Arquivos Educação - Blog do Callado

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Ricardo Callado23/05/20192min

Por Mariana Tokarnia

Estudantes podem consultar, na página do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), as vagas que serão ofertadas em instituições públicas de ensino superior no segundo semestre deste ano.

A busca pode ser feita por curso, instituição de ensino e por município.

Podem participar do Sisu os estudantes que fizeram prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2018 e obtiveram nota na redação acima de zero.

As inscrições do Sisu poderão ser feitas de 4 a 7 de junho. Durante esse período, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte, que é a menor nota para o candidato ficar entre os potencialmente selecionados.

O resultado será divulgado no dia 10 de junho. Os participantes poderão ainda integrar a lista de espera entre 11 e 17 de junho.

Simulador

Para evitar sobrecarga do sistema, o Ministério da Educação (MEC) vai tirar temporariamente do ar o simulador do Sisu, que mostra informações dos últimos processos seletivos.

O sistema não poderá ser acessado a partir de hoje (23), e a previsão é que volte ao ar no dia 10 de junho. “A medida, preventiva, foi necessária para evitar que o sistema fique sobrecarregado”, informou o MEC.


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Ricardo Callado23/05/20193min

Termina hoje (23) o prazo para pagar a taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. O valor é R$ 85 e pode ser pago em agências bancárias, casas lotéricas e Correios. A inscrição só é confirmada após o pagamento.

As inscrições para o Enem foram encerradas na última sexta-feira (17), com 6.384.957 inscritos. O total de participantes confirmados será divulgado no dia 28 deste mês.

Quem teve direito à isenção do pagamento da taxa e concluiu a inscrição no prazo tem participação garantida.

As provas serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem, por exemplo, para se inscrever em programas de acesso à educação superior como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) ou de financiamento estudantil (Fies).

Estudo

Para reforçar o conhecimento dos candidatos, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) oferece várias estratégias gratuitas, como o Questões do Enem, no qual os estudantes têm acesso a um atualizado banco de dados que reúne provas de 2009 até 2018. O site permite a resolução das questões online, com o recebimento do gabarito. [LINK: http://questoesenem.ebc.com.br/]

Pelo perfil EBC na Rede, é possível acompanhar a série Caiu no Enem. O desafio é responder, no fim de semana, à questão publicada na sexta-feira. Na segunda-feira, um professor responde ao questionamento. A série fica até a semana que antecede o exame de 2019. Para ter acesso aos vídeos com as respostas, basta se inscrever no canal youtube.com/ebcnarede.


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Ricardo Callado17/05/20197min
As aulas, que começam em agosto, serão ministradas na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov) /Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

São 60 vagas para o curso superior de tecnologia em gestão pública, para servidores efetivos e comunidade, via Sisu

Por Jéssica Antunes

A Escola Superior de Gestão (ESG) vai ofertar curso superior de tecnologia em gestão pública para 60 servidores efetivos e futuros profissionais. É a oportunidade de fazer uma graduação em uma instituição distrital pública, mantida pela Fundação Universidade Aberta do Distrito Federal (Funab), com foco em melhorias para o serviço público em geral. O projeto piloto teve seus editais publicados nesta sexta-feira (17) no Diário Oficial. Outros seis cursos já foram credenciados e devem ser implementados nos próximos anos.

“O curso é voltado para as atividades de gestão da administração pública”, informa Alex Costa Almeida, diretor-executivo da Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), onde as aulas serão ministradas. “Adota a aprendizagem baseada em problemas: traz o mundo real, a problematização para dentro do ambiente de ensino. O aluno vai aprender, mas também vivenciar os problemas encontrados no dia a dia da administração pública. Assim, alinha-se tanto a parte teórica quanto a prática em uma metodologia de ABP [Abordagem Baseada em Problemas]”.

Com início em agosto deste ano, o curso será presencial e terá carga horária de 1.960 horas, distribuídas em quatro semestres letivos. Esta será a primeira vez que a Escola Superior de Gestão ofertará um curso de graduação. As vagas serão divididas igualmente entre servidores efetivos de carreira estável, que ingressarão por processo seletivo, e – pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – estudantes que participaram da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A distribuição de vagas atende à lei distrital, que exige 40% das cadeiras para alunos que tenham cursado o ensino médio integralmente na rede pública, e à lei federal de cotas sociais.

O melhor desempenho dos servidores nas suas funções vai se refletir no serviço prestado à sociedade, que é o grande interesse e política do governoAlex Costa, diretor-executivo da Escola de Governo do Distrito Federal

“É uma oportunidade ímpar”, valoriza Alex de Almeida. “É uma oferta de graduação sem custos, privilegiando o servidor público, alinhando prática à teoria, e permitindo que o servidor tenha aperfeiçoamento nas próprias atividades. Obviamente, isso tem retorno para o cidadão. O melhor desempenho dos servidores nas suas funções vai se refletir no serviço prestado à sociedade, que é o grande interesse e política do governo”.

Aos estudantes, futuros profissionais, o novo curso representa uma chance de ter acesso a um ensino superior gratuito, com subsídio do Governo do Distrito Federal. “Vemos muito nossa juventude buscando a via do concurso público”, ressalta o diretor-executivo da Egov. “É um avanço para que isso possa acontecer, permitindo que o candidato comece uma graduação voltada para isso. Além disso, também fornece grandes ferramentas para trabalhar na iniciativa privada.”

Oferta ampliada

O  curso superior de tecnologia em gestão pública funcionará como projeto-piloto para ampliação da oferta, podendo chegar à pós-graduação Segundo a Egov, seis cursos de nível superior já estão credenciados e devem ser ofertados nos próximos anos: tecnologia em gestão de recursos humanos, tecnologia em gestão de marketing, tecnologia em gestão financeira, tecnologia em gestão de materiais e tecnologia em gestão de informação.

Escola Superior de Gestão

A Escola Superior de Gestão foi credenciada junto ao Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF) em setembro de 2017. Em maio de 2018, foi publicado o Acordo de Cooperação Técnica entre a antiga Secretaria de Planejamento (Seplag), a Egov e a Fundação Universidade Aberta do Distrito Federal (Funab) para a implantação cursos voltados à gestão pública.

Na prática, a Funab mantém a parte tecnopedagógica da graduação, enquanto a Egov oferece a infraestrutura, otimizando a estrutura existente para menor gasto possível. Os tutores serão servidores públicos com experiência em gestão e qualificação nessa metodologia.

Serviço

Curso superior de tecnologia em gestão pública

Número de vagas: 30 (servidores efetivos) e 30 (estudantes que prestaram o Enem por meio do Sisu

Carga horária: 1.960 horas, distribuídas em quatro semestres (dois anos)

Aulas: segunda a sábado, das 18h45 às 22h

Início das aulas: 5/8/2019

Local: Escola de Governo (Setor de Garagens Oficiais Norte)

Para mais informações, acesse: esg.df.gov.br 

Inscrições: 29/5 a 12/6 (servidores) e de 4/6 a 7/6 (estudantes, via Sisu)

Divulgação do resultado definitivo do processo seletivo: 29/5 a 12/6 (servidores) e a partir de 10/6 (estudantes)

Matrículas: 11/7 a 16/7 (servidores) e 26/6 a 27/6

(Com informações da Agência Brasília)


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Ricardo Callado17/05/20193min

Por Yara Aquino

Hoje (17) é o último dia para os estudantes se inscreverem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. As inscrições podem ser feitas pela internet, na Página do Participante, até as 23h59.
A dica do Ministério da Educação é não deixar para se inscrever na última hora, pois são comuns os picos de acesso ao sistema de inscrição nos últimos minutos.
Também termina hoje o prazo para solicitar atendimento especializado e específico e para alterar dados cadastrais, município de provas e opção de língua estrangeira. No dia 22 será divulgado o resultado do pedido de atendimento especializado e específico.

Taxa de Inscrição

A taxa de inscrição para o Enem é de R$ 85. Quem não tem isenção deve fazer o pagamento, até o dia 23 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas e Correios.

Provas

O Enem será aplicado em dois domingos, nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos. No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas serão divulgados até o dia 13 de novembro. O resultado sairá em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).


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Ricardo Callado15/05/20192min

Por Yara Aquino

Hoje (5) é o último dia para renovar os contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2019. Para a renovação, os estudantes precisam validar as informações prestadas pelas instituições de ensino no Sistema Informatizado do Fundo de Financiamento Estudantil (SisFies).
Os contratos do Fies precisam ser renovados a cada semestre. O pedido de aditamento é feito inicialmente pelas instituições de ensino para depois ter as informações validadas pelos estudantes, no sistema.

Também encerra hoje o prazo para os estudantes estenderem o prazo de utilização do financiamento e pedirem a transferência integral de curso ou de instituição.

Caso a renovação tenha alguma alteração nas cláusulas do contrato, o estudante precisa levar a nova documentação ao agente financeiro (Banco do Brasil ou Caixa Econômica), para finalizar o processo.

Nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema.

A estimativa do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação é de que neste semestre, cerca de 600 mil contratos sejam renovados.

O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação.


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Ricardo Callado14/05/20194min

A Estrada Parque JK, na altura da DF-027 foi a primeira via inspecionada

Alunos do curso de Engenharia Civil do UniCEUB estão realizando atividades de inspeção e manutenção em rodovias do Distrito Federal. A iniciativa foi viabilizada por meio de convênio firmado entre a coordenação acadêmica do Centro Universitário, o Departamento de Estradas e Rodagens do Distrito Federal (DER-DF).

A Estrada Parque JK, na altura da DF-027 foi a primeira via inspecionada, na quarta-feira (8/5). O grupo formado por 30 estudantes iniciou o projeto fazendo levantamento da situação das pistas, analisando as placas de sinalização de trânsito e o funcionamento dos sistemas de escoamento de água da chuva. O trabalho foi todo fotografado e registrado no sistema eletrônico do DER e irá basear os pedidos de reparos das pistas.

Antes de partirem para o trabalho, todos foram treinados e orientados por professores e engenheiros do DER. De acordo com a coordenadora do curso, Maruska Tatiana, o projeto de extensão é uma oportunidade que vai agregar experiência ao currículo dos alunos: “É muito importante aplicar o que é abordado em sala de aula na prática. Estamos preparando esses futuros engenheiros para o mercado. É uma vivência que irá explorar bastante a capacidade dos envolvidos”.

Um dos participantes do grupo, o aluno Alex Barbosa de Brito ressalta que tem se discutido bastante em sala de aula que é muito mais vantajoso realizar manutenções do que reconstruir estruturas que perdem a funcionalidade. “Esse cuidado com as rodovias é essencial para os cofres públicos. A gestão deve ser baseada na prevenção, não só pela responsabilidade com a população, mas pela questão econômica mesmo”.

Maruska observa que muitas construções públicas no país não possuem um projeto de manutenção. “Esse trabalho é muito importante para o DF como um todo, ainda mais no contexto em que vivemos. Há milhares de obras no país que não são fiscalizadas e acabam apresentando graves problemas, impactando diretamente na segurança da população”, alerta. A atuação dos alunos será contada como estágio supervisionado e os grupos serão formados semestralmente.

Sobre o curso de Engenharia Civil

Focado na multidisciplinaridade, a graduação em Engenharia do UniCEUB prepara o aluno para as mais diversas áreas do mercado de trabalho. Além da plena capacidade de planejar e executar projetos de grande porte em construções, os estudantes saem habilitados a buscarem racionalizar os projetos preocupados com as novas tecnologias e a sustentabilidade do meio ambiente.


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Ricardo Callado13/05/201911min

Os dados estão na publicação Professores do Brasil

Por Elaine Patricia Cruz

O aumento da demanda por docentes com curso superior impulsionou os candidatos a professores no país a buscarem essa capacitação em cursos mais rápidos ou em programas de formação de docentes simplificados. Eles têm procurado também o ensino a distância, sem forte regulação e monitoramento. Os dados estão na publicação Professores do Brasil, que foi lançada esta semana, em São Paulo, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil e a Fundação Carlos Chagas (FCC).
O livro Professores do Brasil, que trata dos desafios na formação de docentes no país, é o terceiro de uma série que fornece amplo panorama da docência: formação, trabalho e profissionalização. Ele foi produzido a partir do projeto Cenários da formação do professor no Brasil e seus desafios. A publicação é resultado de estudos feitos pelas pesquisadoras Bernardete A. Gatti, Elba Siqueira de Sá Barretto e Patrícia Albieri de Almeida, da Fundação Carlos Chagas; e Marli Eliza Dalmazo Afonso de André, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).

O material mostra ainda o perfil do estudante de licenciatura no país, ressaltando pontos importantes. Por exemplo, os estudantes da docência têm renda mais baixa que os de outras licenciaturas: cerca de 61,2% dos estudantes, de 2014, tinham renda de até três salários mínimos. E, desse total, um em cada quatro estudantes tem renda salarial de até 1,5 salário mínimo.

“Do início deste século para agora, eles [estudantes de licenciatura] se tornaram mais pobres, provenientes de família com menos instrução”, disse Elba Siqueira de Sá Barretto, professora da Universidade de São Paulo e pesquisadora e consultora da Fundação Carlos Chagas, em entrevista à Agência Brasil. “Entre os estudantes de licenciatura, em torno de 42% têm pais que fizeram apenas o primário incompleto. Só 9% desses estudantes têm pais com nível superior”, acrescentou. “Essa é uma tendência. Cada vez mais o magistério no Brasil está sendo procurado pelos segmentos mais empobrecidos. E essa tendência ficou mais clara, mais acentuada”, disse.

Outro aspecto indicado na pesquisa, é o número de mulheres, que conclui as licenciaturas, ser maior que o de homens e negros a maioria entre os estudantes. [A presença de negros na licenciatura passou de 35,9% em 2005, para 51,3% em 2014]. “De 14 cursos de licenciatura [segundo dados do Enade], em 11 deles havia 50% ou mais de alunos negros ou pardos. E todos os cursos de licenciatura também têm índios representados, embora em pequenas proporções”, informa Elba.

“Eles [estudantes de licenciatura] já eram alunos mais pobres. Esse não é um fenômeno brasileiro, acontece em vários países da América Latina, desde os anos 2000. Muitos dos alunos de licenciatura são os primeiros a chegar ao Ensino Médio e ao Ensino Superior”.

De acordo com a pesquisadora, a licenciatura é também um curso predominantemente feminino. “Mas percebemos recentemente que as matrículas dos homens está aumentando”, disse, acrescentando ainda que, a maior parte desses estudantes de licenciatura não só estudam: “Eles estudam e trabalham e ainda mantém a família”. Para Elba, isso significa o quanto é necessário trabalhar para poder estudar.

O estudo constatou também um envelhecimento no perfil dos licenciandos: a presença de jovens entre 18 e 24 anos que fazem licenciatura passou de 34,7% em 2005 para 21% em 2014.

Esses fenômenos decorrem, segundo a pesquisadora, entre outras razões, por causa do estabelecimento da Lei de Cotas. “Houve também financiamento desses cursos privados e a abertura de muitas vagas nas instituições públicas para que eles pudessem fazer o Ensino Superior”, acrescentou.

Exigência de curso superior

Desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases (LDO 9.394), em 1996, passou a ser exigido no país que todo docente tenha certificação superior. No entanto, em 2016, ainda havia 34% de professores da educação infantil e 20% do ensino fundamental sem a titulação. Nos anos finais, a proporção de não graduados somou 23%. No Ensino Médio, a proporção de docentes não titulados equivalia a 7%.

Matrículas

Ainda segundo o livro, as matrículas para a licenciatura passaram de 659 mil alunos, em 2001, para 1,5 milhão em 2016. O número exato de alunos matriculados, em 2016, em cursos de licenciatura no país somava 1.524.329, sendo que 579.581 estavam em escolas públicas e 944.748 (62% do total) nas privadas. Desse total, 882.749 faziam licenciatura em cursos de ensino presencial e, o restante, 641.580, por meio de cursos a distância.

“Esse foi um período [após o ano 2000] em que os países da América do Sul e da América Latina tiveram algumas condições muito favoráveis para o seu desenvolvimento. Uma crise nos países do Norte favoreceu muito os nossos países que são exportadores de commodities. Então, o PIB cresceu, houve um desenvolvimento econômico grande”, disse Elba. “As licenciaturas foram uma das formações de nível superior que foram privilegiadas nesse período”, acrescentou.

Das 2.228.107 de vagas oferecidas em cursos de licenciatura no país em 2016, 1.990.953 (ou 89,4% do total) eram disponibilizadas pelo setor privado. O total de vagas ociosas atingiu 1.632.212 e cerca de 94,3% se referiam ao setor privado. O total de ingressantes somou 595.895 em 2016, sendo que 75,8% ingressaram em cursos fornecidos pelo setor privado, de acordo com o levantamento.

“Quase 2 milhões das vagas estão no setor privado, sendo apenas 10,6% oferecidas pelo setor público. Em contrapartida, são as reduzidas vagas do setor público disputadas por mais de 1,6 milhão de estudantes, ou seja, pela maior parte dos candidatos que postulam a entrada em curso superior (58,2%), atraídos, sobretudo, pela melhor qualidade que costuma ser socialmente imputada a esses cursos, pela sua gratuidade, ou por ambas as razões”, diz ainda a publicação.

Evasão

O estudo constatou ainda que é grande a quantidade de vagas oferecidas no ensino superior para licenciatura (2,2 milhões de vagas), mas limitado o número de ingressantes (595 mil em 2016). Deste total de vagas, 1,9 milhão se refere a vagas no ensino privado. A explicação para esse fenômeno é o fato de os alunos buscarem o ensino superior privado por causa do aumento de subsídios públicos para o setor, pelas baixas mensalidades, pela modalidade de ensino a distância, pela maior oferta de cursos no período noturno e pela menor concorrência em relação às vagas disponíveis.

Cerca de 39% das vagas nas instituições públicas não foram ocupadas. No setor privado, as vagas ociosas ultrapassaram 1,5 milhão em 2016. Segundo a pesquisa, isso decorre, no caso do setor público, do apoio escasso aos alunos que dela necessitam e também da dificuldade em modificar a estrutura e o modo de funcionamento dos cursos. Do total de alunos que ingressou nas licenciaturas em 2013, metade deles concluem o curso.

“O ideal seria oferecer menos vagas, mas garantir condições de apoio para os alunos que passam por um vestibular difícil permanecer nos cursos superiores até a formatura”, explicou a pesquisadora. Esse apoio, segundo Elba, não se resume a oferecer condições financeiras ou suporte financeiro melhor, mas compreende também a elaboração de um currículo mais adequado e acompanhamento mais sistemático.

Para a pesquisadora, entre as conclusões possíveis sobre os vários retratos que foram apresentados na publicação é a necessidade de repensar alguns gastos que são feitos no Ensino Superior e também a qualidade do que está sendo oferecido. “Também precisamos rever as metas de crescimento do Ensino Superior. Não tem aluno suficiente sendo formado no Ensino Médio. O Ensino Médio está muito ainda precarizado”, disse.


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Ricardo Callado08/05/20193min

Tomador não pode ser alvo de ações judiciais

Por Wellton Máximo

Os estudantes que contrataram o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pelo Banco do Brasil e estão com prestações em atraso podem renegociar os débitos pelo celular. A instituição financeira criou um espaço no aplicativo para formalizar as renegociações.
A ferramenta vale para estudantes que contrataram o financiamento até 2017, estão com atrasos acima de 90 dias e não são alvo de ações judiciais. O prazo de contratação vai até 29 de julho.

A ferramenta de renegociação de operações do Fies por dispositivos móveis é oferecida em caráter exclusivo pelo Banco do Brasil. Para acessá-la, basta entrar no aplicativo do Banco do Brasil, clicar no menu Solução de Dívidas e escolher a opção Renegociar Fies.

Condições

Por meio da renegociação, o estudante poderá incorporar as prestações em atraso ao saldo devedor, gerando novo valor para a parcela a ser pago até o fim da operação. Caso o período de amortização (pagamento do principal da dívida) seja inferior a 48 meses, o cronograma de pagamento será ampliado até completar esse período.

Em troca da adesão, o estudante terá de pagar uma entrada de pelo menos R$ 1 mil ou o equivalente a 10% do saldo consolidado da dívida vencida, prevalecendo o maior valor.

A renegociação exclusiva pelo aplicativo está disponível para as operações com garantia exclusiva do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC). A ferramenta também pode ser usada pelos clientes com fiador e para os serviços de consulta e de simulação. Nesses casos, porém, o cliente terá de ir a uma agência para concluir a renegociação iniciada no aplicativo.


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Ricardo Callado06/05/20197min

Com o índice de desemprego em que o Brasil se encontra, conseguir o primeiro emprego é o desejo de quase 100% dos jovens brasileiros que estão cursando o ensino regular. Para obter mais sucesso nessa missão, uma das alternativas que têm ganhado adeptos e cursar ao mesmo tempo o ensino médio e o curso técnico.

“Os cursos técnicos podem ser feitos antes mesmo que se conclua o ensino regular, o que facilita muito que os jovens obtenham uma capacitação com diploma e que vai ajudar na sua entrada no mercado de trabalho. Para muitos também é uma forma de começarem a ganhar dinheiro para investir depois em uma graduação”, explica coordenadora do curso técnico e da graduação de enfermagem, da Escola de Saúde Unyleya, Karine de Magalhães Nogueira Ataíde.

Para se ter uma ideia dessa realidade, de quase 14 milhões de desempregados que aparecem nas estatísticas do Brasil, 45,5% são jovens entre 14 e 17 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Geralmente, é nessa idade que desperta o interesse e curiosidade para saber como será o primeiro emprego e de como utilizar o primeiro salário. “O aluno com um curso profissionalizante é absorvido de forma mais fácil no mercado de trabalho. Além é claro, de abrir também o leque de atuação na área de concursos, pois vários certames são voltados para o nível técnico, com salários melhores do que aquel es que exigem apenas o  ensino médio’, explica a coordenadora.

Como o curso técnico ajuda no primeiro emprego?

A formação técnica aumenta 50% as chances para que o aluno conquiste o mercado de trabalho. De acordo com a coordenadora, os cursos que obtiveram mais procura, nos últimos três anos, foram os de Técnico de Enfermagem, Saúde Bucal e Estética.

“O curso técnico de enfermagem é um dos mais procurados pela inserção mais fácil no mercado de trabalho, pois são inúmeros os concursos e seleções existentes, além de muitas aberturas de vagas em hospitais e clínicas privadas”, afirma a profissional. Já na área de estética, a maioria dos inscritos têm sido o público feminino.< /span>

Diploma e mensalidades mais baratas  

Além da grande acessibilidade, por apresentar mensalidades mais baratas, por exemplo, uma das maiores vantagens do curso técnico é a questão do diploma mais rápido, até porque existem cursos que têm duração média de um ano e meio e, assim que formados, os alunos já podem exercer a função.

O diferencial que o curso técnico da Escola de Saúde Unyleya oferece para os alunos, é o sistema de aceleração para ingresso no mercado de trabalho que é desenvolvido para adiantar a entrada do estudante no mercado de trabalho, por meio do Departamento de Integração Escola-Mercado.

Entenda:

Um curso Técnico em Enfermagem é composto por quatro módulos com duração de 2 anos, no total. Quando cursado um ano e meio do profissionalizante, ao completar o terceiro módulo, automaticamente o aluno receberá a certificação intermediária de Auxiliar de Enfermagem, onde poderá exercer a função, antes mesmo de terminar o técnico em enfermagem. “Com essa certificação, o aluno estará apto a atuar profissionalmente dentro da área escolhida, garantindo assim sua empregabilidade e ex periência enquanto estuda”, afirma a Faculdade.

Para a aluna do 3º ano do ensino médio, Anathália Caetano, 17 anos, poder cursar um técnico faz ela acreditar ainda mais em seu potencial. “Vejo a oportunidade como uma capacitação a mais, pois já presenciei e convivi com muitas pessoas que terminaram o ensino regular e que não conseguiram ingressar em uma Universidade e nem conseguiram o primeiro emprego por falta de capacitação. Com isso, acabaram perdidos e sem ter o que fazer”, relata a estudante que, atualmente, cursa o Técnico de Enfermagem.

Muitas das vezes, o curso técnico serve de atalho para quem deseja cursar uma graduação futuramente. Com uma formação em mãos, facilita até na hora de arcar com as despesas de uma faculdade. A expectativa é entrar em uma Universidade assim quando acaba o ensino médio. A escolha da graduação começa aflorar entre o 2º e 3º anos, porém, pode ser uma tarefa difícil, assim como foi para Anathália que ficou irresoluta com a situação.

“Eu nunca tive algo específico em mente, sempre gostei das matérias como química e biologia, mas não tinha nenhum objetivo. Via meus amigos já decididos e sendo bem e specíficos, porém, eu ainda estava muito confusa com a decisão de qual área seguir”, afirma a aluna. Contudo, a jovem já está decidida em seguir a área da saúde. “Estou decidida a cursar alguma graduação direcionada a essa área. Inclusive já irei fazer o vestibular da UnB agora no meio do ano para enfermagem”, confiante, finaliza Anathália.

Serviço:
https://saudeunyleya.com.br/


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Ricardo Callado06/05/201912min

ProfÁgua é oferecido por 13 universidades públicas em todas as regiões do Brasil. Mestrado oferece 256 vagas em 2019

As inscrições para 256 vagas para o Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua) foram prorrogadas até as 23h59 de 21 de maio. As inscrições para esta nova turma devem ser realizadas pelo site da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Campus de Ilha Solteira (SP), que é a instituição coordenadora do mestrado. Este curso tem 24 meses de duração, é presencial e possui atividades na modalidade de educação a distância (EaD).

Fomentado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2015, o ProfÁgua tem como objetivo proporcionar uma formação teórica e prática aos profissionais e pesquisadores da área de recursos hídricos, aprimorando suas competências pessoais e profissionais. Com este mestrado o intuito é qualificar este público para lidar com os desafios mais complexos da gestão e da regulação das águas no País. Nesse sentido, os trabalhos de conclusão deverão ter um caráter de conhecimento aplicado, podendo ser no formato de manuais operativos, relatórios técnicos, aplicativos, patentes, artigos, sistemas ou mesmo dissertações.

A ANA já investiu um pouco mais de R$ 6,5 milhões para o funcionamento do curso nos seus primeiros anos de existência, através da descentralização de recursos para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que avaliou o mestrado com a nota 4, a maior para novos cursos.

Os candidatos devem anexar os documentos listados no Edital ProfÁgua nº 01/2019 e pagar uma taxa de inscrição de R$ 70. Os interessados em concorrer terão que apresentar proposta de projeto de pesquisa que seja aderente a uma ou mais linhas de pesquisa do mestrado, que são as seguintes: ferramentas aplicadas aos instrumentos de gestão de recursos hídricos; metodologias para implementação dos instrumentos de gestão de recursos hídricos; planejamento e gestão de recursos hídricos; e segurança hídrica e usos múltiplos da água.

Além disso, os projetos devem seguir as normas do edital de abertura do processo seletivo, que será realizado por cada uma das 13 universidades públicas que oferecem o mestrado profissional este ano (veja a lista abaixo).

A seleção também terá uma fase de análise dos currículos dos candidatos no formato da Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que constituirá a prova de títulos do processo seletivo. A análise de currículo levará em consideração o histórico escolar da graduação, experiência profissional, experiência em pesquisa e extensão nos últimos cinco anos e capacitação em cursos de especialização ou extensão nos últimos dez anos dentro das áreas correlatas ao ProfÁgua.

Além da análise da proposta de projeto de pesquisa, os candidatos terão que fazer uma prova de conhecimentos específicos sobre gestão e regulação de recursos hídricos, sendo que as referências bibliográficas mínimas estão disponíveis no site da UNESP.

Segundo o cronograma da seleção, as inscrições serão homologadas em 24 de maio e o resultado após os recursos será divulgado em 3 de junho. A prova de conhecimentos específicos acontecerá em 15 de junho e o gabarito sairá em 17 de junho. O resultado após os recursos está previsto para 26 de junho. No caso da prova de títulos e das propostas de projetos de pesquisa, as notas serão divulgadas em 8 de julho e o resultado após os recursos sairá em 15 de julho, mesmo dia em que será publicado o resultado final. As matrículas vão de 22 a 26 de julho e as aulas começarão em 12 de agosto em cada universidade participante do ProfÁgua.

Informações

Para mais informações sobre o processo seletivo do ProfÁgua os candidatos podem entrar em contato pelo e-mail profagua@unesp.br.

Vagas oferecidas por universidade

INSTITUIÇÃO CAMPUS VAGAS
Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Manaus (AM) 14
Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Parintins (AM) 6
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Rio de Janeiro (RJ) 20
Universidade Federal da Bahia (UFBA) Salvador (BA) 16
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Sumé (PB) 20
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Recife (PE) 16
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Porto Alegre (RS) 16
Universidade Federal de Roraima (UFRR) Boa Vista (RR) 20
Universidade de Brasília (UnB) Planaltina (DF) 20
Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Cuiabá (MT) 20
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) Ilha Solteira (SP) 28
Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) Itabira (MG) 20
Universidade Federal de Rondônia (UNIR) Ji-Paraná (RO) 20
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Campo Mourão (PR) 20

Capacitação

Segundo a Lei nº 9.984/2000, que criou a ANA, cabe à instituição estimular a pesquisa e a capacitação de recursos humanos para a gestão de recursos hídricos. Por isso, a Agência oferece cursos continuamente para representantes de entidades que integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e para a sociedade em geral. Para saber mais, acesse o Portal Capacitação para a Gestão das Águas. A página oferece cursos gratuitos nas modalidades presencial, semipresencial e ensino a distância (EaD), todos eles com direito a certificado para quem conclui as atividades com o aproveitamento mínimo exigido.



Sobre o Blog

Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


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