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Ricardo Callado19/11/20192min

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou hoje a anulação de uma questão da prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias do Enem 2019. O Inep identificou que a questão anulada fez parte do Caderno de Questões Braile e Ledor da edição do Enem de 2018. O chamado “caderno Ledor” é preparado para os aplicadores que atuam como ledores para os participantes que, por algum motivo, solicitam auxílio para a leitura da prova como recurso de acessibilidade.

A questão anulada consta no Caderno Azul como número 90; no Caderno Amarelo como 78; no Caderno Branco como 66; e no Caderno Rosa como 72.

No Enem, não há um valor fixo para cada questão. A pontuação varia conforme o percentual de acertos e erros naquele item entre os participantes e, também, de acordo com o desempenho de cada estudante na própria prova. A correção segue chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Respeitando a comparabilidade garantida pela TRI, as questões que compõem as provas acessíveis podem sofrer ligeira alteração comparadas à prova de aplicação regular devido às especificidades deste público. As provas do Caderno Braile e Ledor, por exemplo, contém a descrição de gráficos, imagens, esquemas e outros recursos visuais. Além disso, questões que inviabilizam ou dificultam demasiadamente a compreensão por parte dos participantes com algum tipo de deficiência visual são substituídas.

* Com informações do Ministério da Educação


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Ricardo Callado19/11/20194min
Professores das cinco escolas-piloto do Novo Ensino Médio participam de formação | Foto: Luis Tavares / Secretaria de Educação

Escolas-piloto do DF participam de palestras e oficinas sobre a método Steam, acrônimo em inglês para designar cinco áreas do conhecimento: Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Arte

Da cartilha popular Caminho Suave ao uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs), a maneira como os estudantes aprendem tem evoluído diariamente. Para acompanhar os avanços e aprender sobre o Novo Ensino Médio, 80 professores da rede pública de ensino do Distrito Federal participam, até esta terça-feira (19), do Steam TechCamp DF, no Makerspace da Casa Thomas Jefferson.

A iniciativa reúne professores das cinco unidades escolares que vão implantar o Novo Ensino Médio em 2020. A programação contempla a abordagem Steam, acrônimo em inglês para designar cinco áreas do conhecimento: Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Arte.

Com a reorganização do ensino médio, o estudante tem um papel de protagonista no processo educacional. Há também uma ênfase no uso de metodologias ativas que possam unir o interesse dos jovens às necessidades pedagógicas. Nesse sentido, a abordagem contribui para o novo cenário educacional.

Na visão do diretor do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), Fernando Wirthmann, a formação – que é fruto de um edital submetido à Embaixada dos Estados Unidos – terá papel importante no novo modelo de ensino. “A Steam capacita os professores a produzirem coletivamente unidades curriculares eletivas que serão ofertadas no Novo Ensino Médio”, destaca.

Para um novo tempo, um novo ensino

Para Gustavo Pugliese, doutorando da Universidade de São Paulo (USP) que investiga o estado da arte no Movimento Steam, é importante que os professores estejam bem fundamentados. “Esta é uma oportunidade para eles conhecerem e se apropriarem [da abordagem], a fim de terem um resultado mais propositivo”, salienta.

O entusiasmo de Gustavo é compartilhado pela professora Érika Matias, do Centro Educacional (CED) 04 de Sobradinho. “Esta formação é importante, porque estamos sendo preparados para encarar o desafio que é a implantação do Novo Ensino Médio em 2020. Os alunos estão cada vez mais desafiadores e precisamos sair da nossa zona de conforto e trabalhar de outras maneiras”, enfatiza.

Além da palestra Educação Steam para o desenvolvimento de uma pedagogia do século XXI, os professores vão participar de diversas oficinas que contemplam desde a pedagogia de projetos ao uso da ferramenta Scratch. Ao término do evento, os docentes terão duas semanas para construírem em suas próprias escolas, de maneira coletiva, as unidades eletivas.


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Ricardo Callado18/11/20192min

Por Sayonara Moreno

Termina hoje (18) o prazo para os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pedirem a reaplicação da prova, caso tenham se sentido prejudicados por problemas logísticos durante o exame..

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, estabeleceu situações para permitir a reaplicação: em caso de desastres naturais, que tenham prejudicado a infraestrutura do local de prova, falta de energia que tenha comprometido a iluminação da sala de aplicação e falha de procedimento de aplicação que tenha levado algum prejuízo ao participante.

O pedido de reaplicação deve ser feito na página do participante, no site do Enem. Ainda este mês, sem data definida, o Inep vai informar ao candidato se aceitou ou negou o pedido. Quem vai refazer as provas anote na agenda: 10 e 11 de dezembro, terça e quarta-feira.


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Ricardo Callado17/11/201910min

As inscrições se encerrarão no dia 13 de janeiro de 2020

Por Alana Gandra

O Programa Oportunidades Acadêmicas, oferecido há 13 anos pelo EducationUSA, órgão oficial do governo norte-americano para a realização de cursos de graduação nos Estados Unidos, abre inscrições no próximo dia 19 para estudantes brasileiros do ensino médio que desejam estudar naquele país. As inscrições se encerrarão no dia 13 de janeiro de 2020.

O programa é exclusivo para estudantes de baixa renda, sem condições financeiras para ingressar em universidades americanas, mas que tenham desempenho em seus colégios acima da média e que apresentem um diferencial em relação aos demais alunos. A coordenadora e orientadora do Programa Oportunidades Acadêmicas, Simone Ferreira, informou hoje (16) à Agência Brasil que o programa procura alunos que não tenham condições financeiras para pagar pelo processo de candidatura, mas que apresentem perfil bastante competitivo. “São alunos que têm notas muito boas na escola, têm bom nível de inglês, estão envolvidos em atividades extracurriculares e mostram perfil de liderança em suas comunidades”.

Desde 2006, o programa seleciona alunos com esse perfil. Uma vez selecionados, eles têm todas as despesas relacionadas à candidatura pagas pelo programa, incluindo material de estudo para testes, visto, transporte (passagem aérea) para deslocamentos de cidades do interior para capitais onde há centros aplicadores de provas do programa no Brasil, acomodação para a realização das provas, alimentação, além de isenção de várias taxas referentes ao envio de documentos de aplicação, tradução de documentos acadêmicos e provas SAT/ACT, Subject Test, TOEFL/IELTS.

“Uma vez que entrem no programa, eles vão receber toda orientação para fazer uma candidatura sólida para as universidades americanas. O programa vai pagar por essa candidatura e apoia os estudantes selecionados por meio dos 41 centros orientadores que tem no Brasil”. Os alunos aprendem a fazer redações em inglês. “O programa trabalha com esses alunos para que façam uma ótima candidatura e para que as universidades deem uma bolsa 100% gratuita”. Nos 13 anos de existência, o Programa Oportunidades Acadêmicas já beneficiou mais de 300 estudantes brasileiros, embora nem todos tenham conseguido bolsa integral. O programa existe em mais de 50 países.

Oportunidades

O estudante interessado deve preencher um formulário online em inglês no site , e enviar documentos que comprovem seu bom desempenho acadêmico, além de outros relativos à condição financeira da família. Ao ser selecionado para ingressar no programa, o aluno recebe orientação. Em geral, as atividades começam em março e se estendem até janeiro do ano seguinte, que é o período de candidatura. O estudante recebe orientações em grupo e online. “A gente ensina ao aluno como fazer carta de recomendação para os professores, para a escola, tudo que a pessoa precisa fazer”. A candidatura é feita no final do ano. Simone Ferreira disse que em abril de 2020 sairão os resultados. Os aprovados começarão a estudar nos Estados Unidos em setembro do próximo ano, porque lá o período letivo vai de setembro a maio.

Uma vez aceito na universidade americana, o aluno passa para outra fase do programa, que envolve passagem para os Estados Unidos e outras despesas, como visto, por exemplo. As provas da candidatura são feitas no Brasil. “Os alunos são muito bons”, assegurou Simone. “Eu trabalho com o programa desde 2011 e ele é minha menina dos olhos. É muito bacana, é um prazer enorme”.

Os estudantes de baixa renda já graduados que quiserem fazer pós-graduação, mestrado ou doutorado nos Estados Unidos também são contemplados pelo programa. Para esses, as inscrições serão abertas até o final do ano. A data, contudo, ainda não foi definida. Os graduados passam pelo mesmo processo que os alunos do ensino médio. Têm que ter perfil empreendedor, ser motivados, estar envolvidos em atividades extracurriculares e terem um bom inglês. Segundo Simone, muitos dos estudantes aprendem inglês sozinhos, no ‘you tube’, em cursos gratuitos.

Giullia

Quando participava do projeto Jovens Embaixadores, promovido pela embaixada americana no Brasil, que leva anualmente estudantes da rede pública de baixa renda para intercâmbio nos Estados Unidos durante três semanas, Giullia Jaques Caldeira assistiu uma palestra sobre o Oportunidades Acadêmicas em Brasília, quando se preparava para a viagem junto com outros jovens, e resolveu se inscrever. “Vários jovens que estavam ali tinham interesse em estudar fora e planejavam se inscrever. Eu fiquei tão animada que decidi me inscrever também”. A solidariedade que experimentou entre os Jovens Embaixadores motivou Giullia a se candidatar ao programa, disse à Agência Brasil.

Giullia concluiu o ensino médio no ano passado, no Colégio Pedro II, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Enquanto participava do intercâmbio, foi selecionada para gravar um vídeo no qual tinha que vender alguma coisa. “Decidi gravar um vídeo vendendo brigadeiros que é a coisa que eu mais sabia vender”. Em menos de duas semanas depois de regressar do intercâmbio, foi chamada para uma entrevista. “Eu fiquei o tempo todo em alerta, perto do telefone”.

Giullia se candidatou à bolsa em oito universidades americanas, mas suas preferidas são a Babson College (Massachusetts) e a Minerva Schools (São Francisco, Califórnia). Ela pretende cursar ciências políticas, com especialização nos direitos e estudos das mulheres e estudo da América Latina. Ela já fez as provas e espera receber o resultado dessas duas instituições até 15 de dezembro, com bolsa total.

A jovem está visitando alguns presídios localizados no Rio de Janeiro, como o Talavera Bruce, em Bangu, zona oeste da capital, para conhecer a realidade das mulheres e pesquisar sobre suas necessidades, visando devolver a autoestima das detentas.

Transformação

Graças ao Programa Oportunidades Acadêmicas, Giovani Rocha e Raniery Mendes tiveram suas vidas transformadas. Giovani Rocha vem de uma família de baixa renda, se tornou Jovem Embaixador pela Embaixada dos EUA no Brasil e alcançou o doutorado em ciências políticas na ‘University of Pennsylvania’, através do Oportunidades Acadêmicas. Atualmente, ele é consultor de políticas educacionais no Banco Mundial e na Fundação Lemann, em um projeto relacionado à diversidade, informou o ‘EducationUSA’ por meio de sua assessoria de imprensa.

Já Raniery Mendes é estudante da ‘Wake Forest University’, classe de 2022. Como Giullia, ele também foi aluno do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro e enfrentou dificuldades financeiras. Raniery participou de diversas feiras de ciências e eventos acadêmicos até ser aceito no Programa Oportunidades Acadêmicas. O auxílio financeiro que recebeu e a orientação ao longo de todo o processo de candidatura foram fundamentais para que atingisse seu objetivo. Por meio do programa, ele foi aceito na universidade americana com bolsa integral, para estudar relações internacionais e economia.


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Ricardo Callado16/11/20194min

Levantamento foi divulgado pela agência British Council. Distrito Federal está acima da média brasileira

Por Pedro Ivo de Oliveira

O uso do inglês como prática social – aquela aplicada a necessidades básicas de comunicação, como se apresentar, pedir produtos em uma loja ou manter uma conversa curta – ainda não é o foco principal do ensino da língua estrangeira na rede pública, de acordo com a pesquisa divulgada pela agência do governo britânico British Council.

Apenas dois estados brasileiros avaliados atingiram todos os critérios necessários para o ensino de qualidade do inglês: Paraná e Pernambuco. São Paulo e Distrito Federal ficaram atrás, mas acima da média brasileira. Pará, Amapá, Goiás, Mato Grosso e Alagoas não aparecem no estudo. Os demais estados apresentaram desempenho mediano ou insuficiente para os critérios do British Council, agência internacional do Reino Unido para educação e cultura.

Chamado Políticas Públicas para o Ensino de Inglês, o levantamento avalia o panorama que receberá, no ano que vem, as mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira. De acordo com o texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada em 2018, o ensino da língua inglesa passará a integrar o currículo como matéria obrigatória.

Desafios

A pesquisa aponta dois déficits no desenvolvimento do ensino do idioma nas escolas públicas: a falta de professores qualificados e o foco no ensino gramatical em detrimento do ensino social da língua. “Uma vez que os discursos se organizam em práticas sociais, historicamente construídas e dinâmicas, o seu ensino pela prática traz um maior significado para o aluno”, explica Cíntia Toth Gonçalves, gerente sênior de inglês do British Council.

De acordo com o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2017, apenas 45% dos 62 mil professores de inglês na rede pública têm formação superior na área de línguas estrangeiras. Paraná e Sergipe são os únicos estados com mais de 70% dos docentes habilitados em língua inglesa ou estrangeira moderna.

“Essa é uma situação difícil, mas não única no mundo. No contexto brasileiro, é primordial que se concentrem esforços também na formação inicial dos futuros professores para que eles estejam preparados para atender à demanda gerada pela BNCC”, afirma Cintia.


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Ricardo Callado12/11/20194min

Por Pedro Ivo de Oliveira

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou hoje (12) um estudo que mostra os impactos da Convenção sobre os Direitos da Criança na população brasileira. O levantamento aponta que 95,3% das crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos frequentam regularmente a escola.

Houve uma queda de 71% da mortalidade infantil em crianças brasileiras desde a década de 90, índice bem acima da meta estipulada pela Unicef, que era de 33%. No entanto, o estudo mostra que a violência se tornou um problema abrangente para os jovens, principalmente os que pertencem a minorias étnicas ou grupos vulneráveis.

Sobrepeso e obesidade

Baixos teores de vitaminas em alimentos ultraprocessados – aqueles que possuem uma alta concentração de conservantes, açúcares e gordura e que são prontos para consumo imediato – representam um risco para todos os grupos de renda, em todas as regiões do Brasil, de acordo com o levantamento.

A falta de uma rotina de exercícios físicos para crianças e jovens também é um fator importante na questão do excesso de peso da população jovem brasileira. Entre adolescentes, 17,1% estão com sobrepeso, e 8,4% são considerados obesos.

Água e saneamento

Os dados da pesquisa evidenciam também que o acesso à água potável ainda não é universal.

O índice de atendimento de água em território nacional é de 83,3%, mas o acesso nos estados do Acre, Pará, Rondônia e Amapá chega a 50% da população.

O índice de atendimento de redes de esgoto é ainda mais alarmante: apenas 51,9% dos brasileiros têm esgoto tratado e acesso ao escoamento, o que afeta diretamente a saúde dos jovens.

Violência sexual

O Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (Pnevsca), que reúne iniciativas como o Disque 100, e o Plano de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual, Infanto-Juvenil no Território Brasileiro (Pair) foram considerados como ações positivas no enfrentamento à violência contra crianças e jovens, de acordo com o estudo.

Mas o cenário ainda é considerado crítico. Segundo dados do Disque 100, negligência (72,7%) e violência psicológica (48,8%), física (40,6%) e sexual (22,4%) foram os tipos de violação contra crianças e adolescentes mais frequentes.

Desafios para o futuro

De acordo com o Unicef, a chamada “crise climática” e o aumento da incidência de doenças mentais em jovens são pautas importantes para os próximos anos.

O relatório aponta, ainda, que há uma crescente queda na imunização infantil, o que pode acarretar em surtos de doenças consideradas sob controle ou totalmente erradicadas, como é o caso do sarampo.

A publicação do estudo marca os 30 anos da ratificação do tratado do Unicef, que também foi assinado por outros 195 países e é considerado o tratado internacional de maior abrangência do mundo.


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Ricardo Callado11/11/20196min

Monitoramento das provas e ações durante o Enem 2019 foram coordenados pelo Ciob

A aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo (10), foi acompanhada em tempo real no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Representantes dos 21 órgãos, instituições e agências do GDF que compõem o Ciob estiveram presentes desde o início da ação, às 7h.

Instituições federais envolvidas na operação, como Polícia Federal, Correios – que distribuíram as provas – e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – responsável pelo processo seletivo –, tiveram representantes durante todo o dia no Ciob, que funciona 24 horas.

Planejamento

As tratativas para a Operação Enem começaram no início deste ano. Coube à SSP a coordenação de planejamento, operacional e de rotas. O Distrito Federal é a única unidade da federação onde a operação começa e termina no mesmo dia. Desta forma, após recolhidas, as provas são encaminhadas  ao aeroporto e seguem para o local de correção.

“A estrutura do Ciob é fundamental para proporcionar mais segurança à população”, destacou o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres. “Em um único espaço, as instituições presentes resolveram as situações, como queda de energia e desordens, em tempo hábil e sem atrapalhar o andamento do processo.”

Principais ocorrências

Logo no início da tarde, houve acionamento em um dos locais de prova do Centro de Ensino Fundamental 9, em Sobradinho II. O som alto de um evento atrapalhava a concentração dos estudantes. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) avisou o Ciob e o problema foi rapidamente resolvido.

“Após a chegada de auditores do Ibram, com apoio de policiais militares, o som foi desligado e ficou tudo resolvido, o que mostra o bom resultado do trabalho realizado de forma integrada”, relatou o gerente de Operações do Ciob, major Márcio Silva.

Uma ocorrência similar foi registrada em São Sebastião, próximo à Feira Permanente, o que atrapalhava a realização da prova no Caic da cidade. Com notificação do Ibram, o som foi desligado. Nas proximidades da Escola Classe 501, de Samambaia, e na antiga Escola Normal, na 907 da Asa Sul, houve registros similares, igualmente solucionados

A CEB precisou restabelecer a energia em Samambaia, perto da Centro de Ensino Fundamental 504, após colisão de uma carro em um poste da companhia. Feito o isolamento da área, o fornecimento foi estabilizado. No Centro de Ensino Médio 2, de Ceilândia, a energia foi interrompida pouco depois de ser aberto o horário da prova, mas o serviço foi restabelecido em tempo hábil.

Escolta das provas

Ainda no início da manhã deste domingo, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) fez a escolta das provas do terminal de cargas aéreas do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek até os locais de realização dos exames. Ao todo, 118 policiais em 49 viaturas acompanharam carros dos Correios até os 159 locais de realização das provas.

“Durante a realização das provas, das 13h às 18h, havia duplas de policiais militares nas escolas. Para esse serviço, foram empregados 371 militares, além das rondas com 36 policias em 12 viaturas”, contou o responsável pelo segundo dia da Operação, o tenente-coronel da PMDF, Wilson Batista.

Para a estudante Ana Clara Machado, que fez a prova em São Sebastião, a presença dos policiais dá mais tranquilidade aos participantes durante a realização das provas. “Saber que temos militares garantindo a segurança dos participantes dá mais tranquilidade e podemos nos concentrar em apenas responder às questões”, elogiou a estudante Ana Clara Machado, que fez a prova em São Sebastião.

Segurança garantida

Assim como foi feito neste domingo, o Ciob atua na segurança de dois importantes eventos.  “Além do Enem, estamos fazendo o monitoramento de dois outros eventos importantes, que são a fase final do campeonato Sub 17, da Fifa, e o simulado de emprego operacional do Exército Brasileiro para o evento internacional que será realizado nesta semana, o Brics”, informou o major Márcio Silva.


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Ricardo Callado11/11/20196min

Por Mariana Tokarnia

O Exame Nacional do Ensino Médio terminou neste domingo (10). Ao todo, estiveram presentes nesse segundo dia de aplicação, 3,7 milhões, do total de 5,1 milhões de candidatos inscritos. Aqueles que faltaram ao exame correspondem a 27,19% do total. Os números foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
 

“Tivemos a menor abstenção de todos os tempos, tanto no primeiro dia, quanto hoje”, afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. A porcentagem de abstenção no segundo dia superou a menor taxa até então, que era a de 2015, quando 27,33% dos candidatos inscritos não compareceram ao exame.

A taxa do primeiro dia, que foi 23,1% superou a de 2018, até então a mais baixa, que foi de 24,76%. A contagem é feita desde 2009, quando o exame foi reformulado para selecionar estudantes para universidades brasileiras.

“Tivemos, acho que agora dá para afirmar, o melhor Enem de todos os tempos, tanto em execução, operação, logística, como também em termos de formulação”, disse Weintraub.

Eliminações

No total, foram eliminados, no Enem, 747 participantes, sendo 371 candidatos no segundo dia de exame e 376 pessoas no primeiro dia. Esses participantes descumpriram as regras do exame.

Neste ano, as regras de segurança ficaram mais rígidas. Participantes cujos celulares ou quaisquer outros objetos eletrônicos emitissem som foram eliminados, mesmo que esses aparelhos estivessem dentro do envelope porta-objetos que é entregue a cada participante e fica lacrado durante a aplicação.

Próximas datas

Os gabaritos oficiais serão divulgados na quarta-feira (13). Também serão divulgados os Cadernos de Questões, em todas as suas versões. No total, serão seis gabaritos para cada dia de aplicação e seis Cadernos de Questões, de acordo com as cores da prova e opções acessíveis.

Os participantes deverão ficar atentos para conferir o gabarito relativo à cor de prova que fez em cada domingo de aplicação.

Os resultados individuais do Enem 2019 serão divulgados na Página do Participante e no aplicativo do Enem, em janeiro de 2020, a partir de consulta com CPF e senha.

O resultado dos participantes eliminados, segundo o Inep, não será divulgado, mesmo que eles tenham realizado o Enem nos dois dias de aplicação. Para os treineiros, que fazem o exame para autoavaliação de conhecimentos, a consulta só será liberada em março do ano que vem.

Reaplicação

O estudante que se sentiu prejudicado no Enem poderá informar o Inep, pela Página do Participante, entre os dias 11 e 18. Cada caso será analisado e o participante poderá ter direito a fazer a prova novamente.

“[O candidato] vai entrar na Página do Participante e vai apresentar um recurso, vai contar a história do porquê se sentiu prejudicado. E no dia 27 de novembro daremos uma resposta”, diz o presidente do Inep, Alexandre Lopes, que orientou que mesmo que os participantes tenham dúvidas se têm ou não direito a reaplicação, que façam o recurso.

De acordo com o edital do exame, podem ter direito à reaplicação aqueles que foram afetados por problemas logísticos. São considerados problemas logísticos fatores como desastres naturais que prejudiquem a aplicação devido ao comprometimento da infraestrutura do local; falta de energia elétrica que comprometa a visibilidade da prova pela ausência de luz natural; e erro de execução de procedimento de aplicação pelo aplicador que leve ao comprovado prejuízo do participante.

Os estudantes que sentiram alguma indisposição ou problema de saúde e tiveram que sair da sala onde estava sendo aplicada a prova não terão direito à reaplicação, segundo as regras do exame.

O resultado da solicitação poderá ser consultado, também, na Página do Participante, no dia 27 de novembro. A reaplicação do Enem 2019 irá acontecer nos dias 10 e 11 de dezembro, para quem tiver o pedido aprovado.


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Ricardo Callado09/11/20197min

Por Mariana Tokarnia

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passará por uma série de mudanças nos próximos anos, entre elas, passará a ser aplicado por computador e terá que ser reformulado para avaliar estudantes de um novo modelo de ensino médio. Mesmo assim, de acordo com especialistas entrevistados pela Agência Brasil, não perderá força, e continuará sendo porta de entrada para o ensino superior do Brasil e de universidades estrangeiras.“Teremos mudanças estruturais, mas não vejo dificuldade conceitual nessas mudanças. É questão de adaptação que, em breve, todas as instituições estarão adaptadas à nova estrutura do ensino médio e como consequência, ao exame”, diz o presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave) e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Joaquim Soares Neto.

“O Enem é um instrumento muito poderoso. A juventude vê o Enem como excelente caminho em busca de vaga em instituição de ensino superior no Brasil e no exterior”, complementa.

O ensino médio, deverá, de acordo com lei promulgada em 2017, passar por mudanças. Os estudantes de todo o país passarão a ter uma parte do conteúdo comum a todas as escolas e, parte que poderá ser escolhida por eles. As escolas deverão ofertar itinerários formativos em linguagens, ciências da natureza, ciências humanas, matemática e ensino técnico.

O Enem terá então que ser reformulado para melhor avaliar esses estudantes. “É ver como o Enem vai se adaptar à questão do itinerário formativo isso tudo é desafio sim”, diz Neto. Algumas propostas foram feitas em gestões anteriores, de que a prova avaliasse apenas a parte comum do currículo ou mesmo que um dia avaliasse a parte comum e o outro, o itinerário escolhido pelo estudante.

Ainda não há uma definição, mas há a sinalização, por parte da atual gestão do Ministério da Educação (MEC), de que haverá vários modelos de prova.

Mais questões

Segundo o vice-presidente da Abave e professor da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP), Reynaldo Fernandes, um dos desafios tanto para adequação ao novo ensino médio, quanto para o Enem digital será ampliar o chamado Banco Nacional de Itens (BNI). O banco reúne todas questões elaboradas e testadas para serem aplicadas no Enem. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não revela quantas questões há nesse banco.

Segundo Fernandes, tanto para possibilitar a elaboração de várias versões de prova quanto para viabilizar o Enem digital, esse banco precisa crescer.  “Precisava ter de 20 a 30 mil itens e, para isso, precisava ter gente fazendo isso a todo tempo”, diz.

Fernandes presidia o Inep quando o Enem foi reformulado, em 2009, para se tornar hoje porta de entrada para o ensino superior. Até então, a prova criada em 1998 servia para avaliar o ensino médio. “Acho que ninguém mais pensaria em voltar atrás”.

Para evitar fraudes e vazamentos, como o que ocorreu em 2009, na primeira aplicação, e levou ao cancelamento e posterior reagendamento da prova, Fernandes defende que é importante que cada aplicação tenha vários modelos de prova. O sistema de elaboração e de correção da prova, pela teoria de resposta ao item (TRI) faz com que as provas tenham um mesmo nível e que os estudantes sejam avaliados da mesma forma.

Ele defende ainda que o Enem seja aplicado mais de uma vez por ano. “O problema de fazer uma única prova é que se der qualquer azar põe tudo num único dia para os estudantes. Essa é a grande mudança que temos que fazer”, diz. A ideia vai ao encontro dos planos da atual gestão. O governo pretende digitalizar integralmente o Enem até 2026 e, com isso, aumentar o número de aplicações.

Usos do Enem

O Enem é hoje uma das principais formas de ingresso no ensino superior. Todas as universidades federais do país usam o Enem de alguma forma, seja como processo seletivo único, seja como uma das formas de admissão. O exame cresceu também entre as universidades privadas.

“O Enem é uma prova que coloca todos os alunos na mesma régua”, diz a presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), Elizabeth Guedes. A Anup reúne atualmente 247 instituições de ensino particulares associadas com mais de 2 milhões de alunos de graduação.

“Os alunos com notas superiores no Enem geralmente são aceitos com bolsas de estudos, muitas vezes integrais, e são disputados pelas particulares. Porque a correlação entre um Enem alto e um aluno proativo, inteligente, capacitado é muito relevante”.

Três a cada quatro estudantes que cursam o ensino superior estão matriculados em instituições particulares, ou seja, essas instituições concentram 75,3% das matrículas de todo o ensino superior.

Além das bolsas concedidas pelas próprias instituições, Elizabeth destaca as bolsas ofertadas por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni), federal. A política, segundo ela, é importante para a inclusão. “Alunos do Prouni são alunos de baixa renda. São muitas vezes os primeiros a terem acesso a ensino superior nas suas famílias”.

Enem 2019

No último domingo (3), 3,9 milhões de estudantes fizeram as provas de linguagens, ciências humanas e redação. Neste domingo (10), os participantes fazem as provas de matemática e ciências da natureza.


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Ricardo Callado05/11/20196min

O preparatório será realizado nos dias 9, 23 e 30 de novembro, no Centro Universitário Uniceplac, localizado no Gama (DF)

 Boas notícias para os aprovados na primeira fase do exame XXX da OAB: a partir deste sábado (9/11), o Centro Universitário Uniceplac, localizado no Gama (DF), realizará um preparatório com três encontros gratuitos voltados para a segunda fase do processo. Somente os que acertaram 50% das questões da prova objetiva conseguem avançar na avaliação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

Serão três sábados – nos dias 9/11, 23/11 e 30/11 – com aulas ministradas pelos professores da instituição. Para o primeiro dia, o professor José Carlos conduzirá a classe para abordar as disciplinas referentes às peças penais, voltadas especificamente às alegações finais; apelação; Recurso em Sentido Estrito (RESE); e resposta à acusação. As vagas, em todos os encontros, são limitadas ao público externo à instituição.

No terceiro sábado do mês (23/11), o professor Smaniotto será responsável por apresentar, além das disciplinas abordadas anteriormente, conceitos voltados ao Habeas Corpus. Já para o último sábado (30/11), o professor Eduardo Doria finalizará o preparatório abordando peças trabalhistas, sendo elas: reclamação trabalhista; contestação; Recurso Ordinário (RO) e exceções.

“A ideia de realizar um preparatório surgiu de uma necessidade do curso de Direito para se posicionar entre as instituições que aprovam acima da média nacional no Exame de Ordem e, ainda, dentre as que mais aprovam no Distrito Federal. A criação do preparatório, e o que nos move atualmente, são esses desafios que parecem imensos. Contudo, uma graduação com mais de 15 anos de existência e excelência não pode sonhar baixo. Além do mais, existem vagas destinadas à comunidade local e, por isso, nosso curso é uma importante atividade jurídica de extensão universitária”, explica Luís Felipe Perdigão, coordenador do curso de Direito, no Uniceplac.

Os alunos contarão com aulas expositivas e materiais referentes às disciplinas abordadas no encontro. Serão aplicadas listas de exercícios, simulados e reflexões que aumentem o potencial de aprovação do candidato.

“Fizemos esse projeto para a primeira fase do exame. Na época, nossas turmas estiveram em quantitativo crescente e, nos dias mais “vazios”, contamos com pelo menos 30 alunos. A depender da data e do tópico, nosso preparatório é ministrado no mini-auditório, pois o público chega a 130 alunos”, contextualiza Perdigão.

A segunda fase do exame será realizada no dia 1º de dezembro. Os candidatos aprovados deverão produzir uma peça profissional, além de responder quatro questões discursivas voltadas a área escolhida no momento da inscrição para a prova.

Sobre o Uniceplac – Fundado há mais de três décadas por Apparecido dos Santos, o Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – Uniceplac tem seu perfil caracterizado pela perseverança em proporcionar educação com altos padrões de qualidade, o que já lhe garantiu nota máxima no MEC. O Centro possui 27 cursos de graduação, sendo estes: Administração, Arquitetura e Urbanismo, Design de Interiores, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física (Bacharelado e Licenciatura), Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia de Software, Estética e Cosmética, Farmácia, Fisioterapia, Gastronomia, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Pública, Letras-Português, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Pedagogia, Radiologia, Sistemas de Informação e Relações Internacionais.

SERVIÇOS

O que: Preparatório para a segunda fase do XXX exame do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil

Quando: Aos sábados – 9/11, 23/11 e 30/11, a partir das 8h15
Onde: Centro Universitário Uniceplac, Gama (DF)
Quanto: Gratuito



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