2015 dezembro

Bring to the table win-win survival strategies to ensure proactive domination. At the end of the day, going forward, a new normal that has evolved from generation.
conselho-economico.png

Ricardo Callado31/12/20154min

conselho economico

 

Após reivindicação de governadores em reunião articulada por Rollemberg, governo federal regulamentou novas regras para correção dos débitos

Por Amanda Martimon – Novas regras para o pagamento de dívidas refinanciadas com a União reduzirão o débito do governo de Brasília com o Executivo federal em cerca de R$ 180 milhões. Com as alterações, as parcelas mensais também terão impacto nas contas locais: vão passar de R$ 11,7 milhões para aproximadamente R$ 9,6 milhões — uma economia de R$ 2,1 milhões.

A regulamentação de novos indexadores para a correção dos débitos — que permitirá as reduções — foi publicada, por decreto da presidente Dilma Rousseff, em edição extra do Diário Oficial da União, de terça-feira (29). “Por ano, será uma redução de quase R$ 24 milhões. O impacto mensal é positivo, e qualquer valor nos ajudará”, avalia o secretário-adjunto de Fazenda do DF, João Antônio Fleury. Ele destaca que o débito do governo distrital é baixo e que a redução será mais significativa para outras unidades da Federação que devem mais.

Com a mudança, as dívidas do DF, estados e municípios com a União passarão a ser corrigidas pela taxa básica de juros, a Selic, ou pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% ao ano, considerando o que for menor. Atualmente, o indexador para correção é o Índice Geral de Preços — Disponibilidade Interna (IGP-DI) com acréscimo de 6% a 7,5% ao ano para os estados e o Distrito Federal e de 9% ao ano para os municípios. Para aderir à nova regra, os devedores têm prazo até 31 de janeiro.

Valores

A dívida refinanciada do governo de Brasília com a União é de cerca de R$ 1,280 bilhão, segundo a Secretaria de Fazenda. Com as alterações, cairá para cerca de R$ 1,1 bilhão. Antes de ser renegociada com o governo federal, em 1998, a quantia era de R$ 1,9 bilhão. A estimativa da pasta é que, com os novos indexadores, os valores mensais pagos sofram redução de R$ 2,1 milhões. Hoje, o Executivo local paga em torno de R$ 11,7 milhões ao mês. A previsão é que as parcelas caiam para R$ 9,6 milhões.

Reunião

A regulamentação dos novos indexadores — aprovados em junho pelo Congresso Nacional — era uma das reivindicações dos dez governadores reunidos na Residência Oficial de Águas Claras na última segunda-feira (28). Articulado por Rodrigo Rollemberg, o encontro foi marcado para elaborar uma lista de seis medidas com o objetivo de auxiliar os estados e o Distrito Federal a superarem a crise econômica. No mesmo dia, as propostas foram entregues ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.


carros-ipva-e1471998882728.jpg

Ricardo Callado30/12/20153min

carros ipva

A primeira parcela vence em março de 2016. A expectativa do Governo do DF é arrecadar cerca de R$ 934,8 milhões com o tributo

Da Redação do Metropoles – Proprietários de veículos registrados no Distrito Federal devem ficar atentos. O Governo do DF publicou nesta quarta-feira (30/12), no Diário Oficial do DF, a tabela de valores venais que servirá de base para o cálculo do IPVA de 2016. Como em fevereiro deste ano foi aprovado o aumento da alíquota para carros de passeio e motos, para muitos brasilienses o valor pago poderá ser maior, mesmo com a desvalorização anual do veículo.

Programe-se. Primeira parcela do IPVA vence em março e a do IPTU em junho de 2016

Confira aqui a tabela e faça o cálculo de quanto você irá pagar. No caso dos veículos de passeio, caminhonetes e utilitários, a alíquota é de 3,5% (anteriormente era de 3%) do valor venal. Para quem tem ciclomotores, motocicletas, triciclos e quadriciclos, a alíquota é de 2,5% (antes era 2%). No caso de veículos de carga, caminhões, ônibus, tratores e microônibus, a alíquota é de 1% (foi mantida).

No caso de um veículo avaliado em R$ 20 mil, aplicando a alíquota de 3,5%, o IPVA de 2016 será de R$ 700. Este ano, automóveis desse valor pagaram R$ 600 de imposto.

As regras para o IPVA de 2016 ainda não foram publicadas, mas este ano o GDF concedeu desconto de 5% para quem pagou o imposto à vista. Cerca de 975 mil contribuintes deverão pagar o tributo em três parcelas, desde que em valores não inferiores a R$ 25, a partir de 14 de março de 2016. Caso o imposto seja inferior a R$ 50, será cobrado em parcela única.

A expectativa do Governo do DF é arrecadar cerca de R$ 934,8 milhões com o imposto.

 

Confira as data de vencimento:

Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA):

 

Final de placa 1 e 2

1ª parcela (14/3/2016)

2ª parcela (11/4/2016)

3ª parcela (09/5/2016)

 

Final de placa 3 e 4

1ª parcela (15/3/2016)

2ª parcela (12/4/2016)

3ª parcela (10/5/2016)

 

Final de placa 5 e 6

1ª parcela (16/3/2016)

2ª parcela (13/4/2016)

3ª parcela (11/5/2016)

 

Final de placa 7 e 8

1ª parcela (17/3/2016)

2ª parcela (14/4/2016)

3ª parcela (12/5/2016)

 

Final de placa 9 e 0

1ª parcela (18/3/2016)

2ª parcela (15/4/2016)

3ª parcela (13/5/2016)

 



Ricardo Callado30/12/20156min
Fabio Gondim, secretário de Saúde
Fabio Gondim, secretário de Saúde

Ao falar ao “Metrópoles” sobre recomendação para suspender contratação emergencial, secretário de Saúde critica Ministério Público e Tribunal de Contas do DF

Por Maria Eugênia – De acordo com o secretário de Saúde, Fábio Gondim, 2016 não vai ser muito diferente deste ano para quem procura atendimento na rede pública do DF. Ao falar sobre a recomendação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) de suspender uma contratação emergencial, sem licitação, no valor de R$ 18 milhões, o titular da pasta não economizou nas críticas: “Quando não é o Tribunal de Contas é o Ministério Público. A gente não consegue fazer nada para melhorar o atendimento. Agora, entendo por que os secretários de Saúde ficam seis meses no cargo e as empresas, décadas”.

Gondim disse que a administração da Saúde no DF virou um “negócio de louco” em função das ações do MP e do TCDF. Ele citou como exemplo a licitação para substituir a empresa que fornece alimentação para os pacientes dos hospitais da rede pública.

“O Tribunal de Contas nos deu 90 dias para substituir. E, quando fizemos, eles suspenderam a licitação”, explicou, destacando que há 42 anos a mesma empresa atua no setor. “Quando a gente quer mudar, não consegue”, completou.

Em relação ao contrato emergencial sem licitação, o secretário de Saúde não justifica porque houve demora na contratação. Mas garante que com o suporte de uma empresa na área de logística na gestão dos estoques de medicamentos e insumos haveria uma economia de pelo menos R$ 140 milhões por ano nos cofres públicos, já que atualmente a perda chega a 20% com armazenamento e transporte inadequados.

Sem expertise

Segundo ele, hoje a secretaria não tem expertise para fazer a administração dos estoques, que abastecem 300 unidades da Saúde. “Qualquer empresa com o nosso porte, administrando mais de R$ 700 milhões em insumos, tem um senhor sistema de gestão. Nós não temos e isso representa perda. Precisamos de ajuda para guardar, transportar, gerenciar…”, justificou, ressaltando que a Saúde do DF está em estado de emergência e que esse tipo de contratação é prevista em lei.

Questionado pelo Metrópoles se as rusgas com o Tribunal de Contas e o Ministério Público podem resultar na sua saída do cargo, o secretário disse que não está disposto a sair, mas admitiu que ser titular da pasta não é uma tarefa fácil.

Passando dos limites

De acordo com Gondim, os questionamentos do TCDF e do MP tornam a administração do GDF “inviável” e “está passando dos limites”. Servidor concursado do Senado e especialista na área de orçamento, planejamento e gestão, Gondim foi escolhido pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para administrar um orçamento de R$ 7,5 bilhões.

Além de ter um perfil de gestor, contou pontos a favor dele o fato de não ser médico e de não estar comprometido com o corporativismo dos sindicatos que representam as categorias da área de saúde. Ele é o segundo secretário a assumir o comando da pasta no atual governo.

Em relação à recomendação do MP, Fábio Gondim disse que só resta “acatar”, embora destaque que os recursos com a suposta economia de R$ 140 milhões “farão falta mais para frente”.

O MPDFT considerou que a contratação emergencial é uma tentativa de terceirização ilegal e recomendou que os recursos sejam usados para atender a demandas essenciais, como compra de medicamentos, insumos e materiais hospitalares.

Segundo os promotores, enquanto sobram recursos públicos para pagar despesas sem licitação para terceirização de serviços que deveriam ser realizados pela própria secretaria, faltam medicamentos básicos para tratamento de doenças cardíacas e remédios para dor utilizados por pacientes oncológicos, cuja indisponibilidade pode rapidamente levar pacientes a óbito e ao sofrimento, como a oxicodona, cujo preço unitário é de R$ 5,26 e cujo desabastecimento está relacionado à questão orçamentário-financeira.



Ricardo Callado30/12/20154min
Terreno no Sudoeste é uma das áreas públicas colocadas à venda pelo governo. Foto: Renato Araújo
Terreno no Sudoeste é uma das áreas públicas colocadas à venda pelo governo. Foto: Renato Araújo

 

Autorização para venda de 28 terrenos públicos é uma das medidas assinadas pelo chefe do Executivo e pode render R$ 520 milhões

Por Saulo Araújo – O governador Rodrigo Rollemberg sancionou, nesta terça-feira (29), a Lei Complementar nº 906, de 2015, que autoriza a venda direta de 28 terrenos públicos distribuídos em 13 regiões administrativas. A estimativa é que a comercialização das propriedades renda aos cofres públicos, pelo menos, R$ 520 milhões. O recurso será importante para manter salários e outros compromissos do governo em dia no próximo ano.

Outras leis também foram sancionadas e publicadas no Diário Oficial do DF (DODF) de hoje, incluindo a de número 5.593, de 2015, que muda a base de cálculo da Taxa de Limpeza Pública (TLP) de imóveis tipo garagem. Pelas regras antigas, donos de salas comerciais com vagas e proprietários apenas de garagens eram taxados igualmente. Para corrigir a distorção, todos pagarão 20% de TLP do valor total referente às vagas, tomando como base o preço do imóvel.

O chefe do Executivo ainda sancionou a Lei Complementar nº 904, que dispensa o ajuizamento de execução fiscal para cobrança de inscritos na dívida ativa. Agora, só serão executados passivos acima de R$ 15 mil para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e de R$ 5 mil referentes a outros tributos. Antes, o valor estabelecido era de R$ 1 mil. A intenção é esgotar todas as tentativas de recebimento das dívidas na esfera administrativa antes de remeter o processo ao Poder Judiciário. Com a medida, a expectativa é reduzir a quantidade de processos que tramitam na Vara de Execução Fiscal do DF.

Já a Lei nº 5.594, de 2015, também sancionada por Rollemberg, institui o Fundo da Receita Tributária do DF (Pró-Receita), que moderniza a fiscalização tributária feita pela Subsecretaria da Receita, da Secretaria de Fazenda, medida que, consequentemente, vai diminuir a inadimplência e tentativas de fraude. A legislação prevê ainda a qualificação dos servidores que trabalham nessa área.

Templos religiosos

O chefe do Executivo ainda chancelou a Lei Complementar nº 905, de 2015, que dispõe sobre a política pública de regularização de templos religiosos e entidades de assistência social. Pela nova legislação, imóveis ocupados por essas instituições poderão ser comprados por elas e parcelados em até 240 meses sem taxação de juros — medida que deve beneficiar cerca de dois mil templos.

Por meio da sanção da Lei nº 5.595, de 2015, os cartórios terão a alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) taxada em 5% e não mais em 2%. A medida deve incrementar os cofres do governo em R$ 6,6 milhões anualmente.


coletiva-saude.jpg

Ricardo Callado30/12/20153min
A diretora-administrativa do Hospital Regional de Santa Maria, Cláudia Rezende, o coordenador de Saúde de Santa Maria, Christiano Flores, e a diretora de Atenção Primária da Coordenação de Saúde de Santa Maria, Deborah Cecília, durante coletiva nesta quinta (30). Foto: Tony Winston/Agência Brasília
A diretora-administrativa do Hospital Regional de Santa Maria, Cláudia Rezende, o coordenador de Saúde de Santa Maria, Christiano Flores, e a diretora de Atenção Primária da Coordenação de Saúde de Santa Maria, Deborah Cecília, durante coletiva nesta quinta (30). Foto: Tony Winston

 

Em entrevista coletiva, representantes da Secretaria de Saúde confirmaram o pagamento de parte da dívida com a empresa gestora do hospital regional, que prometeu retomar o serviço sem restrições

Por Paloma Suertegaray – A diretora-administrativa do Hospital Regional de Santa Maria, Cláudia Rezende, o coordenador de Saúde de Santa Maria, Christiano Flores, e a diretora de Atenção Primária da Coordenação de Saúde de Santa Maria, Deborah Cecília, durante coletiva nesta quinta (30)

A unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santa Maria deve voltar a funcionar normalmente nesta quinta-feira (31). A informação foi dada pelo coordenador de Saúde da região administrativa, Christiano Flores, em coletiva nesta quarta-feira (30). A empresa Intensicare, responsável por administrar o serviço, comprometeu-se a retomar o atendimento sem restrições após a Secretaria de Saúde pagar uma parcela da dívida de R$ 21 milhões com a gestora, correspondente aos repasses de 2014 e 2015.

“Foram empenhados R$ 3 milhões, que devem cair na conta até amanhã. O resto será quitado de acordo com o que é permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou Flores. O pagamento é relativo a outubro.

O atendimento não foi suspenso, mas, desde terça-feira (29), pessoas transferidas de outras unidades de saúde precisavam primeiro ser admitidas no box de emergências do hospital de Santa Maria para ser encaminhadas à UTI, o que causava atrasos de aproximadamente 30 minutos. O procedimento normal é que esses pacientes sejam levados diretamente ao setor de terapia intensiva. Os funcionários não deixaram de atender quem estava internado.

O Hospital Regional de Santa Maria conta com 100 leitos de UTI — 60 para adultos, 20 neonatais e 20 pediátricos.


pediatria.jpg

Ricardo Callado29/12/20152min

pediatria

 

Lotação será definida após a posse, de acordo com a necessidade de cada região

Por  Alline Martins – A rede de saúde pública do Distrito Federal vai receber o reforço de 63 pediatras. A convocação dos profissionais, aprovados em concurso público realizado em maio de 2014, foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (29).

Segundo a subsecretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, Flávia Cáritas, a lotação dos profissionais só será definida após a posse dos profissionais. “Precisamos saber quantos, de fato, tomarão posse, para dividir os pediatras para as regiões com maior necessidade”, explica.

Todos os convocados deverão entregar a documentação necessária no Edifício Sede da Secretaria de Saúde, até o 30º dia, a contar desta terça-feira (29), data da publicação da nomeação no Diário Oficial do DF. Caso o candidato opte pelo reposicionamento para o final de fila, o prazo é de 5 dias corridos, conforme a Lei Complementar n.º 840/2011.

Ao longo de 2015, foram nomeados 1.056 concursados em Saúde, para diversas especialidades. Deste total, 722 tomaram posse. Com a convocação desta terça-feira, a pasta já chamou os 133 pediatras aprovados em concurso. Desse total, 24 tomaram posse. Outros 34 pediram reposicionamento de final de fila.


banner_opinião-e1462483471768.jpg

Ricardo Callado29/12/20155min

Por Ricardo Callado

O ano que se encerra não pode ser esquecido. Deve deixar, ao menos, duas lições e nenhum legado. Primeira, a herança irresponsável de um governo irresponsável. Pela primeira vez se conseguiu quebrar o cofre do GDF. Até petistas mais conscientes concordam.

A segunda lição vem do atual governo. Como não se deve administrar na base da exclusão e do improviso. Se Agnelo ficou na história como o governante pior avaliado do Distrito Federal, Rollemberg deve acender a luz de alerta. O primeiro ano de governo foi pior que o do petista. Em 2011 havia mais esperança do que em 2015. E não tinha crise, nem exclusão. Nem divisões dentro do GDF.

Isso não quer dizer que o governo de Rodrigo Rollemberg será pior que o de Agnelo Queiroz. Mas serve de alerta. #ficaadica. Os erros cometidos pelo Palácio do Buriti no primeiro semestre deste ano não podem se repetir no ano seguinte.

Se 2015 serviu de aprendizado e para deixar o couro do governador mais grosso, 2016 será a consolidação de um projeto. Seja ele vitorioso ou não. Dependendo do que decidir Rollemberg no início do ano que se inicia, pode ser determinante para o seu sucesso. Ou o seu fracasso.

Rollemberg tem duas opções. O primeiro semestre de 2015 o levou a derrotas e lhe deu índices negativos de avaliação de governo que até hoje não conseguiu recuperar. O segundo semestre mostrou que o governo pode ser diferente. Que existe vida pensante e inteligente fora dos manuais.

Erros em sequencia levaram o governador ter uma das piores avaliações nacionais. Errou na escolha de alguns nomes do primeiro escalão. Errou em não fazer política. Errou em terceirizar a comunicação do governo. Errou em ser levado a se afastar do Legislativo, como se o Executivo fosse o poder purismo, e a Câmara a casa dos pecados originais. Quem não respeita o legislativo, não respeita a democracia. Simples assim.

O primeiro semestre de 2016 vai mostrar que postura Rollemberg terá. E se o governo dará certo. Até agora a missão foi apenas arrumar a casa. Consertar o estrago que recebeu. Mas se nada mudar até março, mais turbulento ficará o governo. E se for para mudar, que não cometam velhos e nem novos erros.

2016 será uma travessia. Digamos que o Buriti consiga sair do outro lado com as contas menos desequilibradas, sem longos embates com sindicatos, com menos perseguições e com acordos políticos cumpridos. Tendo aprendido a se comunicar com a sociedade. E enxergar que a guerra da comunicação é perdida todos os dias. E que tudo isso se constrói com diálogo franco e aberto, sem revanchismo ou discórdia.

Se alguns desses fatores forem construídos, podemos acreditar que 2017 será um ano de recuperação. O País e o Distrito Federal deverão estar saindo de uma grave crise econômica. A esperança pode voltar ao brasiliense.

Acredito que 2017 será um bom ano. Mas o governo vai chegar desgastado. E só existe algo a fazer para se manter vivo políticamente em 2018. Incutir no inconsciente da sociedade que foi Rollemberg que conseguiu superar a mais grave crise já vivida no DF. Que o governador merece créditos por isso. E que se fez transformações num governo falido, pode se fazer muito mais com as contas equilibradas.

E ai entra a estratégia da comunicação. Não é uma missão fácil. Mas também não é impossível. Para que Rollemberg chegue em 2018 vivo, só depende dele mesmo. E o primeiro passo é deixar de ser teimoso. E aprender a se comunicar. A fazer a própria defesa de seu governo. A falar pelo seu próprio governo. Não com entrevistas acertadas. Mas todos os dias. O dia todo. E de forma inteligente. Que 2016 seja um ano melhor para Rollemberg. É o que desejo ao governador e a sua comunicação, que terão uma tarefa árdua. E, principalmente, para o brasiliense que torce por um governo que dê certo. E que 2017 e 2018 a esperança renasça.


simples-nacional-1-728.jpg

Ricardo Callado29/12/20152min

simples-nacional-1-728

Para voltar ao regime tributário, é preciso fazer o pedido e regularizar os débitos em janeiro

Das 3.123 empresas de Brasília inseridas no Simples Nacional e notificadas pela Secretaria de Fazenda para regularizarem os débitos não pagos até 31 de agosto, 1.895 serão excluídas do regime tributário a partir de 1º de janeiro de 2016, por não acertarem, até 18 de dezembro, as dívidas que têm com o governo de Brasília.

De acordo com a pasta de Fazenda, para fazer um novo pedido de ingresso no regime é necessário acessar a página do Simples Nacional na internet, de 1º a 31 de janeiro, e regularizar os débitos, que podem ser distritais, estaduais, municipais ou com a União.

No caso das dívidas com o governo de Brasília, nesse período o interessado deve entrar em contato com a Secretaria de Fazenda pelo número 156, opção 3; nas agências de atendimento ou nos postos do Na Hora.

O regime tributário Simples Nacional estabelece tratamento diferenciado para as micro e pequenas empresas em todo o País em relação a questões como arrecadação única de impostos e de obrigações acessórias.

Até 18 de dezembro, empresários que não concordavam com os débitos poderiam questioná-los. Também até essa data, para acertar as pendências, era possível aproveitar os benefícios do Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis).


Rollemberg-2-e1471696963950.jpg

Ricardo Callado29/12/20155min

Rollemberg 2

Por Francisco Lima Jr.

Poucos entenderam, de fato, as cenas produzidas nesta segunda-feira (28), com a reunião promovida em Brasília pelo governador Rodrigo Rollemberg com dez governadores e um vice.

Vale iniciar destacando que foi um evento multipartidário, em que governadores de todos os partidos compareceram. Após longa reunião em Águas Claras, capitaneada por Rollemberg, e a produção de um documento em comum acordo, todos bateram, conjuntamente, à porta do ministro Nelson Barbosa.

Segundo consta, não levaram apenas os problemas de seus estados, destaque para a falência da saúde pública em todos eles e da falta de recursos para as outras demandas, mas apresentaram ao ministro as diversas alternativas para solucionar os problemas que afligem todos os estados e, também, a União.

Ninguém declarou publicamente, nem haveria necessidade, mas a principal alternativa ou fonte de receita para todos os males deverá ser a aprovação pelo Congresso da CPMF (Contribuição Provisória por Movimentação Financeira). Na economia não existem mágica e nem milagres. A CPMF é a única e viável saída no momento!

Talvez sem esta pretensão, Rollemberg, ao promover tais encontros convencendo seus colegas dos mais variados partidos dessas realidades, tenha concretizado algo que o mundo político anuncia e não é de hoje e ainda não teve a grandeza de fazê-lo: um pacto federativo.

Pegando apenas a saúde pública como exemplo, as mazelas e complicações de toda ordem mostradas ultimamente no estado do Rio de Janeiro e no Distrito Federal, refletem uma triste realidade em todas as demais unidades da Federação.

Com o seu governo diariamente boicotado na esfera federal, Rollemberg, ao trazer para Brasília, dentre outros, o governador do estado de Pernambuco, Paulo Câmara, do mesmo PSB que o seu, reafirmou diante do governo federal que o comando da legenda ainda reside na terra de Eduardo Campos, e que o espírito de companheirismo e a coragem para enfrentar problemas em parcerias com quem possa de fato somar, continuam vivos em seu partido.

Para um bom entendedor o recado foi o seguinte: Dilma e o seu governo poderão continuar contando com o apoio de Rollemberg e do seu PSB sempre que o país precisar.

Até o governador de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, terá que fazer e fará tudo ao seu alcance para convencer a sua bancada a aprovar a CPMF. Duvidam?

Ou seja, além de concretizar um verdadeiro pacto federativo, Rollemberg fez por Dilma e pelo seu governo o que nem o PT seria capaz de fazer, como demonstra diariamente. Nada de bolada nas costas, esse sim, foi um gol de placa!

* Francisco Lima Jr.(48), Jornalista, Cientista Político pela UnB, Professor de Jornalismo nas Faculdades Icesp/DF, titular do www.blogdoprofessorchico.com.br, blogueiro colaborador na Agência Política Real, Colaborador no Programa Diário Brasil, na TV Gênesis e Presidente da Associação Brasiliense dos Blogueiros de Política (ABBP). fpaulalj@gmail.com


Repórter-sem-Fronteiras.jpg

Ricardo Callado29/12/20153min

Repórter-sem-Fronteiras 

Além desses, também morreram 27 blogueiros e outros sete colaboradores de meios de comunicação social

Sessenta e sete jornalistas foram mortos em todo o mundo em 2015 no exercício da profissão, de uma lista de 110 profissionais que perderam a vida em circunstâncias pouco claras, segundo balanço divulgado hoje (29) pela organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Os dados mostram que, além desses, também morreram 27 blogueiros e outros sete colaboradores de meios de comunicação social, elevando para 787 o número de profissionais de comunicação mortos na última década.

O Iraque teve o maior número de jornalistas mortos em 2015 (nove confirmados de 11 possíveis), seguido da Síria (nove confirmados de dez possíveis), ambos palco de conflitos armados e com a presença do grupo extremista Estado Islâmico (EI). A França subiu ao terceiro lugar (oito vítimas), após o atentado terrorista contra a redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em 7 de janeiro. A lista negra segue com o Iémen, o Sudão do Sul, a Índia e o México.

Ao contrário do que aconteceu em 2014, a maioria das vítimas neste ano era jornalista local (97%) que trabalhava fora de zonas de conflito (64%). No ano passado, a maior parte dos 66 jornalistas mortos foi assassinada em áreas de guerra.

“É fundamental adotar um mecanismo concreto para a aplicação do direito internacional sobre a proteção dos jornalistas”, declarou o secretário-geral da organização, Christophe Deloire. Neste sentido, considera fundamental que as Nações Unidas designem um “representante especial” para a proteção dos jornalistas.

A Repórteres Sem Fronteiras também recordou que dois dos jornalistas assassinados este ano são mulheres: a francesa Elsa Cayat (que morreu no ataque jihadista contra o Charlie Hebdo), e a somali Hindia Mohamed, vítima da explosão de um carro bomba pela milícia Shebab, no dia 3 de dezembro.

Dados da RSF divulgados há duas semanas indicam ainda que neste ano 54 jornalistas foram sequestrados – alta de 34% na comparação com 2014; e 153 presos – queda de 14% na comparação com o ano anterior.

Os reféns encontram-se na Síria (26), Iémen (13), Iraque (10) e Líbia (5); enquanto os presos estão sobretudo na China (23), no Egito (22), Irã (18) e na Turquia (9). Os 66 restantes estão presos pelo resto do mundo.



Sobre o Blog

Aos 14 anos, o Blog do Callado é um veículo consolidado, admirado por seus leitores e em sintonia com o público alvo: a população brasiliense. O blog é um site de opiniões e notícias com atualização diária, sem cunho ideológico. Dedica-se a oferecer aprimoramento da informação, com uma audiência qualificada.


NOS BASTIDORES DA CAIXA DE PANDORA

Pandora




Mídias Sociais

Twitter do Blog


FANPAGE Facebook

Facebook By Weblizar Powered By Weblizar



Enquete
Qual o melhor critério para escolha dos administradores regionais: