnológica para controle de frequência dos servidores, com direcionamento do Projeto Básico que levou à adesão a uma Ata de Registro de Preços do Ministério da Saúde. Essa adesão resultou na aquisição desnecessária e sem planejamento de 33 catracas eletrônicas, com prejuízo de pelo menos R$ 949 mil aos cofres públicos. O processo revelou ainda que a solução tecnológica contratada se mostrou inadequada, com limitações que impedem sua efetiva aplicação na rede pública do DF.

Ausência de servidores sem qualquer justificativa, nem desconto em folha – Além das irregularidades no processo de aquisição do SISREF, a auditoria levantou ainda graves problemas no registro de frequência dos servidores propriamente dito. Visitas a unidades de saúde e exames de documentos demonstraram incompatibilidades entre as escalas de serviço nas unidades e as registradas no sistema.

Diversas faltas de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem (como atestado médico, férias, folga, abono, etc) registradas no Forponto, o programa de controle de frequência, não tinham justificativas. O relatório do software indicou que a média era de 15 ausências injustificadas por servidor. A auditoria do TCDF destacou ainda que, apesar da quantidade elevada de faltas sem qualquer justificativa, constatou-se um baixo percentual de desconto em folha de pagamento dos valores correspondentes aos dias não trabalhados.

Os auditores do TCDF também encontraram várias irregularidades na comprovação da frequência dos servidores. Entre elas estão a falta de marcação do ponto; validações indevidas de atrasos e faltas; autovalidação de faltas por diretores e coordenadores (o servidor aprovava a própria falta); e aprovação de ocorrências em matrículas de servidores não subordinados. No período avaliado, 57% das validações irregulares estavam associadas aos cargos de médico (34,58%), seguidas de técnico de saúde – auxiliar de enfermagem (23,89%). Também foram encontrados casos em que o servidor, ocupante de dois cargos acumuláveis (por exemplo: enfermeiro e diretor), validou ausências injustificadas de uma das suas matrículas, o que afronta ao princípio da segregação de funções. O relatório da fiscalização ressalta que, além de configurar conduta indevida, a validação irregular inviabiliza descontos no contracheque ou no banco de horas do servidor, e compromete a qualidade do atendimento na Rede Pública de Saúde do DF.

A fiscalização também verificou que profissionais que estavam escalados não registraram nem entrada, nem saída. O dado que mais chamou atenção foi a quantidade de saídas não registradas (27,82%), o que pode representar descumprimento parcial ou integral da carga horária.

De acordo com a resposta da Secretaria de Saúde, 35,14% dos servidores que estavam no grupo “Sem Registro” estariam afastados legalmente (atestado médico, licença, atividade externa e abono anual) e mesmo supostamente afastados, eles estariam escalados para trabalhar. “A inclusão nas escalas de serviços dos hospitais de nomes de servidores legalmente afastados traz prejuízo à transparência das informações, pois não espelha com fidedignidade o quantitativo de servidores que irão, de fato, atuar nos postos de trabalho, além de comprometer o planejamento da unidade”, contrapôs o relatório de auditoria.

Outra vulnerabilidade do Sistema de Registro de Frequência apontada pelo Tribunal é relacionada à ausência de restrição ou à falta de alerta quanto à marcação de ponto em unidade diferente da lotação de origem do servidor. Os auditores encontraram casos como, por exemplo, o de um servidor que morava em Sobradinho e registrava sempre a entrada em uma unidade perto de casa, mesmo estando lotado na Asa Norte. Para se ter uma ideia do problema, em apenas três dias selecionados por amostragem , foram verificadas 899 marcações de frequência em unidades distintas da lotação de origem.

Em relação às falhas no efetivo registro de frequência, o monitoramento revelou que a SES/DF não tem dado a devida agilidade à apuração das incompatibilidades, verificadas em uma determinada amostra de servidores, entre o quantitativo de faltas injustificadas e os efetivos descontos financeiros realizados na folha de pagamento.

Da mesma forma, também não houve a devida apuração de responsabilidades por danos e depredações causados aos equipamentos de frequência. Além disso, por causa das limitações do atual software e da falta de comunicação com outros sistemas vigentes, verificou-se a continuidade de ocorrências indevidas, por exemplo, de marcações de ponto fora da lotação de origem, morosidade no desconto de faltas injustificadas e validação indevida de atrasos e ausências de profissionais.

Outro problema apontado em 2014 e que permanece até hoje é a existência de catracas eletrônicas inoperantes, estocadas em almoxarifados e em unidades de saúde, sem previsão de utilização e em depreciação. O monitoramento mais recente realizado pelo TCDF revelou que, das 33 catracas adquiridas, no valor de R$ 949.009,38,15 estão encaixotadas no almoxarifado da SES e 18 encontram-se inoperantes no Hospital de Base do DF, algumas destas jogadas em depósito do Hospital.

O novo levantamento do TCDF mostra que o controle da frequência na Secretaria de Saúde do DF não é eficaz, o que, inclusive, levou a SES/DF a iniciar um processo para aquisição de um novo sistema. As aquisições das soluções tecnológicas foram irregulares desde o planejamento. Isso demonstra a existência de ato antieconômico, que resultou em prejuízo aos cofres públicos, além de falhas graves na gestão.

Medidas não cumpridas – Veja abaixo as medidas determinadas em 2015 e que não foram cumpridas pela SES/DF:

* Concluir a implantação do sistema de controle eletrônico de frequência dos servidores, de modo a proporcionar maior eficiência na obtenção dos dados funcionais, contribuindo para a melhoria tanto do planejamento das ações quanto para o atendimento à população, conforme justificativas apresentadas no projeto básico;
* Obter maior celeridade na apuração de responsabilidades pelas depredações dos equipamentos de controle eletrônico de frequência;
* Disponibilizar serviço de manutenção dos equipamentos necessários ao funcionamento do SISREF, de modo a manter o uso contínuo e ininterrupto do sistema;
* Dar efetiva destinação às catracas adquiridas por meio do Contrato nº 221/11-SES, ainda sem utilização, evitando a depreciação dos equipamentos
* Efetuar ajustes no SISREF:
a) no sentido de promover restrições automáticas de ocorrências incompatíveis, a exemplo das tratadas no Achado 04 do Relatório Final de Auditoria: (1) utilização do evento “Falta de Marcação Justificada” (Código 238) para validações de ocorrências acima do limite de tolerância; (2) utilização do evento “Falta de Marcação Justificada” (Código 238) sem o registro correspondente do Sistema na ocorrência “Falta de Marcação de Ponto” (Código 239); (3) “Falta de Marcação Justificada” (Código 238) para validar quantitativos superiores dos eventos registrados na ocorrência de Sistema “Falta de Marcação de Ponto” (Código 239); (4) utilização do evento “Falta de Marcação Justificada” (Código 238) para validação de “Faltas Injustificadas” (Código 240); (5) validação pelo servidor em sua própria matrícula, (Achado 04);
b) de modo a assegurar que as senhas atribuídas à chefia imediata permitam validações de ocorrências apenas em matrículas de servidores que lhes estão diretamente subordinados, (Achado 04);
iii) com vistas ao controle e à restrição de registros de frequência em unidades diversas da lotação de origem do servidor, desprovidos de Ordem de Serviço que autorizar o trabalho externo, nos termos previstos do Capítulo V da Portaria SES n.º 31/2012, (Achado 06);
c) que permitam a elaboração de relatórios gerenciais necessários ao controle e ao monitoramento de inconsistências nos registros de frequência, (Achado 06)
* Disponibilizar às unidades da Secretaria relatórios gerenciais contendo indicadores:
a) das principais ocorrências do SISREF, de modo a garantir transparência e fortalecimento do controle de frequência dos servidores (Achado 04);
b) de controle de frequência que demonstrem, por exemplo, o percentual de cumprimento da escala de serviço, visando garantir maior eficácia na prestação do serviço de saúde e transparência nos controles, (Achado 05);
* Apurar:
a) as incompatibilidades descritas nos §§ 95/96 do Relatório Final de Auditoria e adote os procedimentos para a devida regularização, (Achado 02);
b) as ausências injustificadas tratadas no Achado 04 do Relatório de Auditoria e adote procedimentos para restituição aos cofres públicos das percepções irregulares e aplicação de sanção aos responsáveis pelas validações indevidas, (Achado 04);
c) as incompatibilidades entre o quantitativo de faltas injustificadas no mês de julho/2014 e os descontos no SIGRH, e adote os procedimentos necessários para efetuar o desconto financeiro nos casos de servidores com percepções indevidas, (Achado 07)
* Adotar procedimentos mais céleres com vistas à efetivação dos descontos financeiros nos contracheques dos servidores, em decorrência de ausências injustificadas, (Achado 07);
* Elabore e encaminhe ao Tribunal, no prazo de 90 (noventa) dias, Plano de Ação, com o objetivo de implantar as medidas indicadas nos itens “II.b”, II.c.i”, “II.c.iv”, “II.c.v”, “II.c.vi”, “II.d” e “II.e”, supramencionados, contendo cronograma completo de ações, bem como a sequência de procedimentos que serão executados, constando prazo e a unidade/setor responsável pela implementação, conforme modelo constante do Anexo I do Relatório de Auditoria.


hospital_base_foto_Gabriel_Jabur-768x512.jpg

Ricardo Callado19/04/20183min

O resultado provisório foi publicado nesta quarta-feira (18). Prazo para recursos é de 48 horas. Ao todo, são 708 vagas

Foi publicado nesta quarta-feira (18) o resultado provisório da primeira seleção do Instituto Hospital de Base. Os candidatos têm até 48 horas para apresentar recurso. A previsão é que os aprovados comecem a ser convocados a partir de semana que vem.

Ao todo, são 708 vagas, pelo regime da Consolidação das Lei do Trabalho (CLT). Os cargos estão divididos em:

  • 477 técnicos de enfermagem
  • 128 enfermeiros
  • 40 médicos emergencistas
  • 27 médicos anestesistas
  • 20 cirurgiões do trauma
  • 8 médicos de clínica médica
  • 8 nefrologistas

Uma vez finalizado o prazo para recursos, os candidatos deverão acessar o site do instituto para saber o local e horário de entrega dos documentos para a contratação.

“A expectativa é que possamos abrir novos leitos, aumentar o número de cirurgias e diminuir a sobrecarga e horas extras dos médicos e técnicos”Ismael Alexadrino, diretor-presidente do Instituto Hospital de Base

De acordo com diretor-presidente do órgão, Ismael Alexandrino, o serviço prestado pelo hospital será beneficiado pelos novos profissionais.

“A expectativa é que possamos abrir novos leitos, aumentar o número de cirurgias e diminuir a sobrecarga e horas extras dos médicos e técnicos, principalmente no pronto socorro”, diz.

Carga horária será acertada na contratação

Para jornadas de trabalho de 20 horas, está prevista remuneração para técnicos de enfermagem de R$ 1.341 e para enfermeiros, de R$ 2.211,20.

Nas especialidades médicas, o salário é de R$ 8.050, com exceção para a área de clínica médica, cujo valor é R$ 7.344,01.

Alexandrino explica que a carga horária dos profissionais será acertada no momento da contratação, com salário proporcional – de acordo com as regras da CLT.

“O mais provável é que a quantidade de horas seja calculada em múltiplos de seis, para facilitar a organização das escalas”, esclarece.

O edital foi publicado em janeiro deste ano, junto a outro para vagas nas áreas administrativa e de assistência. Os certames foram suspensos por decisão judicial em março e retomados em abril.


abraco_hospital_crianca_foto_Tony_Winston-768x512.jpg

Ricardo Callado18/04/20187min

Abraço simbólico contra determinação da Justiça que retira organização social da administração da unidade de saúde especializada em tratamento de câncer infantojuvenil ocorreu na manhã desta quarta (18)

Abraço simbólico contra determinação da Justiça que retira Icipe da administração do Hospital da Criança ocorreu na manhã desta quarta (18). Foto: Tony Winston/Agência Brasília.

Autoridades do governo de Brasília, funcionários, pacientes e representantes da sociedade manifestaram-se na manhã desta quarta-feira (18) contra a decisão judicial que determinou retirar o Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe) da gestão do Hospital da Criança de Brasília José Alencar.

“Não há jeito melhor de servir do que por meio da saúde. Como brasiliense, fiquei orgulhoso de ouvir da boca da maior autoridade de saúde mundial [diretor-geral da Organização Mundial da Saúde] que o Hospital da Criança é um exemplo que deveria ser levado para o mundo“, destacou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

Ele lembrou que o hospital foi criado, doado e gerido pela sociedade, é 100% público e que, no início do governo, deixou de alocar R$ 40 milhões para a Universíade [ Jogos Universitários Mundiais] em 2019. “Cancelamos o evento aqui e destinamos o recurso para a construção do Bloco 2 do Hospital da Criança.”

“Fiquei orgulhoso de ouvir da boca da maior autoridade de saúde mundial que o Hospital da Criança é um exemplo que deveria ser levado para o mundo”Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília

O governador reiterou que vai tentar reverter a determinação da Justiça. “Confio nas instituições brasilienses. Vamos por meio da audiência de conciliação, mostrar todos os argumentos, fazer ajustes formais se for o caso, mas não abrimos mão de ter o hospital gerido por pessoas sérias, de forma competente”, justificou Rollemberg.

Para o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, o Hospital da Criança de Brasília é o mais bem avaliado do DF. “São 2,7 milhões de atendimentos e 98,8% de aprovação. É um sonho em expansão, inauguraremos em breve o Bloco 2. Não deixaremos que caprichos de uma ou duas pessoas fechem a unidade”.

O diretor-presidente do Icipe, Newton Alarcão, ressaltou a experiência da organização social para gerir o hospital. “Não existe acusação de desvio de recursos, de ineficiência. São formalidades, de dizer que o Icipe não tem experiência como organização social, mas a experiência não está no prédio, está nas pessoas. E nós temos”.

Também participaram do ato em defesa do modelo de gestão da unidade de saúde especializada em tratamento de câncer infantojuvenil o superintendente-executivo, Renílson Rehem, e a diretora-técnica, Isis Magalhães. O evento reuniu ainda membros do setor produtivo, da Câmara Legislativa e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A decisão judicial pela transferência de gestão do hospital é do juiz titular da 7ª Vara da Fazenda Pública, Paulo Afonso Cavichioli Carmona. Ela proíbe o Icipe de ter contratos com o poder público durante três anos. Para o magistrado, a entidade não cumpriu requisitos necessários para ter qualificação como organização social.

Modelo do Hospital da Criança de Brasília

Inaugurado em 23 de novembro de 2011, com 7 mil metros quadrados, o Bloco 1 do hospital foi construído pela Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Homeopatias (Abrace) e doado ao governo de Brasília.

É uma unidade pública, que atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte da rede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. A administração, no entanto, é feita pelo Icipe — associação de direito privado sem fins econômicos ou lucrativos criada pela Abrace.

Por ser de especialidades, o Hospital da Criança não atende emergências — os pacientes chegam encaminhados pelas unidades básicas de saúde (UBS).

Até o final de março, foram feitos:

  • 2.757.279 atendimentos
  • 1.641.872 exames laboratoriais
  • 442.811 consultas

Com mais de 95% das obras executadas, quando inaugurado, o Bloco 2 terá, em dois pavimentos:

  • 202 leitos — 164 para internação e 38 para unidade de terapia intensiva (UTI) e cuidados intermediários
  • 67 consultórios ambulatoriais
  • centro cirúrgico
  • centro de diagnóstico especializado
  • centro de ensino e pesquisa
  • laboratórios de análises clínicas e hematologia
  • unidade administrativa
  • área de apoio
  • serviços de hemodiálise, hemoterapia e quimioterapia

O Hospital da Criança de Brasília fica no Setor de Áreas Isoladas Norte (Sain), ao lado do Hospital de Apoio.


coletiva-h1n1-renato-araujo-agencia-brasilia-640x427.jpg

Ricardo Callado11/04/20183min

Até agora, foram três casos da doença, dos quais um resultou na morte de um homem de 54 anos, conforme divulgado em coletiva nesta quarta (11). Vacinação na rede pública começará em 23 de abril para os grupos prioritários

A Secretaria de Saúde confirmou um óbito no Distrito Federal por influenza A do subtipo H1N1. Até agora, são três casos da doença — dois evoluíram para cura, e um resultou na morte de um homem de 54 anos com doença hematológica (sanguínea). As informações foram repassadas em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (11).

A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Maria Beatriz Ruy, o secretári de Saúde, Humberto Fonseca; e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Marcos Quito
A diretora de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Saúde, Maria Beatriz Ruy; o secretário de Saúde, Humberto Fonseca; e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Marcos Quito. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

A campanha de vacinação para os grupos prioritários começará na rede pública do DF em 23 de abril.

“O vírus do H1N1 está circulando no DF, o que não ocorreu no ano passado. Estamos agora em uma grande sazonalidade de doenças respiratórias, mas não é algo que foge à normalidade”, disse o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, sobre o aumento de casos de doenças respiratórias nesse período.

Ele destacou que a melhor forma de prevenção é a vacina e alertou para a baixa adesão da população-alvo à campanha em 2017. Por isso, a meta de atingir 90% de cobertura dos grupos de risco não foi alcançada, e o Ministério da Saúde decidiu estender a imunização para qualquer pessoa.

Até o último boletim epidemiológico, referente ao período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018, Brasília registrou 223 casos de síndrome respiratória aguda grave — 164 deles em moradores da capital federal. Desses 164, em 76 os exames apontaram positivo para vírus respiratórios.


Dr.-Fábio-Lara-_-Marcela-Bussolotti-3.jpg

Ricardo Callado11/04/20185min

A novidade pode resolver, de vez, o problema de quem vinha protelando o tratamento dentário

Há algum tempo, usar um aparelho ortodôntico poderia significar um problema e não uma solução. Motivo de brincadeiras, muitas vezes sem graça, eles já foram considerados um verdadeiro pesadelo, principalmente durante a adolescência, fase em que a aparência é uma das grandes preocupações entre os jovens.

Com o passar do tempo, os aparelhos foram se modernizando e diminuindo consideravelmente de tamanho, passando a ser cada vez mais discretos, como no caso do extra bucal, o famoso “freio de burro”, que hoje pode ser substituído por outros sistemas adaptados integralmente na cavidade bucal.

Os aparelhos fixos, também ganharam cara nova, os brackets metálicos deram lugar aos transparente e hoje podem ser até imperceptíveis, como no caso do aparelho lingual. Já os alinhadores invisíveis além de muito práticos são removíveis. Para falar mais sobre as novas opções e não deixar dúvidas sobre os tratamentos, os dentistas Fábio Lara e Rodrigo Lara, da explicam como funcionam os aparelhos.

Discrição e solução

As duas novidades estão conquistando cada vez mais pacientes mundo afora, afinal, por mais desligado que alguém seja, é muito mais agradável saber que o seu sorriso está sendo corrigido, sem que ninguém perceba.

O aparelho lingual também conta com o uso de brackets, mas eles são colocados na parte de trás dos dentes. O formato deles é bem parecido com o tradicional, porém são feitos com bordas totalmente polidas e arredondadas para evitar qualquer lesão no paciente.

Para o dentista Rodrigo Lara, não há nenhum prejuízo para o paciente que opta pelo aparelho lingual. “Ele é tão eficaz quanto o aparelho convencional e não interfere em nada no tempo do tratamento, podendo ser, em alguns casos, até mais eficaz já que a distância entre os brackets é menor, o que contribui para que a correção ortodôntica seja mais rápida”, afirma.

Outro ponto que pode causar algumas dúvidas, sobre este tipo de aparelho, está ligado aos possíveis desconfortos e dificuldades na fala. “Todo aparelho ortodôntico exige um pequeno período de adaptação, o que normalmente acontece em dois ou três dias. Depois desse período ele se torna praticamente imperceptível, até para o paciente que está usando. Ele também não provoca alterações na fala. O que deve haver é um cuidado maior com a higienização, já que ele estará em uma região com maior dificuldade de acesso. Alguns produtos de higiene dental específicos para pessoas que fazem uso de aparelhos ortodônticos, podem ser ótimos aliados”, destaca Rodrigo.

Outra opção para a correção dos dentes desalinhados, em casos mais simples, é o alinhador invisível, uma placa transparente removível. Ele não se parece em nada com o tradicional, as grandes diferenças estão no formato e flexibilidade. Por se tratar de uma opção removível, o comprometimento do paciente é fundamental para o sucesso e rapidez do tratamento. Como são mais fáceis de perder, não é o mais indicado para crianças. “Em função da facilidade de remoção, o tratamento pode levar mais tempo em pacientes que não tenham tanta atenção, as crianças, por exemplo podem perder o aparelho, o que também acaba comprometendo a duração, além de gerar mais custos ao paciente, porém é uma excelente opção para quem quer evitar o famoso ‘sorriso metálico’ ”, aponta Fábio.

Para finalizar, o profissional ressalta que tanto a ortodontia lingual quanto os alinhadores invisíveis possuem limitações para casos de alta complexidade. Ambos têm excelentes resultados quando bem indicados para casos de pequenas movimentações dentárias.


banner_doacao-de-sangue_agencia_brasilia.gif

Ricardo Callado01/04/20189min

Em 2017, devido à utilização de fármacos, 7% dos candidatos tiveram o processo de coleta interrompido. Conheça outras restrições seguidas pelo Hemocentro de Brasília para garantir a qualidade do material colhido

Para preservar a saúde do doador e garantir a qualidade do sangue coletado, a Fundação Hemocentro de Brasília segue uma série de requisitos definidos pelo Ministério da Saúde.

arte para banner restricoes para doar sangue
Edição de arte/Agência Brasília

Em 2017, algumas restrições impediram cerca de 24% dos candidatos de doar temporariamente.

Entre os motivos mais comuns está a anemia (10,6 %), causada pela deficiência de ferro no organismo. A chefe do Núcleo de Triagem do Hemocentro, Kamila Moraes, explica que, nas mulheres, esse estado anormal pode estar relacionado ao fluxo intenso da menstruação e a dietas muito radicais.

Caso a anemia seja detectada na avaliação clínica feita no próprio hemocentro, o profissional de saúde da fundação orienta o doador a como regularizar a situação.O período para voltar à estabilidade leva, geralmente, de dois a três meses.

O processo de pré-triagem ainda verifica informações como pressão arterial, pulso, peso e altura. Se houver alguma variação que demonstre risco para a saúde do doador, a coleta é adiada por tempo determinado de acordo com o impeditivo.

“A retirada de quantidade significativa de sangue pode provocar aborto”Kamila Moraes, chefe do Núcleo de Triagem do Hemocentro

Se a mulher estiver grávida — ou com suspeita — ou amamentando, recomenda-se esperar um ano. “A retirada de quantidade significativa de sangue pode provocar aborto”, esclarece Kamila. Segundo ela, durante a amamentação, a restrição está relacionada à perda de ferro, que pode interferir na saúde da mãe.

O meio de transporte utilizado para ir ao hemocentro também afeta o processo. Se tiver ido de bicicleta, por exemplo, o candidato corre o risco de ter a doação interrompida. Isso porque a coleta de sangue, combinada ao exercício, aumenta a probabilidade de desmaio.

“Essas medidas foram tomadas para respaldar o doador e, principalmente, para não comprometer a saúde dele”, ressalta Kamila Moraes.

Questionário visa ao bem-estar de doadores e receptores

Para identificar outros fatores que interferem na doação de sangue, a Fundação Hemocentro de Brasília preparou um questionário com 43 perguntas.

Informações como o uso de remédios, exames, cirurgias e tratamentos médicos são importantes para garantir a qualidade do material colhido.

Tempo de espera varia conforme os componentes e o tipo de cada medicação

No ano passado, cerca de 7% dos candidatos tiveram o processo de doação interrompido devido ao uso de fármacos. “Alguns medicamentos têm composições que interagem com outras, o que pode prejudicar o paciente que receberá o sangue”, justifica a chefe do Núcleo de Triagem.

“A pessoa pode ser alérgica ou estar tomando antibióticos que reajam com o medicamento do doador”, acrescenta Kamila. O tempo de espera varia conforme os componentes e o tipo de cada medicação (veja a arte).

As vacinas também influenciam a qualidade do sangue. Por isso, é exigido um prazo de 48 horas a um mês a partir da aplicação.

restricoes para doar sangue

Além de todo o histórico contido no questionário, no momento da doação de sangue, são retiradas cinco amostras para exames laboratoriais, com o intuito de detectar doenças como Chagas e hepatites. Caso haja alteração, o doador é chamado para nova avaliação.

O aparecimento de determinadas doenças pode requerer um período de espera mais longo para doar. A lista completa e detalhada está no site do Hemocentro.

Quem fez tatuagem ou tem piercing deve aguardar 12 meses. Porém, se o doador apresentar o registro (pode ser uma foto) do estúdio onde o procedimento foi feito, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esse intervalo cai pela metade.

No entanto, se o piercing for na mucosa oral ou genital, a doação de sangue é impedida e só aceita após 12 meses depois da retirada do acessório. Isso porque, de acordo com Kamila, esses lugares do corpo são suscetíveis a processos inflamatórios e representam porta de entrada para doenças infecciosas.

(61) 99136-2495WhatsApp do Hemocentro de Brasília

No caso de homens que fazem sexo com outro homem, a espera é de um ano após o último contato sexual. A medida impeditiva baseia-se na quantidade de casos de aids e de infectados por HIV entre esse público.

Essa exigência está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma ação direta de inconstitucionalidade questiona portaria do Ministério da Saúde e resolução da Anvisa que restringem a doação de sangue por homossexuais.

Outro fator restritivo é a estadia do doador em estados onde há alta incidência de malária, como Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Quem esteve nessas unidades federativas deve aguardar um mês. Após esse prazo, é feito um teste rápido no próprio hemocentro para checar se há infecção. Alguns vírus ou bactérias podem ficar incubados e não ser identificados em exames de sangue.

O Hemocentro de Brasília fica no Setor Médico-Hospitalar Norte (Quadra 3, Conjunto A, Bloco 3) e funciona de segunda a sábado, das 7 às 18 horas. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo WhatsApp: (61) 99136-2495.


secretaria-de-saude.jpg

Ricardo Callado30/03/20183min

Convocação foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal 

Em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal, publicada nessa quinta-feira (29), foram nomeados 1.485 servidores da Saúde. Os cargos fazem parte dos 1.621 divulgados em 14 de março pelo governador Rodrigo Rollemberg.

Entre os nomeados estão:

  • 295 médicos
  • 256 enfermeiros
  • 767 técnicos
  • 136 fisioterapeutas
  • 31 especialistas

De acordo com a Casa Civil, foram convocados ontem 24 auditores de controle interno para as Secretarias de Fazenda e de Planejamento e 10 servidores para a Controladoria-Geral do DF.

Além dessas, as nomeações anunciadas por Rollemberg incluíam 63 profissionais para a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF). Eles foram designados para os cargos em 16 de março. Já as convocações para o Instituto de Defesa do Consumidor do DF (Procon-DF) saíram na sexta-feira (23).

No caso do Metrô-DF, as vagas integram a segunda leva de nomeações para completar 188 profissionais. A primeira foi em fevereiro com o chamamento de 62 pessoas. A última convocará 63 e está prevista para o primeiro semestre deste ano.

O calendário de nomeações confirmadas para 2018 incluem 242 agentes do sistema socioeducativo e 20 servidores da Secretaria de Cultura — entre eles, 10 para a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Em maio, serão 114 agentes penitenciários.

Outra categoria que receberá reforço é a Polícia Civil do DF. Serão nomeados 160 policiais — 65 delegados, 65 peritos e 30 papiloscopistas — de maio a dezembro.

Antes das contratações anunciadas pelo governador em março, o Executivo local já havia chamado 1.435 servidores novos apenas em 2018. Somados com os números desde 2015, foram 10.949: 1.410 do primeiro ano da atual gestão, 3.866 de 2016 e 4.238 de 2017.


endometriose.jpg

Ricardo Callado19/03/20183min

Cientistas e especialistas ainda não sabem explicar, criteriosamente, como a endometriose realmente ocorre, e como o endométrio se implanta e cresce em lugares que não deveria. Existem teorias que tentam explicar a doença, mas nenhuma é definitivamente comprovada.

O endométrio é um tecido que envolve a parte interna do útero, e que o deixa preparado para receber a gestação quando há fecundação. Quando não há fecundação do óvulo durante o período fértil da mulher, não ocorre a gravidez e o corpo elimina o endométrio através da menstruação. Quando a descamação ocorre de maneira errada, o endométrio pode subir ao invés de descer, e se alojar perto das trompas, útero e ovários, causando inúmeros problemas para as mulheres. Os sintomas são fortes cólicas no período menstrual, dores durante a relação sexual e dificuldades para engravidar.

De acordo com o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli, a endometriose é uma das principais causas de infertilidade. Além disso, o médico alerta que as cólicas, as dores e o excesso de sangramento durante o período menstrual podem ser indícios da doença.  “Se diagnosticada precocemente, a doença pode ser tratada com remédios e/ou anticoncepcionais. Em casos avançados, o médico pode optar por uma cirurgia.  A suspensão da menstruação, em muitos casos, pode ser indicada”, explica Mantelli.

Dr. Domingos Mantelli

Ginecologista e obstetra, com formação em neurolinguística e atuação na área de medicina psicossomática. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA), com residência médica na área de ginecologia e obstetrícia pela mesma instituição. Também é autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”.



Ricardo Callado30/01/20185min

Temporada de Carnaval e, também, de excessos. Os foliões passam várias horas em pé, curtindo as festas, na maioria das vezes, sob muito sol e calor. E por que não garantir que este momento, tão esperado, seja aproveitado da melhor maneira possível? Para que a folia seja pura diversão, vale seguir algumas dicas de saúde! Veja as orientações do dermatologista Erasmo Tokarski e do nutricionista Daniel Novais.

Pele

Para quem deseja curtir os blocos de rua, é essencial se proteger da radiação solar. “No Carnaval, as pessoas costumam passar várias horas expostas ao sol. O protetor solar é indispensável para evitar insolação e outros danos a longo prazo, como o envelhecimento precoce e o câncer de pele”, indica o dermatologista Erasmo Tokarski.

Também é importante ter precaução com as pinturas de rosto, que fazem muito sucesso nos bailes infantis. Neste caso, é fundamental usar tintas específicas para a pele. “Uma tinta guache, por exemplo, tem componentes que ressecam a pele. À medida que vai secando, ela provoca, no mínimo, uma sensação de desconforto e coceira”, descreve o especialista.

Ele recomenda fazer um teste com a tinta em uma pequena parte do braço, por exemplo, e aguardar algumas horas. Se houver alguma reação, a aplicação deve ser suspensa. Em relação à maquiagem, o ideal é que, ao menos para as crianças, ela seja hipoalergênica. Além disso, não se deve compartilhar rímel, lápis de olho e sombras. Isso pode acabar espalhando vírus e bactérias, causadoras de conjuntivite e alergias.

Outro item que merece atenção são os sprays de espuma. Caso a criança tenha alguma reação, como vermelhidão e ardência, a área atingida deve ser lavada com água corrente. Se os sintomas persistirem, procure um médico.

Alimentação

Um dos erros comuns no Carnaval é passar longos períodos sem comer, consumindo apenas bebidas alcóolicas. Depois, quando a festa acaba e bate aquela fome, as pessoas costumam recorrer a opção mais rápida e gordurosa que encontram pela frente. “Às vezes, em poucos dias, se boicota parte do esforço de meses de dieta, com bebidas e alimentos muito calóricos. A cerveja, por exemplo, é praticamente um pão líquido”, adverte o nutricionista. “Além disso, o processo de digestão do álcool utiliza muita glicose. O folião acaba ficando com bastante fome e exagera na quantidade, sem se importar com a qualidade da comida”, observa Daniel.

O profissional ainda alerta que há o risco de se passar mal devido à baixa glicemia. “Uma dica é levar na bolsa alguns alimentos de emergência. Pode ser um mix de castanhas, frutas desidratadas, barrinhas de cereal, biscoitos integrais e, até chocolate, de preferência o amargo”, orienta.

Os fãs de energéticos devem ter cautela quanto à quantidade. “Não tem problema uma pessoa saudável tomar energético, eles realmente ajudam a dar um gás extra. Mas são bebidas que aceleram os batimentos cardíacos e, em excesso, podem chegar a prejudicar um pouco o funcionamento desse órgão, provocando arritmias, por exemplo”, explica o especialista.

Ele recomenda não ir à folia de estômago vazio. “Para dar energia, é importante consumir fontes de carboidrato, como macarrão, tapioca, cuscuz, arroz. São alimentos que a gente deve ingerir com muita moderação no dia a dia, mas, nesse caso, eles são indicados. Os melhores são os de baixo índice glicêmico, que liberam a glicose lentamente no sangue, como a batata-doce. E o ideal é que estejam acompanhados de fontes de proteínas”, recomenda.

Outra dica importante é beber água entre uma latinha e outra. “Muita gente se esquece de beber água porque já está consumindo outros líquidos. Mas isso é um grande engano, o álcool desidrata o organismo. Beber água ajuda muito a reduzir os efeitos de uma possível ressaca.”

E para se recuperar da dor de cabeça e mal estar do dia seguinte, a recomendação é exatamente essa: se hidratar. A água de coco é uma grande aliada. “Suco de cranberry também é uma ótima pedida, pois auxilia no processo de desintoxicação.”



Sobre o Blog

Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


NOS BASTIDORES DA CAIXA DE PANDORA

Pandora




Mídias Sociais

Twitter do Blog


FANPAGE Facebook

Facebook By Weblizar Powered By Weblizar



Parcerias