Arquivos Economia - Blog do Callado

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Ricardo Callado22/04/20187min

As sucessivas reduções da taxa básica de juros, a Selic, estão tornando o mais tradicional investimento do país, a poupança, mais atrativa. Desde outubro de 2016, a Selic já passou por 12 cortes seguidos e a expectativa é de que volte a ser reduzida do atual patamar de 6,5% ao ano para 6,25% ao ano, em maio. No início do atual ciclo de cortes, a Selic passou 14,25% para 14% ao ano.

A rentabilidade da poupança não sofre incidência de Imposto de Renda (IR) e não há cobrança de taxa de administração, como nos fundos de investimento, por exemplo. Desde maio de 2012, há regras diferentes para o cálculo da poupança de acordo com o nível da Selic. Quando a Selic fica igual ou acima de 8,5% ao ano, a caderneta rende 6,17% ao ano (0,5% ao mês) mais a Taxa Referencial (TR), tipo de juro variável. Abaixo de 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da taxa Selic mais variação da TR.

Segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança é melhor opção quando comparada a fundos de renda fixa, que cobram taxas de administração acima de 1% ao ano. Além da taxa de administração, os rendimentos do fundo de investimento sofrem incidência de IR. Quanto menor o prazo de resgate, maior é a tributação, que varia de 15% a 22,5% dos rendimentos.

De acordo com as simulações da Anefac, se um investidor aplicar R$ 10 mil, em 12 meses o rendimento da poupança chegará a 455 (4,55% ao ano), na aplicação seguindo as regras atuais.

Em um fundo de investimento, com taxa de administração de 0,5% ao ano, o ganho ficaria em R$ 491, ou seja, acima do rendimento da poupança. Com a taxa de administração de 1% ao ano, o rendimento acumulado seria de R$ 466. Já com a taxa de administração de 1,5%, o rendimento perde para a poupança, pois chega a R$ 441.

“Mesmo com a queda da Selic, os fundos continuaram cobrando o mesmo percentual de taxa de administração que cobravam anteriormente. Ou seja, quando a Selic estava em 14,25%, as taxas variavam de 1,5% a 3% e agora que a Selic está em 6,5% ao ano, continuam cobrando a mesma taxa”, disse o diretor de Economia da Anefac Miguel de Oliveira.

Para o diretor da Anefac, é “inevitável” que as instituições financeiras lancem fundos de investimentos com taxas de administração mais baixas para não perder clientes. “Os bancos já estão perdendo clientes para poupança e Tesouro Direto, onde eles não ganham nada. Naturalmente, esse quadro vai levar os bancos a reduzir suas taxas de administração”, disse Oliveira.

Outra opção para os investidores mais conservadores são os certificados de Depósito Bancário (CDBs), títulos emitidos pelos bancos. Geralmente, os bancos oferecem o CDB pós-fixado, com rentabilidade parecida com a Selic (taxa do CDI – Certificado de Depósito Interbancário). Por isso, Oliveira calcula que para garantir ganho igual ao da poupança, o investidor tem que obter uma taxa de juros de cerca de 85% do CDI. As aplicações em CDB pagam igualmente Imposto de Renda de acordo com o prazo de resgate da aplicação.

Há ainda as aplicações no Tesouro Direto, que também têm incidência de Imposto de Renda sobre os ganhos e cobrança de taxa de custódia. “O Tesouro Direito é uma boa alternativa, ela compete com a poupança. O Tesouro Selic, por exemplo, rende 100% da Selic. Portanto, rende mais que a poupança. A questão é que a poupança é muito mais simples de aplicar, é melhor compreendida. No caso do Tesouro Direto, tem que entrar lá no sistema e escolher o papel, se atentar para o prazo de resgate. Então, há certa dificuldade”, disse Oliveira.

Para o coordenador do MBA em gestão financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, é preciso ter algum conhecimento sobre o mercado para saber o melhor momento de investir no Tesouro Direto ou resgatar o investimento. “O Tesouro Direto é uma ótima opção, mas não é tão simples como as pessoas fazem parecer. É preciso ter algum conhecimento para saber a hora de vender ou de comprar. Você não vai comprar para somente exercer o seu direito no vencimento. Você vai comprar para exercer o direito em algum momento intermediário. E aí, tanto você pode estar ganhando como perdendo, quando comparado com outros investimentos”, afirmou Teixeira.

Perfil do investidor

Oliveira explicou que para decidir onde investir é preciso analisar, inicialmente, o perfil do investidor. “É preciso saber se é um investidor que aceita correr risco ou não. Se não aceita correr risco, não vai se atrever a aplicar em bolsa de valores”. Outra observação é quanto ao tempo para resgatar a aplicação. “Se aplicar o dinheiro em um fundo de ações, pode precisar resgatar em um momento em que as ações estejam perdendo valor. O risco é maior”, disse.

“Se o investidor é conservador, a melhor alternativa é a poupança, o Tesouro Direto ou CDB de um grande banco. Se aceita correr risco, pode pensar em aplicar, se não todo o dinheiro, mas parte dele, em um fundo de ações”, acrescentou Oliveira.


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Ricardo Callado20/04/20185min

O embargo da União Europeia ao frango brasileiro poderá tornar o produto mais barato no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A expectativa é que o frango que seria exportado para a Europa seja comercializado no mercado interno, aumentando a oferta e fazendo com que o preço caia, sobretudo nos locais onde estão as unidades de produção proibidas de vender para o bloco.

“A gente deverá ter um impacto negativo no mercado interno por força de um excesso de oferta, em um primeiro momento. Mas é importante que se diga que essa oferta não será muito grande porque o Brasil já vinha diminuindo as vendas para a Europa em um processo gradativo por conta dos critérios equivocadamente usados pelo bloco”, diz o vice-presidente de Mercado da ABPA, Ricardo Santin.

A União Europeia anunciou na quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a ABPA. A lista oficial ainda não foi divulgada e, segundo a associação, o relatório da decisão deve vir a público em 15 dias.

Além de uma maior oferta no mercado interno, a decisão, segundo Santin, deverá gerar demissões e afetar o trabalhador. “Vai haver uma adequação das empresas que não vão produzir se não tiverem mercado”, diz.

Santin ressalta que, atualmente, os trabalhadores de quatro plantas, sendo 3 três da BRF – dona da Sadia e Perdigão – e uma da Aurora, estão de férias coletivas. “São 5 mil trabalhadores que não estão trabalhando”, diz.

Entenda

A decisão da União Europeia ocorreu após a terceira etapa da Operação Carne Fraca, deflagrada em 2017, pela Polícia Federal para investigar denúncias de fraudes cometidas por fiscais agropecuários federais e empresários. A chamada Operação Trapaça, deflagrada em 5 de março, teve como alvo a BRF. O grupo é investigado por fraudar resultados de análises laboratoriais relacionados à contaminação pela bactéria Salmonella pullorum. Em nota, a BRF negou risco à saúde para população.

Ainda não há confirmação oficial, mas segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, a BRF deverá ser a empresa mais impactada, com as nove plantas autorizadas a exportar atualmente para o bloco suspensas.

Maggi diz que a decisão da UE é apenas comercial e que irá acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC). A data para que isso ocorra ainda não está definida. O assunto já foi, segundo a pasta, levado ao presidente, Michel Temer, e os estudos para a solicitação do painel junto a organização estão em andamento.

Santin ressalta que o frango não oferece riscos à saúde e que os brasileiros podem comprá-lo sem preocupação. “O frango é a carne mais consumida no Brasil e a mais barata. Não há nenhum risco nesse caso, trata-se de um problema comercial.”

Ele explica que as salmonellas presentes na carne “são aquelas que morrem com cozimento, em temperatura acima de 70 graus Celsius. A água ferve a 100 graus, ou seja, qualquer processo de cozimento já inativa a bactéria. Ela [a bactéria] está presente em todo o mundo”.

De acordo com a ABPA, o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo. Ao longo de quatro décadas, o país embarcou mais de 60 milhões de toneladas de carne de frango, em mais de 2,4 milhões de contêineres para 203 países.

As vendas para a UE, no entanto, têm apresentado quedas. Em 2017, o Brasil, de acordo com o governo, exportou 201 mil toneladas para o bloco. Em 2007, chegou a exportar 417 mil toneladas.


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Ricardo Callado20/04/20183min

Por Raphael Costa

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, voltou a falar sobre a necessidade de autonomia para o BC. Durante participação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado neste mês, Goldfajn citou a chamada Agenda BC+, série de reformas estruturais voltadas para a autarquia. Além disso, destacou que a instituição tem atuado de maneira autônoma, mas que é necessário colocar essa independência na lei.

Entre os pontos que devem ocorrer com a mudança, está é o estabelecimento de mandatos fixos aos presidentes do BC. A eleição do presidente não coincidiria com as eleições de congressistas e demais políticos, além de uma maior exigência em pré-requisitos para a indicação em cargos de diretoria e presidência.

Para Goldfajn, é necessário que as instituições dependam menos de pessoas e mais de regras e detalhou como a economia seria beneficiada com a autonomia do BC.

“Caso seja aprovada por essa Casa, a autonomia do Banco Central representará um avanço institucional importante. Com grandes ganhos para o país. De que forma? Queda do risco país e queda da taxa de juros estrutural da economia”, argumentou.
A aprovação da autonomia do BC é uma das prioridades do Governo Federal para 2018. Com um calendário mais apertado por conta das eleições, os congressistas correm para aprovar a matéria que tramita em caráter de urgência.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que uma proposta de texto está sendo elaborada e será enviada para aprovação dos líderes da casa. O objetivo é que a proposta substitua os textos já existentes na casa que tratam do mesmo tema.

“Está modificado. A gente está mudando o texto e ajustado com o Banco Central, a gente vai apresentar um texto para ser discutido com os líderes para ver se a gente tem condição de aprovar”, afirmou Maia.

O líder do Democratas na Câmara, deputado Rodrigo Garcia (DEM-SP), reforçou a necessidade de autonomia ao BC. Segundo o parlamentar, o Banco Central brasileiro já tem uma qualidade técnica reconhecida e acredita que a mudança dará mais segurança para a política monetária.

“Acho que a autonomia deve ser um próximo passo que deve ser dado, para caminharmos para um país ainda mais desenvolvido”, disse.

O primeiro projeto que pretende desvincular a instituição da interferência do governo tramita desde 1989, e é de autoria do então senador Itamar Franco, falecido em 2011.


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Ricardo Callado18/04/20185min

Secretários de Estado Antônio Coimbra, Apolinário Rebelo e Thiago Jarjour detalham planos

Como fazer do Distrito Federal um polo nacional de negócios até 2030? Os secretários de Estado do DF, Antônio Coimbra (Infraestrutura e Serviços Públicos), Apolinário Rebelo (Relações Institucionais) e Thiago Jarjour (Ciência e Tecnologia), compartilham a visão e os caminhos do governo para realizar o potencial de negócios da capital federal no Fórum DF 2030 da Amcham-Brasília. O evento acontece na quinta-feira (19/4), das 14h às 18h30, com apoio institucional do Governo do Distrito Federal (GDF).

O fórum será dividido em três painéis (Infraestrutura, Potencial de Mercado e Inovação), cada um liderado pelo respectivo secretário estadual. Coimbra abre as discussões sobre Infraestrutura, ao lado de Gustavo Barreto, conselheiro da Abdib (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base), e Jorge Arruda, CEO da concessionária de aeroportos Inframérica. A mediação será feita por José Prado, sócio do Machado Meyer Advogados.

No painel de Inovação, Jarjour expõe a visão do governo sobre o potencial de economia criativa da capital. A visão do empresariado será dada por Luiz Gonzaga Mendonça, presidente da aceleradora de startups Comp Line/Acceleratus, eAlessandro Machado, sócio da gestora de ativos Cedro Capital. Marcelo Minutti, professor de Inovação e Empreendedorismo do IBMEC / IESB, modera as discussões.

O terceiro e último painel é sobre Potencial de Mercado, com o secretário Rebelo, Herculano Anghinett, diretor-presidente da associação empresarial Adial Brasil, e Luiz Renato Adler Ralho, chefe de gabinete da Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste). O mediador será Ulisses Rapassi, sócio-gerente da Prospectiva Macropolítica.

Agenda

FÓRUM DF 2030 – 19 de abril, das 14h às 18h30

Centro de Convenções Brasil 21, Bloco A, Teatro 3 – Brasília/DF

14h – Credenciamento/ Welcome Coffee

14h40 – Abertura com Representante do GDF

 

15h00 – Painel 1 (Infraestrutura)

– Antônio Raimundo Santos Ribeiro Coimbra, Secretário de Estado de Infraestrutura e Serviços Públicos do DF;

– Gustavo Barreto, Conselheiro da Abdib;

– Jorge Arruda, CEO da Inframérica;

– Mediador: José Prado, Sócio do Machado Meyer Advogados

 

16h – Painel 2 (Inovação)

– Thiago Jarjour, Secretário de Ciência e Tecnologia do DF;

– Luiz Gonzaga Mendonça, Presidente da Comp Line/Acceleratus;

– Alessandro Machado, Sócio da Cedro Capital;

– Mediador: Marcelo Minutti, Professor de Inovação e Empreendedorismo (IBMEC / IESB)

17h – Coffee Break

 

17h30 – Painel 3 (Potencial de Mercado)

– Apolinário Rebelo, Secretário de Relações Institucionais do GDF;

– Herculano Anghinett, Diretor Presidente Executivo da Adial Brasil;

– Luiz Renato Adler Ralho, Chefe de Gabinete da Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste);

– Mediador: Ulisses Rapassi, Managing Partner da Prospectiva Macropolítica

18h30 – Encerramento


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Ricardo Callado18/04/20183min

A inflação – medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) – subiu 0,4% no segundo decêndio de abril (de 21 de março a 10 de abril), um avanço menor 0,19 ponto percentual do que o 0,59% do mesmo período de março. Os dados foram divulgados hoje (18), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O índice é usado para o reajuste de aluguéis.

O aumento foi puxado pela elevação dos preços ao consumidor e da construção civil, porque os preços no atacado – que responde por 60% do IGP-M – fecharam com forte queda em relação a igual período de março.

Segundo o levantamento do IGP-M, os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), registraram variação de 0,46% no segundo decêndio de abril, resultado 0,37 ponto percentual inferior ao 0,83% do segundo decêndio de março.

Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 0,58% em abril, após alta de 0,41% em março. A taxa de variação do grupo Bens Intermediários cresceu 0,86% em abril. Em março, esse grupo havia acusado elevação de 0,58%.

Já a taxa do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 1,69% em março para uma deflação (inflação negativa) de 0,18% em abril.

Preços ao consumidor

Os dados divulgados pela FGV indicam ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,15 ponto percentual em relação a igual período de março, passando de 0,12% para 0,27%, entre um decêndio e outro.

Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa componentes do índice tiveram acréscimo nas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação, que passou de uma deflação de 0,16% para uma alta de 0,13%. Nesta classe de despesa, o item frutas pulou de 2,49% para 4,53%.

Também o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu entre o segundo decêndio de março e o de abril, passando de 0,2% para 0,37%.


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Ricardo Callado17/04/20183min
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO), fala sobre a política monetária, creditícia e cambial (Wilson Dias/Agência Brasil)

Os quatro maiores bancos do país – Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – concentraram 78,51% do mercado de crédito em 2017. Essas instituições também foram responsáveis por 76,35% dos depósitos dos correntistas. Os dados são do Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado hoje (17) pelo Banco Central (BC).

De acordo com os dados, a concentração bancária vem crescendo no país. Em dezembro de 2007, os quatro bancos eram responsáveis por 54,68% do crédito e 59,34% dos depósitos.

Perguntado se a concentração bancária dificulta a queda dos juros, o diretor de Fiscalização do BC, Paulo Souza,afirmou que a autoridade monetária tem adotado medidas para reduzir o custo do crédito. Ele afirmou que ospread – diferença entre a taxa de captação do dinheiro pelos bancos e a cobrada dos clientes – está em queda, mas o BC trabalha para que a velocidade dessa redução seja maior. Entre as medidas, citou a reforma trabalhista como forma de reduzir custos para as instituições financeiras. Para Souza, é preciso também que sejam aprovadas as mudanças no cadastro positivo (inclusão automática dos bons pagadores) e a criação do registro eletrônico deduplicatas, em tramitação no Congresso Nacional.

Souza também citou a redução da taxa básica de juros, a Selic, o que diminuiu o custo de captação do dinheiro pelos bancos, e mudanças nos depósitos compulsórios (recursos que os bancos são obrigados a recolher ao BC). “Uma série medidas que juntas vão colaborar para essa redução [dos juros]”, disse.

No último dia 10, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que não está satisfeito com o ritmo de queda dos juros no país. Ele disse que o assunto é da maior importância para o BC. “O objetivo é atacar, de forma estrutural, não voluntariosa, todas as causas que tornam o custo de crédito alto no Brasil”, acrescentou, em audiência pública no Senado.


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Ricardo Callado16/04/20182min

A partir de hoje (16), cheques de qualquer valor passarão a serem compensados em um dia útil. Hoje, os cheques de até R$ 299,99 demoram dois dias úteis para “cair” na conta das pessoas físicas, empresas, ou favorecidos. O novo prazo para a compensação nos cheques segue determinação da circular 3.859, publicada pelo Banco Central em novembro do ano passado.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a alteração no prazo foi possível após implementação da compensação por imagem, em 2011. O processo por imagem reduziu o tempo e os gastos com transporte, eliminando as trocas físicas que antes eram feitas.

Outro fator que contribuiu para a redução no prazo de compensação, segundo os bancos, foi queda no número de cheques liquidados no país. Em 2017, foram compensados 494 milhões de cheques, 85% menos que o registrado 1995, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques.

Mudanças em relação ao cheque especial também vão ocorrer, mas a partir de 1º de julho. Pelas novas regras, as instituições financeiras terão de oferecer ao consumidor uma alternativa mais barata para parcelamento do saldo devedor do cheque especial.

Quando o consumidor “entrar” no cheque especial, o banco deverá comunicá-lo imediatamente, por meio de alerta, sobre a contratação do produto e que se trata de uma modalidade de crédito de uso temporário.

Segundo a Febraban, o valor do limite de crédito do cheque especial deverá ser informado nos extratos de forma clara de modo a não ser confundido com valores mantidos em depósito pelo consumidor na conta-corrente.


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Ricardo Callado11/04/20186min

A taxa básica de juros, a Selic, é a referência usada pelo Banco Central para fixar os juros que serão cobrados nas transações monetárias no Brasil. Atualmente, a Selic registra a menor taxa da história, de 6,50% ao ano. No entanto, o consumidor ainda paga valores bem acima da Selic em contratos de financiamentos, empréstimos e cartões de crédito.

Essa diferença entre a Selic e as taxas cobradas ao consumidor existe como uma forma de garantia, ou seja: quem empresta dinheiro, libera financiamentos de bens e concede créditos costuma aumentar os juros para compensar eventuais perdas com os consumidores inadimplentes.

O bom pagador acaba por bancar junto às instituições financeiras os prejuízos causados por quem atrasa ou deixa de pagar as contas adquiridas. Além disso, os juros finais praticados no mercado estão carregados por impostos, como explica o senador Armando Monteiro, do PTB pernambucano.“Hoje a execução de garantias no Brasil demanda muito tempo. Isso termina com o próprio credor se prevenindo aumentando a taxa de juros. Há ausência de mecanismos como o Cadastro Positivo, alguns problemas ligados ao ambiente regulatório, a própria tributação, já que existe uma cunha fiscal sobre as operações”, explica o senador.

Entenda o Cadastro Positivo

Em 2012, um decreto da Presidência da República criou o Cadastro Positivo de Crédito. O banco de dados é semelhante ao Cadastro Negativo, o chamado SPC, e foi criado com objetivo de dar mais garantias às instituições financeiras e promover melhores condições de pagamento aos consumidores que mantêm suas contas em dia. O problema é que o Cadastro Positivo só pode ser preenchido se o consumidor autorizar a entrada de seu nome no banco de dados, tornando, assim, a adesão pequena por parte da população.

Por isso, o Senado aprovou um Projeto de Lei Complementar para tornar o preenchimento do Cadastro Positivo obrigatório. As empresas, comércios e instituições financeiras serão obrigadas a disponibilizar os dados dos clientes com nomes limpos na praça no cadastro. O senador Armando Monteiro lembra que o consumidor vai poder pedir para não ter o nome incluído no cadastro.

Já os participantes da lista de nomes limpos poderão ter vantagens como descontos nos preços de mercadorias e acesso à juros mais baixos. “O cadastro foi implantado dando à pessoa a opção de entrada. Ora, e aí, ao não optar pela entrada no sistema, nós terminamos por ter um banco de dados que é muito inexpressível, absolutamente inexpressível. O Brasil precisa operacionalizar, criar um grande banco de dados para que ele se transforme em uma ferramenta verdadeiramente efetiva para reduzir a taxa de juros”.

De acordo com o Banco Central, os juros finais praticados nas parcelas do cartão de crédito no Brasil, atualmente, podem variar de 28% a 432% ao ano.


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Ricardo Callado29/03/20182min

O Banco Central reduziu a estimativa da inflação para este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,2% para 3,8%, de acordo com o Relatório de Inflação, divulgado hoje (29) pela internet, em Brasília.

Essa é a projeção do cenário central, elaborada com base em perspectiva de taxa de juros (6,5% ao ano) e câmbio (R$ 3,30, no fim de 2018) do mercado financeiro (pesquisa Focus).

A estimativa ficou mais distante do centro da meta de inflação, que é 4,5% este ano. Para 2019, o centro da meta é 4,25% e 2020, 4%. O intervalo de tolerância é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2019, a projeção para o IPCA caiu de 4,2% para 4,1%. A estimativa para 2020 passou de 4,1% para 4%.

No relatório, o BC reafirmou a visão de que a taxa básica de juros, a Selic, pode voltar a ser reduzida em 0,25 ponto percentual, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio.

A interrupção do ciclo está prevista para a reunião de junho. Para o BC, uma nova redução da Selic reduz o risco de a inflação demorar a chegar ao centro da meta. A Selic passou pelo 12º corte seguido este mês, ao ser reduzida em 0,25 ponto percentual, caindo para 6,5% ao ano.


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Ricardo Callado20/03/20183min

Café do Sítio expandiu as vendas para o estado do Tocantins

O sabor que os brasilienses amam agora está ultrapassando as fronteiras do Centro-Oeste. O Café do Sítio é novidade na casa dos tocantinenses. A marca criada em Brasília chegou na capital Palmas e em outros municípios do Tocantins, no interior do estado. Ela também está presente em municípios do Goiás (Goiânia e Rio Verde, entre outros) e, claro, em todo o Distrito Federal.

Com a ampliação da oferta, em 2017 o Café do Sítio aumentou o volume de produção em 47,14% e o faturamento em 30%, em relação a 2016. Os dados incluem a produção de café e de outros produtos da empresa, como feijão e flocão de milho. E os planos estão cada vez maiores.

“Como acabamos de entrar em uma nova praça, Palmas e Rio Verde, nossa expectativa de crescimento aumentou. Esperamos crescer 70% em volume de vendas e 40% em faturamento em 2018”, estima o diretor de marketing e vendas, Ricardo Barbosa. “Nós queremos dar orgulho para a cidade, ser uma empresa de Brasília reconhecida em outros lugares do Brasil também”, afirma.

Para dar conta do recado, a fábrica passa por uma reforma, que deve aumentar a capacidade produtiva em 25%. A empresa está investindo em automação e aumento da quantidade de equipamentos de estocagem e transportadores de café, entre outras ações.

Saiba mais

A história do Café do Sítio acompanha o desenvolvimento da nova capital brasileira. Assim como muitos outros imigrantes, os recém-casados Antônia e Teones Barbosa de Souza saíram do Maranhão para buscar uma nova vida em Brasília, ainda no ano de 1958. Quase dez anos depois, em 1967, eles compraram o Café do Sítio e se empenharam no crescimento da marca.

Hoje a empresa produz entre 40 e 50 toneladas de café por dia e conta com 250 funcionários. Além do café tradicional, a marca também oferece um saboroso cappuccino, uma linha premium de café espresso (presente em mais de 15 estabelecimentos do DF, como restaurantes, confeitarias e bares) e uma linha de alimentos variados (farofa pronta, polvilho doce, farinha de mandioca, entre outros).



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Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


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