Categoria: Educação

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Callado7 de fevereiro de 20204min

Iniciativa prevê a capacitação, o aperfeiçoamento e a especialização técnica de professores, além do desenvolvimento de atividades conjuntas e complementares na rede pública de ensino

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) vão assinar um Termo de Cooperação Técnica para a troca de conhecimento em ações de educação patrimonial. A assinatura do documento ocorrerá durante cerimônia que será realizada no dia 11 de fevereiro, na Sala Mário de Andrade, no térreo do edifício sede do Iphan, em Brasília.

A parceria a ser firmada para o intercâmbio de experiências está alinhada à Política de Educação Patrimonial do Iphan e ao Plano Distrital de Educação (2015-2024) que visa propiciar uma dimensão pedagógica inovadora, com a ampliação de possibilidades de aprendizagem e a expansão dos espaços e tempos educativos a partir da integração entre a escola e os espaços culturais.

O acordo prevê ainda a capacitação, o aperfeiçoamento e a especialização técnica de professores, orientadores educacionais e profissionais da carreira da assistência, por meio do desenvolvimento de cursos de formação, oficinas, palestras, além de outras atividades conjuntas e complementares de interesse comum.

“Ao promover a educação patrimonial, valorizamos a preservação do contexto histórico, cultural e ambiental de Brasília e também contribuímos para a ampliação da noção sobre Patrimônio Cultural e sobre os direitos e deveres básicos para a vida em sociedade e o bem-estar coletivo”, reforça o superintendente do Iphan no Distrito Federal, Saulo Santos Diniz, ao apontar a importância desse tipo de ação para a formação da identidade, da construção e da preservação da memória cultural. Ele ressalta que a educação patrimonial é um dos pilares de uma política efetiva relacionada ao Patrimônio Cultural.

O termo de cooperação técnica terá vigência de cinco anos. Nesse período, serão elaborados três livros que vão compor a coleção Patrimônio para Jovens, bem como serão realizadas as Jornadas do Patrimônio Distrital, entre outros eventos. Ao final do cronograma de atividades, em janeiro de 2025, a parceria poderá ser prorrogada, caso haja interesse do Iphan e da Secretaria de Educação.

Durante a assinatura do documento, serão distribuídas publicações do Iphan. Estarão presentes no evento, o presidente substituto do Iphan, Robson de Almeida, o superintendente do Iphan-DF, Saulo Santos Diniz, o secretário de Educação do DF, João Pedro Ferraz dos Passos, entre outras autoridades do Governo Federal, representantes do governo local e professores da rede pública.

Serviço:
Assinatura de Termo de Cooperação Técnica em Educação Patrimonial
Data: 11 de fevereiro de 2020, às 10h.
Local: Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – SEPS 713/913, bloco D, Edifício Iphan – Sala Mário de Andrade – Térreo.


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Callado7 de fevereiro de 20206min
Obras contemplam instalações externas e internas das escolas: mais conforto para todos e melhores condições de estudo | Fotos: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília

Mais de 25 mil alunos, em 35 escolas públicas do DF, vão estudar em salas mais confortáveis e com melhor infraestrutura

Por Hédio Ferreira Júnior

As aulas na rede pública recomeçam na próxima segunda-feira (10), e os alunos de 35 escolas de cinco regiões administrativas do Distrito Federal vão chegar e encontrar novidades. É o caso de 100% das unidades subordinadas à Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Núcleo Bandeirante, que passaram por reformas pontuais para garantir mais conforto a estudantes e professores em 2020.

Salas restauradas, banheiros revitalizados, redes elétrica e hidráulica recuperadas e pintura nova foram algumas das benfeitorias, feitas de acordo com as necessidades de cada unidade. “Por muitos anos, tivemos reformas pontuais, pequenos reparos; desta vez, porém, acompanhamos obras estruturantes, que estão dando cara nova a muitas escolas”, conta o assessor especial da CRE, José Luiz Porto Júnior.

 Características diferentes

As escolas estão distribuídas em cinco administrações regionais: nove no Núcleo Bandeirante, cinco na Candangolândia, oito no Riacho Fundo I, 11 no Riacho Fundo II e duas no Park Way. As características estruturais e ocupacionais nessas regiões, no entanto, são diferentes.

Enquanto no Núcleo Bandeirante e na Candangolândia as escolas funcionam em prédios mais antigos, muitos ainda da década de 1960, no Riacho Fundo I e II as unidades de ensino são mais modernas. Nessas duas RAs, contudo, a ocupação de alunos é muito superior à das demais, o que, consequentemente, acarreta maior desgaste de material por uso. No Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1 do Riacho Fundo II, são 1,4 mil estudantes por turno.

Renovação

Em seu primeiro mandato como diretora da Escola Classe (EC) 03 do Núcleo Bandeirante, Flávia Rodrigues de Carvalho encabeçou uma verdadeira renovação da estrutura do prédio de 12 salas de aula e cerca de 500 meninos e meninas do primeiro ao quinto anos.

Com recursos da Secretaria de Educação (SEE), do Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (Pdaf) e de emendas parlamentares, ela mudou a cor de toda escola – “esse tom de verde mais claro ajuda na concentração da criançada” , diz –, trocou pisos, revitalizou todos os armários, restaurou banheiros que estavam desestruturados, acabou com uma infiltração que deixava uma sala mofada há quase dez anos, reorganizou a disposição das salas e ainda conseguiu reativar um parquinho que estava interditado há três anos. “Fizemos tudo isso em três semanas e ainda vamos fazer mais”, conta, empolgada.

Flávia Rodrigues, diretora da Escola Classe 03, do Núcleo Bandeirante: “Fizemos tudo isso em três semanas e ainda vamos fazer mais”

Bem próximo à EC3, o Centro Interdisciplinar de Línguas (CIL) ganhou um prédio novo – e mais espaço para quase triplicar o atendimento. Com oito salas de aula reorganizadas e pintadas e dois banheiros sendo construídos para os 1,4 mil alunos – antes eram só 500 –, a unidade gratuita de idiomas promete se firmar como uma referência no ensino de inglês, francês e espanhol na região.

Conforto para todos

E não eram só os alunos que estavam carentes de melhorias. Na EC 1 da Candangolândia, a área administrativa ganhou novos móveis e teve o banheiro ampliado e modernizado para as 39 professoras – e para um professor –, além de troca de piso e renovação da copa.

Todas as 20 salas de aula foram pintadas para receber os cerca de 420 alunos divididos em dois turnos. O próximo passo é esperar o período de chuvas passar para dar prosseguimento às obras de construção do ginásio e de um amplo estacionamento. “Passamos pelo menos oito horas por dia aqui, então é justo que tanto estudantes quanto professores estejam em uma escola confortável, bem-equipada e bonita de se ver”, comemora a diretora, Drika Galeno. “Por aqui teve gente trabalhando até no domingo.”


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Callado7 de fevereiro de 20202min

Áreas pedagógicas das unidades da rede pública continuam a receber aparelhos da pasta

Investimento de R$ 8,4 milhões: desde o segundo semestre de 2019 já foram adquiridos 3.138 computadores e monitores | Foto: Tiago Oliveira / Agência Brasília

Foram publicados no Diário Oficial do DF desta quinta-feira (6) os extratos de contrato para aquisição de 821 computadores e monitores – um investimento de R$ 2,2 milhões – para escolas da rede pública distrital. Os equipamentos devem chegar às unidades de ensino até o começo de abril.

Desde o segundo semestre de 2019 já foram adquiridos 3.138 computadores e monitores, com investimento de R$ 8,4 milhões. Estes lotes incluíram 326 equipamentos para a área administrativa da Secretaria de Educação (SEEDF), 240 computadores para uso exclusivo em 12 escolas de ensino médio em tempo integral e, ainda, 30 unidades destinadas à Escola Classe Juscelino Kubitschek – Sol Nascente, que será inaugurada oficialmente no próximo dia 13 de fevereiro.

A distribuição e a instalação dos equipamentos são feitas de acordo com cronograma. Todas as escolas da educação básica da rede pública estão recebendo entre três a cinco computadores.

A meta da Secretaria de Educação é renovar o parque tecnológico de toda a rede. A ideia é revitalizar laboratórios de informática nas escolas e implementar políticas educacionais que estimulem o uso da tecnologia para a prática pedagógica.


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Callado6 de fevereiro de 20206min

Em 2020, oferta do Fies é de 100 mil vagas

Por Pedro Peduzzi 

Começam hoje (5) e vão até o dia 12 as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do Ministério da Educação (MEC) destinado a financiar cursos superiores em universidades privadas para estudantes de baixa renda. Em 2020, a oferta do programa é de 100 mil vagas.

As inscrições podem ser feitas por meio do site do programa, a partir de um cadastro vinculado ao CPF.
Há duas modalidades de financiamento no atual modelo do Fies, que possibilitam juro zero a quem mais precisa e uma escala que varia conforme a renda familiar do candidato.

A oferta de vagas a juro zero é destinada a estudantes com renda familiar per capita mensal de até três salários mínimos, que tenham realizado qualquer edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde 2010 e obtido pelo menos 450 pontos de nota média. O candidato não pode ter tirado zero na redação.

P-Fies

A outra modalidade, denominada P-Fies, é destinada a estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos. Nesse caso, as condições do financiamento são negociadas com algum agente financeiro que fica responsável pelo contrato.

Para se inscrever no P-Fies, o estudante ainda precisa atender aos mesmos critérios do Fies juro zero: nota mínima de 450 pontos nas provas do Enem e não ter zerado a redação. Pelo calendário do MEC, o resultado da primeira pré-seleção do Fies será divulgado em 26 de fevereiro.

Quem não for pré-selecionado ainda pode ter uma segunda chance, ficando em lista de espera para o caso de algum estudante não confirmar a inscrição. A classificação é feita com base na nota do Enem, sendo dada preferência a quem nunca cursou nenhum curso superior. O candidato pode selecionar até três cursos de seu interesse que tenham vagas no Fies.

Bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni), ou seja, aqueles que têm bolsa de 50% da mensalidade, também podem participar do processo seletivo do Fies e financiar a parte da mensalidade não coberta pela bolsa.

São contemplados no Fies somente cursos no formato presencial. O programa não financia cursos no formado ensino a distância (EaD).

Mesmo no formato presencial, a oferta de vagas obedece a critérios estabelecidos pelo MEC, sendo priorizados, com 60% das oportunidades, cursos nas áreas de saúde, engenharia, computação e pedagogia.

Têm prioridade também as mesorregiões com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal mais baixo, como Norte e Nordeste.

É previsto também um número maior de vagas no Fies para cursos com melhor avaliação, segundo o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes): 35% para cursos com conceito 5; 30% para aqueles com conceito 4; 25% com conceito 3; e 10% para cursos autorizados recentemente.

Pagamento

Tanto no Fies Juro Zero quanto no P-Fies, o estudante só começa a pagar a dívida contraída depois que se formar, na forma do contrato. A parcela devida é descontada na fonte.

Caso ainda não tenha emprego e renda formal, o financiamento será quitado em prestações mensais equivalentes ao pagamento mínimo, de acordo com o regulamento do CG-Fies.

Durante o curso, o estudante deve pagar apenas a parcela da mensalidade não incluída no financiamento e encargos operacionais ligados ao contrato, bem como um seguro de vida.

Após a complementação da inscrição, o pré-selecionado no Fies e P-Fies tem prazo de cinco dias para comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino, para análise de documentação.

A partir do terceiro dia útil imediatamente subsequente à data da validação da inscrição pela CPSA, o candidato selecionado tem dez dias úteis para comparecer ao agente financeiro parceiro, apresentar a documentação exigida e formalizar a contratação do financiamento.


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Callado5 de fevereiro de 20204min

Volta às aulas em Sobradinho II e Planaltina terá contação de histórias e visita de autores de literatura infantil com a 1ª edição da FeLiB Itinerante.

Alunos da rede pública de ensino de Sobradinho II e Planaltina terão uma programação especial no retorno às atividades escolares. Entre os dias 17 e 21 de fevereiro e 02 e 06 de março, dez unidades de ensino receberão a segunda fase da 1ª FeLiB Itinerante. O projeto visa despertar o gosto pela leitura e pela produção literária fazendo o caminho inverso do tradicional, levando a magia da Feira do Livro de Brasília diretamente às escolas públicas, ampliando o acesso à literatura.

Nessa etapa, Rose Costa e William Reis serão responsáveis pela contação de histórias. Já os autores Alessandra Roscoe e Romont Willy apresentarão o mundo da produção literária aos estudantes. Ao fim das duas etapas, as 15 unidades visitadas receberão 15 livros cada, totalizando 225 obras entregues gratuitamente.

A 1ª edição da FeLiB Itinerante começou entre os dias 09 a 13 de dezembro, contemplando estudantes da Educação Infantil e Ensino Fundamental I, em cinco escolas públicas de Sobradinho e da Fercal, com a participação da contadora de história Nyedja Gennari e do escritor Tino Freitas. A ação vai culminar na 36ª Feira do Livro de Brasília, programada para acontecer de 3 a 13 de setembro, no Conjunto Cultural da República, em comemoração, também, aos 60 anos de Brasília.

Segundo o presidente do Instituto Latinoamerica, entidade realizadora do evento, Atanagildo Brandolt, a iniciativa itinerante visa, antes de mais nada, promover o encontro do leitor com o autor, possibilitando a esses alunos, professores e diretores o contato direto com a produção literária. “Já o projeto da 36ª FeLiB, em setembro, prevê também o aluguel de ônibus para trazer à Esplanada escolas das zonas mais distantes, com menores IDH’s, para conhecerem o que é uma mostra expositiva e terem contato com as inúmeras atividades da Feira”, completou Brandolt.

A Feira do Livro de Brasília conta com apoio da Câmara do Livro do Distrito Federal e fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.

Serviço:

1ª FeLiB Itinerante

Quando: 17 a 21/02 (Planaltina) e 02 a 06/03/2020 (Sobradinho)

Onde: Sobradinho II e Planaltina

Quanto: projeto gratuito, destinado a estudantes de escolas públicas

Mais informações: (61) 99259-2824 | Produção

Produção executiva: Abèbè Produções


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Callado5 de fevereiro de 20203min

Minecraft, Pokémon GO, Candy Crush, Plantas vs Zumbis, The Sims, Fifa e outros. O mercado de videogames e jogos digitais vem crescendo ano a ano. Só em 2018 ele rendeu mais de 119 bilhões de dólares em todo o mundo. No Brasil, a previsão é que o mercado cresça cerca de 5,3% até 2022, de acordo com pesquisa divulgada pela PricewaterhouseCoopers (PwC). Diante dessa nova realidade, o Colégio Sigma convidou o especialista em design de jogos online, Tamir Nadav, para um bate-papo com os alunos sobre desenvolvimento de games, no dia 10 de fevereiro, na unidade da 912 Sul.

Nadav irá falar sobre os seus 15 anos de experiência na área de produção e gerenciamento de projetos e design e programação de jogos. Além disso, o palestrante irá contar as razões que vêm fazendo o setor avançar nos últimos anos, as expectativas para o futuro e irá dar dicas para os estudantes sobre como entrarem na indústria de desenvolvimento de jogos online. “A palestra é uma demanda dos alunos que estão em busca de novidades no mercado de trabalho para abrir o leque de opções, incluindo as novas profissões”, comenta Marcelo Oliveira, Coordenador da Secretaria de Cursos do Colégio Sigma.

Os alunos também terão a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a instituição americana Full Sail University, considerada uma das mais importantes instituições na área de entretenimento, games, tecnologia de internet, comunicação, cinema, gravação, arte e design, e responsável pela formação de grandes profissionais com premiações no Oscar e Grammy.

Tamir Nadav

Tamir Nadav é graduado em Game Design and Development na Full Sail University, na Flórida, nos Estados Unidos. Já trabalhou em grandes empresas de desenvolvimentos de games: Vigil Games, Playdom, RockYou, Telltale e Visual Concepts. Atualmente, atua como Diretor de Gerenciamento de Produto da Gazeus Games, no Rio de Janeiro, tendo trabalhado no desenvolvimento de diversos jogos online de todas as plataformas e consoles modernos como: Darksiders, Secret Agent X, Minecraft, Story Mode, The Walking Dead, NBA2K19 e outros.

Serviço:

Full Sail University apresenta: design e programação de jogos com Tamir Nadav

Data: 10 de fevereiro (segunda-feira)

Horário: 14h30

Local: Unidade da 912 Sul (SGAS 912, conjunto A)


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Callado3 de fevereiro de 202010min

A recepção aos estudantes está sendo planejada pelas 14 regionais de ensino e por cada uma das 678 unidades escolares em funcionamento

Na próxima segunda-feira (10), as escolas da rede pública de ensino abrem as portas para receber seus 460 mil estudantes. Faltando uma semana para o fim das férias, a Secretaria de Educação faz os últimos preparativos para que esteja tudo pronto. Uma equipe técnica trabalha há mais de 40 dias no Escritório de Situação criado pelo secretário de Educação, João Pedro Ferraz, para que tudo funcione bem.

A recepção aos estudantes está sendo planejada também pelas 14 regionais de ensino e por cada uma das 678 unidades escolares em funcionamento, que elaboram as atividades de boas-vindas conforme a realidade das etapas e modalidades de ensino da Educação Básica – educação infantil ao ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Cinco das 683 escolas da rede estão fechadas, quatro delas há mais de dois anos. Uma delas será entregue em abril, o CEF 01 da Vila Planalto. O edital de licitação para reconstrução da EC 52 de Taguatinga foi publicado na última semana. Estão em fase final de análise os editais de licitação para reconstruir o CEM 10 e a EC 59 de Ceilândia e ainda o CAIC Castelo Branco do Gama.

O trabalho é intenso para que tudo fique pronto até o primeiro dia de aula. Até o final desta semana o coordenador regional de Ceilândia, Marcos Antônio de Sousa, terminará as visitas às 97 escolas da regional. Ele assegura que 40% delas estão em ótimo estado; 30%, bom; 20%, regular; e somente 10% em estado ruim. O foco de Marcos são as escolas que estão nestas últimas duas categorias.

“Neste momento, estamos mergulhados naquelas escolas em estado regular e ruim”, disse. O esforço está dirigido para que estas unidades tenham subido de categoria em 60 dias. As intervenções para melhorias serão realizadas em duas etapas: imediatamente, para receber os estudantes no primeiro dia de aula, são feitos os serviços de manutenção, roçagem e poda de árvores, reparos em telhados, pisos e banheiros, nos sistemas elétrico e hidráulico; em médio prazo, cerca de 60 dias, são solucionados os problemas estruturais.

O coordenador listou o CAIC Bernardo Sayão entre as unidades em estado ruim que vão mudar de status nos próximos dois meses.“Evidentemente estas escolas não estarão como gostaríamos para iniciar o ano, mas com certeza estarão em condições de receber os alunos neste primeiro momento, e de recebê-los com mais conforto num segundo momento”, afirma o coordenador regional de ensino.

Em Taguatinga, o coordenador regional Juscelino de Carvalho está acelerando a arrumação do prédio recém-alugado pela Secretaria de Educação para os alunos da EC 52. A escola teve as atividades suspensas em 2019, após decisão judicial que determinou a sua reconstrução. Os 400 estudantes foram encaminhados a escolas próximas no ano passado, mas, agora, voltam a estudar juntos em um mesmo prédio.

Nossa rede

Marcos e Juscelino fazem parte de uma grande operação em curso para o sucesso do ano letivo 2020. Todos estão empenhados na Secretaria. Como pode ser visto em Nossa Rede, os números com os quais a secretaria lida são superlativos. Se fosse um município, a educação seria pouco menor que Cuiabá, a 35ª cidade mais habitada do Brasil, com mais de 600 mil moradores, e pouco maior do que Juiz de Fora, a 36ª, com cerca de 490 mil pessoas. A rede pública tem 538.659 “habitantes”, somados estudantes (maioria da população), professores, servidores e aposentados.

Na próxima segunda-feira (10), tudo vai estar pronto para esta cidade, que chamamos Cidade da Educação, retomar suas atividades com o que é necessário para, neste primeiro dia de aula, por exemplo, transportar 57.811 estudantes em 844 ônibus, que vão rodar 154 mil quilômetros (sim, só neste dia), o equivalente a 132 viagens Brasília-Rio de Janeiro, 1.716 horas gastas nos percursos necessários ao conforto dos estudantes. Além disso, quase 400 mil alunos voltam a comer nas escolas nesta segunda-feira, consumindo 489.353 de refeições, em média, por dia.

A volta às aulas movimenta o Distrito Federal e também traz muitos benefícios indiretos. Um deles é para os pequenos produtores agrícolas do DF. A parceria com a Secretaria de Educação ganhou força nos últimos anos e vem sendo ampliada. Em 2017, eram adquiridos 23 diferentes tipos de alimentos da agricultura familiar. Agora já são 30 diferentes tipos. Quase mil agricultores familiares locais são beneficiados, impactando diretamente a melhoria da qualidade de vida de 3.785 pessoas.

Prioridade

“Estamos atuando em todas as frentes ao mesmo tempo para nos voltarmos, cada vez mais, para o processo de ensino-aprendizagem”, explicou o secretário João Pedro Ferraz, acrescentando: “Este é o objetivo de tudo o que fazemos. Se zelamos pelo conforto das instalações, pela melhoria do transporte ou da merenda, o principal significado disso é permitir aos nossos alunos que se concentrem no que efetivamente vai modificar suas vidas: o aprendizado”.

Para focar cada vez mais no que considera a missão mais nobre da secretaria, Ferraz implantou uma nova gestão, iniciando a transferência de responsabilidades por áreas que não têm vínculos diretos com o processo de ensino-aprendizagem para áreas afins, como o transporte escolar para a TCB, que ainda está em curso, mas deve ocorrer este ano. Outra mudança será a terceirização da merenda escolar, em fase de estudo, mas prevista para 2020 também.

Semana pedagógica

Neste sentido, este ano, a tradicional Semana Pedagógica foi precedida por uma preparação de diretores e vice-diretores para o início do ano letivo, realizada na semana passada. Cerca de 900 gestores participaram de oficinas e palestras pensadas no currículo da educação, na formação profissional e em sistemas de avaliação, entre outros.

Tudo isso entra como suporte pedagógico para o alcance dos cinco principais objetivos da educação na rede do DF: alfabetização eficaz até o final do BIA (Bloco Inicial de Alfabetização – dois primeiros anos, dos quais todas as crianças devem sair plenamente alfabetizadas); distorção idade-série (estudantes atrasados há mais de dois anos); aprendizagens anos finais; novo ensino médio e condições de aprendizagem – professores – formação e motivação.

A Semana Pedagógica 2020 ocorre simultaneamente em cada uma das unidades escolares, de 3 a 7 de fevereiro, com o objetivo de reunir os profissionais da educação para discussões, troca de informações e orientações a respeito do ano letivo que se inicia.

Carência zero

O início do ano letivo é marcado por uma ótima notícia. Desde o primeiro dia do ano letivo, o programa Educação Sem Carência vai colocar professores em todas as salas de aula. De imediato, a Secretaria deve convocar cerca de quatro mil professores substitutos para suprir as vagas abertas em substituição aos professores efetivos que exercem atividades de diretores, vices, coordenadores e supervisores pedagógicos.

Além disso, no decorrer do ano, os professores substitutos também são chamados para cobrir vagas abertas pelos efetivos em eventuais afastamentos legais, como licenças médicas, paternidade e maternidade, afastamento para estudos, entre outros previstas em lei.


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Callado1 de fevereiro de 20202min

Estudantes têm até as 23h59 para entrar no site do programa

 

Terminam neste sábado (1º) as inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni). Estudantes de todo o país têm até as 23h59 garantir sua inscrição. Neste semestre, serão oferecidas 251.139 bolsas.

O ProUni oferta bolsas de estudo integrais (100%) ou de 50% a estudantes de cursos de graduação e de cursos sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. O programa tem dois critérios de avaliação: desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e renda.

O programa é voltado para estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais. A iniciativa tem sistema informatizado e impessoal para garantir transparência e segurança no processo.

Regras

Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Podem se inscrever no Prouni o estudante que não tenha diploma de curso superior e que tenha participado do Enem mais recente com, no mínimo, 450 pontos de média das notas. Além disso, o estudante não pode ter tirado zero na redação.


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Callado1 de fevereiro de 20206min
Sala nova em folha: apenas as cadeiras estão de pernas para o ar na Escola Classe 29 | Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Muitas delas sequer tinham passado por grandes reestruturações desde que foram construídas

Por Hédio Ferreira Júnior

É tanto forro novo para ser colocado, telha sendo trocada, banheiros reformados e pisos totalmente substituídos que as obras nas escolas públicas de Ceilândia ainda estão a pleno vapor no início do ano letivo. Em 3 de fevereiro chegam os professores para a definição e escolhas das turmas, mas só uma semana depois disso é que milhares de estudantes voltam às aulas no Distrito Federal. Encontrarão as unidades de ensino em ordem e revitalizadas.

Na região administrativa mais populosa do DF, 50 das 97 escolas estão passando por manutenção. Além das reformas já mencionadas, várias unidades de ensino estão sendo pintadas, tiveram a rede elétrica renovada e os encanamentos trocados. Rampas de acessibilidade também estão sendo construídas em algumas delas. Os trabalhos, retardados pelo período de chuvas, seguem aceleradamente.

“Os alunos chegam com outro astral. E nós, professores e coordenadores, trabalhamos com muito mais disposição”Neusa Araujo, diretora da Escola Classe 50

Na Escola Classe (EC) 50, a diretora Neusa Araujo Corrêa conta nunca ter visto tantas mudanças na estrutura da unidade de ensino, onde trabalha há 22 anos – desde 2016 na coordenação. O piso, antes todo irregular, agora está uniforme, feito em granitina. A rampa de acesso improvisada pelos pais agora é em alvenaria e facilitará a locomoção de dois alunos e uma mãe cadeirante que frequentam a escola. Por lá a quadra também foi pintada, além das paredes e portões, que ganharam cores novas.

“Os alunos chegam com outro astral. E nós, professores e coordenadores, trabalhamos com muito mais disposição”, comemora Neusa. De acordo com informações da Regional de Ensino de Ceilândia, a unidade tinha uma das piores estruturas da região.

“As unidades de ensino de Ceilândia viraram canteiros de obras durante as férias. São muitas mudanças promovidas, o que vai melhorar as condições de estudo dos alunos e a de trabalho dos professores”, afirma o diretor da regional, Marcos Antônio de Sousa.

Primeira reforma

Muitas obras foram iniciadas em janeiro, após o recesso escolar e as festas de final de ano, e algumas de maior proporção continuarão após o início das aulas. É o caso da EC 52. Todos os quatro blocos da unidade de ensino terão as placas de concreto substituídas pela granitina. Já o material retirado será reaproveitado no estacionamento.

Os telhados receberão placas de PVC para conter o calor, as estruturas elétrica e hidráulica serão renovadas e toda as paredes pintadas. Em 40 anos de construção, é a primeira vez que a unidade é reformada.

O diretor Carlos Henrique Castro e seu vice, Antônio Eliseu de Oliveira, vão se reunir logo nos primeiros dias de aula com os pais dos alunos. “Vamos explicar a eles a magnitude e importância dessa reforma e pedir para que tenham paciência neste primeiro semestre, período previsto de conclusão”, avisa Castro. “Não queremos remover os estudantes para outro local nesse período, o que seria um transtorno para todos eles.”

Tudo pronto

Na EC 12 já está quase tudo pronto para receber os alunos. O telhado sem forro que deixa abafado parte do pátio está prestes a virar coisa do passado. As placas de PVC já estão prontas para serem instaladas e o piso foi trocado, assim como a estrutura elétrica.

Já na EC 29 os alunos devem ter uma surpresa. Com pintura nova e banheiros reformados, a diretora Adriana Teirxeira de Araújo comemora o fim das goteiras que por anos molhavam as salas de aula. “Isso aqui mudou demais. Estou na escola desde 2000 e só agora vejo tantas melhorias”, alegra-se.

Os recursos das reformas promovidas pelo GDF nas escolas de Ceilândia fazem parte da manutenção prevista pela regional de ensino e de repasses do Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (Pdaf). Outra parte vem de emendas parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).


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Callado30 de janeiro de 20202min

Unidades de ensino contarão com 25 televisores já para o início das aulas em fevereiro

Por Ary Filgueira

Duas escolas públicas de Brazlândia ganharam um importante equipamento para aprimorar as lições na sala de aula: um moderno televisor smart de 50 polegadas de última geração. O Centro Interescolar de Línguas de Brazlândia (Cilb) e a Escola Classe 8 contarão com 25 aparelhos já para o início das aulas, em fevereiro.

Equipamento de que a ex-aluna da escola Lílian de Andrade sentia falta quando estudava línguas no Cilb. “Fui aluna daqui e não tinha como ver filmes, baixar aulas para treinar as pronúncias. Olha, o colégio só está melhorando”, elogiou Lílian, tia de Gabriely de Abreu, de 13 anos, que estuda espanhol e inglês na mesma unidade educacional.

Elas foram verificar o início das aulas nesta terça-feira (28) e souberam da compra. “Vai ajudar bastante”, vislumbra Gabriely.

São 13 as salas com televisores instalados. Cada uma acomoda 17 estudantes na escola de línguas. São dois turnos de aulas, manhã e tarde. Além de inglês e espanhol, lá também é ensinado francês e japonês.

Na mesma cidade, mas em setor diferente, a Escola Classe 8 de Brazlândia foi outra unidade contemplada com os televisores. O colégio recebeu 12 aparelhos e também vai usá-los para ajudar nas aulas.

O custo total dos 25 televisores foi de mais de R$ 46 mil. O dinheiro veio de emendas destinas pelo deputado distrital Iolando Almeida e pagas pelo Governo do Distrito Federal.



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