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Ricardo Callado17/07/20197min
Foto: Vinícius Melo / Agência Brasília
Candidatos da capital terão a oportunidade de ingressar em instituições públicas e privadas do Brasil e de Portugal

Por Jéssica Antunes

Maior porta de entrada para o ensino superior do País, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 está chegando. A partir dele, 95.862 estudantes inscritos no Distrito Federal terão a oportunidade de ingressar em instituições públicas e privadas do Brasil e de Portugal.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prepara a aplicação das provas, que vai acontecer nos dias 3 e 10 de novembro. Na rede pública, alunos passarão por simulado.

“A rede da capital tem currículo próprio, mas completamente alinhado à Base Nacional Comum Curricular, e prepara diariamente os estudantes para esse momento que não é o único, mas que precisa evidenciar as aprendizagens em uma prova”, explica o subsecretário de Educação Básica da Secretaria de Educação do DF, Helber Vieira.

A principal ação pré-prova é o simulado feito anualmente para toda a rede antes do Enem. “É momento de o estudante que nunca participou experiencie e, ao mesmo tempo, lançamos os resultados para que os professores possam trabalhar com as principais dificuldades identificadas.”

Preparação 

Aos 19 anos, Eduarda Alves é pura ansiedade. No último ano do ensino regular, a aluna do Centro Educacional 6 de Taguatinga ainda tem dúvida de qual curso superior vai fazer, mas garante que dará o melhor de si para conseguir uma vaga. Essa será a primeira experiência com a prova que sua irmã realizou no passado.

“Estou estudando muito. Na escola é praticamente preparação pura, com matérias focadas no exame. Temos praticado muita redação, que conta muito na prova”, diz.  Ela se divide entre estudos e trabalho, mas o tempo livre é de cara nos livros. “Estou com medo, mas sei que eu posso. Estou focada nisso, sei que tenho capacidade e posso conseguir”, assegura. Mulheres como Eduarda são maioria entre os candidatos: elas compreendem 59% do total.

Estudante do Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), Lucas Leite fará a prova pela primeira vez como treineiro para experimentar a rotina de candidato, conhecer o formato do conteúdo cobrado no exame e para autoavaliar os conhecimentos. Como ele, são  8,3% dos inscritos na capital. Aos 16 anos, ele só finalizará a educação básica em 2020, mas já está de olho na melhor preparação para conquistar a vaga quando chegar sua vez.

O aluno acredita que experiência e conteúdo alinhados podem ser o caminho para chegar ao ensino superior.  O objetivo é seguir o ramo de arquitetura, já que tem afinidade com cálculos. “Espero uma prova bem difícil, mas tenho me esforçado para ter um bom desempenho: revisando matérias de exatas e humanas, acompanhando atualidades.”  Na escola, o morador de Vicente Pires diz ter suporte.

“Os professores são bem qualificados para passar toda a matéria que pode cair. Por ser um exame que engloba todo o Ensino Médio, às vezes não coincide com o conteúdo que estamos tendo na escola, mas o trabalho é muito voltado para o Enem e PAS (Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília)”, revela.

Jovens entre 17 e 19 anos representam 42,7% do total dos concorrentes. Os que têm entre 21 e 30 anos são 28,2%. A faixa etária menos comum é a de jovens menores de 16 anos, que compreendem 1,6% do total. Com relação à escolaridade, 62,7% dos que farão o Enem no DF já concluíram o ensino médio, enquanto 36,7% ainda estão em algum dos três anos finais.

A prova

No primeiro dia, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias, com duração de 5h30. No segundo domingo, será a vez das questões de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias, com meia hora a menos.

A edição deste ano contará com espaço com linhas para rascunho da redação e para cálculos no final do caderno de questões. Para garantir segurança, lanches levados pelos candidatos serão revistados.

Os candidatos podem utilizar a nota para se inscreverem em programas como o Sistema de Seleção Unificada (SiSU), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O desempenho também conta para estudar em Portugal, onde 37 universidades já aceitam os resultados do exame como forma de acesso aos cursos.

Serviço 

Provas: 3 e 10 de novembro

Gabarito: 13 de novembro

Resultado individual: janeiro de 2020


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Ricardo Callado15/07/20194min

Um resultado de 91% de aproveitamento no SAT (Scholastic Assessment Test) não era o que Maria Eduarda Mochinski, de 16 anos, esperava quando resolveu fazer pela primeira vez o teste necessário para ingresso nas universidades americanas. A aluna do segundo ano do Ensino Médio no Colégio Positivo Internacional, em Curitiba (PR), conquistou pontuação 1.460 de 1.600 na prova – que é vista como o Enem americano. Com esse resultado, Maria Eduarda poderia ser aceita, por exemplo, em universidades como a Boston CollegeUniversity of MichiganUniversity of California ou Johns Hopkins University, que têm notas de corte iguais ou inferiores a esse número.

“Fiquei muito feliz com o resultado. Nos simulados que o colégio aplica, minha maior nota foi 1.460, então esperava uma nota boa, mas não sabia que conseguiria uma nota tão alta no teste oficial”, revela Maria Eduarda. Ela ainda não sabe qual curso pretende fazer, mas conta que prefere as disciplinas da área de exatas – gosto comprovado pela pontuação de 770 do total de 800 na sessão de matemática da prova. Segundo estatísticas da plataforma PrepScholar, entre os 1,67 milhão de candidatos que realizaram o SAT, apenas 4% conquistaram nota igual ou superior a de Maria Eduarda.

Quanto à preparação para chegar a esse resultado, Maria Eduarda conta que o preparatório oferecido pelo Positivo Internacional foi parte fundamental de seus estudos, além de se dedicar também em casa, com materiais sugeridos pelos professores. E sobre ir para o exterior, Maria Eduarda diz que a prioridade entre ir e ficar depende principalmente entre conseguir uma bolsa em uma universidade boa, mas que não tem problemas com a distância: “seria um pouco triste deixar meus amigos, mas tenho facilidade para fazer novas amizades”.

A mãe de Maria Eduarda, Viviane Fernández Dall Negro, conta que sua filha estuda no Colégio Positivo desde a Educação Infantil, e que está no Positivo Internacional desde que o colégio foi criado, em 2013. “Estudar fora é uma opção, mas não descartamos escolher boas universidades aqui no Brasil. Primeiro, ela precisa terminar o Ensino Médio com o diploma IB”, declara. “Com o programa IB temos a oportunidade de estudar em inglês, o que acho que ajudou muito no SAT. O programa em si é muito interessante porque traz uma visão diferente, os conteúdos são mais aprofundados do que no ensino regular”, explica Maria Eduarda.

O diploma IB (ou IB Diploma Programme) é um currículo educacional de dois anos, destinado a jovens entre 16 e 19 anos, que oferece uma qualificação que facilita a entrada de estudantes em universidades do mundo todo. O diretor do Colégio Positivo Internacional, Pedro Daniel Oliveira, conta que o programa fornece ao aluno habilidades e competências acadêmicas que são cruciais para o sucesso na admissão nas universidades e sucesso acadêmico, uma vez admitidos. “Alunos com IB Diploma tendem a ter melhores performances – e é por isso que as universidades os aceitam com mais frequência que os alunos regulares”, explica. No mundo, 4,7 mil instituições de ensino de 140 países oferecem o programa. No Brasil, existem 35 escolas participantes.


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Ricardo Callado15/07/20194min
Três especialistas atendem no novo ambulatório, sempre de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h
O Hospital Regional de Ceilândia (HRC) criou um ambulatório específico para atender pacientes encaminhados do pronto-socorro pediátrico da unidade. Com o suporte de três médicos, o serviço tem como objetivo reforçar a linha de cuidados da pediatria. Os pediatras atendem em horário ambulatorial, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h.

“O ambulatório fica dentro da Atenção Secundária para dar cobertura aos pacientes da emergência. Testamos a ideia e vimos que deu certo. Até março deste ano, por exemplo, atendemos quase 700 pacientes”, afirmou a superintendente da Região de Saúde Oeste, Alessandra Ribeiro.

A unidade começou a funcionar, de forma piloto, ainda em fevereiro, com a vinda dos novos pediatras – dois trabalhando 40 horas por semana e um, por 20 horas. Nesse período, até o dia 9 de julho, os três médicos fizeram 3.928 consultas, sendo 120 delas de retorno. A média de atendimentos tem sido de 15 crianças por período.

O dia que tem os três médicos na escala, atendemos 45 pacientes de manhã e 45 de tarde. São 90 crianças em um único diaVanderson Rodrigues, gerente de Enfermagem do HRC

Segundo Vanderson Rodrigues, a ideia de criar o ambulatório surgiu da necessidade de melhorar a assistência aos pacientes. Dessa forma, três salas foram separadas, na Atenção Secundária do hospital, para instalar a nova unidade.

“Como os pacientes chegam à pediatria e nem sempre são totalmente absorvidos pelo atendimento de lá, eles podem ser encaminhados para o ambulatório. Os pediatras atendem como alergistas e também fazem o acompanhamento da clínica médica”, ressaltou.

Um desses pediatras é Leonardo Nunes, que atende no ambulatório das 7h ao meio-dia, quatro dias na semana. “Procuramos resolver o máximo que podemos. Nesse tempo, o trabalho tem fluido muito bem”, resumiu.

Para Milena Amâncio, 20 anos, que levou sua filha Ayla, de seis meses, para o HRC, a iniciativa do ambulatório é muito bem-vinda.

“Ela estava com coriza, febre e vomitando. Nas duas vezes que estive aqui, este ano, o atendimento foi bem rápido”, elogiou.

Com informações da Secretaria de Saúde/DF


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Ricardo Callado15/07/20193min
Balanço do primeiro semestre de 2019 registra crescimento de 65% no licenciamento de novos negócios
O número de abertura de empresas voltou a crescer no Distrito Federal. O balanço do primeiro semestre de 2019 indica que 6.552 negócios foram abertos pelo sistema de Registro e Licenciamento de Empresas, o RLE@Digital.

Foram 359 empreendimentos a mais do que o mesmo período do ano passado. Outro destaque foi a quantidade de licenciamentos, que cresceu 65%: passou de 9.767 nos primeiros seis meses do ano passado para 16.366 neste primeiro semestre do ano.

A secretaria de Desenvolvimento Econômico credita o crescimento aos programas como o Emprega DF, o fim do diferencial de alíquota (Difal) e a realização de obras de infraestrutura nas áreas de desenvolvimento.

Segundo o subsecretário de Relação com o setor produtivo, Marcio Faria, a modernização no processo de abertura, regularização, licenciamento e baixa de empresas contribuiu significativamente com o progresso nos setores de comércio e serviços.

O número de licenças emitidas geralmente ultrapassa o de empresas abertas em alguns períodos do ano, porque em determinado mês podem ser contabilizadas licenças das empresas abertas naquela época que somadas àquelas licenças que ficaram pendentes em meses anteriores.

O licenciamento de empresas é a última etapa para abertura do empreendimento. É nesse momento que a direção da empresa terá que conseguir o aval da administração pública para exercer sua atividade.

Graças ao sistema RLE@Digital, o empresário consegue reunir um único documento a licença de todos os órgãos necessários de forma imediata e sem burocracia.

Simplifica PJ

Outro fator que contribui bastante para o crescimento dos números de abertura, regularização e licenciamento das empresas é o serviço prestado pelo Simplifica PJ.

A unidade gerida pela SDE se tornou modelo para outras regiões do país. A política de desburocratização na abertura de empresas adotada pelo governo do Distrito Federal passou a ser referência para prefeitos e governadores de outros estados.

Criado para dar mais agilidade, transparência e facilitar a vida do empresário, em 18 meses o Simplifica PJ já deu consultoria para técnicos de quatro estados interessados em implementar um sistema parecido.

Com informações da SDE


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Ricardo Callado15/07/20192min

A Receita Federal começa a pagar, nesta segunda-feira (15), o 2º lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2019, e também, as restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2018.

Serão depositados R$ 5 bilhões para 3.164.229 contribuintes. Desse total, R$2.362.514.597,42 referem-se a restituição de 15.489 contribuintes idosos acima de 80 anos, 197.895 contribuintes entre 60 e 79 anos, 24.793 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave, e 1.251.906 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Para saber se teve a declaração liberada, é preciso acessar o site da Receita Federal, ou ligar para o Receitafone, no número146.

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano.

O dinheiro será depositado nas contas informadas na declaração. O contribuinte que não receber a restituição deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para ter acesso ao pagamento.


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Ricardo Callado15/07/20193min

Por Mariana Tokarnia

Começa hoje (15) e vai até amanhã (16) o prazo para participar da lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A adesão é feita na página do programa, pela internet.

Podem participar da lista de espera os candidatos que não foram selecionados na primeira opção de curso feita na hora da inscrição em nenhuma das duas chamadas regulares do programa.

Além disso, podem participar aqueles que foram selecionados para a segunda opção, mas cuja turma não foi formada. Esses estudantes concorrem a vagas para a primeira opção de curso.

Podem concorrer a vagas para a segunda opção de curso aqueles cujas turmas da primeira opção não foram formadas ou as bolsas da primeira opção não foram disponibilizadas.

A relação dos candidatos em lista de espera será divulgada no dia 18.

Todos os candidatos participantes da lista terão que comparecer, entre os dias 19 e 22 de julho, às respectivas instituições para apresentar a documentação para comprovação das informações prestadas na inscrição.

A lista de espera será usada pelas instituições de ensino para preencher as vagas que, após a primeira e a segunda chamadas, permanecerem disponíveis.

Bolsas de estudo

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo.

As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para  candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018.

Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais.

É preciso ter obtido ainda nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem. Também podem se inscrever no programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.


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Ricardo Callado14/07/20194min
Os oito jovens do nono ano fazem prova na terça-feira

Por Kamilla Cerbino

Oito alunos do Colégio Logosófico, em Brasília, vão representar o Brasil na segunda etapa da Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras (OIMSF), no Japão. Os jovens, todos de 14 anos, fazem prova na terça-feira (16), em Fukuoka.

Os estudantes cursam o nono ano e conquistaram o primeiro lugar na etapa estadual e nacional da olimpíada, que deu a eles a vaga para a segunda etapa fora do país. Eles embarcam na quinta-feira (11) rumo ao Japão.

Antes de emabarcarem, os alunos conversaram com a Agência Brasil. Rodrigo de Moraes conta que está se preparando para a próxima etapa e está bastante ansioso para a viagem: “estou fazendo exercícios e controlando o tempo para responder às questões de maneira rápida”.

Tauã Valentim participa pela primeira vez do evento internacional e disse que, apesar do nervosismo, pretende fazer uma boa prova. “Me sinto nervoso por estar participando de uma competição tão grande, mas confiante para trazer um bom resultado”.

A jovem Luana Anghero Rosa Lopes acredita que a competição agrega experiência para sua vida acadêmica e sente o peso de representar o país no exterior. “É uma responsabilidade muito grande, fazer parte dessa competição’’.

Em sua primeira participação no evento, a estudante Thais Yuki Okada falou da ansiedade que sente não só por representar o Brasil, mas também por viajar pela primeira vez ao Japão, onde seus pais nasceram. “Vou ter a oportunidade de conhecer o país em que meus pais nasceram”, disse ao acrescentar: “sinto uma grande responsabilidade e ansiedade por representar, não só a capital, mas o Brasil”.

O professor de matemática Vitor Taliel de Oliveira acompanha os jovens na viagem e contou à Agência Brasil como foi a preparação para a etapa no Japão. “Após a aprovação da primeira fase, fizemos um roteiro de estudos, revisado o conteúdo e mostrando conteúdo que eles ainda não tinham visto”. Ele confia que os alunos vão trazer bons resultados para o Brasil: “são alunos bastante dedicados, por isso acredito no bom resultado deles no Japão”.

De acordo com a diretora do Colégio Logosófico, Lúcia Maria Soares de Andrade, a escola participa da competição há quatro anos e sempre traz bons resultados. “Os alunos sempre participaram dessa Olimpíada, desde o sexto ano, e sempre receberam medalhas”. Para Lúcia, a confiança nos alunos é fundamental: “pretendemos trabalhar, com as próximas turmas, a mesma confiança que essa turma teve’’.

A premiação da Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras será na sexta-feira (19). Após a premiação, a delegação brasileira retorna ao Brasil.


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Ricardo Callado12/07/201910min
O secretário de Governo, José Humberto, fala sobre o GDF Presente, programa que, concebido para diminuir os efeitos da burocracia, engloba sete polos urbanos e um rural espalhados pelo DF, cada um responsável por diferentes cidades

 

Um novo tempo em que a excelência na prestação de serviço público se sobrepõe à burocracia e cria uma cultura de integração entre dirigentes e comunidade. Este é, em síntese, o propósito central do Programa GDF Presente, um esforço permanente do governo Ibaneis Rocha que consiste no estabelecimento de sete polos urbanos e um rural voltados ao pronto atendimento das comunidades envolvidas. Quem fala sobre o programa é o secretário de Governo do Distrito Federal, José Humberto, a quem caberá capitanear a estrutura do GDF Presente.

“Esses polos estão sendo equipados com máquinas e homens que estarão prontos para atender, com rapidez e agilidade, às demandas do cidadão, que poderão vir por meio das administrações regionais ou até por meio de um número de telefone que vamos disponibilizar”, vislumbra o secretário, informando que até 15 de julho todos os polos de trabalho estarão em pleno funcionamento – quatro dos oito núcleos já funcionam a pleno vapor.

Nesta entrevista à Agência Brasília, José Humberto conta como nasceu o projeto e destaca ainda que ele se presta, fundamentalmente, à rápida resolução de problemas urbanos e sociais. “Muitas vezes, o administrador ficava telefonando para secretarias ou empresas tentando resolver um problema simples e esbarrava na burocracia”, pontua o secretário. “Com o GDF Presente, isso acaba. Se ele tem uma demanda, basta ligar para o polo, marcar a hora e esperar as máquinas e os homens. Reparos urgentes terão a prioridade que merecem”.

 

Com quais objetivos foi criado o GDF Presente?

José Humberto – Tudo começou com o SOS-DF, o programa que o governador Ibaneis lançou nos primeiros dias de governo para ações emergenciais. A cidade estava cheia de problemas, com muito lixo, entulho, buracos nas pistas, equipamentos quebrados, enfim, problemas de toda sorte e por todo canto. O SOS realizou mais de 60 mil ações e deixou a cidade em boas condições. O novo passo é o GDF Presente, que vai oferecer cuidados permanentes para os equipamentos públicos.

Como funciona o GDF Presente?

Nós estamos criando sete polos urbanos e um rural espalhados pelo DF, cada um responsável por determinadas cidades. Esses polos estão sendo equipados com máquinas e homens que estarão prontos para atender, com rapidez e agilidade, às demandas do cidadão, que poderão vir por meio das administrações regionais ou até por meio de um número de telefone que vamos disponibilizar. Com isso, vamos evitar que os problemas se acumulem e fazer pequenos reparos de forma imediata. Desta forma, poderemos nos concentrar nas ações e obras maiores que ainda precisamos fazer.

O GDF dispõe de estrutura para atender à demanda das administrações regionais, no que se refere a maquinário e pessoal?

Este é sempre um desafio, mas estamos resolvendo, fazendo um grande esforço e uma espécie de recenseamento das máquinas e homens que o governo já tem espalhados por diversos órgãos. É um problema de gestão que estamos resolvendo, já que muitos equipamentos ficavam ociosos na maior parte do tempo. O importante é que o cidadão vai notar a diferença rapidamente – é só telefonar e, num prazo muito pequeno, ele terá sua demanda atendida. Este é um governo de ação. É preciso ser ágil.

Até agora quatro polos estão em funcionamento. Quantos serão no total e qual a previsão de eles começarem a operar?

Segunda-feira, dia 15 de julho, todos estarão funcionando. Como eu disse, serão sete polos. Os quatro que já estão em funcionamento estão servindo como teste, para que a gente possa aperfeiçoar a proposta. A resposta é melhor do que imaginávamos. Estamos conseguindo reduzir significativamente os prazos de atendimento.

Qual o prazo de vigência do programa?

O GDF Presente será permanente. É uma forma de aproximar os serviços do governo ainda mais do cidadão, além de oferecer a oportunidade para que qualquer pessoa possa participar efetivamente da administração, influindo na sua comunidade. Os polos estarão aptos não apenas a fazer reparos, mas também a realizar pequenas intervenções e até obras.

“GDF Presente vai oferecer cuidados permanentes para os equipamentos públicos”, destaca José Humberto | Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília

Qual o grande diferencial do GDF Presente?

É a possibilidade de resolver pequenas questões, mas que incomodam muito a comunidade, com rapidez. Por causa de mecanismos de controle, tudo no governo tende a ser resolvido lentamente, até porque temos que respeitar preceitos e prazos legais. Mas as pessoas não querem esperar, querem que o problema seja resolvido rapidamente, e isso acaba criando uma situação de desgaste. Com o GDF Presente, os administradores terão um importante instrumento para atender o morador.

Qual a importância da participação das administrações regionais e principalmente da população no programa?

É um programa que visa fortalecer a presença das administrações regionais, na medida que dá condições para que as ações sejam mais efetivas, com uma taxa de resolução muito maior. Muitas vezes o administrador ficava telefonando para secretarias ou empresas tentando resolver um problema simples e esbarrava na burocracia. Com o GDF Presente isso acaba. Se ele tem uma demanda, basta ligar para o polo, marcar a hora e esperar as máquinas e os homens. Reparos urgentes terão a prioridade que merecem, enquanto as demais demandas serão agendadas. Queremos que o prazo entre o pedido e o atendimento não ultrapasse uma semana.

Quais empresas do GDF participam do GDF Presente?

O governo como um todo participa do GDF Presente. O cidadão tem demandas para todas as secretarias e que abrangem a extensão de todas as empresas. É óbvio que as empresas ligadas a obras e limpeza serão as mais acionadas – caso da Novacap, do DER, do Detran, do SLU. Mas contamos com a participação de todos.

Como será sua ação como coordenador do programa?

Minha função no governo é ser um facilitador, procurar encontrar soluções para as questões que exigem a presença de mais de uma secretaria ou órgão. Cada polo está sob a responsabilidade de um agente que responde a mim e que vai funcionar como ponte com os administradores regionais e com o cidadão. Nosso objetivo, e nisso eu atendo a determinação do governador Ibaneis, é que a cidade funcione.

Qual a maior vantagem do GDF Presente?

É trazer o governo para perto do cidadão e fazer com que cada pessoa possa ajudar a melhorar sua cidade. É um novo jeito de governar.


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Ricardo Callado11/07/20196min
Lúcia Braga é a primeira latino-americana a receber a honraria

Por Vladimir Platonow

A neurocientista e presidente da Rede Sarah de hospitais, Lúcia Willadino Braga, recebeu o prêmio Distinguished Career Award, da Sociedade Internacional de Neuropsicologia (INS, na sigla em inglês). O prêmio é concedido a cientistas com anos de carreira, que tenham dado contribuições importantes para o setor.

A premiação ocorreu na noite de quarta-feira (10), no Rio de Janeiro, durante o encontro anual do INS, realizado no Brasil este ano. Há 40 anos na Rede Sarah, Lúcia é a primeira pessoa latino-americana a receber a premiação. Momentos antes de receber o prêmio, Lúcia conversou com a reportagem da Agência Brasil.

Agência Brasil: Nós conhecemos muito ou conhecemos pouco o cérebro?

Lúcia Braga: Eu acho que ainda conhecemos pouco. Se a gente comparar com 20 anos atrás, a gente conhece muito mais. Mas se a gente pensar daqui a 20 anos, realmente vai achar que sabia muito pouco hoje. A gente tem muita coisa a descobrir no cérebro. Cada dia está descobrindo mais. Isso que é muito bonito, construir um conhecimento. O que eu acho legal deste momento é que o Brasil faz parte da construção do conhecimento internacional em neurociência. Então nós estamos gerando o conhecimento. Isso é muito importante para o país.

De quarenta anos para cá mudou muito na neuropsicologia?

Nessa época só tinha o raio-X, nem tomografia havia. Então tudo a gente tinha que provar pelo comportamento. E hoje a gente pode comprovar as mudanças no comportamento e as mudanças que ocorrem no cérebro. Então hoje a gente entende muito mais o cérebro. Depois que vieram os equipamentos de neuroimagem, a gente pôde ver o cérebro funcionando, ficou muito mais profunda a nossa análise sobre tudo o que acontece no cérebro e começamos a descobrir muitas coisas do cérebro que nós não sabíamos. Então, os últimos anos têm tido inúmeras descobertas, por parte de todos nós, neurocientistas, em função de ganhos tecnológicos de diagnósticos.

O seu reconhecimento é importante para a senhora e para o país também?

Acho que é muito importante, porque coloca o Brasil gerando conhecimento. E quando é um prêmio de carreira, é uma trajetória que eu fiz, mas eu e os meus colegas da Rede Sarah, porque ninguém faz nada sozinho. A interação com os cientistas brasileiros. Então é um prêmio que não é para mim, mas para todos os brasileiros.

Também é um estímulo para os jovens que estão entrando na faculdade…

Sim. A gente precisa se aprofundar em neurociência. Tem muita coisa para descobrir. E tem pessoas incríveis no país. Vamos dar oportunidade para essas pessoas pesquisarem. Estudantes, jovens, pessoas interessadas nos mistérios do cérebro.

Aos 50 ou 60 anos a pessoa tem que continuar a estudar, para manter a neuroplasticidade? 

Vou mostrar em minha palestra [no segundo dia do encontro] o que muda na substância cinzenta e na substância branca do cérebro quando a gente aprende. Então isso é a importância do aprender. O estudo é permanente e você pode continuar desenvolvendo novas redes neuronais depois dos 50 ou 60 anos. Pode e deve. Antes se achava que não se podia mais. Que a partir de um momento você já estava com o cérebro construído. O que é há é uma especialização do cérebro durante a vida. Então o cérebro do adulto já está mais organizado que o da criança, que tem mais plasticidade. Mas não significa que esteja estagnado. A gente tem que continuar em frente. Aprendendo coisas, trocando ideias, trocando conhecimentos. Toda a aprendizagem exercita o cérebro.

Como funciona a Rede Sarah? Tem aporte privado?

A Rede Sarah é 100% pública. E isso prova que o serviço público pode funcionar, sim. Com boa gestão, transparência, governança e cuidado, a gente vai mostrando que nós temos todo um Brasil possível. Precisamos olhar mais para esse país. São nove unidades. Temos hospitais em Brasília, São Luís, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Belém, Macapá, Rio de Janeiro. Atendemos 1,7 milhão de pessoas por ano. Fazemos um atendimento todo humanista, com evidências científicas. É um atendimento todo público. A entrada é pelo site. Basta a pessoa entrar. Quem não tem acesso por internet, pode ligar.


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Ricardo Callado11/07/20193min

Os candidatos pré-selecionados no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm até as 23h59 desta sexta-feira (12), para complementar a inscrição no site do programa na internet.

Para garantir a vaga, o candidato deve prestar informações como nome do fiador, caso seja necessário, e o percentual de financiamento.

A relação com os pré-selecionados já está disponível no site do Fies. Ela foi divulgada na última terça-feira (9).

Caso o candidato perca o prazo, as vagas ficarão disponíveis na lista de espera, para todos os candidatos não contemplados na primeira fase.

A lista serve para que esses estudantes tenham a oportunidade de preencher vagas que não forem ocupadas. Essa etapa ocorre de 15 de julho a 23 de agosto.

Para a segunda edição do ano, 46,6 mil vagas foram ofertadas em 1.756 instituições de ensino privadas de todo país.

Com financiamento a juros zero, o Fies é voltado para estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos.

Para concorrer ao financiamento, o candidato precisa ter feito qualquer uma das últimas dez edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado média igual ou superior a 450 pontos nas questões e não ter zerado a redação.

P-Fies

Saiu também o resultado para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies). Diferentemente do Fies, no P-Fies os juros são variáveis e as condições são definidas pela instituição de ensino e pelo banco. Para participar, o estudante precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa até cinco salários mínimos.

Os aprovados no P-Fies devem comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição com a qual fechará o contrato para validar suas informações. O P-Fies é por chamada única, sem lista de espera.



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