Alunos do DF ganham prêmios em torneios internacionais de robótica

Ricardo Callado23/07/20196min
Duas equipes das escolas SESI no Gama e uma de Taguatinga desenvolveram projetos para melhorar a vida de astronautas no espaço

Por Sara Rodrigues

Três equipes de robótica do Distrito Federal foram premiadas em competições internacionais, neste ano. Os alunos, ex-alunos e professores do Serviço Social da Indústria (SESI) viajaram aos Estados Unidos, Uruguai e Austrália para apresentar os projetos desenvolvidos na temporada 2018/2019 do torneio FIRST® LEGO® League (FLL). O desafio era criar soluções para problemas que os astronautas poderiam ter no espaço.

A solução da equipe do SESI Gama, Lego of Olympus, campeã em Fairmont (EUA), em julho, foi de melhorar as condições de sono dos profissionais nas viagens espaciais, criando um colchão com aquecimento e vibração para relaxamento. O outro grupo premiado da mesma unidade foi o Legofield, que conquistou o primeiro lugar da categoria de Design do Robô, no Uruguai, em junho. A equipe criou um relógio de pulso usado pelo astronauta e um aplicativo de celular, que identificaria grandes alterações na frequência cardíaca do astronauta. Dependendo do resultado, o aplicativo tocaria automaticamente uma música adequada para a situação.

A outra equipe foi a Albatroid, vencedora de dois troféus, em Sydney, Austrália, no início de julho. Ao descobrir que astronautas adquiriam muito estresse nas viagens espaciais, os alunos do SESI Taguatinga decidiram criar um capacete que utiliza terapias alternativas, como cromoterapia, musicoterapia e reflexoterapia, que ajuda a estimular áreas do corpo, aliviando a tensão.

O grupo, que também bateu recorde de maior pontuação na categoria de robôs, volta para casa com a sensação de dever cumprido. A estudante Ana Carolina de Moraes Baia, 16 anos, está no terceiro ano do Ensino Médio e participa do time desde o início, em 2013. “Sempre almejamos competir em um torneio internacional. Então chegar lá e fazer história foi muito gratificante”, comemora a adolescente.

Outra integrante campeã é Amanda Merlin, também de 16 anos, que está no último ano da Educação Básica. A jovem conta que teve ganhos pessoais e profissionais durante o tempo que investiu na equipe. “Além de todas as coisas com a robótica, aprendi a me conhecer mais. Saber organizar o meu tempo, as minhas tarefas e deixar de ser tímida”, conta a garota que viveu “grandes” experiências transculturais.

A Albatroid foi bicampeã no torneio regional, em Brasília. Com isso, conquistou uma vaga para no campeonato nacional e foram até para o internacional. Para o professor André Alcântara, técnico de robótica da equipe, foi uma temporada “incrível”.

“Conseguimos um êxito muito grande dentro desse projeto”, diz o professor. “Estou muito orgulhoso com o resultado. Brasília, Taguatinga, o SESI, a equipe Albatroid conseguirem uma posição dessa é algo essencial e a recompensa de um trabalho de sete anos”, completa.

Futuro

Desde 2013, os alunos das escolas SESI aprendem, em uma disciplina de robótica, a metodologia STEAM, que envolve ciência, arte e tecnologia. Para o coordenador de robótica do Serviço Social da Indústria no Distrito Federal, Benedito Aragão, as equipes cresceram junto com o campeonato First Lego League, e estão sendo recompensadas pelo trabalho realizado com influências tecnológicas.

Para ele, é necessário trazer a tecnologia educacional como parte presente do cotidiano dos alunos. “Ao invés de ‘lutar’ contra o uso de celulares e dispositivos mobile em sala de aula pelos alunos, é pegar essa geração e transformar o uso da tecnologia em uma coisa positiva para a educação”, defende.

Na temporada deste ano, estudantes brasileiros conquistaram prêmios no Mundial de Robótica de Houston (EUA), no Torneio de Arkansas (EUA), no Aberto Internacional da Turquia, no Aberto de Robótica do Uruguai, Aberto de Robótica do Líbano e no Aberto de Robótica da Austrália.

Exploração científica

O Torneio de Robótica FIRST® LEGO® é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida. A competição propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs, feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO®.

A cada ano, o torneio tem um tema central. Em 2019, os participantes tiveram que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas. Desde 2006, o SESI investe na inserção da robótica educacional nas salas de aula.

Ricardo Callado

Jornalista, blogueiro, escritor e consultor político. Exerceu a função de secretário de Comunicação Social do Governo do Distrito Federal. Foi Diretor de Redação do Grupo Comunidade de Comunicação – responsável pelos jornais da Comunidade e O Coletivo. É autor do livro PANDORA – e outros fatos que abalaram a política de Brasília.


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