Artigo | Basta. Quando vão entender que quem governa é GOVERNO?

12 de maio de 2020

Por Raimundo Ribeiro, André Gomes e Kaydher Lasmar

Raimundo Ribeiro

A chegada da pandemia escancarou com requintes de crueldade realística o despreparo de muitos governantes.

Os números dizem muito e as ações, ou a falta delas, muito mais.

Enquanto muitos discutiam o que fazer, o DF adotava as primeiras medidas, e era criticado, mas sabia que o relógio do jogo contra o tempo já tinha sido acionado e era necessário vencê-lo, pois a derrota significaria uma sentença de morte irrecorrível. Por isso, enquanto outros estados, infelizmente, vêem impotentes o sistema de saúde falir deixando um rastro de morte, o DF enfrenta muitas dificuldades, mas trabalha freneticamente para manter o achatamento da curva e poupar inúmeras vidas.

Não se pode ignorar o esforço sobre-humano dos governantes e profissionais da saúde do DF, nessa luta hercúlea contra esse vírus assassino que, nas sombras, ataca suas vítimas. Como cidadãos do DF, não podemos ignorar também que, movidos por interesses menores alimentados por reencontrar os holofotes perdidos e nunca merecidos, algumas pessoas insistem em atrapalhar deliberadamente esse bom trabalho que vem sendo desenvolvido legitimamente, pelo GDF. Nos referimos a ação de alguns integrantes do ministério público do DF ajuizada perante a Justiça Federal e que

André Gomes

infelizmente encontrou guarida num juízo cujas decisões, a nosso ver, divorciadas de suas competências, obrigam os governantes a desviar suas atenções que devem ser focadas exclusivamente no combate ao vírus mortal, para ficar explicando as ações corretas que vem sendo adotadas, numa completa e injustificável perda de tempo.

Por isso é necessário que fatos como estes não sejam esquecidos pela população do DF e nem pelos seus legítimos representantes a quem ousamos sugerir, como cidadãos do DF, apresentem projeto de lei, corrigindo um erro histórico que não pode mais persistir;

Referimo-nos ao fato do MP do DF, apesar de instalado fisicamente em território do DF e atuar exclusivamente em questões relacionadas geograficamente com o DF, permanece inexplicavelmente e injustificadamente na estrutura administrativa da União.

Ora, todos os estados tem os MP’s nas suas respectivas estruturas administrativas, não se justificando essa anomalia com o DF.

Os ministérios públicos estaduais atuam com responsabilidade e respeito a população dos estados, o que convenhamos, salvo raríssimas exceções, não é marca deste MP que se hospeda no DF, com imerecidas regalias, e mais do que não trabalhar em favor do DF, luta incessantemente para atrapalhar quem quer trabalhar para o DF. Certamente essa mudança além de corrigir a anomalia ora apontada, possivelmente possa trazer-lhes responsabilidade com a população do DF;

Num contexto maior, outras questões merecem debate como a revisão da lei orgânica, de modo a extinguir privilégios inexplicáveis sob qualquer ótica, mas esse tema será abordado noutro artigo com a profundidade que o caso requer, mas imperioso e urgente que se corrija a anomalia histórica aqui apontada e que causa enorme prejuízo a população do DF como é o caso da ação injustificável e inexplicável acima noticiada.

Raimundo Ribeiro
Advogado – OABDF3.971
Residente no DF há 53 anos

André Gomes
Advogado – OAB/DF 7.998
Residente no DF há 47 anos

Kaydher Lasmar
Advogado – OAB/DF 44.343
Residente no DF há 30 anos

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