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Ricardo Callado16/11/20196min

Empresa vai gerar 130 novos postos de trabalho. Desconto no ICMS chegará 67% e já reflete em investimentos

Criado em meados abril para incentivar os investimentos no Distrito Federal, o programa Emprega DF começa a sair do papel. O grupo empresarial SKS foi o primeiro a assinar contrato com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e garantiu um desconto de 67% no Imposto de sobre a Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) a ser pago pela empresa.

Em troca do benefício, a companhia aumentará de 30 para 160 o número de funcionários com carteira assinada encarregados de montar estruturas de aço utilizadas na construção civil. Com o benefício, a SKS Industria, Comércio e Serviços para Construção LTDA espera aumentar tal produção para 430 toneladas/dia. O grupo empresarial é formado por cinco empresas, cada uma encarregada de um segmento do negócio.

Mil novos empregos

Instalada em Brasília desde 2000, a indústria produz 380 toneladas por dia de vergalhões, telas, treliças, espaçadores e outras estruturas usadas em obras civis que estão em curso nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A fábrica opera em terreno próprio de 40 mil metros quadrados e 20 mil metros de área construída. O grupo SKS também atua no mercado imobiliário e no ramo de mineração.

A previsão de faturamento da empresa no primeiro ano da aplicação do benefício é de R$ 12,6 milhões. O ICMS pago ao estado já com o desconto de 67% será de R$ 233 mil, o que representa uma economia de aproximadamente R$ 470 mil ao ano.

A dona da SKS é Vera Lúcia Sarkis, mas a empresa é tocada por seu filho Juscelino. Na presidência da companhia, ele prevê um crescimento de, no mínimo, 10% no próximo ano, o que possibilitará investimentos em uma nova linha de produção até 2021.

A economia com o programa teve consequência e a SKS começou a construir uma clínica de saúde na mesma área para atender a funcionários e familiares dos trabalhadores. “Nossos funcionários já contam com plano de saúde, mas a ideia é oferecer suporte médico e psicológico também para seus familiares e, assim, garantir-lhes mais qualidade de vida”, explica Juscelino Sarkis.

O empresário acrescenta que o programa sai do papel em um momento importante para a empresa, que chegou a receber propostas para se instalar em estados vizinhos. “Desde de 2012 viemos buscando um benefício fiscal para expansão da empresa. Investimos alto na construção um novo galpão, compra de máquinas e de material”, explica o empresário.

Emprega DF

Desde que o programa foi lançado, as secretarias de Desenvolvimento e de Economia já receberam nove propostas de grandes empresas pleiteando os benefícios oferecidos. A concessão do Emprega DF requer a apresentação, à SDE, de um projeto de viabilidade técnica, econômica e financeira simplificado (PVTEFS).

O projeto precisa conter informações consistentes sobre o ramo de atuação, metas de emprego, previsão de faturamento e ações de responsabilidade ambiental e social da empresa.

O formulário para quem pretende participar do Emprega DF  está disponível na página da SDE (www.wsde.df.gov.br). Depois de preenchido, basta entregar o projeto pessoalmente, sem rasuras, e com documentação anexada à SDE (Setor Comercial Norte, Quadra 2, Bloco C, número 900).

 


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Ricardo Callado13/11/20195min
(Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília)

Pouco mais de 6,6 mil empresas devedoras foram notificadas pela Receita do DF. Prazo acaba dia 23/12. Do contrário, serão excluídas do cadastro distrital

Os microempresários e os empresários de pequeno porte do Distrito Federal optantes do Simples Nacional devem ficar atentos aos comunicados emitidos pela Secretaria de Economia do Distrito Federal (SEEC).

Um total de 6.664 empresas integrantes do Simples Nacional foram notificadas à regularizarem suas pendências junto à Receita do DF. Elas têm até o dia 23 de dezembro para se manifestarem. Caso não regularizem sua situação, serão excluídas do cadastro distrital a partir de janeiro de 2020.

Os comunicados foram enviados aos contribuintes eletronicamente para o Domicílio Fiscal Eletrônico. Das empresas notificadas, 4.845 estão com débitos em aberto que totalizam uma dívida de R$ 63.236.777,65. Outras 1.819 estão com pendências cadastrais, que incluem problemas como inscrição cancelada ou com baixa indeferida.

As empresas que estão com pendências de pagamento podem fazer a negociação para quitar os débitos à vista ou parcelá-los em até 60 vezes, com parcela mínima de R$ 158,89.

Já as que possuem problemas no cadastro devem reativar sua inscrição ou solicitar a baixa. As negociações podem ser feitas virtualmente, pelo endereço agnet.fazenda.df.gov.br ou em uma das agências da Receita do DF.

O Simples Nacional é a abreviação de “Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte”. Com ele, as empresas têm uma série de benefícios, como a unificação de impostos e a redução da carga tributária.

Ao invés de pagar uma série de impostos separadamente, é emitido um Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) que engloba impostos municipais, estaduais e federais. Ao todo, são emitidos 8 tributos em uma única guia.

Para ser enquadrada nesta condição especial, as microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) precisam ter renda entre 360.000,00 e 3.600.000,00 para fins de incidência do ICMS e ISS. No caso dos outros tributos a renda vai até 4.800.000,00.

Segunda chance

Esta é a segunda vez que a Secretaria de Economia (SEEC) notifica os optantes do Simples Nacional no DF. Em setembro havia 7.147 empresas com pendência, sendo que 33% delas negociaram seus débitos. Com a iniciativa foram arrecadados R$ 3,4 milhões.


Débitos das empresas do DF optantes do Simples Nacional

Espécie do débito Valor total – Devido hoje 
Dívida Ativa                 56.358.761,85
Outros                   2.386.936,86
IPVA                   2.281.376,93
IPTU                       995.177,24
ICMS                       713.622,01
TLP                       326.163,20
ISS                       144.193,48
ITBI/ITCD                         30.546,08
Total  63.236.777,65

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Ricardo Callado10/11/20196min

Levantamento foi realizado pelo Inper com 1.287 empreendedores

Por Kelly Oliveira

A carga tributária é o principal entrave para a evolução de pequenos e médios negócios no Brasil. A avaliação de empreendedores dos setores de comércio, indústria e serviços consta de levantamento realizado pelo Centro de Estudos em Negócios do Insper, com apoio do Santander.

Os impostos foram citados como o maior empecilho para o avanço de negócios na opinião de 47,7% dos empresários. Taxa de juros apareceu em segundo lugar, com 20,6%. Em seguida, ficaram inadimplência (14,9%), encargos trabalhistas (14,2%) e taxa de câmbio (2,6%).

COMÉRCIO

INDÚSTRIA

SERVIÇOS

TOTAL GERAL

Carga tributária

46,3%

48,4%

49,9%

47,7%

Encargos trabalhistas

15,2%

9,9%

14,9%

14,2%

Taxa de juros

21,1%

22,5%

18,6%

20,6%

Taxa de câmbio

3,2%

2,3%

1,6%

2,6%

Inadimplência

14,2%

16,9%

15,1%

14,9%

“O problema fiscal se apresenta nas suas duas dimensões para os empresários de pequenas e médias empresas. Por um lado, acreditam que a aprovação da Previdência terá impacto positivo no seu negócio. E, por outro lado, apontam a carga tributária como o maior empecilho de natureza macroeconômica para a evolução do seu negócio”, afirma Gino Olivares, professor do Insper e pesquisador responsável pelo Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN). Para ele, “ambas dimensões apontam para a conveniência de resolver os problemas estruturais das finanças públicas brasileiras.”

“Adicionalmente, os entrevistados se mostram ainda muito reticentes a considerar oportunidades de negócio no exterior. As respostas apontam a conveniência de oferecer mais informação e suporte às empresas sobre a alternativa de encarar o mercado internacional”, acrescenta Olivares. “Por último, mas não menos importante, os empresários entrevistados mostraram expectativa de um faturamento no quarto trimestre superior ao do ano passado.”

Reforma da Previdência

Para 26,6% dos empreendedores entrevistados semanas antes da aprovação do texto no Congresso, o projeto terá pouco impacto nos negócios. Outros 17,6% consideraram que resultará em muito impacto e, na opinião de 19,9%, não haverá nenhum. A reforma foi vista como irrelevante por 13,9% deles. Não souberam responder ou não opinaram 22% deles.

Faturamento

Em relação ao faturamento, mais da metade mostrou esperar crescimento neste último trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado. Uma fatia de 41,2% tem a expectativa de ligeiro aumento e outra, de 16%, de forte aumento. Para 22%, o resultado será igual. Já 15,3% trabalham com a possibilidade de uma ligeira queda e outros 5,5%, de uma forte queda.

Investimentos no exterior

Em relação ao cenário externo, apesar de conflitos comerciais entre países, 25,4% avaliaram como viável investir em oportunidades fora do Brasil. Em outra direção, 19,7% trataram o movimento como inviável, por ser muito arriscado. A maioria, no entanto, nunca parou para analisar o tema (55%).

Os dados foram obtidos por meio de entrevistas telefônicas com 1.287 pequenos e médios empresários, de 16 a 20 de setembro deste ano. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

 


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Ricardo Callado08/11/20196min
Presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa

Resultado alcança R$ 121,9 milhões no terceiro trimestre de 2019

O Banco de Brasília (BRB) alcançou lucro líquido recorrente de R$ 121,9 milhões no terceiro trimestre de 2019. O número representa crescimento de 129,3% em relação ao mesmo período de 2018. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio foi de 21,8%. No período de nove meses, o lucro líquido atingiu R$ 282,8 milhões, evolução de 50,0% quando comparado ao mesmo período do ano passado. O crescimento no lucro líquido recorrente foi gerado pelo aumento da margem financeira, avanço das receitas com tarifas e prestação de serviços, redução das despesas com devedores duvidosos e controle de gastos das despesas com pessoal e administrativas.

Segundo o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, “os resultados alcançados nos nove meses de 2019 refletem um novo posicionamento estratégico do BRB, mais competitivo, digital e focado em aprofundar o relacionamento com seus clientes pessoa física e jurídica”.

“O Banco está ao lado do setor produtivo, oferecendo opções de financiamento atrativas, e do brasiliense, ajudando na realização dos seus objetivos”, disse Paulo Henrique Costa.

A carteira de crédito ampla chegou a R$ 10,1 bilhões – o maior nível da história do BRB – e apresentou crescimento de 12,4% em 12 meses e de 5,9% no trimestre. O principal destaque foi o crédito consignado, cujo saldo alcançou R$ 5,6 bilhões com evolução de 17,8% em 12 meses e de 7,6% no trimestre.

Nos nove meses de 2019, foram contratados cerca de R$ 6,0 bilhões em operações de crédito. O número representa um crescimento de 127,6% comparado ao mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre de 2019, o montante contratado foi de R$ 2,3 bilhões – avanço de 45,3% se comparado com o terceiro trimestre de 2018.

As despesas com provisão para devedores duvidosos foram de R$ 20,8 milhões no terceiro trimestre e R$ 81,8 milhões no período de nove meses, com quedas de 72,6% e 52,0% em relação aos mesmos períodos do ano de 2018, devido à redução na despesa decorreu, substancialmente, da recuperação de créditos inadimplentes e da melhoria da qualidade da carteira de crédito.

Inadimplência

A inadimplência encerrou o terceiro trimestre de 2019 em 2,0%, estável em relação a junho de 2019 e queda de 0,2 p.p. em relação a setembro 2018, e permanece abaixo da média de mercado, de 3,1%. Os ratings de menor risco, de AA-C, aumentaram a sua participação na carteira para 94,5% em setembro 2019.

As receitas com prestação de serviços e tarifas alcançaram R$ 104,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, crescimento de 7,5% ante o mesmo período de 2018 e de 7,8% no trimestre. Nos nove meses de 2019, essas receitas chegaram a R$ 291,6 milhões e evolução de 5,5%, quando comparadas aos nove meses de 2018.

Merecem destaque as receitas com corretagem de seguros e intercâmbio, que cresceram, respectivamente, 19,6% e 7,2%, em relação ao terceiro trimestre de 2018. Na comparação com os noves meses, o incremento foi de, respectivamente, 21,2% e 1,6%.

Controle de despesas

O controle das despesas foi fundamental para a evolução do lucro líquido recorrente do BRB. Os gastos com pessoal tiveram crescimento de 3,5% no terceiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2018, e de 3,7% na comparação dos nove meses, começando a refletir os efeitos do PDVI.

As outras despesas administrativas apresentaram crescimento de 2,4% no terceiro trimestre de 2019, quando comparadas ao terceiro trimestre de 2018, e queda de 2,8% nos nove meses de 2019, ante o mesmo período do ano passado.

Basiléia

O BRB encerrou setembro de 2019 com índice de Basileia de 15,5%, dos quais 13,6% no capital nível I e 1,9% no capital nível II, acima do nível regulatório de 10,5%.

Em setembro de 2019, o BRB possuía um total de 631 mil clientes, crescimento de 1,8% em 12 meses. Os clientes pessoa física representam um total 605 mil, aumento de 1,9% no período. Já os clientes pessoa jurídica são 26 mil, mantendose estáveis em relação aos últimos 12 meses.

O BRB conta com 129 agências distribuídas em todas as regiões do Distrito Federal e entorno, além de presença nos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Ao número de agências, somam-se 137 correspondentes bancários (BRB Conveniência) e 576 ATM próprios, complementados por mais de 23 mil ATM da Rede 24 horas, garantindo ao BRB cobertura de atendimento em todo território nacional.


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Ricardo Callado08/11/20195min

De olho na movimentação dos consumidores e comerciantes com a chegada da Black Friday, que acontecerá dia 29/11, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), através do Procon – autarquia vinculada ao órgão – dá as dicas para quem quer aproveitar o evento sem cair em nenhuma armadilha.

Caso haja descumprimento à oferta, publicidade enganosa, prática abusiva ou qualquer outro desrespeito ao direito do consumidor, é importante que se registre uma denúncia no Procon, nos postos de atendimento, ou por meio do e-mail 151@procon.df.gov.br.

Dicas – O primeiro passo para não ser enganado na Black Friday é realizar um planejamento do que se pretende comprar para não cair em tentação e acabar gastando mais do que pode com ofertas que podem nem ser tão vantajosas.

Indica-se, também, que o consumidor pesquise os preços dos produtos, realize a comparação dos valores e dos aumentos ocorridos perto da Black Friday. É muito comum nessa época do ano o comércio subir o valor dos produtos para depois abaixar o preço, criando a falsa sensação de oferta bem vantajosa.

Outra dica do Procon é a de que o consumidor não caia na tentação da oportunidade única de comprar. Até porque o evento acontece todos os anos e, eventualmente, o comércio realiza liquidações, principalmente, após as festas de fim de ano.

O consumidor deve também estar atento para as políticas de troca e devolução especificadas no ato da compra. O Procon lembra que o prazo legal para o cliente se arrepender da compra é de sete dias a contar da assinatura do contrato ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação ocorrer fora do estabelecimento comercial, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.

É necessário verificar a confiabilidade da marca do produto e da loja que o vende, sendo loja física ou virtual ( site). O consumidor pode verificar a reputação da loja junto aos órgãos de defesa do consumidor e na Junta Comercial do seu estado, assim como pesquisar rankings de reputação em sites, como o www.reclameaqui.com.br e pela plataforma consumidor.gov.br.

É importante, também, que o consumidor fique atento à segurança de seus dados pessoais no momento de comprar estes produtos ofertados pela internet, pois os índices de golpes e fraudes nesta época do ano aumentam significativamente. Ele deve estar atento ao site, observar se possui CNPJ da empresa ou CPF do responsável, se informa o endereço físico e se fornece canal de atendimento ao consumidor (SAC). Veja se o site possui os requisitos mínimos de segurança. A instalação de programas de antivírus e o firewall no computador auxilia a realizar uma compra segura. Estes softwares impedem a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados. Orienta-se que as compras não sejam realizadas em computadores públicos, como em lan houses e cyber cafés, pois pode ser que estes não estejam adequadamente protegidos.


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Ricardo Callado07/11/20194min
Presidente do Sebrae, Carlos Melles

Estudo prevê mais empregos e investimentos nos pequenos negócios

 

O Estudo Sondagem Conjuntural, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com dados de setembro, mostra a retomada do otimismo entre os donos de micro e pequenas empresas.

O percentual daqueles que acreditam na melhoria do cenário econômico cresceu de 56% em agosto para 59% em setembro.

Ainda segundo o levantamento, seis em cada 10 empresários (58%) têm planos de investir no próprio negócio em 12 meses.

A pesquisa ouviu quase 3 mil empreendedores entre os dias 11 e 18 de setembro.

Os dados mostram que 79% dos entrevistados que têm dificuldades em contratar mão de obra especializada optam por contratar pessoas inexperientes e capacitam no próprio estabelecimento.

De acordo com o Sebrae, isso comprova que as micro e pequenas empresas têm sido responsáveis não apenas pela geração de postos de trabalho, mas também pela formação de mão de obra no país.

“A Sondagem Conjuntural mostra que 62% dos empreendedores entrevistados estão na expectativa de aumentar o faturamento e 93% dos que estão otimistas acreditam que o crescimento dos negócios se dará com o governo atual”, diz nota do Sebrae.

Entre os setores mais otimistas destacam-se a construção civil (65%) e empresas de pequeno porte.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, os pequenos negócios têm sido um dos alavancadores da economia no Brasil, pois são eles que estão gerando mais emprego e renda.

“Os donos de micro e pequenas empresas estão confiantes no futuro do país”, afirmou. “Somente este ano, foram mais de 670 mil vagas criadas pelas micro e pequenas empresas, o que representou cerca de 90% do total de postos de trabalho com carteira assinada, superando todo o saldo de 2018”, acrescentou.

Números da pesquisa

– Total recorde de empresários (35%) quer contratar funcionários nos próximos 12 meses.

– O percentual de empresários otimistas com o futuro da economia aumentou de 56% para 59%.

– Este percentual é o terceiro maior da série iniciada em 2017, e superou em 55% o do mesmo mês de 2018.

– O total de empreendedores otimistas em relação ao faturamento de suas empresas subiu para 62%.

– 93% dos otimistas com a economia acreditam que o país irá crescer mais com o governo atual.

-O otimismo é mais expressivo entre as EPP e os que atuam na Construção Civil.

– Cerca de 6 em cada 10 empresários (58%) querem investir nos próximos 12 meses.

– Mais da metade dos entrevistados (51%) disseram ter dificuldades em contratar mão de obra.

– 79% dos empresários têm optado por contratar pessoas inexperientes, capacitando-as no dia a dia da empresa.


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Ricardo Callado31/10/20192min

Total de desocupados é de 12,5 milhões de pessoas

Por Akemi Nitahara

A taxa de desocupação no Brasil fechou o trimestre móvel encerrado em setembro em 11,8%, uma leve queda em relação tanto ao trimestre anterior, finalizado em junho, quando 12% da população estavam sem trabalho, quanto ao trimestre que acabou em setembro do ano passado (11,9%).

Os dados foram apresentados hoje (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

O contingente de desocupados soma 12,5 milhões de pessoas, uma diminuição de 251 mil pessoas. Já a população ocupada atingiu 93,8 milhões, um aumento de 459 mil pessoas.

A população fora da força de trabalho permaneceu estável, com 64,8 milhões de pessoas. Já a taxa de subutilização ficou em 24%, uma redução de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, somando 27,5 milhões de pessoas que gostariam de trabalhar mais horas do que atualmente.

A população desalentada, que são pessoas que desistiram de procurar trabalho, soma 4,7 milhões de pessoas, um recuo de 3,6%.


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Ricardo Callado30/10/201910min

Entre maio e setembro deste ano, saíram 14.792 autorizações para novos negócios; nos mesmos meses do ano passado, 8.496. Programa traz benefícios fiscais e financeiros para estimular a geração de emprego e renda na capital

Por Ana Luiza Vinhote

O programa Emprega DF, lançado em abril deste ano, começar a trazer resultados positivos para a geração de emprego e renda da capital. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o número de licenciamentos para o funcionamento de empresas, por exemplo, aumentou 74% em comparação ao mesmo período de 2018. Entre maio e setembro deste ano, foram 14.792 autorizações para novos negócios. Nos mesmos meses do ano passado, foram apenas 8.496 licenciamentos.

Os técnicos da SDE lembram que nove empresas de grande porte protocolaram seus projetos de viabilidade técnico-econômico-financeira simplificado (PVTEFS) para aderir ao programa – que concede descontos de até 67% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). A principal forma de garantir uma melhor pontuação no programa e, consequentemente, mais desconto no ICMS, é gerando novos empregos.

Além da criação do programa, o fim da Diferença de Alíquota (Difal) no ICMS também contribuiu para o aumento de 17% na aberturas de empreendimentos. Com a medida, as empresas estão desembolsando menos na aquisição de produtos. O reaquecimento da economia fez com que o número de fechamento de  empresas caísse 3,3%. Em 2018 foram 3.510. Já em 2019, exatas 3.392.

Coutinho, da SDE: medidas corajosas – Foto: Agencia Brasilia/Divulgação

Para o secretário da SDE, Ruy Coutinho, o programa e o fim da Difal faz com que o DF cresça economicamente e que as empresas da capital se equalizem com as dos estados vizinhos. “O governador Ibaneis [Rocha} adotou medidas corajosas para facilitar a abertura de empresas, principalmente no que desrespeito à desburocratização. Os resultados revelam uma resposta positiva das medidas adotadas pelo governo”, lembra.

Coutinho lembra que a integração da Junta Comercial, Industrial e de Serviços do DF (Jucis-DF) à estrutura administrativa do governo local também foi essencial para a celeridade dos procedimentos, diminuição da burocracia e do fomento a políticas públicas para o desenvolvimento do empresariado.

Desde que a Jucis-DF passou a fazer parte do GDF, as empresas levam em média apenas quatro horas para serem abertas. Entre julho e outubro deste ano, nasceram 4.772 novos negócios – ou 16% a mais em comparação ao ano passado. A expectativa é que a Junta esteja digitalizada até o fim deste ano.

Outra conquista foi a unificação da base de dados dos três órgãos certificadores do DF:a Jucis-DF, a Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF) e cartórios. A nossa Junta é a única do país a ter esse compartilhamento.

10 diasTempo do processo de abertura na OAB-DF. Antes, demorava até 45 dias.

Na prática, ao abrir uma sociedade de advocacia na OAB-DF e se a Ordem precisar de alguma informação da Jucis, não há necessidade de enviar ofícios pedindo o dado, pois já têm acesso (e vice-versa).

Para dar mais apoio aos empresários, o Banco de Brasília (BRB) ajuda desde a gestão de caixa até aos meios de pagamento. No caso do capital de giro, a taxa praticada é a partir de 0,92%. A mesma é usada no BRB Investimento. Já na Conta Garantida, ela começa em 1.02%. Além das linhas de crédito tradicionais, o banco fechou uma série de parcerias com entidades de diferentes áreas do setor produtivo como forma de fomentar o desenvolvimento econômico, social e humano.

Esse mês, por exemplo, o BRB anunciou uma parceria com a Federação das Indústrias do DF (Fibra)  para oferecer acesso ao crédito e condições diferenciadas a todas as empresas que compõem a base da entidade: um universo de 10 sindicatos industriais que juntos representam 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do DF. A medida tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento industrial.

O acordo prevê uma série de benefícios como taxas de financiamento diferenciadas, a partir de 1,03%, prazo de até 120 meses  e carência de até um ano para pagamento da primeira parcela; taxa capital de giro a 0,92%; 100% de desconto na primeira anuidade do cartão empresarial; taxas de 1,08% para antecipação de contrato, além de facilidades para as empresas que optarem por trazer a folha de pagamento para o BRB.

Mais emprego  

Dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED-DF), realizada pela Secretaria de Trabalho, pela Companhia de Planejamento (Codeplan) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese), apontam que, desde o lançamento do Emprega DF, a taxa de desemprego caiu de 19,5% para 18,3% – ou 1,2%. Ainda segundo o estudo, 40 mil postos de trabalho foram gerados durante os seis meses de implementação do programa.

Ferraz, da Setrab: obras públicas – Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

O secretário do Trabalho, João Pedro Ferraz, relembra que além do  Emprega DF e o fim da Difal, outras ações da pasta contribuíram para os resultados positivos – como o Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (Prospera), que já ofereceu R$ 10 milhões para micro e pequenos empresários este ano.

“As obras públicas, como reformas de hospitais e escolas, também são iniciativas do governo que ajudam na geração de emprego e renda no DF. Com relação ao Emprega DF, é um programa que dá um incentivo ao empresário, o que consequentemente auxilia na adesão de mais empresas na capital”, comenta.

Programa

O Emprega DF tem como base a legislação aplicada em Mato Grosso do Sul (Lei Complementar 93/2001 e Lei 4.049) e alcança os setores de indústria e comércio. Os objetivos são a geração de emprego e qualificação profissional, a diversificação da economia, o desenvolvimento integrado e geração de novas tecnologias e a busca de novos mercados nacionais e internacionais.

A proposta econômica permite a instalação e ampliação de empresas, bem como a realocação e diversificação no mercado. O incentivo ao micro e pequeno empresário também está na base do programa. O Emprega DF também pretende atrair e manter empresas na capital a partir da adoção de regras mais atraentes para os investidores – e segurança jurídica, claro.

Para participar, o empresário deve entregar o projeto sem rasuras e com documentação anexa à SDE — localizada no Setor Comercial Norte, quadra 2, bloco C, número 900. Na proposta deverá constar informações, como o ramo de atuação e produtos oferecidos pela empresa, as metas de emprego, ações de responsabilidade social ou ambiental e dados sobre faturamento, localização e balanço patrimonial. Para saber quais são as regras, bem como os documentos para necessários, basta acessar o site da SDE.


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Ricardo Callado28/10/20193min

Em Brasília, Associação Brasileira de Avaliação e Perícia repudia resolução que prejudica compradores de imóveis, por falta de perícia técnica

ABAP repudia resolução do BACEN que prejudica futuros compradores de imóveis. Com a norma em vigor, consumidor perde nos quesitos segurança e habitabilidade.

Foi publicada na quinta-feira (26) a Resolução Nº 4.754, editada pelo Banco Central (BACEN), que permite as instituições financeiras a dispensa da contratação de um perito para fazer a avaliação do preço do imóvel e, em seu lugar, usar modelos estatísticos e programas de computador para definir o valor da garantia. Segundo a instituição, com a alteração da norma, o financiamento imobiliário e o empréstimo com imóvel residencial como garantia podem ficar mais baratos.

O que não foi mencionado, entretanto, é o quão prejudicial pode ser a ausência de um perito avaliador de imóveis e o quanto isso pode ser posteriormente caro para o consumidor. Um profissional que estuda para isso (por lei, só podem arquitetos e engenheiros) sabe exatamente os pontos que fazem aquele imóvel ser mais seguro e habitável. Não são só cálculos, estatísticas ou valor de compra e venda, mas sim a certeza de que ao se adquirir um imóvel, o comprador diminui ao máximo problemas de inundação, de estrutura, de incêndios. Lembrando que o banco é quem decidirá se dispensa o perito e não o tomador do empréstimo.

A presidente da Associação Brasileira de Avaliação e Perícia – ABAP, Karine Moreira, acredita que quem será mais lesado nessa situação é o comprador do imóvel. “Isso é um absurdo. Essa norma tira a possibilidade do consumidor de ter um engenheiro ou arquiteto fazendo uma vistoria séria, de qualidade, e conferimos para o FGTS a habitabilidade do imóvel.”, afirma.


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Ricardo Callado28/10/20195min

BRB tem a taxa de crédito imobiliário mais baixa do país, em torno de 6.99% ao ano, destravando o mercado imobiliário do DF

Por Toni Duarte

Brasília é a cidade em que a construção civil é a principal indústria e força econômica. Aos poucos a capital federal vem se livrando das amarras provocada por uma crise econômica que impactou direta e indiretamente o setor e, em especial, o do Mercado Imobiliário nos últimos três anos.

Para o empresário Paulo Octávio, que tem uma história empresarial de 44 anos investidos na capital do país, o segmento imobiliário começa a experimentar um momento de grande euforia com as taxas de juros praticados por algumas instituições financeiras a exemplo do Banco de Brasília (BRB).

“A iniciativa do BRB ajuda muito no aquecimento da economia local. Houve um momento em que os juros para financiamento estavam acima de 12% o que acarretou uma situação crítica no setor imobiliário. Agora a taxa de 6.99%, praticada pelo BRB, ajuda muito porque o comprador adquire um imóvel com prestação baixa, disse o empresário.

Paulo Octávio afirmou que nos últimos anos ocorreram poucos investimentos e que existe um déficit na oferta de imóveis novos em Brasília, cidade que mais cresce no Brasil algo em torno de 1% ao ano.

“A retomada do crescimento da economia pelo governo local, pilotada pelo BRB, certamente estimularão novos lançamentos imobiliários, atraindo grandes investimentos para o setor, gerando renda e emprego para os brasilienses”, apontou.

Se um dos maiores empresários do setor imobiliário do DF está eufórico com a gradual recuperação da mais importante indústria do DF, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, vive o êxtase de ajudar o setor da construção civil a se recuperar de uma crise sem precedentes que desempregou mais de 70 mil trabalhadores, segundo pesquisa revelada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio passado.

O presidente do BRB disse que o “pregão de guerra”, evento realizado pelo Grupo Paulo Octávio, foi um sucesso e serviu como uma espécie de termômetro para medir o aquecimento do setor imobiliário.

“A Paulo Octávio ofereceu imóveis em diferentes áreas do DF com valores diferenciados que permitiu ao BRB facilitar linhas de créditos tanto para imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), com valor de até R$ 1,5 milhão como para imóveis do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que permite financiamento acima de R$ 1,5 milhão”

Paulo Henrique disse ainda que o BRB se preparou revendo as taxas de juros e revendo todo o processo de concessão do crédito imobiliário de maneira ágil, além da pré-aprovação de créditos a todos os clientes do Banco .

“A nossa expectativa é aumentar tanto as operações de construção de pessoas jurídica, como a contratação de pessoas físicas . Esse ano, já contratamos onze planos empresariais o que vai gerar, segundo a Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI-DF), mais de 100 mil empregos direto e indireto na cadeia produtivo da construção civil ainda esse ano de 2019”, destacou Paulo Henrique Costa.



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