Categoria: Educação

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Callado27 de março de 202017min

FIQUE EM CASAEm entrevista à Agência Brasília, o secretário de Educação, João Pedro Ferraz, lembra que ainda não há previsão para a retomada das atividades escolares e informa como pretende distribuir conteúdo on-line para 600 mil estudantes

Por Renata Moura – O isolamento recomendado pelas autoridades em saúde para conter a proliferação da Covid-19 atingiu em cheio o calendário escolar de milhares de estudantes em todo o território nacional. Em Brasília, afastados desde o último dia 11 de março, mais 600 mil alunos da rede pública aguardam em casa uma alternativa para não perder o ano letivo.

A Secretaria de Educação (SEE) está atenta aos prazos. Em 5 de abril, finda a antecipação do recesso escolar feita por decreto do governador Ibaneis Rocha. Em tese, as aulas retornariam.

Porém, o cenário da vigilância sanitária, que já registrou mais de 200 casos confirmados no DF do novo coronavírus, pode barrar mais uma vez a retomada das atividades presenciais. Diante dessa possibilidade, o GDF  planeja oferecer duas outras modalidades de conteúdo: aulas virtuais pela internet e videoaulas transmitidas pela televisão.

“Todo o governo está buscando alternativas para que as coisas continuem acontecendo, mesmo com boa parte da população isolada em suas casas”, explica o secretário de Educação, João Pedro Ferraz.

Em entrevista à Agência Brasília, ele conta como a pasta está enfrentado o período e diz que negocia com a TV Justiça a transmissão de aulas para alunos do ensino médio. “Nossa preocupação maior é com os cerca de 80 mil alunos do ensino médio, porque podem não conseguir recuperar esse tempo perdido em função dos prazos de vestibulares, Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] e PAS [Programa Seletivo de Avaliação Seriada]”, afirma.

Ferraz lembra ainda que não há previsão para a retomada as aulas presenciais, mas destaca o empenho das equipes na preparação do conteúdo para lançamento das novas plataformas, ainda na primeira quinzena de abril.

Abaixo, acompanhe os principais trechos da entrevista.

Como o sr. avalia o posicionamento da população sobre a suspensão das aulas como prevenção ao novo coronavírus?

Não chegamos a fazer essa avaliação específica com a participação de professores, alunos e pais. Mas, como a comunidade escolar está no conjunto de toda a população, pela nossa avaliação, está tudo indo bem. A população está aceitando naturalmente as medidas protetivas, porque estão todos preocupados com as vidas que podemos poupar. E estão vendo que não estamos parados; todo o governo está buscando alternativas para que as coisas continuem acontecendo, mesmo com boa parte da população isolada em suas casas.

Secretário de Educação, João Pedro Ferraz

Como a Secretaria de Educação está lidando com esse quadro?

A gente tem buscando soluções para atender as crianças em casa, por meio do ensino virtual. Estamos buscando soluções já pensando em reposição do calendário, para que não haja um prejuízo maior para os alunos. Nossa grande preocupação é com o ensino das séries finais, principalmente do ensino médio. Agora, estamos todos voltados para construir essas alternativas.

E o Conselho de Educação Distrital também já autorizou a rede pública a oferecer aulas virtuais…

Sim. Temos uma ideia genérica ainda dos resultados dessa nova modalidade de estudo. Na secretaria, já estávamos trabalhando num projeto de contraturno digital. Temos algumas plataformas especializadas de ensino e contamos com ajuda da Google e da Microsoft, que já se colocaram à disposição. Também contamos com profissionais da própria secretaria, que estão engajados e têm habilitação e experiência para isso. A ideia é focar num programa de acesso rápido por telefone ou computador. Estudamos ainda a alternativa de transmitir o conteúdo dessas aulas na televisão.

Então, o governo já fechou com alguma emissora?

Estamos construindo alternativas, principalmente pensando naqueles alunos que não têm equipamento para acesso à internet. Temos uma ideia que 90% dos nossos alunos já possuem esse acesso às ferramentas digitais, mas se ficar um aluno fora, teremos de atender de outra forma, porque ninguém pode ficar no prejuízo. Já conversamos com a TV Justiça, que se colocou à disposição para colaborar. Então, essa é uma possibilidade mais provável de acontecer, principalmente para atender rapidamente. Começaríamos, no primeiro momento, com uma hora, depois com duas e, no decorrer de uma semana, passaríamos a uma carga horária de pelo menos três horas. Nossa preocupação maior é com os cerca de 80 mil alunos do ensino médio, porque podem não conseguir recuperar esse tempo perdido em função dos prazos de vestibulares, Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] e o PAS [Programa Seletivo de Avaliação Seriada]. Já com os outros, a preocupação existe, mas poderíamos ajustar o calendário, entrar no próximo ano – utilizaríamos os feriados e sábados para compensar tudo.

Quando começariam essas aulas virtuais?

Nossa ideia é implantar essa modalidade de aulas logo após o fim do recesso, que, pelo decreto, é em 5 de abril. Estamos correndo para viabilizar isso ainda na próxima semana, para poder informar o passo a passo para os estudantes. Num primeiro momento, o foco é o ensino médio. A nossa preocupação maior agora é obedecer às orientações das autoridades de saúde e fazer o isolamento. Vamos cumprir essa determinação para segurança de toda a população e também dos nossos servidores e alunos. Por isso, vamos passar o conteúdo para esses jovens e mantê-los em casa até quando for necessário – mas claro que estamos preocupados que esse tempo em casa seja produtivo, por isso as aulas virtuais. É o que podemos fazer agora; tudo o mais pode ser resolvido depois.

Essa modalidade de ensino é algo muito novo, principalmente para os estudantes. Como fazer com que dê certo?

Vamos distribuir a programação de forma a envolver estudantes e responsáveis. Será ótimo porque [a família] vai aproveitar esse tempo dentro de casa ocupando nossos alunos com estudo orientado. Esperamos que os pais também contribuam, cobrando disciplina, porque teremos horários específicos para entrar nas salas de aulas – tanto pela televisão quanto pelas plataformas digitais. Nossa ideia é oferecer aos alunos uma agenda de compromissos, com prazos previamente estabelecidos. É uma primeira experiência. Não sabemos qual será o resultado disso, mas o empenho da equipe está concentrado em fazer de tudo para que dê certo.

“Esperamos que os pais também contribuam, cobrando disciplina, porque teremos horários específicos para entrar nas salas de aulas – tanto pela televisão quanto pelas plataformas digitais”

Quando o governo espera a retomada das aulas? Já existe um prazo?

Não temos um prognóstico do tempo em que ainda vamos ter que ficar parados. Estamos trabalhando com uma suspensão de aulas ainda no mês de abril, talvez maio também. Mas está tudo indefinido ainda.  Estamos trabalhando para oferecer o que há de melhor para educação do DF – tudo dentro das nossas possibilidades e, claro, dentro dessas circunstâncias que a gente vive hoje de pandemia.

Durante o período da suspensão das aulas, o que os professores farão?

É bom lembrar que, até 5 de abril, todos estão em período de recesso escolar. Nesse primeiro período, estamos contando como se fosse uma antecipação das férias de julho. Mais para a frente, quando as aulas nas plataformas e na televisão se iniciarem, teremos de pensar numa atividade para eles também. Poderão auxiliar no conteúdo e também realizar atividades de capacitação e atualização de uma maneira on-line. Acredito que eles possam colaborar muito essa nova modalidade de ensino, mas estamos trabalhando em sintonia com uma prospecção da Secretaria de Saúde para colaborar enquanto esse isolamento for necessário.

Qual é a situação dos servidores da área administrativa?

A grande maioria está em serviço de teletrabalho. A nossa preocupação maior agora é obedecer às orientações das autoridades de saúde.

O GDF terá de suspender as avaliações de ensino previstas para o primeiro semestre?

Tudo isso ficou prejudicado, mas ainda não temos uma orientação conclusiva. Agora, estamos focados em encontrar alternativas. Precisamos agora concluir o conteúdo on-line e passar para validação do Conselho de Educação e para os órgãos competentes, para conseguir autorização e seguir em frente com a proposta. Temos um calendário obrigatório de 200 horas aulas que precisamos cumprir. É uma legislação federal e, pelo menos agora, não tem como alterar. Mas acreditamos que esse calendário possa ser revisto e pode sofrer algumas modificações em virtude dessa paralisação nacional. Tudo ainda vai depender de quanto tempo mais ficaremos em casa.

O governo anunciou algumas bolsas e auxílio para alunos carentes, que não estão se alimentando na escola em função da suspensão das aulas. Como a Secretaria de Educação está administrando esse impacto no orçamento?

Ainda não tivemos um sinal do governo federal de aportes para educação. O que temos é a aprovação da Câmara Legislativa no sentido de liberar os recursos que estavam destinados à merenda escolar para que eles possam ser repassados às famílias. Já estamos adotando essas providências, retirando parte desses recursos destinados à merenda escolar e colocando nos cartões que as famílias receberam para usar para compra de material escolar. Todos os alunos cujas famílias estão no Cadastro Único já estão recebendo a importância de R$ 60, por 15 dias – o que dará uma média de R$ 120 por mês para cada criança. Isso para cobrir as despesas com aquilo que elas estão deixando de consumir nas escolas. Liberamos esse cartão para ser usado nos mercados por todo o período de suspensão das aulas.

“Todos os alunos cujas famílias estão no Cadastro Único e já estão recebendo a importância R$ 60, por 15 dias – o que dará uma média de R$ 120 por mês para cada criança”

E o auxílio para as crianças das creches?

As creches foram fechadas por meio de uma decisão judicial, a pedido do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares. Não fechamos no início porque entendemos que as creches atendiam muitas mães e pais de baixa renda, que precisavam trabalhar e não tinham com quem deixar seus filhos. Nas creches, as crianças têm todas as refeições, higiene e cuidados. Mas, com a ordem judicial de fechar as creches, tivemos que dar uma opção aos pais para alimentação dessas crianças. Então, estabelecemos uma redução no valor do que se paga por crianças nas creches. Esse valor será distribuído com todas as crianças que usam sistema de creche da rede pública. São cerca de 20 mil, tanto  para aqueles que estão nas redes conveniadas quanto [para os que se encontram] nas [redes] geridas pela Secretaria de Educação.

Quando os pais terão acesso a esses valores?

Os 20 mil cartões-auxílio alimentação/creche serão distribuídos a partir desta sexta-feira (26). Vamos entregar todos às 14 regionais de ensino, e cada regional ficará responsável pela distribuição. Algumas vão distribuir na própria sede; outras vão encaminhar a grandes escolas, para não haver aglomeração. Vamos organizar essa distribuição durante seis dias, com escalas para não formar filas. Na semana que vem, quando todos estiverem com o cartão na mão, o BRB vai carregar esses cartões com o valor de R$ 150 por mês para cada criança.


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Callado18 de março de 20207min

O cartão poderá ser usado simultaneamente para material escolar e alimentos. Serão investidos R$ 6,5 milhões para atender 69.848 famílias, responsáveis por 106.435 estudantes

Os recursos do Bolsa Alimentação, o programa emergencial criado pelo GDF para a compra de alimentos durante a suspensão das aulas na rede público de ensino, estarão disponíveis para os pais na tarde desta quarta-feira (18). Esse dinheiro pode ser usado pelas famílias dos estudantes que fazem parte do cartão material escolar e tem validade, para este fim, pelos 15 dias previstos de recesso escolar, em 30 de março. Se este período for prorrogado, o programa será mantido.

Os estudantes que fazem uma refeição na escola terão direito a R$ 59,70 para os quinze dias de suspensão. Se fizerem duas refeições, o valor dobra. Os valores são referentes à refeição – ou seja, almoço e/ou janta. A família receberá por cada um dos filhos matriculados na rede pública os valores calculados a partir do número de refeições feitas por estudante matriculado.

No total, serão investidos R$ 6,5 milhões no programa, que vai atender 69.848 famílias, responsáveis por 106.435 estudantes. Os recursos virão do orçamento da merenda escolar.

Todas as famílias que fazem parte do cartão material escolar devidamente cadastradas no Bolsa Família vão receber. Caso algum beneficiário não receba imediatamente, terá o crédito retroativo, nos próximos dias, pelo período completo previsto pelo decreto nº 40.520, de 14 de março.

Os beneficiários do cartão material escolar do último lote, com pagamento previsto para 25 de março, vão receber agora somente o crédito pelo bolsa alimentação, como todos os demais beneficiários.

Uso simultâneo

Nos últimos três dias, a equipe técnica do BRB conseguiu desenvolver um aplicativo que permitirá o uso simultâneo dos dois benefícios. Portanto, não é mais necessário, como previsto inicialmente, zerar uma finalidade para usufruir de outra.

No momento da compra, o cartão vai oferecer as duas possibilidades. Basta escolher a opção desejada. O aplicativo também oferece a possibilidade de consulta dos créditos de ambos os programas.

Para a compra de alimentos, o cartão poderá ser utilizado em qualquer estabelecimento, como supermercados, mercados, mercadinhos de bairros, restaurantes e padarias. Para material escolar, somente na rede de papelarias credenciadas.

O uso do Bolsa Alimentação é mais amplo porque o governo quis lançá-lo o mais rapidamente possível, a fim de que as crianças e jovens não ficassem sem merenda. Por isso não houve o credenciamento do comércio alimentício.

Caso a comissão criada pelo GDF para acompanhar a evolução da epidemia decida estender o prazo de suspensão das aulas, serão divulgadas novas orientações pela Secretaria de Educação, encarregado pela condução das ações da área durante este período.

A Diretoria de Alimentação Escolar da Secretaria preparou uma lista de alimentos para manter uma dieta rica e nutritiva para as crianças.

Embora o cartão passe a ter uso amplo no comércio, a Secretaria recomenda às famílias que gastem o valor da bolsa nos alimentos desta lista.

O mau uso do cartão, para fins que não sejam de compra de alimentos, poderá ter consequências graves, inclusive a perda e com os beneficiados respondendo criminalmente por desvio de finalidade.

Para saber mais clique em pergunta e respostas.

 

Confira a lista de alimentos sugeridos

Gêneros e produtos – Cartão Alimentação 
Açúcar cristal Batata Doce
Amido de milho Batata Inglesa
Arroz Beterraba
Biscoito Amanteigado Brócolis
Biscoito Cream Craker Cenoura
Biscoito Maisena Chuchu
Extrato de Tomate Couve Manteiga
Farinha de mandioca Couve Flor
Feijão Espinafre
Leite em pó Inhame
Macarrão Milho verde
Óleo  de soja Pepino preto
Sal Repolho branco
Abacaxi Pérola Alho
Banana Prata Cebola
Goiaba Cebolinha
Laranja Coentro
Limão Salsa
Morango Pimentão
Maçã Pão careca
Mamão Pão Brioche
Melancia Peito de frango in natura
Melão Carne bovina in natura
Abóbora japonesa Filé de peixe sem espinha in natura
Abobrinha Ovo de galinha
Alface

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Callado11 de março de 20207min

Quase R$ 21,5 milhões foram investidos em contrato para fornecimento de material a colégios do programa Escola que Queremos

Por Jéssica Antunes

Mais de 200 mil livros complementares de português e matemática são distribuídos em escolas públicas da capital. Este é o resultado de R$ 21,445 milhões investidos pelo Governo do Distrito Federal em um contrato com a editora Moderna. Todas as coordenações regionais de ensino foram contempladas e os materiais são direcionados a 170 unidades que integram o programa Escola que Queremos (saiba mais no vídeo e na tabela abaixo).

Os materiais servem a alunos do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Os livros têm o selo do projeto Aprova Brasil, com conteúdos complementares voltados a exames nacionais, estaduais e municipais. Naqueles de Língua Portuguesa, o conteúdo foca em desenvolvimento e fluência de leitura, com objetivo na melhoria da capacidade de compreensão de texto. Já a disciplina Matemática concentra cálculos e resoluções de situações-problema.

“Esses livros foram adquiridos por licitação, conforme suas especificidades. Estamos estabelecendo um conteúdo formativo diferenciado para as unidades que integram o Escolas que Queremos, que têm desempenho abaixo do esperado, com altos índices de reprovação e abandono escolar”, explica o secretário de Educação, João Pedro Ferraz.

De acordo com ele, trata-se de investimento no futuro dos meninos e meninas da capital, como estratégia para superar os problemas identificados. O contrato com a editora tem vigência de um ano e prevê obras atualizadas de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e alinhadas ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O contrato foi assinado na quinta-feira (5) e publicado no Diário Oficial do DF desta terça-feira (10).

Subsecretário de Educação Básica, Helber Vieira conta que os livros vêm para aprimorar aprendizagens. “Livros regulares didáticos são fornecidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Temos enfrentado problemas com isso e continuamos tentando atender a todos, então essa remessa é complementar. A aquisição do material complementar refletirá na ampliação da garantia ao direito à educação e para aperfeiçoar os índices do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] dessas escolas”, aponta.

Assista ao vídeo:

Melhorar leitura, escrita e aprendizado

No Caic Professor Walter José de Moura de Taguatinga, 1.888 livros foram recebidos nesta terça-feira (10). Eles devem ser utilizados no principal projeto da escola, que tem 85 turmas e cerca de 1,5 mil alunos até o 5º ano do Ensino Fundamental. Supervisora pedagógica, Mariana Bastos de Aguiar conta que as 39 caixas entregues vão fazer parte da rotina dos alunos.

“Temos buscado valorizar a questão da leitura na escola. Esse ano, nosso carro-chefe é incentivar o prazer de ler e aprender. Com acesso a esses livros, a criança vai poder ler, ouvir, encantar-se com a história, resolver problemas e conseguir melhorar seu nível de leitura, escrita e aprendizado”, diz. As obras vão ser agregadas às caixas de leitura que cada turma tem.

O caminhão carregado de livros também estacionou no pátio da Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia nesta terça. Das 14 do DF, ela foi a maior contemplada. A previsão é que 31 mil obras sejam distribuídas a 30 escolas até o fim desta semana. “Qualquer recurso didático a mais recebido é oportunidade a mais que o estudante tem de ter visão diferente de um mesmo conteúdo”, valoriza o coordenador Marcos Antônio de Sousa.

Ele aproveita para citar a máxima sobre a prática que leva à perfeição. “A gente tenta, cada vez mais, trabalhar de forma integrada. Aula discursiva do professor associada ao livro didático e complementada pelo livro paradidático para levar a uma formação integral, visão abrangente e maior possibilidade de aprendizado”, afirma.

Escolas que Queremos

Programa estratégico da Secretaria de Educação, o Escolas que Queremos visa alcançar educação de excelência nas escolas públicas do DF. Ao todo, contempla 190 escolas pela melhorando os índices de aprendizagem, redução as taxas de abandono e reprovação escolar, e valorização dos profissionais da educação.

Até 2022, a previsão é que sejam investidos R$ 40 milhões em recursos articulados junto à Secretaria de Economia.


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Callado9 de março de 20206min
Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O Centro Interescolar de Línguas (CIL) da cidade mudou de lugar e agora tem nova opção de idioma (francês). Aulas serão em três turnos – o que permitiu abrir mais 1,3 mil vagas

Por Jéssica Antunes

O Centro Interescolar de Línguas (CIL) do Núcleo Bandeirante tem 1,3 mil vagas a mais para quem quer aprender um novo idioma. A unidade, que só tinha aulas no período noturno, conseguiu ampliar a grade e abarcar os três turnos ao mudar de endereço. Para melhorar, além de inglês e espanhol, a novidade do ano é a inclusão da oferta de francês. As inovações são celebradas pela comunidade.

Até o ano passado, a unidade funcionava em espaço emprestado, mas ela foi transferida para o anexo da Escola Classe 3 do Núcleo Bandeirante, onde ficava a sede da Coordenação Regional de Ensino – que também está de mudança. A gestora Ana Maria Alves da Silva diz que o prédio foi adequado em dois meses, com verba do Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (Pdaf) da regional.

Foram feitos serviços de pintura, iluminação, instalação de lousas e de ar condicionado. Carteiras novas também chegaram para as dez salas de aula. “A gente acompanha a felicidade dos pais que lutavam por vagas e não conseguiam por serem poucas e em apenas um turno”, conta a coordenadora da regional.

Diretora do CIL desde janeiro de 2016, Sílvia Maria Taraleskof revela que as mudanças que permitiram ampliação atendem a uma demanda histórica. “A procura por funcionamento diurno, nos turnos matutino e vespertino, vem de muito tempo”, diz ela.

É uma grande conquista para a cidade que pleiteou por issoSílvia Maria Taraleskof, diretora do CIL

Se antes o atendimento à rede escolar precisava ser limitado a alunos do ensino médio a partir de 15 anos, agora desde o 6º ano os meninos e meninas podem aprender novo idioma. Além, é claro, de abrir mais espaço a comunidade que fica com vagas remanescentes. O número de cadeiras ofertadas passou de 580 para 1.880, um acréscimo de 224%.

Ensino de qualidade

Aluno do Centro de Ensino Fundamental Metropolitana, Breno Gomes conseguiu voltar a estudar inglês. O jovem de 17 anos chegou a cursar o idioma na unidade do Guará do CIL, cerca de dez quilômetros distante, mas não conseguiu manter a rotina. “Era um pouco longe e eu cansava muito. É bom ter a possibilidade e oportunidade de retomar a formação na cidade”, celebra o rapaz.

A artista plástica Márcia Pessoa de Resende, 66, aproveita a oportunidade de voltar a imergir na língua francesa. “No passado, eu havia feito Francês no CIL do Plano Piloto, mas tive que parar. Aqui, no Núcleo Bandeirante, não tinha oferta do idioma e eu pleiteava. Adorei quando soube da inclusão”, conta a aluna.

“É um ensino gratuito e de muita qualidade. Sempre gostei do francês e o professor é espetacular. A aula não é só de idioma, mas de cultura”, observa a estudante. A inédita oferta do idioma foi a mais procurada no primeiro semestre deste ano.

Os CILs
A rede pública do DF tem 17 centros interescolares de língua onde os estudantes podem aprender inglês, espanhol, francês e japonês no contraturno das aulas regulares. São quase 500 professores trabalhando na formação de quase 50 mil estudantes.

Outras duas unidades são vinculadas à Coordenação Regional de Ensino do Núcleo Bandeirante. Os CILs do Riacho Fundo e do Riacho Fundo II funcionam no período noturno e ofertam inglês e espanhol.

As inscrições são realizadas duas vezes por ano: no primeiro e no segundo semestre de cada ano e todo o processo é feito on-line. A prioridade é dos alunos da rede pública do DF, mas vagas remanescentes são abertas à comunidade.


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Callado9 de março de 20209min
O conceito de unir videogame com a matemática é abraçado pelos estudantes. Todos destacam que, além dos livros e vídeos e dos conceitos aprendidos em sala de aula, é importante a ajuda dos games. Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Estudantes do 8º e 9º ano encampam projeto em busca de bolsas de estudo e reconhecimento

Por Ian Ferraz

Iniciativas que estimulam o saber e o desenvolvimento do aluno costumam mexer com as escolas. É o que ocorre com a tradicional Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que chega à sua 16ª edição em 2020 e começa a movimentar o corpo docente e discente do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 12 de Ceilândia. Lá, os alunos fazem as contas de quantas horas vão ter para se preparar. Afinal, a competição está marcada para 26 de maio (primeira fase) e 26 de setembro (segunda fase).
A Olimpíada é aberta a estudantes da rede pública e particular de ensino, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e todas as séries do ensino médio. Seu objetivo é estimular o estudo da matemática por meio da resolução de problemas a fim de despertar o interesse e a curiosidade de professores e estudantes. No CEF 12, a Olimpíada já colheu frutos e motiva um grupo de alunos a conquistar novamente as diversas premiações, como menção honrosa, medalha e até bolsa de estudo.
Estudante do 9ª ano, Davi Silva de Souza, 14 anos, pode ser considerado um dos vitoriosos da Olimpíada. Ele recebeu medalhas nos três anos em que participou da disputa, em 2017, 2018 e 2019. O bom desempenho também lhe rendeu uma bolsa de estudos na Universidade de Brasília (UnB), onde aprende conceitos avançados de matemática. Em 2020, ele mantém a motivação.

Tudo que a gente vê tem matemática. Ela existe em tudo e é muito importante. Por ter facilidade comecei a gostar da matéria quando mais novoDavi Silva de Souza, estudante do 9º ano

“Tudo que a gente vê tem matemática. Ela existe em tudo e é muito importante. Por ter facilidade comecei a gostar da matéria quando mais novo”, conta Davi, que recebeu o incentivo de familiares para investir nos estudos e também criou gosto pela matemática a partir dos jogos de videogame Minecraft e Fortnite, onde aplica conceitos de forma lúdica.
O conceito de unir videogame com a matemática é abraçado por outros colegas de Davi. É o caso dos alunos Ricardo Rian, 14 anos, do 9º ano; Pedro Henrique, 13 anos, do 9º ano; Eliabe Castro, 13 anos, do 8º ano; e Luis Filipe, 13 anos, do 8º ano. Todos destacam que, além dos livros e vídeos e dos conceitos aprendidos em sala de aula, é importante a ajuda dos games.
Eles já receberam menção honrosa por participações anteriores. Davi e Ricardo Rian foram além: são medalhistas e também conseguiram a bolsa de estudos na UnB. Ponto para os alunos e para o CEF 12. “Gosto das teorias e de lógica. Estudo em sites, também. Para esse ano, na Olimpíada, vou me preparar fazendo muitas provas e assistindo vídeos. Se Deus quiser vou levar o ouro”, aposta Pedro Henrique.
Professor de matemática e diretor do CEF 12, Flávio Silva de Moraes avisa que a escola fará um trabalho especial com os alunos para a primeira fase da competição, com foco nas matérias e questões que podem ser abordadas nas Olimpíadas. Na segunda fase, quando há um filtro na seleção dos alunos, a abordagem e os estudos serão intensificados com o grupo selecionado para a disputa. “É de grande valia esse incentivo para o futuro dos alunos. É gratificante ver os estudantes com carreiras desenvolvidas, bem empregados. Bem não só de profissão, mas de vida”, afirma o diretor.

Embora a Olimpíada exista desde 2005, o CEF 12 iniciou sua participação em 2015. Desde então acumula 55 menções honrosas, 14 medalhas de bronze, duas de prata e uma de ouro.

Sobre a Obmep
A Obmep é destinada a escolas municipais, estaduais, federais e privadas, sendo que a inscrição para as instituições públicas são gratuitas. As inscrições para a edição 2020 vão até as 23h59 de 20 de março no site da Obmep.
A competição é dividida em três níveis, de acordo com a escolaridade. O nível 1 é destinado a alunos do 6º ou 7º ano do ensino fundamental; nível 2 para alunos do 8º ou 9º ano do ensino fundamental; e nível 3 para os alunos de todas as séries do ensino médio. Jovens e adultos matriculados na modalidade EJA também podem ser inscritos pela escola.
Os estudantes com melhor desempenho recebem medalhas de ouro, prata ou bronze, além de certificados de menção honrosa. Os medalhistas são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC). Além dos alunos, os professores das escolas também são agraciados prêmios. As inscrições e outras informações sobre a Olimpíada podem ser acessadas no site da Obmep
No ano passado, dezenas de escolas do DF foram premiadas com material didático. É o caso do CED 06 de Taguatinga; do CED 123 de Samambaia;, do CED 416 de Santa Maria; do CED Gisno; do CEF 04 de Brasília; do CEF 06 de Brasília; do CEF 405 Sul; CEF Caseb; CEF Jardim II do Paranoá; CEF Pipiripau II; CEF Rio Preto; IFB – Campus Taguatinga.
Em 2020, a Olimpíada vai distribuir 500 medalhas de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze para os alunos da rede pública, além de 46.200 menções honrosas. O número de bolsas não foi divulgado.

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Callado7 de março de 20204min

Profissionais vão ser distribuídos de acordo com a necessidade de cada uma das regionais de ensino

O Governo do Distrito Federal nomeou nesta sexta-feira (6) 821 professores de diversos componentes curriculares para atuar na rede pública de ensino do Distrito Federal. As nomeações (veja a tabela abaixo) foram publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A maioria delas foi destinada ao componente “Atividades”, haja visto ser esta a maior demanda da rede. Esses professores atuam na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental.

Além disso, também foram nomeados professores de artes, biologia, ciências naturais, filosofia, física, geografia, história, espanhol, francês, inglês, português, matemática, química e sociologia. Para alguns componentes curriculares, como artes e matemática, todos os aprovados no concurso foram nomeados.

Foram realizadas ainda nomeações para profissionais que devem atuar nas escolas técnicas da Secretaria de Educação (SEEDF) nas áreas de administração, eletrônica, enfermagem, informática, nutrição. As nomeações foram para carga horária de 20 e 40 horas semanais.

Carência

As orientações para os novos nomeados já estão disponíveis no site da Secretaria de Educação. É necessário ficar atento ao cronograma de entrega dos documentos e aos prazos das demais solicitações que podem ser feitas, como o reposicionamento de fila.

Os professores nomeados foram aprovados no último concurso público da Secretaria de Educação, em 2016, cuja validade segue até setembro de 2021. No total, já foram nomeados 2,5 mil professores, desde a homologação do concurso, que previa 800 vagas. Cerca de 2,9 mil candidatos foram aprovados.

No início de 2019, a SEEDF solicitou 1,2 mil nomeações. Em agosto do mesmo ano, apenas 200 foram autorizadas. Dessa forma, o Secretário de Educação, João Pedro Ferraz, passou a negociar diretamente com a Secretaria de Economia a viabilização de mais nomeações de professores.

Confira abaixo a tabela de nomeações:

Administração 1
Artes 3
Atividades  469
Biologia 11
Ciências Naturais 51
Eletrônica 2
Enfermagem 12
Filosofia 13
Física 7
Geografia 37
História 39
Informática 5
Espanhol 10
Francês 3
Inglês 41
Português 94
Matemática 8
Nutrição 1
Química 3
Sociologia 4
PCD
Atividades 3
Ciências Naturais 4
Fonte: Educação

 


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Callado6 de março de 20204min

Bolsas serão concedidas para mais de 350 instituições de ensino

Por Andreia Verdélio

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) inicia nesta sexta-feira (6) o novo modelo de concessão de bolsas de pós-graduação para mais de 350 instituições de ensino superior públicas e privadas do país. A distribuição será com base no desempenho acadêmico e no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da cidade onde o curso é ofertado.

A relação das bolsas de mestrado e doutorado será divulgado no site da autarquia, e estarão disponíveis para serem distribuídas pelos cursos aos estudantes em março. Essa é a primeira vez que a Capes define regras unificadas para a concessão do benefício. Serão redistribuídas 84,1 mil bolsas.

Não se tratam de novas bolsas, mas de bolsas existentes que serão redistribuídas de forma gradual de acordo com os critérios estabelecidos pela Capes. Os estudantes que já têm bolsas de estudo não serão atingidos. As regras valem apenas para as vagas que estão desocupadas ou cuja previsão de conclusão de pesquisa seja este ano.

Cursos que perderem bolsas pelo novo cálculo, mas que estiverem com as bolsas ocupadas, permanecem com as bolsas até a conclusão das pesquisas, mas não poderão ofertar o benefício a novos estudantes.

Atualmente, as universidades e os programas de pós-graduação têm uma determinada quantidade de bolsas de estudos. Se um bolsista conclui a pesquisa, a bolsa é repassada para um novo bolsista do mesmo programa.

Agora, as bolsas não permanecerão, necessariamente, no mesmo programa. Um curso de mestrado ou doutorado poderá perder ou ganhar bolsas de acordo com os critérios estabelecidos. Haverá uma transição para que os cursos não sejam prejudicados. Eles poderão perder, no máximo, 10% das bolsas ou ganhar até 30% das bolsas atuais.

Segundo a Capes, o modelo foi pensado para corrigir distorções. “O modelo revê, por exemplo, a distribuição de bolsas de estudos para cursos que possuem a mesma nota, estão na mesma área de conhecimento e localização geográfica, mas contam com quantitativos de bolsas muito diferentes. Também entram nesse contexto cursos de excelência com número de bolsas inferior ao de cursos com nota mínima permitida”, informou a autarquia.

Os critérios valem até fevereiro de 2021 e poderão ser revistos após esse período. As regras valem para os Programa de Demanda Social (DS), Programa de Excelência Acadêmica (Proex), Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) e Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior (Prosuc).

Atualmente, os bolsistas de mestrado recebem, por mês, R$ 1,5 mil e os de doutorado, R$ 2,2 mil.

 


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Callado6 de março de 20206min

Até o final do mês serão mais quatro creches e 700 vagas. Governo investe cerca de R$ 800 por cada criança nos CEPIs

Por Lívio di Araújo

O Governo do Distrito Federal (GDF) entregou, na tarde desta quinta-feira (05), a primeira das cinco creches prometidas para o início de 2020. O Centro de Educação de Primeira Infância (CEPIs) Cajuzinho, localizado no Lago Norte, passa a beneficiar, a partir de agora, 174 crianças de zero a três anos de cidades como Paranoá, Varjão e Itapoã.

Até o fim deste mês, mais quatro serão entregues à população do DF. Mais de 800 crianças serão atendidas.

Durante a inauguração do CEPI Cazujinho, as crianças, curiosas, puderam assistir de perto, no pátio da instituição, toda a movimentação. Bateram palmas, cantaram.

Algumas fizeram questão de estar perto das autoridades e não se intimidaram.

“É na primeira infância que o intelecto da pessoa se desenvolve, que é possível torná-la uma pessoa mais saudável, prepara-la para o mercado de trabalho futuramente”, destacou Mayara. “Ter todas as pastas [do governo] integradas trabalhando pela primeira infância é um diferencial e o GDF vem dando esse suporte tão primordial para as nossas crianças”, completou a primeira-dama.

O evento reuniu o secretário de Educação, João Pedro Ferraz, a primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha e o vice-governador Paco Britto que, juntos, fizeram o descerramento da placa inaugural da creche que contou com mais de R$ 3,2 milhões de investimento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o investimento do GDF é de pouco mais de R$ 800 por cada criança assistida. O CEPI é gerido pela Instituição Coração de Cristo.

O vice-governador fez questão de destacar a prioridade e atenção que o Governo Ibaneis tem dado à educação e comemorou com números. “Só com os novos CEPIS, neste mês, serão 870 crianças atendidas. E tenho uma novidade: nos próximos 90 dias vamos a dar início a mais uma creche, desta vez no Taquari”, adiantou. Paco Britto também destacou a distribuição de 5.000 cartões-creche que o GDF entregou no início do ano e de mais outros 5.000 que serão entregues no segundo semestre. “Só com os cartões, beneficiaremos 10 mil crianças. Isso demonstra o comando, a determinação e o foco que este governo tem para fazer o bem para a população do Distrito Federal”, frisou.

O quantitativo de vagas ofertadas em creches neste ano pelo GDF também foi comemorado pelo secretário de Educação. “Historicamente, o DF vem superando o déficit em torno de 1.500 vagas por ano”, disse. Somente no primeiro semestre, o governo ofertou cerca de 14 vagas parta a faixa etária de 0 a 3 anos e 11 meses (algumas conveniadas atendem crianças de até 5 anos): 5 mil por meio do cartão-creche; 870 por intermédio dos CEPIs, e 8 mil por meio do movimento sequencial dos estudantes – que abrem vagas para novas crianças.

A inauguração dos demais centros já estão agendadas. Em Samambaia – que ganhará não apenas uma, mas duas creches -, o evento está marcado para o próximo dia 12. No dia 17 é a vez de Ceilândia e, no dia 19, São Sebastião, completando as cinco instituições prometidas pelo governador Ibaneis Rocha.

A primeira infância mexe comigo. Eu também tenho um bebê e sei que o coração de uma mãe que deixa seu filho pequeno em uma creche fica apertado. Mas ela faz isso para estar no mercado de trabalho e, por isso, é tão importante garantir um espaço que cuide dessa criança”, ressaltou a primeira-dama.

Os prédios dos CEPIs seguem o modelo padrão do Projeto Proinfância Tipo B, do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil, instituído pelo Ministério da Educação (MEC).

São mais de 30 funcionários entre diretor, coordenador, professores, monitores, secretário escolar, nutricionista, porteiro, cozinheiro, serviços gerais, agente patrimonial e auxiliar de cozinha.

O bloco pedagógico é formado pelos blocos creche I e II e creche III e pré-escola e contam com fraldário, salas de atividades e repouso, solário, sala de leitura, laboratório de informática, banheiros para portadores de necessidades especiais, refeitório, pátio coberto e descoberto, anfiteatro aberto e playground para atividades lúdicas.

 


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Callado5 de março de 20208min

Medida vai criar até 35 mil vagas e permitir que os custos com transporte escolar, hoje de R$ 150 milhões por ano, sejam reduzidos em 80%

Por Ary Filgueira

A Secretaria de Educação gasta por ano R$ 150 milhões com transporte escolar para levar alunos que estudam fora de sua região domiciliar. Mesmo com esse suporte público, alguns pais reclamam: não gostam que os filhos estudem longe de casa. Com toda razão. Mas esse sistema viciado que perdura há anos e atravessa gestões será desidratado em breve. Um projeto da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) vai reduzir esse valor em 80%. Melhor ainda: irá economizar o tempo gasto pelos estudantes com deslocamento.

A Novacap construirá 500 salas de aulas em escolas públicas já existentes no Distrito Federal. Cada uma vai acomodar 35 alunos. Se multiplicado por dois turnos, o quantitativo chega a 35 mil vagas. Enfim: o projeto, além de diminuir o custo com transporte escolar, atacará o déficit de vagas na rede pública de ensino.

Segundo a Secretaria de Educação, só em 2018 o governo gastou R$ 126,6 milhões com o transporte de 58 mil estudantes. Mas esse número aumentou no ano passado para R$ 150 milhões. Com a expansão das salas de aula, será reduzida progressivamente a dependência, transferindo-se o gasto atual com transporte escolar por investimentos em obras.

Salas modulares

O projeto Expansão Modular em Salas de Aula ocorrerá gradativamente ao longo de três anos. O objetivo é entregar ainda este ano 250 salas de aulas em 58 escolas – abrindo 8.750 novas vagas nessas unidades em cada turno. E se a escola funcionar pela manhã, tarde e à noite, esse número triplicará, podendo chegar a 26,2 mil.

As salas obedecerão ao mesmo projeto, mas somente o layout. Para isso, a Novacap vai oferecer sete tipologias para cada unidade. “Isso se faz necessário por causa das condições do terreno”, disse a arquiteta da Novacap, Alessandra Bittencourt.

As salas modulares serão construídas em alvenaria convencional, com estrutura de concreto armado. Cada unidade vai custar em torno de R$ 150 mil. Além de ar condicionado, a escolas que receberem os novos espaços de aula contarão ainda com parquinho e área de convivência para os estudantes – sem que se gaste R$ 1 a mais.

“Essas salas vão receber toda uma infraestrutura. Haverá uma interligação com as salas já existentes. O projeto permite que você possa avançar de acordo com a necessidade da escola”, conta o diretor de Edificações da Novacap, Francisco Ramos. “Esse projeto se chama de ‘Salas Modulares’ porque permite abrir avançar de acordo com a crescimento de demanda”, emenda.

As escolas que receberão as salas modulares foram selecionadas pela Secretaria de Educação, após um estudo de viabilidade: este identificou a demanda reprimida (carência de vagas) e criança transportada de uma região a outra. De posse do levantamento, a secretaria requereu à Novacap um projeto para reduzir os custos e suprir essa carência.

Entre as cidades cujas escolas serão contempladas com as salas modulares, estão Gama, com 40 novas unidades; Planaltina (56), Paranoá 44 e São Sebastião (36).  Nesta última região, o coordenador regional de ensino, Luiz Eugênio Barros, diz que há alunos da cidade que estudam em Brazlândia e Paranoá porque não conseguiram vagas nas escolas de lá.

Ele aproveitará as futuras salas, que deverão originar, ao menos, 2,5 mil vagas, para reduzir a lotação das salas já existentes: são duzentos estudantes à espera de vagas. “No Centro Educacional São Bartolomeu, cada sala tem hoje 40 alunos, sendo que a capacidade é para 32. Então, vamos dar preferência para quem não está em nenhuma escola”, pondera.

Mudando de lugar

A professora Patrícia Lima, 45 anos, teve de mudar de emprego para ficar perto da filha, Sarah, 5, que estuda no Jardim Botânico. As duas moram no Jardim Mangueral em São Sebastião. Patrícia dava aula no Cruzeiro. Pediu transferência para Escola Classe Jardim Botânico, onde a filha conseguiu uma vaga.

Patrícia: mudança de cidade para garantir vaga para a filha | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Patrícia lamenta não ter um colégio perto de casa. “Devia ter uma escola aqui. Não sou só eu que tenho de levar o filho para estudar em outra cidade”, lamenta. Mas esse não é o único caso na família. A filha mais velha dela, Alice, de 13 anos, está matriculada no Centro de Ensino Fundamental 6 do Lago Sul porque não tinha vaga para ela em São Sebastião.

O secretário de Educação afirma que a parceria com a Novacap permitirá a secretaria voltar seu foco cada vez mais para o processo de ensino-aprendizagem.

É sua intenção ir retirando estas funções sem vínculos diretos com o processo pedagógico da administração da Secretaria ou mesmo terceirizá-las, como fará com a alimentação escolar, que nesta sexta-feira, 6/2, terá uma audiência pública para apresentar o novo modelo de gestão da merenda.

“A totalidade das matrículas na educação básica vem apresentando queda nos últimos anos, mas o Distrito Federal enfrenta o problema dos movimentos demográficos internos, que sobrecarregam a rede educacional em diversas regiões”, esclarece o secretário de Educação João Pedro Ferraz.


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Callado4 de março de 20205min
| Foto: Tiago Oliveira / Secretaria de Educação

Inscrições devem ser realizadas pessoalmente a partir do dia 23 de março

Professores do Distrito Federal interessados em atuar como bolsistas do Programa Novos Caminhos, antigo Pronatec, vão poder se inscrever a partir do dia 23 de março. As inscrições serão feitas presencialmente no auditório da Sede I da Secretaria de Educação (Setor Bancário Norte, Edifício Phenícia, Quadra 2, Bloco C). O atendimento será das 9h às 16h, até 28 de março.

Candidatos devem entregar ficha de inscrição que estará disponível no site da Secretaria de Educação. No ato da inscrição, que é gratuita, será exigido documento de identificação original com foto.

O candidato a professor bolsista deverá se inscrever no Curso Técnico Presencial ou no Curso FIC Presencial. A seleção é realizada por meio de prova de títulos e classificará candidatos por meio da pontuação descrita na ficha de inscrição e homologada pela banca examinadora.

Os professores da rede pública de ensino do DF também poderão atuar no programa como bolsistas, desde que não haja interferência na jornada de trabalho efetiva.

O resultado final do processo seletivo simplificado será divulgado no site da Secretaria de Educação e no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A validade do contrato será de um ano, a partir da data de publicação da homologação do resultado final no DODF, podendo ser prorrogado uma única vez.

O Programa Novos Caminhos vai disponibilizar profissionais para ministrar aulas nos cursos oferecidos pelo Centro de Educação Profissional – Escola Técnica de Planaltina (CEP-ETP); pelo Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (CEMI Gama); pela Escola Técnica de Brasília (ETB); pelo Centro de Educação Profissional Articulado do Guará (CEPAG ); e, ainda, pelas Unidade de Ensino Remotas a serem constituídas.

Requisitos

Para participar do Programa Novos Caminhos como professor bolsista é necessário ser brasileiro; ter formação compatível com a área pretendida e disponibilidade de tempo para atender às atividades do programa; ter pelo menos 18 anos; estar em dia com as obrigações eleitorais e militares.

Não podem participar professores da rede pública de ensino do DF investidos em cargo comissionado ou função de confiança de qualquer natureza, exceto se optarem pela exoneração.

Carga horária e remuneração

Para os cursos de Formação Inicial Continuada (FIC) a carga horária a carga horária máxima semanal é de até 40 horas, com valor de R$ 30 por hora aula.  Os professores de cursos técnicos também têm carga horária máxima de 40 horas, com valor de R$ 50.

Em caso de atuação em Unidade de Ensino Remota do Sistema Prisional e Sistema Socioeducativo haverá um acréscimo de 15% (quinze por cento) no valor da hora trabalhada do professor.

Convocação

A convocação dos candidatos será feita pela coordenação geral do programa, de acordo com as demandas das unidades de ensino e seguindo a ordem de classificação no processo seletivo.

O candidato aprovado receberá e-mail, o mesmo fornecido na ficha de inscrição, e terá um dia útil para manifestar interesse ou não na vaga, a partir da hora do envio da mensagem.



Sobre o Blog

Com 16 de existência, o Blog do Callado é o 1º Blog Político de Brasília, um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


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