2015 outubro

Bring to the table win-win survival strategies to ensure proactive domination. At the end of the day, going forward, a new normal that has evolved from generation.

Ricardo Callado30/10/20155min
 mpdft

O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e o Ministério Público de Contas (MPC/DF) expediram quatro recomendações ao GDF sobre a situação da saúde. A primeira pede prioridade para as despesas com a saúde pública, de forma a manter os estoques de medicamentos e insumos, bem como realizar consertos de equipamentos médico-hospitalares para garantir o atendimento da população, inclusive a realização de cirurgias, em especial, no Hospital de Base (HBDF). O governo também deve se abster de terceirizar os serviços públicos de saúde ou de repassá-los à iniciativa privada. “A saúde possui prioridade constitucional”, reforça o documento.

A segunda recomendação se dirige ao governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e ao comandante do Corpo de Bombeiros Militar do DF, Hamilton Santos Esteves Júnior, para que adotem medidas urgentes a fim de garantir o imediato uso na rede pública do tomógrafo computadorizado que se encontra encaixotado nos corredores da corporação. O documento pede, ainda, que seja apurada a responsabilidade pela compra que, a princípio, fere a economicidade e a legitimidade da despesa pública, pois demanda local apropriado para sua instalação, que inexiste naquele órgão, razão pela qual o equipamento está ocioso.

A terceira recomendação se dirige aos gestores da Secretaria de Saúde (SES). Pede-se o imediato início do procedimento licitatório para os serviços de fornecimento de alimentação hospitalar, uma vez que existem recursos orçamentários e decisão judicial condenando o GDF a licitar tais serviços, com objeto parcelado. O MPDFT pede, ainda, que o edital a ser lançado inclua cláusula que obrigue as empresas a detalharem seus custos unitários.

A última recomendação determina que o GDF adote medidas para garantir o número mínimo de profissionais para a realização de cirurgias e atendimentos na rede pública de saúde, especialmente no HBDF, tendo em vista que a Justiça do DF declarou ilegal a greve dos profissionais de saúde. Os gestores também devem nomear os profissionais aprovados em concurso, nos termos da LRF, bem como rever a cessão dos inúmeros profissionais da SES à Faculdade de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), em detrimento do atendimento à população, prática que vem ocorrendo desde 2001.

O não atendimento às recomendações pode sujeitar governador do DF, secretários e os demais responsáveis às sanções cabíveis, dentre elas, ação de improbidade administrativa, como é exemplo a mais recente ajuizada pelo MPDFT em face da contratação do Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe) para gerir o Hospital da Criança.

Para o Ministério Público, a celebração desse contrato sem licitação violou o princípio da impessoalidade. Em agravo, não houve consistente justificativa de preços, conforme determina a Lei de Licitações. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), é necessário que se adote e faça publicar “estudo detalhado que contemple a fundamentação da conclusão de que a transferência do gerenciamento para organizações sociais mostra-se a melhor opção, avaliação precisa dos custos do serviço e dos ganhos de eficiência esperados, bem assim planilha detalhada com a estimativa de custos da execução dos contratos de gestão”.


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Ricardo Callado30/10/20155min
Representantes da ABBP e o advogado Délio Lins e Silva Júnior, na manhã de hoje
Representantes da ABBP e o advogado Délio Lins e Silva Júnior, na manhã de hoje

Associação Brasiliense dos Blogueiros de Brasília participou de um café da manhã com Délio Lins e Silva, candidato da presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF

A Associação Brasiliense dos Blogueiros de Política (ABBP) e o candidato a presidente da Ordem Dos Advogados do Brasil, seccional Distrito Federal (OAB-DF), Délio Lins e Silva Júnior, da chapa Pró-Advogado 30, participaram de um café da manhã, nesta sexta-feira (30). O motivo da reunião foi debater as eleições na OAB-DF. Os representantes da ABBP ouviram as propostas de Délio Lins para a entidade.

“A OAB-DF precisa se dedicar exclusivamente à causa do advogado, que hoje anda esquecida, sem o apoio devido pela OAB-DF. Nossas propostas estão amparadas na lealdade absoluta ao advogado, na austeridade contra gastos excessivos, como festas e mordomias, e na modernidade da OAB-DF”, afirmou Délio Lins e Silva Júnior durante o café da manhã.

A ABBP foi representada pelos blogueiros Toni Duarte, Fernanda Borges (que também é advogada), Sérgio Loros e Ricardo Callado. Também participou da reunião a jornalista Camila Cortez. Délio Lins e comprometeu publicamente a não assumir nenhuma causa que possa confrontar com os interesses dos advogados e criticou a omissão da Ordem com a greve no Judiciário.

“Nesta greve do Poder Judiciário, que já é a maior da história, os advogados do DF estão vivenciando um grande absurdo, que é a total omissão da OAB em função de o presidente ser advogado do Sindjus-DF (Sindicato dos Servidores da Justiça do DF). Isso é inadmissível, milhares de advogados estão com suas rendas severamente comprometidas, perdendo clientes e fechando escritórios. Além disso, a população que depende de alguma decisão da Justiça, está sofrendo muito”, lamenta Lins e Silva Júnior.

Ele lembrou, ainda, que a sua chapa é a que possui o maior números de mulheres da história de uma campanha para a OAB-DF. A começar pela a sua vice, Célia Arruda.

Quem é Délio Lins e Silva Júnior

O único brasiliense entre os candidatos, é graduado em Direito pelo Uniceub, possui pós-graduação em Direito Penal Econômico e pós-graduação em Ciências Jurídicas Criminais, ambos pela na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra – Portugal, mestrado em Ciências Jurídicas Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra – Portugal, onde é também doutorando. Autor de diversas obras em sua área, é também professor universitário e ex-presidente das Comissões de Honorários e de Apoio ao Advogado Iniciante da OAB/DF onde, inclusive, conseguiu implantar o piso salarial da categoria. É advogado militante com atuação destacada de delegacias ao STF, tendo atuado nos principais processos criminais do país, tais como operação Mensalão, Lava Jato, Furacão, Zelotes, Caixa de Pandora, entre outros.


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Ricardo Callado29/10/20152min
Délio Lins e Silva Júnior, da chapa Pró-Advogado 30.
Délio Lins e Silva Júnior, da chapa Pró-Advogado 30.

 

Esta é uma das propostas do candidato a OAB-DF, Délio Lins e Silva, da chapa Pró-Advogado 30, para os advogados mais experientes

O candidato a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Distrito Federal (OAB-DF), Délio Lins e Silva Júnior, da chapa Pró-Advogado 30, apresentou as suas propostas para os advogados experientes. Entre elas, o desenvolvimento de iniciativas que valorizem o advogado experiente, por meio de realização de eventos, atividades de lazer, palestras e maior assistência à sua saúde através da caixa de assistência.

Délio também pretende fazer a Integração dos advogados experientes no Centro de Orientação de Carreiras, com a participação em palestras e encontros com advogados iniciantes para orientação.

Outra proposta é a implantação do projeto Advogado Mentor, que vai promover a inteiração de advogados seniores que tenham interesse em se tornarem mentores de advogados mais jovens.

A chapa Pró-Advogado 30, traz ainda como proposta, o promover engajamento das advogadas e dos advogados seniores em atividades de cunho social promovidas pela OAB-DF. E, ainda, a promoção de palestras para os advogados sobre aposentadoria, com temas relacionados à organização emocional e financeira necessárias para essa transição.


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Ricardo Callado29/10/20155min

cristovam Buarque

 

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi à tribuna do Senado, nesta quinta-feira (29), para criticar e manifestar sua indignação com a ação repressiva da polícia do Distrito Federal para coibir a manifestação realizada pelos professores na tarde desta quarta-feira (28).

“Eu lamento estar aqui para manifestar minha profunda indignação com a maneira como o Governador do Distrito Federal – que foi nosso colega aqui –, como seu Governo, através da sua Polícia Militar, tenha espancado professor, prendido professor, tirado professor de dentro de carro e levado para a delegacia”.

Para Cristovam, bater em professor é bater no futuro do País. “O futuro de um país tem a mesma cara da sua escola hoje. Olhe para uma escola de um país, para o conjunto das escolas: se ela for feia, alquebrada, maltratada, assim vai ser o futuro do país. O futuro de um país tem a cara da escola desse país no presente”.

O senador acrescentou que é absolutamente perfeita a metáfora de que um país que bate em professor bate no seu futuro, até porque se dá um péssimo exemplo para as crianças, que tomam conhecimento de que aqueles que estão ali, sendo espancados, presos, levados em carros da polícia, ficando em delegacia, aqueles são seus professores.

“E depois reclamamos do mau comportamento das crianças. Depois reclamamos da violência dentro das escolas. Esse é o produto de governos que batem em professor, que prendem professor. Eu manifesto minha profunda indignação com esse fato”, discursou.

Para Cristovam, se explica perfeitamente quando o Governador Rodrigo Rollemberg diz que não tem dinheiro para pagar as reivindicações dos professores.

“Eu acho que se explica, porque quando a gente analisa as contas, de fato o governo anterior irresponsavelmente comprometeu gastos numa proporção que hoje não se tem. É explicável, mas não justifica a maneira como o professor é tratado na rua”.

O senador Cristovam disse se se explica, mas não justifica quando o Governador diz, numa nota, que as ruas e vias públicas têm que ser abertas, porque ali passam professores também, ali passam trabalhadores que vão ao trabalho, ali passam doentes que querem ir buscar um atendimento.

“As vias têm que estar abertas. Explica-se, mas não se justifica que para abrir uma via pública que manifestantes, professores tomaram por um momento, botaram a polícia”.

O senador criticou ainda o governador por evitar o diálogo com os senadores, os federais e os distritais: “O que o governador deveria ter feito era nos convocar, para ver até que ponto a explicação que ele tem da falta de dinheiro é uma justificação que permitiria usar a nós próprios para conseguirmos convencer os professores de que suas reivindicações são inviáveis de serem atendidas”.

Ex-governador do Distrito Federal, Cristovam disse que greve é normal. Segundo ele, quase todo governo enfrentou greves, de todas as categorias, mas especialmente de professores, mas poucos usaram a polícia contra os professores.

“Eu fico triste de ter dado meu apoio, de ter colaborado para eleger o Governador e me incomoda hoje que o meu Partido esteja dentro do Governo, que é responsável por espancamento a professores, por prisão de professores”, afirmou.

Por fim, ele disse que o governador Rodrigo Rollemberg deveria vir a público dar explicações e apontar responsáveis pela violência contra os professores: “O governador precisa vir de público dizer que não tem nada com isso, mas para isso ele tem que mostrar quem é o culpado e tem que punir quem fez”, disse.


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Ricardo Callado29/10/20156min

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Multa, repressão e corte de ponto pesaram na decisão, diz sindicalista. Categorias reivindicava pagamento dos reajustes aprovados em 2013

Servidores da Saúde do Distrito Federal decidiram em assembleia nesta quinta-feira (29) encerrar a greve iniciada no dia 8 de outubro. A paralisação continuou mesmo após ter sido considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, sob pena de multa diária de R$ 300 mil por descumprimento da decisão. O retorno ao trabalho é imediato.

Nesta quarta, Rollemberg declarou que os servidores de categorias que tiveram a greve decretada ilegal pela Justiça tinham até o final do dia para voltar ao trabalho e não ter corte de ponto na próxima folha de pagamento. Os servidores reivindicavam pagamento dos reajustes aprovados na gestão passada. Na assembleia realizada nesta quinta, aprovaram a retomada da paralisação em março do ano que vem.

Segundo a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, pesou na decisão de suspender a greve o corte de ponto dos servidores e a repressão a manifestações, como a que ocorreu nesta quarta no Eixão, quando quatro professores acabaram presos depois de os manifestantes entrarem em confronto com a polícia.

“Eu acho que minha categoria merece algo melhor. A multa está muito alta e ainda tem o corte do ponto. A vida é feita de altos e baixos. Estou infeliz com o término da greve, mas não posso colocar minha categoria numa situação complicada. Sei das dificuldades. Mas não posso admitir 22 dias de pontos cortados”, disse. “Estamos sensibilizados e estamos assustados com a reação dos policiais frente aos outros manifestantes”.

O técnico de enfermagem Robson dos Santos Ferreira diz que só concordou com o fim da greve porque acredita que o movimento esteja perdendo força. “Muitos servidores não vão para as ruas. Não fortalecem o movimento. Com o corte do ponto, piorou a situação. O confronto que aconteceu com os professores ontem também assustou as pessoas. Já não vamos ter o nosso aumento, e ficar sem o nosso salário vai ser pior ainda”.

A auxiliar de enfermagem Sandra Gonçalves diz que não ficou satisfeita com o fim da greve. “Estamos em uma luta por nossos direitos. Acabando com a greve, abaixamos a cabeça para o que o GDF está fazendo. Não é apenas pelo reajuste, é uma luta contra tudo que está errado no setor. Não temos condições de trabalhar nos hospitais, falta tudo. O Rollemberg vai se sentir fortalecido por ter ganhado essa batalha”.

Reajuste

O governador anunciou na semana passada que o reajuste dos servidores públicos, que deveria ter ocorrido em setembro, será pago integralmente a partir de 1º de outubro do ano que vem. A medida não inclui os retroativos, que não têm data para serem quitados. “Os reajustes que deveriam ser implementados a partir de setembro não estão sendo implementados por total impossibilidade de fazê-lo”, afirmou durante o anúncio da medida.

“No ambiente de crise, em que o PIB está decrescente, essa é uma grande conquista. Estamos fazendo isso a partir de um grande esforço para garantir a implementação do reajuste. O DF será a única ou uma das poucas unidades da federação que dará aumento no ano que vem”, disse Rollemberg.

O pagamento depende da aprovação de um conjunto de projetos já encaminhados ou que ainda serão enviados à Câmara Legislativa. Ele afirmou que acredita que o Legislativo vai colaborar com o governo. “Esse é um tema de interesse da cidade, e os deputados sabem que estamos fazendo aquilo que é possível”.

O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, afirmou que o governo espera ter um acréscimo de R$ 500 milhões na receita de 2016 com a aprovação do pacote de projetos enviado ao Legislativo.

Rollemberg declarou que grande parte dos projetos enviados à Câmara são de venda de imóveis em que o recurso entra de uma vez. Ele disse que o pacote será importante para o orçamento do ano que vem, mas que não garante o pagamento dos anos seguintes. (Do G1 DF)


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Ricardo Callado29/10/20155min
Ao lado da presidente Dilma Rousseff, o governador Rodrigo Rollemberg fala com casal no Paranoá (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)
Ao lado da presidente Dilma Rousseff, o governador Rodrigo Rollemberg fala com casal no Paranoá (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)

 

Nesta quarta, manifestação terminou com quatro docentes detidos. Corporação usou bombas, gás e balas de borracha para liberar Eixão Sul

Por Isabella Calzolari – O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, defendeu nesta quinta-feira (29) a ação da Polícia Militar durante uma manifestação de professores no Eixão Sul no fim da tarde desta quarta, que resultou na prisão de quatro docentes. A PM usou bombas de efeito moral, gás de pimenta e balas de borracha para liberar a via. O gestor disse ainda que a corporação atuou para garantir o direito de ir e vir dos cidadãos, mas que qualquer possível excesso será apurado.

“Nós não podemos admitir que um grupo de dezenas de sindicalistas possa infernizar centenas de milhares de pessoas que depois de um dia de trabalho têm que se deslocar para as suas casas. Nesses casos, não resta outra alternativa do governo de usar a polícia para fazer a desobstrução das vias para que as pessoas tenham garantido seu direito de ir e vir”, declarou.

“Nós queremos fazer isso com firmeza, mas sem qualquer tipo de excesso. Qualquer excesso será apurado pela Polícia Militar, porque não queremos excessos, mas temos que garantir o direito das pessoas de ir e vir.”

Em nota divulgada também nesta quinta, a Polícia Militar disse que foi chamada para desobstruir as saídas norte e sul do Eixão e que foram feitas “diversas tentativas de negociação”, sem sucesso.

“Sem acordo, foi necessário o uso progressivo da força para garantir a liberação da via. Esclarecemos ainda que, não houve excessos por parte desta instituição e nossos policiais agiram de acordo com o que manda a legislação vigente, respeitamos os direitos humanos e a ação tinha como objetivo apenas garantir a vontade da maioria da população, o direito constitucional de ir e vir”, diz a nota.

A declaração do governador foi dada à imprensa depois que da cerimônia de entrega de 928 apartamentos de baixa renda no Paranoá, ao lado da presidente Dilma Rousseff, na manhã desta quinta-feira (29). Rollemberg foi vaiado durante discurso no local.

Ao ser questionado se havia ameaçado algum servidor, Rollemberg, que já estava se retirando da coletiva de imprensa realizada, voltou e disse: “De forma alguma, jamais ameacei ninguém.”

Enquanto participava do evento ao lado de Dilma, professores faziam uma marcha pela marginal da EPTG até a residência oficial de Águas Claras, para exigir o pagamento dos reajustes e protestar contra a ação da polícia contra servidores em greve.

O evento também contou com a presença do secretário de Segurança, Arthur Trindade. O chefe da pasta também defendeu a PM e disse que a corporação agiu conforme protocolo de atuação e reforçou que excessos serão apurados. Questionado se alguma sindicância havia sido aberta pela secretaria, Trindade entrou no carro e não responde à reportagem. (Do G1 DF)

 


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Ricardo Callado29/10/20151min

leitor

 

Em virtude dos atos de violência praticados ontem em Brasília por policiais militares na repressão ao protesto de professores da rede pública em greve, manifesto minha total e insignificante solidariedade aos profissionais agredidos e defendo a imediata retomada de negociações para que os reajustes aprovados democraticamente pela Câmara Legislativa no ano passado sejam pagos às categorias, conforme a legislação em vigor.

Recomendo, contudo, às lideranças sindicais do legítimo movimento reivindincatório que evitem ações extremas como o fechamento de rodovias interestaduais, por não representarem vantagem alguma na luta contra o descaso do governo em melhorar as condições de funcionamento das nossas escolas e no devido reconhecimento da valorização dos nossos professores.

Zildenor Dourado

Pai do Gabriel de Moura, aluno da Escola Classe 5 do Guará (em greve!)


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Ricardo Callado29/10/20152min
Deputada Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa
Deputada Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa

 

A Câmara Legislativa do DF (CLDF) recebe, nesta quinta-feira (29), às 14h, os professores do DF, no térreo da Casa. A deputada Celina Leão, presidente da CLDF, juntamente com todos os parlamentares, vai recebê-los e destaca que o momento dever ser de paz e sensatez, para tentar o equilíbrio entre professores e Governo, sem excessos.

Nota Oficial

As cenas de violência registradas no Distrito Federal, nesta quarta-feira, além de intoleráveis e tristes, maculam a democracia. A polícia, obedecendo a ordens, agiu contra os professores que, por sua vez, exigiam o cumprimento da lei pelo governo. A manifestação dos servidores é legítima, mas a sociedade, como um todo, não pode pagar a conta e sofrer mais em função da falta de uma resposta rápida do Executivo. Os vídeos divulgados nas redes sociais e pela imprensa mostram que a negociação e o diálogo deram lugar ao confronto e à intolerância. Como sempre fiz, continuo na defesa dos direitos dos servidores e a Câmara Legislativa, como sempre agiu, continua na luta para encontrar alternativas que coloquem fim a esse impasse. Todos os cidadãos do Distrito Federal merecem respeito!

Deputada Celina Leão

Presidente da CLDF.


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Ricardo Callado29/10/20152min

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Nesta noite, quarta, dia 28 de outubro, exatamente no dia em que se deveria comemorar o dia do servidor, fui surpreendido pela notícia, acompanhada pela postagem de cenas lastimáveis, da prisão de professores, que protestavam contra o não cumprimento, pelo GDF, de Lei de reajuste considerada constitucional pelo TJDF. O tratamento dispensado pelo Governo a um movimento de trabalhadores, com a truculência revelada pelas imagens, não é próprio ao Estado de Direito. O debate precisa ser realizado em mesa de entendimento, e não em palco de batalha, com palavras e busca de alternativas, e não em ação policial, com algemas e segregações. Voltei agora de reunião, com a comunidade de Santa Maria, mas não poderia deixar de expressar a posição da REDE, diante de episódio que depõe contra a democracia e demonstra incompreensão e desprezo para com a luta por direitos. Toda a solidariedade aos trabalhadores. Estimamos que o GDF repense sua forma de lidar com o momento de impasse, reabra negociações, assuma a responsabilidade pelo desrespeito e conduza a negociação com a seriedade de que nunca deveria ter se afastado. Estamos prontos a contribuir, sem, no entanto, abrir mão de nenhum princípio. Acompanharemos as providências necessárias à recuperação da ordem legal e tomaremos as medidas para o resgate da estima dessa categoria, que tanto serviço já prestou a nossa capital.

Chico Leite

Líder da REDE SUSTENTABILIDADE



Ricardo Callado29/10/20155min

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A Comunicação errou. E errou feio. O momento não é de acirrar os ânimos. Os últimos acontecimentos pedem humildade, sensatez e equilíbrio. A Nota Oficial divulgada na noite desta quarta-feira (28) vai no caminho contrário.

Quem aprovou o texto tinha a intenção de jogar mais combustível no caos. Colocar a culpa nos professores ou sindicatos é de uma inconsequência sem tamanho. Piorou, e muito, a relação, que já não era boa.

O governo deve se preparar para o pior. As imagens façam por si só. A foto de uma professora algemada, “armada” com um apito na mão e sendo conduzida por dois policiais militares é forte.

A Nota Oficial diz que o governo de Brasília lamenta o episódio. Mas coloca a culpa em “alguns poucos professores, sob o comando do sindicato”. E que são esses “alguns” que radicalizaram o movimento grevista com o fechamento de vias públicas e interrupção do tráfego.

Assinada pela Subchefia de Relações com a Imprensa, da Secretaria de Comunicação Institucional e Interação Social, a Nota Oficial acusa os professores e sindicatos de prejudicar os alunos das escolas públicas e seus pais. E também: “Esses professores em greve causaram transtornos a milhares de pessoas que transitavam pelas vias de Brasília”, diz. Faltou sensibilidade. E bom senso.

A Nota Oficial continua lembrando que o governo nunca deixou de receber os sindicatos e “já deixou claro, aos servidores e à população, que não tem condições orçamentárias e financeiras de pagar agora os reajustes salariais concedidos em 2013. As greves e a interrupção de vias em nada contribuem para que os pagamentos possam ser feitos”.

Ou seja, coloca a culpa novamente no governo anterior e deixa a entender que não irá avançar nas negociações. Que não existe solução para o problema a curto prazo. E que isso deva ser entendido e aceito pelo servidor público e entidades sindicais.

No final da Nota Oficial, mais um absurdo. Mesmo ainda sem saber o tamanho exato da gravidade do confronto entre PM e professores, o governo se coloca ao lado da ação militar, assumindo o ônus. E afirma que “o governo de Brasília tem a obrigação de assegurar à população o livre trânsito pelas vias da cidade e não pode permitir que algumas pessoas interrompam o tráfego por sua vontade ou a qualquer pretexto”.

E encerra afirmando que a “Polícia Militar agirá sempre, dentro da lei e de suas atribuições, para impedir o fechamento de vias públicas”. As imagens dos policias retirando os professores de dentro do carro dispensam comentários.

E, o que é pior, em nenhum momento a Nota Oficial afirma que o Buriti vai apurar possíveis excessos durante o confronto. Ou se solidariza com os professores que saíram feridos.

O governo precisa fazer uma avaliação. Uma roda de conversa não vai resolver. Os conflitos existenciais no palácio são maiores. Não existe um comando único em alguns setores. E por isso batem cabeça. São questões para pensar e discutir. E saber se comunicar. O pior: dentro do formato elaborado na Comunicação, “isso já era esperado”. Basta assistir os filmes publicitários veiculados na televisão. Passa arrogância e incentivo o conflito.

 



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