Arquivos Educação - Blog do Callado

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Ricardo Callado22/07/20196min

O Tribunal de Contas do Distrito Federal está monitorando as ações implementadas pela Secretaria de Educação nos últimos quatro anos para melhorar a oferta e distribuição de professores nas escolas da rede pública. Desde junho, o corpo técnico do TCDF está realizando o monitoramento em campo. O intuito é verificar se foram cumpridas determinações feitas pela Corte desde 2015, após a realização de uma auditoria operacional que constatou diversas falhas na gestão do pessoal de magistério.

Além de visitar unidades de ensino que foram parte da amostra da auditoria de 2015, o Tribunal enviou aos gestores das mais de 600 escolas públicas do DF um questionário eletrônico para buscar informações atualizadas sobre questões como absenteísmo, afastamentos e carência de docentes, entre outras. O levantamento também inclui consultas a dois sistemas da Secretaria de Educação: o Sistema Integrado de Gestão de Pessoas – SIGEP e o Sistema de Gestão de Professores Substitutos (GESPRO).

Achados

A auditoria operacional realizada em 2015 apontou nove falhas na gestão de professores. Constatou-se, por exemplo, que a Secretaria de Educação do DF não dispunha de uma política estruturada para realizar a reposição de professores e orientadores educacionais, que ocorria de forma descontinuada. Os concursos públicos para magistério, quando realizados, não eram capazes de suprir o déficit de profissionais do quadro permanente. Quanto à contratação de professores temporários, a auditoria apontou falhas no planejamento e no atendimento das demandas, decorrentes da inexistência de planejamento (estudos e diagnósticos da demanda) para composição dos bancos de temporários das Coordenações Regionais de Ensino.

Outra falha detectada pela auditoria era que a carga horária dos professores destinada à regência de classe era alocada de forma ineficiente. Apenas 19,51% dos professores possuíam 100% da carga de regência efetivamente aproveitada em sala de aula. Além disso, pelo menos uma em cada cinco escolas da amostra de 2015 não tinha nenhum orientador educacional e, dentre as escolas que contavam com esse profissional, 55% tinham quantidade insuficiente deles. Somado a isso, havia alto índice de professores alocados em atividades não-pedagógicas ou cedidos a outros órgãos.

Também havia necessidade de solucionar questões relacionadas ao gerenciamento de professores readaptados ou afastados por motivo de saúde. A auditoria apontou a ausência de informações consolidadas e completas relativas à unidade escolar de lotação e atividades desenvolvidas pelos profissionais readaptados, bem como a inexistência de regulamentação sobre a distribuição e remoção desses profissionais. Da mesma forma, a SEDF não tinha um mapeamento fidedigno dos afastamentos por doença que pudesse servir de suporte ao planejamento de políticas eficazes de promoção e preservação da saúde dos profissionais de magistério.

Por fim, a auditoria mostrou falhas nos procedimentos de registro e de reposição de professores afastados por doença. A reposição dos profissionais afastados estava sendo realizada de forma ineficaz. Constatou-se que o sistema de abertura de carência não era assiduamente alimentado e o encaminhamento do professor temporário não era feito de forma tempestiva, levando à necessidade de substituição por coordenadores pedagógicos e pela equipe de direção da escola ou até mesmo liberação de alunos.

Monitoramento

No levantamento atual, o Tribunal busca avaliar o cumprimento de 27 determinações feitas após a auditoria, agrupadas em quatro questões: se a Secretaria de Educação adotou medidas para aprimorar o planejamento gerencial da gestão de pessoas e se mantém quadro de professores compatível com a demanda das escolas; que medidas foram tomadas para melhorar o aproveitamento e a alocação dos profissionais de magistério; se houve adequação dos sistemas informatizados e aperfeiçoamento da cobertura de carências por professores temporários; e o que foi feito para adequar as atividades destinadas à prevenção da saúde dos profissionais de magistério. A expectativa é que o relatório de monitoramento seja submetido ao Plenário ainda no segundo semestre de 2019.


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Ricardo Callado19/07/20193min

Por Mariana Tokarnia

 A partir de hoje (19), todos os candidatos que estão na lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) deverão ir às instituições de ensino superior privadas onde concorrem a uma vaga apresentar a documentação de comprovação das informações prestadas na inscrição.
O prazo para que os candidatos que compareçam às faculdades vai até 22 de julho. A lista com a documentação necessária está disponível na página do ProUni.

Desde ontem (18), a lista de espera está disponível para consulta pelas instituições. A lista contém a classificação dos estudantes por curso e turno, segundo as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018.

A lista de espera será usada pelas próprias instituições para preencher as bolsas de estudos que não foram ocupadas nas duas chamadas regulares do programa.

Bolsas de estudo

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que participaram do Enem 2018.

Os estudantes devem ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais. É preciso ainda ter obtido nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem.

Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.


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Ricardo Callado18/07/20193min

Por Mariana Tokarnia

A partir de hoje (18), a lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) estará disponível para consulta pelas instituições de ensino superior privadas participantes do programa.
Todos os candidatos que estão na lista deverão ir às instituições  apresentar a documentação de comprovação das informações prestadas na inscrição.

A lista de espera do Prouni estará à disposição das instituições com a classificação dos estudantes por curso e turno, segundo as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018.

O prazo para que os candidatos que integram a lista compareçam às faculdades onde concorrem a uma vaga começa amanhã (19) e vai 22 de julho. A lista com a documentação necessária está disponível na página do ProUni.

A lista de espera será, então, usada pelas próprias instituições para preencher as bolsas de estudos que não foram ocupadas nas duas chamadas regulares do programa.

ProUni

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que participaram do Enem 2018.

Os estudantes devem ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais. É preciso ainda ter obtido nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem.

Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.


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Ricardo Callado17/07/20196min

Por Mariana Tokarnia

O Ministério da Educação (MEC) quer criar um fundo de natureza privada, cujas cotas serão negociadas na Bolsa de Valores, para financiar as universidades e institutos federais. Esse fundo contará, inicialmente, com R$ 102,6 bilhões. A maior parte desses recursos, R$ 50 bilhões, virá do patrimônio da União. A intenção é que esse esses recursos financiem pesquisa, inovação, empreendedorismo e internacionalização das instituições de ensino.
O fundo é a principal estratégia do programa Future-se, apresentado hoje (17) pelo MEC. O fundo será composto ainda por R$ 33 bilhões de fundos constitucionais, por R$ 17,7 bilhões provenientes de recursos angariados com leis de incentivos fiscais e depósitos à vista, por R$ 1,2 bilhão de recursos da cultura e por R$ 700 milhões provenientes da utilização econômica do espaço público e fundos patrimoniais.

Os recursos serão voltados para a instalação de centros de pesquisa e inovação, bem como parques tecnológicos; assegurar ambiente de negócios; criação de startups, ou seja, de empresas com base tecnológica; aproximar as instituições das empresas; estimular intercâmbio de estudantes e professores, com foco na pesquisa aplicada; firmar parcerias com instituições privadas para promover publicações de periódicos fora do país; entre outras ações.

A intenção que essas ações gerem também recursos que serão remetidos ao fundo e também às instituições e aos próprios pesquisadores. A adesão das universidades e institutos será voluntária. O MEC não detalhou os critérios de distribuição de recusos entre as instiuições.

“A gente quer premiar as boas práticas, a gente não acredita no assistencialismo, quer premiar a cultura do esforço, quer premiar o bom desempenho, por isso estamos lançando esse programa. A gente quer permitir que se formem cada vez mais talentos e quer reter esses talentos”, disse o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa.

Como funciona o fundo

O fundo será composto principalmente pelo patrimônio da União, como terrenos que foram, segundo Barbosa, cedidos pelo Ministério da Economia para esse fim. Por isso, os recursos serão integralizado com fundos de investimento imobiliário.

“Isso que hoje é despesa vai virar receita para o fundo do Future-se”, destacou Barbosa. “O que a gente ganha a partir do momento que transforma esse terreno em cotas [é] que o setor empresarial constrói um shopping, isso vira sociedade de propósito específico, vira um shopping. Um terreno construído vai ser valorizado, então as cotas [se] valorizam. O dinheiro aumenta, e a própria rentabilidade das salas comerciais vai agregar valor a esse programa. Volta tudo para o Future-se”, explicou.

Esse fundo de rendimento multimercado poderá também receber investimentos, segundo o secretário, de interessados, por exemplo em realizar pesquisas na Amazônia. “Esse fundo vai ter política de investimento, vai ter regulamento, vai estar disposto sobre os riscos, tudo será transparente”, diz.

Organizações sociais

De acordo com o MEC, a operacionalização do Future-se ocorrerá por meio de contratos de gestão firmados pela União e pela instituição de ensino com organizações sociais (OSs). As OSs são entidades de caráter privado que recebem o status “social” ao comprovar eficácia e fins sociais, entre outros requisitos.

Os contratos de gestão poderão ser celebrados com organizações sociais já qualificadas pelo MEC. Além disso, as fundações de apoio poderão ser qualificadas como organizações sociais.

A organização social contratada, segundo a pasta, poderá manter escritórios, representações, dependências e filiais em outras unidades da Federação. A instituição de ensino pode viabilizar a instalação física em suas dependências.

Sem mensalidade

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, garantiu que a proposta não inclui a cobrança de mensalidade nas graduações das instituições públicas. “[As instituições] continuarão públicas e os estudantes NÃO pagarão pela graduação”, disse em publicação no Twitter.

A proposta será disponibilizada nesta quarta-feira para consulta pública. A sociedade poderá colaborar com sugestões até o dia 7 de agosto. O MEC irá, então, submeter ao Congresso Nacional um projeto de lei para viabilizar as mudanças. As universidades seguirão, segundo a pasta, contando com o orçamento público.


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Ricardo Callado17/07/20197min
Foto: Vinícius Melo / Agência Brasília
Candidatos da capital terão a oportunidade de ingressar em instituições públicas e privadas do Brasil e de Portugal

Por Jéssica Antunes

Maior porta de entrada para o ensino superior do País, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 está chegando. A partir dele, 95.862 estudantes inscritos no Distrito Federal terão a oportunidade de ingressar em instituições públicas e privadas do Brasil e de Portugal.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prepara a aplicação das provas, que vai acontecer nos dias 3 e 10 de novembro. Na rede pública, alunos passarão por simulado.

“A rede da capital tem currículo próprio, mas completamente alinhado à Base Nacional Comum Curricular, e prepara diariamente os estudantes para esse momento que não é o único, mas que precisa evidenciar as aprendizagens em uma prova”, explica o subsecretário de Educação Básica da Secretaria de Educação do DF, Helber Vieira.

A principal ação pré-prova é o simulado feito anualmente para toda a rede antes do Enem. “É momento de o estudante que nunca participou experiencie e, ao mesmo tempo, lançamos os resultados para que os professores possam trabalhar com as principais dificuldades identificadas.”

Preparação 

Aos 19 anos, Eduarda Alves é pura ansiedade. No último ano do ensino regular, a aluna do Centro Educacional 6 de Taguatinga ainda tem dúvida de qual curso superior vai fazer, mas garante que dará o melhor de si para conseguir uma vaga. Essa será a primeira experiência com a prova que sua irmã realizou no passado.

“Estou estudando muito. Na escola é praticamente preparação pura, com matérias focadas no exame. Temos praticado muita redação, que conta muito na prova”, diz.  Ela se divide entre estudos e trabalho, mas o tempo livre é de cara nos livros. “Estou com medo, mas sei que eu posso. Estou focada nisso, sei que tenho capacidade e posso conseguir”, assegura. Mulheres como Eduarda são maioria entre os candidatos: elas compreendem 59% do total.

Estudante do Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), Lucas Leite fará a prova pela primeira vez como treineiro para experimentar a rotina de candidato, conhecer o formato do conteúdo cobrado no exame e para autoavaliar os conhecimentos. Como ele, são  8,3% dos inscritos na capital. Aos 16 anos, ele só finalizará a educação básica em 2020, mas já está de olho na melhor preparação para conquistar a vaga quando chegar sua vez.

O aluno acredita que experiência e conteúdo alinhados podem ser o caminho para chegar ao ensino superior.  O objetivo é seguir o ramo de arquitetura, já que tem afinidade com cálculos. “Espero uma prova bem difícil, mas tenho me esforçado para ter um bom desempenho: revisando matérias de exatas e humanas, acompanhando atualidades.”  Na escola, o morador de Vicente Pires diz ter suporte.

“Os professores são bem qualificados para passar toda a matéria que pode cair. Por ser um exame que engloba todo o Ensino Médio, às vezes não coincide com o conteúdo que estamos tendo na escola, mas o trabalho é muito voltado para o Enem e PAS (Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília)”, revela.

Jovens entre 17 e 19 anos representam 42,7% do total dos concorrentes. Os que têm entre 21 e 30 anos são 28,2%. A faixa etária menos comum é a de jovens menores de 16 anos, que compreendem 1,6% do total. Com relação à escolaridade, 62,7% dos que farão o Enem no DF já concluíram o ensino médio, enquanto 36,7% ainda estão em algum dos três anos finais.

A prova

No primeiro dia, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias, com duração de 5h30. No segundo domingo, será a vez das questões de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias, com meia hora a menos.

A edição deste ano contará com espaço com linhas para rascunho da redação e para cálculos no final do caderno de questões. Para garantir segurança, lanches levados pelos candidatos serão revistados.

Os candidatos podem utilizar a nota para se inscreverem em programas como o Sistema de Seleção Unificada (SiSU), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O desempenho também conta para estudar em Portugal, onde 37 universidades já aceitam os resultados do exame como forma de acesso aos cursos.

Serviço 

Provas: 3 e 10 de novembro

Gabarito: 13 de novembro

Resultado individual: janeiro de 2020


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Ricardo Callado15/07/20194min

Um resultado de 91% de aproveitamento no SAT (Scholastic Assessment Test) não era o que Maria Eduarda Mochinski, de 16 anos, esperava quando resolveu fazer pela primeira vez o teste necessário para ingresso nas universidades americanas. A aluna do segundo ano do Ensino Médio no Colégio Positivo Internacional, em Curitiba (PR), conquistou pontuação 1.460 de 1.600 na prova – que é vista como o Enem americano. Com esse resultado, Maria Eduarda poderia ser aceita, por exemplo, em universidades como a Boston CollegeUniversity of MichiganUniversity of California ou Johns Hopkins University, que têm notas de corte iguais ou inferiores a esse número.

“Fiquei muito feliz com o resultado. Nos simulados que o colégio aplica, minha maior nota foi 1.460, então esperava uma nota boa, mas não sabia que conseguiria uma nota tão alta no teste oficial”, revela Maria Eduarda. Ela ainda não sabe qual curso pretende fazer, mas conta que prefere as disciplinas da área de exatas – gosto comprovado pela pontuação de 770 do total de 800 na sessão de matemática da prova. Segundo estatísticas da plataforma PrepScholar, entre os 1,67 milhão de candidatos que realizaram o SAT, apenas 4% conquistaram nota igual ou superior a de Maria Eduarda.

Quanto à preparação para chegar a esse resultado, Maria Eduarda conta que o preparatório oferecido pelo Positivo Internacional foi parte fundamental de seus estudos, além de se dedicar também em casa, com materiais sugeridos pelos professores. E sobre ir para o exterior, Maria Eduarda diz que a prioridade entre ir e ficar depende principalmente entre conseguir uma bolsa em uma universidade boa, mas que não tem problemas com a distância: “seria um pouco triste deixar meus amigos, mas tenho facilidade para fazer novas amizades”.

A mãe de Maria Eduarda, Viviane Fernández Dall Negro, conta que sua filha estuda no Colégio Positivo desde a Educação Infantil, e que está no Positivo Internacional desde que o colégio foi criado, em 2013. “Estudar fora é uma opção, mas não descartamos escolher boas universidades aqui no Brasil. Primeiro, ela precisa terminar o Ensino Médio com o diploma IB”, declara. “Com o programa IB temos a oportunidade de estudar em inglês, o que acho que ajudou muito no SAT. O programa em si é muito interessante porque traz uma visão diferente, os conteúdos são mais aprofundados do que no ensino regular”, explica Maria Eduarda.

O diploma IB (ou IB Diploma Programme) é um currículo educacional de dois anos, destinado a jovens entre 16 e 19 anos, que oferece uma qualificação que facilita a entrada de estudantes em universidades do mundo todo. O diretor do Colégio Positivo Internacional, Pedro Daniel Oliveira, conta que o programa fornece ao aluno habilidades e competências acadêmicas que são cruciais para o sucesso na admissão nas universidades e sucesso acadêmico, uma vez admitidos. “Alunos com IB Diploma tendem a ter melhores performances – e é por isso que as universidades os aceitam com mais frequência que os alunos regulares”, explica. No mundo, 4,7 mil instituições de ensino de 140 países oferecem o programa. No Brasil, existem 35 escolas participantes.


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Ricardo Callado15/07/20193min

Por Mariana Tokarnia

Começa hoje (15) e vai até amanhã (16) o prazo para participar da lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A adesão é feita na página do programa, pela internet.

Podem participar da lista de espera os candidatos que não foram selecionados na primeira opção de curso feita na hora da inscrição em nenhuma das duas chamadas regulares do programa.

Além disso, podem participar aqueles que foram selecionados para a segunda opção, mas cuja turma não foi formada. Esses estudantes concorrem a vagas para a primeira opção de curso.

Podem concorrer a vagas para a segunda opção de curso aqueles cujas turmas da primeira opção não foram formadas ou as bolsas da primeira opção não foram disponibilizadas.

A relação dos candidatos em lista de espera será divulgada no dia 18.

Todos os candidatos participantes da lista terão que comparecer, entre os dias 19 e 22 de julho, às respectivas instituições para apresentar a documentação para comprovação das informações prestadas na inscrição.

A lista de espera será usada pelas instituições de ensino para preencher as vagas que, após a primeira e a segunda chamadas, permanecerem disponíveis.

Bolsas de estudo

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo.

As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para  candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018.

Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais.

É preciso ter obtido ainda nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem. Também podem se inscrever no programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.


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Ricardo Callado14/07/20194min
Os oito jovens do nono ano fazem prova na terça-feira

Por Kamilla Cerbino

Oito alunos do Colégio Logosófico, em Brasília, vão representar o Brasil na segunda etapa da Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras (OIMSF), no Japão. Os jovens, todos de 14 anos, fazem prova na terça-feira (16), em Fukuoka.

Os estudantes cursam o nono ano e conquistaram o primeiro lugar na etapa estadual e nacional da olimpíada, que deu a eles a vaga para a segunda etapa fora do país. Eles embarcam na quinta-feira (11) rumo ao Japão.

Antes de emabarcarem, os alunos conversaram com a Agência Brasil. Rodrigo de Moraes conta que está se preparando para a próxima etapa e está bastante ansioso para a viagem: “estou fazendo exercícios e controlando o tempo para responder às questões de maneira rápida”.

Tauã Valentim participa pela primeira vez do evento internacional e disse que, apesar do nervosismo, pretende fazer uma boa prova. “Me sinto nervoso por estar participando de uma competição tão grande, mas confiante para trazer um bom resultado”.

A jovem Luana Anghero Rosa Lopes acredita que a competição agrega experiência para sua vida acadêmica e sente o peso de representar o país no exterior. “É uma responsabilidade muito grande, fazer parte dessa competição’’.

Em sua primeira participação no evento, a estudante Thais Yuki Okada falou da ansiedade que sente não só por representar o Brasil, mas também por viajar pela primeira vez ao Japão, onde seus pais nasceram. “Vou ter a oportunidade de conhecer o país em que meus pais nasceram”, disse ao acrescentar: “sinto uma grande responsabilidade e ansiedade por representar, não só a capital, mas o Brasil”.

O professor de matemática Vitor Taliel de Oliveira acompanha os jovens na viagem e contou à Agência Brasil como foi a preparação para a etapa no Japão. “Após a aprovação da primeira fase, fizemos um roteiro de estudos, revisado o conteúdo e mostrando conteúdo que eles ainda não tinham visto”. Ele confia que os alunos vão trazer bons resultados para o Brasil: “são alunos bastante dedicados, por isso acredito no bom resultado deles no Japão”.

De acordo com a diretora do Colégio Logosófico, Lúcia Maria Soares de Andrade, a escola participa da competição há quatro anos e sempre traz bons resultados. “Os alunos sempre participaram dessa Olimpíada, desde o sexto ano, e sempre receberam medalhas”. Para Lúcia, a confiança nos alunos é fundamental: “pretendemos trabalhar, com as próximas turmas, a mesma confiança que essa turma teve’’.

A premiação da Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras será na sexta-feira (19). Após a premiação, a delegação brasileira retorna ao Brasil.


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Ricardo Callado11/07/20193min

Os candidatos pré-selecionados no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm até as 23h59 desta sexta-feira (12), para complementar a inscrição no site do programa na internet.

Para garantir a vaga, o candidato deve prestar informações como nome do fiador, caso seja necessário, e o percentual de financiamento.

A relação com os pré-selecionados já está disponível no site do Fies. Ela foi divulgada na última terça-feira (9).

Caso o candidato perca o prazo, as vagas ficarão disponíveis na lista de espera, para todos os candidatos não contemplados na primeira fase.

A lista serve para que esses estudantes tenham a oportunidade de preencher vagas que não forem ocupadas. Essa etapa ocorre de 15 de julho a 23 de agosto.

Para a segunda edição do ano, 46,6 mil vagas foram ofertadas em 1.756 instituições de ensino privadas de todo país.

Com financiamento a juros zero, o Fies é voltado para estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos.

Para concorrer ao financiamento, o candidato precisa ter feito qualquer uma das últimas dez edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado média igual ou superior a 450 pontos nas questões e não ter zerado a redação.

P-Fies

Saiu também o resultado para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies). Diferentemente do Fies, no P-Fies os juros são variáveis e as condições são definidas pela instituição de ensino e pelo banco. Para participar, o estudante precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa até cinco salários mínimos.

Os aprovados no P-Fies devem comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição com a qual fechará o contrato para validar suas informações. O P-Fies é por chamada única, sem lista de espera.


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Ricardo Callado05/07/20195min

Por Mariana Tokarnia

A Universidade de Brasília (UnB) deixará de adotar o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) a partir de 2020. O Exame Nacional do Ensino Medio (Enem), no entanto, não deixará de ser usado pela instituição. A diferença é que agora, os estudantes que quiserem concorrer a uma vaga na universidade deverão se inscrever em edital próprio da UnB e indicar o Enem como critério classificatório.

De acordo com a UnB, a nova seleção manterá o mesmo quantitativo de vagas que eram destinadas ao Sisu e será usada já no primeiro semestre do ano que vem. A inscrição para esse processo será gratuita, uma vez que o estudante já pagou para fazer a prova do Enem.

A publicação do edital ainda não tem data prevista. A mudança foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) em reunião no dia 27 de junho.

A UnB passou a adotar o Sisu em 2014 ofertando pelo sistema metade das vagas do processo seletivo do primeiro semestre, o que equivale a 25% do total de vagas ofertadas no ano pela universidade.

O Sisu é um programa do Ministério da Educação (MEC), que centraliza, duas vezes por ano, a oferta de vagas em instituições públicas de ensino superior. Para participar, o estudante precisa ter feito o Enem e não ter zerado a redação. Cada candidato pode escolher até duas opções de curso, que podem ser alteradas até o final do período de inscrição. Uma vez por dia, o sistema calcula a nota de corte com base nas inscrições feitas até então.

De acordo com nota divulgada pela UnB, há incompatibilidade entre o calendário acadêmico da universidade e o que é estabelecido pelo MEC. Segundo a instituição, o registro precisava ser feito em um prazo curtíssimo, o que sobrecarregava as áreas técnicas e entrava em conflito com outros processos seletivos da universidade.

Outro problema é o não preenchimento de todas as vagas oferecidas pelo Sisu, sendo necessárias várias chamadas, o que prejudica o início do semestre letivo. Além disso, de acordo com a UnB, a evasão entre os estudantes que ingressam via Sisu é maior. Após o primeiro ano na universidade, a permanência de calouros que ingressaram por outros processos seletivos é de mais de 90%. No caso do Sisu, esse índice é até 20% mais baixo.

Fim do SisUnB

Além do ingresso pelo Enem, os estudantes podem concorrer a vagas na Unb pelo Programa de Avaliação Seriada (PAS), que é realizado ao longo dos três anos do ensino médio regular pelo vestibular. Os estudantes podem ingressar pelo PAS tanto no primeiro quanto no segundo semestre letivo. Metade das vagas ofertadas no ano são preenchidas por candidatos do PAS.

Já o vestibular é realizado apenas para ingresso no segundo semestre letivo e é reponsável pelo preenchimento de 25% das vagas ofertadas no ano pela UnB.

Com a nota em mãos, os estudantes que participavam da terceira etapa do PAS e do vestibular podiam ainda ingressar pelo chamado SISUnB, que funcionava de forma semelhante ao Sisu. Ou seja, o estudante tinha um período para verificar se poderia ser aprovado para o curso de preferência ou não e podia mudar a opção de curso, turno ou campus para aumentar as chances de ser aprovado.

O Cepe aprovou o fim da possibilidade dessas mudanças nesses dois processos seletivos. Os candidatos deverão indicar, na inscrição, o curso que pretendem cursar e o SiSUnB não será mais utilizado.



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