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Arquivos Empreendedorismo - Blog do Callado

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Ricardo Callado23/05/20187min

Inscrições abertas para evento promovido pela Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores da Fundação Assis Chateaubriand. Entre as convidadas para compartilhar experiências estão Cristina Roberto, Juliana Guimarães e Paula Andrade

Promover a troca de experiências e conexões entre pessoas do ecossistema de empreendedorismo de Brasília. Esta é a proposta do Ei! Explore, bate-papo promovido pela Fundação Assis Chateaubriand, que chega a sua 9ª edição. O encontro será nesta quinta-feira (24/5), das 19h30 às 21h30, no espaço da Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, que fica no SIG Quadra 2 Lote 340. O tema desta vez é Mães empreendedoras, que será trazido pelas convidadas Cristina Roberto (Bom Demais Bistrô), Juliana Guimarães (55lab.co) e Paula Andrade (Startup Escola de Infância). Elas vão compartilhar os desafios de conciliar maternidade com os negócios. Para participar, é preciso se inscrever pelo link https://goo.gl/j9E2d9 . Os ingressos são colaborativos: os participantes definem o valor.

Com um chamado ao empreendedorismo e à inovação, a Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, programa de educação empreendedora da Fundação Assis Chateaubriand, chega para preencher uma lacuna importante no mercado em Brasília. A proposta é ser um ponto de encontro do ecossistema brasiliense e transformar empreendedores de dentro para fora, com uma jornada de seis meses, que proporciona uma aceleração de pessoas e uma pré-aceleração de ideias e negócios, preparando-as para encarar o mercado de forma mais humana e disruptiva, com conexões e experiências necessárias para quem quer desenvolver uma ideia, uma startup, um negócio ou mesmo inovar no trabalho. As inscrições para os primeiros grupos, com início em 4 de junho e 3 de julho, devem ser feitas pelo site www.ei.org.br . Informações no site ou pelo e-mail ei@facbrasil.org.br

As convidadas do 9º Ei! Explore – Dona de um consagrado buffet na cidade, Cristina Roberto transformou o Jardim Botânico em um point dos brasilienses com seu Bistrô Bom Demais, que também faz sucesso no CCBB. Mãe de quatro filhos e avó de cinco netos, ela é empresária, produtora cultural e apaixonada por Brasília. Acompanha o crescimento da cidade, participou da evolução gastronômica local e virou referência.

Ju Guimarães é mãe do Pipo, do João e da Maria Beatriz, esposa do Fernando, empreendedora, consultora de negócios e dona de casa nas horas vagas. Especialista em Produtos, Marcas e Serviços e em Gestão de Negócios com foco em Sustentabilidade, é bacharel em Comunicação Social e, como co-founder, movimenta o cenário brasiliense de coworkings, com três espaços: 55Lab.Co, Nework e Kickoffee.

Faz pouco mais de 3 anos que a jornalista econômica Paula Andrade teve seu primeiro filho, Otávio. De lá pra cá, publicou 4 livros, usados em mais de 60 escolas do país, e está lançando este ano a primeira startup de curadoria de conteúdo técnico materno-infantil, a Escola da Infância. A ideia é ajudar famílias a estreitarem laços resolvendo problemas do cotidiano com apoio de profissionais especializados que acreditam na criação com afeto.

SERVIÇO:

O que: Ei Explore – Mães Empreendedoras, com a empresária e produtora cultural Cristina Roberto, a empreendedora e consultora de negócios Juliana Guimarães, e a jornalista, escritora e dona de startup Paula Andrade

Onde: No espaço da Comunidade Ei, que fica no SIG Quadra 2 Lote 340

Quando: Nesta quinta-feira (24/5), das 19h30 às 21h30

Como participar: É preciso se inscrever pelo link: https://goo.gl/j9E2d9 A proposta de ingressos é colaborativa: os participantes definem o valor e contribuem para a realização de mais eventos. Vagas limitadas.

Informações: ei@facbrasil.org.br


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Ricardo Callado03/05/20187min

Quando tudo pode dar errado, mas dá certo: cuidar do negócio, licença maternidade e a difícil tarefa para quem leva carreira a solo
*Por Talita Scotto

Empreender é um caminho muito solitário. É solitário para você se “auto motivar” diariamente, para a superação dessa jornada e principalmente para as decisões que terão de ser tomadas. Eu acreditava, mas pensava que em algum momento poderia dar errado. Não deu, mas sempre acho que pode dar. Achei que poderia dar errado quando chegasse o primeiro filho. Não deu. Empreendedores têm uma essência mais inquieta e esse ponto forte é, sem dúvida, um motor capaz de fazer a engrenagem funcionar – mesmo com um bebê no colo.

Vi meu projeto de TCC virar meu projeto de vida aos 22 anos de idade. E a maternidade acompanhou todo o processo sem precisar ser adiada. Essa história eu gosto de contar para você que, assim como eu, empreende solitária. Não tenha medo, pois é realmente possível unir as duas coisas. Casei aos 25 anos e engravidei a primeira vez aos 27. Perdi dois bebês e descobri a trombofilia, que me trouxe uma outra jornada: engravidar e continuar mantendo o foco. Depois de 333 injeções dei à luz uma menina – que chegou para completar a família e, claro, ensinar ainda mais a colocar as prioridades no lugar.

Fiz home-office desde que cheguei em casa com ela. Embora tivesse me estruturado internamente, há assuntos que só o dono é capaz de responder pelo seu negócio. E quem empreende sabe que se desconectar do negócio é difícil. Às vezes, aquele projeto que você tanto queria chega na hora mais conturbada da sua vida. E comigo não foi diferente. Vi novos clientes e projetos irrecusáveis chegarem quando ela tinha 45 dias de vida e aquela pessoa que você apostou para te cobrir sair da empresa. Me vi ali, aceitando o crescimento da empresa no momento em que deveria estar assistindo Discovery Kids e acertando a pega da amamentação.

Tive vontade de jogar tudo para o alto, mas já tinha percorrido 8 anos de trabalho e isso me dava um orgulho imenso – sei que ela vai se orgulhar no futuro também. Nunca esqueço que montei um berço do lado da minha mesa, com trocador e mamadeiras, e fiz um processo seletivo amamentando. Por escolha minha, tomei decisões com a realidade que tinha naquele momento. Mais uma vez, tinha a certeza que não daria certo. Deu e não só deu, como foram as melhores profissionais que poderiam estar do meu lado naquela fase. Por isso, cerque-se de bons profissionais para lhe auxiliar nessa etapa. Por mais que você se estruture, imprevistos sempre podem acontecer.

Depois de três meses em home-office com contatos diários por telefone e por vídeo com a equipe, voltei ao escritório alguns dias da semana e fui aumentando gradativamente minhas idas. Mudei a empresa de bairro para estar ao lado do meu maior suporte familiar: os avós. Trabalhava, amamentava, voltava para trabalhar, e vez ou outra levava trabalho para casa quando o prazo apertava.

A rotina é puxada? Sim. Conciliar é difícil? Sim. Dá vontade de surtar? Sim. É perfeitamente compreensível que a tarefa de cuidar de um bebê e de uma empresa é desgastante mas, a decisão do que será melhor só você pode tomar. Eu escolhi dançar conforme a música. Não perdi o prazo dos clientes e nem o prazo da amamentação, dos horários com o pediatra, dos remédios, trocas de fraldas, das brincadeiras, os primeiros passos. Empreender ainda te dá a liberdade de, com o passar dos meses, estabelecer uma nova rotina de horários e de trabalho

Aquele ser que parece tão frágil vai ser o que vai te fazer mais forte no final. Aquele que lhe dará mais força para lutar diariamente pelo seu negócio. Nessa rotina de equilibrar pratos, consegui manter ela comigo até 1 ano e 3 meses, depois a escola entrou para deixar tudo mais regrado, e ela deixou saudades no escritório.

Hoje, ao olhar para trás, me pergunto como consegui e vejo que, a jornada está ainda melhor. Aprendi que as horas extras são na minha casa, com minha filha. Que o horário comercial é comercial mesmo. Que casos especiais são casos especiais – mesmo. Que é perfeitamente possível resolver as coisas das 9h as 18h e que tem o dia seguinte para continuar. As prioridades me ajudaram a ser mais produtiva e não ter distrações, porque produtividade virou sinônimo de resultados e mais tempo com ela. Afinal, eu tenho um compromisso muito importante me esperando em casa: minha família.

Hoje ela está com quase 2 anos. Sua chegada me ajudou a reestruturar a empresa, a equipe, a marca, o nosso posicionamento e os nossos resultados. Mudei de endereço novamente e escolhi outra cidade, que me permite ter qualidade de vida no trabalho e na vida pessoal. E quando, no auge das emoções, alguém te disser “Calma, essa fase vai passar”, acredite. Ela passa.

Talita Scotto é jornalista e diretora da Agência Contatto, especializada em assessoria de imprensa e conteúdo, empreendedora desde os 22 anos e mãe da pequena Theodora.

 


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Ricardo Callado17/04/20184min

A feira Brasília Expo Franquias 2018 será realizada na capital federal de 17 a 19 de maio, no Estádio Nacional de Brasília. O evento trará marcas de franquias de todo o país, que buscam uma ferramenta para atingir novos franqueados na região e aproveitar o forte mercado.

Neste ano, reunirá 40 expositores, representando mais de 100 marcas, e aguarda um público de 7.000 visitantes de estados do Centro-Oeste e vizinhos. Em 2017, a Brasília Expo Franquias gerou a abertura de mais de 150 novas franquias no Distrito Federal e impulsionou a geração de empregos com mais de 500 novos postos de trabalho.

Com sinais de retomada do crescimento da economia, as franquias se mostram como boas oportunidades de investimentos visando os próximos anos. O setor cresceu 8% no ano passado, e prevê novo crescimento forte para 2018. Algumas características como marcas já estabelecidas, e apoio ao empreendedor contribuem para a atratividade do franchising e para o bom desempenho do segmento.

O realizador do evento, Adriano Campos, destaca que Brasília é hoje uma das cidades mais dinâmicas do país, com índices elevados de crescimento de população, renda, consumo e investimentos. “Tudo isso cria excelentes oportunidades no mercado de franquias e setores relacionados”, acrescenta.

A feira de franquias apresenta oportunidades em diversos ramos, incluindo alimentação, estética, saúde, educação e muitas outras. O valor de investimento também varia, desde R$ 10.000,00 para uma escola de formação profissional, até um restaurante completo de mais de R$ 1 milhão.

Já estão confirmadas diversas marcas, entre elas Giraffas, Fisk, Yes Idiomas, Croassonho, Montana Grill, entre outros. Além disso, o design Hans Donner lançará sua marca voltada para o mercado da moda.

Durante o evento, o SEBRAE-DF promoverá uma agenda de palestras, levando ao visitante informação e capacitação sobre operação, financiamento, aspectos jurídicos, como se tornar uma franquia, e outros temas do segmento. A ABF – Associação Brasileira de Franchising – também apoia o evento.

Nesta quinta edição, a Expo Franquias traz uma novidade: a feira irá dividir o espaço com a Food Service Brasília Expo, voltada para o setor de serviços e abastecimento de bares e restaurantes, com exposição de fornecedores de insumos, tecnologia e equipamentos.

A entrada é gratuita, basta realizar o cadastro antecipado pelo site www.brasiliaexpofranquias.com.br ou na secretaria do evento. O site também apresenta programação de palestras, lista de expositores e telefones de contato da organização.

Serviço:

Brasília Expo Franquias 2017

Local: Estádio Nacional de Brasília

Horário: Dias 17 e 18/05 de 13h às 21h; e dia 19/05, das 10h às 19h.


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Ricardo Callado26/01/20182min

Os microempreendedores individuais (MEI) em atraso com o governo têm até hoje (26) para regularizar a situação. O prazo para quitar ou parcelar as dívidas estava previsto originalmente para acabar na terça-feira (23), mas foi adiado para esta sexta.

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os profissionais autônomos terão até as 23h59min59s de hoje para pagar os tributos devidos à Receita Federal ou aderir ao parcelamento dos débitos em até 60 meses (cinco anos) e pagar a primeira parcela. Após esse período, os microempreendedores terão o Cadastro Nacional Pessoa Jurídica (CNPJ) excluído do programa.

A relação dos CNPJ suspensos está no Portal do Empreendedor. De acordo com o MDIC, cerca de 1,4 milhão de microempreendedores estão ameaçados de serem excluídos do programa. Eles não pagaram os impostos nos últimos três anos e estão com as declarações anuais do Simples Nacional em atraso, o que equivale a 18,9% dos 7,574 milhões de CNPJ inscritos.

Regime especial de tributação instituído em 2011, o MEI permite o pagamento simplificado de tributos por profissionais autônomos que faturem até R$ 81 mil por ano e contratem no máximo um empregado. Nesse programa, o profissional recolhe mensalmente 5% de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais R$ 5 de Imposto sobre Serviços (ISS), no caso de prestadores de serviço, ou R$ 1 de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços, no caso de atividades ligadas ao comércio e à indústria. O carnê é emitido por meio do Portal do Empreendedor.


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Ricardo Callado01/12/20172min

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, participou nesta sexta-feira (1º) de debate com representantes do setor atacadista. No Encontro Empresarial 2017, organizado pelo Sindicato do Comércio Atacadista do DF (Sindiatacadista) em um restaurante no Setor de Clubes Sul, eles discutiram oportunidades e desafios para a área.

Os temas foram divididos em quatro áreas: desenvolvimento, situação tributária, política e economia. Os empresários apresentaram demandas, como a criação de um polo atacadista no DF.

“Brasília tem vocação para ser um grande polo atacadista. Para isso, precisamos ter áreas e outros instrumentos”, disse o governador. Ele acrescentou que determinou à Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e à Secretaria de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia que identifiquem possíveis espaços que possam ser colocados à disposição do setor produtivo.

Rollemberg ainda destacou medidas que o governo tem tomado para garantir o desenvolvimento econômico do Distrito Federal, como a lei que permite ao DF conceder a organizações incentivos fiscais similares aos oferecidos por outras unidades da Federação.

“Sinto que estamos iniciando um novo momento na economia da cidade, que vai garantir a criação de empregos e de renda.”


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Ricardo Callado01/12/20173min

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o secretário estadual de Cultura de São Paulo, José Luiz Penna, e o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, acertaram nesta quinta (30) uma parceria para capacitação de profissionais da cultura, com cursos de gestão na área e ações de economia criativa.

A reunião ocorreu no recém-restaurado Palácio dos Campos Elísios, no centro de São Paulo, antiga sede do governo estadual e que foi concedido ao Sebrae. No local irá funcionar um Centro de Referência em Empreendedorismo, Tecnologia e Economia Criativa e também um espaço cultural.

“Este cluster [aglomerado de empresas que vai funcionar no Palácio] terá, basicamente, ações de capacitação de gestores, executivos e empreendedores em economia criativa e também será uma incubadora e aceleradora de empresas sobretudo startups no âmbito da economia criativa”, disse Sá Leitão.

Segundo o ministro, durante a reunião de hoje ficou definida a criação de um comitê gestor, formado pelas três instituições e pela sociedade civil, que “vai desenhar o projeto executivo do cluster [aglomerado de empresas] de economia criativa que vai surgir neste espaço”. O colegiado deve começar a funcionar no começo de 2018.

De acordo com Afif, o palácio vai destinar uma área para a economia de cultura ou criativa. “Por isso as startups poderiam conviver aqui nesse espaço em um coworking [espaço coletivo de trabalho], trabalhando e criando juntas para ser um centro explosivo de criação”, disse. “Por outro lado, o Sebrae, na área de cultura, vai se especializar formando gente para administração do processo de cultura, que é a nossa especialidade, a qualificação de gestores”, acrescentou.

Crowfunding na Lei Rouanet

Durante a reunião, Sá Leitão informou que o ministério estuda incluir o crowdfunding (financiamento coletivo) na Lei Rouanet. “Essa é uma das iniciativas que queremos introduzir na Lei Rouanet. Isso precisa ser feito por meio de uma mudança na lei, mas é um dos nossos focos. Fizemos agora a revisão da instrução normativa da Lei Rouanet. Partiremos para fazer a revisão do decreto de regulamentação e, em seguida, da própria Lei Federal de Incentivo à Cultura, em que iremos introduzir a possibilidade de uso de incentivo fiscal para projetos de crowdfunding”.

Segundo o ministro, a medida será “um estímulo para que mais pessoas participem de iniciativas de financiamento coletivo de projetos culturais”.


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Ricardo Callado31/08/20174min

Espaço foi inaugurado nesta quinta-feira (31) pelo governador Rodrigo Rollemberg e funcionará de segunda a sexta-feira, das 9 horas ao meio-dia e das 14 às 18 horas

Foi inaugurado nesta quinta-feira (31) o Centro de Economia Popular e Solidária. A unidade fica na antiga Galeria do Trabalhador, ao lado do shopping Conjunto Nacional, e funcionará de segunda a sexta-feira, das 9 horas ao meio-dia e das 14 às 18 horas.

O local contribuirá para integrar o segmento, potencializar o crescimento da economia solidária como alternativa social e econômica e fazer o Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários e Comércio Justo (Cadsol).

Interessados também poderão ir até a unidade para ter orientação e mais informações sobre o assunto e sobre programas como o Prospera, que neste ano já financiou mais de R$ 5 milhões para microempreendedores urbanos e rurais.

“Em um momento de crise econômica como este, milhares de pessoas sobrevivem da economia solidária. Ter um centro de formação e de comercialização desses produtos vai contribuir para produzir renda e criar empregos”, disse o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

O espaço — primeiro desse tipo no DF — é de responsabilidade da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direito Humanos.

Na cerimônia desta manhã, o chefe do Executivo local também assinou decreto que institui o Conselho Distrital de Economia Popular e Solidária do DF — órgão colegiado de caráter consultivo e deliberativo vinculado à Secretaria do Trabalho.

A norma ainda transfere as atribuições da economia solidária, previstas na Lei nº 4.899, de 2012, à pasta.

O governador ressaltou algumas outras ações do governo de estímulo à economia solidária, como:

  • Contratar quatro cooperativas de catadores de materiais recicláveis para fazer a coleta seletiva em quatro regiões administrativas
  • Pagar por tonelada de lixo separado para cadastrados nessas entidades
  • Promover programas de qualificação profissional na Fábrica Social

Ao ressaltar a queda consecutiva do desemprego no DF e como o segmento pode contribuir com essa estatística, o secretário do Trabalho, Gutemberg Gomes, destacou: “Esse centro é um marco, tira da invisibilidade nossos colaboradores que fazem a economia solidária”.

O secretário adjunto do Trabalho, Thiago Jarjour, reforçou que a unidade inaugurada hoje era uma demanda do segmento, assim como o decreto. “Temos poucos centros desse no País, e a ideia é que esse seja referência para os demais.”

Artesã da Rede Pequi e representante dos artesãos presentes, Patrícia Almeida discursou sobre a importância da nova unidade. “Essa é uma conquista que esperávamos há muito tempo”, disse.

Outra função do centro será, por meio de feiras, servir de espaço de incentivo e apoio à comercialização dos produtos feitos pelos empreendimentos econômicos solidários.

Um exemplo é o Circuito Ecosol, cujo calendário de atividades para os próximos quatro meses está definido. O evento ocorrerá em 14 e 15 de setembro; 9 e 10 de outubro; 9 e 10 de novembro; e 7, 8, 14, 15, 21 e 22 de dezembro.


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Ricardo Callado14/08/20175min

Por Ricardo Caldas

A sanção do Projeto de Lei Complementar nº 160 pelo presidente da República, Michel Temer, é uma vitória que extrapola o âmbito empresarial. Não é exagero dizer que a qualidade de vida dos brasilienses é diretamente afetada pela equiparação dos impostos na Região Centro-Oeste. A visão neste aspecto tem que ser macro e estratégica. É preciso compreender todo o processo pelo qual a cadeia produtiva passa até que os itens sejam disponibilizados para compra.

Há mais de uma década, o Distrito Federal é considerado hub para todo o Brasil. A Capital da República, além de ostentar a credibilidade de ser a sede dos Poderes (possibilitando negócios também com o governo), é um polo empresarial pela facilidade de acesso – seja de investidores nacionais ou internacionais.

O Aeroporto Juscelino Kubitscheck é o terceiro mais movimentado do país. A localização privilegiada é um dos pontos chaves para os negócios. Por muitos anos, as grandes empresas se concentraram em São Paulo e Rio de Janeiro por conta na quantidade de voos que saem desses estados. As viagens “bate e volta’ são praticamente rotinas das companhias.

Um dos empecilhos que embarreirava a entrada do DF nessa escala é a resistência dos empreendedores em despender mais recursos com impostos. Em comparação as cidades vizinhas, do Goiás, por exemplo, a diferença de tributos chega a 3%. O percentual em grande volume faz diferença sim.

Ao longo dos anos, e por conta de um trabalho de convencimento delicado, os empresários de Brasília enxergaram a necessidade de empreender na cidade natal, privilegiar a população local com os benefícios da instalação das marcas na região, mas acabaram sendo levados pelas oportunidades financeiramente mais vantajosas.

Por conta desse impasse, centenas de empresas levaram milhares de postos de trabalho para outras cidades. As que ficaram, precisaram aumentar os preços dos produtos para compensar o que lhe era cobrado a mais.

Itens mais caros, falta de emprego, queda no poder de compra, circulação de mercadorias e de dinheiro em baixa. Esse é o cenário ideal para o caos econômico e consequente queda da qualidade de vida das pessoas.

A competição com o setor público torna ainda mais distante o sucesso do empreendedor, não só pela disputa por mão de obra qualificada, mas pelo estigma de que a matriz econômica do DF é quase exclusiva de serviços públicos.

Existe ainda um longo caminho para que o ambiente de negócios em Brasília se torne ideal. A desoneração fiscal é apenas um incentivo que começará a chamar a atenção da iniciativa privada. Outras questões deverão ser abordadas junto ao Poder Público. É o caso, por exemplo, do valor dos imóveis, investimentos em inovação, apropriação da matéria prima local, tratamento da imagem nacional e internacional e uma série de outros fatores.

A Indústria, no entanto, é otimista. É notório que a atual conjuntura econômica tem colaborado no convencimento do governo de que a iniciativa privada é aliada e não inimiga. A atratividade proposta pela iniciativa da Lei Complementar nº 160 é um facilitador para que os demais aspectos tenham possibilidade de mudanças.

A população precisa compreender que os incentivos dados ao empresariado são revertidos em benefícios coletivos. E o governo, que esta é a saída para fugir da margem tão rente ao descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.


Ricardo de Figueiredo Caldas é presidente do Sinfor – DF. Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB. Fundador da Telemikro SA.

 


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Ricardo Callado02/08/20174min

Cerca de seis em cada 10 micro e pequenos empresários (59%) acreditam que a economia piorou nos últimos seis meses, aponta pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O dado faz parte do indicador que mede a confiança do empresariado de comércio e serviços. Ele é composto por percepções relacionadas ao último semestre – Indicador de Condições Gerais – e também de projeções dos próximos seis meses – Indicador de Expectativas.

Na composição geral, que considera os dois indicadores, houve melhora no índice. O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa chegou a 49 pontos, um acréscimo de 2,1 pontos percentuais na comparação com junho. Apesar da alta, no entanto, a pontuação segue em patamar de desconfiança com os negócios. O indicador varia de zero a 100, sendo que acima de 50 pontos reflete confiança. Em relação a julho do ano passado, a alta é de 4,3 pontos percentuais.

Na avaliação do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a oscilação positiva mostra que a “tímida melhora do cenário econômico, com a queda da inflação e das taxas de juros, pode em alguma medida criar boas expectativas no empresariado”. Ele acrescenta, como mecanismos que contribuem para “injetar ânimo” nas empresas, a liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a recuperação do crédito no primeiro semestre. “Impediram, por ora, que as incertezas políticas tivessem impacto maior na confiança”, avaliou Pinheiro.

Composição

O Indicador de Condições Gerais subiu de 32,2 pontos em junho para 37,3 pontos em julho deste ano. No mesmo mês do ano passado, o índice estava em 25,5 pontos. Segundo o SPC Brasil e a CNDL, a pontuação “permanece abaixo do nível neutro de 50 pontos, significa que para a maioria dos micro e pequenos empresários a situação econômica do país e de suas empresas vem piorando com o passar do tempo, embora em ritmo menos acelerado como no auge da crise”.

De acordo com as entidades responsáveis pela sondagem, a queda nas vendas é o sintoma mais perceptível para os que relatam piora nos negócios, tendo sido citada por 70% dos empresários. O aumento dos preços aparece em segundo lugar (14%) , “mesmo com a inflação bem controlada”, destacam os pesquisadores. O aumento da inadimplência como causa dos problemas é citado por 5% dos micro e pequenos empresários consultados.

O Indicador de Expectativas, por sua vez, apresentou recuo de 0,2 ponto percentual, passando de 58 em junho para 57,8 pontos em julho. No mesmo mês do ano passado, o índice maraca 59,1 pontos. “Desde o início da série, a avaliação acerca do passado tem ficado abaixo das expectativas para o futuro. Porém, com os resultados do último mês, a diferença entre os dois componentes do Indicador de Confiança reduziu-se ao seu menor valor”, diz nota de divulgação da pesquisa.

O levantamento mostra que 37% dos micro e pequenos empresários estão confiantes no futuro da economia. Os pessimistas somam 26%. Quando essa análise considera apenas a realidade da própria empresa do entrevistado, o índice chega a 55%. Os que manifestaram uma expectativa pessimista ao futuro dos seus negócios totaliza 15%.


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Ricardo Callado19/07/20177min

Comércio lidera o número de operações contratadas pelo programa

Com 359 microempreendedores urbanos e rurais beneficiados, o Prospera acumula, desde o início do ano, R$ 4.048.254,96 em cartas de microcrédito. Ivânia Fernandes de Castro Neves, de 42 anos, está entre os que investirão na melhoria do próprio negócio. A carta por ela recebida é uma das 54 distribuídas nesta semana, no valor total de R$ 538.113,64.

Esse, que é o nono lote, traz R$ 341.574,53 para 42 microempreendedores urbanos e R$ 196.539,11 para 12 rurais. A entrega das urbanas ocorreu na manhã desta terça-feira (18), no Setor Comercial Sul, no auditório da Secretaria Adjunta do Trabalho, da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Ivânia tem uma mercearia no Assentamento Bentinho, em Brazlândia, há três anos, e essa foi a segunda vez que pegou carta de crédito pelo Prospera. A primeira ocorreu em 2013, quando trabalhava com revenda de cosméticos.

O valor obtido será utilizado como capital de giro. “Minha intenção é comprar à vista e comprar mais barato”, explicou Ivânia, que estava acompanhada do marido, Jozias dos Santos Neves Souza, de 47 anos. “Os juros são bem mais em conta”, destacou ele, que é agricultor e já recorreu ao programa há cerca de cinco anos.

Comércio lidera o número de operações contratadas

De acordo com a Secretaria Adjunta do Trabalho, a meta é investir R$ 11 milhões neste ano. Até o momento, balanço da pasta aponta que, dos R$ 4 milhões já liberados, R$ 2,5 milhões foram para a área urbana e R$ 1,4, para a rural.

Por atividade, o comércio aparece com o maior número de operações contratadas: 173, seguido pela agricultura (79) e por serviços (64). Por gênero, 184 tomadores de crédito são do sexo feminino, e 175, masculino.

No auditório praticamente cheio durante a entrega das cartas de hoje, a maioria buscava o Prospera pela primeira vez. “É motivo de alegria saber que novas pessoas estão fazendo uso do programa”, ressaltou o secretário adjunto do Trabalho, Thiago Jarjour.

Entre muitos novatos, estava a veterana Maria das Graças Andrade Fernandes, de 52 anos, que já perdeu as contas de quantas vezes pegou o microcrédito produtivo orientado. Acredita que seja a oitava ou décima vez.

“Só tivemos crescimento ao longo desses 12 anos”, contou ela, sobre o tempo que está no ramo de armarinho, papelaria e venda de cosméticos.  “Se fôssemos trabalhar para os outros, na idade em que estou, que meu esposo está, a gente não conseguiria emprego. Lá é um emprego garantido para mim e para ele, e ainda pago uma funcionária para ajudar em casa, crio uma renda para outra pessoa”, completou.

O que é o Prospera

É um programa de microcrédito produtivo orientado da Secretaria do Trabalho, desenvolvido com o apoio do Banco de Brasília (BRB) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF).

O alcance é voltado para empreendedores urbanos do setor informal (autônomos), micro ou pequenas empresas, artesãos, cooperativas de trabalho e produção individual. Na área rural, o apoio vai para cooperativas e produtores familiares.

Os recursos saem do Fundo de Geração de Emprego e Renda do DF, e não há cobrança de taxa de abertura de crédito, de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ou outros tributos.

Duas cartilhas produzidas pela Secretaria do Trabalho (uma para o público urbano e outra para o rural) auxiliam com mais informações sobre o programa.

Como solicitar o Prospera

Todas as agências do trabalhador podem auxiliar com informações, mas os pedidos de crédito do Prospera são feitos nas unidades do Plano Piloto (Setor Comercial Sul, Quadra 6, Lotes 10 e 11) e de Taguatinga (Avenida das Palmeiras, Quadra C4, Lote 3).

O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8 horas ao meio-dia e das 14 às 18 horas.

No caso da área rural, deve-se procurar um dos postos da Emater-DF, que também atendem de segunda a sexta. O horário é diferente: das 8 horas ao meio-dia e das 13 às 17 horas.

Pedidos de crédito do Prospera DF

Para a área urbana

Nas Agências do Trabalhador do Plano Piloto (SCS, Quadra 6, Lotes 10 e 11) e de Taguatinga (Avenida das Palmeiras, Quadra C4, Lote 3)

De segunda a sexta-feira

Das 8 horas ao meio-dia e das 14 às 18 horas

 

Para a área rural

Nas unidades da Emater-DF

De segunda a sexta-feira

Das 8 horas ao meio-dia e das 13 às 17 horas



Sobre o Blog

Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


NOS BASTIDORES DA CAIXA DE PANDORA

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