2017 Fevereiro

Bring to the table win-win survival strategies to ensure proactive domination. At the end of the day, going forward, a new normal that has evolved from generation.
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Ricardo Callado28/02/20172min

Com uma programação que começa às 8h da manhã e vai até a madrugada, o carnaval de Brasília e das regiões administrativas promete diversão para todas as idades. De acordo com informações do Governo do Distrito Federal, durante todos os dias de folia, brasilienses e turistas puderam desfrutar de mais de 100 atrações.

Veja a programação para esta terça-feira (28), último dia de carnaval:

8h – Sesc Carnaval – QE 4, AE, Guará I
11h – Engenhoca – 106/206 Sul, Eixão 12h – Baratinha – Parque da Cidade, Estacionamento 12
12h – Pacotão – 302/303 Norte
13h – Calango Careta – 408/409 norte
13h – Bloco dos Que Ficaqui – 408/409 Norte
13h – Bloco do Seu Júlio – EQD 3/4 , Vila Buritis, Planaltina
13h – Carnaval do Primeiro – Primeiro Cozinha de Bar, SIG
14h – Carnaval de Rua – Praça Central, QC 1, Santa Maria
14h – Clube de Remo (evento privado) – Orla do lago, Polo 3
14h – Bloco Vem que Cabe – EQD 305/111, Estacionamento da Feira, Recanto das Emas
14h – Carnaval Social e do Povo – 202 Norte
14h – Essa boquinha eu já beijei – Via S1, altura do Setor Comercial Sul
15h – Baratona – 106/206 Sul, Eixão
15h – Carnagroove – Taguaparque, Taguatinga
15h – Ventoinha na Tesourinha – 410 Norte
16h – Felicittá Folia – Rua 36, Av. Castanheiras, Águas Claras
16h – Alvorada do Planalto – 108/109 Sul
16h – Os Filhos de São Jorge – Av. Da Quadra 6 – Quadra 4 da Vila Buritis, Planaltina
16h – Bloco Quem Ficou Ficou – Quadra 8, conjunto F, Sobradinho
19h – Carnaval Social e do Povo – Estacionamento do Estádio Augustinho Lima, Sobradinho
19h – Carnaval Social e do Povo – Orla do Lago, Brazlândia


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Ricardo Callado27/02/20173min

As empresas têm até as 23h59min59s de hoje (27) para apresentar à Receita Federal a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) relativo ao exercício de 2016. Estão isentas dessa obrigação apenas os microempreendedores individuais (MEI) com receita bruta anual de até R$ 60 mil em suas operações de cartão de crédito com IRRF sobre os pagamentos de comissões para as operadoras.

Se o prazo não for cumprido, a empresa terá de pagar multa de 2% ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante de tributos e contribuições informados na declaração, ainda que integralmente pago, limitada a 20%.

Como forma de ampliar o controle tributário sobre determinadas operações e ampliar mecanismos de combate à evasão tributária, a Receita Federal também tornou obrigatória a declaração em casos de pessoas físicas e jurídicas residentes no país, mesmo sem ter feito a retenção do imposto, desde que tenham sido candidatos a cargos eletivos, inclusive vices e suplentes, ou que tenham efetuado pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior.

Nesses casos, a obrigatoriedade de declaração vale para as seguintes situações: aplicações em fundos de investimento de conversão de débitos externos; royalties, serviços técnicos e de assistência técnica; juros e comissões em geral; juros sobre o capital próprio; aluguel e arrendamento; aplicações financeiras em fundos ou em entidades de investimento coletivo; carteiras de valores mobiliários e mercados de renda fixa ou renda variável; fretes internacionais; previdência complementar; remuneração de direitos; obras audiovisuais, cinematográficas e videofônicas; lucros e dividendos distribuídos; cobertura de gastos pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no país, em viagens de turismo, negócios, serviço, treinamento ou missões oficiais; rendimentos de que trata o Artigo 1º do Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009, que tiveram a alíquota do imposto sobre a renda reduzida a 0% e demais rendimentos considerados como rendas e proventos de qualquer natureza, na forma prevista na legislação específica.


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Ricardo Callado27/02/20177min
Desfile da Grande Rio no primeiro dia do Grupo Especial, no Sambódromo do Rio de Janeiro (foto Fernando Frazão)

A primeira noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro teve política, literatura e música cantados em sambas-enredos. Alegorias grandiosas foram vistas do início ao fim do desfile, mas Salgueiro e Beija-Flor levantaram mais o público com suas torcidas numerosas. A Grande Rio causou frisson com Ivete Sangalo na Sapucaí, e a Imperatriz emocionou com a homenagem a lideranças indígenas do Xingu.

Paraíso do Tuiuti

Marcado pelo atropelamento de mais de 20 pessoas por um de seus carros alegóricos, a Paraíso do Tuiuti fez o que pôde para não ter seu desfile abalado pelo desastre. A escola abordou o movimento antropofágico modernista e o Tropicalismo, entrando na Sapucaí com muitas cores da fauna e da flora nacionais.

O administrador Rodrigo Sodré, 37 anos, estava em cima do carro acidentado, e contou que a situação causou nervosismo. “Deu para ver o carro amassado. Deu uma angústia muito grande.” Apesar do ocorrido, ele disse confiar que a escola fez um bom desfile.

Grande Rio

Aguardada com ansiedade para estrear na Sapucaí, a cantora Ivete Sangalo chegou e saiu da avenida cercada de seguranças duas vezes. Em uma aposta arriscada, a Grande Rio trouxe a cantora na coreografia da comissão de frente, e, quando Ivete chegou à dispersão, um carro estava à espera para levá-la às pressas para a última alegoria. O plano funcionou, e o público saiu ganhando com a diva passando duas vezes pelo sambódromo.

Imperatriz

O desfile da Imperatriz Leopoldinense teve como grandes estrelas os indígenas do Xingu, cujos clamores por direitos e sustentabilidade foram amplificados por um enredo que chegou a ser criticado por setores do agronegócio. O cacique caiapó Raoni Metuktire, 86 anos, foi destaque em um carro alegórico dedicado a ele e teve a ajuda do neto Beptuk Metuktire, 22 anos, para traduzir sua mensagem de agradecimento para o português.

“Que bom que os brancos lembraram de nós, porque tem muito impacto o que vem causando na população indígena quando querem destruir nossos parques e florestas e poluir os rios”, disse o cacique.

Para Ianacula Kamayura, 61 anos, não foi surpresa que o enredo tenha incomodado o agronegócio. “Como indígenas do Xingu, ficamos muito emocionados de poder estar aqui diante dessa multidão para trazer à tona todos os nossos problemas”, disse o indígena. “O enredo fala mais do respeito, da necessidade de preservar a terra. Mas a verdade, às vezes, dói.”

Vila Isabel

A Vila Isabel contou a influência da cultura negra em ritmos que conquistaram o continente americano, como o próprio samba, o blues, o soul, o rap e o hip hop.

O carnavalesco Alex de Souza apostou na imagem de cantores consagrados e figuras que representam clássicos musicais para dar forma aos ritmos negros. Ele disse ter ficado satisfeito com o resultado, mas não viu o público tão empolgado.

“A escola fez um desfile bonito, mas vamos ver. Acho o público de domingo muito frio. Não sei se a escola não empolgou.”

Salgueiro

Com alegorias grandiosas e fantasias ricas, o Salgueiro levantou a Sapucaí com um enredo que começou no inferno e percorreu o caminho da Divina Comédia em direção ao céu.

No caminho, a escola encontrou uma avenida suja de óleo, que foi derramado nos desfiles anteriores. A presidente Regina Celi chegou a reclamar no alto-falante do Sambódromo e serragem foi usada para amenizar o problema. Estrela da escola, a rainha de bateria Viviane Araújo sentiu o chão mais escorregadio, mas contornou o problema sambando com mais atenção. “Foi meio tenso”, disse, na saída do desfile.

A passista Michele Alves, 31 anos, chamou a atenção do público por sua gravidez de cinco meses. Com um sorriso enorme na dispersão, ela contou que foi a segunda vez que desfilou grávida. “Parece que meu coração vai sair do peito, mas estou muito satisfeita e espero pelo título. É muito gostoso, por isso que voltei.”

Beija-Flor

A última escola desfilou já com o dia claro, mas contou com o apoio da torcida, que não se deixou vencer pelo cansaço depois de mais de oito horas de desfiles.

A Beija-Flor recontou a história de Iracema em um desfile com alegorias e fantasias luxuosas e coloridas, que compensaram a desvantagem de desfilar durante o dia. O samba fácil de cantar estava na ponta da língua dos integrantes da escola, e logo foi aprendido pela arquibancada.
O desfile das escolas do Grupo Especial continua na noite de hoje. Confira a programação:

22h União da Ilha
23h25 São Clemente
00h50 Mocidade
2h15 Unidos da Tijuca
3h40 Portela
4h50 Mangueira

 


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Ricardo Callado27/02/20173min

O racionamento de água nas cidades do Distrito Federal abastecidas pelo Reservatório de Santa Maria começou hoje (27). Apenas os hospitais públicos e a Esplanada dos Ministérios não entrarão no rodízio de abastecimento.

De acordo com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), o revezamento funcionará com um dia sem abastecimento (a partir das 8h), dois dias para religar e estabilizar o sistema e três de situação normalizada. O esquema será o mesmo aplicado nas regiões que recebem água da Barragem do Rio Descoberto, que estão sob racionamento desde janeiro.

Hoje, a interrupção ocorre no Lago Norte (SHIN e SMILIN, exceto Lotes de 1 a 13 do Trecho 13), Varjão, Granja do Torto, SAAN, SOF Norte, Regimento de Cavalaria e Guarda (RCG) e condomínios do Jardim Botânico – San Diego, Jardim Botânico I e V, Jardim Botânico VI (exceto conjuntos de A a Z), Solar de Brasília, Jardins do Lago, Condomínio Lago Sul, Mansões Califórnia, Estância Jardim Botânico, Mirante das Paineiras, Parque e Jardim das Paineiras, Portal do Lago Sul e Ville de Montagne.

Restrição

A medida é resultado da limitação na captação de água dos sistemas Descoberto e Santa Maria-Torto, determinada na última semana pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa). O baixo nível dos reservatórios, que deveriam estar acima dos 60% de capacidade, justifica a decisão; esse volume mínimo é necessário para não comprometer o abastecimento nos períodos de seca.

De acordo com a medição da Adasa, ontem (26), o reservatório de Santa Maria estava com 45,65% da sua capacidade, e a Barragem do Rio Descoberto, com 39,22%. Segundo o governo do Distrito Federal, o racionamento permanecerá em vigor até que haja segurança hídrica na região.

Reservatórios

Santa Maria é responsável pelo fornecimento de água de 24% da população de Brasília, incluindo o Plano Piloto, região central da cidade, onde estão os prédios da administração pública federal. As localidades abastecidas pelo sistema já estavam com a pressão reduzida desde o dia 30 de janeiro.

As regiões abastecidas pelo sistema do Descoberto estão em racionamento desde o dia 16 de janeiro. O reservatório é responsável por 65% da produção total de água do DF e chega a cerca de 1,8 milhão de pessoas.


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Ricardo Callado27/02/20173min

Com uma programação que começa às 8h e vai até a madrugada, o carnaval de Brasília e de regiões outras administrativas do Distrito Federal promete diversão para todas as idades.

Blocos tradicionais da capital federal como o Galinho de Brasília, Aparelhinho e Baratinha vão desfilar na cidade nesta segunda. Águas Claras, Taguatinga, Santa Maria, Riacho Fundo e outras regiões administrativas também terão festas de carnaval.

 

Veja a agenda dos blocos de rua desta segunda-feira de carnaval:

8h – Sesc Carnaval – QE 4, AE, Guará I
10h – Carnapati – Estacionamento 4 do Parque da Cidade
11h – Pintinho de Brasília – Setor de Autarquias Sul, Quadra 4,
12h – Bloco O Coco da Ema – Quadra 101, Recanto das Emas
12h – Populares em Pânico – 310 Norte
12h – Baratinha – Parque da Cidade, Estacionamento 12
13h – Bloco dos Que Ficaqui – Setor Bancário Sul
13h – Concentra Mas Não Sai – 404/405 Norte
14h – Bloco Vem que Cabe – EQD 305/111, Estacionamento da Feira, Recanto das Emas
14h – Bloco Bora Lá – Praça da Quadra 301, Águas Claras
14h – Bloco Gogó da Ema – Balão das Emas, Recanto das Emas
14h – Mamãe Taguá – Praça do DI, Taguatinga
14h – Do Quadrado – Praça dos Prazeres – 201 norte
14h – Clube de Remo – Orla do Lago, Polo 3
14h – Carnaval de Rua – Praça Central, QC 1, Santa Maria
15h – Aparelhinho – Setor Bancário Sul
15h – Bloco das Divinas Tetas – Setor Bancário Sul
15h – Acabou o Gás/Urubloco – Setor Bancário Sul
16h – Concentra Mas Não Sai – 404/405 norte
16h – Asé Dudu – Taguaparque, Taguatinga
16h – Os Filhos de São Jorge – Av. Da Quadra 6 – Quadra 4 da Vila Buritis, Planaltina
17h – Divinas Tetas – Atrás do Banco do Brasil – Setor Bancário Sul
18h – Carnaval Social e do Povo – Praça Central, Paranoá
19h – Carnaval Social e do Povo – Estacionamento do Estádio Augustinho Lima, Sobradinho
19h – Carnaval Social e do Povo – Orla do Lago, Brazlândia
22h – Carnaforró – Parque de Exposições, São Sebastião


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Ricardo Callado26/02/20174min

Com 39 anos de existência e conhecido nacionalmente por suas sátiras políticas, o Pacotão, bloco de Carnaval mais tradicional de Brasília, continua extraindo do noticiário material fértil para animar os foliões que desde 1978 o seguem pela contramão da W3, uma das principais avenidas da capital federal. O bloco saiu da concentração, na 302 Norte, por volta das 16h30.

Um ano após esconjurar a corrupção com a marchinha Suruba no Alto Escalão, os carnavalescos se voltaram para uma preocupação mundial que, nos últimos meses, tornou-se um problema local: o risco da falta d’água no Distrito Federal.

A música Banho Tcheco foi escolhida em meio à queda no nível dos reservatórios d’água brasilienses que obrigou o governo do Distrito Federal (GDF) a implementar o racionamento em sistema de rodízio. Em vigor desde janeiro em parte do DF, a medida afetará outras regiões, como o Plano Piloto, a partir de segunda-feira (27).

“É banho de bacia / Tcheco, Tcheco, Tcheco / Falta água noite e dia / Tcheco, Tcheco, Tcheco / O Pacotão que vai falar / A falta de gestão faz o DF afundar”, acusa parte da letra composta por Antonio Jorge Sales, Antonio Carlos Sales, Thayane Sales e Hadassa Dolbeth Sales e escolhida entre dezenas de inscritas.

“O Pacotão atrai velhos com seus netos e bisnetos, jovens, tem macumbeiro, feiticeiro, católico, evangélico, espírita e até um judeu preto, que sou eu. É um bloco ‘sujo’, mas familiar”, comenta um dos fundadores do bloco, o jornalista Cícero Lopes, elogiando o caráter “ecumênico” do Pacotão.

“Em quase quatro décadas, nos firmamos como um bloco de foliões, autêntico, brasiliense. Para mim, o Carnaval de Brasília ainda é o Pacotão, onde não há uma briga”, acrescenta o jornalista. Para Cícero, a crise econômica favorece que mais pessoas permaneçam na cidade e prestigiem os festejos locais, que nos últimos anos vem crescendo e se profissionalizando, com alguns blocos arrastando centenas de milhares de foliões.

Sátira e bom humor

Acostumada com o carnaval do Rio de Janeiro, a professora Vania Cabral do Santos destaca o crescimento do número de blocos brasilienses nos últimos anos. “Os últimos quatro anos, eu passei no Rio de Janeiro. Este ano, optei por ficar em Brasília para conhecer e por ver que o número de blocos vem aumentando. Gostei do bloco a que fui ontem [Babydoll de Nylon, que reuniu 160 mil pessoas, segundo a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social]”, comenta a professora, em sua primeira vez no Pacotão.

Apesar da chuva que caía na capital federal, Vania não se sentiu desestimulada. Para a professora, o humor aliado à sátira política é o diferencial do bloco. “Acho boa esta irreverência do bloco. Assim a gente brinca, se alegra, mas sem deixar de lado a parte política, a realidade nacional”, comenta.

O empresário Ricardo Araújo entrou no clima de criticar com bom humor a política brasileira, tendo se fantasiado de político preso aproveitando o indulto de carnaval. “Decidi aproveitar no Pacotão porque acho um bloco adequado ao momento que o país atravessa. Na companhia da minha escolta policial [parentes e amigos], decidi vir participar, dar minha contribuição para a alegria do Carnaval, uma grande brincadeira”, diz.


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Ricardo Callado26/02/20173min

Os blocos menores, concentrados em áreas residenciais ou destinados a públicos específicos, foram os que mais sofreram com a chuva que caiu em ritmo alternado ao longo da tarde de hoje (26) em Brasília. Tímidos, os foliões deixaram para sair de casa já no fim da tarde, o que não é comum na capital.

Vinícius Gomes e Maiara Araújo que foram para o Bloco do Amor, voltado para o público LGBT, que desfila na avenida S2, no coração do Plano Piloto. Apesar de o início dos festejos estar marcado para as 15h, os dois chegaram só por volta das 18h.

“A chuva dificulta, mas não impede. Dá aquela preguicinha de sair de casa, mas no fim a gente só atrasa e acaba vindo”, conta Vinícius. Apesar da presença dos foliões, Maiara concorda que o tempo acaba prejudicando a festa. “Estamos chegando agora porque estávamos esperando a chuva passar”, diz.

No Agoniza, Mas Não Morre, bloco pequeno, mas que desfila há anos na Asa Sul, o público também atrasou por causa do clima. Marcado para começar às 14h, a banda só começou a tocar às 16h. Mesmo assim, para muito menos gente que o previsto. “Esperávamos 6 mil pessoas. Devem ter 2 mil no máximo”, disse o organizador Marcos Osório.

Mesmo assim, ele acredita que vale a pena o esforço de um ano inteiro para fazer a folia acontecer em dia de carnaval. “Este é o único bloco destinado aos moradores da Asa Sul, foi feito por quem mora por aqui [na região da quadra 313], com muita criança e família”, diz.

A economista Fernanda Reginatto, 30 anos, chegou mais cedo para o Agoniza, mas viu que a chuva, de fato, prejudicou a animação do bloco. “Vim a esse bloco há dois anos e estava lotado, mas tinha sol”, conta.

Em outros blocos, maiores, no entanto, o clima chuvoso não espantou os foliões. O Raparigueiros e a Baratona, blocos tradicionais de Brasília, lotaram o Eixão Sul, principal avenida que corta as asas do Plano Piloto.


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Ricardo Callado26/02/20174min

Por Ricardo Callado


Degravações sob suspeita, prisão de pessoas erradas, vazamento às vésperas de decisões, amizades entre investigadores e investigados e uma mãozinha sempre providencial da imprensa para se formar uma opinião. Isso é a Drácon, uma operação que têm à frente integrantes do Ministério Público e da Polícia Civil.

A Drácon não obedece ordem cronológica. O que vale é a pauta de julgamento no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Quando o TJDFT se prepara para tomar alguma decisão, entra o MPDFT e a imprensa.

O ruim disso é que é uma forma clara de pressionar desembargadores. Acaba colocando os integrantes do TJ sob suspeição. É claro que os desembargadores não se prestam a esse papel. E muitos no MPDFT também não concordam com o que vem acontecendo dentro da instituição.

Nos bastidores se fala que a Drácon foi gestada para estancar denúncias da CPI da Saúde, instalada na Câmara Legislativa, e os áudios entre o vice-governador Renato Santana sobre cobrança de propina em contratos na área da saúde, em torno de 10% a 30%, segundo a gravação. A Drácon foi providencial para que ninguém mais falasse sobre isso. E acabou dando certo.

Também foi um tiro certeiro para enfraquecer a oposição. Dos nomes citados, quem não aderiu a base do governo, se vê alvo de uma cruzada de alguns órgãos de imprensa da cidade. Um acordão que envolve ajuda mútua de quem está no operacional. Empréstimos ruins para a sociedade.

O TJDFT se prepara para decidir o destino dos citados na Drácon. O MPDFT vaza para a imprensa áudios da investigação. Mas não são recentes. São do segundo semestre de 2016. E vazaram porque o TJDFT vai julgar. Ninguém é idiota. Esse mesmo roteiro foi usado no ano passado. O mesmo modus operandi. A estratégia é batida e risível. E de se lamentar que instituições importantes tenham que agir desta forma para cumprir acordos.

Se a intenção é pressionar juízes e população contra os deputados, não é dessa forma que a justiça deve agir. Juízes não votam pelas páginas de jornais e nem pela internet. É preciso que se investigue a fundo, que se condene e tire da vida pública aqueles que cometeram desvios.

TJDFT, MPDFT e imprensa não tem o direito de proteger e tampouco de acusar que não seja dentro das normas legais. Se for uma investigação seletiva, com intuito político, a gente sabe que esse filme nunca acaba bem. Conluios não fazer bem para as instituições.


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Ricardo Callado25/02/20175min

Neste domingo (26), segundo dia oficial da folia de carnaval, os brasilienses poderão se divertir em 43 eventos gratuitos, cadastrados pela Secretaria de Cultura. Cinco dos oito blocos carnavalescos tradicionais vão agitar as ruas durante o dia: Raparigueiros, na 110/210 Sul; Baratona, na 108/208 Sul; Baratinha, no Estacionamento 12 do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek; Menino de Ceilândia, na CNM 1; e Pacotão, na 302/303 Norte.

Sem Eira Nem Beira, Deficiente é a Mãe, Boa Vizinhança, Os Filhos de São Jorge, Me Beija, Agoniza mas não Morre, Eduardo e Mônica e os Blocos do Prazer e do Amor também saem neste domingo. Os carnavalescos podem optar ainda por festas privadas e de rua em diversas regiões administrativas.

A programação completa está no site Brasília tem Carnaval.

Esquema especial de carnaval

Para garantir a alegria e a segurança dos foliões, diversos órgãos vão trabalhar nas ações especiais para a festividade. Segundo a Polícia Militar, a segurança dos eventos é organizada de acordo com a previsão de público. Em todos os dias de festa serão empregados viaturas, policiamento a pé, equipes de Rotam, de Patamo, BPChoque, Cavalaria, policiamento de trânsito, motocicletas e helicóptero.

Também serão montadas bases móveis para apoiar o trabalho do efetivo e para emissão de carteirinhas de identificação infantil, com intuito de manter a proteção das crianças. Por questão de segurança, o efetivo total não é divulgado.

A Polícia Civil trabalhará 24 horas todos os dias em 17 delegacias — quatro no Plano Piloto (1ª DP, no final da Asa Sul; 5ª DP, próximo ao Estádio Mané Garrincha; Delegacia da Criança e do Adolescente, na 204/205 Norte; e a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, na 204/205 Sul) e 13 em outras regiões administrativas. Além disso, a Polícia Civil terá reforço das unidades especializadas. A Delegacia Eletrônica, pela internet, e o telefone 197 também vão ficar 24 horas por dia à disposição.

Vias interditadas durante o domingo de carnaval

Durante o deslocamento do bloco Menino de Ceilândia, o tráfego no sentido Avenida Hélio Prates será desviado para a via do Fórum, a partir das 13 horas, e o estacionamento ficará isolado. As equipes do Departamento de Trânsito deverão fechar alguns acessos que julgarem necessário.

Caso haja movimentação do Bloco do Amor, a Via S2 será interditada. Já o Parque da Cidade funcionará no sentido anti-horário em mão única, do trecho entre a rotatória de saída da Via S1 até a de acesso à W5 Sul. Os eventos no Setor Comercial Sul ocorrerão em estacionamentos, por isso, não deve haver interdição.

Para as comemorações na Praça dos Prazeres, será bloqueado o acesso do Eixinho Leste Norte ao comércio da 201/202 e da ligação da 301/302 para a 201/202. A entrada de veículos no comércio da quadra não poderá ser pela rotatória próximo à 402 Norte residencial.

Responsável pelo fechamento de vias dos blocos Baratona, Raparigueiros e Pacotão, o Batalhão de Trânsito da PM fará uma operação específica. As interdições serão de acordo com a evolução dos desfiles. Para a continuidade da festa, o trânsito ficará interrompido no Eixão e no Eixinho Norte.

Outras intervenções podem ser feitas para garantir a fluidez e a segurança dos pedestres, sempre que necessário.


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Ricardo Callado25/02/20176min

Com a expectativa de atrair 1,6 milhão de foliões nos quatro dias, o carnaval de Brasília já se consolida como uma opção para quem quer curtir a festa na rua. De 25 a 28 de fevereiro, 118 eventos cadastrados agitarão a capital federal, distribuídos pelas várias regiões administrativas.

O carnaval brasiliense tem crescido nos últimos anos, com blocos tradicionais, shows, encontros e desfiles, de diversos ritmos e segmentos. Em 2015, foram 370 mil foliões. Em 2016, o número chegou a 1 milhão. Neste ano, durante o mês de fevereiro, o público estimado é de 2 milhões de pessoas.

Os blocos revelação e os mais tradicionais estão garantidos na folia, como Babydoll de Nylon, Baratinha, Baratona, Divinas Tetas, Concentra mas Não Sai, Os Filhos de São Jorge, Galinho de Brasília, Mamãe Taguá, Carnapati, Pacotão, Menino de Ceilândia, Suvaco da Asa, Asé Dudu e Raparigueiros.

Para ver a programação completa, acompanhar informações sobre horários e locais de saída de blocos, o folião pode acessar o site Brasília tem Carnaval, do governo do Distrito Federal.

Além de dar opções de festa para os foliões brasilienses e turistas, o carnaval aquece as atividades econômicas da capital. A estimativa é que mais de 50% da rede hoteleira sejam ocupados por visitantes que vierem participar da folia em Brasília. Em 2016, Brasília recebeu 10 mil visitantes de estados como São Paulo, Bahia, Minas Gerais e o Rio de Janeiro. A festa também contou com estrangeiros de países como a Argentina, Espanha e os Estados Unidos.

O carnaval também deve induzir a criação de 3 mil empregos temporários, além de movimentar as vendas de 1,2 mil ambulantes cadastrados. A expectativa é de que a festa movimente R$ 500 milhões no período.

Escolas de samba

Desde 2014, as escolas de samba tradicionais não desfilam no carnaval de Brasília. Mas, este ano, seis escolas do chamado grupo especial vão se apresentar hoje (25) e amanhã, com blocos que sairão em pontos diferentes do Distrito Federal (DF). Ambas as atrações — escolas e blocos — estarão nas asas Norte e Sul, em Brazlândia, no Guará II e em Taguatinga.

Buscando um novo modelo para os próximos anos e reconhecendo a importância do trabalho dessas escolas, cada agremiação recebeu R$ 50 mil do governo do DF para se apresentar no carnaval de rua.

Neste sábado, a Império do Guará vai participar da festa do bloco Pipoka Azul, na Praça da Moda, no Guará II. A Acadêmicos da Asa Norte se apresenta na 404/405 Norte com o bloco Concentra mas Não Sai. A Águia Imperial está com o bloco Mamãe Taguá, no Taguaparque. Agremiação com mais títulos conquistados, a Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc) agita o bloco Galinho de Brasília, no Setor Bancário Sul.

Amanhã (26), a Bola Preta de Sobradinho faz a festa na Rua do Lago, no carnaval de Brazlândia. A União da Vila Planalto e Lago Sul se apresenta no bloco Baratona, no Eixão Sul, altura da 108/208.

Blocos alternativos

A diversidade musical também faz parte do carnaval brasiliense. O bloco Espírito Celta, por exemplo, levará outros costumes ao público, com direito a roupas típicas. Com som autoral inspirado nas músicas escocesas e irlandesas do período medieval, os foliões se reúnem na Praça dos Prazeres (201 norte), na terça-feira (28).

Para a terceira edição carnavalesca, o bloco prepara duas novidades: a música tema da série Game of Thrones e Asa Branca, de Luiz Gonzaga, clássico do baião. Os instrumentos da banda incluem gaita, cajón, teclado, viola de gamba e violão, tocando músicas em ritmos folk, celta e medieval.

Os ritmos jamaicanos também serão contemplados neste carnaval com o Ska Niemeyer. O bloco mistura o ska, o reggae e outros sons caribenhos às tradicionais marchinhas. Ele se apresenta na Vila Planalto, em 5 de março. Antes, em 28 de fevereiro, eles fazem um show prévio na Praça dos Prazeres (201 norte). A primeira edição ocorreu em 2016, com o nome Carnamaica, que reuniu 350 pessoas na Vila Planalto.

Inspirado na tradicional canção da banda brasiliense Legião Urbana, o bloco Eduardo e Mônica é o mais novo do carnaval de Brasilia. Os ritmos serão os mais diversos. No repertório, além de Legião Urbana, estão músicas das bandas Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Plebe Rude, Raimundos e Natiruts, entre outros. Eles se apresentam no domingo (26), no Setor de Indústrias Gráficas.



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Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


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