Categoria: Saúde

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Callado14 de janeiro de 20204min

Objetivo é conscientizar a população sobre a prevenção ao mosquito, que é também transmissor da zika e da chikungunya

A Secretaria de Saúde, em parceria com a prefeitura de Valparaíso de Goiás, promoverá, nesta quarta-feira (15), uma grande ação de combate ao Aedes aegypti no condomínio Residencial Santa Maria, na divisa do Distrito Federal com Goiás. Chamado de RenegAedes, o evento será realizado das 8h às 12h e o ponto de concentração será no Colégio Polivalente.

O objetivo do trabalho é mobilizar e conscientizar a população sobre a importância da contribuição de cada um na prevenção das doenças causadas pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A ação de combate ao Aedes aegypti é promovida pelo grupo de gestão de prevenção (o Geiplandengue) da Região de Saúde Sul, Vigilância Ambiental da Região Sul e Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o governo do município de Valparaíso de Goiás, por meio de sua Secretaria de Saúde.

O evento terá atividades de entretenimento, palestras, busca ativa, visitas às residências da região, recolhimento de inservíveis, orientação para a comunidade, atendimento médico e da equipe de Enfermagem, dentre outros serviços de saúde.

“O enfrentamento ao Aedes não é um problema apenas do setor saúde, mas de todos. As ações futuras devem ser pactuadas em conjunto, pois a maior beneficiária dessas ações será a população”, destacou o subsecretário de Vigilância à Saúde do DF, Divino Valero.

Segundo a coordenadora do Geiplandengue da Região de Saúde Sul, Maria Aparecida Ribeiro, as ações pactuadas entre o DF e os municípios do Entorno Sul são de suma importância para o enfrentamento ao Aedes. “A atividade tem como finalidade a articulação de ações entre Goiás e DF para uma abordagem mais efetiva em áreas como a do Entorno”, ressaltou.

A região é composta por 19 municípios e é considerada prioritária no combate ao mosquito devido à densidade populacional, o que facilita a dispersão dos casos de dengue e a proliferação do vetor.


Serviço

Evento: RenegAedes

Data: 15 de janeiro de 2020

Horário: das 8h ao meio-dia

Local: Colégio Polivalente, no condomínio Residencial Santa Maria, Módulo I, Rodovia DF 290, Km 1, Valparaíso de Goiás


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Callado13 de janeiro de 20203min
Foto: Breno Esaki/SES

Equipe comemorou os 100 dias sem esse tipo de acidente no local

A queda de pacientes no ambiente hospitalar é um dos eventos adversos mais frequentes e difíceis de serem evitados, pois a maior parte desses acidentes ocorre pela falta de equilíbrio da pessoa. Mas, com as medidas adotadas pela equipe de saúde da unidade de cirurgia-geral do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), foi possível alcançar 100 dias sem esse tipo de acidente no local, completados a sexta-feira (10) e comemorados pelos profissionais.

“As quedas podem causar diversos danos ao paciente – desde físicos, como fraturas e escoriações, a psicológicos, como a perda da confiança”, explica a chefe do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente do Hran, Janine Montefusco. “Ter 100 dias sem esse tipo de evento adverso comum significa muito, pois foi evitado um agravo do quadro clínico deles, o que contribui na recuperação.”

Prevenção e monitoramento

Uma das medidas adotadas na unidade para prevenir as quedas, conta a gestora, foi colocar pulseiras de cor laranja nos pacientes com chances mais altas de sofrer acidentes. Assim, os profissionais de saúde ficam cientes de quem precisa de atenção redobrada.

“Utilizamos uma escala para avaliar quais pacientes têm mais riscos de sofrer quedas”, destalha Janine. “Assim, desencadeamos medidas preventivas, como calçados antiderrapantes, orientações para os familiares tomarem cuidado redobrado e grades mais elevadas nas macas. Qualquer risco na beira do leito também sinalizávamos no prontuário, para alertar a equipe.”

Agora, a meta é bater o recorde de 135 dias sem quedas de pacientes, atingidos no ano passado. “Vamos orientar mais ainda os pacientes e seus acompanhantes, fazendo reuniões semanais com os familiares para ajudarem a prevenir”, ressalta a gestora.

Projeto Paciente Seguro

 As medidas adotadas pela unidade fazem parte do projeto Paciente Seguro, desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi), da rede de saúde pública.

A iniciativa pretende melhorar a segurança do paciente em hospitais públicos localizados em 15 unidades da federação, com base no Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).


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Callado11 de janeiro de 20203min
Com o reforço no atendimento, muitos pacientes terão condições de se tratar em tempo menor | Foto: Davidyson Damasceno / Iges-DF

Ação, que contou com 14 médicos especializados, agilizou bastante o atendimento

Neste sábado (11), 120 pacientes que aguardavam pela primeira consulta de oncologia estão sendo atendidos no ambulatório do Hospital de Base (HB). No total, 14 médicos oncologistas atuam na força-tarefa para acelerar o atendimento e, assim, possibilitar o início do tratamento com mais rapidez.

“Esta é uma ação que faz a diferença, porque o paciente, além de ter acesso à primeira consulta, terá a sequência do tratamento com consultas de retorno, diagnóstico por imagem, análise clínica, realização de biópsia, cirurgia, quimioterapia, radioterapia e demais procedimentos”, explica o vice-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), Sérgio Costa.

Atendimento qualificado

Os pacientes convocados estavam na fila da central de regulação da Secretaria de Saúde (SES) há meses. Além do atendimento médico, recebem orientações, participam de palestras e recebem material informativo de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, farmacêuticos, assistentes sociais e nutricionistas.

Laboratório e equipamentos de raio-X também estão de prontidão para realizar exames na hora do atendimento ou agendar de imediato, a depender de cada caso.

“É uma iniciativa muito boa”, comemora a paciente Isabel Lacerda, 36 anos, moradora da Ceilândia. “Gosto muito do atendimento daqui. Espero que o hospital continue realizando essas ações, porque muitas pessoas estão aguardando, assim como eu estava, e graças a Deus eu fui chamada.”

O chefe da oncologia do HB, Allan Pereira, endossa a importância da ação: “Sabemos da longa batalha dos pacientes com câncer. Nosso trabalho aqui é acelerar o tratamento. Em um único dia, vamos atender um número maior de pacientes do que atendemos normalmente em um mês. Nossa média de oferta mensal é de 110 consultas de primeira vez; hoje, estão sendo 120”.

Os números

Neste mês, a média das vagas ofertadas para a primeira consulta oncológica subirá de 110 para 215. No total, o HB conta com 32 oncologistas, bem como uma enfermaria grande que interna até 35 pacientes. Na quimioterapia, são feitas aproximadamente 45 sessões diariamente. Já na radioterapia, 50 pacientes são tratados.


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Callado7 de janeiro de 20203min

Municípios terão R$ 250 milhões a mais para procedimentos

Por Kamilla Cerbino

O Ministério da Saúde reservou R$ 250 milhões a mais para aumentar o número de cirurgias eletivas a serem realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os repasses começam a ser feitos já em janeiro para diminuir as filas para 53 tipos de procedimentos que incluem catarata, varizes, hérnia, vasectomia e laqueadura, além de cirurgia de astroplastia de quadril e joelho, entre outras com grande demanda.Os procedimentos com maior demanda são os oftalmológicas, para tratamento de catarata e de suas consequências, e para tratamento de doenças da retina, seguida de cirurgia para correção de hérnias e retirada da vesícula biliar.

De acordo com o Ministério da Saúde a expectativa é zerar a fila de espera de pacientes que aguardam por esses procedimentos, que não têm caráter de urgência e são de média complexidade.

As cirurgias eletivas, fazem parte do atendimento diário oferecido à população em hospitais de todo o país. Dados registrados no sistema de informação do SUS mostram que ao longo de 2018 foram realizadas 2,4 milhões de cirurgias eletivas em todo país. Até outubro de 2019, foram 2 milhões de procedimentos realizados em todos os estados brasileiros.

Os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, responsáveis pela organização e a definição dos critérios que garantam o acesso do paciente aos procedimentos cirúrgicos eletivos, podem se programar para utilização os recursos de acordo com as demandas da população de cada estado. Confira o valor do repasse por estado.


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Callado5 de janeiro de 20207min

Serviço ultrapassou marca do que preconizava portaria do Ministério da Saúde

Desde que assumiu a gestão do Hospital de Base (HB), Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e das seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) tem trabalhado de forma intensa para que a saúde dos brasilienses tenha atendimento eficaz e de qualidade.

Prova disso, são os aumentos nos números de atendimentos, cirurgias e procedimentos realizados ao longo de 2019. Entre os de maior destaque, estão os campos – número de procedimentos de radioterapia na área determinada para o tratamento – realizados pelo Núcleo de Radioterapia do HB, que ultrapassam a marca dos 43 mil preconizados por antiga portaria do Ministério da Saúde que analisava os dados por campo (SAS/MS 140/2014), chegando a 44.537.

Além disso, o número acima do exigido também pode ser encontrado quando levado em conta a nova portaria do Ministério da Saúde (SAES/MS 1399 – em vigor desde 17/12/2019) que regulamenta os atendimentos nos serviços de radioterapia. Da lista de 600 pacientes tratados que deve ser apresentada anualmente pela unidade de saúde, no HB o número chegou a 633 de janeiro a dezembro.

De acordo com o chefe do Núcleo, Eronides Batalha Filho, o aumento dos números está diretamente ligado a assinatura do Contrato de Gestão entre IGESDF e Secretaria de Saúde, que ocorreu em maio de 2019 e trouxe um impacto positivo na produtividade e na qualidade nos tratamentos dos pacientes do HB.

“A adequação do Núcleo de Radioterapia junto aos órgãos regulatórios (ANVISA e CNEN) e resolução de suas diligências associado à implementação de tecnologias e novas rotinas visando às boas práticas em radioterapia trouxe uma melhora expressiva no serviço que o HB vinha prestando. Equipamentos e profissionais, antes não disponíveis no serviço de Radioterapia foram repostos. Além disso, equipamentos em obsolescência, como é o caso do equipamento de Cobalto-60, que comprometiam a produtividade do departamento, foram retirados”, explica o chefe do núcleo.

Segundo a física médica, Isabela Gondin, o Núcleo de Radioterapia do Hospital de Base tem trabalhado com equipamentos que auxiliam substancialmente na escolha do tratamento mais adequado para cada um dos pacientes. Outra conquista sob a administração do IGESDF.

“Com o Sistema de Planejamento em 3D e o Sistema de Gerenciamento, temos a possibilidade de maior controle da radiação sobre o corpo, assim, poupamos as áreas sadias adjacentes aos tumores, fazendo com que o tratamento seja menos agressivo para o restante dos órgãos e tecidos”, avalia.

A paciente Maria Zoraia Borges Soares Costa, de 56 anos, tem vivido na pele os momentos apreensivos do tratamento para um câncer de mama. Porém, destaca que a prestação do serviço no Hospital de Base, desde que descobriu a doença em março do ano passado, tem lhe deixado tranquila e confiante de que logo estará curada.

“Fiz hoje a terceira, das 15 sessões de Radioterapia que preciso fazer, e toda a equipe do setor, assim como do HB, em geral, tem prestado um atendimento excepcional. Especialmente o doutor Eronides, pois, além de ter abraçado a profissão e estar sempre comprometido com a assistência clínica, trata a todos de maneira humanizada e entende de forma personalizada cada um dos pacientes que chega aqui”, afirma Maria Zoraia.

Para o vice-presidente do IGESDF, Sérgio Costa, o instituto está comprometido com a melhora da saúde pública no Distrito Federal e tem tomado todas as medidas para que o descaso de administrações passadas seja solucionado da forma mais rápida possível a fim de que a população possa contar, cada vez mais, com serviços de excelência.

“Nesse primeiro ano em que estamos à frente do IGESDF, só na Radioterapia, fizemos o triplo de procedimentos com um aparelho a menos. Isso corrobora com o que temos afirmado durante nossa gestão: os números falam por si e demonstram que o esforço de toda nossa equipe tem surtido efeitos. Por isso, temos a convicção de que estamos conseguindo colocar a casa em ordem de forma integral beneficiando todo o Distrito Federal”, destaca Sérgio.

Mais investimentos

A luta do IGESDF contra o câncer e por entrega de serviços cada vez melhores não para. Em 2019, foram iniciadas as obras que permitirão desencaixotar e colocar em funcionamento o PET/CT, equipamento que faz exame de imagem em alta definição e está parado há seis anos no corredor do ambulatório do Hospital de Base (HB). O aparelho custou US$ 1 milhão e é um dos mais sofisticados para diagnosticar e auxiliar no melhor tratamento de pacientes com câncer.

Fora isso, a reestruturação e ampliação dos serviços de radioterapia e oncologia estão entre as 15 metas estruturantes nas quais trabalha o instituto de gestão com a intenção de melhorar ainda mais o serviço prestado pelos núcleos.


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Callado30 de dezembro de 20196min
Doses individualizadas de medicações permitem melhor atendimento ao paciente e configuram economia e mais aproveitamento dos recursos| Foto: Breno Esaki / SES

Medida garante mais segurança aos pacientes do Hran, HAB e HSVP

Mais segurança para o paciente, com melhor qualidade no tratamento. Esses são alguns dos benefícios obtidos após as farmácias dos hospitais Regional da Asa Norte (Hran), de Apoio de Brasília (HAB) e São Vicente de Paulo (HSVP) atenderem 100% dos seus leitos com a dispensação de medicamentos por dose individualizada.

O sistema permite a revisão das prescrições médicas pelos farmacêuticos e a identificação das necessidades de adequação na terapia medicamentosa, o que beneficia diretamente os pacientes. Com isso, é possível racionalizar a gestão do consumo e dos estoques de remédios e materiais médicos hospitalares nas instituições.

“A dose individualizada é muito importante para qualquer farmácia hospitalar”, explica o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, que é farmacêutico. “Esse controle proporciona uma maior facilidade na dispensação de medicamentos e uma economia para a Secretaria de Saúde. Além disso, também valoriza o profissional farmacêutico e possibilita que o atendimento aos pacientes possa ser mais efetivo.”

Adequações

 Um exemplo de sucesso é o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), uma das primeiras unidades do Distrito Federal a consolidar, em 2019, o sistema de dose individualizada nos seus 83 leitos. Para isso, foi necessário passar por algumas adequações sanitárias, além de ampliar as áreas físicas da farmácia hospitalar e adquirir equipamentos específicos, como seladoras e carrinhos para transporte de medicamentos.

Segundo a chefe do Núcleo de Farmácia Hospitalar do HSVP, Georgia Coutinho, o sistema individualizado é mais racional, efetivo e financeiramente mais vantajoso quando comparado ao sistema coletivo, por permitir maior controle dos medicamentos prescritos e distribuídos no hospital.

“Isso ocorre porque, neste sistema, há uma redução significativa de estoques nas unidades assistenciais, o que possibilita devoluções à farmácia dos medicamentos não utilizados e proporciona o faturamento real dos gastos por paciente de forma mais efetiva”, explica.

Como funciona

No sistema individualizado, a prescrição é acessada pela farmácia hospitalar em horários pré-definidos entre os setores. Os kits de medicamentos, identificados com o nome do paciente e o número do seu prontuário, são distribuídos aos postos de enfermagem em carrinhos que contêm gavetas individuais também identificadas para cada paciente.

“O sistema garante que o medicamento chegue ao paciente no horário correto, na dose certa e de acordo com a prescrição, diminuindo riscos de erros, levando mais segurança e aumentando a qualidade do atendimento”, resume o farmacêutico clínico do HSVP, Ronaldo Portela.

Para aprimorar a distribuição, a equipe de farmacêuticos hospitalares e clínicos do São Vicente de Paulo pretende conseguir novos equipamentos laboratoriais, necessários à formulação de soluções orais.

Expansão

 A expectativa é que mais unidades hospitalares do Distrito Federal consolidem esse sistema no próximo ano. “Estamos incentivando que outros hospitais também consigam atingir 100% de dose individualizada nas suas farmácias”, informa Osnei Okumoto.

Um dos que está próximo de bater esta meta é o Hospital Regional de Brazlândia (HRBz). Atualmente, 96,77% dos seus leitos são atendidos com doses individualizadas. Também está na lista o Hospital da Região Leste (HRL, antigo Hospital do Paranoá), que obteve uma expansão na unidade e atende a 180 leitos passíveis deste serviço, o que representa 75,31% do total.

“Estamos incentivando que outros hospitais também consigam atingir 100% de dose individualizada nas suas farmácias”Osnei Okumoto, secretário de Saúde

A expectativa é que a expansão seja reforçada após a contratação de uma empresa especializada em operação logística da cadeia de suprimentos e da cadeia de frios para a Secretaria de Saúde. (SES). Dessa forma, espera-se conseguir a padronização dessas atividades.

“Com isso, a partir do momento em que se muda a operação logística, será possível otimizar os recursos humanos, com os farmacêuticos ficando mais voltados à assistência”, garante a diretora de assistência farmacêutica da SES, Samara Furtado.

Antes que a licitação para contratar a empresa seja publicada, a secretaria abriu, no início de dezembro, uma chamada pública para a elaboração do projeto. A meta é que a área demandante possa ouvir o mercado durante a fase inicial do processo. Qualquer pessoa jurídica ou física pode participar.


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Callado27 de dezembro de 20192min

Hospital recebeu mais de 300 peças para usar no centro cirúrgico e obstétrico

O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) recebeu mais de 300 peças de roupas produzidas pela Fábrica Social. As novas roupas são coletes para identificar os acompanhantes no centro obstétrico e campos cirúrgicos, utilizados para diversos procedimentos da área cirúrgica.

Também foram entregues alguns jalecos para uso dos servidores da manutenção predial. As peças foram confeccionadas pelos aprendizes da Fábrica Social e não houve nenhum custo para a Secretaria de Saúde.

“Agradecemos o pronto atendimento da nossa solicitação para a confecção dessas roupas. Vai servir também para identificar os acompanhantes nesse momento em que queremos nos reafirmar sobre a segurança do paciente”, elencou o diretor do HRT, Wendel Moreira. As novas peças começarão a serem usadas a partir da primeira semana de janeiro.

Fábrica

O Programa Fábrica Social consiste em um Centro de Educação Profissional, criado em abril de 2013 com o objetivo de promover a cidadania por meio da capacitação e da qualificação profissional de pessoas pobres e extremamente pobres do Distrito Federal, inscritas no Cadastro Único dos Programas do Governo Federal (CadÚnico).


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Callado23 de dezembro de 20196min
Karla Sarah festeja resultado: “Agora só falta esperar o dia do nascimento” | Foto: Secretaria de Saúde / Divulgação

Elas dividiam a mesma placenta e estavam com o desenvolvimento comprometido

Foi um sucesso a cirurgia intrauterina para salvar a vida das gêmeas que dividem a mesma placenta e estavam com o desenvolvimento comprometido devido a um problema chamado Síndrome de Transfusão Fetofetal. Trata-se de quando um dos fetos recebe mais sangue do que o outro. A cirurgia (fetoscopia) aconteceu na manhã deste domingo (22), no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib), e foi realizada pela técnica “laser terapia”, em que o canal de comunicação dos vasos sanguíneos entre os dois fetos foi separado.

A paciente de Aparecida de Goiânia, Karla Sarah da Silva, 23 anos, esteve consciente o tempo todo e pôde acompanhar tudo através de monitor de vídeo. Ela já foi encaminhada para a enfermaria e está com alta prevista para a próxima segunda-feira (23).

“Estou ótima, deu tudo certo. Não senti nada, foi bem tranquilo. Agora só falta esperar o dia do nascimento e escolher os nomes certinhos, já que os trocamos algumas vezes”, anima-se a mãe.

“A cirurgia foi tranquila, bem-sucedida. As conexões sanguíneas foram separadas, conforme havíamos planejado. Até as bebês ajudaram, mantendo-se quietinhas para que o procedimento pudesse ser o sucesso que foi”, explica a médica Danielle do Brasil, uma das responsáveis pela cirurgia.

“O Hmib, mais uma vez, saiu na frente dentro da sua especificidade e do diferencial que oferecemos para a rede. É a primeira vez que uma cirurgia dessa é feita pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Graças à competência dos nossos profissionais de ponta, como a doutora Danielle do Brasil, o doutor Marcelo Filipo e uma equipe diferenciada conseguimos salvar a vida das gêmeas, e também vamos proporcionar à mãe mais tranquilidade para chegar até o final da gestação. Estamos todos bastante felizes e satisfeitos com o resultado da cirurgia”, conclui o diretor do Hmib, Rodolfo Alves.


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Callado17 de dezembro de 20194min

Primeira-dama entregou lenços para mulheres em quimioterapia e presenciou trabalho social desenvolvido pela Rede Feminina

A primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, visitou pacientes oncológicos na Sala de Quimioterapia do Hospital de Base (HB) na manhã desta terça-feira (17). Ela entregou lenços com mensagens especiais para mulheres em tratamento, distribuiu e recebeu abraços de pacientes e profissionais de saúde. Michelle foi recebida e acompanhada pelo diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), Francisco Araújo, durante toda a visita ao hospital.

O primeiro local a ser visitado foi o Corredor Rosa do ambulatório, onde funciona a Rede Feminina de Combate ao Câncer. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos que desenvolve aproximadamente 30 projetos sociais, entre eles a entrega de cestas básicas e perucas e a distribuição de lanches para acompanhantes e visitantes. A primeira-dama fez questão de elogiar a iniciativa e abraçar cada uma das integrantes do projeto.

“Esse é um trabalho lindo e muito humanizado. Eu fiquei muito feliz, porque eu não sabia que se tratava de uma rede nacional”, disse Michelle, em referência ao trabalho da Rede Feminina.

A primeira-dama lembrou que, neste ano, assumiu a presidência do Conselho Pátria Voluntária, colegiado vinculado ao Ministério da Cidadania que tem por objetivo fomentar a prática do voluntariado como um ato de humanidade, cidadania e amor ao próximo.

“Não queremos retirar a responsabilidade do governo, mas queremos somar forças. Queremos fomentar a cultura do voluntariado na sociedade para que as pessoas tenham empatia pelo próximo. É esse trabalho que vocês estão desenvolvendo”, parabenizou. Ela recordou ainda ter começado a fazer trabalhos sociais aos 14 anos de idade, e que suas filhas estão no mesmo caminho.

Francisco Araújo também ressaltou a importância do trabalho voluntário e as importantes conquistas alcançadas pela Rede Feminina em parceria com o Hospital de Base. “São muitos os benefícios já alcançados por esses voluntários no tratamento de pacientes oncológicos, tanto na recuperação quanto na redução do sofrimento e dos efeitos colaterais próprios do tratamento”, acrescentou.

“Essa rede de voluntários não é só em Brasília, mas no Brasil inteiro. Somos milhares de voluntários trabalhando para ajudar o paciente oncológico, seja criança, seja mulher, seja homem. E o único chefe que temos e que nos guia é Deus”, reforçou a coordenadora do voluntariado Vera Lúcia Bezerra da Silva, carinhosamente conhecida como Verinha.

Rede Feminina

A Rede Feminina promove mais de dois mil atendimentos em seus programas assistenciais, que incluem doação de cesta básica, lanche, acolhimento, visita ao leito, entrega de prótese mamária, atendimento psicológico e realização de bazar, entre outros.

São cerca de 400 voluntários que atuam com muita dedicação, diariamente, há mais de 20 anos no Hospital de Base.

Atendimento

O Hospital de Base recebe aproximadamente 150 pacientes novos na oncologia por mês. Ao todo, mensalmente, são feitas aproximadamente 2,2 mil consultas oncológicas e 800 quimioterapias.

Além disso, uma média mensal de 56 tratamentos são iniciados na radioterapia.

 


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Callado10 de dezembro de 201911min
UPAs são locais de passagem e observação do paciente em busca de sua estabilização | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Entenda qual o caminho indicado para o usuário da rede pública de acordo com o grau de complexidade de cada caso

Por Ian Ferraz

Dores no peito, febre, torção no pé, resfriado, fratura. Assim como os sintomas e sinais de uma enfermidade, o atendimento na rede pública de saúde também é complexo e diversificado. Portanto, é natural que surjam dúvidas sobre a quem recorrer nesses momentos. Para esclarecer e orientar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) a procurar o socorro adequado, a Agência Brasília preparou um guia explicando quando o cidadão deve ir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou a um hospital.

A rede pública de saúde dispõe de 171 UBSs, seis UPAs e 16 hospitais em funcionamento para atender aos habitantes do DF e do Entorno, além dos que vêm de outros cantos do país.

Antes de se dirigir a qualquer uma dessas unidades, o usuário deve saber que é necessário portar um documento com foto para o atendimento. Para o cadastro é recomendável – e em alguns casos obrigatória – a apresentação de comprovante de residência e do Cartão Nacional do SUS. O cartão pode ser obtido na própria unidade de saúde por meio do CPF do paciente.

UBS

Dentro desse sistema complexo, a chamada porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde, também conhecida como Posto ou Centro de Saúde ou Clínica da Família. Esses estabelecimentos de Atenção Primária realizam exames, consultas e acompanhamento médico, entrega de medicamentos, troca de curativos e aplicação de vacinas.

As UBS são o caminho indicado, por exemplo, para casos de sintomas leves de gripe, tontura, dor abdominal, mal-estar, diarreia, vômito e conjuntivite, além de tratamento e acompanhamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Tais unidades também acolhem e acompanham casos de gestação, hipertensão, diabetes e obesidade.

AS UBS não oferecem o pronto-socorro, exclusivos para casos de emergências. Sendo assim, em casos graves ou complexos, pacientes são encaminhados para uma UPA ou hospital.

No Distrito Federal as UBS funcionam de segunda a sexta-feira em horários diferentes, a depender das unidades, mas comumente em horário comercial. Esses espaços estão disponíveis para o público nas faixas das 7h às 17h, das 7h às 19h e das 7h às 22h – este último caso é chamado de horário estendido. Em alinhamento com a Portaria nº 930/2019, do Ministério da Saúde, o Governo do Distrito Federal ampliou o funcionamento em parte das unidades.

Ao todo, 19 estão com atendimento das 7h às 22h. São elas: UBS 2 da Asa Norte; UBS 1 do Riacho Fundo I; UBS 1 do Riacho Fundo II; UBS 1 da Estrutural; UBS 2 do Guará; UBS 1 do Paranoá; UBS 1 de São Sebastião; UBS 1 do Itapoã; UBS 2 de Sobradinho I; UBS 2 de Sobradinho II; UBS 5 de Planaltina; UBS 7 de Ceilândia; UBS 12 de Ceilândia; UBS 2 do Recanto das Emas; UBS 12 de Samambaia; UBS 5 de Taguatinga; UBS 1 de Águas Claras; UBS 1 de Santa Maria; e UBS 6 do Gama.

“O sistema é ascendente. A Unidade [Básica de Saúde] é a porta de entrada, de identificação das situações. A UPA é a retaguarda para a UBS e o hospital, a retaguarda para a UPA”, explica o diretor de Estratégia e Saúde da Família, José Eudes.

O site da Secretaria de Saúde dispõe de informações sobre todas as UBS. Portanto, o usuário pode descobrir qual unidade deve procurar, bem como o endereço, o horário de atendimento, a abrangência e o tipo de atendimento daquele espaço por meio da Sala de Situação. Acesse o link e veja qual é a mais próxima de sua residência.

Na manhã desta sexta-feira (6), a UBS foi a escolha correta da autônoma Lidiane de Sousa Moura, 41 anos. Moradora do Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (Saan), ela foi à UBS II do Cruzeiro para o retorno de uma consulta com o médico.

“Sempre venho aqui para tratar, seja ginecologia ou clínico geral”, disse. Devido ao tempo em que frequenta a rede pública, Lidiane já sabe que a UBS é o destino certo para casos menos graves. “Um dia estava passando mal, com tontura, e corri para cá. Tive um atendimento rápido”, acrescentou.

Assim como Lidiane, a doméstica Silvanilde Barbosa, 35 anos, procurou acolhimento no mesmo endereço. Ela retornou com o filho João VIctor, 6 anos, para acompanhar uma situação de sinusite, dor de cabeça e febre. “Acabo usando bastante [a unidade], principalmente com meu filho. Faço também um acompanhamento anual para ver como está a saúde”, completou a moradora do Cruzeiro.

UPA

As UPAs são o caminho para atendimento de urgência e emergência em clínica médica, casos de pressão e febre alta, fraturas e cortes e exames como raio-x, eletrocardiograma e demais procedimentos laboratoriais. Nesses espaços são ofertados serviços de média e alta complexidade, como se fosse o meio-termo entre a UBS e os hospitais. O que determina a ordem de atendimento é a gravidade do risco, e não a ordem de chegada.

O funcionamento em todas as seis unidades do DF (Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, Sobradinho e São Sebastião) é 24 horas por dia. Elas são administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) e, por meio deste link, é possível saber quais são os serviços assistenciais oferecidos pelo Iges-DF.

Os casos de urgência são aquelas situações que requerem assistência rápida, a fim de evitar complicações e sofrimento, enquanto a emergência serve para contextos de ameaça iminente à vida, sofrimento intenso ou risco de lesão permanente, exigindo-se tratamento médico imediato.

Embora atenda a casos de emergência, as UPAs são locais de passagem e observação do paciente em busca de sua estabilização. Quando há necessidade de internação, transfere-se a pessoa para um hospital.

171 UBSs, 6 UPAs, 16 hospitaisformam a rede pública de saúde para DF e Entorno

“Essa questão da gravidade perpassa por várias etapas. A UBS atende a algumas urgências, como uma febre. Agora, um trauma é caso de UPA, assim como um desmaio em casa. Dependendo do caso há necessidade de contato com o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] para encaminhamento direto a um hospital”, observa o coordenador substituto de Atenção Primária à Saúde, Sérgio Lima Gonçalves.

Hospitais

Ocorrências de alta complexidade e emergência são tratadas em hospitais, que são o destino correto para hemorragias e fortes traumas, tratamento médico de média e alta complexidades, parto normal e cesáreas, cirurgias e transplantes, por exemplo.

Nesses espaços há mais recursos tecnológicos e capacidade de intervenção. Assim como as UPAs, eles também funcionam 24 horas por dia.

No DF, as seguintes unidades de saúde estão à disposição da sociedade: Hospital de Base, Hospital de Apoio de Brasília, Hospital Materno Infantil (Hmib), Hospital da Criança, Hospital São Vicente de Paulo, Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Hospital Regional de Brazlândia, Hospital Regional de Ceilândia, Hospital Regional do Gama, Hospital Regional do Guará, Hospital da Região Leste (antigo Hospital do Paranoá), Hospital Regional de Planaltina, Hospital Regional de Santa Maria, Hospital Regional de Samambaia, Hospital Regional de Sobradinho e Hospital Regional de Taguatinga.



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