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Ricardo Callado10/11/20173min

A base aliada do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) sofreu dois baques nesta sexta-feira (10/11). O PSD – partido do vice-governador, Renato Santana – decidiu desembarcar do GDF. E a Rede confirmou que estuda decisão semelhante. A sigla de Santana, comandada pelo deputado federal Rogério Rosso na capital, confirmou a medida hoje. Já a Rede marcou anúncio oficial para a próxima sexta-feira (17).

Os atritos com o PSD ocorrem desde o início da gestão Rollemberg, mas o estopim que levou à ruptura definitiva foi a negociação de bastidores nos últimos dias para tirar o secretário de Justiça e Cidadania, Arthur Bernardes, da Pasta. O PSD não aceitou perder o posto e partiu para a ofensiva.

Segundo integrantes da legenda, o PSB de Rollemberg deu largada às composições para 2018, quando o governador deve tentar a reeleição, sem diálogo com o PSD. Agora, o partido de Rosso orienta os filiados a pedirem exoneração de seus cargos.

O pleito do próximo ano também é o motivo de a Rede sair do governo. De acordo com o porta-voz da legenda, Pedro Ivo, “essa é a forma mais honesta de ficar livre para negociar alianças”. Segundo ele, a gestão de Rollemberg tem erros e acertos e é preciso estar de fora para avaliar. “Vamos debater os prós e contras para saber se caminharemos com o governo ou não”, disse.

Pedro Ivo assegurou que, caso a Rede decida sair do governo, entregará os dois cargos de chefia que tem: de Jane Vilas Bôas, presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), e de André Lima, secretário de Meio Ambiente.

PDT 
A movimentação no xadrez político do DF ocorre um mês após Rollemberg perder um aliado importante: o PDT, do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle. Em 11 de outubro, a legenda decidiu deixar a base, sob o argumento de que não concordava com a atual gestão à frente do Palácio do Buriti.

Da Redação do Agenda Capital com informações do Metrópoles


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Ricardo Callado16/11/20167min

Governador promete reformular estratégia e pode mudar primeiro escalão

Por Francisco Dutra, do Jornal de Brasília – As críticas ao governo de Rodrigo Rollemberg partem de todos os lados, inclusive de seu próprio partido, o PSB. Na última reunião da executiva regional da legenda, realizada na noite de anteontem na sede local da agremiação, pela primeira vez, o governador admitiu abertamente os erros políticos na condução do GDF e pediu desculpas para os correligionários. Na interpretação da cúpula partidária, o movimento de Rollemberg é uma tentativa de reunificação e pacificação da sigla.

Rollemberg não parou no mea-culpa e prometeu reformular a estratégia política na condução do Buriti. Esta reconfiguração não implica necessariamente em uma nova reforma administrativa, pontual ou ampla, mas abre brecha para eventual troca de cadeiras em secretarias, administrações regionais e empresas e demais órgãos públicos. A princípio a reunião trataria de três temas: avaliação do GDF, perspectivas para 2018 e Câmara Legislativa.

A fala do governador pegou no contrapé a maioria dos participantes. Pelo perfil de Rollemberg, ninguém esperava o movimento. Em uma conversa reservada, um membro do partido avaliou que o reconhecimento das falhas é primeiro passo a melhoria da gestão, não apenas na política mas também nos serviços públicos. A prova da fragilidade política do governo é o isolamento do PSB. Grupos de direita, centro e esquerda se movimentam para 2018 sem conversar com o partido.

No quesito alianças, a maior parte dos militantes presentes deixou clara a preferência por uma reaproximação com as forças de esquerda e de uma mudança de tom no embate entre GDF e servidores públicos. Os correligionários concordam em que não existem recursos e nem condições para a concessão dos reajustes, mas o governo deveria priorizar a negociação.

Motivo de tensão

Por outro lado, um ponto tenso é a relação com PSD, do vice-governador Renato Santana. A cúpula do partido considera que a parceria está estremecida, mas ainda não deve ser rompida. Mas alguns segundo parte dos filiados, não existe mais sentido em manter os laços, com a sigla capitaneada pelo deputado federal Rogério Rosso.

Mesmo sem comentar o discurso do governador, o presidente regional do PSB e secretário de Turismo, Jaime Recena, contou que o partido pretende fortalecer as alianças políticas, especialmente PDT, Solidariedade, Rede e, inclusive o PSD. “Esse alinhamento é constante. Na semana passada, almocei com o presidente do PDT, Georges Michel. Quando chega na metade do governo, é preciso reforçar as alianças”, afirmou.

Indo da política para a avaliação popular, o grandes desafio do GDF é mostrar para população os primeiros resultados consolidados. Para Recena, o governo precisa se conectar melhor com o povo, pois poucas pessoas estão analisando o desempenho da gestão PSB como um todo. Em relação a briga com os servidores, Jaime ressaltou que o GDF não consegue conceder os reajustes, mas está pagando os salários em dia, enquanto estados, a exemplo Rio de Janeiro, mal conseguem ficar de pé.

Meta é quatro distritais

Para evitar um novo ciclo de percalços na Câmara Legislativa, o PSB definiu a meta de eleger quatro deputados distritais nas eleições de 2018. O partido não conseguiu um parlamentar em 2014 e pagou um preço caro por isso, ficando por muito tempo alheio às movimentações do Legislativo.

Para emplacar o suplente Roosevelt Villela, precisou ceder muitos espaços para Joe Valle e PDT. O arranjo foi por terra, quando Valle voltou para o mandato. E a sigla só conseguiu se firmar na Casa com as filiações de Juarezão e Luiza de Paula.

“Nós queremos ampliar a nossa bancada, se possível para quatro deputados. Também é importante elegermos um deputado federal em 2018”, contou Jaime Recena. Dentro dos próximos dias, o partido também deverá definir uma posição em relação à eleição para a presidência da Câmara Legislativa para o próximo biênio.

“Não é só o PSB que está fazendo essa discussão. Outros partidos também estão discutindo isso. E a Câmara é primordial para o sucesso dos próximos dois anos do governo”, argumentou.

Sobre a próxima corrida pelo Palácio do Buriti, Recena afiançou que Rollemberg é a opção da sigla. “O governador é o nome do partido. Não tem porque ser diferente. Os primeiros dois anos de governo foram difíceis, mas tivemos resultados. O governador tem plenas condições de se reeleger e ter mais quatro anos de governo em melhores condições”, concluiu.

Saiba mais

Jaime Recena enumerou seis ações bem sucedidas da gestão Rollemberg: as obras no Sol Nascente, o ajuste fiscal do GDF, o pagamento de salários dos servidores em dia, as obras na Saída Norte, o programa habitacional e o combate a grilagem.

Do ponto de vista do presidente do PSB, à má avaliação do GDF deve-se dar um desconto, levando em consideração as crises que caíram sobre a capital. Além do rombo de R$ 6,5 bilhões nas contas públicas, a gestão Rollemberg também é afetada pela crise nacional (política, econômica e institucional) e agora pelo drama da falta de água.

A reunião do PSB teve participação de pelo menos 25 membros da executiva regional, além de convidados.


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Ricardo Callado03/11/20167min
“Estamos conversando com partidos de esquerda. A ideia é fazer frente aos partidos de direita nas majoritárias”, Roberto Policarpo, presidente regional do PT. Foto: Kleber Lima

A frente teria ainda PSOL, PCdoB, PDT e PT. Existe a chance de participação da Rede e do PV

Por Francisco Dutra, do Jornal de Brasília – Presidentes regionais do PSOL, PCdoB, PDT e PT planejam fazer uma reunião para debater o posicionamento das legendas nas eleições de 2018. Na mesa de debate, o principal ponto é possibilidade de um programa de governo comum, capaz de unificar uma ampla chapa de esquerda majoritária em busca do Governo do Distrito Federal. A roda de conversa pode ampliar-se. Existe a chance de participação da Rede e do PV.

Neste ano, lideranças locais da esquerda começaram a debater 2018 bilateralmente, em almoços, jantares e encontros reservados. A tendência de aglutinação ganhou força nas últimas semanas, em função de uma série de episódios. O primeiro deles é o movimento dos partidos tidos como de direita ou conservadores para a construção de um “chapão” na corrida pelo Palácio do Buriti. O segundo foi o baixo desempenho da esquerda nas eleições municipais deste ano.

O primeiro sinal de uma possível aliança foi feito por Toninho do PSOL. Depois de quatro eleições candidatando-se a governador em chapa solitária, ele anunciou que não disputará o Buriti em 2018 e que o partido está aberto para discutir coligação mais ampla.

Do ponto de vista do presidente regional do PCdoB, Augusto Madeira, o cenário das próximas eleições está indefinido. Afinal a crise econômica, política e a Operação Lava Jato ainda deverão influenciar os humores dos eleitores e do mercado. “O mais importante é abrir os horizontes para conversas. A direita está na onda de todos juntos para voltar ao poder. Falam apenas de candidatos. Queremos falar de um programa e soluções para o DF. Incluindo não só setores partidários, mas também lideranças empresarias, acadêmicas e sociais”, comentou.

Segundo o presidente regional do PT, Roberto Policarpo, no momento a discussão está restrita ao cenário majoritário. Ou seja, à princípio, as articulações não passarão pelas disputas para deputados distritais e federais. “Não dá para falar das eleições proporcionais. Temos que esperar para ver se o Congresso votará a reforma política com cláusula de barreira partidos ou impedindo coligações proporcionais”, explicou.

Um fator complicador para a aliança será a eleição nacional. Afinal, os partidos concorrentes ao Palácio do Planalto buscarão palanques exclusivos em cada unidade da federação. O PDT trabalha o nome de Ciro Gomes, enquanto a Rede deverá voltar com Marina Silva. O PT não descarta uma candidatura, inclusive do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo com a sombra da Lava Jato sobre ele.

PSB acena com retomada de um diálogo

“Nossa grande dúvida e preocupação é com o PSB. Hoje, a unidade da esquerda deveria partir do governador Rodrigo Rollemberg. Mas não sabemos qual será a posição do PSB em 2018. Se a unidade da esquerda partir de outros partidos será pela ausência dele”, afirmou o presidente regional do PDT, Georges Michel. Entre os partidos de esquerda, é unânime o descontentamento com as posturas do governo do PSB.

Segundo Augusto Madeira, Rollemberg justificou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e sinalizou aprovação à PEC 241, que define um teto para os gastos públicos. “Essas posições vão contra a esquerda e dificultam qualquer dialogo”, afirmou. O decreto antigreve dos servidores públicos, derrubado pela Câmara Legislativa também pesa contra Rollemberg.

Do ponto de vista do secretário das Cidades e aliado de primeira hora de Rollemberg, Marcos Dantas, a gestão do PSB está entrando nos eixos e vai gerar resultados concretos nos próximos meses. Sobre a polêmica do impeachment, Dantas argumentou que o governador adotou uma postura de neutralidade, para evitar que o DF se tornasse palco de violência.

“A política é dinâmica. As coisas começarão a estar definidas para 2018 a partir do segundo semestre do ano que vem”, ponderou Dantas. O diretório regional do PSB deverá reunir-se hoje. De acordo com Dantas, o partido pretende participar, provocar e pautar novas reuniões da esquerda.

Saiba mais

  • Toninho do PSOL planeja candidatar-se a um cargo proporcional nas próximas eleições, seja para deputado distrital ou federal. Não volta agora a disputar o Buriti.
  • Marcos Dantas afirma que o governo do PSB já tem predicados para 2018: ajuste fiscal, credibilidade e combate à corrupção.



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Ricardo Callado24/08/20163min

A bancada do PT, aliada a Rede, PV e PDT, que formam o Bloco Sustentabilidade e Trabalho emitiram notas pedindo o afastamento dos denunciados na operação, deflagrada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). A ação teve como alvo membros da Mesa Diretora da CLDF, Celina Leão (PPS), presidente; Raimundo Ribeiro (PPS), 1º secretário; Julio Cesar (PRB), 2º secretário; e Bispo Renato Andrade (PR), 3º secretário; além do deputado Cristiano Araújo (PSD). Os membros da Mesa foram afastados de suas atribuições por determinação judicial até o final das investigações.

Em nota, o Bloco Sustentabilidade e Trabalho reafirma a posição de cobrar a apuração rigorosa dos fatos, com transparência, em todas as esferas – judicial e legislativa. “Por isso, defendemos que os deputados envolvidos nas denúncias se afastem de seus mandatos até que o caso seja totalmente esclarecido”, finaliza o texto assinado por Chico Leite (Rede), Cláudio Abrantes (Rede), Joe Valle (PDT), Professor Israel (PV) e Professor Reginaldo Veras (PDT).

Já o Partido dos Trabalhadores cobra medidas rápidas para o restabelecimento dos trabalhos da Casa, bem como a apuração isenta das denúncias e a punição dos culpados. “Primeiramente, a bancada cobra a imediata renúncia dos membros da Mesa Diretora, alvo das denúncias e da Operação Drácon deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do DF”, afirma a nota.

Os deputados petistas Wasny de Roure, Chico Vigilante e Ricardo Vale também esperam que a Mesa Diretora em exercício – sob o comando temporário do vice Juarezão (PSB) – requisite a abertura imediata de representação no Conselho de Ética da Casa e a substituição dos deputados distritais da CPI da Saúde envolvidos nas investigações do Ministério Público.

Além dos distritais, foram alvo da operação da Polícia Civil e do Ministério Público o servidor Alexandre Braga Cerqueira; o ex-secretário-geral da Casa Valério Neves Campos, e o ex-presidente do Fundo de Saúde Ricardo Cardoso dos Santos.


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Ricardo Callado08/07/201621min
Deputado Claudio Abrantes (Rede)
Deputado Claudio Abrantes (Rede)

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Por Veruchka Fabre, do portal O Monumental


Após um ano e meio de mandato, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) ainda não conseguiu consolidar uma base de apoio na Câmara Legislativa. O reflexo da péssima relação entre Executivo e Legislativo pode ser medido pela ausência de projetos importantes que deveriam tramitar na Casa como, por exemplo, a LUOS e o PPCUB. A avaliação é do deputado distrital Cláudio Abrantes (REDE), que recebeu a reportagem de O Monumental e falou ainda sobre eleições, Uber e OSs.

Policial civil, ator e professor, Claudio Abrantes está em seu terceiro mandato parlamentar. Como ator, interpretou Jesus por mais de anos na Paixão de Cristo, no Morro da Capelinha, em Planaltina. Sem receios, Abrantes afirmou que o governo Rollemberg ainda não conseguiu ter uma cara. “O governo ainda não conseguiu um padrão, dar uma cara para a gestão. Tem alguns méritos, do ponto de vista da postura de coibir escândalos. Mas, efetivamente, ele ainda não conseguiu traduzir esse rearranjo que está montando para o Estado em benefícios para a população”.

O Momumental – Qual o cenário político que está sendo construído pela Rede para 2018?

Cláudio Abrantes – A Rede tem, claro, um projeto para o Brasil de discussão do Brasil, voltado para sustentabilidade, do respeito a coisa pública, de atitudes voltadas para a sociedade. Isto está bem definido. É o nosso primeiro período de eleição municipal, nós nem tivemos muito tempo de nos organizar. Então a Rede ainda está em formação dos seus diretórios zonais, nos estados. E ela está efetivamente construindo seus quadros. Esse é o momento atual. Para 2018, eu acredito que a gente vai estar com uma postura mais robusta, posicionado, acredito e espero, por uma candidatura à Presidência da República e já com uma estrutura partidária devidamente montada. Aqui no Distrito Federal, o que a gente pode dizer é que nós teremos candidato para a majoritária. O deputado Chico Leite tem se colocado e já firmou posição de que a gente vai vir para uma candidatura majoritária, que pode ser senador, vice-governador ou governador, esse é o intuito.

OM – A Rede é base do Governo de Brasília. Qual avaliação o senhor faz desta gestão?

Cláudio – A Rede está no governo com a pasta do Meio Ambiente, Ibram e com participação na Ciência e Tecnologia. Mas nós temos um senso crítico muito apurado, tanto que acabamos de falar das OSs e o nosso partido é contra um projeto que é de governo. Temos uma liberdade e independência aqui na Câmara Legislativa para atuar e assim a gente tem feito. Eu acredito que o governo Rollemberg ainda sofre pelas dificuldades do passado. O governo ainda não conseguiu um padrão, dar uma cara para a gestão. Ele não tem uma cara bem definida. Tem alguns méritos, do ponto de vista da postura do governador de coibir escândalos, atos de corrupção. É um governo que está pautado nisso daí. Eu espero que continue. Mas efetivamente ele ainda não conseguiu traduzir essa dificuldade, esse rearranjo que ele está montando para o Estado em benefícios para a população. Ele tem boas iniciativas em alguns campos, mas efetivamente ainda é um governo que patina. Então eu acho que isso daí vai ser determinante também nas escolhas partidárias para 2018. Não é que a gente vai estar ao lado de quem está bem avaliado. Nós vamos estar ao lado daquele que cumpriu ou se aproximou do seu programa. O que aproximou a Rede do governo Rollemberg foi o Programa de Governo do Rollemberg. Então, nós vamos exigir que este programa de governo, no exercício, esteja o mais próximo possível do proposto. Se isso acontecer há uma possibilidade da Rede ir novamente com Rollemberg, se ele for candidato. Se não acontecer, a Rede vai tentar discutir e procurar o seu rumo pra ver por onde seguir.

OM – Como o senhor vê a relação, hoje, da Câmara com o Buriti?

Cláudio – Muito difícil. A base do governador não está consolidada. Existem muitas diferenças entre o que se fala e o que se faz. O governador tem tentado se aproximar mais da base, chamar todos para reuniões, conversas. Essa aproximação deve acontecer prioritariamente em um campo programático e se for o caso por via indireta, participação no governo. Não pode ser invertido isso. É uma questão de programa. E a gente tem visto que essa aproximação não aconteceu ainda. Os deputados não conseguem chegar aos programas de governo e, por outro lado, os programas existentes se blindam da participação de parlamentares. Então fica um cabo de guerra e isso tem repercutido aqui na Câmara. Nós chegamos agora no final do semestre sem nenhum projeto relevante do governo a não ser a questão do Uber, que muita gente ainda pensa que é do próprio Legislativo e que o Uber já está aqui há muito tempo. Não veio Lei de Uso e Ocupação do Solo, PPCUB, não veio nenhum projeto denso. Agora, no final, dois dias para encerrar as atividades da Casa, chegou o projeto das OSs. Vejo muita dificuldade ainda na montagem dessa base e espero que para o próximo semestre consiga se aproximar sobre este aspecto, de um trabalho programático.

OM – Como o senhor avalia o projeto que foi aprovado pela CLDF sobre a regulamentação do aplicativo Uber? O texto final aprovado pode ter uma interpretação dúbia?

Cláudio – Houve ganho? Houve. Antes não havia legislação nenhuma sobre o Uber e hoje você tem uma legislação para debater e até mudar. Agora, efetivamente o projeto do Executivo veio de uma maneira tímida e depois ele se tornou um grande Frankstein. Colocaram um monte de questões lá que, na minha opinião, não eram relacionadas ao debate. A maioria dessas questões tentando preservar a situação dos taxistas e algumas eu acho que até corretas. Por exemplo: Existe uma proibição que taxista não pode pegar passageiro na rua. Isso é um absurdo e na prática isso não existia. Você dá a mão, o taxista para. O difícil é passar algum, né? Então a gente tirou isso. Acabou se emendando demais o projeto e ele ficou meio desfigurado, mas houve avanço. Como a questão do Uber X que foi garantida. Estávamos em uma situação que íamos perder na emenda que limitava em 50% da frota de taxi. Isso seria o fim do Uber, mas a gente conseguiu reverter e chegamos a um consenso. Acho que a dúvida que está posta, se o texto final obriga o Governo a limitar ou não o número de veículos do Uber, essa dúvida poderia ter sido superada. Inclusive eu votei contra a última emenda porque ela gerava essa questão dúbia. Eu não conheço nenhuma outra lei que saia da Câmara dizendo que o Poder Executivo regulará e fará outra coisa. Sempre é: Cabe a regulamentação ao Poder Executivo. Essa foi a primeira vez que eu vi, em 6 anos de parlamento, sair com este dispositivo de que caberá ao Poder Executivo regulamentar e estabelecer limites. Sobre o Uber, houve avanço sim. Hoje nós temos uma legislação específica, mas a Câmara perdeu a oportunidade de ser protagonista e ter uma legislação que servisse de parâmetro para o país inteiro. Jogou novamente a responsabilidade do ponto crucial que é a limitação para o Poder Executivo. Acho que foi um gesto medroso. Nós já tínhamos ganho no debate com a sociedade. A sociedade quer os aplicativos e não apenas o Uber. Acho que a Câmara foi bem até certo ponto, pois fez um grande debate, mas na reta final ela perdeu esse momento histórico pra estar na vanguarda do legislativo no país inteiro.

OM – E com relação ao projeto das OSs. Qual a sua avaliação?

Cláudio – Eu creio que as OSs ainda não estão bem esclarecidas porque nós temos uma experiência aqui muito ruim e a gente trata das nossas experiências. A experiência ruim foi com a Real Espanhola, no Hospital de Santa Maria. Em que pese do ponto de vista do usuário, mesmo dos que aprovaram o serviço, o tramite foi muito ruim. Denúncias de corrupção. A contratação foi uma contratação obscura. Hoje, fala-se muito em lei de OSs. Nós temos uma lei de OSs vigente. Inclusive o governador lançou um decreto de credenciamento para as OSs já começarem a atuar. Ele já pode começar a atuar independente de Lei. Nós hoje temos uma posição partidária e de bloco contrária as OSs. Eu pessoalmente tenho algumas visitas agendadas para conhecer, mas essa é uma posição momentânea. O debate vai começar pra valer agora que você tem um texto que você pode debater. Então, a princípio, nós trabalhamos num posicionamento contrário. Mas acredito também que não dá para a saúde ficar do jeito que está. E isso tem uma contribuição de todo mundo. É uma pasta com orçamento bilionário e tem muitas coisas obscuras. Nós não sabemos e toda semana você tem notícias de máfias de próteses, de remédios… E isso é um problema que vai continuar acontecendo com as OSs ou não. Então a gente tem que ter um trabalho muito forte em cima da saúde, pois é muito preocupante e alguma coisa tem que ser feita. No debate nós vamos entrar com essa posição contrária. Vamos ver o que será colocado, mas alguma coisa tem que ser feita pela saúde, pois está insuportável realmente.

OM – Foi aprovado em segundo turno o PELO 31/2015 de sua autoria, que garante concurso de remoção interno anual a Polícia Civil. Quais as dificuldades da categoria hoje para contar com um instrumento desse tipo?

Cláudio – É um concurso interno, é verdade. Mas não é um concurso de promoções. Fala-se concurso de remoção, por quê? Hoje o policial não tem estabilidade nenhuma de onde ele trabalha. Se chega um delegado lá que não goste dele, manda o policial para um lugar bem longe de casa. Para polícia isso é muito ruim. E por que é ruim? Primeiro, se você trabalha em um lugar que você escolheu trabalhar, ou que você já está adaptado, seja perto da sua casa ou não, você já tem toda uma adaptação, de mobilidade e de convivência com os outros policiais. Segundo, a polícia trabalha muito em campo, de investigação. Então o policial que chega em uma delegacia e tem que fazer todo um trabalho de conhecimento da própria malandragem, da própria bandidagem do setor, quem são os principais chefes das organizações, de gangs, quem têm históricos de crimes mais intenso. O policial conversa com a comunidade, cria uma relação com a comunidade, identifica os modus operandis de todos os bandidos, ou seja, ele cria um banco de informação que pode até ser compartilhado, mas que é muito pessoal porque tem a relação direta, até do ponto de vista de informantes. E isso é uma geração de conhecimento. Quando você tem isso frágil, você prejudica o trabalho da polícia. O que o PELO diz: que vai ser criado um concurso, Por que concurso? Porque as pessoas vão concorrer diante de critérios. Por exemplo: Eu sou morador de Planaltina, mas não quero trabalhar em Planaltina e quero ser removido para o Lago Norte. Eu vou entrar em um concurso, num certame aberto pela Polícia Civil com critérios claros. Quem é que pode ser removido? Quem é que tem preferência pela remoção? Os mais antigos? Os que trabalham na investigação ou não? Então, dá uma estabilidade funcional para a Polícia Civil. Ao mesmo tempo ele abre um espaço para que o delegado que migre de uma delegacia para outra possa levar a equipe. Não é um concurso para promoção dentro da polícia. O Concurso de Remoção é um concurso que permite critérios objetivos de trânsito dos agentes, escrivães, dos funcionários da Polícia Civil de um lado para o outro. E esse era um pedido antigo da categoria. Isso já existe na educação, com o mesmo nome. Esse concurso de remoção facilita as permutas. Às vezes você tem um cara que está em Planaltina e quer ir para Asa Norte e vice-versa. E eu acho que agora vamos conseguir implementar.

OM – Explique melhor a Universidade Pública do Distrito Federal.

Cláudio – A universidade é um sonho antigo. É um projeto que a gente tem em mente desde 2009, quando fui deputado distrital suplente, ainda no governo Arruda. O governo Arruda tinha um projeto que se chamava UnB nas satélites. E na época eu sempre fui contra esse projeto. Não que eu fosse contra a UnB, pelo contrário. A UnB tem um papel extraordinário na formação da sociedade brasiliense, mas porque eu entendia que o governo precisava de uma universidade que chamasse de sua. Para que ele pudesse direciona-la para as reais necessidades profissionais do DF. E a UnB não tem essa vocação, ela é de um plano nacional, federal. Então eu lembro que tiveram muitos debates e discussão da criação. O governo precisava de mais médicos e tentaram que a UnB aumentasse o número de vagas, não conseguia. O que deu certo? Quando o governo montou seu próprio curso de medicina. Este foi o parâmetro para mim. Na época tive a oportunidade de conhecer e me tornar amigo do diretor da Escola Superior de Ciência da Saúde (ESCS), Dr. Murad, que foi o grande mentor e que tirou da ESCS uma faculdade nova e desconhecida no Brasil e a colocou no patamar entre as três melhores do país. Então, esse exemplo serviu de parâmetro para mim. E comecei a pesquisar e estudar o tema e descobri que o DF, mesmo sendo a maior distribuição de renda per capita do país, tem o segundo pior índice na relação vagas de universidades públicas e privadas. Aqui tem uma oferta gigantesca de vagas privadas e uma oferta mínima de vagas públicas. Perde para estados pobres de PIB muito inferior como Paraíba, Piauí, Maranhão. A maioria dos Estados do país tem 90% tem a sua própria universidade estadual. Isso motivou uma luta que a gente vem conduzindo desde 2009. No governo Agnelo, conseguimos restituir a Funab – Universidade Aberta de Brasília, em 2013. Conseguimos convencer o Dr. Murad assumir a Funab, porque ele é hoje uma pessoa bem conceituada nessa área. Ele assumiu no governo Agnelo e o Rollemberg teve a hombridade de mantê-lo. O governo do DF está abarrotado de mestres e doutores, especialistas nas mais diversas áreas. Existem inúmeras escolas ociosas no período noturno, e ai o que a Funab fez? Ela tá montando as grades, os cursos, em cima dessa realidade. De pegar profissionais do GDF, que tem qualificação para docência, e trazê-los para o âmbito da universidade.


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Ricardo Callado06/05/20163min

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Durante realização de Comissão Geral, na Câmara Legislativa, para tratar o tema, o parlamentar se colocou contrário à proposta do GDF de terceirizar serviços da saúde pública

O plenário da Câmara Legislativa recebeu, nesta quinta-feira (5), Comissão Geral para debater a proposta do GDF de implantação de Organizações Sociais (OSs) no Sistema de Saúde Pública do Distrito Federal. O deputado Chico Leite (Rede) se posicionou contrário à proposta do governo e cobrou melhorias para o setor.

A intenção do governo é firmar contratos com entidades qualificadas como OSs para realizarem a administração de diversas unidades de saúde pública da cidade. Representantes do GDF alegam que, na prática, o modelo de gestão permitiria maior agilidade e eficiência tanto na contratação de pessoal quanto na compra de insumos e no atendimento.

Para o deputado Chico Leite, a proposta é preocupante devido a vários fatores, entre eles, a falta de necessidade de os contratos serem submetidos as regras da Lei de Licitações (Lei federal 8.666/93), nas suas contratações, reduzindo, assim, ações importantes de transparência. “Tal atitude seria extremamente prejudicial à população. O público e o privado não podem ser confundidos. A população clama por melhorias na saúde pública e o governo deve trabalhar para provê-las”, destacou o distrital.

O parlamentar ressaltou, ainda, que a implantação das OSs terceirizaria serviços que hoje são realizados por servidores públicos concursados. Tal ação acarretaria na ampliação de cargos ocupados por indicações políticas e outros favorecimentos com uso de verba pública.

“O serviço público deve ser feito por servidores aprovados em concurso. Os recursos do governo devem ser utilizados para melhorias dos serviços e melhorias na qualidade de vida da população. A saúde é um direito básico da sociedade e o governo deve garantir que seja de qualidade”, afirmou.

Ausente no evento, o secretário de Saúde do Distrito Federal, Humberto Fonseca, informou por telefone que não participaria alegando que o GDF ainda não tem posição formada sobre o tema.

 



Ricardo Callado04/05/20165min
Foto Pedro Ventura
Foto Pedro Ventura

Gestão da Rede na Secretaria de Meio Ambiente promove inovação me método de escolha de dirigente para cargo público no DF. Inscrições vão até 24 de maio e é necessária experiência em cargo de gestão

A Fundação Jardim Zoológico de Brasília abriu edital para preencher a vaga de diretor-presidente, ocupada interinamente por Rômulo Mello. As inscrições são de 5 a 24 de maio. Pessoas de todo o Brasil podem se candidatar e, para se inscrever, é preciso ter diploma de nível superior e experiência mínima de dez anos em gestão de fauna e de unidade de conservação.

Para participar, o candidato deve entregar a documentação exigida e o formulário, disponível no Diário Oficial do DF, preenchido. As cópias podem ser entregues no zoológico ou enviadas para o e-mail selecaozoo@zoo.df.gov.br. É preciso ainda elaborar um plano de gestão, de até 30 páginas, que leve em consideração o atual planejamento estratégico da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, disponível no site da entidade.

Um comitê composto por no máximo seis pessoas será montado para avaliar os currículos dos concorrentes. Após a análise, três nomes serão levados ao secretário do Meio Ambiente, André Lima, e ao governador Rodrigo Rollemberg, que escolherão o novo diretor-presidente.

O prazo de validade do processo de seleção é de seis meses, prorrogável por mais seis, contado a partir da data de publicação da homologação do resultado final — previsto para 30 de junho. Caso o cargo fique vago nesse período, outro nome entre os três selecionados será chamado.

“A nossa ideia é buscar a melhor qualificação possível. Quem vai dirigir uma instituição como a Fundação Jardim Zoológico precisa ter grande especificidade técnica”, afirma Rômulo Mello.

Zoológico
Criada em dezembro de 1957, antes da inauguração de Brasília, a Fundação Jardim Zoológico foi a primeira instituição ambientalista do Distrito Federal. A entidade é referência nas áreas de conservação e de pesquisa e trabalha em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e com a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Rural (Emater).

O zoológico ocupa terreno de quase 140 hectares e abriga cerca de 1,4 mil animais. Aberto de terça a domingo, das 9 às 17 horas, recebe mais de 1,5 milhão de visitantes anualmente e fica na Avenida das Nações, Via L4 Sul.

Documentos necessários para inscrição no processo seletivo (cópia)
– Documento de identidade com foto
– Diploma ou declaração de conclusão de curso
– Comprovante de residência
– Currículo
– Declaração de experiência profissional em cargo de gestão, público ou privado
– Plano de gestão da Fundação Jardim Zoológico


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Ricardo Callado12/04/201614min

aliel

Deputado afirma que talvez nem volte a ser deputado, é bastante jovem e pode atuar em outra área

Por Rogerio Waldrigues Galindo, do blog Caixa Zero, da Gazeta do Povo – Aliel Machado foi a grande surpresa da comissão de impeachment. O deputado chegou a dizer que votaria pelo impeachment, mas na hora, parecendo até emocionado, votou contra. Em entrevista exclusiva ao blog, diz que estava dividido: por motivos políticos, acha que deveria votar a favor. Por razões jurídicas, era contra. O que o levou a decidir foi o medo de dar uma “falsa legitimidade a Temer” e ajudar Cunha a se livrar da cassação.

Veja declaração em vídeo que o deputado gravou após a sessão.

Aliel diz que foi procurado por pessoas ligadas a Temer que perguntaram “o que ele queria, do que precisava”. Eduardo Cunha disse que ele nem andaria mais em Ponta Grossa. “Talvez nem deputado eu volte a ser. Mas estou tranquilo, sou jovem, posso trabalhar em outra área. Mas nunca tinha sentido muita tristeza, dias antes da votação. Porque eu tentava arranjar justificativa para votar a favor e não conseguia”, disse.

Veja a entrevista:

Quantas mensagens o sr. recebeu no celular desde ontem?

Ah, não sei. Botei no modo avião meu celular. Agora é um momento de muita paixão dos dois lados. De muito ódio,muita raiva. E as pessoas não têm uma percepção, têm uma ideia que puseram na cabeça e colocaram como objetivo. E com todo o respeito que tenho pela posição das pessoas, acho que não é assim. mas estou recebendo muitas mensagens, inclusive muitas favoráveis.

O sr. parece ter mudado de ideia em cima da hora. O que aconteceu?

Eu estava com muita dúvida. A parte política me dizia para fazer uma coisa e a parte jurídica me dizia para fazer outra, na minha cabeça. E estava com  muita dúvida. Se fosse escolher eu me absteria. Mas é um voto morno. Ia me abster na comissão e no plenário. Mas se abster no plenário ia parecer que eu estava ajudando o governo, que eu não tinha coragem. Quando o partido tomou posição pela admissibilidade eu pensei: “arranjei uma desculpa, vou votar com o partido”. Cheguei a dizer para a Record que a admissibilidade não decidia. E a cada  minuto a gente vendo as coisas acontecerem. E teve duas coisas que me tocaram bastante. Um vídeo do Bolsonaro, antigo, e a gravação do Temer no final da tarde.

E quanto eu percebi, mesmo sendo oposição, o processo jurídico de fato – fui presidente da Câmara de Ponta Grossa, lidei muito com orçamento – e juridicamente não tem crime de responsabilidade na peça. Por mais que o contexto seja grave, por mais que esteja praticamente comprovado o desvio de campanha, meu medo era dar uma legitimidade que não existe para o Temer assumir a Presidência. É ajudar o Cunha, que com a entrada do Temer tenho certeza absoluta que se livra da cassação. Tem um acordo com os partidos. E isso me tocou bastante.

O que está na rua, esse movimento de indignação, essas pessoas que não aceitam a corrupção, isso não pode parar. E eu acredito que não vai parar, vai fortalecer as investigação. Ao contrário do PT nunca achei que é golpe. Falei no meu discurso que o PT errou e vai pagar, está pagando. Tem muita gente presa. E acho que tem que ir pra cadeia mesmo. Agora o voto era sobre aquele relatório. Pedalada fiscal sequer existe um termo jurídico. Não é crime. Eu sei que lá na frente vai ser dito que esse não era o caminho legal. E quem está buscando a legalidade quer que o Brasil supere isso com maturidade. E eu não me senti à vontade para votar em algo ilegal.

O sr. acha que essa decisão prejudica sua candidatura a prefeito em Ponta Grossa?
Eu não pensei na eleição. Se pensasse na eleição votaria pelo impedimento. Mas eu seria só mais um. Prefiro não ser só mais um. Lá em Ponta Grossa teve deputado estadual que foi à rua pelo impeachment, isso é oportunismo. Estou de consciência limpa. Se a consequência do que fiz ajudar, ótimo. se for pensar só em eleição não acaba com a corrupção, não vai ser justo. Não é a primeira vez. Sou deputado e me colocaram como pré-candidato a prefeito pelas pesquisas. Se eu mudar isso eu perco a minha essência. Eu fiz 61 mil votos me Ponta Grossa. Nunca ia ser deputado se não fosse por Ponta Grossa. Mas não estou traindo meus princípios. Talvez nem deputado eu volte a ser. Mas estou tranquilo, sou jovem, posso trabalhar em outra área. Mas nunca tinha sentido muita tristeza, dias antes da votação. Porque eu tentava arranjar justificativa para votar a favor e não conseguia.

A gente sabe que o governo está tentando conseguir votos. O sr. foi procurado?
Fui procurado pelos dois lados, pelo Temer e pelo governo. Por deputados. E falei: “estou indeciso, minha decisão vocês só vão saber na hora”. E me ligavam durante esses dias: “Olha, vem aqui, vamos conversar, você não quer falar com o Temer?” “Não”, falei, “acho que não”. “Não, fale com ele.” Chegaram a marcar reunião pra mim. Ontem [segunda]
me mandaram: “O sr. pediu uma reunião com o Temer, ele vai lhe atender agora”. “Não, não não. Eu não pedi reunião nenhuma. Eu não vou.” Antes da votação. E do governo alguns deputados do governo, não o Palácio. Do Paraná, inclusive. O Enio veio conversar comigo. Disse que sabe que eu sou oposição, mas que é muita grave. Eles sabem que eu entrei com ação no tribunal pedindo cassação da chapa, digo que a Dilma e o Temer não têm mais legitimidade de ficar. Que tinham que renunciar. Eles me veem meio como o PSol aqui… Mas teve só conversas de parceiros, que vinham me perguntar.

Mas o Temer está articulando assim tão abertamente?
Vergonhoso. E de fato está fazendo. Ele foi para o Rio de Janeiro conquistar os deputados do PMDB. E foi para outros estados. E quem está operacionalizando isso para ele é o Cunha. Eu tive uma conversa com o Cunha na semana passada. Porque eu fui na sala dele porque tinha um grupo querendo entrar no plenário e ele não autorizava. Fiquei puto da cara e fui lá. O Cunha falou: “Você não vai mais andar em Ponta Grossa. O Temer vai ser presidente, você vai ver. Ele estava numa reunião com o Paulinho da Força e o Rodrigo Maia do DEM. Eles coordenando, articulando e chamando os líderes partidários, os deputados, convencendo. O Mendonça Filho veio me pedir, do DEM: “Você tem que ser a favor”. Vários deles. Os caras que estão a favor do impeachment estão montando o governo com o Temer, eles vão assumir o comando de tudo. DEM, PSDB, todos esses caras. É o jogo aqui.

Mas chegaram a oferecer algo?
Não, nenhum dos dois lados. Não iam fazer. Como eu não tinha tomado decisão ficava mais difícil, acho. Falaram que iam ajudar, que o governo ia atender, o que que eu queria. “O que que você quer? O que que você acha que você precisa, pra te ajudar? Você é candidato a prefeito, tem que votar a favor e tal…” Isso o pessoal do Temer, né? Mas não chegaram a me oferecer nada. O governo nem me procurou.

Com isso o sr. já adiantou seu voto no plenário?
Sou contra.

O partido se mostrou surpreso com seu voto. O sr. acredita que haverá punição?
Que punição? O partido liberou os deputados. Eu consultei os filiados no Paraná e deu 40% das pessoas da Rede contra o impeachment no Paraná. Mas o resumo é que o que me preocupa é o programa do Temer e dar força para o Cunha. E outra coisa: dos 38 deputados que votaram pelo impeachment, 35 têm processo na Justiça. É essa turma que está defendendo.

 

Leia nota da Rede Sustentabilidade do Paraná:

O Elo (diretório) da Rede Sustentabilidade do Paraná demonstra surpresa com o voto do Deputado Aliel Machado contra a admissibilidade do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff na comissão da Câmara. A posição dos representantes do Elo Paraná no Elo (diretório) Nacional foi pela aceitação do impeachment, posição construída em reunião Estadual e também através de envio de formulários de pesquisa para os filiados, que igualmente se posicionaram de forma majoritária pelo impeachment.
O Elo Nacional, com base em extensa reunião realizada com representantes de todo o Brasil, inclusive do Paraná, refletiu esta posição no sentido de admissão do processo de impeachment entendendo que o voto do Deputado Aliel Machado representaria o voto do partido REDE, havendo liberação da bancada apenas no plenário na sexta-feira dia 15 de abril. O voto nesta comissão, portanto, era a declaração do voto da REDE e não pessoal.
Dessa forma, a Rede Paraná declara, ao contrário do voto manifestado pelo Deputado Aliel Machado, que compartilha da posição nacional do partido pela aceitação do impedimento da presidente Dilma na comissão de impeachment e posterior liberação da bancada no plenário, conforme nota amplamente divulgada pela Rede Nacional.
Importante ressaltar que a Rede Sustentabilidade tem posicionamento favorável à cassação da Chapa Dilma/Temer no TSE, comprovada a utilização dos recursos desviados da Petrobrás, como explicitado nas investigações da Lava Jato, pois entende que nenhum dos dois tem legitimidade para conduzir o Brasil e nos tirar dessa profunda crise que enfrentamos.
Nem Dilma, Nem Temer, Nova Eleição é a Solução!
Leia a nota da Rede Sustentabilidade sobre seu posicionamento no processo de impeachment da Presidente da República na Câmara dos Deputados:
https://redesustentabilidade.org.br/posicionamento-da-rede-sustentabilidade-sobre-a-admissibilidade-do-impeachment-da-presidente-da-republica/

Elo Estadual Rede Sustentabilidade Paraná


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Ricardo Callado07/04/20163min

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Em constante queda desde 2012, quando ultrapassaram os R$ 39 milhões, hoje, os recursos autorizados para o serviço chegam a pouco mais de R$ 7 milhões. Uma redução de 81.3%

De acordo com dados levantados pelo mandato do deputado Chico Leite (Rede), o cenário não muda nos últimos anos e os investimentos em melhorias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) seguem em constante queda. Se compararmos o orçamento autorizado para o serviço do ano passado para este ano, é possível constatar uma redução de 57.88%. R$ 17,3 milhões em 2015, contra R$ 7,3 milhões em 2016.

O detalhamento mostra que, no ano passado, dos 17,3 milhões autorizados pelo GDF, R$ 15,9 milhões foram empenhados e R$ 11,4 milhões foram liquidados. Em 2016, o recurso autorizado caiu para R$ 7,3 milhões; desse total, R$ 2,2 milhões foram empenhados, mas nenhum centavo foi liquidado até o momento.

Preocupado com a situação, Chico Leite questiona sobre qual será o futuro do serviço se o governo continuar agindo dessa forma. “Nesse ritmo o SAMU alcançará o seu fim. Com os recursos em constante queda, chegará o momento em que não existirá mais orçamento para o programa e mais uma vez a sociedade é quem fica no prejuízo”, destacou.

Criado em 2003, o SAMU tem como finalidade prestar socorro à população em casos de emergência. Chico Leite defende a importância da manutenção do serviço, haja vista que foi fundamental para a redução no número de óbitos, do tempo de internação em hospitais e das sequelas decorrentes da falta de socorro precoce.

“A população clama por maior atenção para a saúde pública. Se o governo deixar de destinar os recursos necessários para a manutenção dos serviços básicos e essenciais, infelizmente é a população quem vai sofrer as consequências” concluiu.

 


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Ricardo Callado06/04/20163min

chico

Dados do MPDFT confirmam investimento de apenas 14% na saúde e 6% na educação, de um total de R$ 6 bilhões disponíveis para as duas áreas até o início de 2016

Por Thiago Alves – A fiscalização dos gastos públicos é uma ação constante do deputado Chico Leite (Rede). Desde seu primeiro mandato, o parlamentar vem atuando para ampliar a transparência nos investimentos do GDF em áreas essenciais para o cidadão e o desenvolvimento do Estado. “A fiscalização é uma ferramenta importante no nosso mandato, além de garantir transparência nos investimentos do GDF. Garantimos o material necessário para cobrar melhorias e mais atenção na aplicação dos recursos”, ressalta Chico Leite.

Entre as diversas áreas fiscalizadas pelo mandato do parlamentar, estão presentes a saúde e a educação. Chico Leite defende que as áreas fazem parte dos direitos básicos da população e o governo tem a obrigação de garantir que o serviço oferecido seja de qualidade. “Infelizmente o governo vem deixando de investir os recursos necessários em áreas essenciais. A saúde e a educação estão em estado crítico, e como já mostramos em diversas fiscalizações, os recursos aplicados estão abaixo do necessário”, afirmou;

Órgãos como o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) confirmam essa situação. A Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC), do MPDFT, apresentou uma primeira análise referente à execução orçamentária nas áreas de saúde e educação do DF. O material faz parte das ações do Núcleo de Assessoramento Técnico do Orçamento (NUO/PDDC) e tem como objetivo verificar, principalmente em áreas sensíveis, como está o planejamento e a execução do orçamento do DF pelo governo.

Os dados apresentados pelo órgão mostraram que, até o mês de janeiro deste ano, o GDF executou 14% do orçamento da saúde e 6% do orçamento da educação. Nas duas áreas, o orçamento é de aproximadamente R$ 6 bilhões e foi destinado principalmente ao pagamento de pessoal.

Além disso, na saúde, foram gastos recursos com serviços assistenciais complementares, manutenção de máquinas, desenvolvimento de ações de atenção primária, aquisição de equipamentos, entre outros.  Já na educação, o orçamento gasto é relativo à alimentação escolar, manutenção da educação infantil, profissional e especial e dos ensinos fundamental e médio.



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