Arquivos PSDB - Blog do Callado

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Ricardo Callado13/07/20186min

O presidenciável e presidente do PSDB Geraldo Alckmin (PSDB) fechou uma aliança com o PSD para as eleições 2018, que mexe diretamente bna disputa pelo Palácio do Buriti. O partido tiraria o deputado Izalci Lucas (PSDB) do páreo e apoiaria o ex-governador e deputado federal Rogério Rosso (PSD) para o governo do Distrito Federal. A informação foi publicada pelo jornal Estado de S.Paulo. Izalci negou e disse que sua candidatura está mantida.

Segundo o jornal, o anúncio oficial deverá ocorrer na convenção da sigla, prevista para o dia 28 deste mês ou 4 de agosto. O acordo injetou ânimo na pré-campanha tucana no momento em que partidos do Centrão, bloco partidário liderado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vivem um impasse sobre a corrida pelo Palácio do Planalto.

Nas eleições de 2014, o PSD elegeu 36 deputados – a quinta maior bancada da Câmara. Isso garantiria à legenda fundada pelo ministro Gilberto Kassab cerca de 1 minuto e 40 segundos de tempo de rádio e TV por dia nos dois blocos do horário eleitoral. O PSD tem 7,02% da fatia total do palanque eletrônico. Para efeito de distribuição de tempo de exposição no horário eleitoral, o critério é o tamanho da bancada eleita há quatro anos.

O acordo com o PSD é tratado por tucanos com uma vitória política em uma etapa decisiva das articulações partidárias. As convenções começam em menos de 15 dias e a campanha do ex-governador de São Paulo é vista com desconfiança por potenciais aliados por causa do seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto – considerado aquém das expectativas.

Na negociação com Kassab, o PSDB abriu mão de lançar candidatos ao governo para apoiar nomes do PSD. É o caso do deputado Izalci Lucas, que abdicou da disputa no Distrito Federal em favor do deputado Rogério Rosso. No Rio Grande do Norte, o PSDB tirou da disputa o ex-governador Geraldo Melo para apoiar a reeleição do governador Robinson Faria. O PSD espera ainda suporte dos tucanos para a candidatura de Índio da Costa no Rio.

Com esse acordo, Alckmin caminha para cumprir a meta traçada por seus aliados no começo do ano: formar até julho um arco de alianças com pelo menos quatro partidos médios e grandes. O tucano já tem promessas de apoio do PPS, PTB e PV. Isso garantiria cerca de 20% do tempo reservado aos presidenciáveis no horário eleitoral.

“Esse bloco assegura um tempo de TV competitivo. Não dá para saber qual será o peso das redes sociais, mas a TV ainda tem a centralidade”, disse o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB.

“Não vai ter outra candidatura com um bloco maior que esse”, afirmou Roberto Freire, presidente nacional do PPS. O partido se ofereceu para abrigar a candidatura do apresentador Luciano Huck, que acabou desistindo de entrar na disputa presidencial. Depois disso, foi procurado por interlocutores de Marina Silva (Rede), mas optou por ficar com Alckmin.

A cúpula do PSDB também comemorou o que considera um refluxo na negociação entre o DEM e o ex-ministro e presidenciável do PDT, Ciro Gomes. Os tucanos já davam como certo que o partido de Maia subiria no palanque pedetista. A avaliação é de que, se isso ocorrer, outras legendas do Centrão seguirão o mesmo caminho.

Para atrair o DEM, o PSDB também oferece apoio à sigla em disputas estaduais, como na Bahia, Pará e Amapá, ampliando o sacrifício de pré-candidaturas tucanas a governador.

Pré-campanha reforça ofensiva para convencer Alvaro Dias a ser vice de Alckmin

Em outra frente considerada essencial, o núcleo político da pré-campanha de Alckmin reforçou uma ofensiva para convencer o senador Alvaro Dias (Podemos) a desistir de sua pré-candidatura e aceitar ser vice na chapa encabeçada pelo tucano. As conversas, segundo um aliado próximo ao ex-governador, estão acontecendo em “tons objetivos”.

Dias ainda resiste à ideia, mas aceitou conversar com seu antigo partido. O interlocutor é o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM). A avaliação no entorno de Alckmin é de que o presidenciável do Podemos agrega pouco tempo de TV, mas fortalece a campanha na Região Sul.

A vaga de vice também pode ficar com um nome indicado pelo Centrão. Coordenador político da campanha tucana, o ex-governador Marconi Perillo citou três opções a empresários recentemente: Aldo Rebelo (Solidariedade), Flávio Rocha (PRB) e Mendonça Filho (DEM). A definição ficará para agosto.


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Ricardo Callado12/06/20184min

O deputado federal Izalci Lucas, pré-candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para disputar o Governo do Distrito Federal (GDF), foi o terceiro pré-candidato ao governo a ser sabatinado no Teatro Católica, na Universidade Católica de Brasília (UCB), por estudantes e professores nesta segunda-feira (11).

Contador, professor e político brasileiro, Izalci Lucas manteve durante todo o tempo do debate suas principais propostas focadas na educação e em oportunidades para a juventude. Segundo o parlamentar, “é preciso resgatar a educação do DF”, enfatizou. Além disso, lembrou que o DF possui 400 mil desempregados. Destes, 150 mil fazem parte da chamada “geração nem-nem”, que não estudam e nem trabalham.

Izalci classificou a pasta da educação como fundamental. “Minha obstinação é a educação. Precisamos de escolas com atração para os alunos, a maioria estão paradas no século XIX. Também é necessário implementar a educação em tempo integral”, disse. Outro ponto defendido foi a valorização e qualificação de professores. Segundo o deputado, o DF tem recurso, mas falta gestão. “Nossos docentes não são valorizados como em outros países. É necessário investir neles, melhor remunerá-los, investir em tecnologia de apoio”, apontou.

Construção Civil

Assim como em outros debates do Ciclo, o setor da Construção Civil foi citado como um dos que mais precisou demitir e foi caracterizado por não ser destravado devido à burocracia. Além de chamar atenção para construtoras que foram embora da cidade, o tempo médio de espera por alvarás e habite-se também foram citados.

Críticas ao Governo atual

O parlamentar teceu algumas críticas ao governo atual de Rodrigo Rollemberg. Além de dizer que as cidades estão abandonadas, Izalci também afirmou que o DF perde milhões de reais, já que muitos dos convênios não são executados. Outro ponto criticado foi a afirmação de que o atual governo não se reuniu, em nenhum momento, com a atual bancada do DF no Congresso Nacional.

Como solução para o DF, Izalci Lucas definiu o “desenvolvimento econômico” como a principal saída.

Ciclo de debates

As sabatinas dos pré-candidatos integram a programação do Ciclo de Debates “Perspectivas para o Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal”, organizado pela UCB.

Entrevistaram Izalci Lucas (PSDB) os professores da UCB Creomar de Souza, professor de Relações Internacionais e chefe de gabinete da Reitoria; Marcelo Estrela Fiche, coordenador do curso de Economia; e o convidado da Universidade de Brasília (UnB), o professor Roberto Ellery.


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Ricardo Callado30/05/20182min

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (30) novamente o ex-diretor da estatal paulista Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Ele foi detido, segundo a ordem judicial, para assegurar a instrução criminal.

Paulo Preto ficou preso no início do mês até ser beneficiado por um habeas corpus concedido pelo juiz Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 11.

O ex-diretor está detido na carceragem da Polícia Federal em São Paulo, após autorização da 5ª Vara Criminal da Justiça Federal, em São Paulo.

Ameaças

O pedido da nova prisão, segundo a assessoria do Ministério Público Federal (MPF), foi atendido porque testemunhas do processo relataram novas ameaças para depor contra Paulo Preto. No último dia 18, um outro pedido foi negado pela Justiça Federal.

O ex-diretor responde a um processo sobre supostas irregularidades ocorridas em desapropriações para a construção do Rodoanel Sul, entre outras, que teriam acarretado um prejuízo de mais de R$ 7,7 milhões aos cofres públicos.

Paulo Preto atuou em gestões do PSDB no governo de São Paulo.


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Ricardo Callado03/03/20184min

Congresso da legenda tem objetivo de promover ‘reencontro’ com a esquerda; vice do tucano, Márcio França muda o tom sobre apoio ao governador paulista

Veja/Com Estadão Conteúdo – Em um “reencontro” com as suas origens de esquerda, o PSB aprovou nesta sexta-feira uma resolução nacional que impede o apoio do partido a candidatos que não sejam desse segmento ideológico. Em congresso, os socialistas reforçaram a tendência de não lançar candidato próprio, mas rejeitaram uma aliança com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

A restrição ao tucano se deve à pressão da base popular do partido, que quer a legenda definitivamente de volta para o campo de esquerda. Dos 1.200 delegados no congresso da sigla, 690 são ligados aos segmentos sociais. “Chance de apoiar Alckmin é praticamente zero”, resumiu o deputado Bebeto Galvão (PSB-BA).

O principal defensor da tese era o vice do tucano, Márcio França, que via na aliança uma possibilidade de ter o PSDB ao seu lado para disputar a reeleição. Como o apoio recíproco se tornou praticamente impossível – pela decisão tucana de ter um candidato próprio, provavelmente o prefeito João Doria –, o próprio França mostrou estar desistindo da ideia. “Não sou eu quem não vai dar palanque para Alckmin, ele que estará no [palanque] do Doria”, afirmou.

Nos bastidores, a candidatura do vice em São Paulo é uma das prioridades do partido, ao lado de outras nove candidaturas estaduais e da eleição de deputados federais. Para isso, é possível ainda que o PSB apenas não se coligue com nenhum candidato e libere os estados para fazer seus arranjos de preferência.

Márcio França conversa com o Podemos, que tem o senador e ex-tucano Alvaro Dias (PR) como pré-candidato ao Planalto. Nos bastidores, o vereador paulistano Mário Covas Neto, que também deixou o PSDB, é cogitado para se filiar ao partido de Alvaro e integrar a chapa socialista como candidato a vice-governador ou ao Senado. Em troca, França se distanciaria de Alckmin e abriria espaço para o senador em seu palanque.

Caso prevaleça a tese da candidatura própria, o PSB tem dois pré-candidatos colocados: Aldo Rebelo, ex-ministro do Esporte e da Defesa, que trocou o PCdoB pelo partido em 2017; e o ex-deputado Beto Albuquerque (RS), candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva em 2014. Nenhum dos dois, no entanto, empolga a militância.

Parte da legenda flerta com o nome de Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) que exige uma unanimidade em torno do seu nome, o que é considerado quase impossível dada a fragmentação que a legenda passou a apresentar após a morte do seu principal líder, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, em 2014. Em caso de aliança, o favorito é o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT).


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Ricardo Callado02/03/20189min
Saulo Batista: “apesar de todos os esforços, uma aliança nacional entre tucanos e socialistas, já no primeiro turno, me parece cada vez menos provável”.

Considerada fundamental tanto para fortalecer a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin (SP), especialmente no Nordeste, quanto para a reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (DF), uma coligação entre o PSDB e o PSB, em nível nacional, parece cada vez mais distante. Essa é a avaliação de Saulo Batista (PSDB-DF), tido como o mais próximo do grupo do governador paulista dentre os tucanos do Distrito Federal.

“O governador (de São Paulo, Geraldo Alckmin) foi muito acertivo ao destacar que, sim, queremos uma aliança nacional com o PSB, mas que isso não depende só de nós. As construções políticas se fazem, principalmente, através de gestos. Na medida em que o PSB realiza seu congresso nacional, com painéis em homenagem a Dilma e Lula, tendo ao seu lado representantes do PT e seus satélites, como o PDT e o PCdoB, temos, para mim, uma indicação clara dos rumos que eles pretendem tomar em 2018”, afirmou Saulo, que integra o Secretariado Nacional de Relações Trabalhistas e Sindicais do PSDB.

Para o tucano, o fato do presidente nacional do PSDB e pré-candidato a presidência da república não ter participado do evento é algo a ser levado em conta. “A ausência do Geraldo no congresso, num contexto onde setores relevantes do PSB estavam se mobilizando para hostilizá-lo caso comparecesse, parece indicar uma falta de sintonia que pode comprometer ou, ao menos por ora, impedir que este apoio ao nosso projeto presidencial se concretize”, ponderou.

“A informação que temos é a de que o PSB não definirá neste congresso sua posição no que diz respeito à disputa presidencial de 2018, que deixará para fazê-lo mais pra frente. Isso faz com que haja mais tempo para a atuação daqueles que, dos dois lados, estão empenhados na construção desta aliança. Neste sentido, os movimentos adotados pelo Geraldo tem sido notórios. Mas, apesar de todos os esforços, uma aliança nacional entre tucanos e socialistas, já no primeiro turno, me parece cada vez menos provável”, avalia Saulo Batista.

 

Dificuldades nos Estados

 Segundo Saulo Batista, o principal entrave para uma coligação com o PSB tem sido a as disputas estaduais nas quais os artidos se encontram em lados opostos. “As dificuldades começam por Pernambuco, onde já está consolidada uma aliança entre o PSDB, o PTB, o DEM e o PMDB, numa coalizão de oposição ao governador Paulo Câmara, do PSB, que tentará a reeleição”, destacou.

“Além de Pernambuco, onde o PSDB e o PSB não caminham juntos desde 2016 e de onde vemos sinais claros de reaproximação entre socialistas e petistas, há outros estados nos quais será muito difícil, quase impossível, unir os dois partidos. Na Paraíba, o Ricardo Coutinho já afirmou, com todas as letras, que não apoiará o Geraldo para presidente. Na Bahia, a senadora Lídice da Mata integra a base do governador Rui Costa (PT) e assim permanecerá, independente de uma eventual aliança nacional entre o PSB e o PSDB. No Espírito Santo, temos o vice-governador Cesar Colnago, que é presidente estadual do PSDB e um dos principais aliados do governador Paulo Hartung (PMDB), o que torna quase impossível o apoio à candidatura de Renato Casagrande, do PSB, ao governo. São muitos os casos nos quais, mesmo no caso de uma aliança nacional, as realidades locais irão impor grande dificuldades para uma composição nos estados”, ressaltou Saulo Batista.

 

São Paulo

 “Estive com Márcio França (vice governador de São Paulo, do PSB) na semana seguinte à convenção que elegou o Geraldo presidente nacional do PSDB. Ele sempre soube que o apoio do PSDB à sua eventual candidatura à reeleição seria muito difícil de acontecer. Hoje, a presença de um candidato tucano na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes é dada como certa. Creio eu que, muito provavelmente, teremos uma aliança na qual o vice-governador, numa chapa do PSDB, será o ministro Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Aliás, seria muito importante se essa aliança pudesse se repetir também em Brasília. Especialmente se o deputado Rogério Rosso tiver a disposição para disputar um cargo majoritário, talvez o de senador, e ele reúne todas as condições para isso, o PSD poderia, ao lado do PSDB, ser um dos mais importantes pilares para a construção de um palanque sólido para a nossa campanha presidencial aqui no DF”.

 

Distrito Federal

 “Os governadores Rodrigo Rollemberg e Geraldo Alckmin são amigos, mantém um diálogo permanente. Nos últimos dias, o governador Rollemberg chegou até a defender publicamente a candidatura do Geraldo, algo que, até onde eu me lembro, ele nunca tinha feito antes. Apesar disso, na minha opinião, uma aliança entre o PSDB e o PSB em Brasília está praticamente descartada, principalmente em função da conjuntura nacional, onde uma coligação entre os partidos no primeiro turno da eleição presidencial parece cada vez mais distante. Neste contexto, muito dificilmente teremos um movimento top to down, vindo de cima, para forçar uma composição com o PSB no DF. O que eu percebo, hoje, na executiva nacional, é uma tendência no sentido da manutenção do deputado Izalci como presidente do PSDB-DF, o que nos levaria para a disputa com uma candidatura própria, o que é mais provável, ou numa coligação dentro do campo de oposição ao governador Rollemberg”.

Ao comentar a participação do grupo dissidente no governo Rollemberg, Saulo Batista evitou se posicionar em relação às disputas internas do PSDB-DF e não poupou elogios à ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, adversária de Izalci. “As nomeações de Ilza Peliz e da governadora Abadia foram dois acertos do governo. Digo isso, principalmente, sob a perspectiva que deve guiar a indicação de um secretário de Estado: a dos ganhos de qualidade para a gestão pública e os benefícios para a população que trás a escolha de pessoas tão experientes e qualificadas para conduzir as políticas sociais no Distrito Federal. A governadora Abadia, fundadora do partido, é uma das tucanas mais respeitadas e admiradas em todo o Brasil. Ainda que o PSDB não venha a apoiar a reeleição de Rollemberg, o que parece mais provável, estou certo que elas deixarão sua marca como duas das secretárias mais destacadas deste governo”.


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Ricardo Callado31/01/20182min

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg (PSB), tem agenda com o governador de São Paulo e presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, na próxima segunda-feira (5). Na pauta, a prorrogação do mandato da executiva provisória do PSDB no Distrito Federal.

O tucano brasiliense Márcio Machado sondou o tucano mineiro Marcos Pestana para evitar a prorrogação da provisória. A resposta é que já existe um encaminhamento para a prorrogação do mandato. O deputado federal Izalci Lucas (PSDB) deve se manter à frente da legenda no DF.

A executiva provisória do DF tem mandato até o dia 4 de fevereiro. Como cai no sábado, o assunto deve ser tratado na reunião da Executiva Nacional, que pode acontecer na quarta-feira (7).

A ida de Rollemberg ao Palácio dos Bandeirantes é mais uma tentativa de tratar com Alckmin que a prorrogação não aconteça. Um grupo de tucanos dissidente recentemente aceitou o convite de Rollemberg para ocupar cargos no Governo do Distrito Federal. A ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, o suplente de deputado Virgilio Neto e o ex-secretário de Obras do governo Arruda, Márcio Machado, fazem parte desse grupo. Apenas Machado não tem cargos no GDF.

Izalci é pré-candidato ao Palácio do Buriti. O grupo dissidente que se aliou a Rollemberg tenta minar a pretensão do tucano.


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Ricardo Callado19/01/20187min

Cúpula tucana nacional não deverá forçar direção local a rever posição e firmar acordo de apoio formal a Rollemberg nas eleições gerais deste ano

Por Francisco Dutra (Jornal de Brasília) – Dificilmente, a cúpula nacional do PSDB interferirá no Diretório Regional do Distrito Federal em favor do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Pouco importam as constantes nomeações de tucanos para cargos máquina pública brasiliense, a exemplo da ex-presidente da Abrace, Ilda Peliz, empossada ontem na reforçada Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Segundo o grupo político do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Rollemberg não fez até agora um só gesto concreto para apoiar o projeto nacional do tucanato na corrida eleitoral pela Presidência.

Ocupando também a presidência nacional do PSDB, Alckmim tem hoje como vice-governador Márcio França, um dos principais nomes do PSB. Neste sentido, Rollemberg sinaliza expectativa de que líder do tucanato use a candidatura de França ao Palácio dos Bandeirantes para pavimentar uma aproximação maior.

Contudo, tucanos de plumagens nacionais e paulistas não presenciaram ou ouviram um discurso público de Rollemberg em favor da pré-candidatura de Alckmin, principal nome do PSDB para a eleição de outubro. Além disso, também não testemunharam um movimento do governador do DF na Executiva Nacional do PSB para apoiar o PSDB.

Para deteriorar ainda mais o terreno, segundo personagens na orbita de Alckmin, o atual presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, tem feito gestos na direção de Ciro Gomes, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PDT. Em conversa reservada, membros da Executiva Nacional do PSDB, enxergam que as nomeações de Rollemberg tem sido feitas única e exclusivamente para minar a tentativa de candidatura do diretório brasiliense para o Palácio do Buriti, defendida pelo presidente regional, deputado federal Izalci Lucas.

Para a cúpula tucana, nomes contemplados por Rollemberg, como Maria de Lourdes Abadia, Virgílio Neto e Márcio Machado não são interlocutores frequentes do grupo político de Alckmin. Ou seja, os movimentos de Rollemberg em nada se aproximam do projeto presidencial tucano.

Articuladores de Alckmin reportaram a situação do DF para Márcio França na virada para 2018 e novas tratativas sobre o tema estão marcadas. Outro ponto relevante: quando a indicação de Ilda Peliz caiu nas manchetes, o presidente nacional do PSDB reforçou a permanência de Izalci no comando diretório candango. Nas contas do tucanato paulista, uma aliança no DF impõe para o PSDB muitos ônus e poucos bônus. Para a executiva nacional, o passo essencial é a eleição presidencial, onde palanques regionais são estratégicos.

Não atrasar pagamento é compromisso

Não permitir novos atrasos nos repasses públicos para instituições e empresas com projetos sociais. Esta é prioridade para Ilda Peliz. Ao longo dos últimos meses, a demora na distribuição da verba tem afetado diversas iniciativas essenciais para comunidades carentes pelo DF. Para honrar a palavra, Peliz terá um orçamento de R$ 105 milhões. Deste total, R$ 35 milhões foram liberados pela Câmara Legislativa.

“Eu acompanhei na mídia. E foi uma preocupação. Eu como militante da área social, lamentei muito. Mas esse é o nosso compromisso. Vai ser o meu foco: ter dinheiro para o repasse em dia. As instituições não como sobreviver. A maioria não delas têm. Precisa desse recurso”, promete a nova secretária.

Aposentada do Banco do Brasil, Peliz foi presidente voluntária da Associação Brasileira de Assistência às Famílias Crianças Portadores de Câncer e Hemopatias (Abrace). Filiou-se ao PSDB em 2013, para tentar a eleição para deputada distrital, mas não entrou na batalha eleitoral.

Logo após a cerimônia de posse, no Palácio do Buriti, Peliz fez questão de afirmar que não embarca no governo politicamente, mas apenas com uma personagem técnica. Ao lado da ex-presidente da Abrace, a advogada Joana Mello assumiu a função de secretária-adjunta de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Ponto de vista

“O PSB está perdendo 12 deputados federais. Eles estão indo para partidos como Democratas e PMDB, entre outros. A deputada federal Teresa Cristina, Heráclito Fortes e Danilo Forte com certeza apoiarão Alckimin e estão de saída. Quem está ficando? Os socialistas. Você acha que eles vão apoiar Alckmin ou mesmo Márcio França?”, questiona Izalci Lucas.

O presidente regional não cria resistência contra a nomeação de Peliz, desde que a nova secretaria seja um nome técnico e não fale pelo partido. Por outro lado, em relação a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia e Virgílio Neto, Lucas conta que ambos foram notificados para se licenciarem do partido, caso continuem no governo.

Neste sentido, estão em curso processos no Conselho de Ética do diretório, cujo resultado poderá ser afastamento das atividades partidárias. Sem direitos partidários, não poderão ser candidatos em outubro.

 


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Ricardo Callado12/01/20181min

Apoio à candidatura de Márcio França ao governo paulista é o cerne da questão

Por Nonato Viegas (Expresso Época) – Enquanto o PSDB não cravar que apoiará – ou não – a candidatura de Márcio França, do PSB, ao governo de São Paulo, as alianças entre os dois partidos no campo nacional e no Distrito Federal ficarão congeladas. Os acenos do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) ao PSDB, que chegou a nomear tucanos para o governo, poderão ter sido em vão.

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Ricardo Callado11/01/20181min

As recentes nomeações no Governo de Brasília estão fazendo a alegria de alguns dissidentes no tucanato local, mas, aparentemente, não tem refletido dentro da cúpula nacional do PSDB.

Após uma conversa com aliados próximos na qual foi abordada a situação do PSDB-DF, o governador Geraldo Alckmin (SP), que preside a sigla nacionalmente, falou ao telefone com o deputado federal Izalci Lucas, pré-candidato ao Palácio do Buriti, e fez questão de reafirmar seu apoio ao dirigente do partido no DF.

Ao comentar as divisões dos tucanos na capital Federal, o governador paulista foi enfático: “Izalci é o presidente, quem comanda é ele”.


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Ricardo Callado11/01/20185min

Por Delmo Menezes

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (10) ao Agenda Capital, o deputado federal Izalci Lucas (PSDB), confirmou que pretende manter a sua pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal, até o fim. Izalci ressaltou, entretanto, que vai submeter seu nome às pesquisas, e dependendo do resultado, pretende compor com outras lideranças que estiverem melhor posicionadas, e declarou que seu nome irá crescer muito a partir do próximo mês.

Izalci faz duras críticas ao governo Rollemberg, afirmando que ele não reúne as mínimas condições para estar à frente do Executivo, e que não tem perfil de gestor.

Leia a entrevista na íntegra:

AC – Como o senhor avalia as recentes nomeações de membros do quadro do PSDB, ao GDF?

Izalci – Isso é uma forma que o governo Rollemberg está fazendo no sentido de cooptar o partido e com dinheiro público que eu denunciei inclusive na televisão. Quando se cria uma secretaria estritamente para cooptar pessoas do partido, é utilização do dinheiro público. Ele inclusive nomeou recentemente gente do meu gabinete, sem nossa autorização. O governador está desesperado, perdeu o apoio de vários partidos e está tentando cooptar de diversas formas. Demos um prazo de 30 dias para que as pessoas que são filiadas ao PSDB se afastem do governo, ou se licenciem do partido. Caso contrário, terão que responder no Conselho de Ética de acordo com o Estatuto.

AC – O senhor pretende manter sua candidatura ao GDF?

Izalci – Com certeza, irei até o fim, isto é fato consumado. Minha pré-candidatura está mais fortalecida ainda. O desespero do governador com nossa candidatura, é sinal que está preocupado com nosso crescimento. A cada dia estamos mais empolgados e trabalhando cada vez mais.

AC – O PSDB sempre foi um partido acessório no DF. Foi assim com Roriz, Arruda, Rosso e Rollemberg. Não chegou a hora de ser protagonista?

Izalci – Exatamente, passou da hora. Nós já devíamos ter feito isso. Para você ter ideia, em 1998 foi a primeira disputa que fiz para distrital pelo PSDB. O partido tinha candidatura ao GDF. O nosso líder de governo na época era o Arruda, que era o nosso candidato oficial, e o partido apoiou o Roriz, mesmo tendo candidato próprio. Então isso passou, agora nós estamos fazendo isso. Nós já temos montado quase 500 núcleos de base do partido em todas as cidades. Estamos criando o PSDB mulher em cada cidade, o PSDB jovem, e os núcleos por área. Estamos estruturando o partido para lançarmos candidatos à Presidência da República e ao governo do DF.

AC – Como o senhor avalia a gestão do governo Rollemberg nesses 03 anos?

Izalci – A gestão do governador é totalmente amadora, totalmente analógica. A resposta disso vem pela rejeição de acordo com as pesquisas. Brasília nunca teve um governo tão ruim como esse. As coisas mais simples como o corte do mato alto na cidade, não está sendo realizado. O contrato com a empresa está vencido há 03 anos, e só foram verificar agora. Por que não verificaram logo no início do governo? Brasília que é a capital da esperança, está perdendo a esperança, porque não tem emprego. A saúde, educação e segurança não funcionam. Vamos ter muito trabalho para recuperar o DF.

AC – Na esfera nacional, o PSDB vai lançar candidatura própria ou pretende apoiar o candidato indicado por Temer?

Izalci – O candidato do PSDB à Presidência da República já está definido e será o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Da Redação do Agenda Capital



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