Arquivos Senado - Blog do Callado

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Ricardo Callado01/08/20184min

Levantamento da Agência Brasil apurou que pelo menos 14 vão tentar governos de estado

Por Karine Melo

Pelo menos 14 senadores vão disputar o governo de seus estados nas eleições de outubro, segundo levantamento feito pela Agência Brasil. Com mandatos de oito anos, com exceção de João Capiberibe (PSB-AP), que está em seu último ano de mandato, todos estão com vaga garantida no Senado até 2023.Para o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, entre as razões para as candidaturas está a imagem desgastada do Congresso perante a sociedade, mas não é só isso. “Uma das grandes motivações é que, para eles, é um desconforto grande o deslocamento do estado de origem para Brasília toda semana. O segundo fator é que governador tem muito mais poder, mais status que senador”, avaliou.

Há ainda os casos em que a candidatura é posta para reforçar o grupo político ao qual o senador ou senadora pertencem. Segundo o cientista político e professor da Universidade de Brasília, Lúcio Remuzat Rennó, além de mandato, em comum, esses parlamentares têm nomes consolidados, cabos eleitorais fidelizados e base definida. “São pessoas que têm enorme visibilidade nos estado e uma influência grande na estrutura partidária, isso os credencia para disputa de cargos majoritários. Essa é uma tendência natural no mundo todo. Nos Estados Unidos, é muito comum senadores se candidatarem aos estados”, lembrou.

Suplente

Apesar da expectativa de que o suplente na chapa de senador seja escolhido pela capacidade de reforçar o mandato do ponto de vista programático e de angariar votos, na prática, assim como já ocorre historicamente, isso deve continuar não acontecendo, segundo os especialistas. “No passado, os ex-governadores de estado que se candidatavam ao Senado sempre indicavam um parente para ser seu suplente, hoje, cada vez mais, tem preferência para ocupar essa vaga, nomes que tenham dinheiro para financiar a campanha e que tragam votos”, disse Antônio Queiroz.

O analista observa que nessa eleição a indicação de parentes de senadores, ou de postulantes ao Senado, tem ganhado força para ocupar uma vaga na Câmara dos Deputados. Um exemplo disso é o do senador João Capiperibe. Ele tenta emplacar o filho Camilo Capiberibe na Câmara. O movimento contrário também ocorre. Deputados federais que vão tentar uma vaga no Senado querem os filhos na Câmara. É o caso de Silvio Costa (Avante-PE) que quer ver Silvio Costa Filho (PRB-PE), ocupando uma cadeira de deputado federal.

Veja os senadores pré-candidatos a governos estaduais:

1 – Gladson Cameli (PP-AC) – mandato até 2023

2 – Omar Aziz (PSD-AM) –  mandato até 2023

3 – Davi Alcolumbre (DEM-AP) – mandato até 2023

4 – Rose de Freitas (Pode-ES) – mandato até 2023

5 – Ronaldo Caiado (DEM-GO) – mandato até 2023

6 – Roberto Rocha (PSDB-MA) – mandato até 2023

7 – Antonio Anastasia (PSDB-MG) – mandato até 2023

8 – Wellington Fagundes (PR-MT) – mandato até 2023

9 – Paulo Rocha (PT-PA) – mandato até 2023

10 – José Maranhão (MDB-PB) – mandato até 2023

11 – Romário (Pode-RJ) – mandato até 2023

12 – Fátima Bezerra (PT-RN) – mandato até 2023

13 – Acir Gurgacz (PDT-RO) – mandato até 2023

14 – João Capiberibe (PSB-AP) – mandato até 2019


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Ricardo Callado25/06/20188min

Disputa pelas duas vagas brasilienses no Congresso pode ser definida por uso inteligente do segundo voto

Pacote com 10 medidas foi apresentado ao Congresso Nacional em março de 2016, mas deputados retiraram do texto as principais mudanças (Wilson Dias/Agência Brasil)

Nomes consolidados na política largaram com vantagem na corrida pelas duas vagas brasilienses para o Senado Federal. Não necessariamente por méritos próprios. Mas, sim, por um sistema eleitoral cruel e desastroso para consolidação de novos personagens no páreo. Mas a disputa está longe de ser definida, em função do esmagador percentual de brancos, nulos e indecisos. Neste tabuleiro, o uso inteligente do segundo voto poderá ser decisivo.

“Temos uma longa pré-campanha e uma campanha real extremamente curta. Como existem muitas opções para o Senado, não dá tempo para consolidar novos nomes. As pessoas ainda não sabem quais serão os pré-candidatos. É cruel, desastroso e privilegia nomes já consolidados”, resume o professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Caldas.

Para compensar a desvantagem, os novatos trabalham pesado nas redes sociais. “Ganha a eleição quem disser para o eleitor: no primeiro voto, vote em quem quiser. No segundo, vote em mim”, completa o acadêmico. Segundo Caldas, quem traçar uma estratégia eficiente para o segundo voto poderá, inclusive, deslocar o francos favoritos. Outro ponto importante: o segundo voto só migra entre nomes do mesmo espectro político.

“As regras são uma ferramenta da velha política, são uma cláusula de barreira para a renovação. Mas as pesquisas apontam que a população quer a renovação”, comenta o pré-candidato Paulo Roque (Novo). Além de apresentar a posição sobre temas relevantes, Roque busca mostrar nas redes as ideias do partido. Estratégia semelhante é feita por Marivaldo Pereira e Chico Sant’Anna, ambos do Psol.

Bem posicionado nas pesquisas e pretendente à reeleição, o senador Cristovam Buarque (PPS) julga que quem alcançar os atuais eleitores nulos, brancos e indecisos estará mais próximo da vitória. “São eles que estão na frente”, resume.

Segurança, emprego e ética serão grandes temas na briga pelo eleitorado. O pré-candidato Alberto Fraga (DEM) acredita que os eleitores não querem venda de ilusões, mas, sim, realizações.

Paulo Octávio (PP) ensaia entrar de fato na corrida. “A princípio, sim. Fico feliz de meu nome estar sendo lembrado. Mas ainda aguardo a análise do partido e do grupo”, comenta. Segundo os advogados da sigla, o empresário é plenamente elegível. Questionamentos legais podem surgir, mas não irão se sustentar, garantem.

No campo governista do PSB, as duas vagas estão abertas para a construção de coligações. “Temos nomes próprios, mas estes espaços estão abertos para alianças – necessárias, inclusive, para ampliarmos nosso tempo de televisão”, explica o presidente regional do partido, Tiago Coelho. Nesse sentido, Leila Barros tende a tentar a Câmara Legislativa, enquanto o futuro de Leany Lemos poderá ser revisto.

O PT ainda está indefinido. A sigla busca o consenso entre os nomes de Wasny de Roure, Marcelo Neves, Chico Machado e Claudia Farinha. Segundo a presidente regional Érika Kokay, se isso não for possível, a questão será decidida no voto de 300 delegados. Quem ganhar, deverá defender a pré-candidatura ao Palácio do Planalto do ex-presidente, atualmente preso, Luiz Inácio Lula da Silva.

Potencial competitivo

De campos políticos opostos, duas pré-candidaturas para o Senado com potencial competitivo estão em aberto. De um lado, a Rede flerta com as possibilidade de Chico Leite tentar o Palácio do Buriti ou o posto de senador. Por outro, Weslian Roriz (PMN) não descarta (e simpatiza) uma pré-candidatura.

Atualmente a Rede está fechada com PPL e PCdoB, e aguarda a definição do futuro do PDT. Fechar com o governador Rodrigo Rollemberg é uma possibilidade, assim como outras forças. Por exemplo, o partido pretende conversar com a pré-candidata ao GDF, Eliana Pedrosa (Pros).

Dois pontos serão decisivos para Rede. Em primeiro lugar, a definição das forças que apoiarem a pré-candidatura de Marina Silva ao Palácio do Planalto. Quem apoiá-la naturalmente terá força de composição no DF. O segundo é a tendência natural de alianças com o campo da centro-esquerda.

Mesmo sem estar com campanha na rua, Weslian Roriz mostra um fôlego invejável. “Minha mãe não descarta a ideia. Ela poderá tentar, sim”, conta a filha do casal Roriz, vice-presidente regional do PMN e membro nacional do partido, Jaqueline Roriz.

Um ponto crítico para Weslian Roriz tentar ou não a sorte é a saúde do ex-governador Joaquim Roriz. Nas últimas semanas, seu delicado quadro de saúde estabilizou positivamente. Se Roriz estiver bem, Weslian poderá entrar em campo.

Saiba Mais

Outros nomes importantes estão na fila pelo Senado, como o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), e o presidente do PSD, Rogério Rosso. Com a bênção do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), também compete Fadi Faraj (PRP), irmão da deputada distrital Sandra Faraj (PR).

Caso Paulo Octávio: alvo de processo de cassação no escândalo da Caixa de Pandora, o empresário renunciou antes que o processo de cassação fosse votado no plenário da Câmara. Segundo advogados, ele só estaria inelegível se tivesse renunciado após a decisão do plenário. O processo foi arquivado. Tudo isso, com base em um entendimento do Supremo Tribunal Federal.


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Ricardo Callado21/06/20182min

O Instituto O&P Brasil realizou pesquisa de intenção de voto ao Senado. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número DF-04198/2018.

A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 8 de junho, com mil entrevistas.

A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

A descrença com  a classe política é refletida na pesquisa que aponta um percentual de 60,5% que não querem nenhum dos pré-candidatos listados no levantamento, ou ainda estão indecisos.

É um número muito alto a apenas quatro meses das eleições de outubro deste ano.

Como são duas vagas em disputa ao Senado nas eleições deste ano, cada entrevistado teve direito a duas escolhas.

Outro ponto que chama a atenção é a baixa intenção de voto da candidata do governador Rodrigo Rolemberg (PSB), a ex-supersecretária do GDF Leany Lemos (PSB), com apenas 0,9%.

Veja os números da pesquisa:

Cristovam Buarque (PPS), 13,4%

Paulo Octávio (PP), 8,6%

Chico Leite (Rede), 8,2%

Alberto Fraga (DEM), 8%

Eliana Pedrosa (Pros), 7,3%

Rogério Rosso (PSD), 6,8%

Leila do Vôlei (PSD), 5,6%

Wasny de Roure (PT), 4,6%

Joe Valle (PDT), 3,5%

Alírio Neto (PTB), 3,2%

Weslian Roriz (PMN), 3%

Eduardo Brandão (PV), 2,6%

Paulo Roque (Novo), 2,4%

Chico Machado (PT), 2,2%

Chico Sant’Anna (PSol), 1,7%

Marivaldo Pereira (PSol), 1,6%

Fernando Marques (SD), 1,1%

Leany Lemos (PSB), 0,9%

Wanderley Tavares (PRB), 0,5%.

 


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Ricardo Callado04/05/20185min

Em entrevista para o seu próprio canal no YouTube, a jornalista Joice Hasselmann anuncia projeto de conteúdo de direita. Pré-candidata ao Senado em São Paulo, ela afirma que não quer “papinho” de que a imprensa é “imparcial”

Do Comunique-se – Joice Hasselmann vai investir em novo projeto, chamado TV JHN Channel. Pré-candidata ao Senado pelo PSL de São Paulo, a jornalista afirma que vai oferecer conteúdo de direita e quer trabalhar com pessoas que tenham a mesma ideia. “Eu não quero gente que já vem com defeitos de fábrica lá da universidade ou gente que saiu da Folha de São Paulo e que está todo impregnado com a cultura de esquerda”, disse. A informação foi divulgada em seu canal do YouTube, no capítulo 12 do #PensandoJuntos.

No vídeo, que tem mais de 45 minutos, a jornalista faz balanço da primeira temporada do #PensandoJuntos, fala sobre a candidatura ao Senado Federal, futuro do país e sobre o que ela chama de primeiro canal de TV declaradamente de direita, que será lançado no próximo mês. De acordo com ela, a proposta é criar projeto muito mais amplo do que o da FoxNews. “O JHN Chanel é o guarda-chuva. Dentro do canal, tem a série Pensando Juntos, os programas, o jornalismo diário, cobertura eleitoral, os comentários de política e economia e muito mais”.

Para dar conta de alimentar o canal, Joice Hasselmann explica que está formando “um exército” por meio de treinamento aos profissionais. “Não quero pessoas impregnadas com a cultura de esquerda. Quero gente disposta a ser livre. Pré-requisito para trabalhar comigo: pense, execute e saiba que você é livre. Não quero zumbis, escravos ou gente se submetendo a ideias que elas não acreditam. Elas precisam acreditar nas mesmas ideias que eu. Não é um trabalho, é uma missão”, afirma.

Jornalismo parcial

A comunicadora, ainda no vídeo, critica o jornalismo e diz que não vai seguir pelo mesmo caminho de imparcialidade. “O canal é engajado, pois está no meu DNA. Não faço papinho sem vergonha de que o jornalismo é imparcial. É mentira e eu não engano as pessoas. Não minto, abomino a mentira. Quero liberdade, quero o Brasil capitalista, que é o único jeito de fazer a riqueza se proliferar. Estou formando meu exército”.

Além do conteúdo, do qual Joice afirma que está formando o time, a jornalista conta que parceiros comerciais são bem-vindos e que os empresários precisam entender qual é a sua responsabilidade. “Não adianta [o empresário] chorar que o fiscal e o ministro cobram propina e manter as coisas como estão no Brasil. Tem que se engajar”.

Da imprensa ao Senado

No início do mês, Joice Hasselmann informou o seu interesse de ocupar cargo público. Em vídeo, ela anunciou filiação ao PSL, mesma legenda que acolheu recentemente o deputado fluminense Jair Bolsonaro. No Partido Social Liberal, a jornalista já se posiciona como pré-candidata ao Senado pelo estado de São Paulo.

Veja, abaixo, a íntegra do programa que fala sobre o projeto:


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Ricardo Callado02/05/20183min

As restrições orçamentárias por que passa a Universidade de Brasília (UnB) serão tema de audiência pública da Comissão Senado do Futuro (CSF). O deficit nas contas esperado para 2018, de acordo com a universidade, é de R$ 92,3 milhões. A possibilidade de demissões já resultou em greve de terceirizados e na ocupação da reitoria por alunos da instituição. A audiência está marcada para sexta-feira (4), às 14h30.

Em carta recente à comunidade, a reitoria da UnB, Márcia Abrahão Moura, alega que reduções orçamentárias estão sendo impostas às universidades públicas federais em geral e à Universidade de Brasília. O Ministério da Educação (MEC), por sua vez, alega que não houve cortes em 2018 e que o orçamento da UnB para este ano é maior do que o de 2017.

No requerimento para a audiência, o presidente da comissão, senador Hélio José (Pros-DF), afirmou que as restrições podem comprometer a prestação de serviços à comunidade, a qualidade dos cursos oferecidos e a manutenção de pesquisas científicas.

Convidados

Além da reitora da universidade, foram convidados representantes do Ministério da Educação, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, das associações dos docentes e dos servidores da UnB, dos centros acadêmicos e do Comitê em Defesa da UnB.

COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR

Participe:

http://bit.ly/audienciainterativa

Portal e-Cidadania:

www.senado.gov.br/ecidadania

Alô Senado (0800-612211)


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Ricardo Callado16/04/20184min

Veja qual partido ganhou e qual perdeu mais senadores

Com o fim do prazo, na última sexta-feira (13), para os partidos comunicarem à Justiça Eleitoral a relação de filiados, houve mudança na composição das bancadas no Senado. Diferentemente da Câmara, onde muitos deputados aproveitaram a chamada janela partidária para trocar de legenda, no Senado, onde a eleição é majoritária, a regra não se aplica. “Não existe amarração para [um senador] mudar de partido.

A janela partidária serve para resolver a questão da mudança dos cargos proporcionais: deputado federal, deputado estadual ou distrital e vereador”, explicou Hélio José (Pros-DF), senador que mais trocou de sigla. Desde o início da legislatura, ele passou por PSD, PMB, PMDB e atualmente é do Pros. Ao justificar as trocas, citou casos de corrupção, divergências na política local e não cumprimento de compromissos e programas por parte dos partidos.

Mesmo com uma baixa de dois senadores, desde o início da atual legislatura, em fevereiro de 2015, até agora, o MDB, continua tendo o maior número, são 17 senadores. No Senado, o partido que mais cresceu foi o Podemos. Criado em 2017, a sigla tem hoje cinco senadores, entre eles, a senadora Rose de Freitas (ES) antes do MDB. Também registraram aumento no número de senadores, com relação ao início da legislatura, as bancadas do PP, o PRB, o PSD, o PSDB, o PSDC, o PTC, a Rede e o Pros.

Baixas

Entre os que mais perderam nessa legislatura está o PT. A sigla que tinha 13 parlamentares, hoje tem nove. O PDT registrou uma perda menor em número, mas maior em relação ao tamanho da bancada, que passou de seis para três senadores, a metade do número inicial.

Para o líder do partido, senador Acir Gurgacz (RO), a entrada e saída de políticos dos partidos é uma questão natural, faz parte da democracia. “Essa liberdade tem que acontecer para que as pessoas possam optar por aquilo que entendem ser o melhor para o seu estado, seu município e a população que representam”, avaliou.

Também perderam senadores PSB, PSC, PSOL, PTB e DEM.  Já o PCdoB, o PPS e o PR mantiveram o número de senadores de suas bancadas. O senador Reguffe (DF), que tem mandato até 2022, é o único senador sem partido. Ele deixou o PDT em 2016 e desde então não se filou a outro partido.

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* Com informações da Agência Senado


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Ricardo Callado11/04/20183min

O plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira (10) o projeto de lei (PLS 181/2017) que estabelece como competência da Justiça Eleitoral para julgar ações que tratem sobre a disputa interna dentro dos partidos. Atualmente, esses conflitos são julgados pela Justiça Comum. A proposta segue para a análise da Câmara dos Deputados.

Para o autor da proposta, senador Romero Jucá (MDB-RR), o julgamento pela Justiça comum gera “discrepâncias” no sistema, tanto pela especialidade da matéria eleitoral quanto pela inadequação de prazos estabelecidos no processo comum.

A proposta estabelece que o julgamento de questões internas dos partidos poderá caber ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aos tribunais regionais eleitorais (TREs) ou a um juiz eleitoral. Essa definição dependerá de qual instância do partido tiver originado o ato contestado: órgão nacional; estadual ou regional; ou municipal ou zonal.

O PLS 181/2017 também determina que, quando se tratar de juízes substitutos, os regimentos internos dos tribunais eleitorais deverão regular a competência desses magistrados para analisar e julgar processos relacionados à prestação de contas, propaganda eleitoral e partidária e disputas intrapartidárias.

Pelo projeto, a Justiça Eleitoral se limitará a examinar a validade formal, o enquadramento na legislação eleitoral e o respeito aos direitos dos filiados quando julgar ações envolvendo disputas intrapartidárias ou a validade de atos partidários. Os juízes eleitorais não deverão se manifestar sobre a oportunidade ou a conveniência da decisão tomada pelo partido.

Após um impasse no plenário, foi incluída uma emenda de redação para explicitar que o projeto não alcançará os casos que se enquadram na Lei da Ficha Limpa.

A proposta também admite a apresentação de ação rescisória para reverter decisões finais do TSE sobre inelegibilidade de agentes políticos. A ação deverá ser proposta até 180 dias após a expedição da sentença e não incluirá o restabelecimento do registro, do diploma ou de mandatos cassados.

Outra hipótese para admissão do processo rescisório são os casos de decisão do TSE que rejeite as contas de partido político ou as considere não prestadas.


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Ricardo Callado05/04/20189min

Por Ana Maria Campos, do CB Poder

Secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Você vai se desincompatibilizar do governo para disputar as eleições?

Sim. Vou sair para ser pré-candidata ao Senado. Quero ser a primeira Senadora de Brasília. O mundo mudou, a sociedade mudou, há uma demanda por renovação política. O Estado como está não responde às necessidades sociais. Muitas mudanças dependem de um debate nacional, e quero participar dele.

Sua candidatura ao Senado será uma defesa do governo Rollemberg como você tem feito nas redes sociais e nos debates públicos?

Se acredito, defendo. Com força. Sou mulher de convicções, não de rédeas. Defendo que este é um governo sério, ético, transparente, comprometido, que busca a profissionalização e o bem. Defendo o governo e o governador, e estou neste projeto, por acreditar que é o melhor para a cidade, o país, a minha família. Não vejo nenhum outro projeto melhor.

Acha que tem muito a mostrar ao eleitor?

A gente precisa de quem olhe para o coletivo: o eleitor e a eleitora; o homem e a mulher; o jovem e o idoso. Os interesses organizados se apropriaram das maiores fatias das finanças públicas. Há distorções na alocação dos recursos. O gasto é, no limite, o retrato da política pública. Não podemos manter o atual modelo, que está claramente falido. Defender mais igualdade, mais oportunidades, de maneira firme e sem demagogia, não é para os fracos. É fácil dizer, difícil fazer. Nós fizemos e temos clareza disso.

Qual vai ser o debate no Congresso?

O debate da próxima década será feito com base em modelos estruturantes: qual previdência queremos? qual sistema tributário? qual modelo de desenvolvimento regional, muito mais autônomo do que o presente? qual modelo de Estado? quais parcerias com a sociedade civil e setor privado? Quem evitar o debate franco e os fatos se comprometerá e comprometerá o país – e todos nós, Estados e municípios – num trágico abraço do afogado. Quem não mudar nada, condenará as futuras gerações ao permanente atraso. De outro lado, há uma pauta de direitos que precisa ser defendida, porque está sob forte ataque conservador, no pior sentido da palavra. Direitos de minorias, por exemplo. O caso da Marielle Franco demonstra isso. Nosso país nunca foi um país de polarização destrutiva, ao contrário. Nossa história é muito mais a da construção do consenso. Mas isso se perdeu num debate que se reduz a ataques. Defender que a pauta progressista também será um dos desafios do Congresso Nacional nos próximos anos, e quero participar dela. Temos uma baixíssima representação feminina na política. Os espaços são delimitados e a competição política é bruta, empurra as mulheres para fora do sistema. Há uma enorme demanda de reconhecimento pelas desigualdades de gênero no ambiente de trabalho, nas oportunidades, inclusive política. Acho que a sociedade como um todo entende que mais igualdade é desejável, não o contrário. E isso é algo que está em todas as pautas, de direitos políticos, econômicos e sociais.

Teme as fake news e os ataques de servidores públicos e sindicatos adversários ao governo?

As fake news já deram a tônica da disputa política no mundo e já estão dando sinais por aqui. Temos de lutar contra a pobreza do debate. Discutir o que fazer, como fazer, quando fazer. Devemos tentar manter o ataque mesquinho e pessoal o mais longe possível, sabendo que o “vale tudo”, por uns e outros, vai ocorrer. Não temo nenhum debate. Aprecio e respeito os servidores e sindicatos. O servidores, porque sem eles não há serviço publico, e há milhares de servidores que se dedicam todos os dias, o melhor da sua energia, a construir uma vida melhor para os outros. Os sindicatos são outra coisa. São organizações. Com estrutura, recursos, agendas, interesses. Respeito seu papel legítimo de defender as causas. Ele fazem parte do jogo democrático, como todas as forças que existem. Mas não precisamos concordar, porque papel de governo é defender a sociedade, o todo. O que for bom para a criança na escola, o paciente no hospital, o cidadão na rua. E eleição é exatamente isso – momento de debate. Haverá tentativa de manipulação, contorcionismos. Nosso papel é trazer também a verdade.

Dá pra se eleger em cargo majoritário no DF com um discurso de ajuste fiscal que cortou os reajustes de servidores?

Sem equilíbrio fiscal se perde a governabilidade da cidade e do país. Isso todos presenciamos no dia a dia. A ideia do desequilíbrio como força motora da economia não prospera. Gastar mais do que tem? Onde isso funciona? A boa dona de casa sabe que não pode. Ela compromete a estabilidade da família, as oportunidades dos filhos, o seu futuro. Precisamos ser responsáveis, ter prioridades, foco, e devolver para a sociedade o melhor em impostos. O reajuste dos servidores significa um impacto de mais de 1,2 bilhão ao ano. A folha de pagamento do DF cresce 600 milhões ao ano, ainda que nenhum reajuste seja dado – falo do crescimento vegetativo. Isso significa mais de 7 bilhões, em 4 anos, para uma folha que já custa 27 bilhões. Vamos consultar a população e ver o que todos e todas querem. Além disso, não há possibilidade. Se não há, não se faz.

Acredita na reeleição de Rollemberg?

Sim. Rollemberg é certamente o melhor governador que Brasília terá para os próximos anos. Tem as qualidades morais e a estatura estadista de que necessitamos. Ele tem um pacto com a gestão ética. A sociedade hoje coloca esse aspecto pessoal e político acima de qualquer coisa. Brasília é uma cidade de muitas contradições: é a de maior renda per capita, e a de maior desigualdade. Tem características de Estado e Município. Setores progressistas e reacionários. Rollemberg representa o caminho do bem coletivo e da boa gestão.

Quem será o outro nome na chapa para a disputa ao Senado?

Segredo.


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Ricardo Callado07/03/20185min

Nos 30 anos da Constituição Federal, todas as mulheres que integraram o parlamento à época receberam o Diploma Bertha Lutz, em reconhecimento à luta pela igualdade de gênero

As 26 deputadas constituintes receberam o Diploma Bertha Lutz nesta quarta-feira (7), em reconhecimento à importância delas na luta feminina pela igualdade de gênero. A 17ª edição da premiação ocorreu no Senado Federal.

Nos 30 anos da Constituição Federal, todas as mulheres que integraram o parlamento à época receberam o Diploma Bertha Lutz, em reconhecimento à luta pela igualdade de gênero. Uma das então parlamentares é a secretária de Projetos Estratégicos do DF, Maria de Lourdes Abadia.
Em cerimônia no Senado Federal, as deputadas constituintes receberam o Diploma Bertha Lutz, em reconhecimento à luta pela igualdade de gênero. Uma das homenageadas foi a secretária de Projetos Estratégicos do DF, Maria de Lourdes Abadia. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Geralmente cinco pessoas são escolhidas pelo conselho do diploma, formado por senadoras e senadores, para receber a honraria. Neste ano, para comemorar os 30 anos da Constituição Federal, decidiu-se por uma edição ampliada, com diplomas para todas as deputadas eleitas em 1986.

Uma das então parlamentares é a secretária de Projetos Estratégicos do DF, Maria de Lourdes Abadia. “Em 1986, ocorreu a primeira eleição de Brasília e eu fui escolhida para representar o povo. Quando chegamos ao Congresso Nacional, sequer havia banheiro feminino”, recordou. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, participou da cerimônia.

Para Abadia, nesses 30 anos, o aumento da representatividade das mulheres foi abaixo do esperado. “A mulher exerce um papel muito importante na sociedade. Tem mais representação feminina hoje do que em 1988, mas ainda é pouco.”

Na legislatura atual, o Brasil tem 13 senadoras e 54 deputadas federais. O número de homens é 68 e 459, respectivamente. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro.

O que é o Diploma Bertha Lutz e quem foi ela

O Diploma Bertha Lutz foi criado em 2001 para reconhecer a luta política das mulheres. Já receberam a honraria pessoas como a ex-presidente da República Dilma Rousseff, a farmacêutica Maria da Penha (inspiradora da lei de mesmo nome) e a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie Northfleet, primeira mulher a integrar e presidir a Corte.

“Em 1986, ocorreu a primeira eleição de Brasília e eu fui escolhida para representar o povo. Quando chegamos ao Congresso Nacional, sequer havia banheiro feminino”Maria de Lourdes Abadia, secretária de Projetos Estratégicos do DF e deputada constituinte

A premiação leva o nome da advogada e bióloga Bertha Maria Julia Lutz, relevante figura para o feminismo no Brasil. Ela foi a segunda mulher a fazer parte do serviço público no País, ao ser aprovada em concurso para pesquisadora e professora do Museu Nacional, em 1919.

A bióloga foi fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, após conhecer o movimento feminista enquanto estudava na Europa. Ela defendeu a bandeira do direito ao voto para as mulheres, conquista que veio em 3 de maio de 1933, na eleição da Assembleia Nacional Constituinte.

Bertha Lutz foi eleita suplente em 1934. Assumiu a titularidade em 1936, com a morte de Cândido Pessoa, e perdeu o cargo em 1937, quando Getúlio Vargas dissolveu o Poder Legislativo por meio do Estado Novo.


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Ricardo Callado22/02/20184min

Financiamento de 100 milhões de dólares será investido em iniciativas destinadas a recursos hídricos, resíduos sólidos e urbanização

Diferentemente do informado antes, cerca de 55 milhões de dólares — e não R$ 50 milhões — serão utilizados em avanços na infraestrutura do Pôr do Sol.

O plenário do Senado Federal aprovou, nessa quarta-feira (21), a contratação de operação de crédito externo no valor de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 325 milhões no câmbio atual) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) pelo governo do Distrito Federal. Em contrapartida, o Executivo distrital entrará com 50 milhões de dólares (cerca de R$ 162, 5 milhões no câmbio atual).

O recurso será aplicado no Programa de Saneamento Ambiental e Gestão Territorial do Distrito Federal — Brasília Sustentável II, que contemplará obras e melhorias na gestão de recursos hídricos, resíduos sólidos e urbanização.

Entre as obras previstas, cerca de 55 milhões de dólares serão utilizados em avanços na infraestrutura do Pôr do Sol, em Ceilândia. O edital de licitação para as benfeitorias na região deve sair nos próximos dias.

Para gestão de resíduos sólidos e inserção social, serão investidos 64 milhões de dólares. Estão previstas reforma e recapacitação das unidades de compostagem do P Sul e da Asa Sul e construção de seis centros de triagem. O valor também será investido na capacitação de catadores, além do apoio ao sistema de gestão de resíduos sólidos do Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

Para aperfeiçoar o corpo técnico-institucional das entidades envolvidas e fornecer instrumentos de promoção de desenvolvimento sustentável, 8 milhões de dólares serão destinados para a consolidação dos procedimentos de licenciamento do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), melhoria do Parque Tecnológico e automação de processos da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sinesp), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e do SLU. O crédito também prevê 23 milhões de dólares para o monitoramento e a supervisão do programa.

Aprovação foi articulada pelo governador de Brasília

Tanto o pleito, encaminhado para apreciação dos parlamentares pelo presidente da República, Michel Temer, quanto a aprovação foram articulados pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

Na semana passada, o chefe do Executivo local se reuniu com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e com o presidente e a relatora da Comissão de Assuntos Econômicos da Casa, senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Lúcia Vânia (PSB-GO).

A matéria foi aprovada pela comissão na manhã dessa terça (20). Agora, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional dá os encaminhamentos necessários até a convocação dos envolvidos para a assinatura do contrato.



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